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VÍDEO: Tempestade de areia cobre subúrbio de Phoenix, nos EUA


Serviço meteorológico americano emitiu alerta de poeira para a cidade do Arizona e sobre a baixa visibilidade e rajadas causadas pela tempestade. Ventos chegaram a 80 km/h. VÍDEO: Drone mostra parede de poeira sobre Phoenix, nos Estados Unidos
Uma enorme tempestade de areia tomou o céu no subúrbio de Phoenix, no estado do Arizona, nos Estados Unidos.
Imagens feitas com um drone na terça-feira (27) mostram uma parede de poeira sobre a capital do Arizona, no sudoeste do país (veja no vídeo acima).
O Serviço Meteorológico Nacional em Phoenix emitiu um alerta de poeira para a cidade e sobre a baixa visibilidade e rajadas de vento causadas pela tempestade.
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Tempestade de areia avança pelos subúrbios de Phoenix, no Arizona, em 27 de julho de 2021 nos Estados Unidos
Instagram/Joegrana via Reuters
Rajadas de vento de até 80 km/h foram registradas no condados de Chandler, Queen Creek e Mesa, a sudeste de Phoenix, e tempestades isoladas atingiram a parte central do Arizona na noite de terça.
A visibilidade ficou abaixo de 1 milha (1,6 km) em algumas áreas, incluindo importantes rodovias da região, segundo o departamento estadual de transporte.
Monções e habub
A “temporada de monções” do Arizona levam ao surgimento de “perigosas paredes de poeira sobre o estado, turvando a visão dos motoristas e cobrindo carros e casas”, segundo a imprensa local.
Joe Grana, autor das imagens, afirmou à agência de notícias Reuters que, embora este não seja o pior “habub” que já presenciou em Phoenix, o fenômeno foi “bastante significativo”.
Habub é um tipo de tempestade de areia intensa que é levada por uma corrente atmosférica e geralmente ocorre em regiões áridas.
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Fonte: G1 Mundo

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Inglaterra isenta de quarentena viajantes vacinados de União Europeia e Estados Unidos


A medida era uma demanda do setor de turismo, e entrará em vigor a partir da madrugada de segunda-feira. Passageiros no aeroporto de Heathrow, em Londres.
REUTERS/Toby Melville
Os viajantes plenamente vacinados que chegarem à Inglaterra procedentes dos Estados Unidos e da União Europeia não precisarão cumprir quarentena, anunciou o governo britânico nesta quarta-feira (28).
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Há uma exceção: os viajantes que chegarem da França ainda precisam ficar de quarentena, porque no país a variante beta do coronavírus é a prevalecente.
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A medida era uma demanda do setor de turismo, e entrará em vigor a partir da madrugada de segunda-feira (2), afirmou o ministro dos Transportes, Grant Shapps.
Os viajantes vacinados pelo serviço de saúde britânico já havia sido liberados da quarentena, mas não os imunizados no exterior. A distinção causou mal-estar entre os britânicos expatriados diante das complicações criadas para que voltassem para casa.
Os viajantes vacinados em território americano deverão provar que são residentes nos Estados Unidos.
Um teste de PCR será obrigatório dois dias após a chegada.
Essas medidas também não se aplicam a países e regiões classificados como “vermelhos” por Londres (como Índia, Emirados Árabes Unidos e América do Sul). Destes, apenas residentes do Reino Unido estão autorizados a retornar, desde que cumpram quarentena em hotéis reservados para isso. As despesas de hospedagem ficam por conta de cada um.
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Covid: britânico antivacina morre após foto com respirador para se mostrar arrependido


