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EUA poderão exigir que funcionários públicos se vacinem contra a Covid


País vem encontrando dificuldades em atingir a imunidade coletiva e tem experimentado uma ‘pandemia de não-vacinados’. Funcionário dos transportes em Nova York (EUA) recebe vacina contra a Covid-19 em 10 de março
Shannon Stapleton/Arquivo/Reuters
Com a situação da pandemia da Covid-19 se agravando nos Estados Unidos devido à variante delta e uma queda nos índices de vacinação, o presidente Joe Biden vai anunciar nesta quinta (29) que todos os funcionários públicos do governo federal terão de ser vacinados.
A exigência afetará um grande número de pessoas em Washington. Dos 2 milhões de funcionários públicos federais, cerca de 400 mil vivem na capital americana. Aproximadamente 60% dos adultos – e mais de 80% dos idosos – que vivem na região metropolitana de Washington já estão plenamente vacinados.
A Casa Branca, entretanto, somente forçará aqueles funcionários que trabalham diretamente com pacientes em hospitais do departamento de Assuntos de Veteranos a serem vacinados.
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PODCAST: A pandemia dos não-vacinados
Os outros funcionários do governo que optarem por não fazer a vacinação não serão demitidos, mas terão de ser testados frequentemente – possivelmente semanalmente – e somente poderão participar de viagens de trabalho essenciais.
Em dezembro passado, Biden havia dito que a vacinação não seria obrigatória. A maior parte das críticas à obrigatoriedade da vacinação vem da oposição, que diz que a exigência é autoritária e inconstitucional.
Porém, o departamento de Justiça diz que empregadores podem, de fato, impor vacinações como uma condição para o vínculo empregatício. No entanto, alguns médicos, apesar de serem, de modo geral, a favor da imunização, também questionam a medida.
Eles dizem que é preciso levar em conta que, em alguns casos, como pessoas com determinadas doenças ou que talvez já tenham anticorpos contra a Covid-19, a vacinação pode não ser recomendada.
Prefeitura de Nova York oferecerá US$ 100 para quem se vacinar
Americanos aguardam aprovação pelo FDA
Até o momento, as vacinas que estão sendo distribuídas nos Estados Unidos – Pfizer, Moderna e Janssen –somente são aprovadas para uso de emergência pela Food and Drug Administration (FDA), a agência encarregada da regulamentação de medicamentos.
Isso contribui com a hesitação que algumas pessoas têm em relação à imunização, especialmente no caso de vacinação de menores de idade. Muitos pais preferem aguardar a aprovação das vacinas pela FDA antes que seus filhos sejam vacinados.
Até meados de julho, apenas 35% dos jovens americanos de 12 a 24 anos haviam sido totalmente imunizados contra a Covid-19.
Segundo uma pesquisa da Kaiser Permanente Foundation, cerca de 16% dos americanos não imunizados contra o coronavírus acham que a vacina ainda é muito nova para se saber se é realmente segura.
Recentemente, Biden disse que acredita que as vacinas que estão sendo distribuídas nos EUA – Pfizer, Moderna e Janssen – serão aprovadas pela FDA no fim de agosto ou poucas semanas depois disso.
Apesar de Biden poder impor a medida também a militares, ele provavelmente quer evitar uma controvérsia dentro do seu próprio governo.
Joe Biden, presidente dos EUA, recebeu 1ª dose de vacina contra a Covid-19 no Hospital Christiana Care em Newark, no Delawere, em 21 de dezembro de 2020
Joshua Roberts/Getty Images North America/Getty Images via AFP/Arquivo
O secretário de defesa, Lloyd Austin III, já disse que não quer obrigar a vacinação de militares enquanto a vacina não for aprovada pela FDA. Isso serve para despertar ainda mais desconfiança entre os americanos não vacinados.
Esta semana, o Centro para Controle e Prevenção de Doenças (Centers for Disease Control and Prevention, CDC) divulgou novas diretrizes, especialmente para combater a disseminação da variante Delta.
As novas diretrizes incluem a volta da recomendação de uso de máscaras, mesmo para as pessoas vacinadas, dentro de lugares fechados em áreas onde o índice de infecção seja alto.
Além disso a agência recomenda o uso de máscara para professores, alunos e pessoal de administração de escolas, desde o jardim de infância até o ensino médio, independentemente de serem vacinados ou não.
Muitos veem as novas medidas do governo federal como uma forma de punição e até coerção para que sejam imunizadas. A maioria dos americanos, no entanto, aceita que as medidas de saúde pública precisam reagir aos dados mais atuais.
E a variante delta tem se manifestado com força, especialmente em estados como a Flórida e a Carolina do Sul. No entanto, não há dúvida de que as novas diretrizes e medidas causaram um desânimo geral em uma população que queria acreditar que a pandemia já tinha chegado ao fim.
Nova York oferece recompensa
A cidade de Nova York vai oferecer um incentivo financeiro de US$ 100 dólares (R$ 512) para aqueles que se vacinarem contra a Covid-19. O anuncio foi feito nesta quarta-feira (28) prefeito, Bill de Blasio.
A medida tem por objetivo dar um novo impulso à campanha de vacinação. As autoridades sanitárias já aplicaram cerca de 10 milhões de doses em Nova York, mas observam uma queda no índice de aceitação das vacinas.

