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Olimpíada de Tóquio 2021: como a ciência ajuda corredores a quebrar a barreira histórica dos 10 segundos


Nas últimas duas décadas, o número de velocistas que concluíram os 100 metros masculinos em menos de 10 segundos aumentou e se diversificou. Efeito semelhante tem sido observado na corrida feminina. O que está por trás dessa evolução? A final dos 100m rasos masculinos em Londres 2012, em que sete dos oito finalistas correram abaixo de 10 segundos, foi um sinal do que está por vir
Getty Images via BBC
Houve um abalo sísmico no principal evento do atletismo mundial, mas provavelmente os espectadores do Estádio Olímpico de Londres nos Jogos de 2012 não perceberam.
Compreensivelmente, eles estavam distraídos pela visão de Usain Bolt voando através da linha de chegada nos 100m masculinos.
O astro jamaicano conquistou outra medalha de ouro naquela noite e estabeleceu o recorde olímpico de 9,63 segundos.
“Foi uma das melhores corridas de todos os tempos”, explica Steve Haake, professor de Engenharia Esportiva na Sheffield Hallam University do Reino Unido.
Mas Haake não está apenas tecendo elogios a Bolt. Seu comentário é motivado pelo desempenho geral do pelotão: sete dos oito atletas que participaram daquela final cruzaram a linha em menos de 10 segundos — algo sem precedentes.
Quebrada pela primeira vez em 1968, a barreira dos 10 segundos continua sendo uma grande conquista para os velocistas: um emblema de honra que os distingue de seus colegas.
Mas o número de corredores “sub-10” cresceu nos últimos anos.
Dados da World Athletics (antiga Associação Internacional de Federações de Atletismo), órgão que rege o esporte, mostram que, nas quatro décadas entre 1968 e 2008, apenas 67 atletas haviam quebrado a barreira. Outros 70 ingressariam no clube nos dez anos que se seguiram.
E nos últimos dois anos, até o início de julho de 2021, mais 17 homens tiveram seus primeiros tempos sub-10. A barreira equivalente das mulheres – 11 segundos – também está sendo quebrada com cada vez mais frequência.
Nos 100m femininos, a barreira dos 11 segundos também foi quebrada com mais frequência
Getty Images via BBC
O que está acontecendo?
Clube em expansão
Cientistas como Haake acreditam em uma combinação de fatores, que começam com o aumento da participação em eventos de pista em todo o mundo. Em seguida, vem o acesso a melhores métodos de treinamento.
“Mais atletas em todo o mundo agora se beneficiam do treinamento de elite e da ajuda da ciência e da tecnologia do esporte para melhorar suas chances de correr mais rápido”, acrescenta Haake.
A evidência é que o clube dos sub-10 se expandiu além de potências usuais como Estados Unidos, Jamaica, Grã-Bretanha e Canadá — todos países que conquistaram pelo menos uma medalha de ouro olímpica nos 100m masculinos.
A Nigéria, por exemplo, compartilha com a Grã-Bretanha o terceiro maior número de atletas que quebraram a barreira dos 10 segundos, com 10, enquanto as adesões recentes ao clube incluem Japão, Turquia, China e África do Sul, países menos conhecidos pela excelência na corrida.
Resultados semelhantes também aconteceram nos 100m femininos. A barreira dos 11 segundos foi quebrada pela primeira vez em 1973 pela velocista da Alemanha Oriental Renate Stecher. Em 2011, outras 67 atletas também realizaram o feito. Dez anos depois, o total é de 115 e inclui também países com menos tradição no evento.
Sapatos, atletismo e ciência do esporte
O tênis de corrida certamente percorreu um longo caminho…
Getty Images via BBC
A tecnologia realmente tem sido útil: os velocistas hoje em dia correm com sapatos mais leves — os modelos mais recentes podem pesar menos de 150 gramas.
Os calçados hoje em dia também são construídos com materiais radicalmente diferentes. Um exemplo é a colaboração entre a calçadista alemã Puma e a equipe de Fórmula 1 Mercedes, que resultou em um tênis de corrida com sola de fibra de carbono — o mesmo material usado no carro do piloto campeão mundial Lewis Hamilton.
