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Troca de guardas em palácio real na Inglaterra volta a acontecer pela 1ª vez desde o início da pandemia


As cerimônias que costumam atrair muitos turistas no Reino Unido haviam sido suspensas em março do ano passado por decisão da rainha para evitar aglomerações. Troca da guarda em Windsor, uma das residências oficiais da rainha Elizabeth II, em 22 de julho de 2021
Twitter/Família Real Britânica
A troca da guarda no Castelo de Windsor, uma das residências oficiais da rainha Elizabeth II, voltou a acontecer nesta quinta-feira (22) depois de mais de um ano suspensas por conta da pandemia.
A tradicional cerimônia costuma atrair muitos turistas no Reino Unido e havia sido suspensa por tempo indeterminado, ainda em março do ano passado, para evitar aglomerações.
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A volta da cerimônia acompanha o fim das restrições na Inglaterra, que desde segunda-feira (19), entre outras coisas, suspendeu a obrigatoriedade do uso de máscaras ao ar livre.
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O fim das medidas não vale para os outros países da Grã-Bretanha e da Ilha da Irlanda (Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte).
A volta à normalidade no Reino Unido vem acompanhando o fato de o país ter imunizado quase 70% de sua população com as duas doses da vacina contra a Covid-19.
Troca da guarda em Windsor em 22 de julho de 2021
Twitter/Família Real Britânica
Sobre a troca da guarda
A cerimônia de troca da guarda marca o momento em que os soldados atualmente em serviço, a Velha Guarda, trocam de lugar com a Nova Guarda.
Segundo o Palácio de Buckingham, as tropas conhecidas como Household Troops vêm protegendo os soberanos britânicos e as residências reais desde 1660.
A Guarda da Rainha continuou, durante o último ano, com suas funções e apenas a cerimônia pública – com a presença de uma banda marcial – é que foi suspensa.
YouTube: As tretas da família real

Fonte: G1 Mundo

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Noiva torce o joelho, vai para o hospital e volta a tempo da última música em sua festa de casamento nos EUA


Julie Benn, da Filadélfia, precisou ser levada em uma maca após acidente durante a 1ª dança da noite. Horas depois, ela e noivo Paul Richter voltaram para aproveitar o final da festa. Julie Benn é levada em uma maca para o hospital após deslocar o joelho em festa de casamento. O noivo, Paul Richter (de mochila), a acompanhou no atendimento médico.
Rebecca Barger/Julia Benn/Arquivo Pessoal
Os recém-casados Julie Benn e Paul Richter, da Filadélfia, nos Estados Unidos, provaram muito rápido que a união dos dois era realmente na saúde e na doença.
É que no mesmo dia em que eles trocaram seus votos, em 3 de julho, ela deslocou o joelho e precisou abandonar a festa logo na primeira música.
“Na metade da nossa primeira dança, eu desci e desloquei o joelho, foi isso”, contou a noiva Julie em uma rede social.
“Passamos o resto da noite no pronto socorro, com um punhado de remédios fortes e com meu marido segurando minha mão o tempo todo”, afirmou a americana.
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Rebecca Barger, fotógrafa especializada em casamentos, registrou o momento exato em que a noiva é carregada para fora em uma maca – com o vestido e tudo – com o marido ao seu lado.
“Nós nos sentimos muito amados por todos [após o incidente]”, disse Julie em entrevista à revista americana People.
“Eu não consigo nem imaginar como seria ter um casamento normal, agora”, brincou o noivo. “Mas todo o amor e apoio que a gente recebeu foi fantástico.”
Julie Benn e Paul Richter trocam seus votos de casamento em 3 de julho de 2021
Rebecca Barger/Julia Benn/Arquivo Pessoal
O casal lembra que precisou passar algumas horas no hospital enquanto os médicos tratavam do joelho machucado – ela chegou a ser sedada por um momento para poder recolocar a rótula no lugar.
Mesmo com toda a demora, eles chegaram em tempo de aproveitar o final da festa. A banda, contratada para tocar apenas algumas horas, resolveu estender o show até a volta dos noivos.

