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Bruno Fratus comemora bronze nos 50m livre nos Jogos Olímpicos: ‘Os cara é grande, mas nois é ruim. Aqui é Brasil’


Nadador terminou a prova em 21s57 e garantiu primeiro pódio em sua terceira final olímpica. Bruno Fratus ganha medalha de bronze
REUTERS/Carl Recine
“Finalmente!”, esse foi o sentimento do nadador Bruno Fratus, de 32 anos, ao vencer sua primeira medalha olímpica neste sábado (31). O brasileiro ficou com o bronze nos 50m livre nas Olimpíadas de Tóquio.
“[O grito] está entalado desde 2011. Foi um grito de finalmente, finalmente medalhista olímpico, finalmente realizei meu sonho que começou com 11 anos de idade”, declarou após a vitória.
“Os cara é grande, mas nois é ruim. Aqui é Brasil.”
Bruno Fratus
REUTERS/Marko Djurica
Fratus terminou a prova em 21s57. O campeão foi o norte-americano Caeleb Dressel, com 21s07. E a prata ficou com o francês Florent Manaudou, com 21s55.
Esta foi a terceira final olímpica do nadador nascido no interior do Rio de Janeiro, depois de um 4° lugar em Londres, em 2012, e um 6° na Olimpíada do Rio, em 2016. Naquele ano, ele deu uma entrevista completamente frustrado após terminar. O modo como respondeu a repórter viralizou. Agora, cinco anos depois, ele ironiza:
“Como dizia o sábio, estou felizão.”
Além da comemoração, Fratus também agradeceu os “inimigos”. “Não teria sido sem o suporte, o amor, a amizade e a torcida de todo mundo que está até agora do meu lado. E não teria sido sem a palavra de quem duvidou também. Essa é para vocês.”
Bruno Fratus conquista medalha de bronze nos 50m livre nas Olimpíadas de Tóquio
Bruno Fratus com a medalha de bronze dos 50m livre da natação nas Olimpíadas de Tóquio e a bandeira do Brasil
Jonne Roriz/COB

Fonte: G1 Mundo

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Rebeca Andrade, ouro histórico no salto: veja FOTOS e VÍDEOS da ginasta em Tóquio


Ginasta de 22 anos venceu favoritas à prova e garantiu ouro inédito. Rebeca é primeira mulher brasileira a conquistar medalha na ginástica artística nos Jogos Olímpicos. VÍDEO: Veja o salto de ouro de Rebeca Andrade
A ginasta Rebeca Andrade, de 22 anos, fez história mais uma vez: ela levou ouro no salto da ginástica artística neste domingo (1) e se tornou a primeira mulher brasileira a vencer duas provas na mesma edição dos Jogos Olímpicos.
A atleta de Guarulhos, na Grande São Paulo, teve média 15,083 pontos e deixou para trás as favoritas norte-americanas. A brasileira foi a única a conseguir média acima de 15,000. A americana Mykayla Skinner fez 14,916 e ficou com a prata. Já o bronze foi para a sul-coreana Seojeong Yeo, com 14,733.
Rebeca Andrade segura a medalha de ouro
Mike Blake/Reuters
Rebeca Andrade já venceu a prata no individual geral e se tornou a primeira brasileira medalhista olímpica na ginástica artística. Ao som do funk “Baile Favela”, ela marcou 57,298 pontos na prova, atrás apenas da americana Sunisa Lee, que marcou 57,433 pontos.
A ginasta brasileira que hoje compete pelo Flamengo tem mais uma chance de medalha. Ela compete a final do solo na segunda-feira (2), uma de suas melhores provas.
De Guarulhos para Tóquio
Nascida em Guarulhos, na Grande São Paulo, a medalhista saiu de casa aos 9 anos para se dedicar ao esporte. Ela já sofreu três lesões no joelho e chegou a pensar em desistir da vida de atleta, mas a mãe, Rosa Santos, não deixou.
Foi em um projeto social que, ainda criança, Rebeca ganhou o apelido de “Daianinha de Guarulhos”, em referência a Daiane dos Santos, vencedora de nove medalhas de ouro em campeonatos mundiais no solo entre 2003 e 2006. Hoje é Daiane quem reverencia Rebeca: “Essa prata vale ouro pra gente”, disse a outra estrela da ginástica após o resultado em Tóquio.
Rebeca na final
Reprodução/TV Globo
Rebeca após salto
Lisi Niesner/Reuters
Rebeca celebra
Reprodução/TV Globo
Rebeca Andrade no aquecimento para a final do salto
Ricardo Bufolin/Panamerica Press/CBG
Rebeca Andrade (esq.) em Cuba, aos 9 anos de idade, em sua primeira competição internacional
Arquivo pessoal

Fonte: G1 Mundo

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Corredora da Belarus que fez críticas aos técnicos de sua equipe é retirada do quarto em Tóquio e levada ao aeroporto


