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A 2 semanas da posse, Peru ainda não sabe quem será presidente


O candidato de esquerda, Pedro Castillo, teve 44 mil votos a mais do que a sua rival de direita, Keiko Fujimori. Mas até agora o órgão eleitoral não proclamou o resultado oficial. O esquerdista Pedro Castillo e a direitista Keiko Fujimori disputam o segundo turno da eleição presidencial no Peru
Ernesto Benevides/AFP e Gian Masko/AFP
A demora do anúncio oficial de quem venceu a acirrada eleição presidencial do Peru, que ocorreu há mais de um mês, em 6 de junho, está prejudicando a transferência de poder no país andino.
Faltam exatas duas semanas para o término do governo do presidente interino, Francisco Sagasti, e até agora o órgão eleitoral não proclamou o resultado oficial.
O candidato de esquerda Pedro Castillo teve 44 mil votos a mais do que a sua rival de direita Keiko Fujimori, mas a candidata derrotada questionou cédulas e denunciou, sem provas, supostas fraudes.
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Manifestantes favoráveis a Pedro Castillo criticam em protesto em Lima, em 26 de junho, a tentativa de Keiko Fujimori de anular parte dos votos nas eleições presidenciais do Peru
Sebastian Castaneda/Reuters
Apoiadores de Keiko Fujimori pedem ‘respeite meu voto’ em protesto em Lima, no Peru, no mesmo dia
Gerardo Marin/Reuters
Mas observadores internacionais avalizaram o processo, inclusive a Missão de Observação Eleitoral da OEA (Organização dos Estados Americanos) e o Departamento de Estado dos EUA, que disse que as eleições no Peru foram justas e são um “modelo de democracia na região”.
País em crise
Quem for declarado vencedor tomará posse em 28 de julho, dia em que o Peru comemora o bicentenário de sua independência, e assumirá um país que atravessa grave crise política e sanitária.
Foram três presidentes em uma semana, em novembro do ano passado.
O atual presidente é Francisco Rafael Sagasti, que assumiu interinamente após Martín Vizcarra sofrer um impeachment e seu sucessor, Manuel Merino, renunciar após cinco dias.
Em maio, após o governo revisar os números da pandemia, o Peru se tornou o país com o maior número de mortes por Covid-19 do mundo em relação à população (veja no vídeo abaixo).
VÍDEO: Peru revisa números da Covid-19 e se torna país com mais mortes por habitante
Transferência de poder
O porta-voz do Júri Nacional de Eleições, Luis Alberto Sánchez, diz que o anúncio oficial do vencedor terá que esperar até o dia 20 (próxima terça) porque as autoridades terminaram de revisar todas as queixas pendentes, mas ainda faltam outros filtros e trâmites.
O atual ministro da Economia, Waldo Mendoza, disse na noite de segunda-feira (12) que o presidente interino deu instruções a seu gabinete para que permaneçam trabalhando depois do seu mandato para ajudar na transferência de poder, caso o futuro governo considere apropriado.
“Ali estaremos pelo tempo razoável que exija esta situação, que é especial”, disse o ministro a uma rede de televisão local.
Enquanto o Júri Nacional de Eleições não proclamar oficialmente o resultado, nenhum órgão público pode realizar reuniões de transferência de poder com a equipe daquele que ocupará a presidência.
VÍDEOS: as últimas notícias internacionais

Fonte: G1 Mundo

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Agência de comunicações dos EUA aprova plano para substituir equipamentos da Huawei e ZTE


Programa de US$ 1,9 bilhão será destinado a operadoras com menos de 10 milhões de clientes para que deixem de usar produtos chineses nas redes. Logo da Huawei
REUTERS/Aly Song
A Comissão Federal de Comunicações (FCC) dos Estados Unidos aprovou por unanimidade na última terça-feira (13) um programa de US$ 1,9 bilhão para substituir equipamentos de telecomunicações de empresas chinesas como Huawei e ZTE da infraestrutura de redes do país.
O valor servirá como um reembolso para operadoras que utilizam os equipamentos chineses que tenham menos de 10 milhões de clientes – a maioria delas está na área rural dos EUA.
Em 2020, a FCC designou a Huawei e a ZTE como ameaças à segurança nacional. Esse status impediu que empresas americanas utilizassem um fundo governamental de US$ 8,3 bilhões para comprar equipamentos das empresas.
Em dezembro passado, a agência adotou regras que exigiam que as operadoras com equipamentos ZTE ou Huawei “tirassem e substituíssem” esses equipamentos, segundo a agência Reuters.
As empresas chinesas negam que seus produtos representem um risco de segurança. Um diretor da Huawei afirmou em setembro passado que a empresa revelaria detalhes de sua tecnologia para mostrar que é segura, mas a promessa não se concretizou ainda.
LEIA MAIS: Huawei não conseguiu melhorar segurança dos seus equipamentos de rede, diz agência do Reino Unido
A Huawei disse em uma declaração que as regras “são simplesmente uma tentativa irrealista de consertar o que não está quebrado”.
“A iniciativa da FCC apenas cria desafios extraordinários para as operadoras nas áreas mais rurais/remotas dos EUA para manter o mesmo alto nível e qualidade de serviço que elas fornecem a seus clientes sem interrupção”, afirmou a companhia.
No mês passado, a agência americana ampliou o veto à equipamentos chineses para além do acesso ao fundo governamental.
Não são mais aprovados os usos de equipamentos de empresas chinesas consideradas ameaças à segurança nacional em redes de telecomunicações americanas.
A FCC também afirmou que poderia revogar autorizações prévias dada aos equipamentos de empresas chinesas.
Veja dicas sobre segurança digital

