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Chuvas na China: VÍDEO mostra resgate de bebê em escombros


Mãe morreu e criança ficou soterrada por um dia e uma noite sob prédio que desabou, segundo a imprensa local. Chuvas torrenciais já deixou 51 mortos e mais de 395 mil desalojados. VÍDEO: Imagens mostram resgate de bebê em meio a alagamento na China
Uma bebê foi resgatada dos escombros na China, em meio às chuvas torrenciais que já deixaram 51 mortos na província de Henan, na região central do país. Oito pessoas ainda estão desaparecidas.
A criança ficou soterrada por um dia e uma noite sob um prédio que desabou, segundo rede de televisão chinesa CCTV, que divulgou as imagens (veja no vídeo acima).
A imprensa local diz que o nível da água aumentou drasticamente na vila de Wangzongdian, por volta das 14h de terça-feira (20), e tanto a bebê quanto a mãe ficaram presas no prédio.
A criança foi levada para um hospital e está em condições médicas estáveis, mas a mãe não resistiu e morreu.
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Militares evacuam pacientes de hospital onde cerca de 3 mil pessoas ficaram presas em Zhengzhou, na província de Henan, na região central da China
Chinatopix Via AP
O resgate aconteceu na quarta-feira (21) nos arredores de Zhengzhou, e as imagens foram divulgadas na quinta-feira (22).
Quase 400 mil evacuados
Mais de 395 mil pessoas tiveram de abandonar suas casas e oito pessoas continuam desaparecidas, afirmam autoridades de Zhengzhou, a capital da província de Henan. Os danos já superam 65,5 bilhões de renminbis (mais de US$ 10 bilhões ou R$ 52 bilhões na cotação atual).
Cidade mais afetada pelas chuvas torrenciais, Zhengzhou fica a 700 km a sudoeste de Pequim e tem cerca de 12 milhões de habitantes (população similar à de São Paulo).
Choveu em apenas três dias o equivalente a um ano na cidade, o que meteorologistas chineses dizem ser um nível visto apenas “uma vez em mil anos”.
Doze das 51 vítimas morreram no metrô da capital da província. Passageiros ficaram imersos dentro dos vagões, com a água na altura do peito (veja no vídeo abaixo), e estações que viraram rios.
Inundação na China deixa passageiros presos em vagões do metrô
A devastação causa pelas enchentes e o alto número de mortos geraram críticas públicas à lenta reação do governo e da operadora do metrô.
A agência meteorológica da província também foi criticada por falta de aviso, mas se defendeu dizendo que divulgou uma previsão do tempo dois dias antes da chegada das chuvas.
VÍDEOS: Chuvas torrenciais na China

Fonte: G1 Mundo

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Mortes chuvas torrenciais China

As inundações que afetam a região central da China provocaram pelo menos 51 mortes, de acordo com um balanço atualizado pelas autoridades nesta sexta-feira.
As chuvas torrenciais que caíram esta semana na província de Henan obrigaram mais de 395.000 pessoas a abandonar suas casas e provocaram danos que superam 65,5 bilhões de yuanes (quase 10 bilhões de dólares), informaram em um comunicado as autoridades de Zhengzhou, a capital provincial.

Fonte: G1 Mundo

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16 são mortos em emboscada na República Democrática do Congo

