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Bolsonaro só perde para Maduro na gestão da pandemia, diz pesquisa


Formadores de opinião de 14 países da América Latina avaliam mal o desempenho do presidente brasileiro para frear infecções e da campanha de vacinação no Brasil. Foto mostra o presidente Jair Bolsonaro durante cerimônia de liberação de recursos da Atenção Básica à Saúde no combate à Covid-19 no Palácio do Planalto, em Brasília
Ueslei Marcelino/Reuters
O Brasil e seu presidente estão mal na fita segundo a avaliação de 380 formadores de opinião de 14 países da América Latina ouvidos pelo instituto de pesquisas Ipsos sobre a gestão da pandemia do novo coronavírus. Numa lista liderada pelo presidente do Uruguai, Luis Alberto Lacalle Pou, o brasileiro Jair Bolsonaro aparece em penúltimo lugar, na companhia de seu desafeto Nicolás Maduro, da Venezuela.
A popularidade dos líderes de governo está diretamente atrelada à campanha de vacinação. Enquanto Lacalle Pou tem 20% de desaprovação, Bolsonaro é reprovado por 85% dos entrevistados, seguido pelo venezuelano, rejeitado por 90%.
O Uruguai está prestes a se livrar da ameaça da Covid-19, com mais de 60% de vacinados com as duas doses. Até setembro, o governo espera que o país alcance a imunidade de rebanho pela imunização de toda a população.
País com melhor cobertura vacinal na região, o Chile também é considerado o que melhor administrou a crise sanitária, com 88% de aprovação entre os formadores de opinião entrevistados pelo Ipsos. Mas seu presidente, Sebastián Piñera, que amargou a impopularidade neste ano e meio de pandemia, aparece em segundo lugar, atrás de Lacalle Pou.
A avaliação em relação ao Brasil é a pior possível e reflete o caos sanitário em que o país se envolveu, com colapso de hospitais, falta de oxigênio, atrasos na vacinação e o fechamento das fronteiras aos brasileiros.
A taxa de imunizados, atualmente em 17,8%, ainda mantém o Brasil isolado e em situação de risco. Sua realidade se estreitou à da Venezuela, que até agora vacinou apenas 3,8% da população e, por ordem de Maduro, enfrenta novo bloqueio para frear a variante delta. Na percepção dos ouvidos pela pesquisa do Ipsos, no último ano e meio, o Brasil chegou bem perto da Venezuela.

Fonte: G1 Mundo

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‘Eu posso morrer’, diz tenista russo sobre calor em Tóquio durante as Olimpíadas


Especialistas já alertavam sobre as altas temperaturas na capital do Japão nesta época do ano. Entenda o que faz Tóquio ter um verão tão quente e como isso vem afetando os Jogos Olímpicos. Daniil Medvedev, atleta russo, pausa durante partida de tênis dos Jogos Olímpicos de Tóquio ocorrida sob forte calor nesta quarta (28)
Patrick Semansky/AP Photo
O tenista Daniil Medvedev, que compete pelo Comitê Olímpico da Rússia, reclamou do forte calor que fazia em Tóquio nesta quarta-feira (28) durante uma partida de tênis válida pelos Jogos Olímpicos.
Durante o jogo, o árbitro Carlos Ramos percebeu que Medvedev não estava bem e perguntou se o atleta queria continuar a partida contra o italiano Fabio Fognini. Fazia 31°C na capital do Japão, mas a sensação térmica era de 37°C.
“Eu posso terminar o jogo, mas posso morrer. Se eu morrer, você se responsabiliza?”, ironizou o tenista russo, segundo a Associated Press.
Medvedev continuou o jogo e, no fim, acabou vencendo o italiano por 2 sets a 1. Mas as questões sobre o calor em Tóquio — uma edição dos Jogos Olímpicos já marcada pelas condições climáticas muitas vezes adversas — ainda geram questões.
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Por que faz tanto calor em Tóquio?
Pessoas passam em frente aos anéis olímpicos em Tóquio, no Japão, no domingo (25)
Eugene Hoshiko/AP Photo
Porque a cidade tem um fenômeno chamado ilha de calor, que se repete em várias cidades grandes do mundo — com o agravante da alta umidade no ar nesta época do ano no Japão.
Essa ilha de calor se forma a partir da pouca cobertura vegetal na capital japonesa. Tóquio é uma selva de pedras, e em muitos locais pouco arborizada. Os raios de sol acabam refletindo no concreto e nos vidros dos edifícios e concentram o calor na cidade.
Imagem noturna dos arredores do Estádio Olímpico de Tóquio, no Japão, nesta sexta (16), uma semana antes da abertura das Olimpíadas
Charly Triballeau/AFP
Há anos, especialistas aconselharam os organizadores dos Jogos Olímpicos de Tóquio a colocar as datas do evento no outono, mais ameno. A edição de 1964 do evento, também na capital japonesa, ocorreu em outubro.
Com o adiamento por causa da pandemia, a sugestão de colocar as competições não no verão, mas na primavera e no outono, voltou. Porém, os organizadores mantiveram as datas entre julho e agosto de 2021.
Calor interferiu na programação
Triatlo foi disputado no início da manhã em Tóquio por causa do forte calor
REUTERS/Hannah Mckay
Decididos a levar adiante as Olimpíadas no período do verão japonês, os organizadores decidiram mexer em algumas provas para evitar problemas aos atletas.
Competições como o triatlo, por exemplo, foram marcadas para as 6h30 (horário local) para que a prova ocorresse em um momento mais ameno.
O que gerou mais dificuldade foi a marcação das provas de rua do atletismo. Em 2019, o forte calor foi um empecilho para os atletas no Mundial da modalidade no Catar — país com temperaturas extremas no verão, mesmo durante a noite.
No início, a ideia era que a maratona e as marchas atléticas ocorressem na madrugada de Tóquio. No entanto, pressionado por atletas, o comitê organizador topou levar as provas para Sapporo — a 800 km da capital japonesa.
A cidade, ao norte, tem temperaturas amenas, mas mesmo assim está sujeita a ondas de calor — como um recorde atingido uma semana antes da abertura. Por isso, as maratonas e as competições de marcha atlética ocorrerão no início da manhã japonesa, em alguns casos com largada às 5h30 (horário do Japão).
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VÍDEOS: Brasil nas Olimpíadas de Tóquio