Kryscina Tsimanouskaya fez críticas aos técnicos de atletismo em uma rede social. Segundo ela, dois dirigentes da equipe foram ao seu quarto e disseram que tinham ordens superiores para levá-la ao aeroporto. Ela procurou policiais de Tóquio para dizer que se recusava a embarcar. Krystsina Tsimanouskaya fala com policiais no aeroporto de Tóquio, em 1º de agosto de 2021
Issei Kato/Reuters
A corredora Kryscina Tsimanouskaya, da Belarus, foi retirada de seu quarto por membros da delegação olímpica de seu país e levada ao aeroporto de Tóquio para voltar ao seu país neste domingo (1º).
Ao chegar ao aeroporto, ela procurou policiais para dizer que não queria embarcar.
Na sexta-feira (30), ela fez críticas a dois técnicos de seu país. A Belarus é comandada desde 1994 por Alexandre Lukashenko, que é considerado um ditador.
No ano passado, houve uma eleição muito questionada no país, e Lukashenko venceu novamente. Logo em seguida, começaram protestos contra o líder e o regime. Veja um vídeo abaixo sobre uma dessas manifestações.
Manifestantes voltam às ruas de Belarus pedindo a saída do presidente e novas eleições
Tsimanouskaya, a corredora, foi levada ao aeroporto por dois membros da delegação de seu país. A atleta disse também que vai pedir asilo político. “Eu não vou voltar à Belarus”, afirmou, em um texto em um aplicativo de mensagens à agência de notícias Reuters.
A corrida de 200 metros em que ela concorre está programada para a segunda-feira.
Ela afirmou que foi tirada da equipe por ter se manifestado sobre a negligência dos técnicos em uma rede social. Tsimanouskaya já tinha reclamado por ter sido incluída na equipe de revezamento só depois que outras atletas saíram por não terem sido submetidas ao teste antidoping. “O técnico queria me adicionar ao revezamento sem que eu soubesse. Eu falei sobre isso publicamente. O chefe dos técnicos veio me procurar e disse que havia uma ordem superior para me remover”, disse ela.
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Fonte: G1 Mundo

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Grécia e Itália sofrem com incêndios florestais e temperaturas acima de 40°C; veja vídeo do combate ao fogo


A Grécia foi atingida por uma onda de calor de até 44°C. Regiões de florestas começaram a pegar fogo. Grécia, 44°C: bombeiros tentam controlar incêndios em floresta
Países mediterrâneos continuam a enfrentar o avanço de incêndios florestais neste verão europeu. A Itália registrou mais de 800 novos focos de fogo neste fim de semana e, na Grécia, oito pessoas ficaram feridas na queima de 20 casas.
O vasto incêndio continuava neste domingo (1º) no noroeste do Peloponeso, perto da cidade de Patras, conforme a Defesa Civil grega. Cinco vilarejos foram evacuados por precaução. As vítimas foram hospitalizadas com problemas respiratórios e queimaduras leves.
Incêndio em Labiri, na Grécia, em 31 de julho de 2021
Eurokinissi / AFP
O fogo começou no sábado (31) devido às altas temperaturas, que subiram para até 44°C. A onda de calor começou na sexta-feira (30), de acordo com serviços meteorológicos.
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Na madrugada de domingo, cerca de 300 bombeiros, com 77 caminhões, oito aviões de combate a incêndio e cinco helicópteros, tentavam controlar as chamas.
Desde a manhã de sábado, 58 incêndios florestais foram registrados. A maioria foi rapidamente controlada.
Incêndios florestais deixam mortos e feridos na Turquia
O fogo causa enormes engarrafamentos, bloqueando os motoristas por horas. A estrada principal entre Corinto e Patras foi fechada ao tráfego no sábado, assim como a ponte Rio-Antirio, que liga o Peloponeso e a Grécia continental.
O país enfrenta com frequência dramas como esse. Em julho de 2018, 102 pessoas morreram na cidade costeira de Mati, perto de Atenas, o pior balanço de vítimas por um incêndio no país.
Fogo no sul da Itália
Já na Itália, o sul do país é o que mais sofre com o problema. As temperaturas têm chegado a 40°C nos últimos dias.
“Em 24 horas, os bombeiros efetuaram mais de 800 intervenções: 250 na Sicília, 130 em Apúlia e Calábria, 90 em Lácio e 70 na Campânia”, informaram os bombeiros, em um tuíte. “O trabalho das equipes também continua na Catânia, em Palermo e Siracusa”, acrescentaram.
A falta de chuvas intensifica os riscos. No fim de semana passado, mais de 200 hectares de florestas viraram cinzas na região de Oristano, no oeste da Sardenha.
Já no norte, são as tempestades de granizo que preocupam. “Os prejuízos dos estragos causados por todo lado nos campos no norte da Itália por violentas tempestades e queda de granizo neste verão, que está maluco, já chegam a dezenas de milhões de euros”, denunciou o Coldiretti, um dos principais sindicatos agrícolas do país.
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Fonte: G1 Mundo

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Veja 5 coisas que influencers brasileiros (que vivem lá) adoram no Japão