Suspeita recai sobre as Forças Democráticas Aliadas (ADF), grupo armado ligado ao Estado Islâmico na África Central. Ataques do grupo já deixaram ao menos 6 mil mortos desde 2013. Dezesseis pessoas foram mortas a tiros e nove ficaram feridas em uma emboscada no leste da República Democrática do Congo, afirmaram autoridades locais nesta sexta-feira (23).
As pessoas voltavam de um mercado e foram atacadas em Maimoya, a 40 km da cidade de Beni, na província de Kivu do Norte. A suspeita é de envolvimento das Forças Democráticas Aliadas (ADF), grupo armado ligado ao Estado Islâmico na África Central.
“A emboscada aconteceu na quinta-feira à noite no cruzamento de Maimoya e Chani-chani, onde a cada quinta-feira é organizado um mercado. Temos 16 corpos no necrotério do hospital geral de referência de Oicha”, disse o prefeito da cidade, Nicolas Kikuku.
“São 15 adultos — seis mulheres e nove homens — e uma criança, todos mortos a tiros”, afirmou o médico Jérôme Munyambethe, diretor do hospital de Oicha. “No momento estamos tentando estabilizar nove feridos”.
A província de Kivu do Norte e a vizinha Ituri estão em estado de sítio desde 6 de maio devido a grupos armados que aterrorizam os civis. O presidente Félix Tshisekedi substituiu as autoridades civis por oficiais do exército e da polícia.
6 mil mortos desde 2013
As Forças Democráticas Aliadas (ADF) são rebeldes muçulmanos de Uganda que se estabeleceram há mais de 30 anos no leste da vizinha República Democrática do Congo e há muito tempo não promovem ataques em Uganda.
O grupo é acusado de massacres que já deixaram pelo menos seis mil civis mortos desde 2013 e é considerado o mais violento entre as centenas de grupos armados ativos no leste do país.
Desde abril de 2019, alguns ataques das ADF são reivindicados pelo Estado Islâmico, que consideram o grupo a sua “filial” na África Central.

Fonte: G1 Mundo

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Cuba põe Silvio Rodríguez e o filho Silvito em caminhos opostos


Cantor ligado ao regime defende anistia aos presos pacíficos enquanto rapper prega fim do sistema comunista. O rapper cubano Silvito El Libre
Reprodução/Instagram/Silvito El Libre
Aliado do regime cubano, o cantor Silvio Rodríguez surpreendeu ao defender publicamente a libertação dos presos que não cometeram atos violentos durante os protestos que mobilizaram o país, no dia 11 de julho. Aos 74 anos, ele se disse preocupado com o vácuo entre a velha e a nova geração de artistas da ilha caribenha, após ter um encontro com o ator Yunior García Aguilera e a mulher Dayna Prieto.
“O mais doloroso foi escutar que eles, como geração, não se sentiam parte do processo cubano, mas de outra coisa. Eles explicaram seus argumentos, suas frustrações”, constatou o veterano trovador cubano em seu blog Segunda Cita.
Rodríguez tem em sua família o melhor exemplo desse descompasso geracional na ilha caribenha. Um de seus filhos, o rapper Silvito Liam Rodríguez Varona, conhecido pelo nome artístico de Silvito El Libre, acaba de lançar o rap “Pesadilla”(Pesadelo), que desafia o regime, defendendo o fim do sistema comunista.
Enquanto o pai tem trechos de suas canções frequentemente citadas pelo presidente Miguel Díaz-Canel, o filho, de 39 e radicado desde 2018 na Flórida, ataca o chefe do governo com seu rap. “Quanto mais será preciso aguentar, o dinheiro em Cuba é do sistema, ninguém quer falar nem tocar no assunto porque toda a gente sabe que o fogo queima.” O rapper é alinhado com o Movimento San Isidro, uma rede de artistas que prega mudanças na ilha. Seus principais líderes estão presos desde 11 de julho.
Detido no domingo dos protestos e libertado no dia seguinte, o ator García Aguilera pediu a Silvio Rodríguez que intercedesse em favor de todos os presos, mas o cantor defendeu a libertação apenas “dos pacíficos”. “Não sei quantos são agora, eles me dizem que há centenas.”
O pedido do cantor para uma anistia parcial recebeu críticas, como a que expressou a curadora de arte Anamely Ramos González pelo Twitter: “O que mais me apavora no episódio de Silvio é que, enquanto ele fica desapontado por nos sentirmos de fora, perdemos nossas vidas. Há centenas de inocentes presos!”
A atriz Olivia Manrufo manifestou descrença às propostas de Rodríguez, conhecido como a voz da Revolução, que agora pede mais pontes, mais diálogo e menos preconceitos como soluções para a crise: “Verdade? Silvio leva mais tempo do que Díaz-Canel sendo o rosto e a voz da ditadura”, tuitou.

