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Espanha exige libertação imediata de repórter de jornal detida em Cuba


Pelo menos 100 manifestantes, ativistas e jornalistas independentes foram detidos em todo o país desde domingo. Protestos em Havana, capital de Cuba, neste domingo (11)
Reuters/Stringer
O ministro das Relações Exteriores da Espanha, José Manuel Albares, pediu a Cuba nesta terça-feira (13) que liberte imediatamente Camila Acosta, jornalista detida em Havana na segunda-feira após cobrir os distúrbios civis no país para o jornal espanhol “ABC”.
“A Espanha defende o direito de se manifestar livremente e pacificamente e pede às autoridades cubanas que o respeitem. Exigimos a libertação imediata de Camila Acosta”, escreveu Albares em uma rede social, em seu segundo dia de trabalho.
O governo cubano reprimiu ativistas na noite de segunda-feira, depois que protestos em massa levaram milhares de pessoas às ruas no fim de semana, nas maiores manifestações antigovernamentais vistas na ilha comunista em décadas.
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Acosta, que se descreve como uma jornalista cubana independente, estava escrevendo para o “ABC” e publicando fotos da agitação nas redes sociais.
Pelo menos 100 manifestantes, ativistas e jornalistas independentes foram detidos em todo o país desde domingo, de acordo com o grupo de direitos no exílio Cubalex.
O diário espanhol “ABC”, que é de direita, disse que Cuba planeja acusar Acosta de supostos “crimes contra a segurança do Estado” e pediu a Madri que faça pressão diplomática sobre Havana para garantir sua libertação.
Albares assumiu o cargo na segunda-feira, após uma reforma ministerial surpresa no sábado, que levou a demissão de sua antecessora, Arancha González Laya, do gabinete.
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Fonte: G1 Mundo

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Cuba promove apagão digital para silenciar protestos


Entidades que monitoram o tráfego na internet constatam que atividade foi reduzida a zero após onda de manifestações espontâneas contra o regime. Imagem de protestos em Havana em 12 de julho de 2021
Reuters
Por conta e risco do regime cubano, o acesso à internet está bloqueado e há cortes nas linhas telefônicas, o que torna a ilha caribenha isolada e incomunicável após a onda de protestos que surpreendeu o governo no domingo. Enquanto o presidente Miguel Díaz Canel falava em cadeia nacional, por volta das 16h, para tachar os manifestantes de mercenários, as mídias sociais eram silenciadas em todo o país.
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Conforme constataram entidades que monitaram o tráfego na web, como Netblocks, Acess Now e Kentik.ink, a atividade foi reduzida a zero em Cuba, limitando a difusão de informações sobre prisões e desaparecidos, assim como a repressão aos que desafiaram o regime, pelo segundo dia consecutivo.
O blogueiro Norges Rodríguez, fundador do site Yucabyte, que se dedica a avaliar os direitos dos cubanos a partir da tecnologia, observa ao G1 que os protestos deixaram claro que o regime caducou. Ele compara a revolução digital em Cuba à Perestroika, que levou à extinção da União Soviética, no início da década de 1990:
“O governo relutou muito em abrir o país à internet porque sabia que seria perigoso manter o poder da forma como lhe convém. Mas, por outro lado, sem internet não há desenvolvimento econômico possível, e as pessoas se deram conta de que o discurso de justiça social é mentiroso quando são exibidas imagens de privilégios entre autoridades.”
No dilema entre a expansão do acesso online e a manutenção do status quo, o regime deixa evidente que a segunda alternativa é prioritária e única, quando opta pelo apagão digital para tentar conter os protestos e lançar seu rigoroso aparato policial contra os manifestantes.
De acordo com a ONG Cubalex, que se dedica à defesa dos direitos humanos, pelo menos 150 foram presos desde domingo.
Entre eles, há vários integrantes do Movimento San Isidro, a rede de artistas e ativistas que defende abertamente a mudança política em Cuba e tornou-se alvo preferido do regime.
Agora é avaliar o impacto dessa nova dissidência, armada com celulares que expõem a fragilidade de um governo autoritário, há mais de seis décadas imperando sob partido único.
Sem o carisma e o legado dos Castro, Miguel Díaz-Canel é rotulado como marionete e impõe os mesmos métodos para silenciar opositores. Porém, em condições muito diferentes: a insatisfação é alimentada pelas redes sociais que ele tenta, a todo custo, bloquear.
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Fonte: G1 Mundo