Segurança nas ruas, limpeza de locais públicos e qualidade do transporte estão entre os pontos que chamam a atenção de brasileiros que se mudaram para o país. Brasileiros gostam da segurança, limpeza e transporte público do Japão (e da comida também)
Philip Fong/AFP / Kantaro Komiya/AP / Charly Triballeau / AFP / Rafael Miotto/G1/ Issei Kato/Reuters
O que será que chama mais atenção de brasileiros que vivem no Japão? Para saber mais como é a rotina no país das Olimpíadas, o G1 conversou com 4 influencers brasileiros que vivem por lá.
Eles são: Julia Dalcin (Hey, Ju! Listen!), Cleide Sousa (Por onde eu vou), Renan Ricci (Ricci no Japão) e Isabela Borrego (Isa Borrego no Japão).
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🧘 Segurança e tranquilidade
O Japão é o 12º colocado na edição 2021 do Índice Global da Paz. Para se ter uma ideia, o Brasil aparece apenas em 128º lugar nesse ranking.
“Aqui você pode andar a qualquer hora do dia e da noite com o celular na mão, com dinheiro no bolso, deixar o portão aberto, etc”, explica Renan Ricci, de 30 anos, especialista em marketing digital, que vive no país há 1 ano e meio.
“Se você perder sua carteira com dinheiro dentro, você certamente encontrará em um posto policial”.
A tolerância zero a armas e a proibição do consumo de álcool quando for dirigir são apontados como fatores que fazem o Japão estar entre os países mais seguros do mundo.
Pessoas celebram o dia de Ano Novo no distrito de Shibuya, em Tóquio
Philip Fong/AFP
🧹Limpeza (sem lixeiras)
Qual a solução para deixar as ruas limpas? Retirar todas as lixeiras. É exatamente isso o que acontece no Japão, é quase impossível encontrar local para dispensar restos de alimentos e embalagens.
“A limpeza assusta muito as pessoas quando chegam a primeira vez porque as ruas são sempre bem limpas e não existem latas de lixo nas ruas. Você encontra apenas em parques e nas lojas de conveniência”, diz Julia Dalcin, de 29 anos, especialista em comunicação digital. Ela vive no Japão há um ano e meio.
Companhia ferroviária lança robôs para ajudar na limpeza dos ambientes, no Japão
Mas essa não é uma ação isolada. Isso faz parte de uma política pública para fazer a população cuidar do próprio lixo. É comum levar um saquinho para levar o lixo para casa e depois fazer o descarte.
Encontrar uma lixeira nas ruas do Japão não é tarefa fácil. População é responsável por descarte do lixo.
Kantaro Komiya/AP
Não é incomum também ver pessoas recolhendo os lixos que eventualmente são jogados nas ruas.
🚇 Transporte público, sempre pontual
Com 13 linhas e mais de 286,2 quilômetros de extensão, o metrô de Tóquio é o 5º maior do mundo. E não é somente na capital que existe grande oferta de transporte público, é possível viajar de trem para diversas partes do país.
Homem idoso confere a própria temperatura com termômetro infravermelho na testa em metrô de Tóquio, no Japão, no dia 10 de fevereiro.
Charly Triballeau / AFP
Muitas vezes, as linhas podem ficar lotadas, mas o serviço consegue manter uma pontualidade.
“Os trens quase nunca se atrasam – e quando acontece, avisam e pedem desculpas a cada minuto”, afirma Isabella Borrego, de 24 anos, criadora de conteúdo, que vive há 3 anos no Japão.
Japão tem museu dedicado para o transporte sobre trilhos
🥢Comida, além do sushi
Quem acha que a comida japonesa se restringe a sushi e sashimi deve saber que isso é um grande engano.
Lámen com carne de porco é muito comum no Japão
Rafael Miotto/G1
A lista de quitutes envolve alimentos como a massa com caldo conhecida como lámen, tonkatsu (carne de porco empanada), okonomiyaki (uma panqueca japonesa com diversas coberturas) e uma infinidade de opções.
Lámen faz sucesso na capital
🌸As lindas cerejeiras
Jovem observa flores de uma cerejeira no Parque Nacional Shinjuku Gyoen, em Tóquio, no Japão
Issei Kato/Reuters
Uma beleza à parte: as cerejeiras. Seu pico de florescimento, que acontece na primavera, leva milhares às ruas e parques do país para observar o fenômeno, que dura poucos dias e é reverenciado há mais de mil anos.
VÍDEO: Cerejeiras do Japão florescem mais cedo pela primeira vez em 1,2 mil anos
Cleide Sousa, 30 anos, Julia Dalcin, 29 anos, Isabella Borrego, 24 anos, e Renan Ricci, 30 anos, são influencers brasileiros que mostram o dia-dia no Japão
Reprodução/Instagram
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Reprodução
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Fonte: G1 Mundo

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Olimpíadas de Tóquio: veja 5 grandes eventos esportivos afetados por outras epidemias