Fonte: G1 Mundo

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Subprocurador do Texas chama Simone Biles de vergonha nacional para os EUA, toma bronca de chefe e pede desculpas


Suprocurador-geral do estado afirmou que Simone Biles, que tem 31 medalhas de Olimpíadas ou competições mundiais, de ‘vergonha nacional’ para os Estados Unidos. Entenda o que são os ‘twisties’ que tiraram Simone Biles das finais olímpicas
O subprocurador-geral do estado do Texas, Aaron Reitz, publicou um texto em uma rede social em que chamava a atleta Simone Biles de uma mulher infantil e de ser uma vergonha nacional para os Estados Unidos na terça-feira (27), segundo o “Washington Post”.
Simone Biles abandonou a competição de ginástica em Tóquio
REUTERS/Lindsey Wasson
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A história começou com uma publicação de um canal conservador em uma rede social de uma cena das Olimpíadas de 1996, em Atlanta: Kerri Strug competiu mesmo com lesões e garantiu a medalha de ouro para os EUA.
Apesar de não haver nenhuma citação, a mensagem era claramente uma indireta a respeito do caso de Simone Biles, que deixou competições das Olimpíadas de Tóquio por questões de saúde mental.
O canal conservador publicou um texto em que dizia que “os grandes encontram uma forma”.
Reitz, o subprocurador-geral do Texas, afirmou então: “[É um] contraste com Simone Biles, nossa vergonha nacional, egoísta e infantil”.
O chefe dele, Ken Paxton, disse que Reitz havia sido muito inadequado e insensível. Paxton disse: “Eu conheço Simone Biles, ela é uma atleta fantástica e uma pessoa ainda melhor, a saúde mental é muito mais importante que qualquer competição, e eu a apoio totalmente”.
Depois da bronca de seu chefe, Reitz apagou sua mensagem na rede social e pediu desculpas a Simone Biles. “Simone Biles é uma patriota de verdade e uma das maiores ginastas do nosso tempo. Eu peço desculpas e desejo bem a ela”, afirmou ele.
Biles deixou competição
Biles, de 24 anos, é a maior estrela da modalidade. Ela tem 31 medalhas de Olimpíadas e campeonatos mundiais. A atleta ficou de fora da prova individual de ginástica olímpica depois de passar por uma avaliação médica em que a atleta optou por cuidar do seu bem-estar emocional. Na terça-feira, a atleta já havia deixado de participar de parte da competição por equipes depois de perder um salto.
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Fonte: G1 Mundo

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Pequim registra 1º caso de Covid em quase 6 meses


