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Número de migrantes mortos no mar tentando chegar à Europa dobrou em um ano


Segundo as estatísticas publicadas no novo relatório da Organização Internacional para Migrações (OIM) nesta quarta-feira (14), ao menos 1.146 pessoas morreram afogadas no mar tentando chegar à Europa no primeiro semestre de 2021. Migrantes resgatados durante operação de busca e resgate no Mar Mediterrâneo em 4 de julho
Flavio Gasperini/SOS Mediterranee/Handout via Reuters
A Organização Internacional para Migrações (OIM) pede aos países da região que adotem medidas urgentes para evitar o número elevado de mortos. Segundo as estatísticas publicadas no novo relatório da OIM nesta quarta-feira (14), ao menos 1.146 pessoas morreram afogadas no mar tentando chegar à Europa no primeiro semestre de 2021, o dobro do registrado no mesmo período do ano anterior.
Em 2020, 513 migrantes morreram, principalmente na travessia do Mar Mediterrâneo, nos primeiros seis meses do ano. Em 2019, o número de vítimas fatais, no mesmo período, foi de 674.
“As organizações civis de busca e resgate continuam a encontrar vários obstáculos importantes. A maioria dos barcos que elas usam está bloqueada em portos europeus por decisões administrativas e processos penais em curso contra a sua tripulação”, constata o relatório.
A OIM ressalta que o aumento do número de mortes acontece também em um momento de alta das interceptações de barcos transportando migrantes ao largo da costa norte-africana.
Há vários anos, Itália e União Europeia (UE) financiam, treinam e equipam a guarda-costeira da Líbia para que ela impeça os traficantes de pessoas de enviar à Europa migrantes e refugiados a bordo de embarcações precárias. Além disso, um navio da Marinha italiana, ancorado em Trípoli, fornece assistência técnica aos líbios.
Intervenção da guarda costeira líbia criticada
Apesar do apoio e ajuda, a guarda costeira da Líbia é alvo de múltiplas acusações de maus-tratos contra os candidatos ao asilo, levando várias ONGs a denunciar a política líbia. Em respeito ao direito marítimo internacional, as pessoas que são resgatadas no mar devem ser levadas e desembarcadas em um porto seguro.
Os líbios têm trazido de volta para seu território os migrantes que salvam no Mediterrâneo e a ONU não considera a Líbia como um porto seguro.
“A OIM reitera o pedido feito aos Estados para que eles adotem medidas urgentes e proativas para reduzir as perdas humanas nas rotas migratórias marítimas em direção da Europa. Pedimos que eles respeitem suas obrigações previstas no direito internacional”, declarou, em um comunicado, o diretor-geral da organização, Antonio Vitorino.
“O aumento dos esforços de busca e salvamento, a adoção de mecanismos de desembarque previsíveis e a garantia de um acesso à rotas de migração seguras e legais são etapas essenciais para atingir esse objetivo”, enumerou o chefe da OIM.
Dados inferiores à realidade
A maioria das mortes registradas nos primeiros seis meses do ano ocorreram no Mediterrâneo. Os 896 afogamentos representam um aumento de 130% em relação ao mesmo período de 2020.
A maioria dessas pessoas (741) morreu no Mediterrâneo Central, descrito pelas ONGs humanitárias como a rota migratória mais perigosa do mundo, seguida do Mediterrâneo Oriental (149). Seis migrantes morreram tentando atravessar o mar que separa a Turquia da Grécia.
Outra rota que preocupa é a travessia do Oceano Atlântico, entre a África e as Ilhas Canárias, onde 250 migrantes morreram no primeiro semestre de 2021.
Esses dados chocantes são inferiores à realidade, acredita a OIM. A organização assinala “centenas de casos de naufrágios invisíveis”, registrados por ONGs que estabelecem contato com migrantes a bordo de embarcações ou com seus familiares.
“Estes casos são extremamente difíceis de ser verificados, mas eles mostram que o número de vítimas nas rotas marítimas para a Europa é muito mais elevado do que os dados oficiais indicam”, completa a organização internacional baseada em Genebra.
Migrantes vítimas de maus-tratos na Líbia
Pelo segundo ano consecutivo, o relatório da OIM aponta um aumento do número de operações marítimas realizadas por países da África do Norte na rota do Mediterrâneo Central. Segundo o texto, mais de 31.500 pessoas foram interceptadas ou socorridas pelas autoridades norte-africanas no primeiro semestre de 2021, contra 23.117 no mesmo período de 2020. As operações ao largo da costa da Tunísia, por exemplo, subiram 90%.
Além disso, 15.300 migrantes foram enviados de volta à Líbia, o que representa o triplo em relação aos primeiros seis meses de 2020 (5.476). Para a OIM, essa situação é preocupante porque “os migrantes enviados de volta à Líbia são vítimas de prisões arbitrárias, extorsões, desaparecimentos e torturas”.
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Fonte: G1 Mundo

