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OMS, Organização Mundial do Comércio, FMI e Banco Mundial pedem que países pobres sejam prioridade na vacinação

Documento é endereçado às nações ricas e a fabricantes de imunizantes contra a Covid. Banco Mundial diz que países de alta renda aplicaram 98,2 doses a cada 100 habitantes; já nos de baixa renda, número é de 1,6 dose a cada 100 pessoas. Quatro das organizações mais importantes do mundo nas áreas de saúde, economia e comércio divulgaram neste sábado (31) um pedido conjunto endereçado aos produtores de vacinas contra a Covid-19: é preciso priorizar a entrega de doses aos países pobres.
No comunicado, os líderes da Organização Mundial da Saúde (OMS), da Organização Mundial do Comércio (OMC), do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial defenderam que os países com programas de vacinação mais avançados liberem suas doses para nações mais carentes.
“Reiteramos a urgência de fornecer acesso às vacinas contra a Covid-19, aos testes e aos tratamentos para os países em desenvolvimento”, afirmaram. ”
Em relação às vacinas, uma limitação principal é a aguda e alarmante escassez na oferta de doses a países de baixa e média-baixa renda, especialmente no que resta de 2021.”
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Detalhes do pedido da OMS, OMC, FMI e Banco Mundial
O documento divulgado neste sábado continua: “Pedimos aos países com programas de vacinação avançados que liberem o quanto antes o máximo de suas doses contratadas que puderem ao Covax, à AVAT [o Fundo Africano de Aquisição de Vacinas] e aos países de renda baixa e média-baixa”.
O Covax é um mecanismo liderado pela OMS para entregar vacinas aos países menos desenvolvidos.
Os líderes dessas organizações denunciaram que os contratos de entrega de vacinas às nações pobres estavam sofrendo atrasos e que menos de 5% das doses adquiridas foram entregues.
“Pedimos aos fabricantes de vacinas anticovid que redobrem seus esforços para dimensionar a produção de vacinas especificamente para esses países e que garantam que o abastecimento de doses para o Covax e países com rendas baixa e média-baixa tenham prioridade na entrega de doses de reforço.”
Também pediram aos governos que reduzam ou eliminem as barreiras à exportação de vacinas e materiais exigidos para sua produção.
As quatro agências internacionais criaram uma unidade conjunta para identificar e resolver os problemas de produção de vacinas Covid-19 para países em desenvolvimento. A equipe teve sua primeira reunião em 30 de junho.
Até agora, mais de 4 bilhões de doses de vacinas anticovid foram aplicadas no mundo, segundo uma contagem da agência de notícias AFP.
Nos países de alta renda, segundo a classificação do Banco Mundial, foram aplicadas 98,2 doses a cada 100 habitantes. Por outro lado, nos 29 países com menor renda, foi aplicada apenas 1,6 dose a cada 100 pessoas.
VÍDEOS: perguntas e respostas sobre vacina

Fonte: G1 Mundo

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Reino Unido alerta que oxímetros contra Covid-19 funcionam menos com pessoas negras