Zika, gripe, meningite e até uma ‘irmã’ da Covid-19: epidemias e surtos de doenças contagiosas mexeram na organização de grandes competições. Relembre algumas delas. De máscara, espectadores acompanham a prova de mountain bike do ciclismo nas Olimpíadas de Tóquio em Izu em 26 de julho
Thibault Camus/AP Photo
Os Jogos Olímpicos de Tóquio ocorrem após um ano de adiamento por causa da pandemia de coronavírus. Mesmo com as mudanças de data, a Covid-19 continua a afetar a organização das Olimpíadas: a enorme maioria das competições não tem publico nenhum nas arquibancadas, e o Japão registra recorde nos casos da doença.
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Esta não é a primeira vez em que uma crise de saúde marcou os preparativos de um grande evento esportivo. Alguns eventos esportivos ocorreram mesmo durante outras epidemias, e surtos de doenças infecciosas levaram inclusive à mudança de sede de competições.
Outros exemplos na história são:
Retirada da Copa América no Brasil por causa da Gripe Espanhola (1918)
Desistência de São Paulo em sediar os Jogos Pan-Americanos após surto de meningite (1974)
Adiamento e troca de sede na Copa do Mundo de futebol feminino por causa da SARS (2003)
Olimpíadas de Inverno seguiram adiante mesmo na pandemia de H1N1 (2010)
Preocupação de atletas com a epidemia de zika no Rio de Janeiro (2016)
Saiba mais detalhes sobre esses casos abaixo
Brasil desistiu de Copa América por Gripe Espanhola
Com todos os jogos programados para o Rio de Janeiro, o Brasil tinha sido escolhido sede do Campeonato Sul-Americano de Futebol — rebatizado para Copa América — em 1918. Porém, o país acabou desistindo do evento por causa de outra pandemia mortal que atingiu o mundo 101 anos antes do coronavírus: a Gripe Espanhola, um subtipo do vírus H1N1 que matou mais de 50 milhões de pessoas.
Veja no VÍDEO abaixo: jornais do Rio contam a história da Gripe Espanhola e revelam semelhanças com a pandemia de Covid-19
Jornais do Rio da época da gripe espanhola revelam semelhanças em meio à pandemia de coronavírus
Segundo reportagem da BBC, a decisão das autoridades brasileiras em rejeitar a competição não foi bem vista pela Confederação Brasileira de Desportos (CBD), que comandava o futebol naquela época. Sem outra sede, o evento foi adiado para 1919, com jogos no Estádio das Laranjeiras, no Rio. O Brasil venceu o campeonato.
Esse adiamento foi relembrado recentemente, com o anúncio de que o Brasil receberia a Copa América de 2021 — que já havia sido adiada em um ano por causa da Covid-19 — depois da desistência de Argentina e Colômbia. Mesmo com pressões de políticos e patrocinadores, todos os jogos ocorreram como previsto, e apenas a final no Maracanã, vencida pelos argentinos, teve a entrada de público liberada, ainda que em um número muito restrito.
Surto de meningite tirou Pan de São Paulo
Epidemia de meningite nos anos 1970 também sofreu com falta de dados no Brasil
A maior cidade brasileira deveria receber os Jogos Pan-Americanos de 1975. No entanto, o Comitê Olímpico do Brasil e o governo concordaram um ano antes em desistir de organizar a competição em São Paulo. Oficialmente, o motivo seria a grave epidemia de meningite que atingiu a capital paulista e outras partes do país no começo da década de 1970. Saiba mais no VÍDEO acima.
Os primeiros casos da meningite bacteriana começaram em 1971 e se alastraram até que os contágios chegaram a um pico em 1974. Durante muito tempo, a ditadura militar tentou esconder a crise sanitária — os números reais de casos e mortes pela doença são desconhecidos —, mas a situação ficou grave demais. Uma intensa campanha de vacinação começou, com um tipo de injeção semelhante a uma pistola.
Vacinação contra meningite durante a epidemia da década de 1970
Reprodução/TV Globo
Assim, as autoridades brasileiras disseram em 1975 que não haveria mais condições de São Paulo sediar o Pan no ano seguinte, que acabaria transferido para a Cidade do México.
Essa versão, no entanto, é contestada. Embora se reconheça a gravidade da epidemia de meningite em São Paulo nos anos 1970, outra versão diz que a razão para a desistência foi, na verdade, falta de dinheiro — e o governo militar não queria admitir isso.
“Eu me lembro exatamente do dia em que meu avo chegou em Brasília e contou que o ministro da Educação, Ney Braga, disse que as verbas tinham sido cortadas e tinham que suspender o Pan”, relatou ao G1 o advogado Alberto Murray, neto do então presidente do Comitê Olímpico do Brasil (COB), Sylvio de Magalhães Padilha.
Raia Olímpica da USP com vidro ao fundo
Tahiane Stochero
Segundo ele, embora a versão do governo fosse a epidemia de meningite, o chefe do COB à época nunca escondeu das autoridades a real motivação do cancelamento.
VÍDEO: saiba o que virou notícia na 1ª semana de Olimpíadas
“O pico do surto foi no ano anterior. Naquele momento, estava controlado. A vacinação já estava em andamento, mas a pá de cal nos Jogos nunca foram os casos de meningite”, afirmou Murray, que já presidiu o conselho de ética do COB.
A transferência de sede ocorreu mesmo com algumas das obras do Pan prontas. Entre elas, estão o velódromo da Universidade de São Paulo (USP) e a raia olímpica. “Alguma coisa ficou. O legado ficou para a universidade”, analisa Murray.
SARS adiou Copa Feminina na China
Reforma de antigo hospital em Pequim, na China, usado para atender pacientes com a Sars em 2003, em foto de janeiro de 2020
Peng Ziyang/Xinhua via AP
Em 2003, a epidemia da SARS na China levou a Fifa a cancelar a Copa do Mundo de Futebol Feminino prevista para o país asiático naquele ano. Às pressas, o órgão transferiu a organização do torneio para os Estados Unidos, que havia sediado o evento quatro anos antes.
O causador da SARS é um coronavírus muito semelhante ao da Covid-19. Tanto que o vírus responsável pela pandemia atual se chama SARS-CoV-2. A epidemia da SARS deixou mais de 900 mortos entre 2002 e 2003, segundo dados da OMS.
Segundo comunicado divulgado em maio de 2003, a Fifa ouviu especialistas da OMS para tomar a decisão. Para compensar as autoridades chinesas, a entidade do futebol pagou US$ 1 milhão à China e prometeu que o país organizaria a Copa do Mundo Feminina seguinte, em 2007 — o que acabou se concretizando.
Olimpíadas na pandemia de H1N1
O vírus H1N1, que causou uma pandemia de gripe
reprodução
O mundo ainda estava na pandemia da gripe H1N1 quando Vancouver, no Canadá, sediou os Jogos Olímpicos de Inverno em fevereiro de 2010: a Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou pandemia apenas meses antes da abertura.
Embora menos severa do que a crise sanitária atual, o H1N1 pode ser bastante letal em crianças muito jovens e idosos. Havia, ainda, a preocupação com a sazonalidade da doença: as autoridades temiam uma explosão de casos da gripe no inverno, justamente nas Olimpíadas de Vancouver.
Assim como tem ocorrido nos preparativos dos Jogos de Tóquio, organizadores e comitês olímpicos dos países participantes correram para garantir vacinas para atletas e voluntários. Hospitais da região de Vancouver ficaram de prontidão caso houvesse algum aumento nos casos de H1N1.
Felizmente, os Jogos de Inverno ocorreram sem maiores problemas relacionados à doença. A OMS declarou o fim da pandemia em agosto de 2010, após deixar dezenas de milhares de mortos. O vírus circula até hoje, em parâmetros não pandêmicos, e há vacinas disponíveis.
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Zika alarmou mundo às vésperas da Rio 2016
Logo dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos no Rio ao lado de mensagem sobre o vírus da zika
Ricardo Moraes/Reuters
Transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, a zika se tornou uma das razões de preocupação para atletas e comissões técnicas com os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016. Na época, um grupo de cientistas chegou a pedir o adiamento ou o cancelamento dos Jogos Olímpicos.
Além disso, após estudos concluírem que o vírus causava mesmo microcefalia em bebês, autoridades internacionais recomendaram que atletas grávidas não viajassem ao Rio de Janeiro para evitar os riscos da malformação.
Hope Solo postou imagem nas redes sociais com ‘preparação’ para viajar ao Rio
Reprodução/Instagram
Alguns atletas de modalidades como o tênis e o estreante golfe chegaram a desistir de competir nos Jogos do Rio citando medo de infecção. E a goleira da seleção dos Estados Unidos de futebol, Hope Solo, gerou polêmica ao publicar uma foto nas redes sociais em que posava com uma tela protetora, uma máscara e um inseticida.
Mesmo assim, os Jogos Olímpicos do Rio ocorreram normalmente. Além disso, segundo a OMS, nenhum atleta contraiu zika durante o evento.
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Fonte: G1 Mundo