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Olivia Rodrigo visita Casa Branca e fala sobre importância da vacinação contra Covid-19


Estrela pop se reúne com o presidente Joe Biden nesta quarta-feira (14), após ser convidada pelo governo americano para gravar campanha direcionada aos jovens. Olivia Rodrigo durante visita à Casa Branca nesta quarta-feira (14)
Chip Somodevilla/Getty Images North America/Getty Images via AFP
Olivia Rodrigo fez um breve discurso sobre a importância da vacinação em massa para combater a pandemia de Covid-19 durante visita à Casa Branca nesta quarta-feira (14).
A atriz e revelação da música pop foi convidada pelo governo americano para gravar vídeos incentivando os jovens a se imunizarem.
“Estou mais do que honrada por estar aqui hoje, para ajudar a espalhar a mensagem sobre a importância da vacinação entre os jovens”, afirmou Olivia.
“É importante conversar com amigos e membros da família para encorajar todos os grupos a se vacinarem e a realmente irem a um local de vacinação. Nunca foi tão fácil fazer isso, dado o número de postos disponíveis”, continuou.
Olivia Rodrigo na Casa Branca
Chip Somodevilla/Getty Images North America/Getty Images via AFP
Depois da rápida fala, Olivia vai se reunir com o presidente americano Joe Biden e doutor Anthony Fauci, especialista em doenças infecciosas, para discutir detalhes da campanha de vacinação que vai estrelar.
A visita é parte do esforço do governo Biden para convencer os mais jovens a se vacinarem contra o coronavírus agora que os casos aumentam em todo o país.
Guia Olivia Rodrigo: tudo o que você precisa saber sobre a estrela pop
Olivia Rodrigo, de 18 anos, é a maior revelação do pop em 2021 com os sucessos “Déjà Vu”, “Drivers License” e “Good 4 U”. O álbum de estreia, “Sour”, também foi muito bem recebido pela crítica e público.
Ela também é conhecida por estrelar a série da Disney+ “High School Musical: The Musical – The Series”.
Olivia Rodrigo estreia com ‘Sour’, álbum angustiado, irresistível e com pop rock Disney pós-Lorde
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Fonte: G1 Mundo

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‘Como escapei do Japão dentro de uma caixa’: as revelações do brasileiro Carlos Ghosn, ex-chefão da Nissan