Aparelhos funcionam por meio de luz através da pele que permite medir a quantidade de oxigênio no sangue. A Organização Mundial de Saúde (OMS) sugeriu, em atualização publicada nesta terça-feira (26), que pacientes com Covid-19 que estejam em casa monitorem seus níveis de oxigênio com um oxímetro.
G1
O serviço de saúde do Reino Unido (NHS) alertou, neste sábado (31), que os aparelhos usados em casa para medir os níveis de oxigênio no sangue de pacientes de Covid-19 podem favorecer diagnósticos “equivocados” em pacientes negros.
Em um comunicado, o NHS explicou que alterou suas diretrizes para o uso dos oxímetros de pulso, após um estudo publicado em abril pelo Observatório da Raça e da Saúde, o qual advertia que os oxímetros aumentavam “algumas vezes” os níveis de oxigênio no sangue “de pessoas com a cor da pele mais escura”.
Os oxímetros de pulso, muito usados pelos próprios pacientes para monitorar um possível agravamento do quadro de coronavírus, funcionam por meio de uma luz através da pele, que permite medir a quantidade de oxigênio no sangue, explicou o NHS. De acordo com o órgão, a pigmentação da pele pode afetar a forma como a luz é absorvida.
No entanto, o NHS continua recomendando o uso dos oxímetros, mas aconselha que, em vez de observar a quantidade total de oxigênio, o paciente priorize as alterações significativas, “o que permite ver se os níveis de oxigênio diminuem, embora o oxímetro não seja totalmente preciso”.
Em janeiro, a Organização Mundial de Saúde (OMS) sugeriu que pacientes com Covid-19 que estivessem em casa monitorassem seus níveis de oxigênio com um oxímetro. O nível de oxigênio no sangue de pacientes com casos mais graves de Covid-19 costuma cair silenciosamente. Por isso, o aparelho é importante.
Alguns dados imprecisos podem atrasar a hospitalização de um paciente. Isto seria um problema sério considerando a alta porcentagem de pessoas negras e de outras minorias entre os infectados com Covid-19, devido ao maior impacto da pandemia nas classes sociais mais baixas.
Este excesso de mortalidade por coronavírus entre as minorias resulta “das injustiças, desigualdades e discriminações estruturais que assolam a nossa sociedade”, concluiu um relatório parlamentar no final de outubro.
“Devemos tentar saber os possíveis limites de alguns equipamentos médicos, especialmente nos setores da população que apresentam um maior risco para esta doença”, disse o médico Habib Naqvi, diretor do Observatório da Raça e da Saúde.
“Isso inclui diversas comunidades de negros e asiáticos que usam os oxímetros de pulso para controlar seus níveis de oxigênio em casa”, enfatizou.

Fonte: G1 Mundo

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El Salvador intercepta um barco com 1,4 toneladas de cocaína na costa


De acordo com estatísticas da polícia, entre janeiro e 27 de julho em El Salvador, 1,73 toneladas de cocaína foram apreendidas e 68 pessoas foram presas por crimes relacionados Nayib Bukele, presidente de El Salvador, em imagem de 2019
Jose Cabezas/Reuters
El Salvador interceptou um barco com um carregamento de 1,4 tonelada de cocaína, avaliada em 35 milhões de dólares, disse neste sábado (31) o presidente do país, Nayib Bukele.
O presidente acrescentou que a operação terminou com seis detenções: três mexicanos, dois equatorianos e um colombiano.
“Nossa Força Naval acaba de interceptar um navio a 490 milhas náuticas (907 km) de nossas costas. Estima-se que ele possa trazer 1,4 tonelada de drogas”, escreveu Bukele em sua conta em uma rede social.
“El Salvador nunca havia apreendido drogas até agora”, acrescentou.
De acordo com estatísticas da polícia, entre janeiro e 27 de julho em El Salvador, 1,73 toneladas de cocaína foram apreendidas e 68 pessoas foram presas por crimes relacionados
Veja abaixo um vídeo sobre uma apreensão no Rio de Janeiro neste mês.
VÍDEO: Dupla é presa no Galeão ao tentar embarcar com cocaína

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Fonte: G1 Mundo

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Com impopularidade de partidos políticos, defesa da ‘democracia direta’ ganha adeptos