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Mais de 100 homicídios: general do exército colombiano será acusado de crimes cometidos entre 2007 e 2008


Subordinados do general aposentado Montoya admitiram ao Juizado Especial de Paz (JEP) que assassinaram civis para apresentá-los como vítimas de combate em troca de dias de férias e outros benefícios. O general aposentado Mario Montoya será acusado das execuções de 104 civis apresentados como rebeldes mortos em combate durante sua gestão do Exército colombiano (2006-2008), anunciou o Ministério Público da Colômbia neste sábado (31).
“Vamos imputá-lo como mandante do homicídio qualificado (…) de 104 dos chamados falsos positivos”, disse à revista colombiana ‘Semana’ o procurador-geral Francisco Barbosa, aludindo ao escândalo em que militares executaram milhares de civis entre para fazê-los passar como vítimas em meio a uma feroz luta contra guerrilhas. Segundo o órgão de investigação, os homicídios ocorreram entre 2007 e 2008 e cinco das vítimas eram menores. “Todos os autores eram militantes do Exército”, acrescentou Barbosa.
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Montoya se apresentou em 2018 ao Juizado Especial de Paz (JEP), que investiga os piores crimes do conflito e oferece penas alternativas de prisão para quem confessar seus crimes e reparar as vítimas. Seu caso não foi resolvido. De acordo com o JEP, mais de 6.400 civis foram mortos durante o governo de Álvaro Uribe por soldados incentivados por uma “contagem premiada de corpos”.
O ex-presidente e atual senador colombiano Álvaro Uribe, em foto de 8 de outubro de 2019
Raul Arboleda/AFP
A acusação busca “ajudar” o tribunal que emergiu dos acordos com os guerrilheiros das Farc em 2016 a esclarecer esses crimes, explicou Barbosa. Vários dos subordinados de Montoya admitiram ao JEP que assassinaram civis para apresentá-los como vítimas de combate em troca de dias de férias e outros benefícios.
O então major do Exército Gustavo Soto disse à agência de notícias AFP em 2020 que Montoya mediu os resultados operacionais “em mortes”. Segundo Barbosa, o oficial aposentado “seguia para as brigadas, para os batalhões, para as divisões (…) com a política de recompensas por essas execuções”. O general nega ter instigado esses crimes e sua defesa afirma que “em nenhum momento houve uma ordem ou diretriz ao Exército para atos tão atrozes”.