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Como surto recorde de gafanhotos está devastando EUA


Surto já afeta pelo menos 15 Estados e vem provocando devastação em lavouras e pastagens no Oeste americano. Gafanhotos são comuns na região Oeste dos EUA, mas, segundo cientistas, houve uma explosão na população desses insetos neste ano, agravada pela seca e ondas de calor históricas
USDA/APHIS
Um surto de gafanhotos que já afeta pelo menos 15 Estados vem provocando devastação em lavouras e pastagens no Oeste americano, competindo por comida com o gado e deixando um rastro de milhões de dólares em prejuízos.
Esses insetos são nativos da região e sua população costuma ser controlada. Mas, segundo cientistas, houve uma explosão neste ano, agravada pela seca e ondas de calor históricas.
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O Serviço de Inspeção Sanitária Animal e Vegetal (APHIS, na sigla em inglês), agência ligada ao Departamento de Agricultura dos Estados Unidos responsável pelo controle de doenças e pragas, já tratou mais de 325 mil hectares com inseticidas, em uma campanha de supressão da população de gafanhotos e dos chamados grilos Mórmons (Anabrus simplex), que também são comuns na região e vêm causando danos semelhantes neste ano.
De acordo com o diretor de política nacional da APHIS, Bill Wesela, esse tratamento vai proteger mais de 650 mil hectares, mas ainda há várias outras ações programadas em diversos Estados, à medida que mais agricultores e pecuaristas pedem ajuda à agência para controlar o problema.
Wesela lembra que a última grande campanha de supressão de gafanhotos na região foi em 2010, quando o surto de gafanhotos foi a maior dos últimos 35 anos. Na época, mais de 400 mil hectares foram tratados, o suficiente para proteger 800 mil hectares.
A total magnitude do problema neste ano só ficará clara dentro de alguns meses.
“A infestação deste ano ainda está evoluindo e não estará completa até o final do verão (no Hemisfério Norte)”, diz Wesela à BBC News Brasil.
O surto neste ano já afeta pelo menos 15 Estados e vem provocando devastação em lavouras e pastagens, onde os gafanhotos competem por comida com o gado
DEPARTAMENTO DE AGRICULTURA DE OREGON
Prejuízos
Wesela ressalta que ainda é cedo para estimar os custos totais da campanha e os prejuízos provocados pelo problema neste ano. Mas os danos já são visíveis, especialmente em pastagens e lavouras irrigadas.
No caso da pecuária, Wesela ressalta que a redução do volume de pastagem para alimentar o gado obriga os produtores a gastar na compra de alimentação suplementar ou até mesmo vender seus rebanhos a preços reduzidos.
Os insetos também podem devastar plantações de alfafa, milho, trigo e cevada e reduzir o habitat e as fontes de alimentação para os animais selvagens da região. Além disso, provocam danos à fruticultura e à apicultura.
“Gafanhotos e grilos Mórmons são componentes naturais do ecossistema (nesta região dos EUA), mas quando suas populações atingem níveis de surto eles causam graves perdas econômicas aos recursos agrícolas, particularmente em condições (climáticas) quentes e secas”, observa Wesela.
Segundo cientistas, infestação deste ano ainda está evoluindo, e a magnitude das perdas só ficará clara dentro de alguns meses
DEPARTAMENTO DE AGRICULTURA DE OREGON
Entre os Estados mais afetados estão Montana, Wyoming e Oregon, onde o departamento estadual de Agricultura vem recebendo relatos de grandes populações de gafanhotos em diversas áreas.
“Pelo menos metade dos condados na parte Leste do Estado já registram enormes populações de gafanhotos”, diz à BBC News Brasil o entomologista Helmuth Rogg, diretor do programa de plantas do Departamento de Agricultura de Oregon.
“Recebemos ligações de motoristas relatando que os insetos estão atingindo os para-brisas e os radiadores dos carros”, conta Rogg, prevendo que o surto neste ano será “épico”.
Efeitos da seca
A população de gafanhotos já era considerada maior do que o comum no ano passado, e aumentou ainda mais neste ano com a seca e as altas temperaturas na região. Em Oregon, a temperatura chegou a 46 graus centígrados há algumas semanas, um recorde.
Na maioria das áreas afetadas os insetos já atingiram a fase adulta, fazendo com que os esforços de supressão sejam menos eficazes
DEPARTAMENTO DE AGRICULTURA DE OREGON
Os cientistas ressaltam que o período mais eficaz para controlar esses insetos é entre abril e maio, na primavera no Hemisfério Norte, quando os ovos eclodem e os gafanhotos, ainda bem menores que um adulto, estão mais vulneráveis.
“Se o tempo estiver úmido, é ruim para os gafanhotos”, salienta Rogg. “Se abril e maio forem chuvosos e frios, há grandes chances de que muitos desses insetos vão morrer antes de chegar à fase adulta.”
Mas, no ano passado e neste ano, a seca prolongada, as altas temperaturas e a falta de água para irrigação em muitas lavouras criaram as condições ideias para que mais gafanhotos sobrevivessem.
Rogg diz que, enquanto ainda estão se desenvolvendo, os jovens gafanhotos são suscetíveis a um inseticida chamado Dimilin, com ingrediente ativo diflubenzuron. No entanto, à medida que esses animais atingem a fase adulta, o inseticida se torna menos eficaz.
Neste mês, em grande parte dos Estados afetados os insetos atingiram a fase adulta e já podem depositar seus ovos para o ano seguinte.
Com isso, em várias áreas já é muito tarde para combater o problema, e o foco passa a ser planejar o controle para 2022.
Entre os Estados mais afetados estão Montana, Wyoming e Oregon, onde o departamento estadual de Agricultura vem recebendo relatos de populações enormes de gafanhotos em diversas áreas
DEPARTAMENTO DE AGRICULTURA DE OREGON
Mudanças climáticas
Ambientalistas temem que a aplicação de inseticidas possa acabar agravando o problema no futuro, ao colocar em risco outros insetos e inimigos naturais que ajudam a manter a população de gafanhotos sob controle. Citam também o temor de contaminação de lavouras orgânicas próximas às áreas tratadas.
Mas as autoridades responsáveis pelas ações de controle dizem que são tomados cuidados para evitar que isso aconteça, com o uso de baixas concentrações e foco em áreas delimitadas.
Rogg prevê que as enormes quantidades de gafanhotos que vão depositar seus ovos nos próximos dois meses devem fazer com que o surto se repita no ano que vem ou até mesmo nos próximos dois anos.
O entomologista teme que as mudanças climáticas possam tornar os surtos de gafanhotos cada vez mais comuns.
“Estamos vendo infestações de gafanhotos, ao ponto em que causam danos, aumentando desde 2013”, diz Rogg. “Neste ano, certamente será maior que no ano passado.”
“Precisamos estar preparados para a possibilidade de que todos os anos tenhamos uma situação semelhante, com populações (de gafanhotos) maiores, por causa das mudanças climáticas e da seca associada (a essas mudanças) nesses Estados”, afirma.
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Fonte: G1 Mundo