Fonte: G1 Mundo

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Covid: Mesmo em queda, média de mortes diárias no Brasil ainda é maior do mundo e supera a de continentes inteiros


Estatísticas revelam que diminuição dos números nas últimas semanas ainda não foi suficiente para que país deixasse de figurar entre os lugares do mundo com maior média móvel de novos óbitos pela doença Embora as médias móveis de casos e mortes por Covid-19 estejam em queda, Brasil segue com números altíssimos em comparação com outros países que também sofreram muito ao longo da pandemia
Getty Images via BBC
Europa, África, América do Norte e Oceania têm atualmente médias móveis de mortes por Covid-19 mais baixas que o Brasil.
Apesar da queda considerável nas estatísticas durante as últimas semanas, o número de óbitos por dia em nosso país segue muito alto e chega até a superar o que é registrado em continentes inteiros.
Além disso, o Brasil também ocupa, desde o dia 20 de junho, a primeira posição na média de novas mortes dos últimos sete dias em comparação com outras nações que também foram significativamente afetadas pelo coronavírus.
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Bruno Kelly/Reuters/Arquivo
De acordo com a plataforma “Our World In Data”, da Universidade de Oxford, o Brasil tem média móvel de 1.278 mil mortes por Covid-19.
A média móvel é uma média das notificações registradas ao longo de sete dias. Ela dá uma melhor noção da evolução da epidemia do que os números divulgados diariamente, porque os dados diários flutuam bastante, por uma série de motivos.
Em contrapartida, a Europa apresenta uma média de 961 óbitos/dia, a África está com 801, a América do Norte fica com 593 e a Oceania segue com 4. Os dados vão até 13 de julho.
As únicas duas regiões que superam a média brasileira de momento são Ásia (3,1 mil mortes/dia) e América do Sul (2,5 mil).
Mesmo nos números relativos, que levam em conta o tamanho da população de cada país, a situação continua bastante preocupante para o nosso lado: o Brasil aparece em nono lugar, com uma média de 6 mortes diárias para cada 1 milhão de habitantes.
Em ordem decrescente, os primeiros lugares do ranking pertencem a Namíbia (22,49 mortes por dia por milhão de pessoas), Tunísia (12,69), Suriname (10,2), Colômbia (9,31), Paraguai (9,27), Seicheles (8,72), Argentina (8,4) e África do Sul (6,05).
Nas últimas 24 horas, o Brasil foi o segundo lugar do mundo a registrar mais mortes por Covid-19. Com 1.605 óbitos, só ficamos atrás da Índia (2.642).
Na liderança entre locais mais atingidos
O Brasil também ocupa, desde o dia 20 de junho, a primeira posição na quantidade de óbitos em comparação com outras nações que também foram significativamente mais afetadas pelo coronavírus.
Esse cálculo leva em conta apenas os cinco países que registraram mais óbitos por covid-19 até o momento (Estados Unidos, Brasil, Índia, México e Peru, em ordem decrescente).
No ranking das médias móveis liderado pelo Brasil (1.278), a Índia aparece em segundo lugar, com média de 1.028 mortes nos últimos sete dias. Na sequência, vêm EUA (261), México (188) e Peru (129).
O mesmo cenário se repete se relativizarmos os números de acordo com o tamanho da população de cada país: o Brasil segue na dianteira, com uma média de 6,01 mortes por milhão de habitantes, seguido por Peru (3,9 óbitos), México (1,46), EUA (0,79) e Índia (0,74).
Desde o dia 20 de junho, Brasil (linha verde) é líder na média móvel de mortes por Covid-19 entre os 5 países com os números mais altos até o momento. Na sequência, aparecem Índia (roxo), Estados Unidos (vermelho), México (azul) e Peru (laranja)
Reprodução/Our World in Data
Situação global alarmante
Em seu discurso de abertura na coletiva de imprensa desta semana, o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, mostrou preocupação com a piora da pandemia em várias partes do planeta.
“Tivemos a quarta semana consecutiva com aumento do número de casos de covid-19. E, após dez semanas em queda, as mortes pela doença voltaram a crescer”, destacou.
“Nós continuamos a receber informações de várias regiões do mundo sobre hospitais que estão chegando à capacidade máxima”, completou.
E essa piora também pode ser observada nas estatísticas compiladas no site Our World In Data: quando consideramos todos os países (não apenas aqueles cinco com os maiores números absolutos), é possível notar um agravamento da situação na América Latina, no Sudeste Asiático e em alguns países da África.
Na Europa, a curva de novos casos voltou a apontar para cima, mesmo em locais com a vacinação já adiantada, como o Reino Unido.