Carlos Ghosn, que comandou Nissan e Renault, conta à BBC como conseguiu fugir do Japão escondido dentro de uma caixa de instrumento musical. Carlos Ghosn, que comandou Nissan e Renault, conta à BBC como conseguiu fugir do Japão escondido dentro de uma caixa de instrumento musical
Reuters/Via BBC
Às 22h30 de uma noite fria de dezembro de 2019, um ex-todo-poderoso da indústria automobilística global se encontrava dentro de uma caixa a bordo de um avião, esperando para fugir do Japão.
“O avião estava programado para decolar às 23h”, lembra o brasileiro Carlos Ghosn. “Os 30 minutos de espera na caixa do avião, aguardando a decolagem, foi provavelmente a espera mais longa que já tive na minha vida.”
Veja um trecho da entrevista de Carlos Ghosn ao Conversa com Bial, em março de 2021.
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Agora, pela primeira vez, o homem que já foi o chefe da Nissan e da Renault compartilhou detalhes de sua fuga ousada.
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Ghosn diz que foi para o Líbano para se livrar da perseguição política no Japão
Em uma entrevista exclusiva à BBC, Ghosn conta sobre como se disfarçou para escapar despercebido pelas ruas de Tóquio, por que uma grande caixa de equipamento musical foi escolhida para retirá-lo do Japão e a alegria que sentiu quando finalmente pousou no país onde cresceu, o Líbano.
Ghosn nasceu em Porto Velho, Rondônia, e mudou-se com a família para o Líbano aos seis anos. Ele possui nacionalidades brasileira, libanesa e francesa.
“A emoção é que, finalmente, vou ser capaz de contar a história”, diz.
Ghosn escapou do Japão em caixa de instrumento musical
Getty Images/Via BBC
Ghosn foi preso em novembro de 2018 sob alegações da Nissan de que ele havia subestimado seu salário anual e feito mau uso de fundos da empresa, o que ele nega.
Na época, Ghosn era o CEO da montadora japonesa. Ele também foi presidente-executivo da Renault (França) e chefe de uma aliança de três montadoras: Renault, Nissan e Mitsubishi.
O corte de custos promovido por ele na Nissan — inicialmente polêmico — acabou sendo visto como algo que salvou a montadora da falência. Por causa disso, ele se tornou uma figura altamente respeitada e reconhecida no setor.
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Mas Ghosn alega que justamente por isso se tornou um bode expiatório — em sua visão, tirá-lo de cena seria uma forma de a Nissan lutar contra a crescente influência da Renault, que ainda possui 43% da empresa japonesa.
Ghosn e sua mulher, Carole
Getty Images/Via BBC
‘Choque’
Descrevendo o momento de sua prisão no aeroporto de Tóquio, há três anos, Ghosn disse: “É como se você fosse atropelado por um ônibus ou algo realmente muito traumático tivesse acontecido com você. A única memória que tenho desse momento é o choque, o trauma congelado”, conta.
Ghosn foi levado para o Centro de Detenção de Tóquio, onde recebeu um uniforme de prisão e foi confinado em uma cela.
“De repente, tive que aprender a viver sem relógio, sem computador, sem telefone, sem notícias, sem caneta — nada”, diz.
Por mais de um ano, Ghosn passou longos períodos sob custódia ou foi mantido em prisão domiciliar em Tóquio, após ser libertado sob fiança. Não ficou claro quando um julgamento aconteceria — temia-se que pudesse levar anos — e Ghosn enfrentaria mais 15 anos de prisão se condenado, em um país com uma taxa de condenação de 99,4%.
Foi durante um período de prisão domiciliar, quando Ghosn foi informado de que não poderia ter nenhum contato com sua esposa, Carole, que ele começou a pensar em escapar.
“O plano era que não mostrasse meu rosto, então teria que ficar escondido em algum lugar”, diz.
“E a única maneira de me esconder era dentro de uma caixa ou de uma mala para que ninguém pudesse me ver — ninguém poderia me reconhecer e o plano poderia funcionar.”
Ele conta que a ideia de usar uma caixa grande que normalmente conteria instrumentos musicais “era a mais lógica, principalmente porque nessa época havia muitos shows no Japão”.
Mas como alguém antes tão famoso — e agora infame — no Japão poderia ir de sua casa na capital a um aeroporto e escapar?
O plano era, diz Ghosn, se comportar da forma mais normal possível no dia. “Tinha que ser um dia como outro qualquer. Um dia em que eu fizesse uma caminhada normal com roupas normais, atitude normal e, de repente… tudo muda.”
Ghosn teria que trocar os ternos que usou durante anos como um executivo do alto escalão do setor automotivo global por algo um pouco mais casual, como jeans e tênis.
“Você pode imaginar que tive que ir a lugares onde nunca estive, comprar roupas que nunca comprei”, diz. “Tudo para que fosse bem-sucedido e não chamasse atenção.”
‘A fuga’
De Tóquio, Ghosn viajou de trem-bala para Osaka, onde um jato particular o aguardava no aeroporto local para partir.
Mas, primeiro, precisou se esconder dentro de uma caixa, em um hotel próximo.
Michael Taylor e seu filho se passaram por músicos para ajudar Ghosn a fugir
BBC
“Quando você entra na caixa, não pensa no passado, não pensa no futuro, apenas pensa no presente”, diz.
“Você não tem medo, não esboça nenhuma emoção. Só pensava em ‘esta é sua chance, você não pode perdê-la. Se você perder, você vai pagar com a sua vida, com a vida de um refém no Japão’.”
Ghosn foi transportado do hotel para o aeroporto por dois homens, Michael e Peter Taylor, pai e filho que se passaram por músicos.
Ao todo, Ghosn calcula que ficou na caixa por cerca de uma hora e meia, embora diga que parece ter durado “um ano e meio”.
O jato particular decolou na hora marcada e Ghosn — agora livre de seu confinamento — voou durante a noite, trocou de avião na Turquia antes de pousar em Beirute, na manhã seguinte.
O Líbano não possui tratado de extradição com o Japão, então Ghosn foi autorizado a permanecer no país, do qual tem cidadania.
No entanto, os americanos Michael Taylor e seu filho, Peter, foram entregues pelos Estados Unidos ao Japão e agora enfrentam três anos de prisão pela ajuda à fuga de Ghosn.
Também enfrenta prisão Greg Kelly, ex-colega de Ghosn na Nissan, que continua em prisão domiciliar em Tóquio, acusado de ajudar seu ex-chefe a esconder seus ganhos. Kelly nega as acusações.
O que dizer a quem ficou para trás no Japão?
“Disseram-me que o fim do julgamento (de Greg Kelly) acontecerá no fim deste ano. E então Deus sabe quais serão os resultados deste caso baseado, como eu disse, em mentiras”, disse Ghosn.
“Sinto pena de todas as pessoas que são reféns do sistema de justiça do Japão, todas elas.”
Análise de Simon Jack, editor de negócios da BBC
Pioneiro, visionário, egocêntrico, outsider.
Todos esses adjetivos podem descrever esse cidadão meio libanês, meio brasileiro.
Carlos Ghosn viveu mais como um chefe de Estado do que como um chefe-executivo. Uma festa da empresa no Palácio de Versalhes — coincidentemente , diz ele — em seu 60º aniversário, contou com garçons vestidos em trajes pré-revolucionários.
Como chefe simultâneo da Renault e da Nissan, ele era fonte de inquietação para alguns em ambas as empresas.
Do lado japonês, funcionários da Nissan temiam que Ghosn comandasse um golpe francês nos negócios tradicionais que ele salvou.
E, do lado francês, os da Renault não gostavam de seu perfil anti-establishment e a frequência com que aparecia nas capas de revistas que retratavam a alta sociedade de Paris.
Qualquer executivo-chefe global deve ser sensível às nuances políticas. O fato de Carlos Ghosn, depois de quase 20 anos na Nissan, ter sido totalmente pego de surpresa por sua prisão em Tóquio sugere que ele perdeu o contato com as organizações que estava tentando aproximar.
Sua história tem tudo: arrogância, política corporativa e global e uma escapada digna de um filme de Hollywood. Ele insiste que é mais vítima do que réu e está atuando junto a advogados para limpar seu nome.
Até então, Ghosn permanece um peixe outrora grande em um pequeno lago, vivendo no exílio e sob segurança armada em Beirute.
Este certamente não é o final que ele esperava.
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Fonte: G1 Mundo