As pistas de corrida também avançaram muito desde os dias em que os atletas de elite corriam em superfícies de saibro ou grama nas competições.
As pistas sintéticas fizeram sua estreia olímpica nos jogos de 1968 no México, oferecendo mais proteção às articulações dos atletas e prometendo um efeito trampolim que levaria a tempos mais rápidos.
Foi nesses mesmos jogos que o velocista americano Jim Hines se tornou o primeiro homem a correr 100 metros em menos de 10 segundos, ao finalizar sua performance em 9,95 segundos.
… e também as pistas de corrida
Getty Images via BBC
O anseio por pistas cada vez “mais rápidas” significa que até mesmo a forma dos grânulos de borracha vulcanizada usados para construir a superfície de corrida é agora levada em conta.
Nos Jogos de Pequim de 2008, a fabricante italiana de superfícies Mondo comemorou os cinco recordes mundiais na pista que forneceu para a competição de atletismo quase tanto quanto os corredores.
A ciência também tem desempenhado um papel importante na nutrição e no treinamento. Os velocistas hoje em dia podem ser analisados minuciosamente e ajustes podem ser feitos na técnica e nos tempos de reação.
Pesquisas identificaram até quais músculos são mais importantes para o sucesso dos velocistas.
Em outubro passado, uma equipe de cientistas da Loughborough University, uma instituição de ponta em estudos científicos do esporte, descobriu que o glúteo máximo (um dos músculos que formam a região das nádegas) é a chave para os atletas atingirem as velocidades máximas na pista.
“Agora sabemos que existe uma distribuição muscular muito específica nos velocistas de elite”, disse Sam Allen, especialista em biomecânica que participou da pesquisa.
“Portanto, em breve poderemos ver velocistas trabalhando especificamente nesse desenvolvimento.”
A barreira também é psicológica?
Em uma entrevista para o jornal japonês The Asahi Shimbun em 9 de julho, o velocista local Ryota Yamagata não hesitou em creditar sua corrida de 100m sub-10 conquistada um mês antes ao “trabalho de cientistas dos últimos 20 anos”.
Nenhum velocista japonês havia quebrado a barreira dos 10 segundos até 2017. Desde então, Yamagata e três outros compatriotas o fizeram.
Parece também que a expansão em termos de número e diversidade do grupo dos sub-10 está tornando a barreira menos intimidante para os atletas.
Essa é a opinião do chinês Bingtian Su, que em 2015 se tornou o primeiro asiático a correr 100 metros abaixo de 10 segundos.
“Acho que a barreira é mais uma coisa psicológica do que física”, disse ele em 2019.
Domínio das medalhas
Obviamente, esses avanços não são uma garantia automática de sucesso em superar a barreira.
Até hoje, por exemplo, muitos países, incluindo a Índia, e até mesmo um continente inteiro (a América do Sul – incluindo o Brasil) ainda não produziram um sub-10 nos 100m masculinos ou uma velocista sub-11 na corrida feminina.
Na verdade, a expansão do “clube dos sub-10” não alterou o equilíbrio competitivo quando se trata de medalhas.
Tanto nos eventos masculinos quanto nos femininos, os velocistas americanos e jamaicanos têm sistematicamente dominado o pódio nas Olimpíadas e nas corridas do Campeonato Mundial desde os anos 1980.
Na prova masculina, por exemplo, o último velocista masculino fora desses países a ganhar o ouro olímpico foi o canadense Donovan Bailey, nos Jogos de Atlanta de 1996.
No evento feminino, a vitória de Yuilya Nestsiarenka nos Jogos de Atenas 2004 foi uma surpresa até para a velocista da Bielorrússia, já que atletas dos Estados Unidos haviam vencido a corrida nas cinco Olimpíadas anteriores — os jamaicanos venceram as três edições seguintes.
É improvável que as coisas mudem nos Jogos de Tóquio, apesar de serem os primeiros após a aposentadoria de Bolt: os velocistas americanos têm 4 dos 5 tempos mais rápidos nos 100m masculinos em 2021, enquanto 3 jamaicanas e 1 americana estão entre as 5 mulheres mais rápidas do planeta este ano até o momento.
Veja VÍDEOS do Brasil nas Olimpíadas:

Fonte: G1 Mundo

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Japão registra recorde de casos de Covid em meio às Olimpíadas


Alta de casos em todo o país ocorre junto com o 3º dia seguido de recorde de infectados na capital Tóquio, sede das Olimpíadas. Premiê japonês diz não ver os Jogos contribuindo Pessoas caminham por cruzamento perto de estação em Tóquio, em 29 de julho de 2021. Sede das Olimpíadas, a capital japonesa registrou o 3º dia seguido de recorde de casos de Covid-19.
Kantaro Komiya/AP
O Japão confirmou quase 10 mil novos casos de Covid-19 nesta quinta-feira (29), um novo recorde na pandemia, com a capital Tóquio registrando recorde de infectados pelo terceiro dia seguido.
Os números ampliam a pressão sobre a organização dos Jogos Olímpicos e o governo japonês, já que a maioria da população era contra a realização do evento no pior momento da pandemia no país.
Mas o primeiro-ministro do Japão, Yoshihide Suga, afirmou que não vê as Olimpíadas de Tóquio contribuindo para um aumento dos casos.

Fonte: G1 Mundo

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O chocante caso de centenas de crianças abusadas secretamente em abrigos de Londres


Crianças com menos de 5 anos eram expostas a abusos sexuais ao longo de quatro décadas, de acordo com a investigação. Uma menina foi estuprada ‘mais de 500 vezes’ por garotos mais velhos, segundo depoimentos revelados só agora. Fachada de Shirley Oaks, um dos abrigos investigados e hoje fechado, onde crianças com menos de 5 anos eram expostas a abusos sexuais, de acordo com a investigação; uma menina foi estuprada “mais de 500 vezes” por garotos mais velhos, segundo depoimentos
BBC
Funcionários públicos e vereadores comandaram uma “cultura de acobertamento” que permitiu que mais de 700 crianças em abrigos e orfanatos no sul de Londres fossem alvos de abusos sexuais e atos de crueldade, revelou um chocante relatório independente divulgado na terça-feira (28).
O resultado da investigação sobre abusos sexuais contra crianças traz duras críticas os gestores do bairro de Lambeth, ao sul da capital inglesa, por permitirem que os abusos ocorressem em cinco lares entre os anos 1960 e 1990.
Segundo o texto, os abusadores conseguiram se infiltrar nos abrigos e no sistema de adoção da região. Crianças com menos de cinco anos eram expostas a abusos sexuais, de acordo com a investigação.
Uma menina foi estuprada “mais de 500 vezes” por garotos mais velhos, segundo depoimentos. Outra disse ter 8 anos de idade quando começou a ser abusada por um jovem de 17.
A administração local do bairro de Lambeth fez um pedido irrestrito de desculpas às vítimas e um de seus ex-líderes políticos afirmou que o governo “claramente falhou” e que deveria saber dos abusos.
A Polícia Metropolitana de Londres também se desculpou “por quando deixamos de lado as crianças sob os cuidados de Lambeth”.
Inquérito
Conduzido em meados de 2020, o inquérito examinou cinco casas: Angell Road, South Vale Assessment Center, o complexo Shirley Oaks, Ivy House e Monkton Street.
Foto de arquivo mostra o lar infantil de Shirley Oaks, administrado pelo bairro de Lambeth
BBC
“Com algumas exceções, eles [funcionários do bairro de Lambeth] tratavam as crianças sob tutela como se fossem inúteis”, diz o relatório final. “Como consequência, indivíduos que representavam risco para as crianças foram capazes de se infiltrar em lares de crianças e no sistema de adoção, com consequências devastadoras para a vida toda para suas vítimas.”
Das 705 reclamações feitas por ex-residentes de três dessas instalações, apenas um membro sênior da equipe foi punido, apontou o relatório.
Na casa Shirley Oaks, que fechou em 1983, o conselho recebeu denúncias de abusos vindo de 177 funcionários, envolvendo pelo menos 529 ex-residentes.
Segundo o texto, o bairro estava mergulhado em corrupção e má gestão financeira durante as décadas de abuso, com “comportamentos politizados e turbulência” dominando sua cultura, de acordo com o relatório.
O texto culpa em parte uma batalha política entre a administração do bairro, tradicionalmente gerido pelo partido Trabalhista, contra o partido Conservador, que dirigia o país na década de 1980.
Segundo o relatório, os trabalhistas buscaram “enfrentar o governo” em detrimento de garantir bons serviços locais.
“Durante esse tempo, as crianças sob tutela tornaram-se peões em um jogo de poder tóxico dentro do bairro de Lambeth e entre o bairro e o governo central”, acrescentou o relatório.
Nova investigação criminal
O relatório pede que a Polícia Metropolitana considere uma investigação criminal sobre por que as alegações sobre abuso sexual feitas por um menino, mais tarde encontrado morto na casa de repouso de Shirley Oaks, não foram repassadas a autoridades pelo bairro de Lambeth, em 1977.
A polícia informou que avaliaria esta recomendação.
Shirley Oaks e South Vale foram considerados “lugares brutais onde a violência e o abuso sexual podiam triunfar”.
Outra casa, Angell Road, “sistematicamente expôs crianças [incluindo aquelas com menos de cinco anos] ao abuso sexual”, apontou o relatório.
Elizabeth McCourt, que foi abusada sexualmente na casa de repouso Angell Road, disse que não pode perdoar a administração de Lambeth.
A mulher de 56 anos disse à BBC que foi levada à prostituição por causa da “negligência” do bairro. “Eu me senti suja, me senti envergonhada e era como se não tivesse ninguém para me ouvir”, disse ela.
“Por causa do que aconteceu comigo enquanto estive sob os cuidados deles e depois que saí, não consigo manter um emprego… Tenho registros criminais e por isso é muito difícil trabalhar.”
Elizabeth McCourt: ‘Não posso perdoar o bairro de Lambeth pelo que fizeram a mim e à minha família’
BBC
VÍDEOS: as últimas notícias internacionais