Na avaliação de Ghebreyesus, esse cenário está relacionado com o espalhamento da variante Delta, que foi detectada originalmente na Índia.
“Essa variante está percorrendo o mundo num ritmo escaldante, levando a novos picos de casos e mortes”, disse o diretor-geral da OMS, que também deixou um recado claro para as farmacêuticas que já falam sobre a necessidade de uma dose de reforço de suas vacinas.
“A prioridade agora deve ser imunizar aqueles que não receberam nenhuma dose e não têm proteção. Em vez de Moderna e Pfizer priorizarem o fornecimento de vacinas como reforços para países cujas populações têm cobertura relativamente alta, precisamos que eles façam tudo para canalizar o fornecimento para iniciativas como o Covax Facility e para os países de renda média e baixa.”
“Não é hora de calmaria, ou de falar da vacinação nos países de baixa renda só em 2023 e 2024. Queremos progresso e ações para aumentar o acesso aos suprimentos que salvam vidas”, finalizou.
No Brasil, atenção voltada aos mais jovens
Em relação à situação interna, o mais recente Boletim InfoGripe, produzido por especialistas da Fundação Oswaldo Cruz (FioCruz), chama a atenção justamente para o número elevado de indivíduos com menos de 60 anos que estão internados no momento.
A análise leva em conta as notificações de hospitalização por Síndrome Aguda Respiratória Grave (SRAG) — em meio à pandemia, é esperado que a maioria desses casos de infecção mais séria, que precisam de cuidados médicos, esteja relacionado com a covid-19.
Segundo o último relatório, que leva em conta a semana de 27 de junho a 3 de julho, o número de hospitalizações por SRAG de brasileiros com mais de 60 anos está caindo consideravelmente e alcançou patamares bem parecidos a outubro de 2020, o que certamente é uma boa notícia.
Essa informação sinaliza que as vacinas disponíveis estão funcionando bem e protegem contra as formas mais graves da covid-19.
Vale destacar que a população mais velha foi considerada um grupo prioritário na campanha de imunização e a maioria já recebeu as duas doses ao longo do primeiro semestre de 2021.
A preocupação maior, segundo o Boletim InfoGripe, está focada nas pessoas com menos de 60 anos: a taxa de internação entre os mais jovens segue alta, muito acima dos picos registrados no mesmo período do ano passado.
Isso, novamente, só atesta a importância dos imunizantes e a urgência de acelerar a campanha de vacinação para proteger o maior número de pessoas o mais rápido possível.
O documento também revela que, apesar das curvas epidêmicas brasileiras em descenso, a transmissão de vírus respiratórios continua alta em boa parte do país.
“Todos os estados apresentam macrorregiões em nível alto ou superior, sendo que 16 deles e o Distrito Federal mostram macrorregiões em nível extremamente elevado [de transmissão viral comunitária]”, analisou o pesquisador em saúde pública Marcelo Gomes, um dos responsáveis pelo boletim, à Agência FioCruz de Notícias.
O cientista ainda afirmou que é preciso reavaliar as “flexibilizações já implementadas nos Estados com sinal de retomada do crescimento ou estabilização [de casos de SRAG] ainda em patamares elevados”.
E as próximas semanas?
Enquanto as notificações de mortes e casos se reduzem pouco a pouco, entidades e especialistas em saúde pública seguem defendendo a adoção de duas estratégias essenciais para controlar a pandemia e para que os números não voltem a subir daqui a algum tempo.
A primeira delas já falamos logo acima: levar as vacinas a todos os brasileiros. Ao que tudo indica, isso ajudará a evitar os casos mais graves (que estão relacionados a internação, intubação e morte) e pode até diminuir a taxa de contágio e transmissão do vírus na comunidade.
A segunda é reforçar as medidas não farmacológicas, como o distanciamento físico, o uso de máscaras ao sair de casa, os cuidados com a circulação de ar pelos ambientes e a higiene das mãos.
O momento de maior calmaria também deveria servir de oportunidade para criar políticas públicas que já se mostraram efetivas em outros países, mas não foram implementadas a contento no Brasil.
É o caso, por exemplo, do melhor controle de fronteiras, portos e aeroportos e um amplo programa de vigilância epidemiológica, com testagem em massa, rastreamento de contatos e isolamento de casos confirmados de covid-19.
Esse pacote de ações permitiria não apenas lidar com o atual cenário da pandemia, mas também nos deixaria mais preparados para o que pode vir pela frente, especialmente a partir da chegada ou da descoberta de novas variantes no país, como é o caso da delta.