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Pai encontra filho sequestrado quando bebê 24 anos depois


Na China, o sequestro e o tráfico de bebês são um problema há décadas, com milhares de crianças raptadas todos os anos. Guo viajou a China de moto em busca de seu filho
Reprodução/Weibo
Um homem chinês reencontrou seu filho depois de uma busca que durou 24 anos e uma viagem de 500 mil km em uma moto pelo país.
O filho de Guo Gangtang foi sequestrado aos dois anos por traficantes de humanos na frente de sua casa na província de Shandong, no leste da China.
A história do desaparecimento de seu filho inspirou um filme em 2015, estrelado por Andy Lau, ator, cantor e produtor famoso de Hong Kong.
O sequestro de crianças é um grande problema na China, com milhares de vítimas todos os anos.
De acordo com o Ministério de Segurança Pública da China, a polícia conseguiu rastrear a identidade do filho de Guo por meio de testes de DNA. Dois suspeitos do sequestro foram posteriormente rastreados e presos, informou o jornal chinês Global Times.
Os suspeitos, que estavam namorando na época, planejavam sequestrar uma criança para vendê-la por dinheiro, segundo uma reportagem do China News.
Depois de ver o filho de Guo brincando sozinho fora de sua casa, a suspeita – identificada apenas pelo sobrenome Tang – o agarrou e o levou à rodoviária, onde seu parceiro, Hu, a aguardava.
O casal então pegou um ônibus intermunicipal para a província vizinha de Henan e o vendeu lá.
Reportagens da imprensa local dizem que o filho de Guo foi encontrado ainda morando na província. Hoje, ele tem 26 anos.
Percorrendo o país de moto
“Agora que meu filho foi encontrado, reencontrei minha felicidade”, disse Guo a repórteres.
Depois que seu filho foi sequestrado em 1997, Guo teria viajado para mais de 20 províncias em todo o país em uma motocicleta seguindo pistas.
No processo, ele sofreu acidentes de trânsito e até se deparou com ladrões em estradas. Dez motos foram danificadas.
Carregando faixas com a foto de seu filho, ele disse ter gasto as economias de sua vida durante a missão, dormindo embaixo de pontes e implorando por esmolas quando ficou sem dinheiro.
Enquanto procurava por seu filho, ele também se tornou um membro proeminente de organizações de pessoas desaparecidas na China e ajudou pelo menos sete pais a se reunirem com seus filhos sequestrados.
Assim que a notícia de que o filho de Guo havia sido localizado, redes sociais chinesas foram inundadas com mensagens de apoio ao pai.
“Muitos pais provavelmente teriam desistido há muito tempo. Ele é incrível e estou realmente feliz por ele”, escreveu uma pessoa no serviço de microblogging Weibo.
Na China, o sequestro e o tráfico de bebês são um problema há décadas.
Estimativas de 2015 apontam que 20 mil crianças eram raptadas todos os anos na China. Muitas delas são vendidos para adoção, tanto no mercado interno quanto no exterior.

