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Casal responderá na Justiça americana por chá de revelação que causou incêndio florestal na Califórnia


Chamas destruíram uma área de quase 100 km2 entre setembro e novembro de 2020; 1 bombeiro morreu em serviço, 13 pessoas ficaram feridas e mais de 100 precisaram ser removidas de suas casas. Foto de setembro de 2020 mostra os estragos do incêndio em San Bernardino, na Califórnia, EUA
Ringo H.W. Chiu/AP/Arquivo
Um casal dos Estados Unidos vai responder na Justiça americana pelo chá de revelação que causou um incêndio florestal de grandes proporções na Califórnia, no ano passado, informaram nesta terça-feira (21) as autoridades do país.
As chamas destruíram uma área de quase 100 km2 entre setembro e novembro de 2020, e um bombeiro morreu em serviço. Ao menos 13 pessoas ficaram feridas e mais de 100 precisaram ser retiradas de suas casas.
Refugio Manuel Jimenez Jr. e a esposa Angela Renee Jimenez são acusados por homicídio culposo, quando não há a intenção de matar, e outras contravenções – crimes menores – relacionadas ao incêndio. Eles se declararam inocentes.
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Investigações do Corpo de Bombeiros apontaram que um “dispositivo pirotécnico gerador de fumaça”, usado em um chá de revelação, foi a causa das chamas.
Chá de revelação é uma festa que pais fazem para anunciar o sexo do bebê. Uma das formas de revelar a surpresa é acionando um dispositivo pirotécnico gerador de fumaça em cores que simbolizam menino ou menina.
Jason Anderson, promotor de Justiça do distrito de San Bernadino, disse em entrevista coletiva que o casal organizou a recepção em um parque. Eles tentaram conter as chamas com garrafas de água, mas sem sucesso, chamaram a polícia.
Reveja imagens do incêndio no vídeo abaixo:
Chá de revelação provoca incêndio fora de controle nos EUA

Fonte: G1 Mundo

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França aperta regras contra Covid-19 em museus e cinemas


Visitantes só poderão entrar nos lugares com documentos que comprovem vacina ou teste negativo. Antes, medida era obrigatória apenas em festivais e casas noturnas. Pessoas com passes de saúde esperam para entrar no Museu do Louvre, em Paris, nesta quarta-feira (21)
Reuters/Sarah Meyssonnier
Visitantes de museus, cinemas e piscinas na França só poderão entrar a partir desta quarta-feira (21) se apresentarem documentos que provam que foram vacinados contra a Covid-19 ou que recentemente tiveram um teste negativo.
O passe de saúde, antes exigido apenas para festivais de larga escala ou para casas noturnas, também será exigido a partir de agosto para entrar em restaurantes e bares e para trens de longa distância ou viagens de avião.
As autoridades tentam diminuir a disseminação do vírus e encorajar as pessoas a receberem a vacina.
“Eu estava muito brava… não fazia ideia”, disse Nelly Breton, 51, após ser barrada no Museu do Louvre, em Paris.
“Mas então eu me acalmei e entendi que havia motivos sanitários”, disse, acrescentando que procuraria uma farmácia para fazer um teste rápido de Covid.
Servane de Landsheer, chefe de segurança do museu, disse que a primeira manhã de checagens do passe de saúde estava andando bem, com a maioria dos visitantes portando o documento. Os que não o tinham concordaram em fazer um rápido teste de Covid.
A introdução do passe de saúde –um código QR no smartphone ou em um pedaço de papel– tem sido muito controverso na França, gerando protestos ao redor do país.
Veja reportagem de quando o Louvre reabriu em maio deste ano:
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Fonte: G1 Mundo

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Cerimônia de abertura dos Jogos de Tóquio será ‘sóbria’, não extravagante, diz consultor


