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Biden marca fim da missão militar dos EUA no Afeganistão para 31 de agosto


Presidente dos EUA diz que guerra, que já dura 20 anos, é ‘invencível’ do ponto de vista militar. Joe Biden, presidente dos EUA, durante pronunciamento na Casa Branca nesta quinta-feira (8)
Evan Vucci/AP Photo
O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, anunciou nesta quinta-feira (8) que vai retirar de vez os soldados e encerrar a missão militar no Afeganistão em 31 de agosto, após quase 20 anos de guerra.
Uma vez que os combates em solo afegão continuam e que tanto o governo do país asiático quanto o Talibã seguem se enfrentando enquanto não chegam a um cessar-fogo, os EUA consideram a Guerra do Afeganistão como a mais longa em que tiveram envolvimento (saiba mais no fim da reportagem).
“Não fomos ao Afeganistão para construir uma nação. Líderes afegãos têm que se unir e conduzir o país rumo a um futuro”, disse Biden em discurso na Casa Branca.
Na semana passada, militares dos EUA deixaram a base aérea de Bagram, principal instalação militar americana no Afeganistão. O espaço foi entregue para a administração do governo afegão. Segundo a agência de notícias Reuters, ainda há soldados americanos – o número não é identificado – em uma pequena base na capital Cabul, mas eles devem retornar em breve para a casa.
A retirada já vinha acontecendo progressivamente há meses e era uma das promessas de campanha do ex-presidente Donald Trump que Biden deu continuidade após assumir o cargo, em janeiro. Opositores da medida temem um ressurgimento do grupo terrorista Talibã, que poderia voltar a dominar o Afeganistão — como ocorria na época dos atentados de 11 de setembro de 2001.
Biden, no entanto, sustenta que a guerra no Afeganistão é uma “guerra invencível”, sem uma solução militar. “Quantos mais milhares de filhos e filhas americanos vocês querem colocar em risco?”, indagou o presidente.
“Não vou mandar outra geração de americanos para a guerra no Afeganistão sem nenhuma expectativa razoável de se chegar a um resultado diferente”, reforçou Biden.
‘Mais longa guerra da história dos EUA’
Os EUA atacaram o Afeganistão e depois o Iraque após o atentado de 11 de setembro de 2001, quando terroristas derrubaram as Torres Gêmeas do World Trade Center, atingiram o Pentágono com um avião e derrubaram uma aeronave na Pensilvânia.
As forças armadas dos EUA invadiram o Afeganistão em 7 de outubro, menos de um mês após o ataque terrorista.
Conheça a história do Talibã
Na época, o grupo radical islâmico Talibã era liderado por Mohammed Omar e controlava 90% do país, embora não fosse reconhecido como governo pela ONU.
O então presidente americano George W. Bush ordenou a invasão após o Talibã se recusar a entregar Osama bin Laden, arquiteto do atentado às Torres Gêmeas.
Bin Laden foi morto apenas em 2011, em uma operação americana no Paquistão, já no governo do ex-presidente americano de Barack Obama.
Segundo a ONU, mais de 100 mil civis foram mortos ou feridos no conflito apenas na última década.
Desde o início da guerra, os EUA gastaram cerca de US$ 1 trilhão (cerca de R$ 5,7 trilhões) em despesas militares no Afeganistão.

Fonte: G1 Mundo

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Covid: Multidões sem máscara, vitória na Euro e variante Delta levantam dúvidas sobre plano de reabertura do Reino Unido