Fonte: G1 Mundo

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Cidade dos EUA alerta moradores após encontrar ‘peixe-dourado gigante’ em lago; espécie é considerada invasora


Prefeitura de Burnsville, no estado americano de Minnesota, pediu que animais exóticos não fossem despejados em lagos porque prejudicam o desenvolvimento da biodiversidade local. Peixe-dourado gigante é encontrado em lago na cidade de Burnsville, nos EUA. Foto sem data
Reprodução/Twitter/BurnsvilleMN
A prefeitura de uma cidade do Minnesota, nos Estados Unidos, fez um alerta aos seus moradores após encontrar “espécimes gigantes” de peixinhos-dourados em um lago da região.
Na sexta-feira (9), autoridades da cidade de Burnsville recuperaram ao menos seis peixes da família Cyprinidae que nadavam no lago Keller, dentro da reserva ambiental de mesmo nome.
Os peixes, vendidos como animais de estimação, teriam sido abandonados no local por seus antigos donos, segundo a equipe do serviço ambiental.
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Peixe-dourado gigante é encontrado em lago dos EUA. Foto sem data
Reprodução/Twitter/BurnsvilleMN
A prática é uma ameaça à biodiversidade local uma vez que a espécie exótica – ou seja, que não pertence àquele ambiente – é considerada invasora.
As invasões biológicas já são a segunda maior causa de extinção de espécies em todo o planeta, atrás apenas da exploração comercial, segundo a União Internacional para Conservação da Natureza.
Em um comunicado, a prefeitura afirmou que – em liberdade – os animais crescem mais do que o esperado e contribuem para a má qualidade da água ao consumir sedimentos e raízes de plantas.
Mas essa não foi a primeira vez que um achado desses foi feito nos EUA. Em 2013, por exemplo, pesquisadores da Universidade de Nevada encontraram 15 espécimes gigantes no Lago Tahoe.
YouTube do G1: Aranha GIGANTE cai de teto de avião

Fonte: G1 Mundo

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Protestos em Cuba: como redes sociais foram cruciais em manifestações históricas