Segundo um veterano de cerimônias de abertura, a cerimônia terá uma ‘bela estética japonesa’, mas em sincronia com a realidade atual. Anéis olímpicos em frente ao Estádio Nacional de Tóquio, no Japão, nesta quarta-feira (20)
Kim Kyung-Hoon/Reuters
As cerimônias de abertura dos Jogos Olímpicos estão associadas a grandes coreografias, imensos adereços e a abundância de dançarinos, atores e luzes associados. Não será o caso da abertura dos Jogos de Tóquio, na sexta-feira (21), diz Marco Balich, conselheiro sênior dos produtores executivos das cerimônias das Olimpíadas.
Olimpíada de Tóquio tem primeiro evento antes da abertura oficial
Balich é um veterano produtor executivo de cerimônias de abertura. Segundo ele, a apresentação de sexta-feira será reduzida e “sóbria”.
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Atletas da Nova Zelândia treinam em Tóquio, em 21 de julho de 2021
Leah Millis/Reuters
“Será uma cerimônia muito mais sóbria. Mesmo assim, com uma bela estética japonesa. Muito japonesa, mas também em sincronia com o sentimento de hoje, a realidade”, disse Balich.
Casos de Covid-19 em crescimento em Tóquio geraram uma grande sombra ao evento que foi adiado ano passado por causa da pandemia.
Neste mês, o Japão decidiu que as competições serão realizadas em arenas e estádios vazios para minimizar os riscos de saúde.
Até agora, houve mais de 70 casos de infecções por Covid-19 no Japão entre os credenciados para os Jogos, desde 1º de julho, quando muitos atletas e autoridades começaram a chegar.
Isso também afetou a cerimônia de abertura porque muitos chegarão pouco antes de suas competições e irão embora pouco depois para evitar contatos o máximo possível.
Assentos vazios
Em vez de 10 mil atletas marchando em um estádio lotado, como sempre, o desfile das equipes será menor, em um estádio Olímpico de Tóquio praticamente vazio, exceto por algumas centenas de autoridades, e com rígidas regras de distanciamento social.
“Haverá centenas de fiscais orientando os atletas no desfile. A cerimônia de abertura, de certa maneira, será única e focará apenas nos atletas”, disse Balich.
“Isso (a pandemia) certamente tem consequências. Grandes coreografias não acontecerão, obviamente, por causa da Covid-19”, afirmou.
“Os números no Rio foram 12.600 atletas e autoridades no desfile. Temo que será menor desta vez. Isso já dá uma distância séria entre os atletas no estádio”, disse Balich, que também produziu a cerimônia da Rio 2016 e dos Jogos Olímpicos de Inverno em Turim, entre outras.
“A equipe japonesa tem que lutar entre promover a sua estética e combinar os medos e preocupações associados aos Jogos Olímpicos, com as infecções e a doença.”
Há uma preocupação generalizada entre o público sobre o quanto é seguro realizar um espetáculo esportivo global durante a pandemia e muitos japoneses temem que a Olimpíada possa se tornar um evento super-disseminador do vírus.
“Acho que o grande feito da equipe criativa desta cerimônia é que eles conseguiram aceitar que haverá assentos vazios e ainda manter o foco nos atletas”, disse Balich.
“Será muito significativo, longe da grandiosidade de cerimônias anteriores. O momento é agora. É um esforço bonito. Uma cerimônia muito verdadeira e honesta, nada falso.”
“Sem fumaças e espelhos. Será sobre as coisas que estão realmente acontecendo hoje em dia”, disse.
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Fonte: G1 Mundo

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Variante delta do coronavírus, inicialmente identificada na Índia, é dominante na França, diz primeiro-ministro


A variante delta é mais contagiosa e levou o país a uma quarta onda de infecções, de acordo com o primeiro-ministro. Visitante mostra passe de saúde para poder entrar em um museu de Paris, em 21 de julho de 2021
Sarah Meyssonnier/Reuters
A variante delta do coronavírus, que foi inicialmente identificada na Índia, é a versão dominante do vírus circulando na França, afirmou o primeiro-ministro francês, Jean Castex, nesta quarta-feira (21).
Castex afirmou à emissora de televisão TF1 que o gabinete concordou em uma reunião com medidas importantes para lidar com uma quarta onda de infecções no país.
Veja abaixo um vídeo sobre a variante delta no Brasil.
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“Estamos na quarta onda”, disse Castex. “A variante delta é a dominante, é mais contagiosa”, acrescentou.
O governo francês começou a apresentar aos parlamentares esta semana um novo plano para enfrentar a Covid-19, que inclui a exigência de um passe de saúde para uma série de estabelecimentos a partir do começo de agosto e tornando a vacinação obrigatória para funcionários da Saúde.
Variante delta pelo mundo
A cepa já é predominante em pelo menos 26 países, segundo dados do “Our World in Data”, projeto ligado à Universidade de Oxford.
Nos Estados Unidos, ela é responsável por 83% dos novos casos confirmados de Covid-19, segundo os Centros de Controles para Doenças (CDC, na sigla em inglês).
A porcentagem representa uma forte alta desde o começo do mês. Na semana de 3 de julho, a variante era responsável por cerca de 50% dos casos sequenciados geneticamente.
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Fonte: G1 Mundo