Fonte: G1 Mundo

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Homem com Covid é preso após viajar de avião disfarçado como se fosse sua mulher na Indonésia


Ele usou um traje muçulmano cobrindo completamente o rosto e carregava identidade falsa e um resultado negativo do teste de PCR, mas comissário de bordo percebeu quando homem trocou de roupa no banheiro da aeronave. Homem detido após usar identidade da mulher para embarcar em avião na Indonésia chega ao aeroporto Sultan Babullah, em Ternate, na Indonésia, em foto de 18 de julho
AP Photo/Harmoko
Um homem com Covid foi preso após embarcar em um voo doméstico na Indonésia disfarçado como se fosse sua esposa, usando um niqab (traje muçulmano feminino que cobre completamente o rosto) e carregando identidade falsa e um resultado negativo do teste de PCR.
Mas a mentira não durou muito.
A polícia disse que um comissário de bordo de um avião da Citilink que viajava de Jacarta para Ternate, na província de North Maluku, no domingo (18), percebeu quando o homem trocava de roupa no banheiro.
“Ele comprou a passagem aérea com o nome da esposa e trouxe a carteira de identidade, o resultado do teste PCR e a carteira de vacinação com o nome dela.
Todos os documentos estão com o nome de sua esposa”, disse o chefe de polícia de Ternate, Aditya Laksimada, após prender o homem depois do avião pousar.
Os nomes do homem e de sua mulher não foram divulgados.
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Fonte: G1 Mundo

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Alemanha: o país que adora a nudez pública

Fonte: G1 Mundo

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‘Nunca pensei que homens pudessem ser estuprados’