Em todo o mundo, os eleitores parecem estar se afastando das organizações políticas tradicionais, mas a democracia pode sobreviver sem elas? Nas últimas eleições na Índia, os eleitores enfrentaram uma escolha vertiginosa entre diferentes candidatos e partidos políticos
Alamy via BBC
Em 1796, o presidente americano George Washington criticou os partidos políticos por permitirem que “homens ardilosos, ambiciosos e sem princípios” “subvertessem o poder do povo”.
A acusação dele parece fortemente oportuna hoje, apenas alguns meses depois de 147 congressistas republicanos dos EUA contestarem publicamente os resultados da mais recente eleição presidencial americana.
Mas, mesmo bem antes disso, vários americanos compartilhavam da preocupação de Washington.
A popularidade dos partidos está no fundo do poço nos EUA, com os partidos Democrata e Republicano sendo amplamente condenados por não apenas não serem representativos, como também por terem sido sequestrados pelas elites.
Na verdade, uma parcela cada vez maior de eleitores americanos — 38% em 2018 — se identifica como não filiada a nenhum dos partidos.
Essa proporção é agora maior do que a parcela de eleitores que se identificam com republicanos ou democratas.
Parece ser um fenômeno internacional.
Na Europa, por exemplo, partidos tradicionalmente poderosos de centro-esquerda estão sendo acusados ​​de ignorar seus eleitores, contribuindo potencialmente para uma reação que ajudou a empurrar o Reino Unido para o Brexit (saída da União Europeia).
A crescente animosidade em relação aos partidos inspirou debates entre cientistas políticos.
Os defensores do sistema partidário tradicional afirmam que a democracia depende de facções políticas fortes, organizadas e confiáveis.
“As pessoas na política muitas vezes tentam contornar os partidos, ir diretamente às pessoas. Mas sem os partidos, teríamos o caos”, diz a cientista política Nancy Rosenblum, da Universidade de Harvard, nos EUA, que analisa os desafios que os partidos políticos enfrentam hoje.
Mas um pequeno grupo de acadêmicos, muitos deles jovens, afirma que é hora de começar a visualizar uma democracia mais aberta e direta, com menos mediação de partidos e políticos profissionais.
Propostas como essas eram vistas como “completamente marginais” até uma década atrás, diz Hélène Landemore, cientista política da Universidade de Yale, nos EUA.
Mas, segundo ela, certos eventos — incluindo a crise econômica de 2008 e a eleição de Donald Trump para a Presidência em 2016 — ampliaram o escopo do debate.
Várias tendências aceleraram o declínio da popularidade e do poder dos partidos nos Estados Unidos.
Os esquemas de clientelismo partidário que recompensavam os apoiadores com empregos públicos há muito tempo deram lugar a sistemas mais meritocráticos.
O surgimento de comitês independentes de ação política deu aos candidatos uma fonte de financiamento de campanha — cerca de US$ 4,5 bilhões na última década — fora dos canais do partido que antes dominavam o acesso ao dinheiro da campanha.
Isso tornou muitos candidatos mais empreendedores e menos dependentes da burocracia partidária.
Em terceiro lugar, os partidos agora determinam seus candidatos por meio de eleições primárias, em vez de reuniões com membros do partido.
Apenas 17 primárias foram realizadas em 1968 — hoje, cada Estado americano tem uma primária ou caucus.
Essa mudança para as primárias universais transferiu a influência de veteranos do partido para ativistas mais radicais, que são mais propensos do que a média dos eleitores a votar nas primárias, diz Ian Shapiro, cientista político de Yale.
Em 2018, o Comitê Nacional Democrata reduziu até mesmo a influência dos superdelegados, centenas de integrantes VIPs do partido que também tinham votos na seleção de candidatos.
Isso foi para assegurar os eleitores de que estavam sendo ouvidos pelos dirigentes do partido, declarou o vice-presidente do comitê na época.
Em muitas partes dos Estados Unidos, o “gerrymandering” partidário contribuiu para tornar os candidatos menos representativos de seus eleitores, ao criar “cadeiras seguras” para ambos os partidos.
Isso significa que os vencedores são, de fato, decididos nas primárias que colocam democratas contra democratas e republicanos contra republicanos.
Esse fenômeno ajuda a explicar a eleição ao Congresso, em 2018, de Alexandria Ocasio-Cortez, uma socialista democrata de 28 anos que nunca havia exercido um cargo eletivo antes, diz Shapiro.
A escolha entre candidatos e os partidos políticos que eles representam se tornou uma característica definidora da maioria das eleições democráticas
YASUYOSHI CHIBA/AFP/GETTY IMAGES via BBC
Ocasio-Cortez derrotou um democrata influente já estabelecido em uma primária à qual menos de 12% dos eleitores compareceram.
Nem todos concordam que os partidos políticos são mais fracos hoje do que antes.
A polarização extrema de hoje significa que grande parte da população está mais fortemente ligada ao seu próprio partido, diz Rosenblum, e os esforços liderados pelos partidos de supressão ou mobilização de eleitores, na verdade, tornam os líderes partidários mais poderosos do que nunca.
Ainda assim, Shapiro e muitos outros especialistas acreditam que os partidos políticos sofreram uma grande perda de influência, que por sua vez foi uma perda para a democracia em geral.
“Os partidos políticos são a instituição central da responsabilidade democrática porque os partidos, não os indivíduos que os apoiam ou os constituem, podem oferecer visões concorrentes de interesse público”, escreveram Shapiro e sua colega de Yale, Frances Rosenbluth, em um artigo de opinião de 2018.