Fonte: G1 Mundo

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Protestos em Cuba: por que parte dos cubanos continua a apoiar governo


No conturbado fim de semana em Cuba, milhares de cidadãos foram às ruas protestar contra o governo. Por outro lado, uma massa de apoiadores se apresentou para defender o presidente Miguel Díaz-Canel. Centenas de cubanos também se manifestaram neste domingo a favor do governo, tanto em Havana como em algumas províncias
EPA via BBC
Protestos e antiprotestos. Assim se resumiu o agitado último fim de semana em Cuba, quando milhares de cidadãos saíram às ruas para protestar contra o governo. Ao mesmo tempo, outros grupos saíram para defendê-lo.
Os milhares de cubanos que se manifestaram contra o governo em mais de 20 cidades realizaram as maiores manifestações no país nos últimos 60 anos. Eles marcharam sob gritos de “liberdade”, “abaixo a ditadura” e “pátria e vida”.
Diante desses protestos, o presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, convocou os seguidores do governo a saírem às ruas para “enfrentar” os opositores.
“Convocamos todos os revolucionários do país, todos os comunistas, a tomarem as ruas e irem aos lugares onde vão acontecer essas provocações, hoje, de agora em diante e em todos estes dias”, disse o presidente em uma mensagem considerada incomum. Ela foi transmitida por todas as redes de rádio e televisão da ilha, também no domingo.
Após a convocação do mandatário, centenas de cubanos foram às ruas em atos a favor do governo em Havana e em algumas províncias.
Os vídeos mostram dezenas de apoiadores do governo segurando faixas de Fidel Castro, bandeiras cubanas e do Movimento 26 de Julho (grupo fundado por Fidel Castro, em 1954, em oposição ao então ditador Fulgêncio Batista). Eles também gritaram palavras de ordem a favor do presidente Miguel Díaz-Canel e contra os Estados Unidos.
As vozes que defendem o governo cubano também se expressaram nas redes sociais.
“Em Cuba, as ruas pertencem aos revolucionários. Também é hora de dominar as redes”, escreveu Yaira Jiménez Roig, funcionária do Ministério das Relações Exteriores de Cuba, no Facebook.
Em defesa da ‘Revolução’
“Díaz-Canel chama e seus apoiadores respondem sem hesitar. É a gente de Fidel que intimida os manifestantes…”, escreveu uma usuária identificada como Heidy Villuendas no Facebook. A publicação tinha também algumas fotos dos manifestantes em Havana.
Um usuário identificado como Alejandro Ruiz, de Havana, disse à BBC News Mundo, serviço de notícias em espanhol da BBC, que em Cuba “só ocorreram motins, distúrbios causados por um grupo de mercenários e criminosos, alguns dos quais agiram com violência”.
O governo cubano geralmente acusa seus oponentes de serem mercenários ou agentes a serviço dos Estados Unidos.
“Nas revoltas éramos cubanos comuns defendendo nosso trabalho. Nosso povo é heroico, pronto para morrer em defesa de uma obra de justiça social”, acrescentou Ruiz.
Antonio Crespo, de San Antonio de los Baños, foi outro dos que marcharam em apoio ao governo, segundo o Granma, jornal oficial do Partido Comunista de Cuba.
“Aqueles de nós que chegamos até aqui somos vigilantes fiéis da revolução, somos fortes porque fomos criados por ela. E agora, com a presença de Díaz-Canel, nos sentimos firmes, seguros, porque a revolução está com o povo, que é o verdadeiro dono das ruas. Em Cuba não vamos permitir que ninguém leve o que conquistamos”, disse Crespo à publicação.
Roberto Reyes Herrera, outro dos apoiadores do governo citados pelo Granma, manifestou sua gratidão pelas “oportunidades que a revolução lhe deu e que poucos não querem reconhecer”.
Yaima Pérez, da cidade de Bayamo, acrescentou: “Não estou sozinha cuidando do meu trabalho, estou cuidando do futuro dos meus filhos, da sua tranquilidade e da sua felicidade porque quero que continuem vivendo e crescendo em um país soberano.”
Por sua vez, um estudante identificado como Yurisdán Paneque, da cidade de Camagüey, afirmou: “Hoje vim aqui (ao protesto pró-governo) como um jovem que está conseguindo um diploma universitário gratuitamente, bem como para defender todas as conquistas da revolução por mais mais de 60 anos de lutas pelo nosso direito à paz e à determinação de nosso próprio destino socialista”, disse Paneque, segundo o portal da Agência Cubana de Notícias.
Segundo o jornal oficial Juventud Rebelde, também ocorreram manifestações em locais como Cienfuegos, Caibarién, Guantánamo e Artemisa.
Além dos atos pró-governo, dezenas de usuários se manifestaram nas redes sociais contra o embargo e as sanções econômicas impostas pelos Estados Unidos contra Cuba, processo conhecido como “bloqueio”.
O governo cubano atribui a atual situação econômica ao embargo norte-americano.
Numerosos usuários do Facebook e Twitter compartilharam a hashtag #EliminaElBloqueo e muitos outros colocaram um filtro em sua foto de perfil que diz “Matanzas não está sozinha”, aludindo à difícil situação que enfrenta a província cubana em face da pandemia covid-19 – o governo prometeu a resolver a situação.
Crise econômica e de saúde
Os protestos de domingo em várias cidades cubanas parecem ser o resultado de um cansaço acumulado da população contra o governo.
A frustração e o cansaço aumentaram nos últimos meses após uma das maiores crises econômicas pelas quais a ilha passou desde o chamado “período especial” (a crise no início dos anos 1990 após o colapso da União Soviética), com meses de escassez de alimentos, remédios e produtos de necessidades básicas, além de apagões de energia e aumento da inflação.
As manifestações acontecem também no pior momento da pandemia no país, com relatos de hospitais superlotados e depoimentos de vários cubanos que asseguram que seus familiares morreram em casa sem receber atendimento médico e medicamentos.