Fonte: G1 Mundo

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Refugiado congolês que vive no Rio de Janeiro perde nas Olimpíadas; conheça o judoca Popole Misenga


Após desertar da equipe da República Democrática do Congo em 2013, o atleta do judô voltou ao esporte treinando no Instituto Reação, no Rio de Janeiro. O judoca Popole Misenga, refugiado congolês no Rio, posa para foto perto de sua casa em favela carioca, em foto de 2016
Reuters/Pilar Olivares
O judoca Popole Misenga deixou nesta quarta-feira (28) os Jogos Olímpicos de Tóquio, após perder para o húngaro Krizstian Toth logo na primeira luta. O atleta tem uma relação de proximidade com o Brasil: congolês, ele vive no Rio de Janeiro desde 2013, quando pediu refúgio no país devido à violência política na República Democrática do Congo.
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ESPECIAL: Refugiados no Brasil
Aos 29 anos, Misenga participou das Olimpíadas pela segunda vez consecutiva como integrante da Equipe Olímpica de Refugiados — uma iniciativa do Comitê Olímpico Internacional que tem apoio da Agência da ONU para Refugiados (Acnur) para que atletas em situação como a dele tenham como competir em Jogos Olímpicos.
Popole Misenga, de azul, cai em luta contra o húngaro Krisztian Toth no judô das Olimpíadas de Tóquio desta quarta (28). Misenga integra a Equipe Olímpica de Refugiados e vive no Rio de Janeiro
Annegret Hilse/Reuters
A relação do atleta com o judô se relaciona com as dificuldades de Misenga na República Democrática do Congo: ele se aproximou do esporte aos 9 anos, quando foi levado à capital do país, Kinshasa após fugir dos confrontos na região de Kisangani.
Segundo relato da Acnur, Misenga se perdeu da sua mãe, assassinada durante a fuga, e só foi encontrado em uma área de floresta, de onde foi resgatado.
O problema é que nem mesmo o esporte foi capaz de dar proteção ao jovem judoca. Misenga relatou à Acnur que era intensamente cobrado por resultados no judô, sendo inclusive privado de água e comida quando não conseguia vencer.
Saiba mais sobre Popole Misenga no VÍDEO abaixo
REP – Órfãos da Terra: Popole Misenga, judoca congolês, recomeçou a vida no Brasil
“No meu país, eu não tinha um lar, uma família ou amigos. A guerra causou muita morte e confusão, eu tive que aproveitar a chance que eu tive para estar em segurança em outro local”, disse, em uma entrevista ao COI.
De acordo com o Ministério da Justiça, o Brasil tem 60 mil pessoas em situação de refúgio. Desses, 26 mil foram reconhecidos em 2020. Seis em cada dez pedidos vieram de cidadãos da Venezuela, que vive situação de grave e generalizada violação de direitos humanos (leia mais sobre refugiados no mundo no fim da reportagem).
Refúgio no Brasil e sucesso no Rio
O judoca Popole Misenga, refugiado congolês, exibe sua credencial de competidor nos Jogos Olímpicos do Rio 2016
Reuters/Pilar Olivares
Misenga viu no Campeonato Mundial de Judô de 2013, organizado no Rio de Janeiro, a chance de escapar da perseguição política: já no Brasil, o judoca abandonou a equipe e pediu refúgio. Além dele, a judoca Yolande Bukasa — que competiu nas Olimpíadas de 2016, mas não participa em Tóquio — desertou do time congolês.
O atleta conseguiu voltar ao judô no Rio de Janeiro ao treinar no Instituto Reação, do judoca brasileiro Flávio Canto. A meta era chegar a uma vaga nos Jogos Olímpicos de 2016, que seria na nova cidade onde Misenga passou a chamar de casa. Foi a primeira edição do evento a contar com uma equipe de refugiados — ovacionada ao entrar no estádio na Cerimônia de Abertura daquele ano.
Na competição, Misenga recebeu o apoio da torcida brasileira, que comemorou muito quando o judoca refugiado venceu a primeira luta sobre um indiano e lamentou a derrota seguinte para um atleta da Coreia do Sul.
Popole Misenga derrota o indiano Avtar Singh : “Essa vitória ficará marcada na história dos Jogos”
Reuters
O carinho com o Brasil ficou, sobretudo após o apoio da torcida brasileira. “No Brasil eu consigo construir minha carreira para chegar aonde almejo. Eu me casei no Rio de Janeiro, tornei-me pai e sou um exemplo a ser seguido”, disse, em uma entrevista ao COI.
“Estou lutando para que a vida dos meus filhos seja melhor do que a minha, para que outras pessoas refugiadas se inspirem para alcançar seus sonhos.”
Equipe Olímpica de Refugiados
Equipe Olímpica de Refugiados entra no Estádio Olímpico de Tóquio na Cerimônia de Abertura das Olimpíadas, na sexta-feira (23)
David J. Phillip/AP Photo
Pela segunda vez, os Jogos Olímpicos têm um time de refugiados apoiados pelo COI e pela Acnur. No Rio, em 2016, eram 10 atletas. Agora, em Tóquio, são 29 competidores em12 modalidades.
A iniciativa veio para suprir uma questão dos Jogos Olímpicos: o evento convida atletas do mundo inteiro, mas alguns deles precisaram fugir da perseguição em seus países de origem e teriam dificuldades, portanto, em competir sob a bandeira de suas nações.
Segundo o COI, que convoca esses atletas, os critérios para a seleção da Equipe Olímpica de Refugiados foram os seguintes:
Status de refugiados confirmado pela Acnur
Desempenho esportivo nas modalidades
Representatividade de gênero, esporte e regiões do mundo
Histórico pessoal
Segundo dados mais recentes da Acnur, mais de 82 milhões de pessoas em todo o mundo tiveram de deixar seus locais de origem por perseguições, conflitos, violência e violação de direitos humanos. É o maior número já registrado na história.
Quase metade desse total — 48 milhões — é de pessoas que se deslocaram dentro de seu próprio país. Outras 26,4 milhões são consideradas formalmente refugiadas: ou seja, concluíram os protocolos de solicitação de refúgio em outro país.
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Fonte: G1 Mundo