Pesquisas apontam que 1 em cada 100 homens já foi vítima de agressão sexual e que gays e bissexuais têm mais chances de serem alvo de ataques, mas poucos reconhecem o abuso e menos ainda denunciam esses crimes. Alex Feis-Bryce estava preocupado de que a polícia não acreditasse nele
Alex Feis-Bryce/BBC
Alex Feis-Bryce tinha 18 anos quando foi estuprado por um estranho em uma festa. Ele tinha se declarado gay recentemente e se mudado para Manchester, na Inglaterra, para estudar.
“Acho que foi a segunda vez que fui a um bar gay. Meu amigo e eu encontramos algumas pessoas que nos convidaram para uma festa em casa. Eu era muito ingênuo e concordei, mas meu amigo mudou de ideia no último minuto.”
Alex acredita ter sido drogado. “O dono da casa me serviu uma bebida e comecei a ficar sonolento. Ele me levou para um quarto e, logo depois, apareceu e me estuprou. Eu me senti como se estivesse preso à cama.” No dia seguinte, Alex aceitou uma carona do homem de volta à universidade e tentou esquecer o que havia acontecido.
“Na verdade, pensei que estupro não era algo que acontecia com homens, então talvez não fosse algo que tivesse acontecido comigo. Fui programado para pensar que isso acontece com mulheres, e achei que, ao denunciar o criminoso à polícia, não acreditariam em mim “, diz ele.
Alex é agora o presidente-executivo da Survivors UK, uma instituição de caridade que oferece apoio a homens, meninos e pessoas não binárias que foram estupradas, sofreram violência sexual ou foram abusadas.
Alex Feis-Bryce achava que a polícia não acreditaria nele
Alex Feis-Bryce/BBC
Gays e bissexuais têm mais chances de serem vítimas
Embora seja mais provável que as vítimas de violência sexual sejam mulheres, uma pesquisa do governo britânico estima que 1 em cada 100 homens sofreu alguma forma de agressão sexual ou tentativa de agressão.
Em 2020, Reynhard Sinaga — “o estuprador com mais condenações na história jurídica britânica” — foi considerado culpado de atrair 48 homens de clubes de Manchester para seu apartamento, não muito longe do bar onde Alex foi abordado. Sinaga drogava e agredia os homens, filmando os ataques.
As próprias pesquisas da Survivors UK sugerem que homens gays e bissexuais podem ser mais propensos a sofrer violência sexual do que a população masculina em geral. Um estudo com 505 homens gays e bissexuais apontou que 47% disseram ter sofrido violência sexual, com mais de um terço deles afirmando que sentiam não poder falar com ninguém sobre o que tinha acontecido.
É importante reconhecer que a maioria das agressões sexuais “acontece dentro da vida sexual normal”, diz Alex.
“Não queremos alimentar o estereótipo homofóbico de que gays e bissexuais são mais promíscuos ou predadores, mas queremos estar atentos aos espaços onde as pessoas fazem sexo consensual e onde os limites são ultrapassados ​​— bares gays, saunas, chemsex (sexo sob uso de drogas). Essa é a parte desafiadora, mas importante da pesquisa, (registrar) sem estigmatizar práticas sexuais específicas.”
Em pesquisa com 505 homens gays e bissexuais, 47% disseram ter sofrido violência sexual
Getty Images/BBC
‘Há pouco apoio disponível’
Apenas um em cada sete entrevistados na pesquisa, realizada em agosto de 2020, relatou um incidente de agressão sexual à polícia. Entre os que fizeram, cerca de um quarto achava que a denúncia não seria levada a sério.
“É sobre consentimento. Chemsex, por exemplo, ou qualquer sexo que não seja heteronormativo ou convencional — sexo com mais de um parceiro (por exemplo) pode ser extremamente estigmatizado”, diz Alex. “Portanto, se alguém sofre violência sexual em circunstâncias como essa, é menos provável que fale com a polícia”.
A instituição de caridade antiabuso LGBTQIA+ Galop apoia pessoas que sofreram abuso sexual ou violência. “Homens gays e bissexuais muitas vezes não se veem ou consideram suas experiências representadas na forma como a violência sexual é tratada. Há muito poucos serviços de apoio apropriados disponíveis para ajudá-los”, disse sua diretora, Leni Morris.
“Com base em nossa pesquisa, sabemos que muitos nunca se apresentarão, deixando para lidar com o que aconteceu sem apoio profissional. Devemos garantir que a narrativa pública sobre a agressão sexual inclua todas as vítimas e que todo sobrevivente da violência sexual seja capaz de acessar o suporte que precisam. ”
Lee (nome fictício) tinha 15 anos quando foi internado numa clínica de recuperação após se mutilar enquanto lutava para aceitar sua sexualidade. Lá, ele foi abusado sexualmente por um conselheiro por mais de um ano — uma experiência que ele diz que o levou a muitos anos de trauma.
“Por uma década, essa experiência permeou outros níveis do meu funcionamento. A agressão ou violência sexual parecia normalizada, e eu não me cuidava muito bem.”
“Eu precisava escapar da minha cabeça, mas a cura se tornou um caos e eu criei outro problema para mim, abusando das drogas e do sexo para lidar com o desconforto e mal-estar enraizados. Tudo para lidar com a maneira como me sentia.”
Quando ele finalmente pediu apoio, também não sabia se o que havia acontecido com ele constituía uma agressão sexual. “Eu talvez tenha considerado erroneamente que o que ele fez comigo não era algo violento — ele não me deu um soco ou chute, ele não me estuprou e isso, de certa forma, se tornou uma permissão minha para continuar.”
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Fonte: G1 Mundo

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Colômbia prende 10 por atentado contra o presidente Duque; governo alega que ataque foi planejado na Venezuela