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UE lança plano para combater mudanças climáticas com taxação de carbono sobre importados


Brasil não está na lista de exportadores vulneráveis, mas tende a ser submetido a pressões. Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, em sessão do Parlamento em Bruxelas em 16 de dezembro de 2020
John Thys/Pool/Reuters
A União Europeia (UE) lançou nesta quarta-feira (14) um abrangente plano para descarbonizar sua economia e combater as mudanças climáticas, com um conjunto de medidas que inclui a taxação de carbono sobre produtos importados.
Detalhes do plano já haviam sido confirmados na terça pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.
O pacote inclui 12 medidas, como a extensão do mercado de carbono (ETS, na sigla em inglês) aos setores de aviação e transporte marítimo e a criação de um segundo mercado de carbono para o transporte rodoviário e combustíveis para aquecimento.
A taxação de carbono sobre importados visa proteger a indústria da região de concorrentes estrangeiros que não estejam submetidos aos mesmos padrões ambientais.
Um estudo da consultoria Deloitte mostra que exportadores de Rússia, China, Turquia e Ucrânia estão entre os mais vulneráveis a custos adicionais quando a medida for implementada.
O Brasil não está na lista dos dez exportadores mais vulneráveis, mas, pelo volume de comércio que tem com a UE, tende a ser submetido a fortes pressões para reduzir mais rapidamente suas emissões de carbono.
Outra medida proposta pela Comissão Europeia é a proibição efetiva da venda de novos carros a gasolina e a diesel dentro da região a partir de 2035. Segundo as autoridades da UE, essa medida acelerará a mudança da frota do bloco para veículos com elétricos com emissão zero de carbono.
Além disso, as companhias aéreas deverão aumentar o uso de biocombustíveis alternativos e perderão uma isenção europeia de impostos para o querosene utilizado pelas aeronaves.
O plano da UE também prevê que o setor, responsável globalmente por até 3% das emissões que causam o aquecimento global, paguem mais pelo lançamento de gases de efeito estufa na atmosfera.
O chamado pacote “Fit for 55” é um dos mais importantes movimentos da UE na direção da descarbonização da economia.
As medidas são vistas como essenciais para que a Europa cumpra a meta de reduzir em 55% suas emissões de gases de efeito estufa até 2030, em relação aos níveis de 1990.
Ao comentar as propostas, Von der Leyen afirmou que a UE agora é “o primeiro continente a apresentar uma arquitetura abrangente para atender às nossas ambições climáticas”.
“O Acordo Verde Europeu é o nosso modelo de crescimento, impulsionado pela inovação, pela energia limpa e pela economia circular”, escreveu a chefe do Executivo do bloco no Twitter.
As medidas apresentadas hoje não serão implementadas de imediato. O pacote precisa ser negociado entre os 27 países-membros do bloco e no Parlamento Europeu.

Fonte: G1 Mundo

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Explosão de ônibus no Paquistão mata 13, incluindo chineses; governo da China diz ser ataque a bomba