Fonte: G1 Mundo

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Brasileiro que mora na China relata caos em meio a enchentes: ‘há dias sem água nem luz’


Luís Enrique Batista Ribeiro, de 41 anos, vive em Zhengzhou, capital da província de Henan. Cidade foi a mais afetada pelas chuvas dos últimos dias, as mais fortes em mil anos, segundo as autoridades chinesas. Bombeiros tentam esvaziar túnel inundado em Zhengzhou, na China, após fortes chuvas na região em foto de 21 de julho de 2021
Ma Xiaoran/Xinhua/AP
A cidade de Zhengzhou, na província central de Henan, na China tenta se recuperar nesta quinta-feira (22) das fortes chuvas torrenciais que atingiram a região nos últimos dias.
Ao menos 164 mil moradores da metrópole precisaram ser removidos de suas casas por estarem em áreas consideradas de risco, e as equipes de resgate atuam nas zonas mais afetadas.
O paulista Luís Enrique Batista Ribeiro, de 41 anos, mora em Zhengzhou e relata, em entrevista ao G1, um cenário caótico, com túneis inundados e quedas no abastecimento de energia.
“Está tudo meio caótico ainda”, diz o professor de inglês que vive há mais de dez anos no país asiático. “Há túneis ainda cheios d’água, tem buracos de deslizamento surgindo na cidade toda.”
Carros tentam cruzar via inundada em frente a centro comercial de Zhengzhou, na China, em 20 de julho de 2021
Chinatopix/AP
Ribeiro relata uma pausa nas chuvas, mas diz que a “situação está precária” e que ainda há uma preocupação de que volte a chover nos próximos dias.
“Tem muita gente ilhada que não sabe, não tem como voltar pra casa”, disse o brasileiro.
As autoridades meteorológicas chinesas consideraram as chuvas dos últimos dias como as mais fortes em mil anos.
Sem luz e água
O professor conta que está sem água e energia elétrica no condomínio onde vive – e que também não há previsão para a volta do abastecimento.
“Onde eu moro, no centro da cidade, está tudo bem”, diz Ribeiro. “Meu prédio está sem eletricidade e água. Os elevadores voltaram há pouco a funcionar, mas os apartamentos continuam sem energia.”
Para se comunicar, ele precisa descer até um restaurante onde consegue carregar seu celular. “Graças a Deus o elevador voltou a funcionar”, diz.
Luís Enrique Batista Ribeiro em entrevista à EPTV em fevereiro de 2020
Vitor Diagonel/EPTV
Ele conta que a previsão é de que muitos pontos da cidade, que não têm eletricidade, continuem assim até o fim de semana – mas que a volta no abastecimento de água potável pode demorar até um mês.
Metrô inundado
Ribeiro comenta que a imagem do metrô inundado que circula pelas redes sociais é da linha amarela, que passa a apenas duas quadras da sua casa (veja no vídeo abaixo).
“Parte da linha amarela, onde as pessoas foram gravadas dentro do trem, e também a inundação nas escadas que ligam a um shopping center foram inundadas”, diz o brasileiro.
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Ele conta também que faz parte de um grupo de moradores no WeChat (uma espécie de WhatsApp chinês) que vem trocando informações sobre a situação após as chuvas e diz que há muita preocupação com deslizamentos.
“Estão alertando que a qualquer momento podem surgir ‘sinkholes’ [buracos provocados por deslizamentos de terra], que a gente tem que ter muito cuidado quando dirigir”, diz Ribeiro.
VÍDEOS: Chuvas torrenciais na China

Fonte: G1 Mundo

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‘Racismo e extremismo continuam presentes’, diz sobrevivente após 10 anos de ataques na Noruega


