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Viúva de presidente do Haiti diz a jornal dos EUA que os assassinos pensaram que ela estava morta


Martine Moise disse que os assassinos falavam espanhol e que, depois de terem matado seu marido, eles começaram a procurar um documento no meio dos papéis que estavam no quarto. Martine Moise (segunda da esquerda para a direita), viúva do presidente assassinado do Haiti, em 22 de julho de 2021
Matias Delacroix/AP
Os assassinos do presidente Jovenel Moise, do Haiti, acharam que a viúva dele também estava morta e por isso não a executaram, disse Martine Moise em uma entrevista ao jornal “New York Times” publicada nesta sexta-feira (30).
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Ela relatou que estava com a boca cheia de sangue e seu cotovelo tinha sido atingido por balas, e que viu as botas dos assassinos no momento em que eles mataram Jovenel.
Na noite do atentado, ela e o marido estavam dormindo e foram acordados pelo som dos tiros. Martina correu para acordar os dois filhos e pediu a eles que se escondessem no banheiro, o que eles fizeram.
Jovenel pediu ajuda pelo telefone —ele ligou para os dois chefes da segurança presidencial, que responderam que estavam a caminho (hoje, os dois estão presos).
Os assassinos entraram com facilidade. Jovenel pediu para que Martine deitasse no chão e disse que assim ela estaria segura.
Entraram atirando
Os homens entraram no quarto atirando. Ela foi atingida primeiro. De acordo com Martine, eles não falavam as línguas do Haiti —a língua crioula e o francês. Os homens falavam espanhol, e se comunicavam com alguém pelo telefone.
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Martine contou que quando estava no chão, ouviu a conversa dos assassinos: eles procuravam um documento entre as pastas de seu marido. Falando em espanhol, os criminosos analisaram alguns dos papéis até acharem o que buscavam.
Um dos assassinos ainda apontou a lanterna para os olhos de Martine antes de ir embora. “Quando eles saíram, eles acharam que eu estava morta”, ela disse.
Rumo das investigações
Martine afirmou que considera que as investigações ainda não são conclusivas para determinar quem encomendou o assassinato de seu marido.
Alguns suspeitos já foram presos: 18 mercenários colombianos, um ex-juiz haitiano, dois membros da equipe de segurança de Jovenel Moise, um vendedor de armas e um vendedor de seguros que vivia na Flórida, nos EUA.
A polícia do Haiti afirma que o plano foi elaborado por um doutor e pastor chamado Christian Emmanuel Sanon. Ele teria se envolvido na contratação de mercenários da Colômbia para matar Jovenel Moise e tomar o poder.
Martine pode ser candidata
No entanto, Martine considera que Sanon e os outros que foram presos não teriam dinheiro suficiente para financiar a operação para matar Jovenel. “Só os oligarcas e o sistema poderiam matá-lo”, afirma.
Ela também diz ter dúvidas sobre o que aconteceu com os agentes de segurança da residência presidencial. Nenhum guarda foi ferido. “Não entendo como ninguém foi atingido”, diz ela.
Na entrevista, ela afirmou que está pensando em se candidatar à presidência.
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Fonte: G1 Mundo

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Presidente de Israel recebe 3ª dose da vacina da Pfizer contra Covid


O presidente de Israel, Isaac Herzog, recebe 3ª dose da vacina Pfizer/BioNTech contra a Covid-19, em 30 de julho de 2021, no lançamento da campanha para reforçar a imunização em pessoas com mais de 60 anos
Maya Alleruzzo/Pool via AFP
O presidente israelense, Isaac Herzog, recebeu uma terceira dose da vacina anticovid-19 nesta sexta-feira (30), no lançamento de uma campanha em seu país para continuar imunizando pessoas a partir dos 60 anos.
“Começamos a campanha de reforço da vacinação”, declarou o presidente Herzog, que recebeu sua terceira dose do medicamento da Pfizer/BioNTech no Hospital Sheba, localizado nos subúrbios de Tel Aviv.
Em meados de julho, Israel autorizou a administração de uma terceira dose da vacina para pessoas com imunodepressão grave, ou seja, aquelas cujo sistema imunológico debilitado as torna particularmente vulneráveis ao vírus.
Diante de um recente aumento dos casos de covid-19, o primeiro-ministro Naftali Bennett anunciou uma campanha para injetar uma terceira dose em pessoas com 60 anos, ou mais.
“Israel é o pioneiro, tomando a dianteira com uma terceira dose da vacina para pessoas com 60 anos e mais”, disse Bennett, de 49, que acompanhou o presidente Herzog ao hospital nesta sexta-feira.
“A única maneira de vencer a covid é agirmos juntos. Juntos significa compartilhar informações, métodos, conselhos, etapas práticas. O Estado de Israel está aberto a compartilhar todas as informações que obterá desta medida audaciosa”, acrescentou.
De acordo com a Pfizer, que produz a vacina masi usada em Israel, “novos estudos mostram que uma terceira dose tem efeitos neutralizadores contra a variante delta, [que são] cinco vezes mais elevados entre os jovens e mais de 11 vezes entre os mais velhos”.
Por enquanto, no entanto, a agência responsável pelo setor de medicamentos e alimentos nos Estados Unidos (FDA, na sigla em inglês), cujas recomendações são, em geral, seguidas por Israel, não deu sinal verde para a injeção de uma terceira dose.

