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Incêndio florestal na Califórnia atravessa para Nevada nos EUA


Por outro lado, a melhora no clima tem ajudado no combate ao maior incêndio do país, no Oregon. Avião lança retardante de fogo para combater incêndio no sul do Oregon, nos Estados Unidos, em 17 de julho de 2021
Comando de Incidente de Fogo Bootleg via AP
Um incêndio florestal no norte da Califórnia atingiu o estado vizinho de Nevada, causando novas evacuações na costa leste dos Estados Unidos. Por outro lado, a melhora no clima tem ajudado no combate ao maior incêndio do país, no Oregon.
O incêndio na Califórnia começou em 4 de julho em Tamarack, ao sul do Lago Tahoe, e já queimou mais de 176 km² (veja no mapa abaixo).
Mais de 1,2 mil bombeiros lutam contra o fogo no condado de Alpine, na divisa entre os dois estados, e as chamas já destruíram pelo menos 10 prédios, forçaram a evacuação de várias comunidades e fecharam partes da rodovia 395.
Autoridades emitiram um pedido de evacuação voluntária em partes do Condado de Douglas, em Nevada, e um centro foi instalado em Gardnerville para receber a população.
Morgana-Le-Fae Veatch diz que a situação tem sido “muito estressante” para seus pais, que perderam a casa em um incêndio na região em 1987. “Isso tem sido muito, muito estressante para eles”.
Maior incêndio do país
Filhote de urso se agarra a árvore no sul do Oregon, em 18 de julho de 2021, em meio ao maior incêndio florestal dos Estados Unidos
Bryan Daniels/Bootleg Fire Incident Command via AP
No Oregon, autoridades proibiram na quarta-feira (21) todas as fogueiras em terras e acampamentos estaduais a leste da rodovia interestadual 5, que é considerada a linha divisória entre a parte úmida no oeste do estado e a seca no leste.
O estado enfrenta o maior incêndio florestal do país, que já atingiu uma área de 1,6 mil km² (equivalente ao tamanho da cidade de São Paulo).
As chamas foram desencadeadas por um raio e devastou a parte sul do Oregon, que é pouco povoado, e e se expandiram a uma velocidade de até 6 km por dia, impulsionadas por ventos fortes e um clima extremamente seco que transformou árvores e vegetação rasteira em uma “caixa de fogo”.
Os bombeiros tiveram que se retirar do local por 10 dias consecutivos, enquanto bolas de fogo saltavam de uma árvore para outra e as brasas iniciavam novas chamas. Nuvens monstruosas de fumaça e cinzas subiram a até 10 km no céu e se tornaram visíveis por mais de 161 km.
Imagem de satélite mostra a fumaça dos incêndios florestais no Oregon, em Idaho e no norte da Califórnia em 18 de julho de 2021. Condições extremamente secas e ondas de calor associadas às mudanças climáticas tornaram os incêndios florestais mais difíceis de combater nos Estados Unidos.
Maxar Technologies via AP
O incêndio está sendo combatido por mais de 2,2 mil pessoas e está cerca de um terço contido. Mas autoridades dizem que os ventos e as temperaturas menores agora estão permitindo que as equipes possam trabalhar.
Ao menos 2 mil casas foram evacuadas durante o incêndio e outras 5 mil estavam em áreas ameaçadas. Cerca de 70 casas e mais de 100 edifícios foram queimados, mas ninguém morreu.
As condições extremamente secas e as recentes ondas de calor associadas às mudanças climáticas tornaram os incêndios florestais mais difíceis de combater. A mudança climática tornou o Ocidente muito mais quente e seco nos últimos 30 anos e continuará a tornar o clima mais extremo e os incêndios florestais mais frequentes e destrutivos.

Fonte: G1 Mundo

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Arábia Saudita rejeita acusações de espionagem com programa Pegasus


A agência de notícias oficial do reino da Arábia Saudita afirmou que um dirigente de governo negou que o país tenha usado um software para monitorar conversas. Jornais afirmam que há uma lista de 50 mil smartphones invadidos pelo malware Pegasus
DuoNguyen/Unsplash
A Arábia Saudita negou que tenha praticado espionagem “infundadas”, após a publicação de uma investigação, segundo a qual vários países usaram o programa israelense Pegasus para monitorar líderes políticos, jornalistas e ativistas de direitos humanos, entre outros.
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A agência de notícias oficial do governo, a SPA, afirmou que um dirigente de governo negou as informações publicadas na imprensa, segundo as quais um órgão público do reino saudita teria usado um software para monitorar as mensagens de celulares de algumas pessoas.
De acordo com a fonte, cujo nome e cargo não foram divulgados, “essas denúncias são infundadas”, e a Arábia Saudita “não aprova esse tipo de prática”, acrescentou a SPA.
A Arábia Saudita é um dos países que teriam usado o programa Pegasus para vigiar jornalistas, políticos, ativistas de defesa dos direitos humanos e empresários, conforme matéria investigativa publicada na semana passada por um consórcio de 17 veículos de comunicação internacionais. Entre eles, estão o francês “Le Monde”, o britânico “The Guardian” e o americano “The Washington Post”.
A empresa israelense NSO Group comercializa o programa de espionagem Pegasus que, uma vez inserido em um smartphone, pode recuperar mensagens, fotos, contatos e até ouvir ligações.
Acusada de fazer o jogo dos regimes autoritários, o NSO Group garante que seu programa é usado apenas para obter informações de redes criminosas, ou terroristas.
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Fonte: G1 Mundo

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Escândalo Pegasus: estamos todos virando espiões sem saber?