Às vésperas do fim das medidas de restrição, país registra aumento acentuado de novas infecções. No Piccadilly Circus, em Londres, torcedores bloquearam tráfego enquanto comemoravam vitória da Inglaterra na semifinal da Euro
Reuters/BBC
Às vésperas do fim das medidas de restrição, o Reino Unido vem registrando um aumento acentuado de novos casos de Covid-19 devido à variante Delta.
Um importante fator nesse cenário de aumento do número de infecções também é motivo de orgulho para os ingleses: as vitórias da seleção nas partidas da Eurocopa.
Ao vencer a Dinamarca na semifinal, a Inglaterra vai disputar, pela primeira vez, uma final, que será no domingo (11), em Wembley (Londres), algo inédito desde o título da Copa do Mundo desde 1966.
Dados da universidade Imperial College London indicam que o avanço da Inglaterra na Euro pode explicar o aumento mais rápido das infecções entre homens do que entre mulheres nas últimas duas semanas.
O estudo React, que testou mais de 47 mil voluntários em toda a Inglaterra entre 24 de junho e 5 de julho, confirma uma “terceira onda substancial de infecções”. E, segundo a pesquisa, os homens tinham 30% mais probabilidade do que as mulheres de que seu teste desse positivo para covid.
“Pode ser que assistir futebol esteja resultando em homens tendo mais atividades sociais do que o normal”, disse o autor do estudo, professor Steven Riley.
Jogo em Wembley: pessoas tiveram que provar que tomaram as duas doses da vacina ou apresentar teste de covid negativo
Getty Images/BBC
No entanto, a pesquisa aponta que as infecções não se traduziram em um grande número de pessoas hospitalizadas ou de mortes. Além disso, homens e mulheres vacinados tinham muito menos probabilidade do que outros de contrair o vírus.
“Apesar do sucesso do programa de vacinação, ainda estamos vendo um rápido crescimento das infecções, especialmente entre os mais jovens. No entanto, é encorajador ver uma prevalência de infecção mais baixa em pessoas que receberam as duas doses da vacina”, disse o diretor do programa React, professor Paul Elliott, da Escola de Saúde Pública do Imperial College.
Quase dois terços dos adultos (64%) receberam as duas doses da vacina contra a Covid e as autoridades têm feito campanha para que as pessoas que não tomaram a primeira ou a segunda dose busquem se vacinar assim que possível.
“Peço a todos que tomem a primeira e a segunda dose quando forem convidados, pois cada dose ajuda a conter a transmissão e casos graves”, disse o ministro responsável pelas vacinas, Nadhim Zahawi.
Variante Delta e aumento dos casos
Em julho, os casos de coronavírus no Reino Unido subiram para mais de 30 mil pela primeira vez desde janeiro, segundo os números oficiais. Na quarta-feira, foram mais de 32,5 mil casos confirmados.
Com a retirada de mais medidas de distanciamento, a previsão é que o forte aumento continue. O próprio governo já falou em um aumento de casos que pode chegar a 100 mil por dia, à medida que as restrições forem suspensas.
O primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, disse que é “certamente verdade” que houve uma “onda de casos por causa da variante Delta” do vírus. “Mas os cientistas também estão absolutamente certos de que cortamos a ligação entre a infecção e as doenças graves e a morte”, disse ele.
Na segunda-feira, no entanto, o principal conselheiro científico do governo, Patrick Vallance, tinha sido mais cauteloso, dizendo que as vacinas “enfraqueceram o vínculo entre os casos e as hospitalizações – mas é um vínculo enfraquecido, não um vínculo completamente rompido”.
Boris Johnson anunciou que o uso de máscaras e as regras de distanciamento não serão mais obrigatórios na Inglaterra
Reuters/BBC
Fim das restrições em 19 de julho
Boris Johnson anunciou nesta semana que o uso de máscaras e as regras de distanciamento não serão mais obrigatórios na Inglaterra.
O fim dessas medidas deve ser adotado em 19 de julho, segundo o governo. Elas estavam inicialmente previstas para junho, mas foram adiadas diante do aumento do número de casos. A confirmação do fim dessas precauções ocorrerá na próxima semana, após o governo avaliar os dados mais recentes.
“Se não prosseguirmos agora (com a flexibilização), com o programa de vacinação avançando, quando iremos em frente?”, disse Johnson.
Para defender o fim das restrições, ele também citou o clima quente do atual verão na Inglaterra como um dos motivos para a flexibilização.
“Corremos o risco de reabrir em um momento muito difícil, quando o vírus tem uma vantagem nos meses frios ou novamente adiando tudo para o próximo ano”, disse.
A previsão do governo é suspender as restrições de distanciamento que ainda restaram, incluindo os limites legais na quantidade de pessoas que podem se encontrar em ambientes internos e em grandes eventos e apresentações.
Ao mesmo tempo, as máscaras, que hoje são obrigatórias em ambientes fechados – como lojas e transporte público -, deixarão de ser exigidas.
Críticas ao fim das medidas de distanciamento
A Associação Médica Britânica (BMA, na sigla em inglês) defendeu nos últimos dias que algumas medidas devem ser mantidas em vigor após 19 de julho. A entidade pede o uso contínuo de máscaras e novos padrões de ventilação.
Segundo ela, é fundamental proteger o sistema público de saúde (NHS), a saúde e a educação em meio ao que chama de um aumento alarmante de casos.
A oposição ao governo critica a medida de Boris Johnson. O líder do partido trabalhista, Keir Starmer, disse que o primeiro-ministro está levando o país a um “verão de caos e confusão”, ao comentar os planos de flexibilizar as últimas medidas de distanciamento.
Ele defendeu que o Reino Unido deveria fazer a abertura “de uma forma controlada” e pediu a Johnson para garantir que máscaras ainda sejam usadas no transporte público.
‘Cuidado para não perder os ganhos’
Na Organização Mundial da Saúde (OMS), o diretor de emergências, Mike Ryan, disse que os países devem agir com extrema cautela ao reabrir suas economias após restrições necessárias devido à covid para “não perder os ganhos que obtiveram”.
Questionado em uma entrevista coletiva se o Reino Unido estava visando a imunidade coletiva, Ryan disse: “Desconheço que essa seja a lógica que motiva nossos colegas no Reino Unido, suspeito que não.”
Ele acrescentou que o argumento de que seria melhor infectar mais pessoas era moralmente vazio e epidemiologicamente estúpido.
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Fonte: G1 Mundo