Depois de ficar gravemente doente com o vírus, Matthew Keenan, de 34 anos, autorizou que sua foto fosse divulgada para estimular as pessoas a tomarem a vacina contra covid. Reino Unido aprova quarta vacina a ser usada no país
Um homem cético em relação às vacinas contra Covid morreu num hospital do Reino Unido duas semanas depois de um médico publicar uma foto dele sentado em um leito de hospital.
Depois de ficar gravemente doente com o vírus, Matthew Keenan, de 34 anos, autorizou que sua foto fosse divulgada para estimular as pessoas a tomarem a vacina contra covid
Leanne Cheyene/Twitter
Matthew Keenan, da cidade de Bradford, permitiu que Leanne Cheyne postasse a imagem dele com máscara de oxigênio, para que servisse de apelo para as pessoas se vacinarem. Cheyne, que é pneumologista, disse que o homem de 34 anos contou a ela que “queria voltar no tempo”.
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“Matthew concordou com que eu compartilhasse a história dele. [Ele tinha] 34 anos, [era] treinador de futebol e pai. Cético confesso da vacina até pegar Covid, ele queria poder voltar no tempo. Nossos pacientes mais graves não tomaram a vacina e têm menos de 40 anos. Matthew está lutando pela vida… Salvem as suas”, publicou Cheyne no Twitter, no dia 11 de julho, junto com a foto do paciente.
A médica explicou que Keenan estava usando uma máquina de oxigênio CPAP. Poucos dias antes, em 2 de julho, ele publicou no próprio Facebook que havia testado positivo para covid.
Segundo Cheyne, que trabalha no Bradford Teaching Hospitals Foundation Trust, Keenan estava em ventilação não invasiva, a um passo de tratamento na UTI.
Ele disse à BBC que o homem de 34 anos esperava que compartilhar sua história encorajaria as pessoas a se vacinarem. Na cidade de Bradford, 72% dos adultos tomaram a primeira dose da vacina e 57% tomaram a segunda até 25 de julho.
O Reino Unido tem uma das maiores taxas de vacinação por 100 habitantes. Mas há pessoas que se recusam a tomar a vacina.
Homenagens
Várias homenagens foram feitas a Keenan, que era um técnico de futebol conhecido na cidade. Um porta-voz da liga de futebol Bradford Sunday Alliance disse: “Matthew foi um grande cara, um cavalheiro, uma verdadeira lenda, sempre tinha tempo para todo mundo, mesmo que não conhecesse a pessoa, e sempre fazia todos sorrirem. Ele amava o seu futebol.”
Colega da liga de futebol em que atuava Keenan, Akif Khan disse que ele sempre “dava o seu melhor para todos”. No Facebook, o grupo de apoio à saúde mental Speak In Club, escreveu: “Absolutamente devastado em saber da morte do meu colega Matthew Keenan. Sinceramente uma das melhores pessoas que você poderia conhecer. Ele iluminava todo o lugar por onde passava. Voa, meu irmão. Você nunca vai caminhar sozinho.”
Já o grupo de rap Bad Boy Chiller Crew, de quem Keenan era fã, escreveu: “Bradford perdeu uma verdadeira lenda. RIP, você sempre será lembrado nos nossos corações até nos encontrarmos novamente.”
Uma vaquinha online foi iniciada para ajudar a família de Keenan.
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Pedro Castillo assume presidência do Peru; Bolsonaro é único presidente de país vizinho ausente à posse