Massificação do acesso à internet móvel entre os cubanos nos últimos três anos tem permitido criação de canais de informação alternativos aos meios de comunicação oficiais do país. Protestos começaram na cidade de San Antonio de los Baños, no sudoeste de Havana e, desde então, se espalharam por todo o país
Getty Images/Via BBC
“A internet continua cortada, não sei onde muitos dos meus amigos estão”, disse um dos manifestantes que gravou e compartilhou vídeos dos protestos recentes em Cuba.
Protestos em Havana, capital de Cuba, neste domingo (11)
Reuters/Stringer
A restrição parcial do acesso à rede e o bloqueio seletivo das redes sociais têm dificultado o fluxo de informações na ilha, após os históricos protestos de domingo (11) em que os manifestantes transmitiram “ao vivo” o que se passava em diferentes pontos do país.
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Foi assim que o governo do presidente Miguel Díaz-Canel respondeu à chamada “revolução digital” dos adversários que, desde a massificação do acesso à internet móvel entre os cubanos nos últimos três anos, têm criado canais de informação alternativos aos meios de comunicação oficiais do país.
No domingo, foi aberto um novo capítulo na história recente da ilha.
Carros revirados em Havana após protestos contra o governo de Cuba, no domingo (11).
YAMIL LAGE / AFP
Ele começou em San Antonio de los Baños e se espalhou como uma onda pelo restante de Cuba.
Foi lá, em uma cidade a 26 quilômetros da capital Havana, onde começaram por volta das 9h as primeiras transmissões ao vivo de protestos nas ruas por meio do Facebook Live, algo conhecido por cubanos como “la directa” (ao vivo, em tradução livre para o português).
Manifestantes realizaram um dos maiores protestos das últimas décadas no país
Getty Images/Via BBC
Críticos e adversários do governo preferem a transmissão “ao vivo” porque, diferentemente dos vídeos gravados e postados em outras redes sociais, ela não pode ser apagada.
Foi assim que as transmissões ao vivo em San Antonio geraram focos em outras cidades que aderiram às manifestações, até que a internet parou de funcionar em diversas regiões cubanas.
Manifestante é detido por policial sem farda em Havana, em 11 de julho de 2021
Ramon Espinosa/AP
“Foi como um efeito dominó. Vimos um protesto espontâneo em San Antonio e ele se espalhou”, disse o ativista Alfredo Martínez Ramírez, de Havana, que gravou vídeos das manifestações na capital cubana.
“Não é a mesma coisa ver o povo saindo às ruas em vez de alguém te contar. Isso dá coragem”, disse ele em entrevista à BBC News Mundo (serviço de notícias em espanhol da BBC).
Martínez diz que participou de vários protestos nos quais gravou vídeos de manifestantes e da violência policial e os compartilhou nas redes sociais. “Estava do lado de fora do Capitólio e postei os vídeos no Facebook.”
Mapa de Cuba mostra onde houve protestos
BBC
(É possível ver vídeos gravados por Alfredo Martínez abaixo. A BBC não se responsabiliza pelo conteúdo publicado por outros sites ou redes sociais).
Como ele, outros manifestantes divulgaram vídeos que rodaram o mundo.
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Há outros vídeos publicados nas plataformas que mostram manifestações em Cuba também no dia seguinte, segunda-feira (12).
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Em reação, o presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, afirmou na segunda-feira que os protestos buscavam “fragmentar a unidade” do povo cubano e desacreditar “o trabalho do governo e da revolução”.
“Há um setor delinquente. Ontem vimos delinquentes. Ontem a marcha não foi pacífica, houve vandalismo (…), apedrejaram forças policiais, tombaram carros. Um comportamento totalmente vulgar, indecente, delinquente.”
“Nós não fazemos um chamado ao povo para enfrentar o povo. Nós fazemos um chamado ao povo para defender a revolução, defender seu dinheiro. E o povo atendeu.”
Apoiadores do governo cubano saem às ruas em Havana para fazer frente a marchas opositoras
Alexandre Meneghini/Reuters
Circularam nas redes sociais também manifestações a favor do governo cubano.
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A BBC News Mundo solicitou uma entrevista com o governo, mas até a publicação desta reportagem não havia recebido resposta.
‘As redes sociais foram o gatilho’
