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Novo surto de Covid leva Melbourne a mais um período de confinamento

País tenta evitar surto da variante Delta, que causou cerca de 1.000 novos casos em um mês. Os habitantes de Melbourne, segunda cidade mais importante da Austrália, terão que respeitar um novo confinamento de cinco dias a partir desta quinta-feira (15) à noite, devido ao aumento dos casos de coronavírus, informou o chefe do governo do estado, Dan Andrews.
O número total de australianos que precisam ficar em casa agora é de 12 milhões, pois os habitantes de Sydney, a primeira cidade do país, já estão confinados devido ao aumento das infecções por Covid-19.
A Austrália, que na teoria vive um período quase livre do Covid-19, está tentando conter um surto da variante Delta, que causou cerca de 1.000 novos casos em um mês.
Andrews disse que tomou a decisão de confinar Melbourne pela quarta vez “com o coração pesado”, mas que era uma “necessidade absoluta.
“Nada sobre este vírus é justo”, disse ele, descrevendo como apenas 18 casos em Victoria criaram milhares de casos de contato que agora devem ser rastreados e analisados.
O bloqueio começará um pouco antes da meia-noite e durará pelo menos cinco dias.
Sydney já está em sua quarta semana de confinamento. Autoridades da cidade disseram que a situação havia se “estabilizado”, com 65 novos casos registrados nas últimas 24 horas. No entanto, o bloqueio continuará por mais duas semanas para tentar eliminar qualquer transmissão.
A Austrália foi elogiada por sua gestão precoce da pandemia e sua estratégia bem-sucedida de “Covid zero”. No entanto, a lentidão da vacinação significa que apenas 10% da população está totalmente protegida.

Fonte: G1 Mundo

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‘Cubanos perceberam que não há um governo socialista ou comunista, mas um regime de militares que se transformaram em empresários’, afirma o escritor Ernesto Pérez Chang