Antes, espionagem exigia muito tempo e paciência, e era algo à disposição de poucos governos; hoje, há ferramentas que podem ser adquiridas por qualquer um, algumas vezes gratuitas. Como chegamos a um mundo com tantos espiões e espionados? Dona de programa acusado de espionar jornalistas e ativistas, NSO Group garante que seus produtos são usados criteriosamente
Getty Images via BBC
As suspeitas de que um software espião conhecido como Pegasus foi usado para vigiar jornalistas, ativistas e até mesmo políticos demonstra que, hoje, a vigilância está à venda.
A empresa por trás da ferramenta, a NSO Group, nega as acusações e diz que seus serviços são usados de forma criteriosa.
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Mas o escândalo é mais um sintoma de que as técnicas de espionagem de ponta, antes exclusividade de alguns Estados, estão agora disseminadas e desafiam a privacidade e a segurança em um mundo cada vez mais digital.
Em um passado não muito distante, se um serviço de segurança quisesse descobrir o que você andava fazendo, precisava fazer um certo esforço: podiam obter um mandado de segurança para grampear seu telefone, plantar um ponto de escuta na sua casa ou enviar agentes para te vigiar.
Descobrir a rotina e os contatos de alguém exigia mais paciência e tempo.
Agora, quase tudo o que os outros podem querer investigar — o que uma pessoa diz, onde esteve, quem conheceu, e até quais são seus interesses — está reunido em um aparelho que carregamos o tempo todo.
Um celular pode ser acessado remotamente sem que ninguém sequer toque nele, e sem que seu proprietário perceba.
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A capacidade de acessar remotamente um celular já esteve nas mãos de poucos Estados — mas, hoje, vários países, e até mesmo indivíduos e pequenos grupos, conseguem ter acesso a esse tipo de serviço.
Potência israelense
Hoje, celulares representam um verdadeiro tesouro de dados
Getty Images via BBC
Em 2013, o ex-consultor da Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos (NSA) Edward Snowden revelou o poder das agências de inteligência dos EUA e do Reino Unido para acessar as redes globais de comunicação.
Essas agências sempre afirmaram que suas operações estavam sujeitas às autorizações e à supervisão de um país democrático. Na realidade, esse monitoramento por órgãos públicos era bastante fraco na época, mas foi incrementado desde então.
As revelações de Snowden, entretanto, mostraram a outros países o que havia no cardápio de espionagem e serviços de inteligências — que um grupo de empresas, a maioria bastantes discretas, tinham à disposição para vender.
Israel sempre foi uma potência de primeira linha neste mercado, criando e detendo recursos de vigilância de ponta. Suas empresas, como a NSO Group, muitas vezes formadas por veteranos de órgãos de inteligência, logo se tornaram uma das protagonistas no segmento.
A NSO diz que só vende seu programa de espionagem para monitoramento de criminosos graves e terroristas. O problema é definir essas categorias.
Países autoritários frequentemente defendem que jornalistas, opositores e ativistas são criminosos ou uma ameaça à segurança nacional, o que os tornaria dignos de vigilância.
E em muitos desses países, há pouca ou nenhuma responsabilidade e supervisão por outros órgãos públicos de como essas poderosas ferramentas são usadas.
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A disseminação da criptografia também tornou mais tentador para governos acessarem os dispositivos das pessoas. Quando as ligações eram o principal meio de comunicação, uma empresa de telefonia podia receber ordens para grampear a conversa — e isso significava literalmente conectar fios à linha.
Mas agora as conversas costumam ser criptografadas, o que significa que você precisa acessar o próprio dispositivo para ver o que foi dito. Além destas informações, os celulares carregam muitas outras — um verdadeiro tesouro em termos de dados.
Em alguns casos, os Estados já demonstraram fazer isso de maneira inteligente e bem justificada — um exemplo recente foi uma operação conjunta entre Estados Unidos e Austrália, na qual gangues receberam celulares que pareciam seguros, mas na verdade eram operados por policiais.
Outras ferramentas facilmente acessíveis
A disseminação do acesso a serviços de inteligência de ponta no mundo vai muito além de programas de spyware.
No passado, o ransomware — um ataque no qual hackers exigem pagamento para desbloquear o acesso ao seu sistema — era território de alguns grupos criminosos. Agora, ele é vendido na dark web, uma área da internet que costuma funcionar como uma espécie de mercado clandestino.
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Uma pessoa pode oferecer parte dos lucros de um ataque e receber não só as ferramentas de ransomware, como suporte e aconselhamento para tal.
Outros serviços, como rastreamento da localização e vigilância das atividades de uma pessoa, exigiam antes autoridade e especialização, mas hoje estão disponíveis gratuitamente.
E quando se trata de vigilância, não estamos falando apena dos Estados.
Trata-se também do que as empresas conseguem fazer para monitorar nossos hábitos e gostos, e vender estas informações para fins publicitários e comerciais. Os conjuntos de dados reunidos por empresas são vulneráveis também a roubos por hackers e espionagem por agências de inteligência.
Por outro lado, spywares podem ser usados por famílias na busca pelo paradeiro de pessoas desaparecidas, entre outros usos que podem parecer mais nobres.
Há muitas ferramentas de espionagem, vendedores e compradores à disposição hoje. É um mundo em que todos podemos nos tornar espiões — mas podemos igualmente ser espionados.
Veja dicas de segurança digital