Governo chinês confirmou novas infecções em mais 3 províncias. Surto começou no dia 20 com funcionários de aeroporto em Nanquim, cidade próxima a Xangai, e está se espalhando pelo país. Chineses fazem fila para testes de Covid-19 em em Nanjing, na província de Jiangsu, no leste da China, em 28 de julho de 2021
Li Bo/Xinhua via AP
A China confirmou mais 49 infectados de Covid-19 nesta quinta-feira (29), uma queda em relação aos últimos dias, mas registrou casos em mais três províncias — e o primeiro na capital Pequim em quase seis meses.
O novo surto tem sido impulsionado pela variante delta e começou no dia 20 em Nanquim, cidade no leste do país e próxima a Xangai, e está se espalhando pelo país.
A variante delta foi detectada inicialmente em nove funcionários do aeroporto da cidade, que é a capital da província de Jiangsu. Em toda a região já são 171 casos confirmados.
A maioria dos infectados havia sido vacinada, segundo as autoridades de Jiangsu. A população foi colocada sob confinamento em Nanquim, e as autoridades ordenaram testes nos 9,2 milhões de habitantes da cidade.
“Cibercafés, academias, cinemas, karaokês e até bibliotecas foram fechados”, afirmou Lu Jing, funcionário de alto escalão dos serviços epidemiológicos provinciais.
Chinês faz teste de Covid-19 em Nanjing, na província oriental de Jiangsu, em 21 de julho de 2021
AFP
Outros três casos foram confirmados na província densamente povoada de Sichuan, no sudoeste do país, e dois em Pequim.
O hotel Legendale foi fechado no centro da capital chinesa, após a descoberta de um caso “importado”, e nesta quinta funcionários com trajes de proteção desinfetaram os arredores do local com pulverizadores.
O governo chinês também tem registrado casos na fronteira com Mianmar, na província de Yunnan. Militares birmaneses deram um golpe de estado em fevereiro e enfrentam dificuldades para conter a Covid-19 no país.
Covid-19 na China
País onde o coronavírus foi detectado pela primeira vez, no fim de 2019, a China conseguiu frear o avanço da pandemia adotando uma política de “tolerância zero”.
Quando um surto é registrado, a população local é colocada em confinamento severo e testes em massa são realizados para rastrear todos os possíveis infectados.
O país mais populoso do mundo, com 1,4 bilhão de habitantes, também tem vacinado em massa a sua população contra a Covid-19. Já foram administradas 1,6 bilhão de doses até o momento, e a meta do governo é imunizar 65% da população com duas doses até o final do ano.

Fonte: G1 Mundo

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VÍDEOS: Rebeca Andrade conquista prata nas Olimpíadas de Tóquio

Fonte: G1 Mundo

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Enchente destrói metade de vila no Afeganistão e deixa ao menos 40 mortos


A vila tem cerca de 100 casas, e metade delas foi destruída por uma enchente. A região é de difícil acesso e controlada pelo Talibã. Mapa mostra local do Afeganistão atingido por enchentes
G1
Ao menos 40 pessoas morreram nesta quinta-feira (29) no Afeganistão em decorrência de enchentes que atingiram uma região de vales, o distrito de Kamdesh, na província do Nuristão.
É difícil obter informações precisas, pois a região é controlada pelo Talibã e a infraestrutura de comunicação é precária.
O Ministério de Controle de Desastres afirmou que há cerca de 100 desaparecidos e que 60 casas foram destruídas.
Os próprios moradores recuperaram os corpos dos 40 mortos que estavam na água ou em escombros.
O Talibã afirmou que vai permitir a entrada de ajuda humanitária. O grupo publicou um comunicado no qual afirma que metade da vila, que tem mais de 100 casas, foi levada pela enchente.
O acesso a regiões distantes e isoladas no Afeganistão é difícil, e responder a emergências nesses locais sempre foi difícil.
Com a pandemia de coronavírus, ficou ainda mais difícil.
As forças dos Estados Unidos estão deixando o país. A previsão é que no mês que vem os últimos soldados deixem o Afeganistão.
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Fonte: G1 Mundo

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VEJA FOTOS de Rebeca Andrade, medalha de prata em ginástica artística