Governo do Paquistão uma falha mecânica causou um vazamento de gás que levou à explosão. O Ministério das Relações Exteriores chinês ofereceu condolências e pediu uma investigação completa. Ambulância socorre vítimas de explosão em ônibus no Paquistão, em 14 de julho de 2021
Reprodução/Vídeo/Via Reuters
Uma explosão em um ônibus matou 13 pessoas no norte do Paquistão nesta quarta-feira, incluindo nove cidadãos chineses no que Pequim disse ser um ataque a bomba, mas Islamabad considerou ser uma falha no veículo.
Dois soldados paquistaneses também estavam entre os mortos depois que a explosão fez o ônibus cair de um barranco, disseram fontes do governo local e da polícia.
Engenheiros chineses e operários da construção civil paquistaneses trabalham há vários anos em projetos hidrelétricos como parte da inciativa “Cinturão e Rota” de Pequim, na província ocidental de Khyber-Paktunkhwa, onde ocorreu a explosão.
A embaixada da China no Paquistão confirmou que nove de seus cidadãos morreram. Classificando a explosão como um ataque a bomba, mas não dando mais detalhes, o Ministério das Relações Exteriores chinês ofereceu condolências e pediu uma investigação completa e proteção de seu pessoal e projetos.
O Ministério das Relações Exteriores do Paquistão disse que uma falha mecânica causou um vazamento de gás que levou à explosão.
No entanto, uma importante autoridade da polícia da província, o inspetor-geral Moazzam Jah Ansari, disse anteriormente à Reuters que havia suspeita de crime. “Parece sabotagem”, disse ele.
Uma autoridade administrativa da região de Hazara, que pediu para não ser identificada, disse que o ônibus transportava mais de 30 engenheiros chineses para a represa Dasu, no Alto Kohistan.
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Fonte: G1 Mundo

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‘Menor vaca do mundo’ vira atração turística em Bangladesh; veja vídeo


Livro dos recordes já avalia se o animal adulto, de apenas 51cm de altura e 66 cm de comprimento é realmente o menor do mundo. Confirmação deve sair no meio do segundo semestre. VÍDEO: Vaca em Bangladesh pode ser a menor do mundo
Uma multidão de curiosos vem se reunindo em uma fazenda no interior de Bangladesh para conhecer Rani, uma vaca de 51 centímetros de altura que pode ser a menor do mundo.
Os juízes do livro dos recordes já avaliam se o animal adulto, que além da baixa altura tem 66 cm de comprimento é realmente um recordista mundial, como acreditam seus criadores.
“Ela come menos do que as outras vacas, nunca dá problema e é muito especial para mim”, disse o criador Mohammad Mamun em entrevista à agência de notícias Reuters.
Todo o processo do Guinness Book dura cerca de 90 dias, segundo os criadores. Por isso, o resultado das análises devem ser divulgados apenas na metade do segundo semestre.
Enquanto isso, ela se tornou uma baita atração turística (veja no vídeo acima).
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Rani, a pequena vaca de Bangladesh, que pode ser a menor do mundo em foto de 13 de julho
Mohammad Ponir Hossain/Reuters
Mesmo com todas as restrições impostas no país por conta da pandemia de Covid-19, as pessoas têm encontrado formas de furar os bloqueios para visitar o curioso animal.
Hasan Howlader, dono da fazenda, disse em entrevista à agência France Presse que os visitantes viajam longas distâncias só para ver a pequena Rani.
“As pessoas vêm de muito longe, apesar do confinamento”, disse Howlader. “Mais de 15 mil pessoas vieram ver Rani só nos últimos três dias.”
Rani pertence a uma espécie cuja carne é muito apreciada em Bangladesh, a zebu. As outras vacas da fazenda têm pelo menos o dobro de seu tamanho.
Segundo Sajedul Islam, veterinário do governo para a região, a altura de Rani é consequência da endogamia e é pouco provável que cresça.
YouTube do G1: A ‘criatura misteriosa’ da Cracóvia

Fonte: G1 Mundo

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Mãe joga bebê de prédio em chamas na África do Sul


Incêndio teria sido causado por saqueadores em meio à onda de protestos e violência que tomou o país desde prisão do ex-presidente Jacob Zuma, na semana passada. Criança é arremessada de prédios em chamas na África do Sul para ser resgatada
Reprodução/BBC
Uma mãe foi forçada a jogar seu bebê de um prédio em chamas em Durban, na África do Sul.
Tanto a mãe quanto a criança foram resgatadas e reunidas. Vizinhos e pessoas que passavam pela região também ajudaram no resgate de outras pessoas presas no edifício.
O incêndio teria sido causado por saqueadores em meio à onda de protestos e violência que tomou o país desde a prisão do ex-presidente Jacob Zuma, na semana passada.
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Zuma foi condenado a 15 meses de prisão por se recusar a depor em um processo em que é acusado de corrupção. Ele nega ter cometido crimes.
Dezenas de pessoas já morreram em meio à violência, e centenas foram presas.
O presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, pediu calma.
“O caminho da violência, dos saques e da anarquia leva apenas a mais violência e devastação, bem como sofrimento”, afirmou ele, em pronunciamento na TV.
A violência também afetou a imunização contra a Covid-19 – postos de vacinação tiveram de ser fechados por segurança.
Confira no vídeo da BBC.
Por que a África do Sul vive uma onda de violência?