Fonte: G1 Mundo

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Príncipe George faz 8 anos; veja FOTOS


Filho do príncipe William e da duquesa de Cambridge, Kate Middleton, aparece sorrindo em foto tirada e divulgada pela mãe na véspera de seu aniversário. Príncipe George em foto divulgada pela duquesa de Cambridge, Kate Middleton, no dia 21 de julho, véspera do seu aniversário de 8 anos. George é o terceiro na linha de sucessão ao trono britânico.
The Duchess of Cambridge/Handout via Reuters
O príncipe George, filho mais velho do príncipe William e da duquesa de Cambridge, Kate Middleton, completa 8 anos nesta quinta-feira (22). O príncipe é o terceiro na linha de sucessão ao trono britânico e o primeiro bisneto da rainha Elizabeth II.
Como de costume, a própria duquesa tirou e divulgou uma foto do príncipe na véspera de seu aniversário (veja no topo da reportagem). Na fotografia, George aparece sorrindo e com uma roupa azul-marinho, com listras laranjas na camisa.
Em uma publicação na rede social “Instagram” na quarta-feira (21), o príncipe William e Kate escreveram, na legenda: “fazendo 8 anos (!) amanhã”.

Fonte: G1 Mundo

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Evitar contágios nas Olimpíadas não é tarefa fácil, diz o imperador do Japão


Naruhito, o imperador do Japão, encontrou-se com os dirigentes do COI na véspera da cerimônia de abertura dos Jogos. Thomas Bach, presidente do COI e outros dirigentes do comitê durante encontro com o imperador do Japão, Naruhito, em 22 de julho de 2021
Imperial Household Agency of Japan/Via Reuters
Nahurito, o imperador do Japão, afirmou nesta quinta-feira (22) que evitar o contágio do coronavírus durante as Olimpíadas de Tóquio é difícil.
Ele disse isso durante um encontro com autoridades do comitê olímpico.
“Gerenciar os Jogos e ao mesmo tempo tomar todas as medidas possíveis contra a Covid-19 não é nem de longe uma tarefa fácil”, afirmou Naruhito ao presidente do Comitê Olímpico Internacioal (COI) Thomas Bach.
É o imperador que vai declarar a abertura dos Jogos na sexta-feira, na cerimônia de abertura.
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O líder do COI garantiu ao imperador que os organizadores fazem tudo que é possível para não aumentar a quantidade de casos no país sede.
Esta edição das Olimpíadas também está sendo impactada pelos casos de Covid-19 registrados em atletas.
Na quarta-feira, a lutadora chilena de taewkond Fernanda Aguirre, a skatista holandesa Candy Jacobs e o tenista tcheco Pavel Sirucek testaram positivo para o coronavírus.
Nesta quinta-feira, a Guiné confirmou que sua delegação de cinco atletas desistiu de viajar por causa do vírus.
Os números de novos casos em Tóquio atingiram, na quarta-feira, os maiores índices desde janeiro.
De acordo com as pesquisas, a maioria dos japoneses preferia o cancelamento as Olimpíadas para evitar riscos relacionados à propagação da Covid-19.
O cenário da pandemia fez com que grandes patrocinadores não enviar representantes para a cerimônia de abertura.
Cerimônia de abertura
A cerimônia de abertura acontecerá diante de lugares vazios, após a proibição da presença de torcedores como medida de combate à Covid-19.
O Estádio Olímpico, com capacidade para 68 mil espectadores, receberá apenas mil convidados VIPs, entre eles o Imperador Naruhito.
Adiado por um ano devido à pandemia que já deixou mais de quatro milhões de mortos em todo o mundo, o maior evento do esporte promete uma abertura sóbria, alinhada com os acontecimentos atuais, a partir das 20h locais da sexta-feira (8h de Brasília).
A cerimônia será um show tecnológico que incluirá imagens do globo terrestre e a letra da música ‘Imagine’ projetada no céu, de acordo com um vídeo dos ensaios feito por moradores de Tóquio.
Demissão do diretor artístico da festa
O diretor artístico da festa, Kentaro Kobayashi, foi demitido por causa de uma piada feita há duas décadas sobre o Holocausto, que foi resgatada em um vídeo divulgado na manhã de quinta-feira.
“Soubemos que durante um espetáculo no passado, ele usou uma linguagem burlesca ao se referir a este trágico episódio do passado (o Holocausto, o genocídio de seis milhões de judeus durante a Segunda Guerra Mundial)”, declarou a presidente do comitê organizador dos Jogos de Tóquio, Seiko Hashimoto, acrescentando que foi decidida “a retirada do Sr. Kobayashi das suas funções”.
Em um comunicado, Kobayashi se desculpou por palavras “extremamente inadequadas”.
“Era uma época em que eu não conseguia fazer as pessoas rirem da maneira que queria, então acho que estava tentando chamar a atenção das pessoas de forma superficial”, justificou.
Na segunda-feira, Keigo Oyamada, compositor de uma das canções da cerimônia, pediu demissão por uma entrevista antiga na qual admitiu que praticou bullying contra pessoas com deficiência quando era estudante.
Em março, o diretor artístico das cerimônias de abertura e encerramento das Olimpíadas, Hiroshi Sasaki, já havia deixado o cargo por comentários inapropriados sobre o físico da atriz japonesa Naomi Watanabe.
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Fonte: G1 Mundo