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Premiê húngaro propõe referendo sobre lei contra gays com perguntas tendenciosas


Viktor Orbán tenta induzir eleitor para contornar crise com a União Europeia sobre legislação que discrimina a comunidade LGBTQIA+ . Viktor Orbán, em imagem de 2018
AFP
O premiê Viktor Orbán se arvora como guardião dos valores da família na Hungria. Em nome da proteção e do bem-estar das crianças sancionou uma lei aprovada pelo Parlamento de maioria oficialista que equipara homossexualidade e pedofilia e colide frontalmente com os valores democráticos que regem a União Europeia.
A reação foi dura, 17 líderes europeus atacaram a legislação, classificada pela presidente da Comissão Europeia, Ursula Von der Leyen, como vergonhosa, por discriminar essencialmente a comunidade LGBTQIA+.
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Orbán viu como concreta a possibilidade de se fecharem as torneiras de Bruxelas, que jorrariam fundos de US $8 bilhões a Budapeste. Ele tenta então contornar a pressão do bloco, buscando assegurar o aval popular para a legislação, com um referendo de cinco perguntas sobre o que ele chama de “futuro das crianças”.
São elas:
Você apoia que as crianças encontrem conteúdo educacional sexual que mostre diferentes orientações sexuais sem o consentimento dos pais?
Você apoia que procedimentos de mudança de sexo devem ser promovidos para crianças?
Você apoia que tais procedimentos sejam disponibilizados para crianças?
Você apoia que os programas de mídia que influenciam o desenvolvimento das crianças sejam transmitidos sem restrições?
Você apoia que programas de mídia que retratam mudança de sexo estejam disponíveis para crianças?
As questões formuladas para a consulta popular são tendenciosas e induzem o eleitor a apoiar a Lei de Proteção à Criança. Em 11 anos no poder, ele desmantelou instituições, perseguiu opositores e promoveu um retrocesso em conquistas sociais. Recentemente, baniu a adoção de crianças por casais do mesmo sexto e anulou o direito de mudança de gênero. Agora, mais uma vez, Orbán tenta dar a volta no bloco europeu.
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Fonte: G1 Mundo

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Sobe o número de mortos em chuvas torrenciais na China


Veículos presos após forte chuva em Zhengzhou, capital da província de Henan, na China, na terça-feira (20)
Chinatopix via AP
Ao menos 25 pessoas morreram em Henan, província no centro da China, devido às chuvas torrenciais que autoridades meteorológicas do país dizem ser as mais fortes em mil anos.
Cerca de 100 mil pessoas foram evacuadas, o transporte ferroviário e rodoviário foi interrompido e soldados trabalham no resgate dos afetados pelas inundações em Zhengzhou, a capital de Henan.
Doze pessoas morreram em uma linha de metrô de Zhengzhou que foi inundada e mais de 500 pessoas foram resgatadas, segundo autoridades municipais.
Imagens publicadas em redes sociais mostram os passageiros imersos dentro dos vagões, com a água na altura do peito, e uma estação que virou uma grande piscina marrom (veja abaixo).
Inundação na China deixa passageiros presos em vagões do metrô

Fonte: G1 Mundo

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Ex-diretor de redação do jornal ‘Apple Daily’ detido em Hong Kong