Fonte: G1 Mundo

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Ex-chanceler e advogada críticos a Ortega são presos na Nicarágua


Daniel Ortega, presidente da Nicarágua, em foto no dia da Independência do país
Cesar Perez/Presidência da Nicarágua via Reuters
O ex-chanceler nicaraguense Francisco Aguirre e a ativista de direitos humanos María Oviedo foram detidos por suspeita de ações contra a soberania da Nicarágua, em mais uma medida do governo contra críticos do presidente Daniel Ortega.
Com as prisões de Aguirre e Oviedo, subiu para 31 o número de opositores detidos pelo governo Ortega desde junho. A repressão é vista como uma forma de se reeleger para um quarto mandato consecutivo nas eleições de 7 de novembro.
“Denunciamos o sequestro do ex-chanceler Francisco Aguirre, detido sem justificativa pela polícia”, escreveu em uma rede social o movimento de oposição Unidade Nacional Azul e Branco (Unab), sem informar a data da detenção.
O Ministério Público (MP) da Nicarágua disse na quinta-feira (29) ter pedido à Justiça “a ampliação do período de investigação e detenção judicial” do ex-chanceler, que o pedido foi aceito e que foi estipulada a prisão por 90 dias.
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Aguirre, economista e analista político de 76 anos, está sendo investigado por “supostamente ter cometido atos que minam a independência, soberania e autodeterminação da Nicarágua”, ao incitar publicamente “interferência estrangeira nos assuntos internos”, segundo a acusação.
Ele também é acusado de ter celebrado “a imposição de sanções contra o Estado da Nicarágua e seus cidadãos”, aludindo às mais de 130 sanções internacionais adotadas desde 2018 contra funcionários e familiares do presidente Ortega por violação dos direitos humanos.
A polícia informou a detenção da advogada María Oviedo, que “esta sendo investigada” pelos mesmos delitos associados a Aguirre.
Entre os críticos de Ortega presos estão sete candidatos à presidência: Cristiana Chamorro, Arturo Cruz, Félix Maradiaga, Juan Sebastián Chamorro, Miguel Mora, Medardo Mairena e Noel Vidaurre, além de três ex-guerrilheiros críticos do governo e importantes opositores.
Aguirre foi embaixador da Nicarágua nos Estados Unidos e posteriormente chanceler durante o governo do ex-presidente Arnoldo Alemán (1997-2002). Ele também trabalhou no Banco Mundial e é crítico à gestão do governo de Daniel Ortega, no poder desde 2007.
Em fevereiro passado, o Parlamento, nas mãos do partido no poder, aprovou uma reforma criminal que permite às autoridades prender, por até 90 dias, pessoas investigadas por um crime. Antes, o prazo era de três dias para apurar, prender e formalizar as denúncias.
As acusações contra Aguirre estão cobertas por uma lei aprovada em dezembro passado que sanciona os nicaraguenses “por atos de traição” que “minam a independência e a soberania” e promovem a ingerência estrangeira. Essa lei também impede que os afetados concorram a cargos eleitos pelo voto popular.
Os crimes de “traição” à pátria e “violação da soberania” são punidos com pena de 10 a 15 anos de prisão.

Fonte: G1 Mundo

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Pedro Castillo, do Peru, nomeia ex-guerrilheiro como ministro das Relações Exteriores


Cargos importantes do governo, como os de ministro das Finanças e da Justiça, continuam sem um titular. Pedro Castillo assume oficialmente a presidência do Peru
O novo presidente do Peru, Pedro Castillo, deu posso a uma parte dos ministros que vão compor o seu governo na quinta-feira (29). Entre eles, há um ex-guerrilheiro e um engenheiro de 41 anos que não tem experiência no setor público que será chefe de gabinete.
Cargos importantes do governo, como os de ministro das Finanças e da Justiça, continuam vagos.
Castillo tomou posse como presidente em Lima, na quarta-feira. Um dia depois, ele participou de uma cerimônia simbólica em Ayacucho, local onde houve uma batalha importante para a independência peruana, no começo do século 19.
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Imagem da cerimônia de Pedro Castillo em Ayacucho, em 29 de julho de 2021
Alberto Orbegoso/ Presidência do Peru/ AFP
Nessa segunda cerimônia, ele nomeou o seu primeiro-ministro, Guido Bellido, de 41 anos.
Bellido é do mesmo partido de Castillo, o Peru Livre. Ele é engenheiro de formação e nunca exerceu cargo público. Eleito deputado, o novo ministro mal chegou a atuar como legislador —ele tomou posse na última sexta-feira.
Ele deve comparecer antes de um mês ao Congresso, onde a oposição tem maioria, para pedir um voto de confiança ao novo gabinete. Se for rejeitado, Castillo terá que nomear outro primeiro-ministro e reorganizar os seus ministros.
Outros ministros
De volta a Lima, Castillo deu posse a outros ministros. Entre eles, está o ex-guerrilheiro Héctor Béjar, que será o chefe da diplomacia.
Béjar, de 85 anos, é advogado e doutor em Sociologia. Em 1962, ele fundou o Exército de Libertação Nacional, grupo guerrilheiro inspirado na revolução cubana, que atuou na floresta peruana até ser derrotado alguns anos depois.
O atual ministro de Relações Exteriores foi detido em 1966 e passou quase cinco anos preso. Béjar foi indultado pelo governo do general Juan Velasco Alvarado, de quem passou a ser colaborador.
Apenas duas mulheres integram o gabinete. Uma é a nova vice-presidente peruana, Dina Boluarte, como ministra do Desenvolvimento e Inclusão Social.
Reforma constitucional
Em seu primeiro discurso, Castillo anunciou que enviará ao Congresso um projeto de reforma da Constituição. A atual favorece o liberalismo econômico e foi promulgada em 1993 pelo presidente Alberto Fujimori, o pai de Keiko Fujimori, adversária que Castillo derrotou no segundo turno.
Pedro Castillo mostra credencial de presidente assinada em Lima, em 26 de julho de 2021
Sebastian Castaneda/Reuters
Keiko respondeu dizendo que seu partido, Força Popular, “será um muro de contenção firme em face da ameaça latente de uma nova constituição comunista”.
“Vamos insistir nessa proposta, mas dentro do marco legal que a Constituição prevê. Teremos que conciliar posições com o Congresso”, disse Castillo, cujo partido, Peru Livre, tem apenas 37 das 130 cadeiras. A segunda bancada é a Força Popular, com 24.
O anúncio da reforma constitucional deixou os empresários preocupados, mas era uma promessa de campanha de Castillo.
A reforma causa “mais instabilidade” e “um clima de desconfiança”, disse o chefe da organização peruana de liderança empresarial (Confiep), Óscar Caipo, à rádio RPP.
Clima de desconfiança
Castillo também anunciou que não dirigirá o país a partir do Palácio de Pizarro, a sede do governo, que ele pretende transformar em museu, e prometeu que no final do mandato retomará suas “tarefas habituais de ensino”, o que indica que ele não pretende ficar para sempre no poder.
Castillo reiterou em sua primeira mensagem que não fará desapropriações, embora tenha esclarecido que promoverá um “novo pacto com investidores privados”.
O presidente tem o desafio de reativar uma economia duramente atingida pela pandemia, que despencou 11,12% em 2020, além de acabar com as convulsões políticas que levaram o país a ter três presidentes em novembro de 2020.
Ministro da Venezuela
A Venezuela foi um tema recorrente na campanha no segundo turno, pois a candidata Fujimori afirmou que seu adversário pretendia seguir os passos de Nicolás Maduro. Castillo negou ser “chavista” ou querer copiar o modelo venezuelano.
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Fonte: G1 Mundo