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Diretor da cerimônia de abertura dos Jogos é demitido por ‘piada’ sobre o Holocausto


Em comunicado, Kentaro Kobayashi se desculpou pelo que chamou de palavras ‘extremamente inadequadas’: ‘Acho que estava tentando chamar a atenção das pessoas de forma superficial’. Kentaro Kobayashi, ex-diretor da cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Tóquio, que foi demitido em 22 de julho de 2021 por causa de uma piada sobre o Holocausto feita durante um show de comédia em 1998
Tóquio 2020 via AP
O diretor artístico da cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Tóquio, Kentaro Kobayashi, foi demitido por uma piada feita há mais de duas décadas sobre o Holocausto, anunciaram nesta quinta-feira (22) os organizadores do evento.
O Holocausto foi o genocídio de cerca de seis milhões de judeus durante a Segunda Guerra Mundial.
“Soubemos que, durante um espetáculo no passado, ele usou uma linguagem burlesca ao se referir a este trágico episódio do passado”, afirmou a chefe do comitê organizador local, Seiko Hashimoto, por isso foi decidida “a retirada do Sr. Kobayashi das suas funções”.
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A cena foi gravada em 1998 e mostra Kobayashi e outro ator interpretando comediantes infantis famosos na televisão japonesa.
Em um certo momento, ele se refere a alguns bonecos de papel como “aqueles que você disse da última vez: ‘Vamos brincar de Holocausto!'”.
A plateia ri, e a dupla faz outra piada sobre a raiva que essa referência ao Holocausto provocaria em seu produtor de televisão.
O vídeo foi divulgado na madrugada desta quinta-feira (22) e rapidamente causou grande polêmica.
Em comunicado, Kobayashi se desculpou pelo que chamou de palavras “extremamente inadequadas”. “Era uma época em que eu não conseguia fazer as pessoas rirem da maneira que queria, então acho que estava tentando chamar a atenção das pessoas de forma superficial”.
Baixas nas Olimpíadas
Kobayashi, um profissional de teatro renomado no Japão, é e o mais novo responsável pela cerimônia de abertura dos Jogos a deixar o cargo.
Na segunda-feira (19), Keigo Oyamada, compositor de uma das canções da cerimônia, pediu demissão por ter assediado colegas deficientes quando era estudante.
Em março, o diretor artístico das cerimônias de abertura e encerramento das Olimpíadas, Hiroshi Sasaki, pediu demissão após comentários gordofóbicos.
VÍDEOS: as últimas notícias internacionais

Fonte: G1 Mundo

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Olimpíada Tóquio 2020 | Adoração a deuses, nudez e mulheres vetadas: como eram os Jogos Olímpicos na Antiguidade