Lam Man-chung é o nono funcionário do jornal a ser preso. O ‘Apple Daily’ encerrou suas operações depois da pressão do governo. Funcionários trabalham na redação do jornal ‘Apple Daily’, em Hong Kong, em 17 de junho de 2021, após a polícia de Hong Kong prender o editor-chefe e mais 4 executivos do jornal pró-democracia
Anthony Wallace/AFP
Um ex-diretor de redação do “Apple Daily” de Hong Kong, um jornal pró-democracia que foi obrigado a fechar, foi detido nesta quarta-feira (21), anunciou a polícia.
Lam Man-chung, 51 anos, foi detido por “conluio com forças estrangeiras”, um crime que está na lei de segurança nacional que o governo da China impôs a Hong Kong em 2019.
Lam é o nono funcionário do “Apple Daily” detido com base na lei de segurança nacional.
Veja um vídeo sobre a última edição do jornal, antes de ser fechado.
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Em 24 de junho de 2021, o Apple Daily publicou sua última edição, após 26 anos de existência, sob a direção de Lam.
O dono do jornal, Jimmy Lai, de 73 anos, também está detido sob a acusação de conluio com as forças estrangeiras.
Quase mil funcionários do grupo de comunicação de Lai ficaram desempregados, incluindo quase 700 jornalistas.
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Fonte: G1 Mundo

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VÍDEO: Mãe salva filho de 5 anos de sequestro em Nova York

Jacob andava inocentemente pela calçada no Queens quando foi repentinamente agarrado por um homem e colocado dentro de um carro. Polícia prendeu um dos suspeitos e procura o outro. VÍDEO: Mãe salva filho de 5 anos de sequestro em Nova York
Uma mãe salvou seu filho de 5 anos de ser sequestrado na quinta-feira (15) no bairro do Queens, em Nova York, nos Estados Unidos (veja no vídeo acima).
Uma câmera de segurança filmou o momento em que o menino Jacob anda inocentemente pela calçada e é repentinamente agarrado por um homem e colocado dentro de um carro.
A mãe do menino, Dolores Lopez, corre e tenta sem sucesso impedir o homem de carregá-lo, mas depois consegue puxar Jacob pela janela do carro, antes de o motorista acelerar com o veículo.
Pelas imagens é possível ver que uma outra pessoa estava no banco da frente. Os dois suspeitos conseguem fugir antes que outras pessoas se aproximem.
James McGonagle, de 24 anos, foi preso no dia seguinte. Ele chegou a agredir um policial enquanto tinha suas impressões digitais coletadas. O outro suspeito é procurado pela polícia.
Lopez, de 45 anos, levava os três filhos para visitar o marido no trabalho. Ninguém ficou ferido.
VÍDEOS: as últimas notícias internacionais

Fonte: G1 Mundo

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A técnica revolucionária que solucionou mistério de irmã sumida há 30 anos