Fonte: G1 Mundo

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Mais de 70 morrem em onda de violência na África do Sul


País vive uma onda de protestos e violência. Além dos mortos, mais de mil pessoas foram presas. Policiais em uma estrada perto de Cato Ridge, na África do Sul, em 14 de julho de 2021
Rogan Ward/Reuters
Poucos mercados se arriscam a abrir as portas nesta quarta-feira (14)  na cidade de Durban. Faltam vários produtos, funcionários e há longas filas nas portas. Parte da população já enfrenta dificuldades para comprar comida, depois que o comércio foi saqueado em várias cidades nos últimos dias e caminhões foram incendiados em estradas da África do Sul. Muitos desses veículos carregavam mercadorias para abastecer supermercados.
Sobe para 72 número de mortos em onda de violência na África do Sul
Por conta da crescente violência, diversas empresas seguem com as portas fechadas. Hospitais e postos onde vacinas contra o coronavírus estão sendo aplicadas não funcionam como deveriam, porque muitos trabalhadores não estão conseguindo se locomover, já que não há transporte público circulando nas ruas das cidades onde o caos se instalou.
Até terça-feira (13) à noite, 1.234 pessoas haviam sido presas pela polícia, acusadas de envolvimento nos protestos e saques, que terminaram, também, com a morte de 72 pessoas, segundo as autoridades.
Enquanto ainda não se sabe, ao certo, o tamanho do prejuízo para a já fragilizada economia do país que, atualmente, tem uma das mais altas taxas de desemprego do mundo (32%), um produtor rural teve que jogar fora 28 mil litros de leite na província de KwaZulu-Natal. Segundo a imprensa local, Rob Stapylton-Smith disse que não teve como entregar o produto aos clientes e o leite acabou estragando. Foi nessa província que os protestos começaram, na sexta-feira (9), conduzidos por apoiadores do ex-presidente sul-africano Jacob Zuma, preso na semana passada, aos 79 anos.
Militar mantém guarda próximo a suspeitos de saque do lado de fora do shopping Diepkloof, em Soweto, na África do Sul, em 13 de julho de 2021, após à prisão do ex-presidente Jacob Zuma
Siphiwe Sibeko/Reuters
Considerado um herói por muitos negros por ter lutado ao lado de Nelson Mandela contra o apartheid, regime de segregação racial que vigorou no país até o início dos anos 1990, Zuma foi presidente da África do Sul entre 2009 e 2018, período em que viu seu idolatrado nome passar a estampar manchetes sobre escândalos de corrupção. Ele venceu duas eleições, mas não terminou o segundo mandato. Alvo, na época, de quase 20 processos, foi forçado pelo partido Congresso Nacional Africano (o mesmo de Mandela) a renunciar ao cargo, tendo sido sucedido pelo vice, Cyril Ramaphosa, atual presidente do país.
Pena por corrupção
Zuma recebeu uma pena de 15 meses de prisão por não ter prestado esclarecimentos a uma comissão judicial que investiga denúncias graves sobre um esquema de corrupção no governo dele. A investigação ficou conhecida como a “captura do Estado”. A decisão de mandar prender o ex-presidente foi do Tribunal Constitucional, a corte mais alta da África do Sul.
Veja abaixo uma reportagem sobre a prisão de Zuma.
Ex-presidente da África do Sul Jacob Zuma se entrega à polícia para cumprir sentença de 15 meses de prisão
Zuma se apresentou à polícia na quarta-feira à noite, pouco antes de terminar o prazo para que se entregasse. Enquanto a defesa dele tenta soltá-lo por vias legais, com recursos, seus apoiadores saíram às ruas, se mostrando indignados e dispostos a tudo para ver o líder solto.
Os protestos não se limitaram à KwaZulu-Natal, onde vive grande parte dos zulus, uma das maiores etnias da África do Sul. Jacob Zuma é deste grupo étnico. No fim de semana, protestos passaram a ser registrados, também, em cidades de outras províncias, como Gauteng.
Jacob Zuma, ex-presidente da África do Sul, comparece ao Supremo Tribunal em Pietermaritzburg em 15 de outubro de 2019
Michele Spatari/Pool via AP
Durante transmissões ao vivo nas TVs sul-africanas, os repórteres mostraram a confusão em Alexandra, uma das comunidades mais antigas de Joanesburgo, e em um centro comercial que foi saqueado em Soweto, região emblemática que foi palco de grandes protestos de negros que lutavam por liberdade durante o apartheid. Nelson Mandela morou nessas duas comunidades, que nos últimos dias teve lojas saqueadas por quem parecia não se importar com o risco de também ir preso pelo que fazia diante das câmeras.