Autor e jornalista cubano acredita que regime está em perigo e responderá com mais violência à ação dos manifestantes. VÍDEO: 3 pontos para entender os protestos em Cuba
De Havana, onde o acesso à internet foi cortado para conter as manifestações que varreram grande parte do país no domingo, o escritor e jornalista cubano Ernesto Pérez Chang demonstra surpresa ao atender a ligação do G1: “Acabam de restaurar a comunicação!”
O apagão digital dos últimos dias desconectou os manifestantes após maior protesto registrado desde o Maleconazo, a rebelião contra o regime, em agosto de 1994.
Aos 50 anos, Pérez Chang credita este novo despertar cubano a uma nova geração, que não tem compromisso com a Revolução de 1959 e não se vê incluída pelo regime, que, no seu entender, corre perigo.
Leia também: Regime cubano tenta conter insatisfação popular que se propaga na velocidade das redes sociais
Autor de oito livros, entre eles os romances “Tus ojos frente a la nada están” e “Alicia bajo su propia sombra”, ele acredita que o governo deixou de ser de esquerda; sequer é socialista ou comunista, mas dominado por uma casta de militares que se transformaram em empresários.
Leia abaixo a entrevista de Ernesto Pérez Chang ao G1:
Os cubanos despertaram? Estamos diante de uma Primavera Cubana?
Ernesto Pérez Chang – Sim, sobretudo os mais jovens, que não têm compromisso algum e rejeitam esse discurso obsoleto que vem do regime e não responde aos seus interesses, não os incluem e não lhes dá nenhum tipo de esperança. Creio que se não houvesse as redes sociais e este tipo de canal alternativo de comunicação entre as pessoas não teria sido assim.
E com todas as condições que se intensificam a cada dia, como mais pobreza, menos acesso aos serviços básicos, desvalorização da moeda e, para culminar, a pandemia. Só não foi maior porque cortaram a internet e aumentaram a repressão, com policiais disfarçados de civis. Mas haverá outros momentos, porque as pessoas estão realmente cansadas.
Em que os protestos deste domingo diferem em relação aos de 1994?
Ernesto Pérez Chang – Há uma grande diferença. Em 94, ainda havia pessoas encantadas com certos elementos da Revolução. Nesse momento, há muito desencanto, inclusive, nas próprias fileiras do partido e das instituições do governo.
É um desencanto geral, vem deles mesmo. Esses jovens do Movimento 27N e do Movimento San Isidro não têm posicionamento ideológico, diferem muito de outras décadas, dos tempos revolucionários.
Não é aquela dissidência tradicional, do ano de 1994, por exemplo. Esse é um movimento de desencanto total, são pessoas desgarradas desse tipo de ideologia. Em 1994 não havia muito investimento estrangeiro, ao contrário, havia discriminação a tudo que vinha de fora.
Agora as pessoas se deram conta de que não há um governo socialista ou comunista, mas um governo de militares empresários que estão interessados em ganhar mais dinheiro. Não há nada que se reverta em programas sociais verdadeiros. Há muita decepção.
Neste contexto, pode-se dizer que as redes sociais são as armas da população insatisfeita?
Ernesto Pérez Chang – Sim, o acesso a internet mudou tudo. É muito custoso para quem vive de seu salário e não recebe remessas do exterior, mas, ainda assim, foi muito considerável. É a única via para que as pessoas expressem sua insatisfação, já que os protestos de rua estão terminantemente proibidos. A internet se transformou num substituto virtual do que seria tomar as ruas.
Não fossem as redes sociais, creio que os meios independentes não teriam como dar conta do que realmente se passa, porque a propaganda do Partido Comunista sobre seu projeto econômico é muito triunfalista e muito maquiada.
Não haveria como mostrar a realidade cubana, que é muito diferente do que se publica nos meios oficialistas.
Como está sendo a reação do governo nos dias seguintes aos protestos? O senhor tem saído à rua, presenciou algum tipo de repressão?
Ernesto Pérez Chang – Sim. A repressão foi mais dura do que nunca.
Vestiram policiais de civis, mobilizaram o Exército e militares treinados como forças especiais para reprimir quem protestava. As noites pareciam as de uma cidade em guerra, com cinco policiais uniformizados ou à paisana em cada esquina. E, sobretudo, estão usando as restrições sanitárias pela pandemia como método de repressão. Havia um toque de recolher pela pandemia e isso foi redobrado depois de 11 de julho.
Vimos helicópteros e blindados com tropas se movimentando de um lado para o outro. A internet foi cortada e ficou muito difícil coordenar-se sem comunicação. Como em Cuba há somente uma empresa de comunicação, a ETECSA, então as pessoas ficaram desconectadas, sem saber o que ocorria. As intervenções do presidente e dos ministros não fizeram nada para aplacar o mal-estar. Ao contrário, contribuíram para irritar ainda mais porque o salário é insuficiente e faltam alimentos na mesa dos cubanos.
O que mudou no regime depois da saída dos Castro?
Ernesto Pérez Chang – É um erro dizer que não estão mais no poder. Raúl Castro convocou uma reunião do partido logo depois dos protestos, tomando as rédeas do poder. Ele é um administrador geral, inclusive da polícia política, isso não é segredo para ninguém.
O que mudou é que com Fidel Castro havia uma ditadura, mas não havia investimentos estrangeiros. Agora os empresários estão ditando as regras. Há uma casta militar que se transformou em empresários que estão apostando em permanecer com tudo isso.
Não há nenhum tipo de ideologia. Dizer que o partido se chama comunista e se declare de esquerda é um erro. Temos um governo de militares transformados em empresários.
Há muito tempo, Cuba deixou de ser um governo de esquerda. Não podem dizer que o desabastecimento é um produto do embargo econômico, quando continuam a construir hotéis que não têm utilidade porque o fluxo do turismo diminuiu. Trata-se de um governo concentrado totalmente em acumular dinheiro, em crescer com grandes empresários. É um salve-se quem puder.
O senhor acredita que o regime está em perigo?
Ernesto Pérez Chang – Sim. Podem acontecer duas coisas. Ou cairá porque as pessoas não aguentam mais e demonstraram isso nos protestos de domingo. A outra opção seria o governo começar a realizar mudanças, sem deixar isso tão claro, por uma questão de orgulho, e uma parte da população constatar que houve alguma melhoria e se conformar com isso. O problema é que as pessoas também perceberam como o regime é violento, convocando o enfrentamento nas ruas, dizendo que “as ruas são nossas” e não das pessoas que pensam diferente. Tudo isso será difícil daqui por diante.
Como o senhor acha que este momento vai impactar no seu trabalho e na sua literatura?
Ernesto Pérez Chang – Impactam o tempo inteiro. Eu sempre abordei esses temas, inclusive quando todos diziam que os cubanos não iriam às ruas. Estamos diante de outra geração, que vê o que aconteceu com seus pais, com seus avós. São jovens que se dão conta de que, se quiserem ter uma vida diferente, precisam emigrar. Isso influi muito positivamente no que escrevo. E negativamente no sentido de que haverá mais vigilância, mais repressão, mais ameaças e mais tentativas de controle