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Multa por não usar biquíni: veja outros exemplos de sexismo relacionados às roupas das mulheres


Da seleção norueguesa de handebol multada por não usar biquíni aos macacões das ginastas alemãs nas Olimpíadas, uniformes de atletas tem refletido situações vividas também em escolas e locais de trabalho, onde roupas podem ser mais comentadas e julgadas do que o próprio desempenho. O caso da seleção norueguesa de handebol de praia, que recentemente foi multada em 1.500 euros (cerca de R$ 9.200) depois que as mulheres usaram shorts em vez de biquínis durante um jogo no campeonato europeu (leia mais sobre o caso no fim da matéria), reacendeu a discussão sobre o sexismo na exigência de peças de vestimenta.
Enquanto as jogadoras são obrigadas a usar biquínis “com um ajuste justo e corte em um ângulo para cima em direção ao topo da perna”, seus colegas do time masculino jogam com folgadas camisetas e bermudas.
Mas não é só no esporte – mulheres também enfrentam regras baseadas em sexismo que determinam como devem se vestir em praticamente todos os ambientes que frequentam.
No trabalho
Nos mais diferentes ramos de atuação, o que veste, como corta e penteia o cabelo e o quanto usa (ou não) de maquiagem pode render mais assunto do que o desempenho em si quando a profissional é uma mulher.
No início deste mês, chamaram atenção fotos de mulheres do exército ucraniano, obrigadas a desfilar usando sapatos de salto alto em uma parada militar – uma espécie de scarpin.
Pernas de mulheres das Forças Armadas da Ucrânia que foram obrigadas a marchar de alto alto
Ukrainian Defence ministry press-service / AFP
O sapato faz parte das roupas oficiais das militares, mas originalmente é usado apenas para ocasiões formais, e não para marchar com o uniforme de batalha. Uma cadete afirmou que é mais difícil marchar com esse tipo de sapato do que em botas.
Após uma enxurrada de críticas, o Ministério da Defesa da Ucrânia desistiu da ideia de fazer as militares usarem os scarpin em desfiles.
Em 2019, foi revelado em um artigo da Business Insider que milhares de mulheres no Japão estavam sendo solicitadas a não usarem óculos em seus locais de trabalho – porque isso não seria esteticamente agradável e daria a elas uma impressão de “frieza”.
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Outra queixa bastante comum no Japão, mas em diversos outros países, inclusive no Brasil, são as de locais de trabalho que obrigam suas funcionárias a usar maquiagem e saltos altos, algumas durante longos períodos por dia.
A medida chega até a afetar ricas e famosas: em 2015, por exemplo, mulheres foram proibidas de usar sapatos de salto baixo na estreia do filme “Carol”, no Festival de Cannes, independente de sua idade ou condição física. Para protestar contra a regra do festival, três anos depois do episódio, atrizes como Julia Roberts e Kristen Stewart tiraram seus sapatos de salto no tapete vermelho.
Na escola
No ambiente escolar, desde muito jovens as crianças são expostas a códigos de vestimenta. Em geral determinadas pela direção de cada unidade, eles variam e costumam proibir shorts ou saias muito curtas para meninas, mas às vezes há exageros.
Nos Estados Unidos, por exemplo, é recorrente a proibição ao uso de calças tipo legging, e é comum que garotas sejam mandadas para casa por tentar assistir às aulas usando a peça. Foi o caso da jovem Kate Wilson, que tinha 16 anos quando isso aconteceu com ela, em 2018, e foi acusada pelo diretor de “estar deixando seu professor desconfortável” (veja abaixo uma foto do que ela vestia naquele dia).
Kate Wilson mostra a roupa que usava no dia em que foi mandada para casa pela direção de sua escola
Reprodução/Facebook/Kate Wilson
Em maio deste ano, uma escola na Flórida se tornou alvo de polêmica após retocar fotos de 80 alunas de seu anuário, para cobrir seus peitos e ombros digitalmente, com roupas sendo “aumentadas”, algumas com edições muito mal-feitas. Nenhuma foto de aluno do sexo masculino foi alterada – mesmo quando eles apareciam sem camisa ou apenas de sunga.
Riley é uma das alunas cuja foto foi alterada em escola nos EUA
Arquivo Pessoal
No Brasil, escolas já se tornaram notícia por tentar impôr restrições às vestimentas não apenas de suas alunas, mas até mesmo por opinar sobre o que vestem suas mães.
Em 2017, em Santos (SP), um colégio particular gerou revolta ao enviar uma carta proibindo o uso de shorts e saias curtas, sob a justificativa de que havia “atitude abusiva, sobretudo por parte das meninas”, que têm provocado “situações indesejáveis”. A escola ainda dizia que “o uso desses itens é sintomático de uma realidade social mais ampla, que merece ser cuidadosamente analisada e criticada”.
Bem antes, em 2014, uma escola em Santa Inês (MA), se voltou aos pais e responsáveis: proibiu a entrada daqueles que estivessem usando short, minissaia ou mini-blusa, e chegou a barrar mães.
Já em 2016, o G1 ouviu meninas que se mobilizavam para questionar normas, debater preconceito, argumentos machistas e empoderamento das mulheres já na sala de aula. E mostravam, em fotos, qual seria o traje considerado mais apropriado por elas.
No esporte
Outros esportes também lidam com situações semelhantes à do handebol, em que as atletas femininas são obrigadas a vestir uniformes mais curtos e justos do que seus colegas masculinos – é só reparar nos shorts em jogos de vôlei e basquete, entre outros.
Na ginástica, onde as competidoras costumam usar maiôs que também deixam grande parte do corpo à mostra, a alemã Sarah Voss e mais duas colegas desafiaram convenções ao aparecerem com macacões de corpo inteiro no Campeonato Europeu, em abril, e novamente agora, nas Olimpíadas de Tóquio.
Ginastas da Alemanha durante os Jogos Olímpicos de Tóquio