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A incrível civilização antiga que mumificava os mortos 2 mil anos antes dos egípcios


Múmias da cultura chinchorro foram incluídas na Lista do Patrimônio Mundial pela Unesco nesta semana. Múmias da cultura chinchorro foram incluídas na Lista do Patrimônio Mundial pela Unesco nesta semana
Imagen de Chile/Felipe Cantillana (via BBC)
“As mais antigas evidências arqueológicas conhecidas de mumificação artificial de corpos”, segundo a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), estão presentes na América do Sul, na costa árida do deserto do Atacama.
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Há mais de 7 mil anos, essa região foi habitada por uma sociedade de caçadores-coletores na qual os mortos tinham grande importância. As habilidosas técnicas de mumificação da cultura chinchorro datam de 2 mil anos antes dos egípcios.
O valor foi reconhecido pela Unesco, que incluiu, no fim de julho de 2021, suas múmias e a área que guarda seus achados arqueológicos na Lista do Patrimônio Mundial.
Uma sociedade de pescadores
A cultura chinchorro habitou a região entre os portos de Ilo, no Peru, e Antofagasta, no Chile.
Apesar de muito árida, a área tinha recursos marinhos em abundância devido aos efeitos da corrente fria de Humboldt, que cria um fenômeno chamado ressurgência no oceano, e dos diversos riachos que a atravessam para desembocar no mar.
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Assim, os chinchorro se especializaram na exploração dos recursos marinhos e chegaram a desenvolver diversas ferramentas para facilitar a atividade pesqueira, como um anzol feito de espinhos de cactos e pontas de arpão.
A descrição feita pela Unesco fala ainda de “ferramentas feitas de materiais de origem mineral e vegetal, bem como instrumentos simples feitos de ossos e conchas”.
Informações do Museu Chileno de Arte Pré-Colombiana dão conta de que, “a partir de tumores encontrados nas orelhas das múmias da época, sabe-se que mergulhavam em grande profundidade”.
A habilidade para a pesca permitiu que eles construíssem assentamentos semipermanentes na foz dos rios e riachos da área.
Embora existam poucas informações sobre a forma como se organizavam, há indícios de que se reuniam em grupos de 30 a 50 pessoas que aparentemente tinham alguma relação de parentesco.
Como os chinchorro mumificavam os mortos
Segundo informações da Universidade de Tarapacá, no Chile, que tem liderado a pesquisa e conservação da cultura chinchorro, o processo de mumificação consistia na extração dos órgãos e vísceras dos mortos por meio de incisões e na sua substituição por vegetais, penas, pedaços de couro, lã e outros materiais.
Também se removia o couro cabeludo e a pele do rosto e abria-se o crânio para retirar o cérebro — depois de seco, ele era preenchido com cinzas, terra, argila e pelos de animais.
Por fim, modelava-se o rosto, que era adornado com uma peruca feita com cabelo humano. O corpo ganhava uma vestimenta de tecido vegetal e era coberto com uma camada de argila.
No início, técnica era usada apenas em crianças e recém-nascidos mortos
Getty Images via BBC
Embora no início os chinchorro mumificassem apenas recém-nascidos e crianças — que eram preservados junto de estatuetas de barro —, em seu auge, por volta de 3.000 a.C., eles chegaram a mumificar todo tipo de membro da sociedade, independentemente da idade.
Diferentes tipos de múmias
Ainda segundo a Universidade de Tarapacá, até o momento foram analisadas 208 múmias. O estudo da amostra revelou que as técnicas de embalsamamento usadas por esse povo variaram ao longo do tempo e foram simplificadas nos estágios finais, ao contrário do que aconteceu com os egípcios, que foram sofisticando suas técnicas.
Até hoje foram analisadas cerca de 208 múmias
Getty Images via BBC
Há múmias negras, cobertas por óxido de manganês; múmias vermelhas, pintadas com óxido de ferro; e múmias enfaixadas. Entre os pontos em comum que compartilham estão a peruca, uma máscara facial e bastões para reforçar o corpo.
“A cultura chinchorro considerava suas múmias como parte do mundo dos vivos, o que explica por que deixavam os olhos e a boca abertos e usavam macas, feitas de fibra vegetal ou pele de animal, para transportá-las”, destaca a Universidade de Tarapacá.
As avançadas técnicas de embalsamamento, auxiliadas pelas condições climáticas do ambiente desértico e salino do Atacama, levaram à preservação das cerca de 120 múmias que hoje estão no acervo do Museu Arqueológico de San Miguel de Azapa, no Chile.
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Fonte: G1 Mundo