Fonte: G1 Mundo

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Terremoto de magnitude 8,2 atinge a costa do Alasca e gera alerta de tsunami


Não há registro de danos graves ou de feridos até o momento; epicentro é próximo a regiões pouco habitadas no Pacífico Norte. Terremoto no Alasca – MAPA
G1 Mundo
Um tremor de magnitude 8,2 — considerada muito alta — atingiu a costa do Alasca, estado pertencente aos Estados Unidos, na madrugada desta quinta-feira (29). Autoridades americanas emitiram um alerta de tsunami.
Até a última atualização desta reportagem, não havia dados sobre feridos ou vítimas — o epicentro estava próximo a áreas muito pouco habitadas da região.
Segundo o USGS, observatório sismológico dos EUA, houve ao menos outros dois tremores secundários, um deles com magnitude superior a 6, valor que também costuma causar estragos em regiões mais habitadas.
A situação mais preocupante é com a pequena cidade de Perryville, a apenas 91 km do epicentro. A maior cidade do estado, Anchorage, também poderia ser afetada pelas ondas.
O Alasca sofreu em 1964 o mais forte terremoto de sua história: um tremor de magnitude 9,2, que deixou mais de 250 mortos pela destruição.

Fonte: G1 Mundo

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Time de atletismo da Austrália em Tóquio entra em quarentena após contato com pessoa com Covid-19, diz emissora

No mesmo dia, atleta dos EUA favorito a medalha no salto com vara foi tirado da competição após contrair o coronavírus. A equipe de atletismo da Austrália que disputa os Jogos Olímpicos de Tóquio entrou em quarentena nesta quinta-feira (29) após um atleta entrar em contato com uma pessoa diagnosticada com o coronavírus, informou a emissora australiana 7.

Fonte: G1 Mundo

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VÍDEO: Mulher cai de janela do 2º andar enquanto dançava em festa privada com cantor na Colômbia


Incidente foi registrado por um artista de Barranquilla, no norte do país, em vídeo que gravava para suas redes sociais. Ela foi levada para o hospital ainda desacordada e não corre risco de vida. VÍDEO: Mulher despenca de janela do 2º andar enquanto dançava em festa privada com cantor
Uma mulher caiu da janela do segundo andar de um apartamento enquanto dançava em uma festa privada com o cantor colombiano Engell Melody, na semana passada.
O incidente foi registrado pelo próprio artista em Barranquilla – no norte da Colômbia – em um vídeo que ele gravava para suas redes sociais (veja o vídeo acima).
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Nas imagens é possível vê-la se desequilibrando e caindo pela janela que estava aberta. Em seguida, Engell se dá conta do que houve e corre para o parapeito, de onde se vê a mulher imóvel no chão.
“Ela está fora de perigo, graças a Deus”, disse Engell em uma rede social. “Ter apenas fraturas, com essa altura, é um milagre.”
Mulher se desequilibra e cai do 2º andar de apartamento na Colômbia
Reprodução/Redes Sociais
A mulher foi levada ainda desacordada para um hospital, onde recebeu atendimento e não corre risco de vida, segundo reportagem do jornal “El Tiempo”, que também a identificou como Greysi García.
“Eu agradeço a todas as pessoas que estão orando pela saúde da nossa amiga”, disse o artista.
Engell ainda afirmou que as imagens mostram claramente que ela não foi empurrada, e que poderia acontecer “com qualquer um que estivesse ali”.