Os primeiros jogos aconteceram em 776 a.C. e há relatos de jogos tendo sido disputados a cada quatro anos até o ano de 393 d.C — mais de mil anos depois. Atrizes recriaram cenas das olimpíadas antigas em uma cerimônia em Londres 2012
Reuters
Culto ao corpo aos atletas e a celebridades, cerimônias grandiosas de abertura e encerramento, transmissões ao vivo com milhões de telespectadores ao redor do mundo. Os Jogos Olímpicos atuais são um retrato perfeito do nosso tempo.
Mas eles são muito diferentes dos primeiros Jogos disputados na Grécia Antiga, que tinham até um cunho religioso, com homenagens a Zeus e outros deuses.
Como, então, as Olimpíadas atuais se comparam às originais? Durante a edição dos Jogos em Londres, em 2012, a BBC conversou com o historiador de Grécia Antiga Paul Cartledge para entender como eram as competições naquela época.
Os primeiros jogos aconteceram em 776 a.C. e há relatos de jogos tendo sido disputados a cada quatro anos até o ano de 393 d.C — mais de mil anos depois.
Os Jogos duravam cinco dias inteiros no século 5 a.C. Pelo menos 40 mil espectadores lotavam o estádio todos os dias no auge da popularidade dos Jogos, no século 2 d.C.
No século 19, houve um ressurgimento na Grécia de competições chamadas olimpíadas. Em 1890, o barão francês Pierre de Courbetin fundou o Comitê Olímpico Internacional, que seis anos depois organizou os primeiros jogos olímpicos da era moderna, em Atenas.
Um evento para homens nus
As antigas Olimpíadas eram apenas para os homens, no que diz respeito a competições de atletismo e esportes de combate.
As mulheres sequer eram autorizadas a assistir. No entanto, algumas podiam competir nos eventos equestres, mas só no papel de substitutas dos donos dos cavalos e das carruagens.
A primeira vitória feminina de que se tem registro foi a de uma princesa espartana.
Acredita-se que uma possível razão para a exclusão das mulheres seja o fato de que os atletas, lutadores e boxeadores tinham que competir sem roupa.
A antiga palavra grega para “exercitar-se” significava literalmente “ser inflexível pelado”, provavelmente por motivos religiosos, já que os Jogos eram uma festa de homenagem a Zeus.
Cavaleiros e condutores de carruagens usavam roupas nas competições, mas eles eram vistos como empregados, e não donos dos cavalos — que ficavam com os louros da vitória.
As provas que sobreviveram aos tempos e as que não existem mais
“Dos eventos de corrida antigos, só sobreviveram (nos Jogos Olímpicos atuais) os 200 metros rasos, os 400 metros e a prova dos 5 mil metros”, explica Cartledge.
A pista de corrida do século 4 a.C. ainda é visível na antiga cidade de Olímpia.
“Além deles, havia as provas de combate. Dessas, a luta greco-romana e o boxe sobreviveram (mas em formato diferente).”
A luta também era um dos cinco eventos do pentatlo antigo, junto com a corrida de 200 m, o arremesso de dardos, o arremesso de disco e o salto em altura.
“As antigas provas equestres, de carruagem e de corrida de mula não têm equivalentes nas Olimpíadas modernas”, diz o professor.
Também havia provas em que os atletas não competiam completamente pelados: seus corpos eram cobertos com um capacete e um protetor de canela para a corrida em armadura e para eventos equestres.
O local e o propósito dos Jogos
As antigas Olimpíadas eram um festival explicitamente religioso, dedicado à veneração da mais poderosa divindade grega, Zeus, do Monte Olimpo, a mais alta montanha grega.
Os jogos sempre eram disputados no mesmo lugar, num local remoto e de difícil acesso a pé no noroeste do Peloponeso. Os competidores e espectadores vinham não apenas da Grécia, mas de todo o mundo grego, que na época se estendia da Espanha à Geórgia.
O local dos jogos era conhecido como Olímpia, em homenagem ao título de “Olímpio” de Zeus, derivado do Monte Olimpo.
Os prêmios
A vitória já era um prêmio por si só, em teoria. Uma guirlanda simbólica de folhas de oliva, cultivadas em Olímpia, era a única recompensa, e destinada apenas ao campeão — não havia medalhas de prata ou bronze.
Mas a cidade natal de um campeão também poderia oferecer-lhe uma recompensa monetária ou o direito de fazer refeições gratuitas no centro administrativo. O campeão também podia encomendar versos a um poeta local para imortalizar a sua fama, ou pedir a um artista para esculpir uma escultura sua em bronze ou mármore — a qual seria dedicada a um deus.
Os vencedores também ganhavam em prestígio. No fim do século 4 a.C., o lutador Milo, originário do que hoje é o sul da Itália, era considerado o Usain Bolt de sua época: não só foi seis vezes campeão olímpico, como também ficou conhecido por seus dotes em carregar touros e em consumir carne.
Um evento internacional
A princípio e por muitos séculos, o evento permitia apenas a adesão de gregos, ou pan-helênicos. Na época, os “bárbaros” (não-gregos) não podiam participar.
Mas quando Roma conquistou a Grécia, no século 2 a.C., os romanos rejeitaram o título de bárbaros e exigiram o status de grego para que pudessem competir – algo que conseguiram.
Os Jogos, assim, continuaram a acontecer a cada quatro anos, até 393 d.C., quando foram banidos por um imperador romano cristão, Teodósio I, que alegava que a competição era politeísta e pagã.
Outro imperador romano que colocou à prova o espírito olímpico era Nero, morto em 68 d.C. Com ameaças e subornos, ele exigiu que o comitê pan-helênico adiasse a data das Olimpíadas por dois anos, para que o imperador pudesse combinar sua aparição na competição com seu tour imperial, em 67 d.C.
Ele caiu de sua carruagem de 16 cavalos, mas mesmo assim foi premiado com a guirlanda de oliva, dando mostras de seu poder imperial na época.
Outros fatos
O site oficial das Olimpíadas também lista outras curiosidades sobre os Jogos Olímpicos da Antiguidade:

Fonte: G1 Mundo

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O Japão pelos séculos: conheça e entenda alguns símbolos da cultura e da arte do país dos Jogos Olímpicos