O Brasil será representado pelo vice-presidente, Hamilton Mourão, que também foi à posse de Alberto Fernández, da Argentina. Pedro Castillo é confirmado como novo presidente do Peru
Pedro Castillo assumirá a presidência do Peru nesta quarta-feira sem tempo para respirar, diante do surto mais mortal de Covid-19 do mundo, tensões no seu partido socialista e um fraco apoio no Congresso em uma nação dividida.
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Martin Mejia/Arquivo/AP Photo
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Estarão presentes nas cerimônias os seguintes líderes:
Alberto Fernández, presidente da Argentina;
Luis Arce, presidente da Bolívia;
Sebastián Piñera, presidente do Chile;
Iván Duque, presidente da Colômbia;
Guillermo Lasso, presidente do Equador;
Felipe VI, rei da Espanha
Jair Bolsonaro é o único presidente de um país vizinho do Peru que não estará em Lima para a posse —o Brasil será representado pelo vice-presidente, Hamilton Mourão.
Mourão já tinha representado o Brasil na posse de Alberto Fernández, na Argentina. Bolsonaro foi às cerimônias de posse dos presidentes Luis Lacalle Pou, do Uruguai, e de Lasso, do Equador.
Além de ser o dia em que o novo presidente assume o comando do país, é o aniversário de 200 anos da independência do Peru.
Mensagem do novo presidente
Castilho, filho de agricultores, tomará posse no Congresso e discursará à nação, que ficou rachada na eleição de 6 de junho vencida por uma margem de apenas 44 mil votos.
A ascensão repentina de Castillo, ex-professor, abalou as estruturas da elite política tradicional do Peru e deixou produtores de cobre com medo de seus planos de aumentar impostos à mineração para financiar reformas de Saúde e Educação, e reformular a Constituição do país andino.
Toda a atenção estará voltada à sua primeira mensagem como presidente e à formulação do seu ministério, ainda sob sigilo em meio a negociações entre a ala mais radical do seu partido Peru Livre e seus assessores e aliados mais moderados.
“A mensagem de Castillo definirá as diretrizes para o começo do seu governo, mas o ministério e equipe que ele anunciar nos dirá ainda mais sobre a direção que estamos tomando”, afirmou Jeffrey Radzinsky, um especialista em administração pública de Lima.
Um sinal-chave será o portfólio econômico, com fontes próximas a Castillo indicando que ele recorrerá a Pedro Francke, um economista de esquerda moderado, que ajudou a suavizar a imagem de outsider do candidato e tem acalmado um mercado instável nos últimos meses.
Vitória contestada
A posse acontecerá depois de Castillo, 51 anos, vencer a adversária de direita Keiko Fujimori, embora sua vitória não tenha sido confirmada até semana passada. Fujimori afirmou, sem evidências, que houve fraude e contestou o resultado, o que gerou comparações com as táticas do ex-presidente norte-americano Donald Trump após a derrota na eleição presidencial de 2020 nos Estados Unidos.
Castillo terá que lidar com um Congresso fragmentado, no qual ele não tem apoio para promessas-chave que fez, incluindo planos de reformar a constituição, e também com tensões com a ala linha-dura da esquerda do seu partido, liderada pelo médico marxista Vladimir Cerrón.
Ele também terá que equilibrar o poderoso setor de mineração no segundo maior produtor de cobre e a necessidade de aumentar impostos para aliviar a pobreza cada vez maior e cumprir promessas à base rural que impulsionou a sua improvável ascensão à Presidência.
“Castillo precisa unir a linha-dura do seu partido, mas ele tem que fazê-lo sem destruir a imagem que o povo tem dele, de que ele é contra o radicalismo”, acrescentou Radzinsky.
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EUA estão preocupados com aumento de armas nucleares da China


Um relatório da Federação Americana de Cientistas aponta que o governo chinês está construindo mais 110 silos de mísseis. Imagem da parada militar de 2009 em Pequim, na China
David Gray/Reuters
As Forças Armadas dos Estados Unidos e parlamentares do Partido Republicano do país expressaram novas preocupações nesta terça-feira sobre o aumento de armas nucleares da China, após um novo relatório dizer que o governo chinês estava construindo mais 110 silos de mísseis.
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Um relatório da Federação Americana de Cientistas (AFS) disse na segunda-feira que imagens de satélite mostram que a China estava construindo um novo campo de silos perto de Hami, na parte oriental da região de Xinjiang.
O relatório chegou semanas depois de outro sobre a construção de cerca de 120 silos de mísseis em Yumen, uma área deserta cerca de 380 quilômetros ao sudeste.
“Esta é a segunda vez em dois meses que o público descobriu que o que temos dito desde o início sobre a crescente ameaça pela qual o mundo passa e o véu de sigilo que a cerca”, afirmou o Comando Estratégico dos EUA em um tuíte relacionado a um artigo do “New York Times” sobre o relatório da Federação Americana de Cientistas.
O parlamentar republicano Mike Turner, membro do Sub-comitê de Serviços Armados sobre Forças Estratégicas da Câmara, disse que a intensificação nuclear da China era “sem precedentes” e deixava claro que “estava empregando armas nucleares para ameaçar os Estados Unidos e nossos aliados”.
Ele afirmou que a recusa da China em negociar controle de armas “deveria ser uma causa de preocupação e condenada por todas as nações responsáveis”.
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Judoca alemã defende técnico após ser ‘estapeada’ na Olimpíada; veja vídeo