Como um novo uso de DNA e sites de ancestralidade está ajudando a polícia a descobrir pistas sobre assassinatos que já tinham sido arquivados. Mulher foi amarrada com seis tipos diferentes de corda
BBC
Um irmão e uma irmã estavam procurando pela irmã deles há muito tempo desaparecida. Um departamento de polícia estava tentando identificar uma vítima de assassinato. Passaram-se 30 anos, mas uma revolução na ciência forense usando DNA e sites de ancestralidade finalmente ligou os pontos.
A área mais especial da pequena cidade de Bucklin, nos Estados Unidos, é seu cemitério. A grama está bem cortada, e as sepulturas parecem bem cuidadas.
Foi aqui, no mês passado, que cerca de 20 pessoas em luto estiveram ao redor de um pequeno caixão branco para se despedir de Shawna Beth Garber.
Ninguém, incluindo as pessoas que estavam lá, sabia muito sobre Shawna, como ela era, onde morava ou que nome usava quando morreu. Só recentemente eles souberam que ela havia sido assassinada e que seu corpo permaneceu sem ser identificado por três décadas.
A polícia a chamou de Grace (‘Graça’), porque havia sido dito que “somente pela graça de Deus” alguém descobriria quem ela era. No entanto, graças a uma revolução no rastreamento de DNA, que está mudando a forma como casos arquivados estão sendo resolvidos nos EUA, um mistério de 30 anos pode finalmente ser resolvido.
‘Shawna’
Rob e Shawna não nasceram em uma família normal. Um homem tímido de 56 anos, o irmão mais velho de Shawna descreve a mãe deles como “má”.
Ele fala devagar e suas palavras são cuidadosamente escolhidas. Ele não está acostumado a falar sobre sua infância e isso traz memórias turbulentas. Ele e Shawna foram abusados ​​fisicamente pela mãe, diz ele, e isso levou os dois a serem colocados sob cuidados assistenciais.
Suas lembranças de sua irmã mais nova são algumas das únicas boas lembranças que ele tem de sua primeira infância. “Ela era a maior parte da minha vida”, diz.
Quando Rob tinha sete anos e Shawna cinco, o abuso de sua mãe começou a aumentar.
“Na maior parte do tempo, eu era o alvo de tudo”, lembra Rob, “até o incidente que nos levou para longe dela. Isso foi muito acima e além de todo o resto”.
Ele estava na escola quando a mãe jogou fluido de isqueiro em Shawna e colocou fogo nela.
Eles foram separados depois de serem enviados para a assistência e colocados aos cuidados de famílias diferentes. Rob recebeu o sobrenome Ringwald.
Ele viu sua irmã mais uma vez depois que ela saiu do hospital, no aniversário de 8 anos dele, e essa foi a última vez.
Já adulto, na década de 1990, Rob começou a se interessar em encontrá-la.
Ele se lembrou de Shawna, mas também ouviu falar de outros meios-irmãos.
Depois de entrar em contato com as autoridades, ele acabou recebendo o nome de uma meia-irmã, Danielle Pixler, de 48 anos, que também morava no Estado do Kansas.
Eles se conheceram, estabeleceram uma amizade duradoura, e Danielle também ficou ansiosa para tentar encontrar Shawna.
Sentada na varanda de sua casa em Topeka, Kansas, Danielle me conta sobre suas décadas de caça à meia-irmã que ela nunca conheceu.
“Eu colocava folhetos nas árvores. Eu os colocava em sinais de trânsito. Eu os colocava nas janelas dos carros”, diz Danielle.
Ela passou inúmeras ​​horas no Facebook procurando por Shawna. “As pessoas pensaram que eu a estava perseguindo.”
Rob e Danielle construíram seus próprios arquivos sobre o caso, com todas as informações que puderam encontrar sobre Shawna. Mas sem saber nem mesmo informações básicas, como o sobrenome que ela estava usando, acabaria sendo um esforço sem resultado.
‘Grace Doe’
Em dezembro de 1990, o corpo de uma mulher foi encontrado perto de uma casa em fazenda abandonada no Missouri. A autópsia estimou que ela havia sido deixada lá por cerca de seis semanas, e que ela havia sido assassinada.
A polícia tinha poucas pistas para seguir. Ela havia sido amarrada com seis tipos diferentes de corda. Seus restos mortais estavam tão decompostos que seria difícil até mesmo para um parente próximo identificá-la.
O tenente Mike Hall, vice-xerife do condado de McDonald, trabalhou no caso por 14 anos sem chegar perto de descobrir quem era Grace. Muito menos quem a matou.
“Se eu estou dirigindo por aí, em patrulha, minha mente às vezes fica vagando. Eu pensava em quem a trouxe aqui. Está sempre em minha mente”, diz ele.
Com o passar dos anos, o caso de Grace foi ficando cada vez mais distante. Seus restos mortais foram mantidos em um armário no escritório do xerife, quase esquecidos. Era mais um dos cerca de 250 mil assassinatos não resolvidos dos EUA.
Casos arquivados, DNA e o Golden State Killer
O DNA tem sido usado em exames de perícia desde meados da década de 1980. As técnicas tradicionais são boas para combinar material genético com um suspeito se o DNA da pessoa em questão já estiver em um banco de dados da polícia, mas isso tem seus limites.
Por exemplo, nas décadas de 1970 e 1980, a Califórnia foi atacada por um serial killer e estuprador apelidado de Golden State Killer. A polícia tinha seu material genético, mas não havia correspondência no banco de dados de DNA do FBI. Muitos pensaram que ele nunca seria encontrado.
No entanto, em 2018, as autoridades decidiram usar uma técnica inovadora que apareceu em cena: uma que combina o uso de DNA com informações de sites de ancestralidade que podem ser usados ​​para desenhar árvores genealógicas.
Os sites de genealogia são projetados para permitir que as pessoas encontrem parentes há muito tempo separados.
Um usuário coloca um cotonete de DNA no correio e, mais tarde, recebe uma lista de pessoas com quem compartilha genes e uma análise de quão próximos estão.
A polícia percebeu que, se colocasse o DNA do assassino em um site de ancestralidade, obteria uma lista dos parentes do assassino – uma pista crucial.