Os eleitores, argumentam eles, não têm tempo nem experiência para pesquisar os custos e benefícios das políticas e pesar seus interesses pessoais em relação ao que é melhor para a maioria no longo prazo.
Para mostrar o que pode dar errado com uma votação de questão única sem orientação partidária, Shapiro e Rosenbluth citam a notória Proposição 13 da Califórnia, uma iniciativa eleitoral de 1978 que restringiu drasticamente os aumentos de impostos sobre propriedades.
A princípio, a medida pareceu uma vitória para muitos eleitores.
No entanto, ao longo dos anos, a nova regra também dizimou os orçamentos locais a ponto de os gastos escolares por aluno da Califórnia ocuparem agora quase as últimas posições do ranking dos 50 Estados americanos.
Os partidos desempenham muitas outras funções importantes, incluindo facilitar acordos, diz Russell Muirhead, cientista político da Universidade de Dartmouth, nos EUA, e coautor de Rosenblum.
Como exemplo, Muirhead cita a lei agrícola (Farm Bill), que os dois partidos renegociam aproximadamente a cada cinco anos.
Cada vez que eles se sentam para negociar, “os democratas querem ajuda alimentar para a população urbana, e os republicanos querem ajuda para os agricultores e, de alguma forma, eles sempre chegam a um acordo”, diz ele.
“A alternativa é favorecer um lado ou simplesmente não passar nada.”
Apesar da política partidária tensa e muitas vezes combativa em vários países, os partidos políticos também encontram espaço para acordos e para trabalhar juntos
BILL GREENBLATT/GETTY IMAGES via BBC
E talvez o mais importante, os dois principais partidos dos Estados Unidos tradicionalmente cooperam no reconhecimento da legitimidade de seus oponentes, como escrevem Rosenblum e Muirhead.
Outros países, como Tailândia, Turquia e Alemanha, baniram partidos políticos que seus governos consideraram desestabilizadores demais para a democracia.
A cooperação dos partidos americanos ajudou a manter a paz, garantindo aos eleitores americanos que, mesmo que percam hoje, podem muito bem vencer amanhã.
Agora, no entanto, essa regra fundamental está sendo quebrada, dizem Rosenblum, Muirhead e outros, com alguns líderes partidários acusando até mesmo seus oponentes de traição.
“A principal coisa que está acontecendo agora é que temos um argumento explícito de que o partido da oposição é ilegítimo”, afirma Rosenblum.
“Trump vem chamando os democratas de inimigos do povo e ilegítimos, e dizendo que a eleição é fraudulenta. Este é o caminho para a violência, já que não há como corrigir isso com outra eleição.”
Os partidos políticos em todo o mundo perderam considerável boa fé e influência, diz Shapiro. Mas ele sugere que, em vez de bani-los ou minar ainda mais seu poder, devemos fortalecê-los e torná-los mais confiáveis.
Ele e seus colegas defendem a reforma do financiamento de campanha, para acabar com as atuais guerras de lances caóticas pela lealdade dos candidatos, embora esse objetivo continue a ser elusivo.
Para combater a ascensão do extremismo, eles também pedem que o trabalho de redistribuição de distritos eleitorais seja feito por comissões apartidárias, em vez do “gerrymandering”.
Para reduzir ainda mais o risco de as primárias aumentarem a polarização, Shapiro propõe que os líderes partidários tenham permissão para escolher os candidatos se o comparecimento nas eleições primárias for abaixo de 75% do comparecimento nas eleições gerais anteriores.
Landemore e seus seguidores afirmam que essas ideias não correspondem à urgência do dilema atual.
Ela convida as pessoas a imaginarem como a democracia pode funcionar com menos ou até mesmo zero dependência de partidos políticos e, particularmente, sem campanhas eleitorais dispendiosas e potencialmente corruptas.
Uma possibilidade, diz ela, seria nomear aleatoriamente grupos de cidadãos, escolhidos como os júris de hoje, para liderar o governo, enquanto se alternam por períodos fixos por meio de uma “Casa do Povo” permanente.
Essas assembleias de cidadãos seriam mais representativas do que o atual Congresso americano, escreveu Alexander Guerrero, filósofo da Universidade Rutgers, nos EUA, em um artigo de opinião de 2019, no qual ele defendia a escolha dos representantes por sorteio.
“Nos Estados Unidos, 140 das 535 pessoas servindo no Congresso têm um patrimônio líquido superior a US$ 2 milhões, 78% são homens, 83% são brancos e mais de 50% eram anteriormente advogados ou empresários”, ele observou.
Vários países europeus já tentaram alternativas à democracia partidária. Em 2019-2020, a França realizou uma Convenção Cidadã sobre o Clima, convocando 150 cidadãos escolhidos aleatoriamente para ajudar a conceber formas socialmente justas de reduzir os gases de efeito estufa.
Em dezembro de 2020, o presidente francês concordou em realizar um referendo sobre uma das sugestões da convenção, a inclusão da proteção climática na Constituição federal.
E em 2016, o Parlamento irlandês reuniu 99 cidadãos para deliberar sobre questões persistentes, incluindo a proibição constitucional do aborto.
A maioria da assembleia propôs que a proibição fosse derrubada, o que foi confirmado posteriormente por um referendo nacional, e a lei foi alterada — e tudo isso foi alcançado sem o envolvimento dos partidos políticos estabelecidos.
Apesar do impacto limitado desses esforços até agora, Landemore diz que a maré da opinião pública está mudando.
Há apenas cinco anos, colegas zombaram da ideia de uma “democracia aberta” em uma conferência de ciência política, diz ela, que acrescenta:
“Daqui a cinco anos, acho que seremos absolutamente a corrente principal”.
* Esta reportagem foi publicada originalmente na Knowable Magazine e foi republicada aqui sob uma licença Creative Commons.