Fonte: G1 Mundo

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Conheça o Line, o ‘zap do Japão’ que foi criado por causa do terremoto seguido de tsunami


Com 10 anos de existência, app foi de um simples mensageiro para uma plataforma de pagamentos. Aplicativo também se envolveu em recente polêmica de privacidade. Line: brasileiras contam como é usar o ‘zap’ do Japão
WhatsApp, Instagram, TikTok, que nada. No Japão, o aplicativo mais popular para interações é o Line.

Sua história não é nada convencional.
A plataforma foi criada em 2011, após o terremoto seguido de tsunami que causou estragos no país.
Além de servir como app de mensagens, o Line reúne uma série de outros recursos como sistema de pagamentos, feed de publicações, games e um monte de stickers como o WhatsApp no Brasil.
São mais de 86 milhões de usuários ativos no Japão.
Veja no vídeo no início da reportagem relatos das influencers brasileiras Cleide Sousa (blog Por onde eu vou) e Júlia Dalcin (canal Hey, Ju! Listen!), que vivem no Japão, sobre como é usar o Line.
Line, o ‘zap do Japão’, supera WhatsApp, Instagram e outros entre a preferências dos japoneses
Divulgação
Veja abaixo 6 pontos sobre o Line:
1. Criado em meio ao desastre
O aplicativo foi lançado em 2011 no Japão como uma resposta ao forte terremoto de magnitude 9,1 que atingiu o Japão naquele ano, que causou um tsunami que deixou cerca de 20 mil mortos. Funcionários da empresa NHM, da área de internet, criaram a plataforma que podia fazer ligações e mandar mensagens por meio de smartphones.
A ideia foi dar um meio de comunicação, via internet e celular, para os habitantes do país poderem se manter conectados a parentes durante as emergências — na época do desastre, as redes de telefonia do país foram comprometidas.
Foto de 11 de março de 2011 mostra ação de tsunami em Iwanuma, no norte do Japão
AP Photo/Kyodo News, File
2. De mensageiro a sistema de pagamentos
No início era apenas um mensageiro, depois novos serviços foram agregados. Os recursos atuais incluem curadoria de notícias, consultas médicas on-line, central de pagamentos, streaming de música.
Ainda há espaço para ler mangás até conseguir empregos em páginas de empresas. Em um dos recursos mais recentes, o Line começou oferecer o Clova, um assistente que usa inteligência artificial para ajudar no dia-dia das pessoas e de negócios.
Uso do aplicativo Line faz parte do dia-dia dos japoneses
AP Photo/Koji Sasahara
3. Febre por stickers
Uma das marcas registradas do Line é a grande variedade de figurinhas, os stickers, para serem usadas nas conversas.
Novos desenhos são adicionados constantemente, alguns podem ser baixados gratuitamente, mas também existe um grande volume de stickers exclusivos para a venda.
A febre pelas figurinhas levou à criação de lojas físicas para merchandising de camisetas, enfeites, pelúcias e outros itens dos Line Friends, uma série de stickers oficial do app.
As figurinhas são febre nos Line
Divulgação
4. Mais baixado do Japão
Mesmo com 10 anos de existência, o Line segue como um dos aplicativos mais populares no Japão. Ele continua como o mais baixado entre os apps de comunicação em julho de 2021, no Android e iOS, de acordo com o App Annie, serviço que monitora downloads.
Outros apps que aparecem nessa categoria, atrás do Line, são Discord, Facebook e Yahoo.
Line usa tecnologia para filtros em chamadas de vídeo.
Divulgação