A maioria dos sites de genealogia não permite verificações no âmbito de “aplicação da lei”, mas alguns permitem. As autoridades no caso Golden State Killer usaram uma empresa chamada GEDmatch.
Depois que os parentes genéticos foram encontrados, as árvores genealógicas puderam ser construídas. As árvores finalmente se juntaram em um ponto que permitiu às autoridades mirar em uma pessoa – um suspeito.
Em 2020, Joseph DeAngelo, um ex-policial da Califórnia, seria finalmente condenado à prisão perpétua.
Encontrando ‘Grace’
A Othram, uma empresa de tecnologia com sede em Houston, foi fundada logo após a descoberta de DeAngelo, com o objetivo de resolver casos não solucionados usando a nova tecnologia.
A empresa usa fontes de dados como as fornecidas pelo GEDMatch e ajudou a polícia a decifrar uma série de grandes assassinatos e casos de pessoas desaparecidas nos últimos dois anos.
Em novembro de 2020, a Othram pegou o caso de Grace e ele passou pelo mesmo processo que a polícia havia feito com o Golden State Killer.
O DNA de Shawna estava degradado e tinha contaminação bacteriana. A Othram limpou o DNA de Grace, criando um perfil genético que poderia ser executado em vários sites de genealogia.
A partir daí, encontraram várias correspondências com primos em terceiro grau e começaram a construir uma árvore genealógica para encontrar um ancestral comum. Trabalhando na árvore genealógica, eles começaram a desenvolver uma teoria sobre com quem ela poderia ter parentesco e deram os nomes ao tenente Hall.
A chamada
O telefonema do tenente veio quando Danielle estava no trabalho. A princípio ela pensou que fosse uma fraude: ouviu algo sobre um assassinato, uma possível irmã, um teste de DNA.
Mas depois de falar com sua família, ela ligou de volta para o número e se deu conta da gravidade do que o tenente Hall estava contando para ela.
“Quando liguei para ele, estava berrando e chorando”, disse ela. “Ele estava me contando todas essas coisas e eu fiquei tipo, ‘como você me encontrou? Como você sabe quem eu sou? Ou que sou parente?’ Eu simplesmente surtei.”
O tenente Hall convenceu Danielle a fazer um teste de DNA.
No dia 29 de março o resultado voltou. Grace Doe era sua irmã, Shawna. “Eu simplesmente comecei a chorar.”
Questões éticas
O caso de Shawna, e muitos outros como o dela, mostra que o processo funciona. Mas também há críticas. O principal problema é a privacidade.
A técnica é tão sensível que o DNA de uma pessoa poderia ser suficiente para identificar centenas ou mesmo milhares de seus parentes genéticos, e nenhum dos quais havia consentido com as checagens.
Na prática, uma pessoa pode inscrever toda a sua família ampliada.
“Não estamos falando sobre pesquisar em bancos de dados as pessoas que voluntariamente enviam suas informações”, disse Erin Murphy, autora do livro Inside the Cell: The Dark Side of Forensic DNA (Em tradução livre: Dentro da célula: o lado obscuro do DNA forense)
“Estamos falando sobre pesquisar em um banco de dados para encontrar as milhares de pessoas que nem sabem que são relacionadas àquele indivíduo.”
Danielle foi encontrada porque um parente distante consentiu que seu DNA fosse usado para verificações de aplicação da lei – não porque ela o fez.
Brett Williams, CEO da GEDmatch, fala sobre o dilema ético de usar a tecnologia.
“Você tem duas prioridades concorrentes aqui. A primeira prioridade é que você tem direito absoluto à privacidade. Mas, ao mesmo tempo, você tem uma prioridade competitiva, que é: nós temos o direito de não sermos assassinados.”
Mas o desejo das famílias de descobrir a identidade de entes queridos – ou o assassino de um parente – não supera as preocupações com a privacidade, argumenta Murphy.
“É incrivelmente difícil dizer isso, mas não fazemos políticas sobre as liberdades civis de toda a nossa sociedade com base nos sentimentos de vítimas individuais”, diz ela.
Esta é a principal razão pela qual tantos sites de genealogia não permitem verificações de aplicação da lei, incluindo Ancestry.com e 23AndMe.
Rob insiste que, sem o processo, eles nunca teriam descoberto o que aconteceu com sua irmã.
“Minha irmã estava sentada em uma prateleira há 30 anos. Agora ela não vai estar mais.”
Algum tipo de conclusão
Rob e Danielle ainda não têm uma imagem de Shawna adulta. Eles ainda não têm certeza do nome que ela estava usando no momento de sua morte.
A polícia está tentando descobrir quais eram os movimentos de Shawna antes de morrer, ou qualquer pessoa que a conheceu quando adulta.
Eles acreditam que ela pode ter residido em Joplin, Missouri, na época de seu desaparecimento.
O tenente Hall acha que tem uma chance real de resolver o caso. “Acho que o assassinato pode ser resolvido agora que sabemos quem ela é”, diz ele.
O funeral de Shawna foi uma mistura de sentimentos para Rob e Danielle. Eles finalmente sabiam quem era e onde estava sua irmã. Ela não havia recusado o contato. Ela não havia emigrado. Mas não era o fim que desejavam.
“Tenho pesadelos. Ouço gritos”, diz Danielle, que não consegue deixar de ler as notícias da imprensa local sobre o caso.
“Eu leio sobre ela todos os dias, eu tenho que ler. É horrível porque eu choro toda vez que leio. Mas de alguma forma eu me sinto mais perto dela quando estou lendo.”
A identificação de Shawna é uma grande descoberta no caso.
Nos EUA, descobertas semelhantes acontecem semanalmente. Não é um eufemismo descrever esta técnica como uma revolução na resolução de assassinatos arquivados.
No entanto, esse método é tão novo que existem poucas leis que regulamentem seu uso. E como a privacidade é uma questão cada vez mais controversa nos EUA, os políticos terão que decidir até que ponto querem que os sites de genealogia sejam usados ​​para combater crimes.
A polícia acredita que há uma possibilidade muito real de que o assassino de Shawna ainda esteja vivo e presumiu que ele escapou impune.
Essa tecnologia significa que um dia essa pessoa, e muitos outros assassinos nos EUA, podem ser levados à Justiça.