Fonte: G1 Mundo

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Navio Ocean Viking resgata 196 migrantes no Mediterrâneo

Navio da ONG SOS Mediterrâneo realizou quatro operações neste sábado para salvar pessoas em ‘embarcações em situação de emergência’. Entidade calcula que ao menos 1.146 migrantes morreram no 1º semestre no Mediterrâneo quando tentavam chegar à Europa. O navio Ocean Viking, pertencente à organização de resgate em alto mar SOS Mediterrâneo, resgatou neste sábado (31) 196 migrantes a bordo de “embarcações em situação de emergência” na costa da Líbia, anunciou a ONG europeia.
Primeiro, foram salvas 57 pessoas a bordo de um bote inflável, disse SOS Mediterrâneo. Horas depois, o navio resgatou 54 migrantes em outro barco. “Alguns tiveram queimaduras de combustível”, explicou a organização.
Mais tarde, o Ocean Viking encontrou 64 pessoas a bordo de um barco de madeira. O quarto resgate ocorreu no período da tarde, no qual foram salvos 21 migrantes, elevando para 196 o número total de pessoas salvas, incluindo duas gestantes.
De acordo com a Organização Internacional para as Migrações (OIM), pelo menos 1.146 pessoas morreram em alto mar no Mediterrâneo no 1º semestre de 2021 quando tentavam chegar à Europa.
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Fonte: G1 Mundo

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Variante Delta da Covid-19 ganha força e causa endurecimento das restrições pelo mundo


Nova pesquisa europeia mostra que relaxar as medidas antivírus antes de vacinar toda a população aumenta em grande medida o risco de surgimento de variantes mais resistentes. A transmissão da variante Delta se intensifica pelo mundo, obrigando autoridades a endurecer as restrições sanitárias. A China começa a aplicar confinamentos locais. Na Austrália, soldados nas ruas garantem o respeito a medidas restritivas. E, no Japão, estado de emergência é estendido em meio à realização dos Jogos Olímpicos.
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A variante Delta do coronavírus é tão contagiosa quanto a catapora, provavelmente provoca uma doença mais séria do que as anteriores e os casos entre vacinados podem ser tão transmissíveis quanto entre os não vacinados, segundo documentos dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC), divulgados pelo jornal The Washington Post.
CDC informa que a variante delta é tão transmissível quanto a catapora
Uma nova pesquisa europeia mostra que relaxar as medidas antivírus antes de vacinar toda a população aumenta em grande medida o risco de surgimento de variantes mais resistentes. Em um momento em que 60% dos europeus receberam pelo menos uma dose, os autores do estudo destacaram a necessidade de se manter as medidas restritivas até que todos estejam completamente vacinados.
A média de novos casos diários de Covid-19 no mundo aumentou 10% na última semana, segundo contagem da agência de notícias AFP. Em grande, o aumento se deve à variante Delta, altamente contagiosa. Embora a região da Ásia e do Pacífico tenha sido muito afetada, com um aumento diário de casos de 61% no Vietnã e no Japão, os países ocidentais também enfrentam aumentos repentinos, e os Estados Unidos e o Canadá registraram 57% mais infecções. A Organização Mundial da Saúde (OMS) advertiu que a variante delta pode desencadear mais surtos em uma área de alto risco que se estende do Marrocos ao Paquistão, onde as taxas de vacinação são baixas.
China, Japão e Austrália
Na China, um novo surto ameaça a política de ‘covid zero’, com casos que se propagam de Nanquim a cinco províncias e à capital, Pequim, pela primeira vez em seis meses. Centenas de milhares de pessoas voltaram a ficar confinadas na província de Jiangsu, enquanto 41.000 receberam ordens de ficar em casa no distrito de Changping, em Pequim.
No Japão, o número de casos continua baixo comparativamente a outros países, com 3.300 novas infecções registradas em Tóquio na sexta-feira, mas os especialistas dizem que o sistema médico corre o risco de se saturar devido ao baixo nível de vacinação: apenas um quarto da população tem o ciclo de vacinação completo. Os organizadores dos Jogos Olímpicos informaram nesta sexta-feira (27) novos casos relacionados ao evento, a cifra diária mais alta até o momento.
Na Austrália, a polícia de Sydney contará com a ajuda de 300 soldados para fazer cumprir as restrições na maior cidade do país (5 milhões de habitantes), onde o número de contágios bateu um recorde na última quinta-feira (29).
Estados Unidos e Europa
Americanos, inclusive os vacinados, devem voltar a usar máscaras em áreas onde forem identificados mais casos de Covid-19. E, para impulsionar a vacinação, o presidente Joe Biden estimulou as autoridades locais a pagarem 100 dólares a quem se vacinar pela primeira vez. Na Europa, onde muitos países enfrentam a quarta onda, também há mudanças. Na Espanha, o toque de recolher foi prorrogado em Barcelona e parte da Catalunha. A partir de domingo (01), a Alemanha vai generalizar a obrigatoriedade de que os turistas não vacinados apresentem um exame anticovid ao entrar no país.