5. Não embalou fora da Ásia
Além do Japão, o Line tem sucesso em outros pontos da Ásia, como Tailândia e Taiwan, mas não conseguiu replicar o sucesso em diferentes mercados. O app está presente no Brasil, com versão em português, mas seus serviços são mais limitados.
Line tem versão no Brasil, mas não bombou como no Japão
Reprodução
6. Polêmicas com a privacidade
O aplicativo se envolveu em polêmicas no início de 2021 após a informação de que técnicos da empresa na China acessaram informações de usuários japoneses sem o seu consenso, ficando fora do que é exigido por lei.
Após a repercussão do caso, o app bloqueio o acesso ao banco de dados na China. Isso também motivou o Line a transferir o armazenamento de dados de usuários japoneses da Coreia do Sul para o Japão.
Line recebeu grande atualização em 2020
Divulgação
Saiba como se proteger de golpes no WhatsApp
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Fonte: G1 Mundo

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Associações que defendem direitos de pessoas trans em 22 países denunciam à ONU assassinatos no Brasil

60 organizações cobram que as Nações Unidas e a OEA declarem o país como não seguro para a população LGBTQIA+ caso os crimes continuem. Brasil é o que mais mata trans no mundo. Um grupo de 60 associações de defesa dos direitos de pessoas trans de 22 países denunciou os assassinatos dessa população no Brasil à Organização das Nações Unidas (ONU).
Em carta divulgada nesta quarta-feira (14), as organizações citam “a extrema violência generalizada”, a impunidade e a falta de medidas por parte do governo para erradicar esses problemas.
Há uma semana, a Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra), que também assina a carta, informou que ao menos 80 pessoas trans foram mortas no Brasil no 1º semestre deste ano. Em 2020, foram 175, um recorde desde quando a entidade começou a contabilizar esses crimes, em 2017.
Com isso, o Brasil manteve a posição de país que mais mata trans no mundo, à frente de México e Estados Unidos, segundo a ONG Transgender Europe (TGEU), que monitora 71 países.
Associação aponta que 175 pessoas transexuais foram mortas no Brasil em 2020
Na carta, as 60 organizações pedem que o Secretário-Geral das Nações Unidas e a Comissão Interamericana de Direitos Humanos e a Organização dos Estados Americanos (OEA) intercedam junto ao governo brasileiro para que sejam integrados na aplicação e na interpretação da legislação interna os tratados internacionais sobre direitos humanos com relação a identidade de gênero e os Princípios de Yogyakarta.
Os Princípios de Yogyakarta são um documento internacional de 2006 sobre direitos humanos da população LGBTQIA+, assinado na cidade com este nome, na Indonésia. Eles foram completados em 2017, para abranger outras identidades e orientações sexuais.
As associações cobram ainda que os assassinatos de pessoas trans sejam investigados e que os criminosos sejam responsabilizados por discriminação e ódio. E que as famílias das vítimas desses crimes sejam indenizadas “de maneira proporcional ao dano sofrido”.
Pedem também que algum estado-membro da ONU dê asilo as vítimas dessa violações. E que, se os crimes continuarem, “o Brasil seja declarado um país não seguro para a população LGBTI internacional”.
Mais que uma letra:
Mais que uma letra: entenda o que significa a sigla LGBTQIA+
Mais que uma letra: ‘Empresas não estão preparadas para pessoas trans’, diz produtora
Mais que uma letra: ‘Ser bicha na periferia é muito cruel e muito poderoso’, diz bailarino
Mais que uma letra: ‘A gente vem sendo invisibilizada há muitos anos’, diz lésbica
Mais que uma letra: ‘Acham que pessoas bissexuais nem existem’, diz médica
Mais que uma letra: ‘Sinto que algo meu foi roubado’, diz intersexo
Mais que uma letra: ‘Não me encaixava no grupo dos homens, nem das mulheres’, diz Beta
Mais que uma letra: ‘É comum que assexuais sejam classificados como doentes’, diz advogado

Fonte: G1 Mundo

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Angela Merkel quase cochila ao falar sobre Covid com cidadãos em reunião online