País se comprometeu a lutar unida contra o ódio nesta quinta-feira (22), data do 10º aniversário dos atentados executados pelo extremista de direita Anders Behring Breivik, que deixaram 77 mortos em 2011. A primeira-ministra Erna Solberg, o príncipe herdeiro Haakon e a princesa Mette Marit, entre outros, depositam flores no memorial de 22 de julho durante cerimônia em Utoya, na Noruega, no décimo aniversário do pior massacre do país em tempos de paz
Torstein Boe / NTB via AP
A Noruega se comprometeu a lutar unida contra o ódio nesta quinta-feira (22), data do 10º aniversário dos atentados executados pelo extremista de direita Anders Behring Breivik, que deixaram 77 mortos em 2011. “O ódio não pode ficar sem resposta”, afirmou a primeira-ministra norueguesa, Erna Solberg, durante a primeira homenagem do dia, que aconteceu perto da sede do governo em Oslo.
Foi nesta área em que Breivik iniciou o massacre, ao detonar uma bomba de 950 quilos que deixou oito mortos. Depois, disfarçado de policial, ele abriu fogo na pequena ilha de Utoya contra uma reunião da Liga Trabalhista Juvenil (AUF), de tendência social-democrata. Neste ataque, morreram 69 pessoas, a maioria jovens.
A primeira-ministra norueguesa, que conversou com sobreviventes e familiares das vítimas, destacou que o país avançou muito em dez anos no treinamento das forças de segurança para combater todas as formas de extremismo.
“O muro de contenção mais importante é o que temos que construir em cada um de nós”, disse a chefe de governo conservadora. “Para reforçar o muro contra a intolerância e os discursos de ódio”, completou.
Ao meio-dia, os sinos de todas as igrejas do país tocaram em homenagem às vítimas do ataque mais violento ocorrido no país desde o fim da Segunda Guerra Mundial. Muitos sobreviventes do massacre da ilha de Utoya consideram que, dez anos depois, a Noruega ainda não estabeleceu um processo contra a ideologia de extrema direita que estava por trás dos ataques.
Racismo “ainda presente”
“O racismo e o extremismo mortal de direita continuam presentes entre nós”, destacou Astrid Eide Hoem, uma sobrevivente que hoje dirige a AUF.
“Estão na internet, na mesa durante a refeição, em muitas pessoas que são muito ouvidas”, apontou. “É agora, de uma vez por todas, que temos que afirmar que não aceitamos mais o racismo, que não aceitamos o ódio”, enfatizou.
Pouco depois dos atentados ocorridos durante seu mandato, o trabalhista Jens Stoltenberg, então primeiro-ministro e atual secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), marcou uma geração ao prometer responder com “mais democracia e mais humanidade”.
Membro de um partido que Breivik transformou em alvo por considerar que era favorável ao multiculturalismo, Stoltenberg discursou durante uma missa na catedral de Oslo. “Há 10 anos, respondemos ao ódio com amor. Mas o ódio ainda continua por aí”, disse.
Stoltenberg citou como exemplos o ataque ao memorial em homenagem à primeira vítima fatal de um crime racista na Noruega, em 2001, a tentativa de atentado contra uma mesquita perto de Oslo em 2019 por outro extremista e, inclusive, as ameaças que os sobreviventes de Utoya continuam recebendo atualmente.
Respeitando o distanciamento social devido às medidas contra a Covid-19, Stoltenberg confessou na catedral de Oslo que diariamente observa a fotografia de Utoya que tem em seu escritório, em Bruxelas.
Na cerimônia religiosa celebrada em Oslo, representantes de diferentes crenças acenderam uma vela cada um em homenagem às vítimas.
Sequelas
Em 2012, Breivik foi condenado a 21 anos de prisão, uma pena que pode ser prolongada por tempo indefinido. Ele provavelmente passará o resto da vida atrás das grades.
O extremista continua, no entanto, a ter seguidores e sua sombra envolve diversos atentados, incluindo vários ataques contra mesquitas, como o de Christchurch, na Nova Zelândia, que deixou 51 mortos em março de 2019.
“As ideias de extrema direita que inspiraram o ataque continuam sendo uma força motriz para os extremistas de direita no país e no exterior e inspiraram vários ataques terroristas na última década”, advertiu esta semana o Serviço de Inteligência Norueguês (PST). Apesar da passagem do tempo, as feridas seguem abertas.
Um estudo publicado recentemente pelo Centro Nacional sobre o Estresse e a Violência Traumática (NKVTS) mostrou que um terço dos sobreviventes de Utoya prosseguiam no ano passado com transtornos importantes como estresse pós-traumático, ansiedade, depressão, ou dores de cabeça. Muitos sobreviventes continuam recebendo ameaças e mensagens de ódio.
“Sei que alguém tentou me matar por causa das minhas crenças”, disse uma das vítimas, Elin L’Estrange. “Então, se hoje alguém me diz que quer me ver morta, eu levo muito a sério, mesmo que não seja necessariamente assim”, afirma.
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Fonte: G1 Mundo

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Dyhzy, descendente do presidente da Argentina, afirma que vai mudar documentos para ser identificado com gênero não binário