Além de alimentos e roupas, bebidas alcóolicas e até eletrodomésticos estavam sendo carregados pelos saqueadores nas ruas. Durante uma transmissão ao vivo de uma TV, um homem tentava colocar dentro do próprio carro uma gigantesca e moderna televisão que não passou pela porta de trás do veículo. Ele teve paciência e tempo para esvaziar o porta-malas até conseguir levar, ali, a grande aquisição.
Na segunda-feira à noite, o presidente sul-africano fez um pronunciamento em rede nacional, um dia depois de ter – mais uma vez – se dirigido à nação para estender as medidas de circulação no confinamento nacional obrigatório, em vigor desde março do ano passado, por conta da pandemia. Só que desta última vez, o assunto foi o cenário de caos que se espalhou, gerando prejuízo, insegurança e preocupação.
Exército nas ruas
Ramaphosa decidiu mandar 76 mil homens do exército para as ruas de cidades das duas províncias onde houve mais protestos e saques: Gauteng e KwaZulu-Natal. O presidente pediu calma à população e disse que as autoridades não vão tolerar mais violência. Ele lembrou que toda essa confusão vai atrapalhar a campanha de vacinação contra o coronavírus e ressaltou o risco de o país, que enfrenta a terceira onda de infecções, aumentar ainda mais a quantidade de novos casos de Covid-19 nesses tumultos. “Os motivos alegados para a violência em KwaZulu-Natal não podem ser usados para legitimar o vandalismo e a violência pública”, disse Ramaphosa.
Na análise do historiador sul-africano Benjamin Vogel, essa pode ser a pior crise interna da África do Sul desde o fim do apartheid. “Há muita violência nas ruas de duas das maiores cidades (Durban e Joanesburgo). A gente tem uma campanha contra a democracia, contra a lei e uma expressão muito grave da nossa crise social e econômica”, disse.
Em Durban, a reportagem esteve em Bluff, bairro residencial perto da praia, onde muitos moradores passaram a terça-feira em busca de algum mercado aberto para comprar comida. A situação afetou quem dirigia carro popular, de luxo ou se arriscava a pé pelas ruas vazias da área. Dois pequenos mercados estavam abertos. As prateleiras de um deles ficaram vazias no início da tarde. No outro, havia fila na porta.
Neste bairro há dois centros comerciais com dezenas de lojas e supermercados que foram fechados por conta do medo dos saqueadores. Desde o fim de semana, comerciantes estão em frente a esses locais, armados, prontos para proteger suas empresas a qualquer custo. Quase todos são brancos, mas entre eles há também indianos. A África do Sul tem uma das maiores comunidades de indianos fora da Índia e a maioria vive em Durban.
Presença de milícias
Essas pessoas estão carregando facas, revólveres, tacos de beisebol, golfe ou pedaços de pau com pregos. Em uma esquina da Grays Inn road, um grupo de civis mascarados e armados chegou a montar uma barricada, parando carros com ocupantes que consideravam suspeitos. Faziam o mesmo com alguns pedestres. Um idoso branco, que se comportava como um dos líderes do grupo, não quis se identificar e reprimia qualquer “estranho” que tentasse fotografar ou gravar imagens no local. “Não somos racistas, não tem só branco aqui no nosso grupo. Só queremos proteger nossas propriedades”, disse. Mas apenas negros eram abordados por eles, que vêm se comportando como milicianos, patrulhando as ruas da redondeza armados como se policiais fossem.
Eles intimidam os que abordam e fazem perguntas como se tivessem o direito de controlar a circulação na área. Três jovens negros, por exemplo, chegaram a ser impedidos por este grupo de seguir na direção que caminhavam. Um idoso, também negro, foi o único visto pela reportagem que afrontou o grupo de maioria branca lembrando que não estavam mais nos tempos do apartheid e que ele era livre para andar pelo bairro onde morava. Neste mesmo grupo, jovens também carregavam sjamboks, uma espécie de chicote que era usado por policiais brancos nos tempos do apartheid para reprimir os negros.
Na visão do historiador Benjamin Vogel, a polícia sul-africana infelizmente não tem capacidade de conter a violência nessas regiões. Isso acaba dando espaço para as milícias. “E há um elemento xenófobo no discurso de Zuma de ser contra o monopólio do capital branco e estrangeiros. A tensão racial é grave”, completou.
Historicamente, a relação entre zulus e indianos em Durban já é difícil, assim como a de negros e brancos na África do Sul. “Há uma grande possibilidade de conflito racial aberto entre negros e indianos e também entre negros e brancos em KwaZulu-Natal. Acho que muita gente vai morrer. E talvez semana que vem a região tenha uma crise de fome. É muito grave”, conclui o historiador.
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Fonte: G1 Mundo