Fonte: G1 Mundo

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Mulher de Boris Johnson, do Reino Unido, está grávida pela segunda vez


Casal teve o primeiro filho no ano passado e se casou em maio de 2021. Boris Johnson e sua mulher Carrie, em 11 de julho de 2021
John Sibley/Reuters
O primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, e a mulher dele, Carrie, aguardam um novo bebê. Carrie anunciou a novidade em uma rede social neste sábado (31).
Boris Johnson e Carrie se casaram em maio deste ano. O primeiro-ministro tem 57 anos. Ele já foi casado outras duas vezes. Ele teve quatro filhos com a segunda esposa, uma advogada.
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A primeira criança de Boris Johnson e Carrie, um menino chamado Wilfred, nasceu em abril de 2020.
Carrie disse a amigos na rede social que ela se sentia incrivelmente abençoada por estar grávida novamente. A expectativa é que o nascimento aconteça em dezembro.
Ela também revelou que sofreu um aborto involuntário no começo deste ano.
Carrie disse que questões de fertilidade podem ser muito difíceis para algumas pessoas, especialmente em plataformas como o Instagram, onde às vezes há a aparência de que todos estão bem.
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Fonte: G1 Mundo

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Obra de arte em campo de arroz no Japão celebra Jogos Olímpicos de Tóquio