Helicóptero em que viajava presidente da Colômbia foi recebido a tiros no fim de junho ao sobrevoar região marcada por conflitos no leste colombiano. Presidente e comitiva não foram atingidos. Iván Duque, ao centro, presidente da Colômbia, dá declaração ao lado de ministros após ataque a helicóptero presidencial em 25 de junho de 2021
Reprodução/Presidência da Colômbia/Twitter
A Colômbia prendeu 10 pessoas acusadas de envolvimento em ataques no mês passado a um helicóptero que transportava o presidente Iván Duque e a uma base militar, que autoridades disseram nesta quinta-feira (22) terem sido planejados por ex-líderes rebeldes das Farc baseados na Venezuela.
O carro-bomba na base da cidade de Cúcuta, no nordeste do país, onde fica a 30ª Brigada do Exército, feriu 44 pessoas, incluindo dois conselheiros militares dos EUA. No final de junho, um helicóptero que se aproximava da cidade com Duque e outras autoridades a bordo foi metralhado.
Relembre o ataque no vídeo abaixo:
VÍDEO: Carro-bomba explode em batalhão do exército na Colômbia
As 10 pessoas presas na província do Norte de Santander são ex-rebeldes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) que rejeitam um acordo de paz de 2016, disse o procurador-geral Francisco Barbosa em entrevista coletiva.
Eles pertenceriam à 33ª frente dos dissidentes e três deles participaram do planejamento e execução de ambos os ataques e foram detidos e acusados, enquanto outro é capitão da reserva do Exército, segundo Barbosa.
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Entenda como proposta para aumentar impostos causou onda de protestos na Colômbia
Venezuela confirma o pagamento para a transmissão dos jogos olímpicos na TV
As ordens para realizar os ataques vieram de ex-líderes das Farc que operam na Venezuela, afirmou o ministro da Defesa, Diego Molano. Ele disse que os ataques demonstram que o governo do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, abrigou dissidentes das Farc, referindo-se a eles como “terroristas”.
“É claro que este ataque contra o presidente, contra a 30ª Brigada, foi planejado da Venezuela”, disse Molano.
O governo da Colômbia acusa Maduro, já há alguns anos, de fechar os olhos para a presença de rebeldes colombianos no território de seu país. Maduro, por sua vez, alega que a Venezuela é vítima de criminosos da Colômbia.
O ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Jorge Arreaza, respondeu no Twitter, acusando Molano de apontar para a Venezuela em uma tentativa de desviar a atenção dos problemas internos da Colômbia.
“Mais uma vez eles usam a Venezuela para tentar esconder a tragédia de seu país”, disse, acrescentando que a Colômbia está repleta de violência e grupos armados, com uma economia dependente do tráfico de drogas.

Fonte: G1 Mundo

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Governo de Maduro confirma o pagamento para a transmissão dos jogos olímpicos na TV da Venezuela


Na véspera, o presidente venezuelano afirmou que a televisão estatal estava impedida de adquirir os direitos por conta de uma ‘perseguição financeira dos bancos’ nacionais. Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro
AFP PHOTO / VENEZUELAN PRESIDENCY / Jhnon ZERPA
O governo da Venezuela informou nesta quinta-feira (22) ter comprado os direitos para a transmissão das disputas das Olimpíadas de Tóquio na televisão do país.
“Queremos anunciar a primeira vitória da Venezuela nos Jogos Olímpicos”, disse o ministro do Esporte, Mervin Maldonado em transmissão para a TV estatal.
“O COI confirmou que a Venezuela contará com a transmissão oficial da cerimônia de abertura, das competições, da cerimônia de encerramento e de todos os detalhes”, disse o ministro.
Na véspera, o presidente Nicolás Maduro afirmou que o pagamento para o Comitê Olímpico Internacional (COI) havia sido bloqueado por conta de sanções internacionais.
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Transmissão na TV pública
Maldonado detalhou que as Olimpíadas serão transmitidas pelo canal aberto da emissora estatal TVES e, a partir dela, para “todas as fontes informativas do país”.
“A partir de amanhã, 23 de julho, e até o domingo, 8 de agosto, poderão desfrutar de cada uma das competições da nossa delegação nacional”, afirmou o ministro.
O pagamento aos direitos de transmissão tinha sido bloqueado, segundo o presidente Maduro, por conta de uma “perseguição financeira dos bancos”.
Sanções contra o país
O governo de Nicolás Maduro tem sido alvo de sanções internacionais, lideradas pelos Estados Unidos, desde a sua reeleição em 2018, que é contestada pela potência americana.
Estas medidas dificultam seu acesso ao sistema financeiro internacional. Já ocorreu com o bloqueio de parte do pagamento para acessar a aliança Covax para a compra de vacinas contra a Covid-19.
A Venezuela teria pago US$ 2,5 milhões (cerca de R$ 13 milhões) pelos direitos de transmissão dos jogos, segundo fontes próximas a esta negociação.
O país enviou para Tóquio uma delegação de 43 atletas. Todas as atenções da Venezuela estão voltadas para a jovem Yulimar Rojas, diversas vezes campeã mundial de salto triplo.