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Brasil assume presidência do Mercosul, e Bolsonaro volta a defender flexibilização nas regras do bloco

Bolsonaro pregou revisão de tarifa externa e flexibilidade para países negociarem individualmente com outras nações. Presidente disse que gestão argentina não correspondeu às necessidades do bloco. O Brasil assumiu nesta quinta-feira (8) a presidência pro-tempore do Mercosul, bloco que reúne também líderes do Uruguai, Argentina e Paraguai.
Uma cúpula dos chefes de Estados das quatro nações realizada nesta manhã marcou a transferência da presidência da Argentina para o Brasil, que presidirá o bloco pelos próximos seis meses.
O presidente Jair Bolsonaro discursou durante a cerimônia. Ele criticou a gestão argentina, comandada pelo presidente Alberto Fernández.
Bolsonaro afirmou que os últimos seis meses não corresponderam às necessidades e expectativas do bloco.
“O semestre que encerramos deixou de corresponder às expectativas e necessidade de modernização do Mercosul. Deveríamos ter apresentado resultados concretos nos dois temas que mais mobilizam nossos esforços recentes: a revisão da tarifa externa comum e a flexibilidade para negociação comerciais com parceiros externos”, criticou Bolsonaro.
Em abril, o Uruguai propôs mudar as regras do bloco. O país defendeu que os membros do bloco possam negociar, sozinhos, com países que não são do Mercosul.
O Uruguai assegurou contar com o apoio do Brasil, enquanto o Paraguai coincidiu com a posição da Argentina.
Nesta quinta, Alberto Fernández disse que a posição da Argentina é manter as negociações em bloco, em contraposição ao que prega o Brasil.
“Nossa posição é clara, cremos que o caminho é o cumprir o tratado de Assunção. Negociar juntos com terceiros países ou blocos e respeitar a figura do consenso, com base na tomada de decisões em nosso processo de integração”, disse Fernández.
Críticas
O governo brasileiro já vinha defendendo a revisão da tarifa e o fim da regra que exige consenso para a tomada de decisões no bloco sob a bandeira de modernizar o grupo.
O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que a regra do consenso tem deixado uma porta aberta para que a Argentina barre acordos comerciais bilaterais que o Brasil vem buscando com outros países.
Nesta quarta-feira (7), o governo uruguaio anunciou que vai iniciar negociações com países de fora do bloco.