Alberto Fernández aprovou nesta semana uma lei que permite que as pessoas optem por ‘X’ na categoria de gênero dos documentos. Imagem de Dyhzy durante uma apresentação na noite de Buenos Aires antes de seu pai ser eleito
Reprodução
Dyhzy, descendente do presidente Alberto Fernández, da Argentina, disse em uma rede social que vai optar pela alternativa X no gênero de seus documentos, que indica sua opção por se identificar como pessoa não binária.
Um decreto presidencial publicado no país na quarta-feira (21) passa a admitir o registro de pessoas não binárias – que não se identificam com os gêneros masculino e feminino.
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Além dos dois gêneros, será possível selecionar a opção X no documento.
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Dyhzy fez uma transmissão em uma rede social para comemorar a novidade.
“Quando o Estado reconhece uma lei, essa lei vai se naturalizando. Hoje não é diferente, não chama a atenção ver um casal homossexual se casando, pois se aprovo o matrimônio igualitário. Esse tipo de direito é necessário ser reconhecido pelo Estado. Mais do que falta, as pessoas precisam primeiro se descontruir, mais gente vai naturalizar isso. Obviamente que existe gente do mal: transfóbica, homofóbica”, disse ele.
Dyhzy também deverá alterar o nome em seus documentos, em que aparece como Estanislao: “Nunca na minha vida eu me senti identificado com esse nome”, afirmou ele, segundo o jornal “Perfil”.
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Fonte: G1 Mundo

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Britânico é preso na Espanha por hackear contas do Twitter de personalidades em 2020


‘Mentor’ do ataque cumpre pena nos EUA desde março de 2021 e Justiça do país busca outros envolvidos. Mensagem em conta de Jeff Bezos, Bill Gates, Kim Kardashian e outras celebridades prometia ‘pagamento em dobro’ por bitcoin. Mensagem com golpe envolvendo bitcoin apareceu no Twitter de Jeff Bezos, dono da Amazon
Reprodução/Twitter
Um britânico de 22 anos foi preso na Espanha acusado de ser um dos participantes de uma invasão a cerca de 130 contas de empresas, celebridades e políticos no Twitter em 2020.
A polícia nacional espanhola prendeu o rapaz, Joseph O’Connor, na última quarta-feira (21), com base em uma ordem emitida por um tribunal federal dos Estados Unidos.
Nesta quinta, um juiz espanhol emitiu a ordem de prisão preventiva ao avaliar “o risco de fuga, devido à falta de raízes e à gravidade dos acontecimentos”, segundo a agência de notícias AFP.
O jovem é acusado por acesso não autorizado a computadores, extorsão e assédio cibernético.
Entre os perfis invadidos no Twitter estavam o do agora presidente dos EUA, Joe Biden, o da estrela de TV Kim Kardashian, o do ex-presidente dos EUA Barack Obama e dos bilionários Bill Gates, Jeff Bezos e Elon Musk.
Ao acessar as contas, os hackers publicavam uma mensagem fraudulenta prometendo “retorno em dobro” para quem enviasse dinheiro a um endereço de bitcoin fornecido na mensagem.
Outras pessoas por trás do ataque
No início deste ano, um adolescente do estado da Flórida, nos EUA, acusado de planejar o ataque foi condenado a cumprir três anos de prisão em uma instituição para menores, em um acordo de culpa assumida.
Descrito como o cérebro do caso, Graham Ivan Clark, de 18 anos, foi condenado à pena máxima permitida pela lei de Criminosos Juvenis da Flórida.
Clark tinha 17 anos quando foi acusado, e seu caso foi transferido para um tribunal do estado, devido à sua condição de menor de idade.
Ele conseguiu acessar as contas ao convencer funcionários do Twitter de que ele trabalhava no departamento de tecnologia da informação da rede social. De acordo com a Procuradoria da Flórida, o esquema criado pelo jovem conseguiu arrecadar mais de US$ 100 mil em bitcoin em apenas um dia.
SAIBA MAIS: Twitter ja foi alvo de outros golpes semelhantes
O incidente fez com que o Twitter revisasse práticas de segurança e, na ocasião, obrigou que a rede impedisse contas verificadas de fazer publicações.
Outros dois jovens foram acusados de participar da invasão: Mason Sheppard, do Reino Unido, e Nima Fazeli, de Orlando, nos EUA.
Relembre o ataque:
Barack Obama, Joe Biden, Elon Musk, Bill Gates e Apple têm contas do Twitter hackeadas

Fonte: G1 Mundo

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EUA sancionam ministro de Defesa e brigada de Cuba por repressão a manifestantes