“A internet é um facilitador de protestos porque permite às pessoas compartilharem imagens em tempo real por meio do Facebook Live”, diz à BBC News Mundo o pesquisador Ted Henken, autor do livro A Revolução Digital de Cuba (em tradução livre), publicado em junho. “Por isso houve esse contágio rápido por todo o país. As redes sociais foram o gatilho que canalizaram a frustração social.”
Segundo ele, tem sido muito importante às pessoas fazer transmissões “ao vivo” porque não possibilidade de o governo obrigá-las a apagarem o conteúdo. “Esses vídeos compartilhados no Facebook Live foram gravados pelos próprios manifestantes, não por personalidades públicas.”
Mas o efeito multiplicador das redes sociais foi potencializado por outros meios de comunicação, jornalistas independentes, influenciadores, artistas e ativistas.
Foi assim que ganharam força rapidamente hashtags como #SOSCuba, #SOSMatanzas e #PatriaYVida.
Além do Facebook, rede mais importante da ilha, os cubanos utilizam aplicativos como WhatsApp, Signal e Telegram, apelidados por Henken de Os Três Mosqueteiros. Em menor grau, Twitter e Instagram.
No entanto, afirma o pesquisador, é importante dosar o otimismo porque, ainda que o acesso à internet tenha mudado o jogo em Cuba, não é possível o que ocorrerá daqui para frente.
‘Internet tem sido como uma Perestroika’
Dezembro de 2018 é considerado o marco em Cuba: foi o momento em que as pessoas passaram a ter acesso à internet de maneira mais ampla por meio de seus telefones celulares.
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Por isso, muitos dizem que aquele momento marcou um antes e um depois na história recente da ilha.
“A internet tem sido uma espécie de Perestroika no contexto cubano”, afirma Norges Rodríguez, diretor do Yucabyte, veículo de comunicação opositor ao governo de Cuba.
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Lançada pelo então líder da União Soviética Mikhail Gorbachev, a “perestroika” (abertura) consistia em relaxar o controle do governo sobre a economia, acreditando-se que a iniciativa privada impulsionaria a inovação.
Outro marco histórico do papel das redes sociais nos protestos cubanos ocorreu em novembro de 2020, quando as manifestações do Movimento San Isidro foram transmitidas ao vivo pela internet.
“É um efeito cumulativo”, avalia Rodríguez, do Yucabyte.
Analistas concordam que o acesso à internet, junto com a deterioração da situação econômica e os estragos causados ​​pela pandemia covid-19, são alguns dos fatores que, combinados, levaram os adversários às ruas.
“Alimentos, remédios, vacinas, liberdade são as demandas comuns. São as mesmas frustrações, mas agora têm a mesma tecnologia”, explica Henken, autor do livro A Revolução Digital de Cuba.
Com a massificação da internet intensificada desde 2018, o país tem sido palco de manifestações que ganharam força por meio das redes sociais.
Em 2019, ocorreram campanhas online contra o Referendo Constitucional e convocações de marchas nas redes pelos direitos das pessoas LGBT, começaram a circular memes críticos ao governo e ganharam popularidade youtubers com discurso dissidente.
É assim que ganhava força um movimento que reivindicava a necessidade de mudanças no país por meio das redes, fenômeno que, sem essas plataformas, teria sido mais difícil, afirma Henken.
Internet: uma arma para todos os lados
A influência da internet, ao longo da expansão do acesso, é tão grande que se tornou uma peça-chave tanto para opositores quanto para o governo.
Eram cerca de 16h quando o governo cubano começou a suspender o acesso à internet, e com isso acabaram as transmissões no Facebook Live e ganhou força a falta de informação.
Para os manifestantes, cortar esse acesso digital é, de uma maneira ou de outra, como privá-los de oxigênio. E o “blecaute digital” continua, sem duração prevista.
“Quase todos meus amigos estão sem internet”, afirma Alfredo Martínez Ramírez, que gravou e compartilhou vídeos das manifestações em Havana. “E não sabemos onde estão muitos deles.”
O confronto digital se tornou central para todos os lados do embate político na ilha. “Quem vai controlar a revolução digital cubana? Ninguém e todos, porque não há um vencedor claro. É uma batalha”, afirma Henken.
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Fonte: G1 Mundo