Imagem, que este ano homenageia as Olimpíadas, faz parte de uma tradição anual iniciada em 2008 pela cidade de Gyoda, em Saitama, na tentativa de atrair turistas. Imagem aérea mostra obra de arte em campo de arroz em Gyoda, no Japão
Harumi Ozawa/AFP
Do solo, é difícil distinguir as diferentes variedades de arroz em um campo em Gyoda, Japão, mas de cima pode se ver uma enorme obra de arte celebrando os Jogos Olímpicos.
A gigantesca instalação traz imagens icônicas japonesas, como a famosa onda ou o Monte Fuji – da xilogravura de Katsushika Hokusai – e um ator kabuki, com uma pintura facial marcante, semelhante à que apareceu na cerimônia de abertura das Olimpíadas de Tóquio.
As imagens fazem parte de uma tradição anual iniciada em 2008 pela cidade de Gyoda, em Saitama, ao norte de Tóquio, na tentativa de atrair turistas.
Em 2015, eles alcançaram um recorde no Livro Guinness ao criar a maior obra de arte em campos de arroz do mundo (28.000 m2).
A cada ano, um comitê propõe um novo desenho e centenas de voluntários plantam variedades de arroz de diferentes cores para produzir imagens espetaculares que podem ser vistas de um observatório próximo, a 50 metros de altura.
O projeto é selecionado no início do ano e o plantio ocorre por volta do mês de maio.
Em 2019, o tema homenageou a Copa do Mundo de Rugby, realizada no Japão.
A imagem deste ano teve como objetivo destacar a herança cultural japonesa, partindo do pressuposto de que uma multidão de estrangeiros visitaria o país para os Jogos Olímpicos.
Mas não foi o caso, pois os espectadores estrangeiros foram proibidos e a maioria dos eventos dos Jogos são realizados a portas fechadas.
“É muito mais dinâmico do que eu esperava”, disse à AFP Kiyo Hoshino, visitante de 23 anos.
“Eu esperava algo mais simples. Mas é mais complicado no design e em uma escala realmente grande. Fiquei impressionado com a arte tão panorâmica”, disse ele.
A manutenção da obra de arte, evitando que as diferentes cores se misturem ou se misturem com outras plantas, envolve muito trabalho.
Nesta sexta-feira (30), quase uma dúzia de funcionários do departamento de agricultura da cidade limparam o campo, vasculhando a vasta área com botas de borracha e armados com foices.
O projeto também busca unir a comunidade e promover o interesse pela agricultura.
Em um ano normal, cerca de mil pessoas estão envolvidas na complexa tarefa de plantar as variedades certas de arroz no lugar certo para produzir a obra de arte.
Entre eles estão voluntários com alguma experiência agrícola e outros sem, incluindo crianças locais.
Mas a pandemia obrigou os organizadores a reduzir o número de participantes pela metade, embora as pessoas tenham outra chance de participar quando o arroz for colhido em outubro.
Todos os participantes recebem dois quilos de arroz como presente de agradecimento, no final de novembro.
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Fonte: G1 Mundo

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Sobem os números de mortos e desaparecidos em enchentes no Afeganistão


As enchentes costumam deixar dezenas de vítimas a cada ano, mas dessa vez o número de vítimas foi mais alto. Imagem de casa em região atingida por cheia no Afeganistão, em 31 de julho de 2021
AFP
Ao menos 113 pessoas morreram pelas enchentes repentinas na noite de quarta-feira (28) no distrito de Kamdesh, no nordeste do Afeganistão, e outras 110 continuam desaparecidas, segundo um novo balanço comunicado neste sábado (31) pelo Ministério de Gestão de Catástrofes.
O desastre foi provocado pelas chuvas torrenciais.
Mapa mostra local do Afeganistão atingido por enchentes
G1
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Esse tipo de catástrofe é frequente no país, sobretudo, nas zonas rurais pobres, onde as casas são de construção precária e se encontram em áreas de risco. As enchentes costumam deixar dezenas de vítimas a cada ano.
Painel da ONU sobre o clima: 195 países vão discutir as mudanças climáticas e encomendar estudos
Uma inundação repentina matou mais de 100 pessoas em agosto de 2020 na cidade de Charikar, capital da província de Parwan.
A falta de equipamentos e de infraestrutura dificulta as tarefas de resgate e o envio de ajuda para as áreas isoladas deste país empobrecido por 40 anos de guerra e conflitos.
Esta nova tragédia se dá no momento em que o governo luta contra uma ampla ofensiva dos talibãs, que se apoderaram de extensos territórios em poucos meses. Além disso, o Afeganistão enfrenta uma terceira onda de Covid-19.
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Fonte: G1 Mundo

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Em Paris, manifestantes fazem protesto contra passe que atesta a vacinação


Político que lidera os franceses contrários ao passe não vai às ruas porque está com Covid. Medida ainda será analisada pela Corte Constitucional do país. Manifestantes contra o passe da Covid em Paris, em 31 de julho de 2021
Adrienne Surprenant/AP
Manifestantes foram neste sábado (31) às ruas de Paris, na França, pelo terceiro fim-de-semana consecutivo, para protestar contra os passes de vacinados.
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O governo afirmou que o passe vai valer a partir de agosto. Os deputados franceses aprovaram a medida, mas a Corte Constitucional do país ainda não avaliou a regra.
A regra exige que as pessoas mostrem documentos que comprovam que elas foram vacinadas para entrar em restaurantes e viajar pelo país.
Os cidadãos também podem apresentar um teste negativo de Covid-19.
A mesma regra também obriga os profissionais de saúde a serem vacinados.
Cerca de 112 mil pessoas morreram de Covid-19 na França.
Polícia preparada
Cerca de 3.000 policiais foram às ruas para acompanhar os manifestantes.
Manifestantes mostram bandeira contra o passe da covid em Paris, em 31 de julho de 2021
Adrienne Surprenant/AP
Há quatro protestos em diferentes pontos de Paris. Os manifestantes argumentam que a regra limita sua liberdade.
Os policiais já usaram canhões de água em alguns momentos.
As pesquisas mostram que a maioria dos franceses é favorável ao passe, mas há uma minoria que se opõe fortemente.
O líder dos franceses contra o passe é François Asselineau, um político de um pequeno partido que também é contrário à União Europeia.
Ele não vai às manifestações deste sábado porque está com Covid-19.
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Fonte: G1 Mundo