Do Ukiyo-e ao mangá: conheça alguns dos ícones culturais do Japão. O Japão pelos séculos: conheça alguns dos ícones culturais
O Japão é um país que passa a imagem de um lugar com tradições marcantes que ainda estão presentes no cotidiano, mas onde também há uma cultura moderna e tecnologia de ponta.
Os elementos culturais japoneses que serão incorporados à abertura das Olimpíadas de Tóquio nesta sexta-feira (23) ainda são segredo, mas é possível destacar algumas tradições mais conhecidas do país, das quais algumas podem permear a festa olímpica.
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A polêmica história da bandeira do Japão
Carlos Roza, vice-presidente da Japan House em São Paulo, destaca que algumas dessas tradições são imateriais. “Omotenashi”, por exemplo, é uma palavra em japonês que, grosso modo, representa a cultura de receber bem as visitas para que elas se sintam acolhidas e voltem.
Veja abaixo alguns elementos culturais importantes do Japão:
Imagem do Monte Fuji exibida no Globo Repórter em 2018
Globo Repórter
Família Imperial
O Imperador Naruhito já confirmou sua presença na abertura dos Jogos. Assim como no Reino Unido, no Japão há uma monarquia parlamentarista. Mas há diferenças importantes, diz Victor Hugo Kebbe, doutor em antropologia pela UFSCar que mantém o site Japonologia.
Imperador Naruhito em cerimônia para proclamar sua entronização no Palácio Imperial em Tóquio, em 2019
Issei Kato / Pool / via AP Photo
Deusa Sol: “Nos países Ocidentais, houve uma relativa alternância de dinastias. No Japão nunca teve, sempre foi uma mesma família imperial, que é considerada descendente direta da Deusa Sol, o símbolo do Japão”, afirma Kebbe.
O xintoísmo é a religião tradicional do Japão. A origem divina da família imperial é um dos pilares do xintoísmo, diz Kebbe.
O Monte Fuji também é uma entidade importante no xintoísmo. Na religião, venera-se elementos naturais —um rio pode ser uma divindade, ou uma montanha.
Período Edo
Quioto era a capital do Japão até o século XV. O começo do século seguinte é muito importante para a história do país, conhecido como Período Edo.
Antes do Período Edo, o país atravessou uma série de guerras civis, diz Kebbe. Os líderes militares, os shoguns, tinham seus exércitos formados por soldados profissionais, os samurais.
Um desses shoguns, Tokugawa, venceu a guerra civil e pacificou o Japão. Ele decidiu tirar a capital de Quioto e mudar para uma outra região.
Edo virou a nova capital do Japão no começo do século XVI. Hoje, a cidade se chama Tóquio. “A ideia de mudar a capital foi parecida com a mudança para Brasília, tirar a capital de um centro consolidado e ir para longe”, diz Kebbe.
Cultura do Período Edo
O período Edo dura mais de dois séculos e meio, e foi um período de isolamento do país em relação ao resto do mundo —só uma outra nação, a Holanda, interagia com os japoneses.
Foi também um momento em que expressões culturais importantes até hoje se consolidaram, afirma Kebbe. “A arte japonesa explodiu, a vida passou a ser mais urbana, citadina, a rua ganhou mais importância”, diz ele.
Conheça alguns exemplos de inovações culturais durante o Período Edo:
Ukiyo-e: é um tipo de xilogravura feita em madeira muito colorida e rebuscada.
Reprodução da obra A Grande Onda de Kanagawa, de Katsushika Hokusai
Reprodução
Kabuki: um tipo de teatro popular em que a atuação é marcadamente gestual e do qual só participam homens.
A mudança dos samurais e a cerimônia do chá: em época de paz, os samurais não precisavam mais lutar; eles passam a ter um papel mais intelectualizado e começam a fazer cerimônias como a do chá, que já existia no país.
Gueixas: ao pé da letra, a palavra significa filha da arte. São mulheres treinadas em artes clássicas japonesas, como a cerimônia do chá, a música tocada em instrumentos de três cordas e o entretenimento de pessoas.
Japão Contemporâneo
O trem-bala japonês, o shinkansen, em imagem de 2016
Kyodo/Reuters
Trem-bala: Roza, da Japan House, afirma que os japoneses também têm orgulho da tecnologia do país, e cita o trem-bala como exemplo. Durante anos, o país protegia a tecnologia dos trens rápidos, mas há cerca de dez anos o país começou a rever essa política porque se interessou em construir linhas em outros países.
Dorama: é uma novela japonesa. Hoje, o gênero está mais associado à Coreia do Sul, segundo Kebbe.
J-pop: música popular japonesa. Assim como as novelas, é uma expressão que, hoje, é mais associada à Coreia do Sul (os ídolos do k-pop também são conhecidos nos países do Ocidente). Um dos maiores grupos de j-pop é o ABK48, um grupo de 48 cantoras.
Mangás, games e animês
Osamo Tezuka: a partir dos anos 1960, o Japão começou a se especializar em quadrinhos característicos, os mangás. Esse tipo de desenho começou a se fortalecer com um criador, Osamo Tezuka.
Imagem de um mural que promove os Jogos em Tóquio, em 5 de julho de 2021
Koji Sasahara/AP
Mangás: o estilo dos mangás lembra muito um storyboard de cinema, diz Edi Carlos, gerente de Marketing e Comunicação da Editora JBC, uma editora especializada em mangás. Há menos balões de diálogos e mais “movimento”: linhas que denotam ação e velocidade. Por isso, o passo entre o desenho de papel e a animação para as telas não foi muito grande.
Animês e videogames: hoje, geralmente personagens de mangá também têm suas versões em animações (ou animê, de forma abreviada) e em videogames. Há casos de personagens que nascem em um game e acabam “migrando” para mangás e animês também.
Hello Kitty
Business Wire
Alguns personagens muito famosos também no Ocidente devem ser representados, afirma Edi. Ele cita os Irmãos Mário, Hello Kitty e os personagens de Dragon Ball entre esses.
Personagens esportivos: “O Oliver Tsubada, do desenho Super Campeões, é um jogador de futebol que disputa jogos por times do Ocidente —tem até uma passagem dele pelo São Paulo Futebol Clube”, diz Carlos.
Haikyuu!! (com dois pontos de exclamação) é do universo dos esportes, é um mangá sobre vôlei.