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Privada que ‘canta’, banheiro transparente e mais curiosidades do Japão (para brasileiros que vivem lá)


Influencers contam sobre costumes ‘diferentões’ do dia a dia do país das Olimpíadas. Lista ainda tem melancia quadrada, cafezinho junto de ouriços e mais. Brasileiras mostram privada que ‘canta’ e banheiro transparente no Japão
Os olhares do mundo estão voltados para o Japão por causa das Olimpíadas de Tóquio.
Com uma cultura milenar, muitos costumes e modas dos japoneses também são uma atração à parte para os estrangeiros que vão ao país.
Para descobrir curiosidades de como é a vida por lá, o G1 conversou com 4 influencers brasileiros que vivem no Japão.
Cleide Silva, 30 anos, Julia Dalcin, 29 anos, Isabella Borrego, 24 anos, e Renan Ricci, 30 anos, são influencers brasileiros que mostram o dia a dia no Japão
Reprodução/Instagram
São eles: Julia Dalcin (Hey, Ju! Listen!), Cleide Sousa (Por onde eu vou), Renan Ricci (Ricci no Japão) e Isabella Borrego (Isa Borrego no Japão).
Coisas que surpreendem no Japão, segundo influencers
Toto/Divulgação / Shizuo Kambayashi/AP Photo / Thomas Peter/Reuters / Toru Yamanaka/AFP / Rafael Miotto/G1
Privada que ‘canta’ 🚽 e banheiro transparente
Conheça detalhes de como funciona uma privada no Japão
Uma ida ao banheiro no Japão pode ser uma experiência muito diferente. Aquecimento do assento, música para relaxar e regulagem da força do jato do bidê estão entre os “mimos” vistos nas privadas eletrônicas do país.
Privadas no Japão podem ser super tecnológicas
Toto/Divulgação
Em iniciativa recente, banheiros públicos com paredes de vidro foram instalados em Tóquio. Ao entrar no local e trancar a porta, elas ficam opacas (veja detalhes no vídeo do início da reportagem).
O objetivo é facilitar para que as pessoas vejam qual banheiro está vago ou não, e também para valorizar a limpeza do local.
Banheiro transparente projetado por Shigeru Ban, cujas paredes externas de vidro ficam opacas quando a fechadura é fechada, é visto no Haru-no-Ogawa Community Park, no distrito de Shibuya, em Tóquio, no Japão
Philip Fong/AFP
“Mesmo assim eles ainda têm banheiros de chão em contraste com os banheiros modernos”, explica a publicitária e criadora de conteúdo, Cleide Silva, de 30 anos, que vive no Japão há quase dois anos.
Ela se refere ao sanitários que precisam ser usados de cócoras.
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Hotel cápsula 💊
Com uma população de mais de 126 milhões de pessoas, o Japão enfrenta problemas de espaço, principalmente nas grandes cidades. Além de as próprias casas e apartamentos serem pequenos, o país também conta com um tipo de acomodação conhecida como “hotel cápsula”.
Hotel-cápsula Capsule & Sauna Century Shibuya, em Tóquio, Japão
Shizuo Kambayashi/AP Photo
“Muita tecnologia e opções para tornar a estadia bem prática e barata, eu costumo utilizar quando faço mochilão pelo país”, diz Renan Ricci, de 30 anos, especialista em marketing digital, que vive no país há 1 ano e meio.
O cliente dorme em sua acomodação dentro de um compartimento, enquanto pode tomar banho em uma área de compartilhada.
☕ Café com animais🐈
Existe um tipo de cafeteria no Japão onde os clientes podem interagir com animais. Podem ser desde gatos ou cães até bichos mais exóticos, como ouriços ou corujas.
Japão tem café temático dedicado aos ouriços
Thomas Peter/Reuters
A ideia é que quem não tem um animal de estimação possa passar um tempo próximo aos bichinhos. Veja mais no vídeo abaixo:
Café gelado não sai de moda nem nos períodos mais frios no Japão
🍉 Melancias quadradas 🔲
As melancias redondas não bastam no Japão. Por lá, é um costume que esta fruta ganhe formas diferentes como a de um quadrado, o que facilitaria na hora de guardá-la.
Existem até algumas em formato de pirâmide e coração. Para ficarem desse jeito, os vegetais são colocados em formas durante o seu crescimento.
Melancias em formatos de coração, pirâmide e quadrada são atração da loja de frutas de luxo no Japão
Toru Yamanaka/AFP
Máquinas automáticas
Elas estão em toda a parte e podem, literalmente, vender qualquer tipo de coisa. É possível encontrar desde bebidas e comidas até garrafas de shoyu com um peixe (de verdade) dentro.
Máquinas de brinquedos surpresa são a nova mania do Japão
“Em Akihabara [bairro de Tóquio], principalmente, é possível achar as com coisas mais bizarras, como poesias, brinquedos antigos, imãs, comida enlatada de emergência, até mesmo roupas íntimas”, afirma Julia Dalcin, de 29 anos, especialista em comunicação digital. Ela vive no Japão há um ano e meio.
Shoyo com pedaços de peixe à venda em Tóquio
Rafael Miotto/G1
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Fonte: G1 Mundo