Fonte: G1 Mundo

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Protesto nas Olimpíadas: jogos de Tóquio devem ter manifestações políticas, mas não se sabe ainda quais serão as consequências


Comitê Olímpico Internacional passou a permitir manifestações políticas, mas não quando os atletas estão no pódio. Para especialistas, não está claro se o COI vai realmente punir os esportistas. Georgia Stanway e Keira Wals, do time de futebol feminino do Reino Unido, protestam antes do início do jogo contra o Chile pelas Olimpíadas de Tóquio 2020, em 21 de julho de 2021
Asano Ikko / AFP
O Comitê Olímpico Internacional (COI) permitirá alguns tipos de protestos nas Olimpíadas que começaram nesta semana em Tóquio, no Japão, mas nos momentos de maior atenção do público (as cerimônias de abertura ou encerramento, durante as disputas ou no pódio) não pode haver manifestação política.
Antes mesmo da abertura, que acontece nesta sexta-feira (23), em três jogos de futebol os atletas se apoiaram em um dos joelhos antes dos inícios das partidas, fazendo o gesto antirracista que já se notabilizou em outras competições (leia mais a respeito mais abaixo).
No começo do mês, o COI divulgou novas regras que permitem aos atletas se manifestarem, mas só em algumas condições: os protestos só podem acontecer antes do início de uma competição. Por exemplo, quando os atletas forem apresentados. Nesse momento, está liberado o uso de roupas ou acessórios ou fazer gestos, como levantar os punhos ou ficar apoiado em um joelho no campo.
“O COI está emitindo mensagens dúbias”, diz Helen Lenskyj, professora emérita da Universidade de Toronto e autora do livro “The Olympic Games: A Critical Approach” (Os Jogos Olímpidos: uma Abordagem Crítica). Ou seja, não se sabe ao certo se os atletas que fizeram protestos serão punidos.
Para ela, atletas mais corajosos vão protestar no pódio, sim, apesar da possibilidade de penas.
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Quais são as penas?
O COI pode chegar a punir um atleta com a exclusão permanente dos Jogos Olímpicos, diz a advogada Simone Lahorgue, do escritório Levy Salomão.
O comitê também pode desqualificar o esportista e obrigá-lo a devolver a medalha.
Gwen Berry, atleta norte-americana que já fez protestos no pódio dos Jogos Pan Americanos
Kirby Lee-USA Today Sports/Via Reuters
Os resultados de muitas modalidades nas Olimpíadas contam para o ranking do esporte, e um atleta punido pelo COI pode perder os pontos que conquistou nos Jogos.
“Há uma avaliação do grau de desrespeito às regras, o COI não vai punir com as sanções mais severas quem levantar o braço”, diz Lahorgue, que é especializada em direito esportivo.
Uma punição mais severa aconteceria para demonstrações de desrespeito a direitos humanos, segundo ela.
A forma do protesto também é levada em conta na decisão da pena. Se foi um protesto espontâneo, no momento, o COI deve ser mais moderado. Uma manifestação planejada deve ser penalizada mais severamente.
Histórico de protestos nas Olimpíadas
Os historiadores consideram que os protestos nos pódios começam em 1968, na Cidade do México, quando dois atletas dos Estados Unidos, Tommie Smith (ouro) e John Carlos (bronze), levantaram os punhos no pódio durante a execução do hino do país deles.
Veja reportagem abaixo sobre o gesto histórico nos Jogos de 1968.
Protesto que marcou a história das Olimpíadas até hoje reverbera e provoca tensão
“Houve um período silencioso por muitos anos”, diz Lenskyj.
Ela cita uma manifestação nos Jogos de Sydney, em 2000, durante a cerimônia de encerramento, por parte de uma banda, e não por atletas. Os membros do conjunto Midnight Oil se apresentaram com camisas onde se lia a palavra “sorry” (desculpas).