Fonte: G1 Mundo

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Polícia do Haiti prende mais suspeitos de assassinar o presidente, diz imprensa


Polícia já havia divulgado na quarta a morte de 4 suspeitos e a prisão de mais 2. Ex-premiê haitiano divulgou uma imagem do quem ele diz ser mercenários estrangeiros que mataram Jovenel Moise. Membros da polícia haitiana procuram evidências fora da residência presidencial em Porto Príncipe, em 7 de julho de 2021, onde o presidente do Haiti, Jovenel Moise, foi assassinado a tiros na madrugada
Valerie Baeriswyl/AFP
Forças de segurança do Haiti prenderam nesta quinta-feira (8) mais suspeitos de assassinar a tiros o presidente do país, Jovenel Moise, na madrugada de quarta-feira (7).
Segundo a agência de notícias Reuters, imagens transmitidas ao vivo por vários meios de comunicação haitianos mostraram o momento das prisões.
Autoridades disseram que a polícia e o exército cercaram o grupo desde quarta e conseguiram prendê-los após intensa troca de tiros.
A polícia haitiana já havia divulgado na noite de ontem a prisão de dois mercenários e a morte de outros quatro que estariam envolvidos na execução de Moise (veja no vídeo abaixo).
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Polícia do Haiti anuncia morte de 4 suspeitos de assassinar o presidente do país
Laurent Lamothe, ex-primeiro-ministro do Haiti, divulgou nas redes sociais nesta quinta uma imagem dos suspeitos presos. Não está claro se a foto é dos detidos de ontem ou de hoje.
Lamonthe afirmou que eles são mercenários estrangeiros e “importantes testemunhas para determinar quem os pagou para matar nosso presidente” (veja na imagem abaixo).
Laurent Lamothe, ex-primeiro-ministro do Haiti, divulga imagem de quem ele diz ser suspeitos pela morte do presidente do país, Jovenel Moise, assassinado a tiros em casa em 7 de julho de 2021
Reprodução/Twitter/Laurent Lamothe
Esta reportagem está em atualização.
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Fonte: G1 Mundo

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Sobe para 60 o número de mortos em desabamento na Flórida


Desastre em Surfside, na região de Miami, deixou até o momento 60 mortos e 80 desaparecidos. Na quarta, as autoridades locais reconheceram ser impossível encontrar sobreviventes. VÍDEO: Equipes de busca fazem 1 min de silêncio pelas vítimas do desabamento em Miami
Subiu para o número e mortos no desabamento de um prédio em Surfside, na região de Miami, informaram as autoridades locais nesta quinta-feira (7).
Na véspera, as autoridades da Flórida reconheceram que era impossível encontrar sobreviventes e que os esforços agora eram de “recuperação dos corpos”.
Ao menos 80 pessoas ainda seguem desaparecidas e podem estar sob os escombros depois de duas semanas de buscas.
Na quarta-feira, os trabalhadores do resgate fizeram um minuto de silêncio em homenagem às vítimas do desabamento (veja no vídeo acima).
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A prefeita do condado de Miami-Dade, Daniella Levine, disse na quarta, em um pronunciamento emocionado, que “o coração de todos bate pelos que esperam respostas” (veja no vídeo abaixo).
“Essa é nossa comunidade, nossos vizinhos e famílias. Os resgatistas estão buscando por seus próprios amigos e familiares”, disse Levine.
VÍDEO: Prefeita da região de Miami se emociona ao falar das vítimas do desabamento
No domingo à noite, as autoridades demoliram a parte que ainda restava do prédio residencial que desabou parcialmente há quase duas semanas, por medo de que a tempestade Elsa derrubasse a estrutura.
Equipes fazem buscas nos escombros do prédio que desabou na região de Miami no fim de junho, foto de 5 de julho de 2021
Lynne Sladky/AP
Risco de queda suspendeu buscas
O receio com o resto do complexo fez com que as buscas fossem interrompidas na quinta-feira (1º), mas elas foram retomadas no mesmo dia.
Nenhum sobrevivente foi retirado dos escombros desde as primeiras horas após o colapso, em 24 de junho.
Não se sabe ainda por que o prédio caiu. Um relatório de 2018 apontava danos estruturais graves no edifício.