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Covid: por que a vacinação nos EUA está ficando mais lenta?


Depois de ser um dos líderes mundiais em vacinação até meados de abril, a taxa dos EUA desacelerou. Taxa de vacinação nos EUA varia entre estados
O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, fez um pedido para que os americanos recebam doses contra a Covid em meio a uma desaceleração da vacinação no país.
As infecções estão aumentando em todo o país e, em alguns Estados, menos da metade da população recebeu a primeira dose.
O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, fez um pedido para que os americanos recebam doses contra a covid em meio a uma desaceleração da vacinação no país.
Getty Images/Via BBC
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A BBC verificou onde as vacinações estão diminuindo e por que isso ocorre. Os motivos passam por questões etárias, divisões políticas, falta de autorização definitiva das vacinas pelas autoridades sanitárias, entre outros.
EUA ficando para trás
O estoque de doses de imunizantes não tem sido um problema nos EUA, e qualquer pessoa com mais de 12 anos pode receber uma das vacinas autorizadas.
Profissionais de saúde no Mississippi estão trabalhando para aumentar o número de pessoas vacinadas
Getty Images/Via BBC
Mas depois de ser um dos líderes mundiais em vacinação até meados de abril, a taxa dos EUA desacelerou.
Os EUA estão agora atrás do Canadá, Reino Unido, Itália e Alemanha em doses administradas como parcela da população total.
Os americanos ainda estão à frente de algumas outras grandes economias, como o Japão, mas a taxa de vacinação nos EUA está caindo à medida que aumenta em outros lugares.
Os EUA ainda não atingiram a meta estabelecida pelo presidente Biden em 4 de julho de vacinar 70% dos maiores de 18 anos com pelo menos uma dose — atualmente, cerca de 68% dos adultos receberam a primeira dose.
As novas infecções mais do que dobraram nos EUA no mês passado — e de acordo com os Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA (CDC), a grande maioria dos novos casos e mortes ocorre entre os não-vacinados.
Quais Estados estão ficando para trás?
Os Estados do sul tendem a ter a menor aceitação de vacinas. Mississippi e Louisiana têm os índices mais baixos — ambos com menos de 40% da população tendo recebido pelo menos uma dose.
Um protesto contra a vacinação em Nova York
Getty Images/Via BBC
Os Estados do Nordeste têm maiores taxas de uso da vacina — com cerca de 75% das pessoas em Vermont e Massachusetts recebendo pelo menos uma dose.
O professor Peter Hotez, especialista em vacinas do Baylor College of Medicine, diz: “A vacinação praticamente parou nos Estados do Sul, apesar da ampla disponibilidade da vacina. Temos uma divisão acentuada.”
“Nos Estados do Sul e nas montanhas do Oeste, a maioria dos adultos mais velhos é vacinada, mas muitos dos mais jovens não — e é aí que está o grande desequilíbrio.”
Os dados mostram que em estados como Mississippi, Alabama e Louisiana, cerca de 80% das pessoas com mais de 65 anos são vacinadas, mas apenas cerca de 40% das pessoas com menos de 65 anos o são.
Em contraste, em Vermont e Massachusetts quase todas as pessoas com mais de 65 anos receberam pelo menos uma dose, assim como quase 80% das pessoas com menos de 65 anos.
Por que as pessoas estão se vacinando menos?
Em meados de abril, os EUA administravam mais de 3 milhões de doses por dia, mas agora baixaram para cerca de 500 mil por dia.
Em parte, isso ocorre porque não há mais tantas pessoas para vacinar. O Reino Unido também viu sua taxa de vacinação cair, embora não tão rapidamente quanto nos EUA.
Imagem sem data de mulher sendo vacinada nos EUA
Getty Images/Via BBC
E o Reino Unido e outros países desenvolvidos atingiram uma parcela maior de sua população antes que sua taxa de vacinação caísse.
Especialistas dizem que alguns jovens saudáveis ​​nos EUA sentem que falta urgência para serem imunizados e que não haveria pressa deles para se vacinar.
Alguns também manifestam preocupação com a segurança das vacinas.
Jennifer Kates, vice-presidente da Kaiser Family Foundation, que faz pesquisas que monitoram o sentimento do público em relação à vacina, diz: “Algumas pessoas manifestam preocupações com a segurança das vacinas e dizem que há maior probabilidade de se vacinarem quando uma vacina é totalmente aprovada em vez de apenas autorizada.”
As vacinas usadas nos EUA ainda não foram aprovadas formalmente, mas receberam autorização de emergência devido à urgência da pandemia.
Kates acrescenta: “Uma parte persistente de cerca de 20% são contra se vacinar e dizem que não serão vacinados de forma alguma, ou apenas o farão se exigido pelo seu empregador”.
O governo Biden responsabilizou a desinformação espalhada na internet pela resistência às vacinas.
A BBC noticiou muitos exemplos de disseminação de desinformação online durante a pandemia, como a teoria infundada de que a vacina está sendo usada para colocar chips e rastrear pessoas. Uma pesquisa recente sugere que algumas dessas alegações infundadas se consolidaram, com um em cada cinco americanos acreditando na teoria do microchip.
A pesquisa também sugere que a resistência à vacinação segue divisões políticas, com quase 30% dos republicanos dizendo que não serão vacinados, em comparação com apenas 4% dos democratas.
Isso explicaria em parte por que a absorção da vacina é menor nos Estados do Sul, que normalmente abrigam mais eleitores republicanos.
“A mensagem que vem dos meios de comunicação conservadores e de membros conservadores do Congresso é que se você é jovem não precisa de vacina, porque as taxas de mortalidade são baixas e as vacinas estão sendo usadas como instrumento de controle pelos liberais [os democratas]”, diz Hotez.
Mas também existem problemas de acesso para algumas pessoas.
Kates diz: “Apesar de o abastecimento não ser um problema, ainda existem pessoas que enfrentam barreiras para serem vacinadas — não têm certeza se conseguirão uma licença do trabalho, falta de transporte e a preocupação de que possam ter que pagar pelo imunizante.”
As regras federais dizem que os americanos não precisam pagar nada pelas vacinas, independentemente de sua situação de imigração ou seguro saúde.
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Fonte: G1 Mundo