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Hotel no Japão onde está uma parte da delegação olímpica do Brasil tem foco de Covid-19


Há 31 brasileiros da comitiva olímpica no hotel, incluindo os atletas de judô. Nenhum deles teve Covid-19. Sete funcionários do estabelecimento foram contaminados, disse a prefeitura da cidade. Reprodução gigante das medalhas que serão entregues em Tóquio no hall de um prédio da cidade
Kim Kyung-Hoon/Reuters
Foi identificado um foco de casos de coronavírus em um hotel onde há membros da equipe olímpica brasileira em Tóquio, no Japão.
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Sete funcionários do hotel na cidade de Hamamatsu, no sudoeste de Tóquio, testaram positivo para o coronavírus, disse a prefeitura.
Há 31 brasileiros da delegação brasileira nesse hotel. Os atletas de judô estão hospedados lá. No entanto, nenhum deles foi infectado e estão em uma “bolha”, separados dos outros hóspedes.
Nesta quarta-feira (14), os organizadores prometeram que os Jogos serão históricos.
Vila Olímpica em Tóquio abre para atletas sem festas e celebrações
A cerimônia de abertura acontecerá no dia 23 de julho. Novos casos ligados aos jogos e uma alta de infecções na cidade sede salientam o risco de realizar o maior evento esportivo do mundo durante uma pandemia, mesmo que sem torcedores nos locais dos jogos.

Fonte: G1 Mundo

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Papa Francisco deixa o hospital após cirurgia


Papa Francisco celebra Ângelus dominical direto do hospital onde está internado
Reprodução
O papa Francisco, de 84 anos, deixou o hospital nesta quarta-feira (14), 11 dias após passar por uma cirurgia no cólon. Foi a primeira hospitalização desde que ele assumiu o posto, em 2013.
A operação foi feita para remover um pedaço do cólon por conta de uma estenose diverticular sintomática do cólon, uma doença que faz bolsas sobressaírem da camada muscular do colón e a estreitarem.
Além de causar dor, o problema, que é mais comum em pessoas mais velhas, pode causar inchamento, inflamação e dificuldade nos movimentos intestinais.
A cirurgia parece ter sido programada para coincidir com um período em que o pontífice tem apenas um compromisso público – sua bênção de domingo na Praça de São Pedro.
Esta reportagem está em atualização.