Reuters/Mike Blake
A federação alemã disse que elas estavam se posicionando contra a “sexualização na ginástica”, acrescentando que a questão se tornou ainda mais importante para prevenir o abuso sexual.
A ginasta Elisabeth Seitz disse que, com o traje, tinha uma coisa a menos com se preocupar, porque não havia risco de mostrar sem querer alguma parte de seu corpo.
No tênis, em que homens podem usar shorts e até bermudas de corte amplo, as mulheres continuam vestindo saias extremamente curtas. E sendo repreendidas quando ousam desafiar a tradição. Em 2018, por exemplo, Serena Williams usou calças pretas coladas ao corpo durante uma partida no French Open, que lhe renderam comparações com uma personagem do filme “Pantera Negra”.
A tenista Serena Williams usou macacão no French Open de 2018
Reprodução/Instagram/Serena Williams
A atleta explicou que buscava evitar coágulos, já que tinha tido problemas de saúde após o recente parto de sua filha. Ainda assim, a Federação Francesa de Tênis proibiu que ela voltasse a vestir o uniforme, dizendo que era preciso “respeitar o jogo e o local”.
Mas, em 1985, outra tenista, Anne White, usou um macacão de lycra branco para disputar um jogo na primeira etapa de Wimbledon. Segundo o site da revista Vox, foi dito que: “É atraente, mas você tem que ter a forma física de Anne White. Ela foi feita para usá-lo. E o resto do mundo não”.
Cortando para 2002, Serena Williams tentou pela primeira vez escapar da ditadura da minissaia e disputou um jogo no US Open com um macaquinho curto. A mesma Vox lembra dos adjetivos usados então pela imprensa: “agarrado”, “ultra-arriscado”, “curvilíneo” e deixando “pouco para a imaginação”, de acordo com o ensaio de Jaime Schultz de 2005 Reading the Catsuit, publicado no Journal of Sport & Social Issues.
Já o crítico de moda do jornal “Washington Post”, Robin Givhan, a descreveu como “uma garota trabalhadora de um tipo diferente”, e chamou a peça de roupa de “vulgar”.
Atitudes
Nos últimos anos, algumas atitudes têm sido tomadas para eliminar o sexismo no código de vestimenta exigido das mulheres. Uma ação relevante foi o fim da exigência do desfile em trajes de banho em alguns concursos de beleza.
Em 2018, a prova foi eliminada do Miss America, que também anunciou que passaria a aceitar  candidatas com corpos de “todas as formas e tamanhos”. Segundo a presidente do conselho de diretores do concurso, Gretchen Carlson, o conselho chegou a ouvir de potenciais candidatas que elas não queriam “estar lá em saltos altos e maiôs”.
Ação semelhante já havia sido adotada dois anos antes, também nos Estados Unidos, pelo Miss Teen, que trocou os biquínis por trajes esportivos. Em 2016, o concurso, aberto para mulheres de 14 a 19 anos e administrado pela organização do Miss Universo, informou em seu site que “em uma sociedade que aumenta a prioridade do feminismo e da igualdade, ver mulheres desfilando em um palco de biquíni pode ser antiquado”.
Participantes do Miss América se apresentam com biquini, na edição de 2016
Mel Evans/ AP
Ainda em 2014, um apresentador de TV na Austrália conduziu um experimento para provar que também em seu ambiente de trabalho as colegas mulheres eram vítimas do sexismo por sua forma de se vestir.
Karl Stefanovic usou o mesmo terno azul ininterruptamente durante um ano, e disse que ninguém sequer reparou. “Mas quando as mulheres usam a cor errada são duramente criticadas. Elas dizem uma coisa errada e há milhares de tuítes sobre o erro”, afirmou.
Em entrevista ao jornal “The Age”, na época, Stefanovic afirmou que sua colega na bancada, a jornalista Lisa Wilkinson, recebe regularmente mensagens de telespectadores e comentários na imprensa sobre as roupas que escolhe para usar em frente às câmeras.
“Sou julgado pelas minhas entrevistas, pelo meu senso de humor – ou seja, pela maneira como eu desempenho minhas funções, basicamente. Enquanto isso, as mulheres são normalmente julgadas pelo que estão vestindo ou por seu cabelo”, acrescentou.
Seleção norueguesa de handebol
O caso da seleção norueguesa feminina de handebol aconteceu durante a disputa pela medalha de bronze do campeonato europeu, na Bulgária, e a multa foi aplicada pela Federação Europeia de Handebol (EHF, na sigla em inglês), que disse em um comunicado que sua comissão disciplinar havia lidado com “um caso de vestimenta imprópria”.
De acordo com o comunicado, na partida que definiria o terceiro lugar, em 18 de julho, contra a Espanha, as norueguesas usaram shorts que “não estavam de acordo com os Regulamentos de Uniforme de Atletas definidos nas Regras de Jogo do Handebol de Praia da EHF”.
Equipe feminina de handebol de praia da Noruega, com os shorts que usaram no lugar de biquínis
Reprodução/Twitter
A multa, calculada em 150 euros por jogadora, foi criticada pela federação norueguesa, enquanto o ministro dos esportes do país, Abid Raja, disse que era “completamente ridícula” e que as atitudes precisavam mudar, segundo a agência Reuters.
A federação norueguesa disse no Twitter que estava orgulhosa das mulheres por se levantarem e dizer já era o suficiente.
“Nós, da NHF, apoiamos vocês. Juntos, continuaremos a lutar para mudar as regras do vestuário, para que as jogadoras possam jogar com as roupas com as quais se sentem confortáveis”, acrescentou.
Após a grande repercussão do caso, a cantora pop Pink se ofereceu para pagar a multa para a seleção norueguesa.
“Estou muito orgulhosa da equipe feminina de handebol da Noruega por protestar contra as regras muitos sexistas sobre seu ‘uniforme’…A Federação Europeia de Handebol deveria ser multada por sexismo. Muito bem, garotas. Ficarei feliz em pagar a multa para vocês. Continuem assim”, escreveu a artista em seu perfil no Twitter.
Vídeos: Os mais assistidos do G1 nos últimos 7 dias