Técnico da seleção alemã foi advertindo formalmente pela Federação Internacional de Judô (FIJ): o judô ‘é um esporte educacional e, como tal, não pode tolerar esse tipo de comportamento’. VÍDEO: Judoca alemã recebe tapas no rosto de técnico antes de luta nas Olimpíadas
A judoca Martyna Trajdos, da Alemanha, defendeu seu técnico, Claudiu Pusa, que foi criticado e recebeu uma advertência formal após “estapeá-la” antes de uma luta nos Jogos Olímpicos de Tóquio.
No vídeo, é possível ver Pusa puxar Trajdos pelo quimono e na sequência dar dois tapas no rosto da atleta (veja acima).
Trajdos afirmou que a agressão é um “ritual que escolhi antes da competição”. “Meu treinador está apenas fazendo o que eu quero para me animar!”, escreveu a atleta alemã em uma rede social.
Mas a explicação não satisfez a Federação Internacional de Judô (FIJ), que disse ter emitido “um sério aviso oficial” para o técnico da seleção alemã pelo “mau comportamento”.
Segundo o FIJ, o judô “é um esporte educacional e, como tal, não pode tolerar esse tipo de comportamento”.
Trajdos, que perdeu a luta, também escreveu no Instagram que “parece que não foi duro o suficiente” (em referência aos tapas).
A atleta alemã tem 32 anos e compete na categoria até 63 kg. Ela conseguiu um bronze no Mundial de 2019, em Tóquio, e foi derrotada pela judoca brasileira Mariana Silva na Rio 2016.
Martyna Trajdos, judoca da Alemanha, luta contra Szofi Ozbas, da Hungria, nos Jogos Olímpicos de Tóquio, na categoria até 63 kg feminino, em 27 de julho de 2021
Annegret Hilse/Reuters
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Tóquio registra segundo recorde diário de casos de coronavírus


Pela primeira vez a região passou a marca de 3.000 novos casos em 24 horas. Apesar de os participantes dos Jogos Olímpicos estarem sujeitos a restrições, persiste o temor de que o evento provoque contágios. Estação de trem em Tóquio, no Japão, em 28 de julho de 2021
Yasuyoshi Chiba / AFP
O número de infecções diárias de Covid-19 em Tóquio, no Japão, chegou a 3.117 nesta quarta-feira (28) —foi a primeira vez que a região superou os 3.000 mil casos. Regiões vizinhas estudam a possibilidade de impor restrições de emergência para conter o coronavírus.
A cidade realiza os Jogos Olímpicos. Foi o segundo dia seguido de recorde de contaminações.
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A governadora Yuriko Koike pediu a população que evite saídas desnecessárias e não urgentes.

A pandemia no Japão causou cerca de 15 mil mortes. O programa de vacinação avança lentamente no Japão, onde pouco mais de 25% da população recebeu as duas doses.
“Quero que os jovens sejam vacinados. O comportamento dos jovens é essencial. Peço por favor que colaborem”, disse Koike.
O atual estado de emergência em Tóquio restringe o horário de funcionamento de bares e restaurantes e proíbe a venda de bebidas alcoólicas. Os especialistas alertam para um relaxamento no cumprimento das restrições e um aumento dos casos entre os jovens.
O número de casos também está aumentando em outras áreas. Três regiões ao redor de Tóquio —Chiba, Saitama e Kanagawa— estão considerando medidas de emergência.
Enquanto isso, persiste o temor de que os Jogos Olímpicos provoquem contágios, apesar de os participantes estarem sujeitos a restrições, como testes frequentes e limitações de deslocamentos.
Foram realizados 124.358 testes em atletas e membros de equipes neste mês, e, desses, foram identificados 22 casos positivos, segundo os organizadores de Tóquio-2020. O número não inclui testes nos aeroportos.
O porta-voz do governo, Katsunobu Kato, pediu aos japoneses que evitem reuniões e beber em grupos e sugeriu que assistam as Olimpíadas “de casa”.
Os torcedores estão proibidos de entrar em quase todas as instalações olímpicas, mas as competições estão sendo amplamente assistidas fora de casa.
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Fonte: G1 Mundo