Fonte: G1 Mundo

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Primeiro-ministro assume interinamente governo do Haiti


Claude Joseph assume, pelo menos por enquanto, o comando do país. O prazo dele como primeiro-ministro já estava chegando ao fim, mas como não há outra pessoa para assumir o Haiti, ele fará isso provisoriamente. Polícia no Haiti após morte do presidente nesta quarta-feira (7)
REUTERS/Ricardo Rojas
Vinte e quatro horas depois do assassinato brutal do presidente do Haiti, Jovenel Moise, o primeiro-ministro interino Claude Joseph assume, pelo menos por enquanto, o comando do país. Na segunda-feira (5), Joseph havia parabenizado seu sucessor, nomeado por Moise mas que sequer teve tempo de tomar posse do cargo.
VÍDEO: presidente do Haiti é assassinado em ataque em casa
A transição ao poder ocorre, portanto, com pouca legitimidade. Joseph estava há três meses no cargo e não foi confirmado pelo voto do Parlamento, invalidado desde janeiro devido ao adiamento das eleições legislativas. Ele deveria ceder o posto esta semana para o médico Ariel Henry, que seria o sétimo premiê do Haiti em quatro anos.
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A primeira decisão de Joseph foi decretar estado de sítio em todo o território nacional, o que reforça os poderes do executivo para realizar buscas para esclarecer a morte do presidente e os objetivos do assassinato. “Esta morte não ficará impune”, declarou, em discurso à nação.
Moise havia encarregado Ariel Henry de “formar um governo de base ampla” para “resolver o problema flagrante da insegurança” e trabalhar para “a realização de eleições gerais e do referendo”. Henry é próximo da oposição, mas sua nomeação não foi bem recebida pela maioria dos partidos opositores, que continuavam a exigir a renúncia do presidente.
Luto nacional e reunião do Conselho de Segurança
Moise foi morto a tiros durante a madrugada de quarta-feira (7). Um luto de 15 dias foi decretado na sequência, em homenagem ao presidente cuja popularidade estava em queda, em meio à crise econômica e social no país. O crime agrava ainda mais as incertezas no Haiti.
Quatro “mercenários” envolvidos no assassinato do presidente foram mortos nesta quarta-feira e outros dois foram presos, informou a polícia. Uma operação foi iniciada horas depois do ataque contra Moise, disse o chefe da polícia, acrescentando que “três policiais que haviam sido feitos reféns foram libertados”.
Nenhuma informação sobre a identidade ou as motivações dos criminosos foi revelada. Segundo o primeiro-ministro, eles eram “estrangeiros que falavam inglês e espanhol”. Bocchit Edmond, embaixador do país nos Estados Unidos, disse que a equipe de criminosos era integrada por mercenários “profissionais” que se fizeram passar por funcionários da agência americana antidrogas.
A imprensa local, citando o juiz encarregado do caso, indicou que Moise foi encontrado alvejado por 12 balas e que seu escritório e quarto foram saqueados. O Conselho de Segurança da ONU, que realizará nesta quinta-feira uma reunião de emergência para debater a situação no pequeno país, exigiu que os responsáveis pelo assassinato “sejam rapidamente entregues à justiça”.
Estados Unidos pressionam por eleições
Washington, muito influente no Haiti, insistiu na realização de eleições presidenciais e legislativas, previstas para 26 de setembro. Mas para o pesquisador Frédéric Thomas, do Centro Tricontinental de Louvain-la-Neuve (Cetri), na Bélgica, esse prazo é irrealista.
“Há mais de 10 mil pessoas deslocadas por causa dos enfrentamentos entre gangues rivais, mais de 150 pessoas mortas. Há um conselho eleitoral provisório, ilegal e ilegítimo, uma desconfiança da população, um impasse político, e eleições previstas daqui a menos de 100 dias”, explicou o cientista político, em entrevista à RFI. “Na verdade, são eleições dos americanos, e não da população haitiana, que pede uma transição que impeça a continuidade desse status quo”, disse o especialista no país da América Central.
O ataque contra o presidente em sua residência privada, que também deixou a primeira-dama ferida, chocou o país, duramente atingido pela pobreza e as incertezas. Os sequestros em busca de resgate aumentaram nos últimos meses, refletindo ainda mais a crescente influência de gangues armadas neste país caribenho.
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Fonte: G1 Mundo