Fonte: G1 Mundo

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Avião despeja milhares de peixes em lago nos EUA; assista

Até 35 mil peixes jovens, chamados de alevinos, podem ser soltos em um único despejo aéreo. Método é empregado em áreas remotas e é mais eficaz do que transporte por veículos de longa distância. VÍDEO: Avião despeja milhares de peixes em lago nos EUA
Milhares de peixes foram lançados de um avião em lagos próximos a Bicknell, em Utah, na semana passada, para repovoá-los com vida marinha.
Como os lagos estão localizados em áreas remotas dos Estados Unidos, soltar os peixes por via aérea é um método mais eficaz de repovoar os lagos, pois há dificuldades em manter níveis de oxigênio suficientes ao transportá-los por veículos por longas distâncias.
Até 35 mil peixes jovens, chamados de alevinos, podem ser soltos em um único despejo aéreo. Seu tamanho menor, combinado com uma queda mais lenta de grandes altitudes, resulta em uma alta taxa de sobrevivência, de acordo com a Divisão de Recursos da Vida Selvagem de Utah.
O despejo aéreo de peixes tem sido adotado em Utah desde a década de 1950 e tem sido usado para repovoar mais de 200 lagos remotos no estado.
‘Peixes monstruosos’: veja casos de animais enormes ou de formas assustadoras encontrados

Fonte: G1 Mundo

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Trombada de baleia provoca buraco em casco de barco; veja vídeo

Passageiro chegou a cair na água com o impacto, mas não se feriu e foi puxado de volta a bordo. Incidente aconteceu em South Kingston, no estado de Rhode Island, nos EUA. VÍDEO: Trombada de baleia provoca buraco em casco de barco
A trombada de uma baleia deixou um buraco no casco de um barco de passeio em Rhode Island, nos Estados Unidos, na terça-feira (13). Um passageiro chegou a cair na água com o impacto, mas não se feriu e foi puxado de volta a bordo.
O incidente aconteceu em South Kingston, e o pescador Dale Denelle, que chegou ao local pouco depois da batida, filmou pelo menos três baleias e diversos golfinhos nadando no local, próximos a vários barcos que navegavam por ali (veja no vídeo acima). Ele também registrou o estrago feito no casco atingido.
Segundo a emissora NBC, os ocupantes do barco “No Plans” faziam um passeio quando foram surpreendidos pelo mamífero. Eles foram rapidamente socorridos por um barco de reboque que estava perto e conseguiu fechar provisoriamente o buraco até que a Guarda Costeira chegasse e levasse a embarcação em segurança até a margem.
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Fonte: G1 Mundo

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O Assunto #494: Os protestos em Cuba


Eles impressionam, antes de tudo, porque são raros no país. Os últimos desse porte haviam acontecido quase três décadas atrás. Voltaram agora por força de uma ‘tempestade perfeita’. Você pode ouvir O Assunto no G1, no GloboPlay, no Spotify, no Castbox, no Google Podcasts, no Apple Podcasts, no Deezer, na Amazon Music, no Hello You ou no sua plataforma de áudio preferida. Assine ou siga O Assunto, para ser avisado sempre que tiver novo episódio.
Eles impressionam, antes de tudo, porque são raros no país. Os últimos desse porte haviam acontecido quase três décadas atrás. Voltaram agora por força de uma “tempestade perfeita”, como define o jornalista Marcelo Lins, apresentador do programa GloboNews Internacional. Tempestade na qual se misturam pandemia fora de controle, vacinação lenta e uma economia que encolheu 11% no ano passado – sob o peso da interrupção do turismo e do embargo comercial dos EUA. “O governo não está conseguindo entregar o básico”, diz Lins, de alimentos a remédios. Ainda assim, ele não acredita que as manifestações – com uma morte já registrada – venham a comprometer a sobrevivência do regime de partido único vigente em Cuba desde a revolução castrista. Para avaliar o papel das redes sociais na convocação dos atos, participa do episódio David Nemer, professor do departamento de Estudos de Mídia na Universidade da Virgínia, que desde 2015 pesquisa a expansão da conectividade entre os cubanos.
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O podcast O Assunto é produzido por: Mônica Mariotti, Isabel Seta, Luiz Felipe Silva, Thiago Kaczuroski e Giovanni Reginato. Neste episódio colaboraram também: Gabriel de Campos e Ana Flávia Paula. Apresentação: Renata Lo Prete.

Comunicação/Globo
O que são podcasts?
Um podcast é como se fosse um programa de rádio, mas não é: em vez de ter uma hora certa para ir ao ar, pode ser ouvido quando e onde a gente quiser. E em vez de sintonizar numa estação de rádio, a gente acha na internet. De graça.
Dá para escutar num site, numa plataforma de música ou num aplicativo só de podcast no celular, para ir ouvindo quando a gente preferir: no trânsito, lavando louça, na praia, na academia…
Os podcasts podem ser temáticos, contar uma história única, trazer debates ou simplesmente conversas sobre os mais diversos assuntos. É possível ouvir episódios avulsos ou assinar um podcast – de graça – e, assim, ser avisado sempre que um novo episódio for publicado.

Fonte: G1 Mundo