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A disputa legal por tanque da 2ª Guerra que aposentado guardava no porão


O homem de 84 anos mantinha o veículo de guerra junto com uma arma antiaérea e um torpedo. Tanque ficava no subsolo de casa de colecionador
Carsten Rehder/dpa via AP
Advogados e promotores na Alemanha estão tendo dificuldades para definir o que fazer com um idoso aposentado que armazenou um tanque da 2ª Guerra Mundial, uma arma antiaérea e um torpedo no porão de casa.
Os itens foram removidos da residência dele, na cidade de Keikendorf, no norte do país, em julho de 2015, com auxilio do Exército. Promotores e advogados de defesa estão agora negociando possíveis penalidades, incluindo uma multa que pode chegar a 500 mil euros, o equivalente a mais de R$ 3 milhões.
O idoso de 84 anos também precisará encontrar novos lares para os itens de tamanho monumental. De acordo com o advogado dele, um museu nos Estados Unidos está interessado em comprar o tanque Panther. Vários historiadores argumentam que esse era o mais eficiente veículo usado pelas tropas alemãs na 2ª Guerra Mundial.
Tanque Panther, de 45 toneladas, deu trabalho aos homens do exército que tiveram de apreendê-lo
Carsten Rehder/DPA via AP
Arma antiaérea era outra ‘lembrancinha’ que o colecionador guardava da 2ª Guerra
Carsten Rehder/DPA via AP
O advogado também disse que vários colecionadores alemães abordaram seu cliente, interessados em comprar rifles, pistolas e outros itens que ele mantém, segundo a imprensa local.
Numa audiência judicial em 26/07, na cidade de Kiel, a cerca de 100km de Hamburgo, advogados tentavam decidir se a coleção militar do idoso violava a Lei Alemã de Controle de Armas de Guerra. A legislação regula a fabricação, venda e transporte de armas militares.
A defesa do homem de 84 anos argumenta que várias das armas não funcionam mais e que o tanque Panther foi comprado por ele como sucata. Eles estão considerando aceitar uma multa mais baixa, de €50,000, segundo o jornal Die Welt.
Registro histórico de um tanque alemão Panther abandonado na Itália em 1944
Getty Images via BBC
Enquanto isso, promotores afirmam que parte das armas mantidas pelo idoso ainda podem ser usadas.
Em julho de 2015, foram necessários 20 soldados e quase nove horas para retirar o tanque Panther do porão do idoso e colocá-lo num veículo de carregamento para que fosse transportado. O tanque estava sem os pneus.
Autoridades locais teriam recebido a dica sobre a existência desses armamentos militares de colegas que atuavam em Berlim e que haviam vistoriado a casa do idoso antes em busca de arte roubada pelos nazistas.
Uma decisão final sobre o caso deve ocorrer em agosto de 2021.

Fonte: G1 Mundo

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Brasileiros lideram ranking mundial de sensação de viver em ‘país em declínio’