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Suspeitos de assassinato de presidente do Haiti tiveram relação com forças de segurança dos EUA, diz fonte


Dois americanos de origem haitiana foram presos com os combatentes colombianos que são acusados de matar o presidente do Haiti. Segundo uma fonte do governo dos EUA, no passado, um deles teve uma relação com uma agência de segurança americana. Seis dos detidos por suspeita de estarem por trás do assassinato do presidente do Haiti, Jovenel Moise, em foto desta quinta (8)
Joseph Odelyn/AP Photo
Entre os suspeitos presos pelo assassinato do presidente do Haiti, Jovenel Moise, na semana passada, há homens que podem ter tido relações com agências de seguranças dos Estados Unidos como informantes, afirmaram, na segunda-feira (12), pessoas do governo norte-americano que não quiseram se identificar.
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Horas após o assassinato, os militares do Haiti prenderam 28 homens —26 combatentes colombianos que foram contratados por uma agência de segurança da Flórida e 2 norte-americanos de origem haitiana, que afirmam que trabalhavam como tradutores.
A agência Reuters ouviu uma fonte do governo dos EUA que disse que um dos norte-americanos tinha uma relação com uma agência de segurança norte-americana, mas o servidor não especificou qual era a agência e nem a natureza da relação.
Agência de combate às drogas
A rede CNN afirma que ao menos um dos 28 presos já foi informante da Agência de Repreensão às Drogas (DEA, na sigla em inglês).
A DEA confirmou, em nota, que de fato um dos suspeitos foi um informante: “Após o assassinato do presidente Moise, o suspeito procurou um de seus conhecidos na DEA”.
Na nota, a agência afirma que um de seus agentes para o Haiti pediu ao suspeito para que se entregasse às autoridades locais. Além disso, esse agente deu informações ao governo haitiano para que os acusados fossem presos.
FBI não comenta
Um outro suspeito foi informante do FBI, segundo disseram fontes à rede CNN. O FBI diz que não revela nada sobre seus informantes.
Americanos de origem haitiana presos
Autoridades haitianas prenderam na semana passada dois americanos de origem haitiana, Joseph Vincent, de 55 anos, e James Solages, de 35. Eles são acusados de participarem do ataque fatal ao presidente Jovenel Moise. O outros 26 suspeitos são todos colombianos.
Um haitiano, Christian Emmanuel Sanon, foi preso no domingo por autoridades do Haiti, que o acusaram de ser um dos mentores do ataque. 
Solages e Vincent disseram a investigadores que eles eram tradutores da unidade de combatentes elite que tinha um mandado de prisão contra Moise, o presidente. Eles afirmam que quando chegaram à residência presidencial, encontraram o presidente morto. 
Solages se autodescreveu como um “agente diplomático certificado” e como “comandante chefe de guarda-costas” para a embaixada canadense no Haiti. As declarações estavam disponíveis no site de uma organização filantrópica dirigida por ele e que foi removida na quinta-feira. A Reuters revisou uma versão arquivada que continua acessível. 
O jornal “Miami Herald” citou uma autoridade governamental que pediu condição de anonimato, mas disse que, há uma década atrás, Solages trabalhou brevemente para uma empresa que fazia segurança para a embaixada canadense no Haiti.
Registros da Flórida mostram que Solages já teve licenças de oficial de segurança e para o porte de armas de fogo. 
Poucos detalhes foram encontrados sobre Vincent. 
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Fonte: G1 Mundo

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Desabamento de hotel na China deixa 8 mortos e 9 desaparecidos


Ainda não se sabe por que o prédio caiu. Em março do ano passado houve um acidente parecido, e descobriu-se que um novo andar havia sido construído sem autorização. Socorristas trabalham para tentar encontrar pessoas nos escombros de um hotel que desabou na China, em 12 de julho de 2021
CNS/Via AFP
Pelo menos oito pessoas morreram após o colapso na segunda-feira (12) de um pequeno hotel na cidade turística de Suzhou, no leste da China, informaram autoridades locais nesta terça-feira (13). O número de vítimas deve aumentar, pois ainda há nove desaparecidos.
“As operações de resgate continuam e uma investigação está em andamento para determinar as causas da tragédia”, disse a prefeitura em uma rede social.
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Os socorristas continuam em busca dos nove desaparecidos com 120 veículos para retirar os escombros e com aparelhos para detectar a presença humana.
O hotel Siji Kaiyuan foi inaugurado em 2018 e tinha 54 quartos, um salão para banquetes e salas de conferências, de acordo com uma descrição no site de viagens Ctrip.
As imagens divulgadas pelo canal oficial CCTV mostram dezenas de socorristas trabalhando no local do desastre próximos a uma montanha de destroços. Fotos divulgadas nas redes sociais mostram pedaços de vidro espalhados pelo chão.
Mais de 500 bombeiros se deslocaram até o local do desastre para realizar as operações de resgate.
Cidade turística
Suzhou tem um rico patrimônio histórico e arquitetônico, com canais e jardins centenários que atraem muitos turistas. Com cerca de 12 milhões de habitantes, esta cidade está localizada a 80 km ao oeste de Xangai.
Desabamentos frequentes
Desabamentos e acidentes em edifícios na China são comuns, seja pelo descumprimento das normas de segurança, seja como resultado da corrupção.
Em março de 2020, um hotel transformado em centro de quarentena para a pandemia da Covid-19 desabou na cidade costeira de Quanzhou, no leste do país. O colapso do prédio deixou 29 mortos.
Veja abaixo um vídeo desse incidente de março de 2020.
Hotel desaba na China com 70 pessoas em quarentena por coronavírus
Durante a investigação, as autoridades descobriram que três andares foram adicionados de forma ilegal ao edifício, que originalmente tinha quatro.
Em 2016, ao menos 20 pessoas morreram no desabamento de vários prédios de fábricas que abrigavam trabalhadores na cidade de Wenzhou, também no leste.
Mais recentemente, em maio deste ano, o SEG Plaza, um dos arranha-céus mais icônicos da metrópole de Shenzhen, ao sul, balançou. Causou cenas de pânico entre seus ocupantes e levou à evacuação do prédio.
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Fonte: G1 Mundo