Essa foi a primeira ação do governo de Joe Biden para pressionar o governo cubano. Imagem de carro de patrulha em Havana, em 21 de julho de 2021
Alexandre Meneghini/Reuters
Os Estados Unidos impuseram sanções econômicas a um dirigente de Cuba e a um órgão de governo do país nesta quinta-feira (22).
As sanções foram publicadas no site do departamento do Tesouro dos EUA. Os alvos foram:
Alvaro Lopez Miera, ministro de Defesa de Cuba;
A Brigada Especial Nacional do Ministério do Interior.
VÍDEO: 3 pontos para entender os protestos em Cuba
Essa foi a primeira ação do governo de Joe Biden para pressionar o governo cubano. O presidente norte-americano tem recebido pedidos de deputados e da comunidade de cubanos-americanos para agir contra o regime da ilha.
Trata-se de uma resposta à repressão às manifestações populares na ilha no dia 11 de julho.
A secretária do Tesouro, Janet Yellen, afirmou que “o povo cubano está protestando pelos seus direitos fundamentais e universais que eles merecem do governo deles, e o Tesouro vai continuar a impor suas sanções a Cuba em apoio à luta do povo de Cuba pela democracia e alívio do regime cubano”.
Os EUA já impõe um embargo econômico e financeiro a Cuba, o mais duradouro na história norte-americana: está em vigor desde 1962.
Sanções já haviam sido mencionadas
A chefe da diplomacia americana para a América Latina, Julie Chung, já havia afirmado em uma rede social que o governo dos EUA ia aplicar sanções “de grande impacto a autoridades cubanas que orquestraram estas violações aos direitos humanos”.
Chung, secretária adjunta para as Américas do Departamento de Estado, publicou também uma foto ao lado da opositora cubana Rosa María Payá, filha do falecido ativista Oswaldo Payá, com quem disse ter se reunido para conversar “sobre este momento inédito para o povo cubano e a urgência em tomar ação e exigir prestação de contas”.
Manifestações em Cuba
Milhares de pessoas foram às ruas em cidades e municípios de toda Cuba em 11 de julho aos gritos de “Temos fome!”, “Liberdade” e “Abaixo a ditadura!”, em meio à pior crise econômica na ilha em décadas e de um forte aumento dos contágios e óbitos pela covid-19.
A Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), órgão da Organização de Estados Americanos (OEA), descreveu as manifestações como “pacíficas” e condenou “a repressão estatal e o uso da força” durante as mesmas.
Em um comunicado publicado na semana passada, a CIDH reportou ao menos um morto e 151 detidos ou com paradeiro desconhecido como consequência de sua participação nas marchas. Também descreveu várias agressões por parte da polícia a jornalistas e correspondentes.
Sanções seletivas
O presidente do Comitê de Relações Exteriores do Senado americano, o democrata Bob Menéndez, e colegas europeus pediram na quarta-feira “sanções seletivas” contra todo membro das forças de ordem de Cuba “cúmplice de perpetuar a repressão” na ilha.
“Condenamos firmemente as autoridades cubanas por usar a violência, a intimidação e a censura para negar aos cubanos seu direito constitucional de se reunir e protestar pacificamente”, destacou a declaração assinada por Menéndez e representantes de Reino Unido, República Tcheca, Estônia, Letônia e Lituânia.
Anos Trump
Durante o governo de Donald Trump, os Estados Unidos puniram vários funcionários de alto nível do governo cubano, bloqueando-lhes o acesso ao sistema financeiro ou impedindo-os de visitar o país assim como seus familiares.
Em janeiro, cinco dias antes da posse de Biden, o Tesouro americano sancionou o ministro do Interior cubano, Lázaro Alberto Álvarez Casas. Em 2020, havia incluído em sua lista negra de controle de ativos estrangeiros Luis Alberto Rodríguez López-Calleja, chefe do GAESA, conglomerado empresarial militar mais poderoso da ilha e ex-genro do ex-presidente Raúl Castro.
Em 2019 e 2020, o Departamento de Estado vetou a entrada nos Estados Unidos de Raúl Castro, irmão de Fidel e ex-primeiro secretário do Partido Comunista de Cuba (PCC). Também havia proibido a entrada do atual ministro das Forças Armadas Revolucionárias de Cuba, Leopoldo Cintra Frías, e do então ministro do Interior, o já falecido Julio César Gandarilla.
Pressões brutais
Em Havana, o governo de Miguel Díaz-Canel, que atribui os protestos a uma campanha orquestrada nos Estados Unidos, acusou o governo Biden de pressionar países-membros da OEA a assinar uma declaração conjunta condenando “as prisões e detenções maciças dos manifestantes” na ilha.
“Denuncio que o Departamento de Estado dos Estados Unidos exerce pressões brutais sobre governos de um grupos de Estados da OEA”, forçando-os a se juntarem a esta declaração ou emitir uma similar”, declarou em um tuíte o chanceler cubano, Bruno Rodríguez.
O ministro “convocou” o secretário de Estado americano, Antony Blinken, a reconhecer ou negar a autenticidade da carta.
Cuba foi suspensa da OEA em 1962, em plena Guerra Fria, mas essa sanção foi suspensa em 2009. No entanto, Havana não solicitou sua reincorporação ao órgão regional, para o qual teria que assinar a Carta Democrática Interamericana.
Atualmente, a OEA considera Cuba um membro não ativo da organização.
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Fonte: G1 Mundo