Rebeca Andrade, de 22 anos, se tornou a primeira brasileira a conquistar uma medalha na ginástica artística dos Jogos Olímpicos. Rebeca Andrade na final, em Tóquio, em 29 de julho de 2021
Dylan Martinez/Reuters
A ginasta Rebeca Andrade venceu a medalha de prata na ginastica olímpica em Tóquio —é a primeira medalha do Brasil nessa modalidade.
As apresentações que classificaram Rebeca Andrade para as finais da ginástica artística
Ela chegou a liderar a competição, mas acabou atrás da norte-americana Sunisa Lee.
Rebeca Andrade durante solo da ginástica artística
Dylan Martinez/Reuters
Rebeca não começou a competição como favorita. Ela teve problemas com contusões ao longo de sua carreira (e o Brasil não tem nenhuma tradição nessa competição).
Como ‘Baile de Favela’ foi parar nas Olimpíadas de Tóquio com Rebeca Andrade
Veja fotos de Rebeca Andrade nas Olimpíadas de Tóquio.
Rebeca Andrade em uma das provas da ginástica nas Olimpíadas de Tóquio, em 29 de maio de 2021
Lindsey Wasson/Reuters
Imagem de Rebeca Andrade durante os Jogos de Tóquio, em 29 de julho de 2021
Lionel Bonaventure/ AFP
Imagem de Rebeca Andrade, medalhista nas Olimpíadas de Tóquio 2021
Martin Bureau / AFP
Rebeca em apresentação solo em Tóquio
Dylan Martinez/Reuters
Rebeca Andrade durante solo da ginástica artística
Dylan Martinez/Reuters
Rebeca Andrade durante solo nas Olimpíadas de Tóquio
REUTERS/Lindsey Wasson
Rebeca Andrade
Dylan Martinez/Reuters
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Fonte: G1 Mundo

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Ministro do STF anula condenação trabalhista bilionária imposta à Petrobras


Alexandre de Moraes rejeitou o entendimento majoritário do TST e retirou base de cálculo que prevê poderia aumentar, em muito, valor a ser pago pela petroleira. Sem isso, valor da ação poderia chegar a R$ 17 bilhões. Sede da Petrobras no Rio de Janeiro
Daniel Silveira/G1
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), atendeu a um recurso da Petrobras e anulou a maior condenação trabalhista imposta à estatal petrolífera, segundo decisão do magistrado desta quarta-feira (28) obtida pela Reuters.
Moraes acatou a um pedido para reverter condenação do Tribunal Superior do Trabalho (TST) de junho de 2018, quando se discutiu a forma de pagamento de uma verba salarial.
Na época, segundo uma fonte da empresa estimou à Reuters, a derrota poderia significar perdas de até R$ 17 bilhões para a empresa.
Em seu último balanço trimestral, a Petrobras reconheceu como perda possível com esse processo R$ 30,2 bilhões, informou a companhia nesta quarta-feira. Ela acrescentou que a decisão desta quarta-feira ainda pode ser objeto de recurso e está avaliando se haverá efeitos em suas demonstrações financeiras.
Anteriomente, o STF já havia concedido liminares para suspender os efeitos do julgamento da corte trabalhista.
Na decisão de 60 páginas tomada durante o recesso forense, o ministro do STF rejeitou argumentos do TST em uma causa referente à política remuneratória pela companhia desde 2007 a seus empregados, com a adoção da Remuneração Mínima de Nível e Regime (RMNR).
Em sua longa decisão, o ministro do STF rejeitou o entendimento majoritário firmado pelo TST, favorável à tese defendida pelos representantes dos empregados, pela exclusão da base de cálculo da RMNR de pagamentos adicionais relacionados a regimes especiais de trabalho, como adicional noturno e periculosidade.
Essa tese, se fosse mantida, obrigaria a Petrobras a complementar uma quantia maior para a RMNR ser atingida.
Moraes deu ganho de causa para a tese defendida pela Petrobras, de que esses pagamentos de adicionais deveriam ser incluídos pela estatal na base de cálculo da RMNR. Essa foi a prática que a estatal tem adotado desde o primeiro acordo coletivo assinado com a categoria.
“Em razão de todo o exposto, e nos termos dos precedentes deste Supremo Tribunal Federal, o acórdão recorrido merece reforma, não se vislumbrando qualquer inconstitucionalidade nos termos do acordo coletivo livremente firmado entre as empresas recorrentes e os sindicatos dos petroleiros”, decidiu.
Em tese, cabe recurso contra a decisão de Moraes. Se isso ocorrer, ele vai a julgamento colegiado, em plenário físico ou virtual.
Livremente negociado
Para o ministro do STF, somente caberia a intervenção judicial para alterar o que foi livremente negociado pelas partes se tivesse ocorrido flagrante inconstitucionalidade. Ele destacou que o ajuste referente ao pagamento do RMNR foi celebrado no plano de cargos.
“Haveria discriminação se, no caso de empregados que trabalham nas mesmas condições e localidade, fosse estabelecida uma remuneração mínima diferenciada; o que não ocorreu”, disse.
“As remunerações de ambos os grupos (empregados que recebem adicionais por estarem submetidos a condições especiais de trabalho; e os empregados que não percebem essas verbas) não foram niveladas pela RMNR; em outras palavras, conferiu-se, em verdade, tratamento diferenciado aos trabalhadores a depender do nível e regime de trabalho em que se encontrem enquadrados”, reforçou.
Segundo o ministro do STF, ao contrário do alegado pelos empregados, houve “franca negociação” com os sindicatos e também com os trabalhadores a respeito das parcelas que compõem a RMNR. Para ele, se houve dúvidas sobre o alcance da remuneração, o esclarecimento deveria ter sido feito durante a negociação coletiva.
“Supor que a cláusula não foi devidamente compreendida pelos trabalhadores, por faltar-lhe a demonstração matemática das suas consequências é, no mínimo, menosprezar a capacidade do sindicato de cumprir o papel de representar a categoria e negociar os melhores termos do acordo”, ponderou.
A Federação Única dos Petroleiros (FUP) informou em nota que vai recorrer da decisão para que ela seja julgada por um colegiado.
“É surpreendente que um tema dessa natureza e complexidade seja decidido de forma monocrática e durante o período de recesso do Supremo Tribunal Federal”, afirmou o coordenador-geral da FUP, Deyvid Bacelar.
“A FUP vai recorrer para que o processo seja submetido à decisão colegiada –onde há, inclusive, oportunidade de se manter sustentação oral–, como foi a do Tribunal Superior do Trabalho (TST), que deu ganho de causa ao trabalhador”, destacou.