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Onda de violência na África do Sul deixa mais de 30 mortos


Protestos e saques começaram após a prisão do ex-presidente Jacob Zuma. Os primeiros incidentes começaram na sexta, e atos de violência se espalharam por Joanesburgo e Soweto. Militar mantém guarda próximo a suspeitos de saque do lado de fora do shopping Diepkloof, em Soweto, nesta terça (13), após à prisão do ex-presidente sul-africano Jacob Zuma
Siphiwe Sibeko/Reuters
Ao menos 32 pessoas morreram na África do Sul em meio a protestos e saques que começaram após a prisão do ex-presidente Jacob Zuma.
Foram 26 mortos na província de Kwazulu-Natal, anunciou o primeiro-ministro regional, Sihle Zikalala, nesta terça-feira (13).
Outras seis pessoas perderam a vida em áreas próximas a Joanesburgo, segundo o presidente Cyril Ramaphosa.
Em meio à onda de violência, o governo sul-africano convocou o Exército para conter distúrbios (veja no vídeo abaixo).
Governo da África do Sul convoca Exército para conter a onda de violência
Os primeiros incidentes, com estradas bloqueadas e caminhões incendiados, aconteceram na sexta-feira (9), um dia após o ex-presidente se entregar à Justiça.
Os atos de violência se espalharam por Joanesburgo no fim de semana, e na madrugada desta terça continuaram principalmente em Soweto, a oeste da cidade.
Zuma condenado
Jacob Zuma, que tem 79 anos, foi condenado a 15 meses de prisão por desacato à Justiça, após se negar a comparecer a uma comissão anticorrupção.
O ex-presidente compareceu apenas uma vez diante da comissão e ignorou várias convocações posteriores. Ele alegava razões médicas ou que estava preparando sua defesa para outros casos.
Jacob Zuma, ex-presidente da África do Sul, comparece ao Supremo Tribunal em Pietermaritzburg em 15 de outubro de 2019
Michele Spatari/Pool via AP
Ele enfrenta várias acusações de fraude, corrupção e crime organizado relacionadas à compra, em 1999, de equipamentos militares de cinco empresas europeias de armamento.
Na época, Zuma era vice-presidente do país. O político depois foi presidente, entre 2009 e 2018, e renunciou em meio a uma série de escândalos (veja no vídeo abaixo).
Ele só deixou o cargo após pressão do seu partido, o Congresso Nacional Africano (ANC, na sigla em inglês), o mesmo de Nelson Mandela.
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Presidente da África do Sul, Jacob Zuma renuncia ao cargo
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Fonte: G1 Mundo

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Acidente de ônibus deixa mortos na Bolívia

Ao menos 34 pessoas morreram e cerca de dez ficaram feridas em um acidente de ônibus em uma estrada no departamento de Chuquisaca, no sudeste da Bolívia, segundo a polícia.
O veículo de passageiros caiu em um precipício e ficou completamente destruído, mostram vídeos publicados em redes sociais. Familiares das vítimas foram ao local para reconhecer os corpos.
“De acordo com dados que temos dos policiais que trabalharam no local, são 34 mortos e 10 feridos”, informou o coronel Juan Luis Cuevas, sub-chefe da polícia.
Cuevas diz que, segundo as primeiras informações, o motorista tentou dar passagem para um veículo que viajava no sentido contrário e “não calculou a largura da estrada”. “A plataforma cede e o veículo cai uma profundidade de 150 metros”, explicou.
Mas a polícia ainda investiga as razões do acidente, que já é a maior tragédia rodoviária deste ano na Bolívia. Em 3 de março, um ônibus caiu em um precipício na estrada entre Santa Cruz e Cochabamba e 21 pessoas morreram.

Fonte: G1 Mundo