Fonte: G1 Mundo

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‘É chocante termos que pagar para não usar biquíni’


A goleira da seleção norueguesa de handebol de praia expressou seu repúdio à multa imposta à equipe por usar shorts em campeonato, escândalo que chamou a atenção da cantora Pink. A jogadora norueguesa Tonje Lerstad confessou que apoio da cantora Pink foi uma surpresa
Tonje Lerstad/BBC
Dos problemas por se recusarem a usar biquíni ao apoio de uma das cantoras mais famosas e premiadas do mundo: assim foi a última semana, totalmente incomum, da seleção feminina de handebol de praia da Noruega.
A equipe havia decidido usar shorts no Campeonato Europeu de Handebol de Praia, o que lhes custou uma multa de US$ 1.764 (cerca de R$ 9 mil ) imposta pela Federação Europeia de Handebol (EHF, na sigla em inglês).
“É chocante termos que pagar para não jogar de biquíni”, disse a goleira Tonje Lerstad à BBC.
Multa por não usar biquíni: veja outros exemplos de sexismo relacionados às roupas das mulheres
Denúncias de sexismo dentro e fora do esporte
Em meio a essa confusão, a jogadora de 24 anos e as suas companheiras de equipe foram surpreendidas por uma atitude inesperada de Pink.
Em seu perfil no Twitter, a artista manifestou apoio à equipe e se ofereceu para pagar a multa.
“Tudo foi muito louco. Nos impactou, mas é uma mensagem muito importante e agradecemos”, escreveu a goleira em relação ao gesto da cantora.
‘Uniforme inapropriado’
A EHF alegou que a multa foi imposta à equipe por “uniforme inapropriado”.
Multa foi aplicada sob o argumento de violação às regras de vestimentas da competição
Getty Images/BBC
Embora a equipe não tenha se surpreendido com a multa, porque foi informada que isso aconteceria, a goleira norueguesa classificou a punição como “inacreditável”. “É estúpido, temos que lutar contra isso”, disse.
Em resposta à medida, Pink disse que a EHF deveria ser multada “por sexismo”.
“Estou muito orgulhosa da equipe norueguesa de handebol de praia por se opor às regras sexistas relacionadas ao uniforme”, tuitou a artista.
Como o sexismo se reflete no controle dos uniformes das atletas
Pink não precisará pagar a multa, porque a Federação de Handebol da Noruega (NHF, por suas siglas em inglês) disse que arcará com isso.
“Você não precisa pagar, mas pode nos dar alguns ingressos para que possamos nos encontrar em um dos seus shows com os nosso shorts”, brincou a goleira.
Apoio
Ela também comentou sobre o fato de muitas pessoas terem se oferecido para custear a multa. “Talvez a gente devesse abrir uma conta de banco”, brincou.
A federação norueguesa prometeu continuar apoiando suas atletas. “Juntos, continuaremos tentando que mudem as regras das vestimentas, assim as jogadoras poderão usar o uniforme com o qual se sintam mais confortáveis”.
“Recebemos tanto apoio de outras equipes que não consigo imaginar outra possibilidade que não seja uma mudança (nas regras) no ano que vem”, declarou Lerstad.
O próximo evento esportivo da seleção norueguesa será o Campeonato Mundial da categoria.
Para encerrar a entrevista, perguntamos à goleira se ela continuará usando os shorts. “Sim, claro”, enfatizou.

Fonte: G1 Mundo

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Cidade de Nova York vai pagar US$ 100 para quem se vacinar contra a Covid-19