Fonte: G1 Mundo

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A polêmica lei do Texas que vai permitir processar quem ajudar grávida a abortar


Gestantes não serão processadas, mas todos os outros envolvidos, como funcionários das clínicas, quem der carona para a grávida até o local do procedimento, contribuir com dinheiro para ajudar a cobrir os custos e ou de alguma maneira aconselhar ou ajudar a mulher a obter o aborto, estarão sujeitos a ação judicial. Desde a decisão da Suprema Corte no caso Roe versus Wade, em 1973, o aborto é considerado um direito fundamental nos EUA
Reuters
Nos últimos anos, vários estados americanos passaram a aprovar leis que proíbem abortos a partir do momento em que é possível detectar batimentos cardíacos no feto, o que ocorre em torno de seis semanas de gestação.
Até hoje, nenhuma dessas leis entrou em vigor. Todas foram derrubadas na Justiça por serem consideradas inconstitucionais, já que nos Estados Unidos o direito ao aborto é garantido até o ponto de viabilidade fetal (a partir do qual o feto pode sobreviver fora do útero), que geralmente ocorre em torno de 24 semanas de gestação.
Mas, em maio deste ano, o Texas aprovou uma lei semelhante que traz o que especialistas em Direito consideram uma inovação:
A possibilidade de que qualquer pessoa no país, mesmo que não seja moradora do estado e que nem mesmo conheça a grávida, possa processar na Justiça clínicas, médicos e qualquer pessoa que facilite a realização de um aborto após a detecção de batimentos cardíacos no feto.
As gestantes não serão processadas. Mas todos os outros envolvidos, como funcionários das clínicas e quem der carona para a grávida até o local do procedimento, contribuir com dinheiro para ajudar a cobrir os custos e ou de alguma maneira aconselhar ou ajudar a mulher a obter o aborto, estarão sujeitos à ação judicial.
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A proibição, que deve entrar em vigor em 1º de setembro, inclui até mesmo abortos em caso de estupro ou incesto. A única exceção é para emergências médicas.
A legislação também prevê o pagamento de recompensa de pelo menos US$ 10 mil (cerca de R$ 51 mil), além dos custos do processo, para qualquer membro do público que tiver sucesso em sua ação judicial contra clínicas ou outras partes envolvidas em um aborto feito após o prazo máximo estabelecido na lei.
Assim, segundo opositores, a lei oferece um incentivo para que qualquer um que se oponha ao aborto, desde familiares da gestante até ativistas anti-aborto e completos desconhecidos, possa entrar com um processo judicial para impedir a realização do procedimento.
Ativista anti-aborto reza em frente a clínica no Texas
Getty Images via BBC
Em carta aberta quando a proposta ainda estava em debate, mais de 370 advogados texanos criticaram o projeto por permitir que qualquer um entre com um processo mesmo sem ter sofrido danos legais pessoalmente. Os signatários da carta descreveram a lei como “um abuso sem precedentes do litígio civil para avançar uma agenda política”.
Nesta terça-feira (13) uma coalizão de clínicas, médicos, funcionários, pacientes e organizações que apoiam o direito ao aborto anunciou uma ação na Justiça para tentar impedir que a lei do Texas entre em vigor, alegando que é inconstitucional.
Desafio inédito na Justiça
Mas, enquanto outras das chamadas “leis de batimentos cardíacos” ao redor do país foram derrubadas na Justiça e impedidas de entrar em vigor, especialistas em Direito acreditam que a legislação do Texas, denominada SB 8, oferece um desafio inédito para os defensores do direito ao aborto que pretendem contestar as proibições na Justiça.
“A SB 8 é especificamente projetada para ser difícil de bloquear antes que entre em vigor”, diz em nota a organização de direitos civis União Americana pelas Liberdades Civis (ACLU, na sigla em inglês), uma das representantes dos autores do processo contra a lei.
Nas proibições semelhantes em outros estados, cabia a funcionários do governo fazer cumprir a lei. Com isso, defensores do direito ao aborto podiam entrar na Justiça diretamente contra esses membros do governo e, assim, impedir que a lei entrasse em vigor.
Mas, no caso do Texas, não há uma autoridade do governo responsável pelo cumprimento da lei. Assim, os opositores não têm a quem processar antes que a lei entre em vigor.
“O Texas, ao contrário [dos outros estados], criou um esquema de cumprimento da lei que envolve ações judiciais privadas, movidas pela população geral, em uma tentativa de evadir qualquer responsabilidade legal e impedir que os tribunais federais possam bloquear essa proibição inconstitucional antes de sua entrada em vigor”, diz a ACLU.
A ACLU diz que sua ação tem como réus todos os juízes do Texas, os conselhos de Medicina, de Enfermagem e de Farmácia, o procurador-geral do estado e o diretor da organização Right to Life East Texas (Direito à Vida Leste do Texas), “que já pediu abertamente que pessoas processem clínicas de aborto com base na lei”.