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Os 5 lugares da América Latina eleitos patrimônios da humanidade — 1 deles no Brasil


Sítio Burle Marx, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, foi um dos locais que recebeu láurea. Com a inclusão, Brasil passa a ter 23 bens inscritos na Lista do Patrimônio Mundial. Sítio Burle Marx, no Rio de Janeiro, foi declarado Patrimônio da Humanidade pela Unesco, braço da ONU para educação e cultura
Getty Images via BBC
A Unesco, o braço da Organização das Nações Unidas (ONU) para educação e cultura, declarou 33 novos locais como patrimônio mundial, sendo 5 deles na América Latina — incluindo o sítio Burle Marx, no Brasil.
O lugar, de 400 mil metros quadrados, em Guaratiba, na zona oeste do Rio de Janeiro, foi comprado pelo paisagista em 1949. Ele viveu na casa, onde pintou quadros e reuniu coleções de artes e plantas. Ao todo, são 3,5 mil espécies (veja no vídeo abaixo).
Sítio Burle Marx, no Rio, é reconhecido como Patrimônio Mundial da Unesco
Burle Marx usava o espaço como ateliê, criando um estilo que influenciou paisagistas ao redor do mundo.
“A Unesco escolheu os locais recém-adicionados por seu significado cultural, histórico ou científico. Com a nova inclusão, o Brasil passa a ter 23 bens inscritos na Lista do Patrimônio Mundial, registro dos bens considerados como portadores de valor universal excepcional para a cultura da humanidade”, diz a agência da ONU em seu site. 
Além do sítio Burle Marx, quatro locais na América Latina também receberam a láurea:
A Igreja de Atlântida (também conhecida como Igreja do Cristo Obrero), no Uruguai;
O complexo arqueoastronômico de Chankillo, no Peru;
O assentamento e a mumificação artificial da cultura Chinchorro, na região de Arica e Parinacota, no Chile;
O Conjunto Franciscano do Mosteiro e a Catedral da Nossa Senhora da Assunção de Tlaxcala, no México.
Confira abaixo mais detalhes sobre cada um deles:
Brasil — Sítio Roberto Burle Marx
O local retrata o projeto de sucesso realizado há mais de 40 anos pelo arquiteto, artista e paisagista Roberto Burle Marx (1909-94), que buscou criar uma “obra de arte viva” e um “laboratório de experimentações botânicas e paisagísticas”, “valendo-se da vegetação nativa e inspirando-se nas ideias do movimento modernista”.
O projeto, iniciado em 1949, é um jardim paisagístico representativo dos elementos essenciais do estilo único de Burle Marx.
O jardim se caracteriza por suas formas sinuosas, pela exuberância de suas extensas plantações, pelo arranjo arquitetônico de sua vegetação, pelo uso de espécies botânicas tropicais e pela incorporação de elementos artísticos típicos do folclore popular.
Este é o primeiro jardim tropical moderno a ser inscrito na Lista do Patrimônio Mundial da Unesco.
Peru — Complexo Arqueoastronômico de Chankillo
Observatório Solar de Chankillo, no Peru
Getty Images via BBC
Localizado ao norte da costa central do Peru, no Vale do Rio Casma, esse sítio arqueológico (500-200 a.C.) possui um conjunto de construções edificadas em uma paisagem desértica e uma série de características naturais que, juntas, funcionam como um calendário solar perfeito, usando marcadores que permitem observar o movimento do sol ao longo do horizonte por todo o ano.
O local inclui um Templo Fortificado, o Observatório, o Espaço Público Cerimonial e as Treze Torres Cúbicas que sinalizavam a trajetória solar e que estão dispostas em uma fileira que se estende ao longo do topo de outra colina.
Completa a lista a montanha Cerro Mucho Malo, indicador natural complementar das 13 torres.
Acredita-se que o templo era dedicado ao culto ao sol e a presença de um local de observação em cada lado do alinhamento norte-sul das torres permitia determinar os pontos de nascente e poente do sol no horizonte ao longo do ano.
Uruguai — Igreja de Atlântida, obra do engenheiro Eladio Dieste
A Igreja de Atlântida, com seu campanário e seu batistério subterrâneo, está localizada em Estación Atlántida, a 45 km de Montevidéu.
O complexo da igreja, inspirado na arquitetura religiosa cristã primitiva italiana e medieval, foi inaugurado em 1960.
A igreja, de planta retangular com nave única, apresenta paredes onduladas características que suportam uma cobertura igualmente ondulada, constituída por uma sequência de abóbadas gaussianas em tijolo armado desenvolvida por Eladio Dieste (1917-2000).
Como aponta a Unesco, “a igreja constitui um exemplo eminente das notáveis ​​conquistas formais e espaciais da arquitetura moderna na América Latina durante a segunda metade do século 20”.
“E incorpora a busca pela igualdade social com um uso sóbrio dos recursos.”
Chile – Assentamento e mumificação artificial da cultura Chinchorro
A cultura Chinchorro desenvolveu a mumificação 3 mil anos antes do que o Egito.
Localizado na região de Arica e Parinacota, o local é composto por três componentes: Faldeo Norte del Morro de Arica, Colón 10, ambos na cidade de Arica, e Foz de Camarones, em um ambiente rural cerca de 100 km mais ao sul.
Juntos, eles oferecem um testemunho de uma cultura de caçadores-coletores marinhos que residiam na árida e hostil costa norte do Deserto de Atacama, no extremo norte do Chile, de cerca de 5450 a.C. a 890 a.C.
O local é a mais antiga evidência arqueológica conhecida de mumificação artificial de corpos com cemitérios contendo corpos mumificados artificialmente e alguns que foram preservados devido às condições ambientais.
Ali foram encontradas ferramentas feitas com materiais minerais e vegetais, bem como instrumentos simples de osso e concha que permitiram a exploração intensiva dos recursos marinhos.
O local, aponta a Unesco, “constitui um testemunho único da complexa espiritualidade da cultura chinchorro”.
México — mosteiro franciscano e catedral de Nossa Senhora da Assunção de Tlaxcala
O mosteiro franciscano e a catedral de Nossa Senhora da Assunção em Tlaxcala, México.
O complexo é uma extensão do sítio “Primeiros mosteiros do século 16 nas encostas do Popocatepetl”, inscrito na Lista de Patrimônios Mundiais da ONU em 1994.
Foi construído entre 1537 e 1540 após a aliança entre os espanhóis e os tlaxcalanos.
O local inclui o mosteiro e a catedral de Nossa Senhora da Assunção e faz parte do primeiro programa de construção iniciado em 1524 para a evangelização e colonização dos territórios do norte do México.
O complexo é um dos primeiros cinco mosteiros fundados por frades franciscanos, dominicanos e agostinianos, e um dos três que ainda existem.
A extensão, diz a Unesco, “contribui para uma melhor compreensão do desenvolvimento de um novo modelo arquitetônico que influenciou tanto o desenvolvimento urbano quanto as construções monásticas até o século 18”.