Fonte: G1 Mundo

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A polêmica retirada de moradores de rua de Tóquio: ‘Querem nos deixar invisíveis’


Em Tóquio, centenas de pessoas em situação de rua foram expulsas de áreas próximas ao estádio Olímpico, estações de trem e parques. Morador de rua em frente ao estádio olímpico de Tóquio
Reprodução/BBC
Quando um país sedia os Jogos Olímpicos, geralmente há um grande esforço para limpar e reconstruir partes importantes da cidade-sede.
Mas, em Tóquio, centenas de pessoas em situação de rua foram expulsas de áreas próximas ao estádio Olímpico, estações de trem e parques.
As autoridades do Japão estão sendo acusadas de varrer a pobreza e os sem-teto para baixo do tapete.
“Eu queria a Olimpíada não estivesse acontecendo. Por causa dos Jogos, fomos despejados quatro vezes”, diz um homem em situação de rua, Yamada.
Veja aqui o vídeo.
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Tudo sobre as Olimpíadas de Tóquio no ge
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Fonte: G1 Mundo

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Mudanças climáticas: o que faz uma ‘chefe de calor’, cargo criado em Miami para combater ‘assassino silencioso’


O calor extremo é a principal causa de morte relacionada à mudança climática, dizem os especialistas. Ao menos 5.600 pessoas morrem em decorrência das altas temperaturas todos os anos nos Estados Unidos, segundo pesquisadores. Pessoas tentam se refrescar do calor em Chestermere, na província de Alberta, em 29 de junho de 2021, no Canadá
AP
A onda de calor no Hemisfério Norte está quebrando recordes em 2021.
Um exemplo claro disso é o caso de Lytton, uma pequena cidade no Canadá, que, no início de julho, registrou a temperatura mais alta da história do país: 49,5 °C.
As altas temperaturas geraram grandes incêndios. O fogo descontrolado atingiu a cidade, e seus 250 moradores tiveram que fugir para se salvarem.
Notícias menos dramáticas, mas não menos preocupantes, se repetem em toda a costa oeste da América do Norte, em face das temperaturas alarmantes desde o início do verão.
‘Assassino silencioso’
O planeta já aqueceu cerca de 1,2° C desde o início da era industrial e as temperaturas continuarão a subir, a menos que os governos ao redor do mundo façam cortes drásticos nas emissões de dióxido de carbono (CO²), alertam os cientistas.
E as altas temperaturas têm consequências diretas e letais para as pessoas.
“O calor extremo é um assassino silencioso. É a principal causa de morte relacionada a desastres climáticos”, diz Jane Gilbert, chefe de calor do Condado de Miami-Dade, na Flórida.
Mudança climática: veja em 7 pontos como será a vida na Terra nos próximos 30 anos, segundo a ONU
De acordo com dados dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos, entre 2004 e 2018, uma média de 702 pessoas morreram todos os anos de causas relacionadas ao calor naquele país.
Já um estudo de 2020 realizado por pesquisadores da Universidade de British Columbia descobriu que milhares de mortes podem realmente ser atribuídas ao calor a cada ano nos Estados Unidos.
O relatório estimou que o calor contribuiu para a morte de 5.600 pessoas anualmente, entre 1997 e 2006, em 297 condados que compõem três quintos da população dos Estados Unidos.
É por causa dessa crescente preocupação que algumas cidades estão tomando providências e buscando estratégias para cuidar de sua população.
Em abril deste ano, o condado de Miami-Dade nomeou Jane Gilbert como a “primeira chefe de calor”, um cargo único no mundo, segundo ela.
Jane Gilbert foi nomeada ‘chefe de calor’ em Miami
Condado de Miami Dade via BBC
Sua posição se encaixa no City Champions for Heat Action, uma iniciativa que faz parte da Extreme Heat Resilience Alliance, uma aliança de cidades contra o calor extremo que terá a companhia de Atenas (Grécia) e Freetown (Serra Leoa).
Mas o que exatamente uma chefe de calor faz?