Exibindo cansaço, primeira-ministra alemã pareceu ter dificuldade em manter os olhos abertos no início da conversa. Já recomposta, ela falou sobre os motivos que a mantiveram confiante durante pandemia e pediu atenção devido à variante Delta: ‘Acredito em nossa inteligência e na sanidade das pessoas’. VÍDEO: Angela Merkel exibe cansaço em chat sobre Covid com cidadãos
Angela Merkel pareceu exibir sinais de exaustão, quase chegando ao ponto de cochilar, durante o início de uma conversa online com cidadãos alemães sobre Covid-19, nesta quarta-feira (14).
No vídeo (veja acima), a impressão é de que a primeira-ministra da Alemanha tem dificuldade em manter os olhos abertos enquanto o primeiro convidado fala.
Na sequência, porém, ela se recompôs e respondeu longamente a uma pergunta feita por uma estudante de Karlsruhe, sobre o que deu a ela confiança durante a epidemia.
“O fato de conhecermos o vírus rapidamente me deu confiança. Sabíamos o que fazer e o que não fazer. E se obedecêssemos a regras como manter distância e usar máscaras, seríamos capazes de contê-lo e sentir nosso caminho passo a passo”, disse Merkel.
“E ter tanta dedicação, tanto compromisso nas famílias, e tantas pessoas se doarem tanto – isso me deu confiança. E em terceiro lugar a vacina. Quando se tornou cada vez mais realidade. No começo eu não pude acreditar o quão rápido ela foi desenvolvida”, acrescentou.
A premiê alemã ressaltou, porém que, apesar de tanta confiança, também houve retrocessos e que o momento é de especial atenção devido à variante Delta.
“Certamente não será tão ruim quanto antes. Mas já vemos em outros países que eles estão tendo problemas. Devemos ser muito inteligentes ao lidar com o vírus. Mas eu acredito em nossa inteligência e na sanidade das pessoas”, afirmou.
Esta não foi a primeira vez que a primeira-ministra alemã participou de uma conversa online com cidadãos sobre a pandemia. Antes, ela já se reuniu virtualmente com grupos de pais, artistas e trabalhadores autônomos.

Fonte: G1 Mundo

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Internação de Bolsonaro repercute na imprensa estrangeira


Sites de jornais dos EUA, do Reino Unido e da França publicaram reportagens sobre o quadro de saúde do presidente brasileiro. Bolsonaro durante solenidade alusiva à Sanção da Lei de Capitalização da Eletrobras
Alan Santos/PR
A internação do presidente Jair Bolsonaro, que enfrenta um quadro de obstrução intestinal, repercutiu em veículos de imprensa do mundo nesta quarta-feira (14).
VÍDEO: Bolsonaro é levado para SP devido a obstrução intestinal
Bolsonaro foi internado no Hospital das Forças Armadas, em Brasília, após sentir dores abdominais na madrugada. Segundo o ministro das Comunicações, Fábio Faria, o presidente chegou a ser sedado pela manhã.
Veja abaixo a repercussão da internação de Bolsonaro
‘The Washington Post’ (Estados Unidos)
‘Presidente brasileiro Jair Bolsonaro internado depois de 10 dias de soluços’, diz título de reportagem do ‘Washington Post’
Reprodução
O jornal da capital americana publicou em seu site um texto em que fala da internação de Bolsonaro após “dez dias de soluço”. A nota reforça que ainda estão sendo investigadas as causas dessa crise que levou à hospitalização do presidente.
‘The Guardian’ (Reino Unido)
‘Bolsonaro pode passar por cirurgia de emergência após soluços persistirem por 10 dias’, diz título de reportagem do ‘The Guardian’
Reprodução
A reportagem do ‘Guardian’ destaca também o soluço persistente de Bolsonaro e relata o quadro de obstrução intestinal. O texto também fala sobre as mensagens publicadas nas redes sociais do presidente e de aliados.
‘Le Figaro’ (França)
‘Bolsonaro sofre de uma obstrução intestinal e pode passar por operação de urgência’, diz título de reportagem do jornal ‘Le Figaro’ (França)
Reprodução
Em seu site, o jornal francês cita a obstrução intestinal de Bolsonaro relembra que o presidente precisou ser operado mais de uma vez nos últimos dois anos por causa do atentado sofrido na campanha eleitoral de 2018.