Fonte: G1 Mundo

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1ª semana de Olimpíadas tem preocupação com Covid, debates sobre saúde mental e representatividade, calorão com vento e pop brasileiro


Veja um resumo do que virou notícia fora das disputas por medalha na primeira semana de Jogos Olímpicos em Tóquio. VÍDEO: saiba o que virou notícia na 1ª semana de Olimpíadas
Os Jogos Olímpicos de Tóquio completaram uma semana desde a Cerimônia de Abertura. Olimpíadas costumam apresentar histórias que vão muito além do esporte, mas a edição deste ano — adiada por causa da pandemia — é ainda mais especial.
Afinal, são os Jogos Olímpicos no meio da crise do coronavírus, com Tóquio registrando recordes e recordes de casos novos por dia de Covid-19. E ainda há as questões relacionadas à saúde mental, que vieram à tona com a desistência da ginasta Simone Biles em participar de algumas competições; a questão da diversidade e representatividade; e problemas meteorológicos que impactaram as disputas nestas Olimpíadas. Teve também espaço para a música brasileira entrar na trilha sonora das arenas de competição.
Veja abaixo 5 temas da primeira semana de Olimpíadas de Tóquio
1. Covid continua a preocupar
Rua de lojas em Tóquio, no Japão, nesta sexta-feira (30)
Kantaro Komiya/AP Photo
Tóquio recebe os Jogos Olímpicos um ano depois do previsto: pela primeira vez na história, as Olimpíadas foram adiadas. E o motivo foi a pandemia do coronavírus. Esperava-se que a situação estivesse sob maior controle em 2021.
Embora haja mais conhecimento sobre a Covid-19 e já existam vacinas disponíveis, o coronavírus continua a ser um problema na capital japonesa. Tóquio veio registrando recordes e recordes de novos casos por dia da doença, ao longo desta semana.
Os organizadores, os atletas e outros participantes se comprometeram em seguir uma série de protocolos de isolamento, testagem e rastreamento de contatos para evitar que as Olimpíadas se tornassem um evento super espalhador do vírus para os moradores de Tóquio — que sequer podem entrar nos locais de competições.
Pessoas caminham por cruzamento perto de estação em Tóquio, em 29 de julho de 2021. Sede das Olimpíadas, a capital japonesa registrou o 3º dia seguido de recorde de casos de Covid-19.
Kantaro Komiya/AP
No entanto, alguns casos foram registrados dentro da “bolha olímpica”: cerca de 200 registros de Covid-19 entre pessoas envolvidas com os Jogos, de alguma forma. Houve infecções em atletas e técnicos que chegaram a 25, no total.
Mas apenas um caso, o que tirou o americano Sam Kendricks do salto com vara, foi suficiente para colocar em quarentena todo o time de atletismo da Austrália, porque alguns atletas australianos treinaram com o saltador dos EUA.
2. Saúde mental importa
Simone Biles disputa final feminina de equipes da ginástica artística nos Jogos de Tóquio
Lindsey Wasson/Reuters
As discussões sobre a saúde mental dos atletas começaram mesmo antes da abertura, como a desistência da tenista Naomi Osaka — que acabaria acendendo a pira olímpica na cerimônia — de torneios do Grand Slam do tênis.
E aí o tema voltou à tona com Simone Biles, ginasta dos Estados Unidos considerada a melhor de todos os tempos. A atleta interrompeu a final por equipes após errar um salto. Preocupada com a saúde, deixou a prova em acordo com a federação local de ginástica. Mesmo assim, ficaria com a prata.
VÍDEO: Decisão de não competir indica limite do estresse para Simone Biles
No dia seguinte, porém, Biles oficializou a desistência da final individual geral da ginástica artística, disputa em que era favorita ao ouro. O motivo: precisava cuidar da saúde mental, que não estava nada boa.
A desistência levantou o debate: até onde vai o limite psíquico dos atletas de alto rendimento, acostumados com pressão e holofotes? Até porque, assim como a tenista japonesa Naomi Osaka, não foi o primeiro caso de esportista envolvido nas Olimpíadas de Tóquio que desistiu ou sofreu com problemas de saúde mental.
3. Representatividade em pauta