Dois terços dos entrevistados no Brasil creem que país está piorando, aponta pesquisa do Ipsos; 72% opinam que sociedade brasileira está ‘falida’. Protesto contra o presidente Jair Bolsonaro em Brasília, em junho; 72% dos brasileiros disseram em pesquisa acreditar que a sociedade do país está “falida”
Reuters
Uma pesquisa de opinião feita em 25 países traz uma visão desalentadora de boa parte da população global a respeito de suas respectivas instituições políticas — e os brasileiros têm uma percepção negativa acima da média mundial.
Mais de dois terços (69%) dos mil brasileiros entrevistados afirmam que o país está em declínio, o maior índice observado entre todos os países participantes da pesquisa de opinião Broken-System Sentiment in 2021, realizada pela empresa Ipsos.
São 12 pontos percentuais acima da (já alta) média mundial de 57% de pessoas que têm a percepção de viver em países em declínio. Os índices são altos também no Chile, na Argentina e na África do Sul, todos com 68%.
Além disso, 72% dos brasileiros disseram acreditar que a sociedade do país está “falida”, índice semelhante aos respondentes da Hungria e só superado pelo da África do Sul (74%).
A média global, nesse caso, é de 56%.
É importante que a liderança em um ranking de sentimentos tão negativos cause desconforto no Brasil, opina Helio Gastaldi, porta-voz da Ipsos.
“Espero que a pesquisa cumpra o papel de dar um chacoalhão. A crítica [às instituições políticas] é generalizada ao redor do mundo, mas não de forma tão aguda quanto no Brasil”, afirma Gastaldi à BBC News Brasil.
Esse sentimento já havia se manifestado nas pesquisas anteriores da Ipsos sobre o mesmo tema, em 2016 e 2019.
“É um sentimento que persiste e que coincide com o que notamos em outros estudos e pesquisas que fizemos para clientes, em que se percebe hoje no Brasil um sentimento de decepção e insegurança. Passa uma ideia de grande preocupação com o futuro”, prossegue Gastaldi.
Populismo e ‘líderes dispostos a quebrar as regras’
De modo geral, a pesquisa traz um panorama de desconexão e decepção das pessoas com suas instituições: na média, 71% dos entrevistados globais concordam com a frase de que “a economia está manipulada para favorecer os ricos e poderosos”.
E 68% concordam com a ideia de que partidos e políticos tradicionais não se preocupam com as “pessoas como eu”.
E, quanto maior a sensação de viver sob um “sistema falido”, maior é também a manifestação de apoio a modelos populistas ou antielite, aponta o Ipsos.
No Brasil, por exemplo, 74% dos entrevistados disseram concordar com a frase “o Brasil precisa de um líder forte para retomar o país dos ricos e poderosos”, dez pontos percentuais acima da média global.
Um índice menor, mas igualmente alto (61%) de brasileiros afirmou que “para consertar o país, precisamos de um líder forte, disposto a quebrar as regras”. A média global, aqui, é de 44%.
“Isso reforça o discurso populista de que as instituições não servem e de que tem de vir alguém de fora para consertá-las — um remédio que a gente já sabe que não funciona”, afirma Helio Gastaldi.
No lugar de depositar as esperanças em um líder que derrote o sistema e milagrosamente resolva os problemas, prossegue Gastaldi, o mais produtivo seria fortalecer as instituições e aumentar a participação popular nelas.
Protesto contra o presidente Jair Bolsonaro no último sábado, em São Paulo; pesquisa aponta sensação de desassistência por parte da população
Reuters
Uma ressalva importante nesse ponto, diz Gastaldi, é de que o apoio a um “líder forte que quebre as regras” é maior entre os mais velhos (acima dos 50 anos) do que entre os mais jovens, “que parecem mais predispostos a [confiar em] soluções institucionais”.
De qualquer modo, analisa ele, “é um índice alto, preocupante, que reflete um certo saudosismo da ditadura, uma visão nublada e incorreta desse período como sendo um de mais ordem ou de menos corrupção. Isso também alerta para a necessidade de um diálogo intergeracional”.
Ainda segundo a pesquisa, 82% dos brasileiros acham que a elite política e econômica não se importa com as pessoas que trabalham duro. Três quartos dos entrevistados (76%) acreditam que a principal divisão da sociedade do Brasil é entre cidadãos comuns e a elite política e econômica.
“As pessoas entendem que quem pode ou tem responsabilidade de fazer algo [para melhorar o país] o faz em benefício próprio”, prossegue Gastaldi.
“São vários indicadores negativos em que o Brasil está muito acima da média mundial, mostrando que a população se sente muito desassistida.”
Migração
O único ponto da pesquisa em que os brasileiros ficam abaixo das médias internacionais diz respeito a temas migratórios.
Aqui, 53% concordam com a frase “quando os empregos são escassos, empregadores devem priorizar nativos a imigrantes”, contra 57% da média global.
E apenas 26% acham que o Brasil seria mais forte se deixasse de receber imigrantes, contra 38% no resto do mundo.
A pesquisa da Ipsos foi feita online com 19 mil respondentes de 16 a 74 anos, entre março e abril, em EUA, Canadá, Malásia, África do Sul, Turquia, Bélgica, França, Alemanha, Reino Unido, Austrália, Itália, Japão, Espanha, Hungria, México, Holanda, Peru, Polônia, Rússia, Coreia do Sul, Suécia, Argentina, Chile, Colômbia e Brasil.
Segundo a Ipsos, as amostras são representativas da composição populacional dos países — embora, em parte deles (Brasil inclusive), ela reflita a opinião de uma população majoritariamente urbana, próspera e com mais acesso à educação.
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Fonte: G1 Mundo