Fonte: G1 Mundo

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Youtuber cubana detida durante entrevista ao vivo é liberada


Dina Stars falava sobre os protestos que vêm acontecendo no país caribenho. Imagens mostraram, na véspera, a jovem sendo acompanhada para dentro de uma viatura policial. Dina Stars, influencer cubana, em foto sem data
Reprodução/Instagram
A youtuber cubana detida durante uma entrevista ao vivo foi liberada nesta quarta-feira (14), segundo ela mesma informou em suas redes sociais.
“Estou bem, não me maltrataram, não me sequestraram”, disse Dina Stars. “Me levaram por ‘instigação a delinquir’ que é o nome que deram para os que promoveram as manifestações.”
Ela pediu que não fossem espalhadas desinformações e disse que nada de ruim aconteceu com ela, que estava de volta, e em segurança.
Na véspera ela interrompeu uma transmissão que fazia para a televisão internacional e disse que a polícia do país estava à sua porta.
Imagens transmitidas pela emissora Telemundo, braço da americana NBC em espanhol, mostraram a jovem sendo acompanhada por dois agentes para dentro de uma viatura.
Regime cubano tenta conter insatisfação popular que se propaga na velocidade das redes sociais
Espanha exige libertação imediata de repórter de jornal detida em Cuba
Protestos em Havana, capital de Cuba, neste domingo (11)
Reuters/Stringer
Protestos em Cuba
Manifestantes gritam “liberdade” e “pátria livre” em protestos em Cuba
O agravamento da pandemia da Covid-19 e a situação econômica, a pior em 30 anos, motivaram as marchas que ocorreram na capital, Havana, e em outras cidades.
Os protestos, divulgados nas redes sociais, começaram de forma espontânea pela manhã no domingo (veja mais no vídeo acima).
Protestos em Cuba: entenda em 3 pontos por que milhares saíram às ruas
Moradores também têm relatado cortes de eletricidade na ilha, severamente prejudicada pela redução do turismo.
O governo cubano diz que a mobilização é de setores ligados aos Estados Unidos, interessados em desestabilizar o país.

Fonte: G1 Mundo

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Argentina registra 100 mil mortos por Covid-19


Até o momento, país já registrou mais de 4.702.657 casos de coronavírus, segundo balanço do governo. Covas abertas em um cemitério de Córdoba, Argentina, para receber as vítimas da pandemia. Foto de 11 de julho de 2021
Agustin Marcarian/Reuters
A Argentina atingiu nesta quarta-feira (14) a triste marca dos 100 mil mortos por complicações da Covid-19 no país, segundo o balanço oficial do governo.
Apenas nas últimas 24 horas, foram registrados 614 óbitos. Desde o início da pandemia foram 100.250 vidas perdidas – o que faz do país ser um dos mais atingidos pela doença na região.
A média de casos diários está caindo em relação ao pico do mês passado, e a ocupação de leitos de UTI está diminuindo, mas ainda passa de 60% nacionalmente.
Mais de 4,7 milhões de argentinos já foram diagnosticados com a infecção causada pelo coronavírus.
Vacinação
A Argentina, um país de cerca de 45 milhões de habitantes, já administrou mais de 25 milhões de vacinas – 45% da população – mas só 5 milhões já receberam as duas doses.
No país sul-americano são usados três imunizantes diferentes, e todos eles são aplicados em um regime de duas doses, como a maioria dos usados Brasil: Sputnik V, AstraZeneca e Sinopharm.
A distribuição de vacinas está despertando a esperança de que o país conseguirá controlar a pandemia, mas a variante delta preocupa.
Ainda que as vacinas sejam eficazes contra essa cepa do vírus, as duas doses são essenciais para conferir a proteção necessária.