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Colombiana que morreu em bungee jump é enterrada em Medellín; família não sabe se vai processar empresa

De acordo com a mídia da Colômbia, o namorado tentou resgatar a vítima do acidente sozinho. Jovem morre ao pular de bungee jump sem estar presa na Colômbia; imagens são fortes
O velório e o enterro de Yecenia Morales, a mulher que morreu ao pular de bungee jump na Colômbia, foram feitos na terça-feira (20), em Medellin, onde ela morava com a família.
O irmão dela, Andrés Morales, disse ao jornal colombiano “El Tiempo” que ela se aproximou do local de onde as pessoas saltam de bungee jumping e já estava com alguns dos equipamentos para pular, mas ainda não estava presa à corda de segurança.
Ela e o namorado escutaram os instrutores falarem algo —o irmão não sabe se era uma palavra de ordem para saltar— e, nesse momento, ela se jogou.
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Os bombeiros foram chamados. Antes que eles chegassem, o namorado chegou a descer para tentar resgatá-la. Ele tentou reanimá-la, mas já era tarde.
Os bombeiros ainda tiveram que atender o namorado, que se feriu na descida ao tentar resgatar Yecenia.
A empresa Sky Bungee Jumping ainda não se pronunciou sobre o acidente.
A família de Yecenia ainda não decidiu se vai processar a companhia.
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Fonte: G1 Mundo

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Governo do Reino Unido manda Irlanda do Norte ampliar serviço de aborto


Na Irlanda do Norte, o aborto era proibido até 2019. O parlamento do Reino Unido votou para forçar a Irlanda do Norte a mudar suas regras. Agora, o governo britânico manda ampliar os casos em que o procedimento deve ser oferecido. Imagem de campanha de mulheres da Irlanda do Norte pela legalização do aborto, em junho de 2018
Clodagh Kilcoyne/Reuters
O governo do Reino Unido deu ordens para que as autoridades da Irlanda do Norte para que até o março de 2022 haja serviços de saúde que providenciam aborto no território.
A Irlanda do Norte fica na ilha da Irlanda, mas é parte do Reino Unido.
A população é dividida entre católicos (que geralmente são contrários ao Reino Unido) e protestantes (favoráveis ao Reino Unido, chamados de unionistas).
Veja abaixo uma reportagem de 2019 sobre o tema.
Irlanda do Norte legaliza aborto e casamento homoafetivo
A Irlanda do Norte só permitia aborto em casos de risco de vida para a mãe. Era a única região do Reino Unido em que o serviço não era oferecido às mulheres que desejassem realiza-lo.
Em 2019, o Parlamento britânico resolver intervir e votou para legalizar o aborto na Irlanda do Norte.
O governo da Irlanda do Norte passou a permitir o procedimento para pacientes com gravidez de até 10 semanas, mas ainda não há leis locais que tornam o aborto acessível para mulheres que estão com gravidez mais avançada (até a 12ª semana ou, em alguns casos, sem limite de tempo).
Isso obriga algumas mulheres da Irlanda do Norte a viajar para outras partes do Reino Unido para realizar o procedimento.
“A falta de discussões sobre esse tema importante no Comitê Executivo (o governo da Irlanda do Norte) significa que eu não tenho escolha, a não ser dar a ordem”, disse o ministro do Reino Unido para a Irlanda do Norte, Brandon Lewis, em um comunicado.
Ele afirma que tem poder legal para determinar que a Irlanda do Norte amplie os serviços de aborto e uma obrigação de fazer isso.
Lewis ordenou que o departamento de saúde da Irlanda do Norte deve providenciar orçamento para que o serviço seja oferecido.
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Fonte: G1 Mundo