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A garota indiana morta por ‘ousar’ vestir calça jeans


Neha Paswan teria sido espancada até a morte por parentes que discordaram de sua escolha de roupas. Neha Paswan gostava de usar roupas modernas para os padrões da algumas áreas da Índia
Rajesh Arya/Via BBC
Neha Paswan foi espancada até a morte por parentes que discordaram de sua escolha de roupas, segundo testemunhas.
Denúncias de sexismo dentro e fora do esporte
Relatos de meninas e mulheres jovens sendo brutalmente agredidas por membros da família chegaram recentemente às manchetes na Índia. Os casos mostram como meninas e mulheres vivem em situações de extrema insegurança em suas próprias casas.
Na semana passada, Neha Paswan, de 17 anos, foi espancada até a morte por membros de sua família no estado de Uttar Pradesh, no norte da Índia, porque eles não gostavam que ela usasse calça jeans.
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Shakuntala Devi (à direita) ainda está tentando entender por que sua filha foi morta
Rajesh Arya/Via BBC
Sua mãe, Shakuntala Devi Paswan, disse à BBC Hindi que a adolescente havia sido severamente espancada com varas por seu avô e tios após uma discussão sobre suas roupas em sua casa na vila de Savreji Kharg no distrito de Deoria, uma das regiões menos desenvolvidas do estado.
“Ela manteve um jejum religioso de um dia inteiro. À noite, ela vestiu jeans e um top e fez seus rituais. Quando seus avós se opuseram ao seu traje, Neha respondeu que jeans eram feitos para serem usados ​​e que ela iria usá-los”, disse sua mãe.
Corpo de Neha estava pendurado em uma ponte
Rajesh Arya/Via BBC
A discussão cresceu e acabou em violência, ela afirma.
Shakuntala Devi disse que enquanto sua filha estava inconsciente, seus sogros ligaram para um tuk tuk e disseram que a levariam ao hospital.
“Eles não me deixaram acompanhá-los, então alertei meus familiares. Eles foram ao hospital distrital procurando por ela, mas não conseguiram encontrá-la.”
Na manhã seguinte, disse Shakuntala Devi, eles ouviram que o corpo de uma menina estava pendurado na ponte sobre o rio Gandak, que atravessa a região. Quando foram investigar, descobriram que era de Neha.
A polícia apresentou um caso de assassinato e destruição de provas contra 10 pessoas, incluindo avós, tios, tias, primos e o motorista do tuk tuk. Os acusados ​​ainda não fizeram qualquer declaração pública.
O chefe de polícia Shriyash Tripathi disse à BBC Hindi que quatro pessoas – os avós, um tio e o motorista do automóvel – foram presos e estavam sendo interrogados. Ele disse que a polícia estava procurando os outros acusados.
O pai de Neha, Amarnath Paswan, trabalha em canteiros de obras em Ludhiana, uma cidade em Punjab, no extremo norte da Índia, a mais de 1.000 km de distância. Ele voltou para casa para lidar com a tragédia e disse que trabalhou muito para mandar seus filhos, incluindo Neha, para a escola.
Shakuntala Devi disse que sua filha queria ser policial, mas “seus sonhos agora nunca seriam realizados”. Ela alegou que seus sogros estavam pressionando Neha para deixar seus estudos em uma escola local e muitas vezes a repreendiam por usar qualquer coisa diferente das roupas tradicionais indianas.