Medida foi pensada para incentivar os americanos a buscarem pela vacinação. País vem encontrando dificuldade em atingir a imunidade de rebanho e tem experimentado uma ‘pandemia de não vacinados’. Prefeitura de Nova York oferecerá US$ 100 para quem se vacinar
O prefeito de Nova York, Bill de Blasio, anunciou nesta quarta-feira (28) que a cidade vai pagar US$ 100 (cerca de R$ 500) para quem for se vacinar contra a Covid-19 no município.
A medida passa a valer a partir de sexta-feira (30), quando qualquer pessoa que for a um centro de vacinação receber sua dose receberá um cartão de débito pré-pago com a quantia.
“Os incentivos ajudam imensamente a aumentar as taxas de vacinação”, disse de Blasio em um pronunciamento.
A oferta de benefícios tenta atingir os cerca de 2 milhões de nova-iorquinos que ainda não se vacinaram contra a Covid-19, e é aumentada pela preocupação com a variante delta.
Mais transmissível, essa cepa do vírus já se tornou dominante nos Estados Unidos, e o país enfrenta o que vem chamando de uma “pandemia de não vacinados” com aumento nos casos e mortes dentro desse grupo.
Segundo as estatísticas oficiais, cerca de 70% dos moradores da região cidade já receberam a primeira dose da vacina, mas cerca de 60% estão protegidos com as duas doses necessárias.
A cidade já vinha oferecendo benefícios aos vacinados, como bilhetes ilimitados de metrô, ingressos para partidas de beisebol, comida e até mesmo cerveja algumas pessoas já ganharam se vacinando.
VÍDEO: Restaurantes dos EUA oferecem donut de graça para quem se vacinou
Servidores públicos
A prefeitura da cidade americana também anunciou que passará a exigir que servidores públicos que ainda não se vacinaram serão obrigados a fazer teste semanais para diagnosticar a Covid-19.
A medida acompanha a recomendação do governo estadual, chefiado por Andrew Cuomo, que reforçou a importância da vacinação para este grupo.
No caso dos profissionais de saúde a tolerância será menor: quem trabalha em hospitais e clínicas, diretamente com pacientes, deverão se vacinar ou precisarão abandonar as funções.
Cuomo também pediu que empresas de todo o estado, como restaurantes, deem preferência a clientes vacinados e trabalhem para garantir ambientes seguros para todos.

Fonte: G1 Mundo

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Macron não pede desculpas, mas reconhece ‘dívida’ da França com a Polinésia por testes nucleares


Até hoje, nenhum governo pediu oficialmente desculpas pelos mais de 200 testes nucleares realizados durante 30 anos no local. O presidente francês, Emmanuel Macron, usa colares de flores e conchas ao chegar ao Atol Manihi, na Polinésia Francesa, na segunda-feira (26)
AP Photo/Esther Cuneo
A questão dos testes nucleares foi um dos principais motivos da viagem do presidente Emmanuel Macron à Polinésia Francesa, onde reconheceu a existência de uma “dívida” com esse território no oceano Pacífico. Até hoje, nenhum governo pediu oficialmente desculpas pelos mais de 200 testes realizados durante 30 anos no local. 
Foi preciso esperar até os 42 minutos do último discurso na viagem de quatro dias que Macron realiza à Polinésia Francesa. Na sede da presidência do governo local, diante de centenas de pessoas, com o pescoço adornado por colares de flores tradicionais da localidade, o presidente francês finalmente mencionou a delicada questão.
“Eu queria lhes dizer que a nação tem uma dívida em relação à Polinésia Francesa. Durante muito tempo, o Estado preferiu manter o silêncio sobre esse passado. São 30 anos de explosões sucessivas. O que eu quero quebrar hoje é esse silêncio. Eu assumo e quero a verdade e a transparência com vocês”, afirmou. 
O cumprimento das promessas deve começar com a abertura de arquivos militares sobre os polêmicos testes nucleares realizados no território de 1966 até 1996. A iniciativa permitirá aos polinésios conhecer a localização e a intensidade precisa desses exercícios que deixaram milhares de vítimas – muitas delas sofrem até hoje de câncer. 
Por isso, o presidente francês prometeu também uma melhor indenização aos atingidos. Segundo ele, os serviços do Estado estarão encarregados de encontrar potenciais vítimas em arquipélagos longínquos do território. 
“Confiem em mim como eu confio em vocês. É preciso tempo. Eu lhes digo tudo o que eu sei: diante de vocês, eu assumo e reconheço. Gostaria que, juntos, possamos afastar essas nuvens e essa sombra, porque temos juntos uma nova página a escrever, feita de ambição e futuro”, reiterou.
No entanto, uma palavra, tão esperada pelos polinésios não foi pronunciada: desculpa. Macron descartou o pedido porque, segundo ele, como o general de Gaulle na época, ele não sabe se caso estivesse na mesma posição também poderia ter ordenado os testes nucleares.
“Eu poderia me livrar deste assunto pedindo desculpas, como fazemos quando esbarramos em alguém para poder continuar nosso trajeto, mas isso é muito fácil. E é muito fácil para um presidente da República da minha geração dizer que, de alguma forma, meus antecessores erraram, que o pior foi feito”, argumentou.
Para ele, a escolha dos testes foi feita na época para que a França pudesse contar com armas nucleares, “especialmente para defender a Polinésia Francesa”.
Testes nucleares durante 30 anos
Em 1966, sob o comando do general Charles de Gaulle, a França transferiu seu campo de testes no deserto do Saara aos atóis de Mururoa et Fangataufa, onde realizou 193 exercícios nucleares atmosféricos até 1974, e subterrâneos até 1996. 
Macron reconheceu que o mesmo tipo de teste não teria sido feito “em Creuse ou na Bretanha”, regiões da França continental. “Foram feitos aqui porque era mais longe, porque era um local perdido no meio do Pacífico”, assumiu. 
Os anúncios ocorrem cinco anos depois do reconhecimento, pelo então presidente francês, François Hollande, durante uma visita em 2016, sobre “o impacto ao meio ambiente e à saúde” dos testes nucleares na Polinésia. Na época, o chefe de Estado fez uma série de promessas, mas muitas delas ainda não foram cumpridas, como a abertura de um memorial dedicado à questão. 
O presidente da Polinésia Francesa, Edouard Fritch, comemorou o discurso de Macron. Segundo ele, “após 25 anos de silêncio, a verdade será finalmente colocada sobre a mesa”. 
No entanto, para as vítimas, os anúncios são insuficientes. “Não teve nenhum avanço, apenas demagogia. As mentiras do Estado continuam”, criticou Auguste Uebe-Carlson, presidente da associação 193.
Vídeos: Os mais assistidos do G1 nos últimos 7 dias