Fonte: G1 Mundo

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‘Pandemia entre não vacinados’: como EUA podem estar perdendo de novo controle sobre o coronavírus


Infecções triplicaram em algumas regiões do país, que imunizou completamente pouco menos de metade da população. Infecções triplicaram em algumas regiões do país
Getty Images via BBC
Com pouco menos da metade da população totalmente imunizada contra a Covid-19 e infecções aumentando de modo desenfreado, os Estados Unidos estão “em uma direção equivocada” na pandemia.
O alerta é do assessor da Casa Branca para doenças infecciosas, Anthony Fauci, que prevê um recrudescimento da crise sanitária no país se não forem tomadas medidas para contornar a situação.
O país com maior número de mortos pela Covid-19 viu o volume de novos casos da doença atingir 500 mil na última semana, um avanço expressivo frente aos 92 mil registrados na última semana de junho.
Ainda que a taxa de letalidade tenha diminuído, para cerca de 3 mil óbitos por semana — contra 20 mil há poucos meses —, a propagação da variante delta está fora de controle em alguns estados. A isso soma-se a estagnação do programa de vacinação, principalmente nas áreas mais conservadoras do país.
“É realmente uma pandemia entre os não vacinados”, declarou Fauci à CNN no último domingo.
A escalada levou o Centro de Controle de Doenças (CDC) do Departamento de Saúde dos EUA nesta terça-feira (27) a recomendar aos americanos que vivem nas regiões mais afetadas que voltem a usar máscaras em ambientes fechados, mesmo aqueles que já estão vacinados.
Em maio, as autoridades de saúde do país haviam anunciado que as máscaras não seriam mais necessárias, com algumas poucas exceções, para aqueles totalmente imunizados. Na ocasião, epidemiologistas alertaram que a decisão era precipitada.
“É realmente uma pandemia entre os não vacinados”, disse o médico Anthony Fauci
Reuters
O foco do problema: os não vacinados
No início desta semana, Vivek Muthy, cirurgião geral e o principal porta-voz dos Estados Unidos em questões de saúde pública, disse que 99,5% das mortes recentes pela Covid-19 no país foram entre pessoas não vacinadas.
O médico Marcus Plescia, diretor da Associação Estatal e Territorial de Funcionários de Saúde, explicou à BBC que o principal problema do aumento de contágios se concentra em determinadas regiões do país.
“É particularmente grave em, provavelmente, seis ou sete estados. Os estados do sudeste e alguns do meio-oeste dos Estados Unidos”, disse Plescia.
Alabama, Misisipi, Arkansas, Georgia, Tennessee, Oklahoma são estados onde menos de 40% da população está completamente vacinada (em contrapartida, a região nordeste, como Vermont e Massachusetts, supera 65%).
Os governadores dos estados com menores taxas de vacinação — majoritariamente republicanos — expressam desde o ano passado ceticismo sobre as políticas federais de combate ao novo coronavírus.
No Alabama, as autoridades têm promovido a vacinação porta a porta
Getty Images via BBC
A vacinação estagnada
As taxas de vacinação nos Estados Unidos estão praticamente paralisadas nos últimos meses.
Os Estados Unidos tiveram, até abril, os índices mais altos de aplicações diárias de doses contra a Covid-19 no mundo. Mas, desde então, o ritmo diminuiu consideravelmente.
O país tem, até agora, cerca de 163 milhões de pessoas vacinados, o que é aproximadamente 49% de sua população (cerca de 18% do total é menor de 12 anos, para quem não há indicação para vacina).
Plescia destaca que o país começou a registrar um “leve aumento” no ritmo de vacinação logo que as últimas notícias mostraram um crescimento de casos entre os não vacinados.
“Gostaríamos de ver muito mais, mas estamos vendo uma tendência ascendente e ouvimos das pessoas que isso [a nova onda de casos] chamou a atenção”, principalmente entre aqueles que estão abertos a considerar a vacinação, nem tanto entre aqueles que a rejeitam, explica.
Em entrevista à CNN, Fauci disse que os líderes locais em áreas com baixas taxas de vacinação devem fazer mais para convencer as pessoas a tomar as doses do imunizante. Há até lugares que estão promovendo uma vacinação porta a porta.
Os governadores republicanos de Arkansas e Flórida — que criticaram os conselhos de Fauci no passado — passaram a promover as vacinas.
A propagação da variante delta
Um problema que acompanha as baixas taxas de vacinação em alguns locais dos Estados Unidos é a propagação da variante delta.
Mais contagiosa que outras, essa variante é transmitida mais rapidamente entre as pessoas que não receberam nenhuma dose de vacina contra a Covid-19, explicam estudiosos sobre o tema.
Variante delta desafia controle da pandemia no mundo
Getty Images via BBC
Estados que não ficaram tão pra trás na vacinação, como a Flórida (48,5%), estão entre os que começaram a duplicar ou até triplicar os contágios e hospitalizações.
Fauci disse que as autoridades sanitárias estão avaliando se as pessoas mais vulneráveis ao vírus, como aquelas que têm doenças pré-existentes ou são idosas, devem receber uma dose extra.
Máscaras em desuso
Diferente do ano passado, neste verão nos Estados Unidos, as pessoas voltaram a sair de férias, assistir a shows e eventos esportivos, comer em restaurantes cheios sem o uso de máscara e sem muito distanciamento social.
O abandono dessas recomendações avançou rapidamente a partir de 13 de maio passado, quando o presidente Joe Biden disse que aqueles que já estavam completamente vacinados poderiam voltar à vida normal sem o uso de máscaras.
Mas, à medida em que a situação começou a assustar novamente no país, as autoridades começaram a se perguntar se é necessário retomar medidas que foram abandonadas recentemente na pandemia.
“Estamos vendo isso em Los Angeles, em Chicago, em Nova Orleans”, disse Fauci à CNN.
Plescia, por sua vez, considera que a vacina é a solução para as máscaras. “Essa é uma política sólida. Me refiro a pessoas que estão completamente vacinadas, porque temos muitas vacinas boas. São muito, muito efetivas”, explicou.
“Inclusive nesse caso (da variante delta), é pouco provável que essas pessoas fiquem doentes gravemente ou terminem morrendo em um hospital”, acrescentou.
Fauci disse que participou de discussões sobre uma possível nova política para o uso de máscaras, com membros do Centros para o Controle e Prevenção de Enfermidades (CDC), mas ainda não há uma decisão tomada.
Vacina obrigatória?
Tanto autoridades públicas como associações começaram a debater se a vacinação deve ser um requisito para trabalhadores em certas atividades essenciais.
Em um comunicado conjunto, dezenas de associações médicas se pronunciaram no domingo a favor da vacinação dos trabalhadores como requisito para que possam atuar em hospitais.
“A vacinação é a principal forma para deixar para trás a pandemia e evitar a retomada de medidas restritivas de saúde pública”, diz uma carta assinada por 60 associações dos Estados Unidos.
Nesta semana, o Departamento de Assuntos de Veteranos se tornou a primeira agência federal dos Estados Unidos a exigir que seus empregados — incluindo profissionais da saúde — tenham sido vacinados contra a Covid-19.
Embora a Casa Branca tenha descartado a imposição de vacinas para funcionários púbicos, ela deixou em aberto a possibilidade de as empresas fazerem essa exigência.
“Certamente apoiamos essas ações das associações de hospitais”, disse a porta-voz Jen Psaki na segunda-feira (26).
E a opinião pública está dividida: segundo uma pesquisa do site Político e da Universidade Harvard, publicada neste mês, 66% defendem que os profissionais de saúde devem estar vacinados para trabalhar.
Em relação a outros trabalhadores, as opiniões estão quase igualmente divididas se a vacinação deve ou não ser obrigatória.
G1 no Youtube