Fonte: G1 Mundo

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Rebeca Andrade, Tommie Smith e mais: 10 atletas negros que fizeram história nas Olimpíadas


Rebeca encantou o Brasil na ginástica, mas o histórico de atletas negros que marcaram a história dos Jogos Olímpicos começou em 1908. Conheça alguns dos nomes que fizeram contribuições históricas para o debate racial Rebeca Andrade em Tóquio
Ashley Landis/AP
Da cerimônia de abertura à conquista de medalhas inéditas, os atletas dos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020 vêm protagonizando discussões sobre a representatividade racial e o combate ao racismo. O debate não é inédito: esportistas negros fazem contribuições históricas e reivindicam igualdade desde o início dos Jogos na era moderna. Conheça alguns dos principais nomes no Brasil e no mundo.
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John Baxter Taylor Jr. (EUA); Jogos Olímpicos de Londres (1908)
Taylor Jr. foi o primeiro campeão olímpico negro da história – e o primeiro a competir pelos EUA. O norte-americano teve papel pioneiro nos Jogos Olímpicos durante a prova de revezamento misto de 1.600 metros, alcançando a marca de 400m em 49s8. Taylor, no entanto, teve pouco tempo para dar continuidade ao seu legado no esporte. Menos de 5 meses depois, o atleta morreu de febre tifoide. Em seu obituário, o jovem de 26 anos foi lembrado pelo New York Times como “o maior corredor negro do mundo.”
Você sabia? A final de atletismo de 1908 também foi a mais controversa da história dos Jogos Olímpicos. Esse foi o ano da vitória do britânico Wyndham Halswelle, o único atleta a levar ouro por desistência dos adversários. Na prova individual, a equipe de John Taylor protestou contra a desclassificação do norte-americano John Carpenter, acusado de obstruir a corrida do medalhista britânico e a prova foi refeita só com o vencedor
Jesse Owens (EUA); Jogos Olímpicos de Berlim (1936)
Close-up of US champion “Jesse” (James Cleveland) Owens during Olympic Games in Berlin, August 1936, where he captured 4 gold medals, 100m, 200m, 4x100m and long jump. Grandson of a slave and legendary athlet, Jesse Owens established 6 world records in 1935. “Jesse” Owens retained his 100m world record for 20 years and his long jump world record for 25 years (until 1960).
AFP
A história de Jesse Owens nas Olimpíadas é conhecida por muitos: o corredor negro que, no auge da Alemanha nazista, garantiu 4 medalhas de ouro aos Estados Unidos e e constrangeu Adolf Hilter e sua propaganda de supremacia ariana. Um ano antes do episódio, Owens já havia batido um total de cinco recordes mundiais, os quais foram necessários 75 anos para que fossem quebrados um por um.
O norte-americano, no entanto, retornou a uma pátria segregada. Foi ovacionado Nova York, mas obrigado a usar o elevador de serviço do hotel Waldorf-Astoria. Mais tarde, declarou ter se ressentido do fato de não ter recebido sequer um telegrama do então presidente Franklin Delano Roosevelt. Sobre o líder nazista, Jesse Owens disse:
“Eu olhava a chegada e sabia que 10 segundos seriam o clímax de um trabalho. Por que, então, deveria me preocupar com Hitler?”
Aída dos Santos (Brasil); Jogos Olímpicos de Tóquio (1964)
Brasil, Rio de Janeiro, RJ. 12/12/2006. Cerimônia de entrega do “Prêmio Brasil Olímpico” no Teatro Municipal do Rio de Janeiro. A festa premia os melhores atletas de cada modalidade, além do destaque absoluto, masculino e feminino. Na foto, Aida dos Santos recebe o troféu Adhemar Ferreira da Silva.
Tasso Marcelo/Estadão Conteúdo/Arquivo
Quando se tornou a primeira mulher brasileira a disputar uma final olímpica, Aída dos Santos, hoje com 84 anos, não tinha técnico, roupa para a cerimônia de abertura ou material para competir nos Jogos. Ainda assim, levou o quarto lugar em uma final de salto com vara.
Durante 32 anos, Aída foi a brasileira com melhor desempenho na história dos Jogos Olímpicos. Seu legado é passado adiante pelo Instituto Aída dos Santos de inclusão social através do esporte; pela medalha Aída dos Santos e pela filha Valeskinha, ouro nos Jogos Olímpicos de Pequim em 2008.
Brasil, São Paulo, SP. Aida dos Santos é atleta e foi a única mulher a fazer parte da delegação brasileira nas Olimpíadas de 1964 no Japão.
Foto: Estadão Conteúdo/Arquivo
Tommie Smith (EUA); Jogos Olímpicos da Cidade do México (1968)
Gestos de protesto durante o hino dos EUA não são limitados ao presente – os atletas Tommie Smith e John Carlos levantaram os punhos cerrados, usando uma luva preta, durante a cerimônia de entrega de medalha dos Jogos Olímpicos do México de 1968
AP Photo/File