Fonte: G1 Mundo

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Motins em prisões do Equador deixam 8 mortos e 20 feridos

Motins ocorreram nas penitenciárias de Guayas e Cotopaxi. Motins em duas penitenciárias no Equador nesta quarta-feira (21) deixaram oito presos mortos e ao menos 20 feridos, incluindo policiais, informou o organismo do governo encarregado de administrar as prisões.
Na penitenciária da província costeira de Guayas (sudoeste), “foram registradas 8 #PPL (pessoas privadas de liberdade) falecidas e 2 membros da @PoliciaEcuador ficaram feridos”, informou o Serviço Nacional de Atenção Integral a Pessoas Privadas de Liberdade (SNAI) no Twitter.
Em outro tuíte, o SNAI acrescentou que no presídio da província andina de Cotopaxi, no centro do país, “foram registrados 20 feridos”.
Por sua vez, a polícia informou na mesma rede social que em Guayas três militares ficaram feridos, enquanto em Cotopaxi, onde continuam as operações, dois agentes precisaram de atendimento médico.
As prisões de Guayas e Cotopaxi foram duas das quatro nas quais ocorreram confrontos sangrentos simultaneamente em fevereiro, com um saldo de 79 presos mortos e vários feridos, incluindo policiais.
Os incidentes de fevereiro deixaram cenas aterrorizantes, como corpos decapitados, e revelaram o poder das máfias do tráfico em prisões superlotadas.
Na semana passada, policiais prenderam uma pessoa que tentou entrar na prisão de Guayaquil com fuzis, pistolas, explosivos e munições.
O Equador tem cerca de 60 prisões com capacidade para abrigar 30.000 pessoas, mas atualmente existem cerca de 39.000 presos sob a custódia de cerca de 1.500 guardas. De acordo com especialistas, 4.000 guardas são necessários para exercer um controle efetivo das prisões.
A taxa de superlotação nas prisões do país gira em torno de 30%. Em 2020, segundo a Defensoria, houve 103 assassinatos em presídios.
Para tentar conter a violência nas prisões, o governo do ex-presidente Lenín Moreno, encerrado em maio passado, decretou o estado de exceção em algumas ocasiões. A última medida vigorou até novembro do ano anterior.
Em meio à pandemia e para reduzir a população carcerária, o Equador aplicou medidas substitutivas para os que cumpriam penas por crimes menores, reduzindo assim a superlotação das prisões de 42% para 30%.

Fonte: G1 Mundo

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Olimpíada de Tóquio 2020: a polêmica história da bandeira do Japão