O objetivo é tentar impedir que esses juízes façam cumprir a lei e também impedir que oficiais de justiça aceitem os processos dos membros do público. Mas é difícil saber se o esforço será bem-sucedido, diante dos obstáculos impostos pela legislação.
Em resposta ao anúncio da ação desta terça, a organização Texas Right to Life, que se opõe ao aborto e apoiou a elaboração e aprovação da lei, disse em nota que “é uma estratégia legalmente questionável, já que a lei não depende do procurador-geral, ou promotores, ou conselho médico, ou qualquer agência do governo do Texas para ser cumprida”.
Um dos diretores da Texas Right to Life descreveu a ação como “uma medida desesperada de uma indústria (do aborto) que admitiu que não sabe como lutar contra uma lei pró-vida inovadora e única”.
Uma das mais extremas do país
A nova lei do Texas é considerada por defensores do aborto uma das mais extremas do país e foi tratada como prioridade pelos legisladores republicanos do Estado, que votaram em massa por sua aprovação.
Na cerimônia de assinatura, em maio, o governador do Estado, o republicano Greg Abbott, disse que a lei “garante que a vida de cada criança não nascida que tenha batimentos cardíacos seja salva da devastação do aborto”.
“Nosso criador nos concedeu o direito à vida, porém milhões de crianças perdem seu direito à vida todos os anos por causa do aborto”, disse Abbott ao sancionar a lei.
O Estado já impõe várias limitações ao aborto, entre elas restrições à maioria dos procedimentos após 20 semanas e a exigência de receber aconselhamento prévio e, então, esperar pelo menos 24 horas até o procedimento.
Opositores temem que a nova lei possa representar na prática uma proibição total do aborto no Estado. Segundo a ACLU, entre 85% e 90% dos abortos no Texas são feitos em mulheres com pelo menos seis semanas de gestação.
Como o início da gravidez costuma ser considerado o primeiro dia do último período menstrual, seis semanas de gestação significam que a mulher está com apenas duas semanas de atraso em sua menstruação. Isso faz com que muitas ainda nem saibam que estão grávidas.
Críticos da medida dizem que as novas restrições farão com que somente quem tiver condições de viajar para outro Estado tenha acesso ao aborto, com impacto desproporcional sobre mulheres pobres.
Citam ainda o risco de que “ações judiciais intermináveis” consumam o tempo e os recursos dos provedores de aborto, fazendo com que acabem sendo forçados a fechar as portas.
“Se essa lei repressiva entrar em vigor, irá dizimar o acesso ao aborto no Texas, e é exatamente este seu objetivo”, diz em nota a presidente e CEO do Center for Reproductive Rights (Centro de Direitos Reprodutivos), Nancy Northup.
Decisão na Suprema Corte
A nova lei do Texas chega em um momento de grande expectativa em relação a uma futura decisão da Suprema Corte, a mais alta instância da Justiça americana, sobre o direito ao aborto.
Em maio, o tribunal aceitou analisar uma lei do Estado do Mississippi que proíbe o aborto a partir de 15 semanas de gestação. Este será o principal caso sobre o tema decidido pela corte desde a chegada da juíza conservadora, Amy Coney Barrett, nomeada no final do ano passado pelo então presidente Donald Trump.
Com Barrett, o tribunal tem atualmente seis juízes na chamada ala conservadora (nomeados por presidentes republicanos) e apenas três na ala liberal (nomeados por presidentes democratas).
Com isso, tanto defensores quanto opositores do aborto acreditam que a Corte poderá emitir uma decisão favorável à lei no Mississippi, abrindo caminho para restringir o direito ao aborto no resto do país.
Nos Estados Unidos, o aborto é considerado um direito fundamental desde a decisão da Suprema Corte no caso Roe versus Wade, em 1973. Até o ponto de viabilidade fetal, nenhum Estado pode interferir nesse direito.
Mas, passado esse ponto, os Estados podem regular as circunstâncias em que o procedimento é feito, e muitos deles, especialmente os de maioria conservadora e governados por políticos do Partido Republicano, vêm adotando medidas cada vez mais restritivas.
A maioria das restrições não contraria frontalmente a decisão em Roe versus Wade, mas limita o acesso ao aborto. Entre elas estão a proibição do aborto a partir de determinado período de gestação, a exigência de receber aconselhamento prévio, períodos mínimos de espera entre a consulta inicial e o procedimento e várias outras medidas que dificultam o acesso para muitas mulheres, principalmente as mais pobres.
Mas outras leis, como as de “batimentos cardíacos”, semelhantes à aprovada no Texas, são claramente inconstitucionais, e acabam sendo contestadas na Justiça e impedidas de entrar em vigor.
Agora, a decisão da Suprema Corte no caso do Mississippi deverá ter impacto sobre as restrições no resto do país e poderá sinalizar o quão longe essas leis estaduais podem ir ao limitar o acesso ao aborto.
Os argumentos começarão a ser ouvidos pelos nove juízes em outubro, e a decisão final deverá ser divulgada em meados de 2022.
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Fonte: G1 Mundo