Os punhos cerrado de Tommie Smith e do atleta John Carlos no topo do pódio olímpico de 1968, ainda repercutem no debate sobre protestos nas Olimpíadas. A saudação dos Panteras Negras foi feita pelo norte-americano depois de quebrar o recorde mundial dos 200 metros no atletismo. Mais de meio século depois, a atitude se perpetua por meio de atletas da geração Black Lives Matter – que se ajoelham antes dos jogos como símbolo de combate às mortes pelo racismo.
Servilio de Oliveira (Brasil); Jogos Olímpicos do México (1968)
Brasil, São Paulo, SP. 03/11/1971. O pugilista Servilio de Oliveira,o primeiro boxeador brasileiro a conquista uma medalha olímpica até 2012.
Foto: Estadão Conteúdo/Arquivo
Foi o primeiro brasileiro a conquistar uma medalha olímpica no boxe – e até 2012, o único. Servilio de Oliveira é considerado um dos melhores pugilistas brasileiros de todos os tempos. E mesmo muito tempo depois de abrir caminho para a modalidade do esporte no Brasil, o ex-atleta teve que batalhar por reconhecimento. Ainda neste ano, ganhou uma ação cível contra a Fundação Palmares, que havia retirado seu nome da lista de esportistas homenageados.
Serena Williams (EUA); Jogos Olímpicos de Sydney (2000), Pequim (2008) e Londres (2012)
Serena Williams perde na Olimpíada
Reuters
Medalha de ouro em Sydney, Pequim e Londres, Serena Williams carrega a responsabilidade de ser considerada uma das maiores atletas de todos os tempos. A norte-americana ocupa o posto de segunda maior campeã olímpica da história do tênis e a terceira a se manter por mais tempo como a número 1 do mundo. É diante desse peso histórico que a atleta se posiciona contra o machismo e o racismo. Nos Jogos deste ano, Serena anunciou que estaria fora da lista olímpica.
Rafaela Silva (Brasil); Jogos Olímpicos do Rio (2016)
Rafaela Silva, judoca, Rio 2016
Divulgação/Betto Gatti
Mulher, negra LGBQIA+ e periférica. Essa foi a cara do primeiro ouro do Brasil em casa nos Jogos Olímpicos do Rio 2016. A judoca Rafaela Silva foi a primeira campeã olímpica e mundial do país, uma trajetória que não passou ilesa aos percalços do racismo: anos antes, sua primeira Olimpíada em 2012 ficou marcada por insultos racistas após ser desclassificada por um golpe ilegal na húngara Hedvig Karakas. Punida por um caso de doping em 2019, a medalhista olímpica acabou ficando de fora de Tóquio e abriu um curso online com dez aulas de judô por R$ 147,00.
Simone Biles (EUA); Jogos Olímpicos do Rio (2016) e Tóquio (2020)
USA’s Simone Biles competes in the artistic gymnastics balance beam event of the women’s qualification during the Tokyo 2020 Olympic Games at the Ariake Gymnastics Centre in Tokyo on July 25, 2021.
Foto: Martin Bureau/AFP
Aos 24 anos, a ginasta Simone Biles é a ginasta mais premiada da história dos Estados Unidos. A atleta contabiliza 31 medalhas de Olimpíadas e campeonatos mundiais. Foi a primeira a conseguir cinco títulos mundiais no individual geral e a única mulher a cravar um Yurchenko Double Pike, movimento nunca feito antes em uma competição oficial por uma ginasta. Nos Jogos deste ano, a campeã acabou fazendo história fora dos ginásios ao deixar etapas da competição para cuidar de sua saúde mental.
‘Não somos apenas atletas. Somos pessoas, afinal de contas, e às vezes é preciso dar um passo atrás’.
Rebeca Andrade (Brasil); Jogos Olímpicos de Tóquio (2020)
Rebeca Andrade, of Brazil, performs on the floor during the artistic gymnastics women’s all-around final at the 2020 Summer Olympics, Thursday, July 29, 2021, in Tokyo.
Natacha Pisarenko/AP
Rebeca Andrade emocionou e fez história ao conquistar a primeira medalha da ginástica artística brasileira em Olimpíadas. Medalhista de prata, a atleta da Vila Fátima, Guarulhos, levou “Baile de Favela” a Tóquio e, nas classificatórias para a final individual, só ficou atrás de Simone Biles, sua inspiração desde a infância. Mesmo fora da competição, a maior ginasta da história dos EUA vibrou pela vitória da brasileira.
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Naomi Osaka (Japão); Jogos Olímpicos de Tóquio (2020)
Naomi Osaka em ação nos Jogos Olímpicos de Tóquio
Foto: Tiziana Fabi/AFP
A primeira mulher negra a acender a pira olímpica em uma cerimônia de abertura das Olimpíadas também é filha de imigrantes e a primeira japonesa a conquistar um Grand Slam. Número dois do mundo, Naomi Osaka trilha os passos da contemporânea Williams ao denunciar casos de racismo nos Estados Unidos, onde vive desde os três anos de idade.
Assim como Simone Biles, Osaka também abordou o tema da saúde mental dos atletas após desistir de participar de dois torneios muito importantes para o tênis — Roland Garros e Wimbledon. Ela competiu em Tóquio, mas acabou eliminada antes da disputa por medalha.
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Fonte: G1 Mundo