Luciana Alvarado, ginasta da Costa Rica, ergue o punho no gesto que marcou os protestos “Black Lives Matter” ao terminar sua prova de solo das Olimpíadas neste domingo (25)
Natacha Pisarenko/AP Photo
Na edição que se pretende a mais igualitária da história dos Jogos Olímpicos, o tema da representatividade foi visto tanto nos protestos contra o racismo e o machismo quanto nos atletas LGBTQIA+ que não esconderam suas orientações sexuais ou identidades de gênero.
Os protestos contra o racismo foram vistos logo nos primeiros dias, com atletas se ajoelhando e erguendo o punho — símbolo das manifestações “Black Lives Matter” (Vidas Negras Importam). Uma ginasta da Costa Rica fez o gesto ao encerrar a participação no solo.
Regras sobre protestos em Tóquio não é transparente, dizem atletas alemãs
A ginástica, aliás, é um esporte em que se discutiu o uso das roupas diferentes dependendo do gênero. As alemãs decidiram competir com uniforme comprido nas pernas, em vez do collant tradicional adotado pelas mulheres e considerado muitas vezes menos confortável.
E foi também a edição com maior representatividade LGBTQIA+, inclusive no Brasil, com atletas falando abertamente sobe suas orientações sexuais ou identidades de gênero. O site OutSports fez um levantamento que indica que, neste ano, são, pelo menos, 160 atletas lésbicas, gays, bissexuais, transgêneros, queer e não binários assumidos. Os dois últimos Jogos juntos somavam 79.
Um desses atletas é o jogador de vôlei Douglas Souza, que se tornou um fenômeno nas redes sociais. Em postagens bem-humoradas, o atleta de 25 anos mostra bastidores dos Jogos que estão sendo realizados em meio à pandemia.
4. Calor, umidade e vento
Equipe de remo dos EUA treina no mar de Tóquio em 18 de julho de 2021
Jae C. Hong/AP/Arquivo
Quando os organizadores dos Jogos Olímpicos de Tóquio marcaram o evento para o verão japonês, especialistas já alertavam para os riscos associados à estação: faz muito calor na capital nesta época do ano, e o efeito da ilha de calor potencializa a sensação térmica. A umidade altíssima não ajuda.
Isso ficou evidente quando atletas começaram a reclamar das disputas debaixo do sol quente de Tóquio. O tenista russo Daniil Medvedev desabafou ao juiz: “Eu posso morrer aqui”, ao se cansar durante uma das partidas de simples do torneio olímpico de tênis.
O vento forte que sopra em Tóquio — que deveria aliviar o calor — acabou se tornando também um empecilho para os atletas. Nas provas de skate, não era difícil ver os competidores pedindo para esperar antes de entrarem em ação por causa das rajadas na Baía de Tóquio.
Quem se deu bem com o vento foi surfe. Uma forte tempestade, que chegou próximo de ser considerada um tufão, chegou a preocupar as autoridades japonesas. Porém, isso era uma boa notícia para os surfistas, que esperavam boas ondas. Assim, as finais da modalidades acabaram antecipadas. Bom para o brasileiro Ítalo Ferreira, que conquistou o primeiro ouro da história do surfe olímpico.
5. ‘Baile de favela’ chega de cometa a Tóquio
Pop no vôlei, Pabllo no quarto de Douglas e funk na ginástica e nos passos de Rayssa: hits brasileiros invadem Tóquio
Montagem: Arquivo pessoal/Facebook-Reprodução
Pelas transmissões na televisão, dá para ouvir que o pop brasileiro está nas Olimpíadas. Está, por exemplo, nas arenas do vôlei, com um DJ que escolhe hits de Anitta, Barões da Pisadinha, Israel & Rodolffo e Pabllo Vittar como trilha sonora entre um ponto e outro nos jogos do Brasil.
Pabllo Vittar, aliás, emplacou o que seria o hit da delegação brasileira em Tóquio: “Zap Zum”, a preferida do ponteiro Douglas Souza, craque do vôlei masculino que virou a sensação destas Olimpíadas com suas postagens nas redes sociais.
O funk brasileiro também ganhou lugar na apresentação oficial da ginasta Rebeca Andrade. A atleta fez sua entrada no solo ao som de “Baile de favela”, o funk que mudou a vida de MC João.
E teve espaço também para o funk “Não nasceu pra namorar”, parceria entre MC Zaquin e MC Rick, que embalou os passos de Rayssa Leal, medalhista de prata no skate street feminino aos 13 anos.
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Fonte: G1 Mundo