Neha gostava de se vestir com roupas modernas – em uma foto que sua família compartilhou com a BBC, a jovem está usando um vestido longo. Em outra foto, um par de jeans e uma jaqueta.
Os ativistas dizem que a violência contra mulheres e meninas dentro dos lares na Índia, uma sociedade mergulhada no patriarcado, está profundamente enraizada. Muitas vezes é adotada ou autorizada pelos idosos.
Meninas e mulheres na Índia enfrentam sérias ameaças – desde correrem o risco de feticídio antes mesmo de nascerem devido à preferência por filhos homens – até discriminação e negligência.
A violência doméstica é enorme e, em média, 20 mulheres são mortas todos os dias por não trazerem suficientes dotes, bens dos pais depois do casamento de uma filha.
Mulheres e meninas em pequenas cidades e áreas rurais da Índia vivem sob severas restrições, com chefes de vilarejos ou patriarcas da família muitas vezes ditando o que elas devem vestir, onde vão ou com quem falam, e qualquer erro percebido é considerado uma provocação e deve ser punido.
Não é de se admirar, então, que o ataque relatado a Neha por causa de sua escolha de roupas seja apenas um entre uma série de ataques brutais a meninas e mulheres jovens feitos por seus familiares que recentemente chocaram a Índia.
No mês passado, um vídeo angustiante que saiu do distrito de Alirajpur, no estado vizinho de Madhya Pradesh, ainda no norte da Índia, mostrou uma mulher de 20 anos sendo espancada por seu pai e três primos.
Após uma indignação geral da sociedade, a polícia apresentou uma queixa contra os homens e disse que ela estava sendo “punida” por fugir de seu lar conjugal “abusivo”.
Uma semana antes do incidente, houve relatos de que duas meninas haviam sido espancadas impiedosamente por seus familiares por falar ao telefone com um primo no distrito vizinho de Dhar.
Vídeos do incidente mostraram uma das meninas sendo arrastada pelos cabelos, jogada ao chão, chutada, socada e espancada com paus e pranchas de madeira por seus pais, irmãos e primos. Depois que o vídeo viralizou, a polícia prendeu sete pessoas.
Um incidente semelhante também ocorreu no mês passado no estado de Gujarat, na costa oeste da Índia. Ali duas adolescentes foram espancadas por pelo menos 15 homens, incluindo parentes, por falarem em telefones celulares, informou a polícia.
A ativista de gênero Rolly Shivhare diz que “é chocante que no século 21, estejamos matando e agredindo meninas por usarem jeans ou falarem por celulares”.
O patriarcado, diz ela, está “entre os maiores problemas da Índia”. Ela aponta como políticos, líderes e influenciadores costumam fazer comentários misóginos que dão um mau exemplo. A mensagem da igualdade de gênero, diz ela, não chega à comunidade e à família.
“O governo diz que as meninas são nossa prioridade e anuncia grandes programas para seu bem-estar, mas nada de concreto acontece”, diz Shivhare.
No Ocidente, uma criança ou mulher que está em risco dentro de casa pode ser transferida para um abrigo ou colocada em um orfanato.
“Os abrigos e centros de emergência na Índia são poucos e a maioria é tão mal administrada que ninguém gostaria de ir morar lá. Nosso governo precisa alocar mais fundos e melhorar suas condições”, sugere Shivhare. “Mas a única solução a longo prazo é tornar as meninas mais cientes de seus direitos.”
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Fonte: G1 Mundo