Fonte: G1 Mundo

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Premiê da Hungria anuncia referendo sobre lei contra gays


Lei equipara pedofilia e homossexualidade, proíbe a ‘demonstração e promoção da homossexualidade’ para menores de 18 anos e tem causado forte reação da União Europeia. O primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orban, durante entrevista coletiva em Belgrado, na Sérvia, na sexta-feira (15)
Andrej Isakovic/AFP
O primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, anunciou nesta quarta-feira (21) que fará um referendo para avaliar o apoio da população à polêmica lei contra a comunidade LGTBQIA+.
O anúncio do premiê foi feito após a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, advertir o governo húngaro para retificar a lei contra ou enfrentar “consequências legais” do bloco europeu.
“Bruxelas claramente atacou a Hungria nas últimas semanas sobre a lei”, afirmou Orbán em um vídeo divulgado em uma rede social.
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A lei húngara equipara pedofilia e homossexualidade, proíbe a “demonstração e promoção da homossexualidade” para menores de 18 anos e tem causado forte reação da União Europeia.
Na prática, séries de televisão como “Modern Family” e filmes como Billy Elliot, por exemplo, seriam banidos da programação de TVs, assim como conteúdos educacionais sobre o tema em escolas.
O governo de extrema direita do premiê Viktor Orbán vem irritando seus pares do bloco europeu por repetidas ações que corroem sistematicamente as instituições democráticas da Hungria.
Sem mencionar a Hungria ou Orbán, 17 líderes europeus assinaram uma carta recentemente na qual reafirmam seu compromisso contra a discriminação à comunidade LGBTQIA+ e a defesa de seus direitos (veja no vídeo abaixo).
Líderes europeus condenam lei que discrimina comunidade LGBTQIA+ na Hungria
O ministro de Relações Exteriores de Luxemburgo, Jean Asselborn, disse que a lei é “indigna da Europa” porque “as pessoas têm o direito de viver como quiserem”. “Não estamos mais na Idade Média”.
Orbán se diz atacado e injustiçado e alega que a legislação aprovada pelo Parlamento húngaro está sendo mal interpretada, pois não combate a homossexualidade — e sim a pedofilia. “Temos a defesa dos direitos das crianças e dos pais, só isso”.
Mas o histórico autoritário contradiz o verniz democrático que o primeiro-ministro tenta dar à sua gestão. Argumento semelhante foi usado para justificar outra lei, sancionada no ano passado, que impediu que casais do mesmo sexto adotem crianças.

Fonte: G1 Mundo