Fonte: G1 Mundo

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Atentado nas Olimpíadas de Atlanta completa 25 anos: relembre as vezes que os jogos foram alvos de ataques


Em 1996, uma explosão deixou 2 mortos e 110 feridos nos jogos dos Estados Unidos; 6 edições antes, em 1972, atletas israelenses foram feitos reféns e depois mortos por terroristas palestinos em Munique. Atentado a bomba no Centenial Park durante as Olimpíadas de Atlanta, nos EUA, em 27 de julho de 1996
Ivo Gonzalez/Agência Globo
Em todos os 125 anos da era moderna dos Jogos Olímpicos, nada foi capaz de cancelar uma edição das disputas, que sobreviveram a duas guerras mundiais e diversas tentativas de boicotes.
Nem mesmo a atual pandemia da Covid-19, que provocou o adiamento da Tóquio 2020, conseguiu acabar com o espírito olímpico, que tenta se manter ativo até mesmo nos piores momentos, como o ataque nas Olimpíadas de Atlanta, nos Estados Unidos, que completa, nesta terça-feira (27), 25 anos.
O atentado foi o segundo – e último – a ocorrer durante o evento esportivo. Uma explosão deixou 2 mortos e 110 feridos em 27 de julho 1996. Ele ocorreu a exatamente 6 edições do ataque contra a delegação israelense nos jogos de Munique, na Alemanha, em 1972.
Em 11 de setembro de 1972, terroristas palestinos invadiram a Vila Olímpica e sequestraram os atletas de Israel. A ação terminou com 11 competidores mortos. Este foi o primeiro e mais mortal ataque do tipo durante a realização dos jogos olímpicos.
Nesta reportagem você irá relembrar como se desenrolaram estes acontecimentos que marcam o luto nas disputas e preocupam organizadores até hoje.
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Tonga: país do ‘besuntado’ das Olimpíadas é uma monarquia no Pacífico com forte tradição cristã
Explosão em Atlanta (1996)
Atentado a bomba no Centenial Park durante as Olimpíadas de Atlanta, nos EUA, em 27 de julho de 1996
Ivo Gonzalez/Agência Globo
Mesmo com um forte investimento na segurança das Olimpíadas de Atlanta, os organizadores não foram capazes de impedir a explosão de uma bomba caseira no Centennial Olympic Park.
O “Parque Olímpico do Centenário” era um espaço aberto para turistas e que abrigava uma feira de negócios e entretenimento, em celebração aos 100 anos dos jogos de verão.
Uma mulher morreu na hora, em decorrência da explosão. A segunda vítima, um cinegrafista turco, morreu após sofrer um ataque cardíaco ao correr para registrar as imagens do local.
Veja nesta reportagem do Fantástico da época os dias seguintes à explosão:
Olimpíada de Atlanta (1996)
Ao todo, 110 pessoas ficaram feridas no ataque e o parque olímpico foi fechado por alguns dias para investigações do FBI, a polícia federal americana. Os jogos não foram interrompidos, mas foi decretado luto oficial com bandeiras a meio mastro e um minuto de silêncio antes das competições.
As autoridades dos EUA investigavam como possível suspeito, inicialmente, o segurança Richard Jewell – quem primeiro viu o artefato e correu para afastar os visitantes. Hoje ele é apontado como herói por ter conseguido poupar muitas vidas.
O verdadeiro culpado, Eric Rudolph, um extremista de direita, foi descoberto apenas anos depois. Ele foi preso após realizar mais três atentados do tipo e na prisão confessou ter plantado a bomba durante os jogos olímpicos.
Atentado em Munique (1972)
O ataque à delegação israelense em Munique – então Alemanha Ocidental – é considerado o maior atentado terrorista já cometido dentro de um evento esportivo, e mudou para sempre a forma com que os jogos seriam realizados.
Quinze dias após o início dos jogos, oito membros da organização terrorista palestina conhecida como Setembro Negro invadiram o prédio da delegação de Israel e fizeram 11 atletas reféns. Eles exigiam a libertação de 250 presos palestinos, mas o governo israelense se recusou a atender à reivindicação.
Terroristas é visto na varanda da Vila Olímpica nas Olimpíadas de Munique, em 11 de setembro de 1972
Reprodução/TV Globo
Após um dia de negociações, três helicópteros decolaram da Vila Olímpica em direção ao aeroporto de Fuerstenfeldbruck, onde estava um avião que levaria os palestinos e os reféns para a Tunísia.
Após a aterrissagem, atiradores de elite do exército alemão começaram um tiroteio contra os sequestradores, que revidaram – uma explosão foi ouvida em um dos helicópteros e todos os atletas reféns morreram.