Antes do evento, houve uma discussão sobre um possível pedido de desculpas, por parte do governo australiano, à comunidade aborígene pela prática de separar as crianças de suas famílias e entregá-las a instituições de ensino ligadas às igrejas (isso aconteceu no século 20).
Em 2016, no Rio de Janeiro, Feyisa Lilesa, da Etiópia, prata na maratona, cruzou os braços ao cruzar a linha de chegada.
Maratonista etíope Feyisa Lilesa, em 2016, nos Jogos do Rio de Janeiro
Athit Perawongmetha / Reuters
É um gesto feito pelo povo Oromo, de seu país, em protesto contra a repressão policial. Foi uma violação das regras do COI, mas o corredor não foi punido.
Nas Olimpíadas do Rio também houve manifestações de torcedores, que conseguiram levar faixas escondidas para os estádios.
Protestos nos últimos anos
Nos EUA, houve uma onda recente de manifestações em diferentes torneios. Elas foram iniciadas com um jogador de futebol americano, Colin Kaepernick, que passou a ouvir o hino do país apoiado em um joelho, numa forma de se manifestar contra o racismo e a violência policial contra negros.
Nos Jogos Pan Americanos de Lima, em 2019, dois atletas norte-americanos se apoiaram em um joelho em um gesto semelhante: Race Imboden, da esgrima, de arremesso de martelo, e Gwen Berry, de arremesso de martelo.
Pesquisa do COI
Para justificar sua regra, o COI divulgou um levantamento com mais de 3.500 atletas que mostra que a maioria deles (67%) é contrária às manifestações no pódio.
Simone Lahorgue, critica o dado: para ela, há uma representação muito grande de atletas de países onde os órgãos das modalidades são muito rígidos.
Lenskyj também desconsidera o levantamento do COI. Ela afirma que as perguntas foram formuladas de forma tendenciosa, para que o resultado fosse esse.
Temas de protestos
Os atletas afro-americanos e seus aliados deverão aproveitar a oportunidade dos jogos para protestar —o que, na verdade, já começou: em dois jogos de futebol feminino (Reino Unido contra Chile e EUA contra Suécia) e em uma disputa de futebol masculino entre Austrália e Argentina os atletas se apoiaram em um dos joelhos antes do jogo.
Jogadores da Argentina e da Austrália protestam em Tóquio, em 22 de julho de 2021
Kim Hong-Ji/Reuters
Uma reportagem do jornal inglês “The Guardian” publicada na quarta-feira afirma que o COI proibiu as fotos de protestos de atletas em redes sociais da entidade.
Lenskyj, da Universidade de Toronto, diz que outros temas têm uma chance de aparecer: ela cita a perseguição aos uigures, na China.
Uma outra questão pode ser motivo de protesto, mas ela afirma que acha improvável: a determinação de realizar jogos mesmo durante uma pandemia.
Cobertura negativa
O fato de a cobertura na mídia japonesa ser desfavorável à realização dos Jogos neste momento pode fazer com que o COI não puna os atletas que protestam, diz Lenskyj.
“O COI pode ignorar os protestos? É difícil saber. Sem os torcedores nos estádios, os Jogos são um espetáculo para a TV, e as cerimônias de medalhas são uma parte muito importante disso. Eles (os organizadores) podem fingir que não veem, mas precisam balancear isso com a pressão dos patrocinadores”, afirma ela.
Para o COI, o mais fácil é não ter que reagir a um protesto, diz a advogada Lahorgue, mas a entidade só deverá punir os atletas caso haja excessos. “O COI tenta fazer um controle prévio, mas é uma questão de liberdade de expressão, é um direito fundamental”, afirma.
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Fonte: G1 Mundo