“Estou encarregada de trabalhar em todos os departamentos, setores e comunidades dentro do condado de Miami-Dade para desenvolver e implementar uma estratégia para reduzir os impactos do aumento do calor extremo, buscar soluções que reduzam o carbono”, conta Jane Gilbert à BBC News Mundo, serviço em espanhol da BBC.
“O calor está aumentando não só na temperatura que sentimos na pele, mas também na umidade, e ambos estão relacionados às mudanças climáticas. E isso acontece à medida que nos tornamos uma cidade mais urbana e colocamos mais calçadas, mais ar condicionado e temos menos árvores”, acrescenta.
Meninas mergulham em cachoeira de parque em Washington D.C. em 28 de junho de 2021, em meio a uma onda de calor histórica que atinge grande parte dos Estados Unidos e do Canadá. Trechos dos Estados Unidos e do Canadá.
Jim Watson/AFP
Entre as medidas concretas para lidar com as ondas de calor nas cidades, que Gilbert define como “ilhas de calor urbanas”, a mais clara e produtiva é o plantio de árvores.
“As árvores geram mais benefícios porque absorvem a água da chuva, sequestram carbono e fornecem sombra. É uma vitória tripla”, descreve Gilbert.
Criar mais espaços com sombra em áreas de recreação infantil, praças e pontos de ônibus é outra das prioridades de Miami.
A prefeitura também pretende construir espaços de incentivo à caminhada e ao uso de bicicletas e do transporte público. Esse tipo de comportamento, diz Gilbert, reduz a produção de gases de efeito estufa, que aumentam o calor global.
Inundações e nível do mar
O aquecimento global não se traduz apenas em aumento da temperatura. Existem outras consequências que afetam diretamente a nossa vida na cidade e podem até colocá-la em perigo.
Se a temperatura da Terra subir, as massas de ar podem conter cada vez mais vapor d’água, o que se traduz em chuvas torrenciais. Tempestades como essas levam a inundações devastadoras, como ocorreu na Alemanha e na Bélgica nas últimas semanas — centenas de pessoas morreram.
O rio Ahr passa por casas destruídas em Insul, na Alemanha, em 15 de julho de 2021. O rio transbordou e causou rastro de destruição devido às fortes chuvas.
Michael Probst/AP
A elevação do nível do mar é outra consequência do aquecimento global que pode ser devastadora para cidades que estão à beira-mar, como Miami e Recife.
Há fortes evidências que sugerem que o número e a gravidade dos furacões ou tempestades tropicais podem estar relacionados ao calor extremo da mudança climática, diz Gilbert.
É por tudo isso, e pelos perigos que o calor representa para a vida, que em Miami — apesar de não ser a cidade mais quente dos Estados Unidos — as autoridades consideram fundamental começar a trabalhar para evitar catástrofes.
“No Noroeste do Pacífico havia temperaturas mais altas do que as que tivemos em Miami e eles não estavam preparados. 50% da população não tem ar condicionado. Vimos os impactos disso. Tem sido devastador para aquela área”, diz Gilbert.
“Temos uma população sem-teto, assim como um setor de baixa renda que não tem ar condicionado ou não o usa tanto porque é muito caro. Também temos o maior número de trabalhadores ao ar livre de qualquer outro município da Flórida”, afirma.
“Portanto, nós estamos bastante vulneráveis ​​se tivermos um evento de falta de energia generalizado e prolongado”, disse a servidora.
Há quatro anos, 12 idosos morreram em consequência do forte calor depois de um furacão deixar um asilo sem energia elétrica por alguns dias, em Miami.
Idosos, crianças, mulheres grávidas e trabalhadores ao ar livre são os mais vulneráveis ​​aos efeitos de uma onda de calor.
É por isso que também é importante agir em um nível pessoal.
“Como indivíduos, precisamos planejar o dia. Saber se vai fazer calor. Tente ficar ao ar livre de manhã cedo e à noite, e não quando o sol estiver muito forte; certifique-se de ter acesso a água ou a alguma forma de se hidratar; e faça pausas na sombra ou em áreas com ar condicionado”, sugere Gilbert. “O calor extremo pode ser muito perigoso.”
Veja VÍDEOS de natureza e meio ambiente:

Fonte: G1 Mundo

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Olimpíadas: treinador de ciclistas que fez declarações racistas é enviado de volta à Alemanha


Patrick Moster, diretor esportivo da equipe de ciclismo, foi gritar palavras de incentivo aos seus atletas, qu concorriam com ciclistas da Argélia e Eritreia Nikias Arndt durante os Jogos Olímpicos em Tóquio, em 24 de julho de 2021
Tim de Waele/AP
O diretor esportivo da equipe de ciclismo da Alemanha, Patrick Moster, foi obrigado a voltar para casa por ter feito declarações feitas consideradas racistas na quarta-feira (28).
Durante a prova de contrarrelógio de quarta-feira, Moster gritou palavras de incentivos para seu atleta Nikias Arndt, que estava prestes a alcançar os dois ciclistas que haviam largado antes dele, Amanuel Ghebreigzabhier, da Eritreia, e Azzedine Lagab, da Argélia.
Racismo recreativo se propaga no esporte através de apelidos
Como os dois países são do norte da África, Moster berrou “alcance os andadores de camelo”.
A cena foi transmitida ao vivo pela televisão e online em vários sites, e o áudio de Moster foi ouvido.
Após a corrida, Patrick Moster se desculpou: “Sinto muito, o mínimo que posso fazer é me desculpar… isso não deveria ter acontecido”, disse ele.
“Estamos convencidos de que suas desculpas públicas por suas declarações racistas de ontem são sinceras, mas com esse deslize, Moster violou os valores do Olimpismo”, disse o presidente do Comitê Olímpico Alemão (DOSB), Alfons Hörman.
Nikias Arndt, o ciclista alemão, terminou na 19ª posição. Ele condenou imediatamente as declarações do seu treinador: “Estou chocado e quero dizer claramente que nada tenho a ver com essas declarações, as palavras usadas são inaceitáveis”, afirmou.
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Fonte: G1 Mundo