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Arma de verdade com visual de Lego causa polêmica nos EUA


Fabricante de brinquedos dinamarquesa exigiu que empresa Culper Precision parasse de produzir a arma, que foi removida do site. Arma de fogo Block19, que se parece a um brinquedo, foi chamada de ‘irresponsável’ e ‘perigosa
Reprodução/Instagram
Uma empresa americana de armas gerou polêmica ao produzir uma pistola que parece um brinquedo infantil feito de Lego.
A Culper Precision disse que sua arma Glock customizada, chamada Block19, foi desenvolvida para “destacar o puro prazer dos esportes de tiro”.
Mas a fabricante de brinquedos dinamarquesa Lego escreveu à empresa exigindo que ela pare de produzir o revólver, devido à sua semelhança com um brinquedo Lego.
Ativistas que defendem o controle de armas descreveram a pistola como “irresponsável e perigosa”.
Shannon Watts, da ONG Everytown for Gun Safety, disse que havia contatado a Lego sobre a Block19 customizada na semana passada, e que a empresa dinamarquesa havia enviado uma carta de “cease and desist” (cessar e desistir, um pedido para cessar uma atividade sob pena de ação judicial) a Culper Precision.
Watts também criticou a empresa de armas, sediada no Estado americano de Utah, dizendo que havia o risco de crianças serem atraídas a usar armas de fogo.
A Culper Precision disse por meio de um comunicado que escolheu produzir a Block19 na tentativa de mostrar que as armas eram “para todos” e que “possuir e atirar com responsabilidade é uma atividade realmente agradável”.
A empresa acrescentou que a pistola só poderia ser comprada por pessoas com porte de armas.
O presidente da Culper Precision, Brandon Scott, disse ao jornal Washington Post que, após conversar com seu advogado, decidiu atender ao pedido da Lego.
A arma parece ter sido removida do site do fabricante da arma.
É ilegal nos Estados Unidos produzir um brinquedo infantil que se pareça com uma arma de verdade, mas a legislação não impede explicitamente que fabricantes produzam armas que se pareçam com um brinquedo.
Acidentes envolvendo crianças e armas de fogo estão aumentando nos Estados Unidos. Mais de 140 pessoas foram mortas em incidentes relacionados com armas no ano passado.

Fonte: G1 Mundo

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‘Cruzeiro a lugar nenhum’ detecta um caso de coronavírus a bordo e volta a Singapura


No ano passado, indústria do turismo lançou viagens em navios que não têm um destino —os cruzeiros só dão uma volta no mar e voltam ao local de partida. Houve uma infecção, e os turistas precisaram se fechar em suas cabines. Imagem de navio cruzeiro atracado em Singapura, em 14 de julho de 2021
Chen Lin/Reuters
No ano passado, empresas de turismo lançaram cruzeiros que não iam a lugar nenhum —os navios saem e voltam ao mesmo lugar, e os passageiros só ficam na embarcação, mesmo.
Em Singapura, a oferta fez sucesso entre uma parte da população. O setor do turismo foi muito prejudicado com a Covid-19, e essa era uma forma de atenuar as perdas. Singapura fechou suas fronteiras e conseguiu bons resultados no combate ao coronavírus.
Um desses cruzeiros “a lugar nenhum” teve que retornar, nesta quarta-feira (14), ao porto da Singapura antes do previsto, depois que foi detectado um passageiro com coronavírus a bordo, informou a mídia do país.
VÍDEO: Navio ‘para lugar nenhum’ regressa a porto antes do tempo após caso de Covid-19
O “Dream Cruises” chegou ao porto nesta quarta-feira com algumas horas de vantagem sobre seu horário teórico de retorno, devido a esse caso de coronavírus a bordo.
Nesta manhã, os passageiros foram informados que um segundo viajante deu positivo. Eles tiveram que retornar para suas cabines, disse o canal CNA, que citava uma pessoa a bordo.
O primeiro turista infectado esteve em contato estreito com um outro contagiado antes de embarcar, segundo o canal.
O jornal “Straits Times” informa que o passageiro estava completamente vacinado e que fez um teste com resultado negativo antes de subir a bordo.
O navio, pertencente ao conglomerado da Malásia Genting Group, zarpou de Singapura no domingo à noite em um cruzeiro de quatro dias.
Um “cruzeiro a lugar nenhum” semelhante já foi interrompido em dezembro depois do resultado positivo no teste de um idoso a bordo. No entanto, foi um alarme falso, já que testes adicionais comprovaram que ele não era portador do vírus.
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Fonte: G1 Mundo