Adotada como símbolo nacional oficial só recentemente, a insígnia é rejeitada por grupos alegam que ela remete ao passado de invasões, massacres e atentados contra direitos humanos cometidos pelo país. Bandeira nacional do Japão é chamada de Hinomaru, que significa literalmente ‘círculo solar’
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A cada quatro anos — quando não há pandemia — os atletas de destaque que disputam os Jogos Olímpicos agitam as bandeiras de seus países. A do Japão, sede dos jogos de Tóquio 2020, pelo seu desenho, é talvez uma das mais distintas, pois não tem barras nem estrelas e apenas duas cores.
Pode-se supor que um povo com séculos de história contaria com um símbolo assim há centenas de anos. Mas o Japão tem uma bandeira nacional oficial apenas desde 1999, quando foi estabelecida pelo Parlamento japonês.
Ela é chamada de Hinomaru, que significa literalmente “círculo solar”. Como o Japão é uma grande ilha no extremo oeste do oceano Pacífico, o sol nasce sobre o mar. Essa é a inspiração para o desenho da bandeira.
Não está claro quando o símbolo do círculo do sol foi usado pela primeira vez em bandeiras e estandartes. Os guerreiros samurais (bushi) surgiram no século 12 e, durante a luta pelo poder entre os clãs Minamoto e Taira, eles desenhavam círculos de sol em leques dobráveis, ​​conhecidos como gunsen, afirma o Ministério das Relações Exteriores japonês em seu site.
A bandeira com o disco vermelho sobre fundo branco foi adotada pelos militares japoneses, navios comerciais e, posteriormente, oficialmente. Mas esse não é o único símbolo japonês.
Os guerreiros samurais desenhavam círculos de sol em leques dobráveis
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A outra bandeira
A bandeira do Sol Nascente, ou Kyokujitsu-ki, seu nome em japonês, tem um disco vermelho semelhante, mas com 16 raios da mesma cor saindo dele. Não é oficial, mas seu uso é bastante difundido no país.
Na verdade, as duas bandeiras foram usadas simultaneamente durante séculos em conflitos. No século 19, a bandeira do Sol Nascente tornou-se o símbolo dos militares e foi usada durante a expansão imperialista do Japão, que ocupou a Coreia e parte da China.
Mas, na Segunda Guerra Mundial, tornou-se a bandeira da marinha, e a reputação dela mudou depois que as tropas japonesas ocuparam grande parte da Ásia e cometeram atrocidades.
Entre 1946 e 1948, o Tribunal Militar Internacional para o Extremo Oriente — encarregado dos julgamentos por crimes de guerra após a Segunda Guerra Mundial — revelou os do Japão, incluindo o Massacre de Nanquim, com casos de estupro e morte de civis e prisioneiros na China.
A bandeira do Sol Nascente não é oficial, mas seu uso é bastante difundido no país
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“Os termos da derrota mancharam os símbolos nacionais, incluindo a bandeira que a maioria das pessoas reconhece como a bandeira nacional do Japão, a Hinomaru”, diz Alexis Dudden, professora da Universidade de Connecticut, nos Estados Unidos, e especialista em história japonesa .
Apesar disso, a Hinomaru tornou-se uma insígnia oficial há pouco mais de 20 anos, e a bandeira do Sol Nascente continuou sendo usada pelo Exército.
“Para muitos, tanto a chamada bandeira do Sol Nascente quanto a atual bandeira nacional do Japão são ofensivas e nada mais fazem do que lembrá-los do colonialismo e das atrocidades do Japão em tempos de guerra”, analisa Takashi Yoshida, professor de História da Western Michigan University, nos Estados Unidos, em artigo no site The Conversation.
Entre 1946 e 1948, o Tribunal Militar Internacional para o Extremo Oriente revelou crimes do Japão na 2ª Guerra
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Atualmente, ainda há uma resistência de alguns setores no uso da Hinomaru. Em várias ocasiões, muitos professores, especialmente aqueles filiados ao Sindicato dos Professores do Japão, de tendência esquerdista, recusaram-se a se curvar à ela por considerá-la um legado do Japão imperial.
Mas o conflito mais latente hoje é com a bandeira do Sol Nascente. Apesar de seu uso militar, ela é amplamente associada a extremistas de direita que afirmam que “a grande guerra do Leste Asiático”, o nome oficial da Segunda Guerra Mundial antes da derrota do Japão, foi uma guerra santa.
Atletas olímpicos com bandeira do Japão enquanto apresentam delegação
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“Esta bandeira é um símbolo político da extrema direita no Japão que nega a história”, diz Dudden. E é ela que atualmente está hasteada ao lado da Hinomaru nos Jogos Olímpicos de Tóquio.
O confronto-chave com a Coreia do Sul
Em 1905, o Japão ocupou a Coreia, explorando economicamente seu povo. Centenas de milhares de coreanos tiveram de fazer trabalhos forçados para ajudar na expansão japonesa em outras partes da Ásia. O regime brutal também forçou milhares de meninas e mulheres a trabalhar em bordéis militares antes e durante a Segunda Guerra Mundial. Elas eram conhecidas como “mulheres de conforto”.
Além das vítimas coreanas, os militares do Exército japonês também forçaram meninas de Taiwan, China e Filipinas a entrarem em bordéis
Getty Images/BBC
Além das vítimas coreanas, os militares do Exército japonês também forçaram meninas de Taiwan, China e Filipinas a entrarem em bordéis.
Muitos sul-coreanos associam a bandeira do Sol Nascente com uma longa lista de crimes de guerra e opressão. “Causa uma dor particular nos coreanos, mas também entre os chineses, filipinos, indonésios, indochineses, vietnamitas, cambojanos… Esta bandeira causou atrocidades. Vamos pensar nos prisioneiros de guerra que foram torturados nos quartéis que hasteavam esta bandeira”, disse Dudden.
“É comparável à bandeira confederada (dos Estados Unidos, que gera debate por ser um símbolo ligado à escravidão e à supremacia branca) porque causa dor a quem ainda não conseguiu se reconciliar com o Japão devido a essa história e a dor que eles e seus antecessores causaram”, acrescenta.
Mas as autoridades japonesas defendem seu uso. “As alegações de que a bandeira é uma expressão de reivindicações políticas ou discriminatórias são falsas”, diz um comunicado do Ministério das Relações Exteriores do Japão em 2021.
“O governo do Japão explicou, e continuará a explicando em todas as oportunidades à comunidade internacional, incluindo a República da Coreia, sua visão de que a exibição da bandeira do Sol Nascente não é uma promoção política.”
Bandeira do Sol Nascente é símbolo adotado pela extrema-direita no país, diz historiador
EPA/BBC
Os apelos para que a bandeira do Sol Nascente seja banida das competições esportivas internacionais não é uma novidade. Mas os organizadores dos Jogos Olímpicos disseram em várias ocasiões que não iriam proibir seu uso. “A bandeira do ‘Sol Nascente’ é amplamente usada no Japão e acreditamos que exibi-la não é uma declaração política”, disseram em um comunicado em 2019.
“Vemos repetidamente nos últimos 10 ou 15 anos uma versão maquiada do passado histórico do Japão, que é apresentada como verdade. Quando, na verdade, 30 anos atrás, havia um debate muito mais complexo e vibrante sobre o que estava acontecendo no Japão”, analisa Dudden.
Para Yoshida, banir a bandeira não é a solução. “Acabaria com o racismo e a intolerância no Japão? Eu pessoalmente acho que não. O que importa é a educação. Toda sociedade tem etnocentristas que se recusam a aceitar os direitos humanos fundamentais, independentemente de etnia, gênero, nacionalidade ou religião”, afirma.
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Fonte: G1 Mundo