Veja uma reportagem do Jornal Nacional na época do atentado:
Olimpíada de Munique (1972)
As competições foram suspensas por um dia, por conta do atentado, e depois foram retomadas. O ataque representou uma mudança nos protocolos olímpicos que passou a exigir mais segurança para os atletas.
A partir da edição seguinte, nas Olimpíadas de Montreal 1976, no Canadá, a Vila Olímpica passou a ter acesso restrito a atletas e delegação, antes, jornalistas, por exemplo, podiam frequentar o espaço.
Segurança em Tóquio
Mesmo com a proibição de torcedores nesta edição das Olimpíadas de Tóquio, a organização dos jogos mantém protocolos duros de segurança.
No início de julho, a Guarda Costeira japonesa realizou uma simulação de ataque terrorista para treinar a resposta do país a este tipo de situação.
Pessoas passam em frente aos anéis olímpicos em Tóquio, no Japão, no domingo (25)
Eugene Hoshiko/AP Photo
Na ocasião, o porta-voz da autoridade marítima, Sasaki Wataru, disse em entrevista à emissora estatal NHK que os riscos eram os mesmos, com ou sem torcedores.
Além disto, a edição deste ano tem protocolos rígidos de deslocamento, por conta da Covid-19, para que atletas e membros das delegações não “furem” a bolha olímpica.
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Fonte: G1 Mundo

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Olimpíadas de Tóquio: as medalhas do Brasil

Fonte: G1 Mundo

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Atirador que matou mulheres asiáticas em casa de massagem em Atlanta é condenado à prisão perpétua


Robert Aaron Long se declarou culpado por quatro homicídios e recebeu quatro sentenças de prisão perpétua sem liberdade condicional, mais 35 anos, mas ainda pode ser condenado à pena de morte em outro julgamento. Ele atacou três estabelecimentos em 16 de março; maioria de suas oito vítimas era de mulheres de origem asiática. Robert Aaron Long chega à Corte Superior do Condado de Cherokee, em Cantonm na Geórgia, na terça-feira (27)
Ben Gray/Atlanta Journal-Constitution via AP, Pool
O homem acusado de matar oito pessoas em casas de massagens de Atlanta, na Geórgia, no sul dos Estados Unidos, se declarou culpado nesta terça-feira (27) de quatro acusações de homicídio, e passará o resto da vida na prisão pelos crimes, reportou a imprensa local.
Um juiz do condado de Cherokee, Geórgia, onde ficava uma das casas de massagens, condenou Robert Aaron Long, de 22 anos, a quatro sentenças de prisão perpétua sem liberdade condicional, mais 35 anos, baseado em um acordo de culpa que livrou o jovem da pena de morte, informou o “Atlanta Journal-Constitution”.
No entanto, Long ainda pode enfrentar a pena capital pelo assassinato de outras quatro vítimas no condado de Fulton, onde fica Atlanta e pelo qual a Promotoria disse que buscará a pena de morte.
Suspeito de ataques a casas de massagem nos EUA planejava ação semelhante na Flórida
Assassinatos em casas de massagens dos EUA: porta-voz da polícia tinha imagens em rede social em que culpava a China pelo coronavírus
Estados Unidos registram milhares de ataques a asiáticos durante pandemia
Ataques a pessoas de origem asiática geram manifestações e debate sobre leis para crimes de ódio nos EUA
Em 16 de março, o jovem – um cristão adepto às armas – abriu fogo em uma casa de massagem de Acworth, no condado de Cherokee, a cerca de 50 quilômetros de Atlanta, deixando quatro mortos e dois feridos. Mais tarde, atacou outros dois estabelecimentos deste tipo nesta grande cidade do sul do país, acabando com outras quatro vidas.
A tragédia gerou uma forte comoção nos Estados Unidos, especialmente entre a comunidade de origem asiática.
Um dos locais onde Robert Aaron Long deixou vítimas, em 16 de março
AP Foto/Brynn Anderson
Seis das oito vítimas eram mulheres asiáticas, o que levou a promotora de distrito do condado de Fulton, Fani Willis, a afirmar ao tribunal que Long “selecionou” suas vítimas em função de sua “raça, origem, sexo e gênero, real ou percebido”.
No entanto, durante seu interrogatório, Long – que admitiu os fatos – afirmou que não agiu com uma motivação racista e se apresentou como um “obsessivo sexual” ansioso para acabar com “uma tentação”.
Vídeos: Os mais assistidos do G1 nos últimos 7 dias