Fonte: G1 Mundo

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O vendedor de casas mal-assombradas no Japão


Corretor imobiliário japonês se dedica a colocar no mercado imóveis que pertenciam a pessoas que ‘assombram’ mundo dos vivos. O vendedor de casas mal-assombradas no Japão
Reprodução/BBC
Conheça Akira, o corretor imobiliário que se dedica a vender casas “mal-assombradas” no Japão e já teve em suas mãos cerca de 500 imóveis.
A crença em casas mal-assombradas é forte no Japão: teme-se que pessoas que tiveram mortes solitárias, cometeram suicídio ou foram vítimas de homicídio possam assombrar o mundo dos vivos.
Assista ao vídeo.
Apesar do esforço de Akira, a venda desses imóveis está em declínio por conta da queda da natalidade no Japão – cuja população deve encolher de 127 milhões a cerca de 88 milhões até 2065, segundo projeções demográficas.

Fonte: G1 Mundo

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O outro lado da história: o que os franceses celebram em 14 de Julho?


Este ano celebra-se o 232° aniversário da queda da Bastilha, mas data entrou no calendário cívico quase um século mais tarde, em 1880, inspirada em outro evento histórico: a Festa da Federação, ocorrida em 14 de julho de 1790, que marcou a reconciliação do povo francês após um ano de enfrentamentos. Patrulha aérea sobrevoa a avenida Champs Elysées durante o desfile militar desta quarta-feira, 14 de julho
Michel Euler/Pool via Reuters
A origem da festa nacional francesa de 14 de julho permite confusão. Este ano celebra-se o 232° aniversário da queda da Bastilha, prisão invadida por parisienses que lutavam para derrubar a monarquia absolutista durante a Revolução Francesa, em 1789.
No entanto, a data entrou no calendário cívico quase um século mais tarde, em 1880, inspirada em outro evento histórico: a Festa da Federação, ocorrida em 14 de julho de 1790, que marcou a reconciliação do povo francês após um ano de enfrentamentos.
O espírito da Festa da Federação marca até hoje as celebrações de 14 de julho em todo o território francês.
Em 1790, 400 mil pessoas se reuniram no Campo de Marte, onde assistiram à uma missa campal celebrada por 300 sacerdotes, aclamaram o rei Luís 16 e recordaram a queda da Bastilha, símbolo da opressão e da tirania do período despótico que prevaleceu durante a Idade Média.
O evento durou vários dias e surtiu um efeito apaziguador nas tensões entre monarquistas, moderados e republicanos. 
Quando o feriado nacional foi adotado, quase um século mais tarde, em 6 de julho de 1880, a ideia do Partido Republicano foi de perpetuar na história francesa uma data de duplo significado: para os radicais, o dia 14 de julho seria sempre lembrado como um símbolo da vitória do povo sobre a opressão, com a queda da Bastilha, enquanto para os moderados, este dia lembraria a unidade demonstrada na Festa da Federação.
Era um compromisso bom para todos: revolucionários, republicanos, conservadores e até nostálgicos da monarquia. 
A Assembleia Nacional aprovou o projeto de lei de criação da festa nacional nessa data. A tradição do desfile militar foi instituída mais tarde.
Até hoje, a legendária referência à queda da Bastilha persiste nos textos que comentam o feriado de 14 de julho na França. De fato, a tomada dessa fortaleza pelos parisienses, transformada em prisão de Estado durante o reinado de Luís XI (1461-1483), é apresentada como o marco do fim do absolutismo. Porém, em 1789, o edifício austero, feito de pedra, já estava destinado à destruição.
Quando foi invadida pelos revolucionários parisienses, apenas sete prisioneiros foram libertados: dois doentes mentais, quatro falsários e um homem acusado de incesto. A prisão já não acolhia mais prisioneiros ilustres, como o filósofo e escritor Voltaire, que esteve duas vezes detido na Bastilha. 
Até a Primeira Guerra Mundial, a data de 14 de julho permaneceu ideologicamente marcada como um símbolo republicano, de esquerda, anticlerical e patriótico. Aos poucos, porém, o feriado se tornou uma festa popular, com bandeiras tricolores espalhadas nas ruas, bailes em casernas, festas privadas e queima de fogos.
As comemorações costumam começar na véspera, são seguidas pelo pomposo desfile militar na avenida Champs Elysées, em Paris, e se encerram com um show de fogos de artifício apoteótico na Torre Eiffel.
Vídeos: Os mais assistidos do G1 nos últimos 7 dias

Fonte: G1 Mundo