Fonte: G1 Mundo

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Elefantes nunca esquecem: animal volta a invadir cozinha em busca de comida na Tailândia; veja vídeo


No mês passado, fotos tiradas pela dona do imóvel fizeram sucesso mostrando o visitante inesperado. Dessa vez, o animal enfiou a cabeça pela parede da cozinha que havia sido recentemente reformada. VÍDEO: Elefante volta a invadir cozinha em busca de alimentos na Tailândia
Um elefante quebrou – de novo – a parede de uma casa em Pa La-U, na Tailândia, na semana passada. Segundo a dona do imóvel, Radchadawan Peungprasopporn, o animal procurava por comida.
Nas imagens, é possível ver que o paquiderme quebrou a parede da cozinha na mesma parte que havia sido reformada após a visita de quem acreditam ser o mesmo elefante, no mês passado.
Vídeos feitos por Puengprasoppon e publicados em uma rede social mostram o animal vasculhando com sua tromba armários e gavetas. Ele derruba pratos, panelas e pedaços de concreto (veja no vídeo acima).
Elefante procura comida na cozinha de casa em Pa La-U, Hua Hin, na Tailândia. A foto foi tirada pela dona do imóvel, Radchadawan Peungprasopporn, em 23 de julho de 2021
Facebook/Radchadawan Peungprasopporn
A primeira visita
Em 20 de julho, os donos da casa registraram o momento exato em que o animal invadiu a cozinha e vasculhou a louça em busca de alimentos.
Eles contaram, à época, que a parede já estava com um buraco porque outro elefante, um mês antes, havia se chocado contra os fundos da casa.
Elefante procura comida na cozinha de casa em Pa La-U, Hua Hin, na Tailândia. A foto foi tirada pela dona do imóvel, Radchadawan Peungprasopporn, em 20 de junho de 2021.
Radchadawan Peungprasopporn/Facebook/AFP
“Estávamos dormindo e acordamos com um som dentro de nossa cozinha”, contou Puengprasoppon à rede americana CNN. “Então corremos escada abaixo e vimos um elefante enfiar a cabeça na nossa cozinha, onde a parede estava quebrada”.
VEJA TAMBÉM: Vídeos mostram flagras de brigas entre animais
Pa La-U fica no distrito de Hua Hin, a cerca de 200 km da capital Bangcoc.
A Tailândia tem quase 70 milhões de habitantes e é o 20º país mais populoso do mundo, logo à frente de Reino Unido e França, que têm cerca de 67 milhões cada um, segundo o “Our World in Data”.
O país fica no sudeste asiático e faz fronteira com Mianmar, Laos, Camboja e Malásia.

Fonte: G1 Mundo