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Varíola dos macacos: doença contagiosa rara gera alerta em 27 estados nos EUA


Em julho, foi diagnosticado o primeiro caso da doença nos Estados Unidos em quase duas décadas. Casos de varíola dos macacos em humanos são extremamente raros
Getty Images via BBC
Mais de 200 pessoas em 27 unidades federativas dos Estados Unidos estão sendo rastreadas por possíveis infecções raras de varíola dos macacos, segundo autoridades de saúde.
Varíola dos macacos: o que se sabe de doença rara identificada nos EUA
Elas temem que as pessoas possam ter entrado em contato com um homem do Texas que levou a doença da Nigéria para os EUA no início de julho. Até o momento, nenhum novo caso foi encontrado.
O homem, que é considerado o primeiro caso de varíola dos macacos no país desde 2003, foi levado ao hospital, mas está em condições estáveis.
Vírus da varíola dos macacos, identificado pela primeira vez em duas décadas nos EUA
Science Photo Library via BBC
O Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) diz estar preocupado com os passageiros que estavam a bordo de dois voos em que o homem infectado estava. Passageiros e tripulantes podem ter sido expostos à doença, segundo o órgão.
Ele voou de Lagos, na Nigéria, para Atlanta, nos EUA, em 9 de julho, antes de embarcar para Dallas, onde foi hospitalizado, segundo o CDC.
O órgão disse que está trabalhando com as companhias aéreas para avaliar “os riscos potenciais para aqueles que podem ter tido contato próximo com o viajante”.
No entanto, acrescentou que as chances de a doença ter se espalhado no avião são baixas porque os passageiros atualmente precisam usar máscaras faciais.
O que devemos saber sobre as máscaras PFF2/ N95
Um porta-voz do CDC disse à BBC que estava “trabalhando com departamentos de saúde locais e estaduais para fazer o acompanhamento de indivíduos que podem ter sido expostos à varíola dos macacos”.
“O risco para o público em geral é considerado baixo”, disse o porta-voz, acrescentando que nenhuma das 200 pessoas que eles monitoravam era considerada de “alto risco”.
A varíola dos macacos é uma doença viral rara da mesma família da varíola, mas é muito menos grave. Ela ocorre principalmente em partes remotas de países da África Central e Ocidental, perto de florestas tropicais.
Os sintomas incluem:
Inicialmente, febre, dores de cabeça, inchaços, dores nas costas, dor muscular e uma apatia geral.
Assim que a febre cede, pode aparecer erupção na pele, geralmente começando no rosto e se espalhando para outras partes do corpo, mais comumente as palmas das mãos e as solas dos pés.
A erupção, que pode gerar muita coceira, muda e passa por diferentes estágios antes de finalmente formar uma casca, que depois cai. As lesões podem deixar cicatrizes.
A maioria dos casos do vírus é leve, às vezes semelhante à catapora, e desaparece por conta própria em poucas semanas.
No entanto, a varíola dos macacos às vezes pode ser mais grave: um em cada cem casos pode ser mortal, de acordo com o CDC.
O CDC diz que não há tratamento comprovado e seguro para a doença. Mas a agência lembra que a vacina contra a varíola já foi usada para controlar surtos anteriores, como o ocorrido nos Estados Unidos em 2003.
Surto de 2003
Embora rara, a doença já foi descoberta nos EUA antes. Em 2003, um surto da doença atingiu 47 pessoas no país, das quais nenhuma morreu. Segundo o CDC, aquela foi a primeira vez que a varíola dos macacos em humanos foi confirmada fora da África.
Na época, o vírus foi levado por roedores importados da África, que transmitiram a doença a cães da pradaria (um tipo de roedor nativo da América do Norte) usados como animais de estimação.
Conforme o CDC, só houve outros cinco registros de casos em humanos fora da África. Em 2018, três pessoas no Reino Unido e uma pessoa em Israel foram contaminadas. Em 2019, houve um caso em Singapura.
Neste ano, além do caso identificado no Texas, foram registrados três outros casos no Reino Unido. O CDC observa que esses casos não têm relação com o do paciente no Texas.
Veja VÍDEOS de ciência e saúde:

Fonte: G1 Mundo