Fonte: G1 Mundo

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Coreia do Sul e do Norte restabelecem linha de comunicação após 13 meses sem contato


O anúncio foi feito nesta terça-feira (27) pela presidência sul-coreana, surpreendendo a comunidade internacional. Sul-coreanos acompanham as notícias sobre o restabelecimento das comunicações entre Seul e Pyongyang
AP Photo/Ahn Young-joon
As duas Coreias concordaram em restaurar as linhas de comunicação entre os países após mais de um ano de interrupção. O anúncio foi feito nesta terça-feira (27) pela presidência sul-coreana, surpreendendo a comunidade internacional.
Autoridades de Seul e Pyongyang se comunicaram às 10h do horário local nesta manhã, em uma decisão inesperada. Há 13 meses, a Coreia do Norte decidiu unilateralmente romper o canal, não respondendo mais às chamadas do vizinho do sul. O motivo foi a mobilização de ativistas sul-coreanos contra o regime de Kim Jong-un. 
Segundo Seul, o presidente sul-coreano Moon Jae-in e o líder norte-coreano discutiam, desde abril, através de cartas pessoais, o restabelecimento do contato. A iniciativa parece ter dado certo: a partir desta terça-feira, as duas Coreias retomam as chamadas telefônicas regulares duas vezes por dia. 
A decisão inspira os dois lados a uma nova fase de reaproximação. O presidente sul-coreano é visto como o arquiteto da primeira cúpula entre a Coreia do Norte e os Estados Unidos, em junho de 2018, em Singapura.
Mas Pyongyang cortou grande parte do contato com o vizinho do sul após o fracasso de uma segunda cúpula entre Kim Jong Un e o então presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em Hanói, que paralisou as negociações sobre o programa nuclear e balístico norte-coreano. 
Iniciativa é comemorada pelas duas Coreias
O anúncio desta terça-feira surpreendeu a comunidade internacional e foi comemorado pelos dois lados. A KCNA, agência oficial de notícias da Coreia do Norte, declarou que o restabelecimento do contato terá “efeitos positivos sobre a melhora e o desenvolvimento das relações entre o Norte e o Sul”.
O órgão acrescentou que “os dois governantes também concordaram em restaurar a confiança mútua entre as duas Coreias o mais rápido possível e em avançar com o relacionamento novamente”.
No entanto, a iniciativa não ocorre por acaso. Alvo de sanções internacionais por dar continuidade aos projetos nucleares, a Coreia do Norte enfrenta uma grave crise de escassez de alimentos. Isolado no cenário internacional, o regime de Kim Jong-un também luta para tentar controlar a epidemia de Covid-19 no país. 
Vídeos: Os mais assistidos do G1 nos últimos 7 dias

Fonte: G1 Mundo

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Simone Biles: o desabafo da campeã olímpica ao desistir de final em Tóquio: ‘Preciso cuidar da saúde mental’


‘Não somos apenas atletas. Somos pessoas, afinal de contas, e às vezes é preciso dar um passo atrás’, disse a ganhadora de quatro ouros olímpicos. Simone Biles deixou a final da ginástica feminina por equipes
Getty Images/BBC
“Tenho que me concentrar na minha saúde mental”, disse Simone Biles, quatro vezes medalhista de ouro nas Olimpíadas, depois de deixar a final da ginástica feminina por equipes.
A americana saiu da arena após seu salto, mas depois voltou para apoiar suas companheiras de equipe que conquistaram a prata, atrás da equipe russa.
Biles, de 24 anos, marcou 13.766 — sua pontuação mais baixa no salto olímpico — antes de desistir do evento.
“Depois da apresentação que fiz, simplesmente não queria continuar”, disse ela.
“Acho que a saúde mental é mais importante nos esportes nesse momento. Temos que proteger nossas mentes e nossos corpos e não apenas sair e fazer o que o mundo quer que façamos”, afirmou a atleta.
Biles acrescentou: “Eu não confio mais tanto em mim mesma. Talvez seja o fato de estar ficando mais velha. Não somos apenas atletas. Somos pessoas, afinal de contas, e às vezes é preciso dar um passo atrás”.
“Eu não queria ir lá, fazer algo estúpido e me machucar. Sinto que muitos atletas se manifestando realmente me ajudou. É tão grande, são os Jogos Olímpicos. No fim de tudo, não queremos sair carregados de lá em uma maca.”
Em maio, a tenista japonesa Naomi Osaka se retirou do Aberto da França dizendo querer proteger sua saúde mental, uma atitude apoiada publicamente por vários esportistas, incluindo a heptatleta Katarina Johnson-Thompson e o jogador de basquete Stephen Curry.
Biles é a ginasta norte-americana de maior sucesso de todos os tempos e, além de quatro ouros, ganhou um bronze na Rio 2016.
Ganhadora de 30 medalhas em Olimpíadas e Mundiais, Biles está a quatro pódios de se tornar a ginasta mais premiada — entre homens e mulheres — da história.
Ela chegou a cinco finais individuais, mas ainda está em dúvida se vai competir na quinta-feira (29/7), quando terá a chance de defender seu título no individual geral e, se vencer de novo, será a primeira mulher a fazer isso desde 1968.
“Vamos ver”, disse ela. “Vamos levar um dia de cada vez e ver o que acontece.”
Os Estados Unidos eram os favoritos ao ouro da ginástica por equipes em Tóquio, após conquistar cinco títulos mundiais consecutivos — em 2011, 2014, 2015, 2018 e 2019 — além de medalhas de ouro olímpicas consecutivas em Londres e no Rio.
Jordan Chiles entrou no lugar de Biles, e os Estados Unidos foram derrotados pelas russas, com a Grã-Bretanha levando o bronze.
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Fonte: G1 Mundo