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Espanha retoma voos com Brasil, mas viajantes precisam passar por quarentena


A partir do dia 3 de agosto, viajantes do Brasil poderão entrar na Espanha, mas precisarão mostrar a cartela de vacinação e, ainda assim, fazer quarentena. Imagem de arquivo mostra o salão de embarque do aeroporto de Barajas, Madri, em foto de 15 de dezembro de 2020
Susana Vera/Reuters/Arquivo
A Espanha vai suspender as restrições para voos procedentes de Brasil e África do Sul, mas vai impor uma quarentena anticovid-19 de dez dias para estes viajantes, a partir de 3 de agosto, informa decreto publicado no Diário Oficial deste sábado (31).
Para poder entrar na Espanha, os viajantes precisarão apresentar a cartela de vacinação completa e um teste negativo de Covid-19. Ainda assim, terão de cumprir um período de autoisolamento.
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A exigência é que a vacina seja aprovada pela União Europeia ou pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e que a última dose tenha sido tomada com no mínimo 14 dias de antecedência.
Até a liberação, haverá voos do Brasil para a Espanha, mas só podem ser transportados cidadãos ou residentes legais da Espanha ou de Andorra e passageiros em trânsito que fiquem menos de 24 horas no aeroporto.
O governo espanhol havia interrompido as conexões aéreas com o Brasil em fevereiro.
No começo de junho, a Espanha reabriu suas fronteiras a turistas de praticamente todos os países do mundo que tenham sido vacinados contra a Covid-19, mas Brasil e África do Sul ainda estava de fora, que eram considerados locais de especial risco epidemiológico.
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Fonte: G1 Mundo