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Chapa política encabeçada por contrarrevolucionário e ex-miss desafia o regime de Ortega


Aliança na Nicarágua surge depois que outros sete pré-candidatos da oposição foram presos. Presidente da Nicarágua, Daniel Ortega (dir.), sua esposa e vice-presidente Rosario Murillo (esq.) e filha Camila Ortega (cen.) em celebração dos 40 anos da revolução sandinista, em foto de junho de 2019
Inti Ocon/AFP
A improvável aliança entre um ex-chefe da contrarrevolução na Nicarágua e uma ex-miss resulta na nova chapa política que desafiará em novembro o ditador Daniel Ortega, já que sete pré-candidatos da oposição estão presos pelo regime. Óscar Sobalvarro, de 60, e Berenice Quezada, de 27, foram escolhidos candidatos, informalmente e sem primárias, pelo partido Cidadãos pela Liberdade (CxL).
Ambos revelaram que não tinham intenção de concorrer às eleições e só aceitaram a candidatura diante das circunstâncias. O regime, que exerce domínio sobre o Conselho Superior Eleitoral e o Tribunal Eleitoral, tornou inelegíveis seus oponentes, sob a acusação de traição à pátria.
Ex-comandante dos Contras, que na década de 1980 travaram uma luta armada contra o governo sandinista liderado por Ortega, Sobalvarro é empresário do setor pecuário e vice-presidente do CxL. Berenice foi Miss Nicarágua em 2017 e atua como modelo, sem nenhuma experiência política. Aliaram-se para tentar impedir um quarto mandato consecutivo de Ortega, de 75 anos.
A chapa recebeu críticas de parte da oposição, por insistir num processo eleitoral fadado ao fracasso. “Apresentamos as candidaturas porque não queremos ceder ao governo, que poderia dizer que a oposição não quis concorrer”, alegou a presidente do partido, Kitty Monterrey.
Vinte e nove opositores estão presos, outros foram forçados ao exílio.
Sobalvarro defendeu a liberdade dos presos políticos e a restauração do direito de protesto aos nicaraguenses, “sem o temor de ser encarcerado por pensar diferente.”
A aliança de direita tem como objetivo pôr fim ao regime comandado desde 2007 por Ortega e sua mulher e vice-presidente, Rosario Murillo. Enquanto a chapa opositora era lançada, o Parlamento, também controlado pelo presidente, aprovava mais uma de suas controversas leis para minar instituições democráticas.
Desta vez, os alvos foram 24 ONGs, que perderam seu status jurídico e tiveram os bens confiscados pelo Estado. Entre elas, há 15 entidades médicas que criticaram a gestão do regime na pandemia do novo coronavírus. As cifras oficiais — 9.600 infectados e 194 mortos — são consideradas por grupos independentes subestimadas e fora da realidade.

Fonte: G1 Mundo

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Com maioria das arenas fechadas, público no Japão tenta acompanhar um pouco das Olimpíadas de Tóquio; veja fotos


Algumas subsedes permitem presença de espectadores, enquanto provas nas ruas da capital japonesa também atraem atenção das pessoas. Pessoas nas ruas assistem às provas do ciclismo estrada dos Jogos Olímpicos de Tóquio em Oyama, no Japão, em 15 de julho
Thibault Camus/AP Photo
Faltando poucas semanas para o início dos Jogos Olímpicos, as autoridades de Tóquio decidiram que as competições na capital do Japão ocorreriam sem presença do público por causa da alta nos casos diários de coronavírus.
Tudo sobre as Olimpíadas de Tóquio no ge
Japão deve ter perda bilionária com ausência de público e turistas
Com Covid em alta, estado de emergência será estendido a outras províncias
Somente algumas subsedes fora de Tóquio podem receber algum público, incluindo Miyagi, sede do futebol, e Shizuoka, do ciclismo. Ainda assim, um número muito reduzido de espectadores.
Na região de Tóquio, onde o público está vetado, moradores e fãs de Olimpíadas tentam fazer o que podem para acompanhar pelo menos um pouco da ação dos atletas de todo o mundo.
VEJA GALERIA DE FOTOS DO PÚBLICO NAS OLÍMPÍADAS DE TÓQUIO
Filha de torcedora do time da Coreia do Sul de vôlei feminino fica do lado de fora da Ariake Arena, que não recebe público nestas Olimpíadas, em foto de 29 de julho
Thibault Camus/AP Photo
Do lado de fora da cerca de segurança, pessoas tentam assistir às finais do surfe nas Olimpíadas de Tóquio na praia de Tsurigasaki, em 27 de julho
Francisco Seco/AP Photo
De máscara, espectadores acompanham a prova de mountain bike do ciclismo nas Olimpíadas de Tóquio em Izu em 26 de julho
Thibault Camus/AP Photo
Meninas fãs do skatista Yuto Horigome, ouro no street, levam placas ao Ariake Urban Sports Parks em Tóquio em 25 de julho
Jae C. Hong/AP Photo
Miyagi, subsede do futebol, é um dos poucos locais de competições que permitem um público muito reduzido. Foto de 24 de julho
Andre Penner/AP Photo
Japoneses em Oyama assistem à passagem dos ciclistas na prova de estrada das Olimpíadas de Tóquio em 24 de julho
Tim de Waele/Pool Photo via AP
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Fonte: G1 Mundo