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Aranha gigante cai do teto de avião enquanto piloto pousa na Austrália; veja vídeo

Turista que estava no avião disse a um site local que o piloto ficou ‘um pouco abalado’ após a aranha cair em seu colo: ‘Comecei a rir porque sabia que era apenas uma caçadora inofensiva’. VÍDEO: Aranha gigante cai do teto de avião enquanto piloto pousa na Austrália
Uma aranha caçadora gigante caiu do teto de um pequeno avião enquanto piloto pousava em uma pista de terra na Austrália (veja no vídeo acima).
O avião Cessna voltava de um voo panorâmico com turistas sobre o parque nacional Kakadu, que fica no norte do país, segundo o jornal britânico “Daily Mail”.
Sean Hancock, um turista que estava no avião junto com a sua esposa Colleen, disse ao site 9 News Australia, que o piloto ficou “um pouco abalado” após a aranha cair em seu colo.
“Eu vi a aranha e comecei a rir porque sabia que era apenas uma caçadora inofensiva”, disse Hancock, que possui algumas cobras de estimação.
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Fonte: G1 Mundo

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‘Aos 12 anos, barriga crescia e não entendia por quê’: meninas denunciam estupros no Equador


Tribunal Constitucional do país decidiu descriminalizar aborto em todos os casos de estupro e não apenas quando as vítimas eram mulheres com deficiência mental, como até então Código Penal determinava. “Não pensei em aborto. Em jogá-lo fora, sim, mas não em aborto”, diz Sarita
Matias Zibell/BBC
A decisão da Suprema Corte do Equador, de abril deste ano, de permitir a interrupção da gravidez a todas as mulheres vítimas de estupro chamou atenção para o sofrimento vivido por meninas e adolescentes que sofrem abusos sexuais, muitas vezes nas mãos de seus próprios familiares.
“Ninguém vê, ninguém ouve e as montanhas nunca falam.” Assim uma dessas vítimas encerra a entrevista, olhando para a cordilheira dos Andes em silêncio.
A conversa havia começado 40 minutos antes, com o acordo sobre qual seria seu nome fictício. “Sarita”, diz ela. Sara ou Sarita? “Sarita”.
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Embora o uso do diminutivo seja comum na serra do Equador, parece estranho usá-lo para falar de uma mulher que cria quatro filhos sozinha.
O primeiro foi fruto de um estupro, os dois do meio são filhos de uma relação que terminou recentemente e o último foi dado à luz pela irmã mais nova de Sarita, estuprada pelo mesmo agressor.
É fácil esquecer que ela não tem mais de 25 anos, mas deixou de habitar aquele território infantil a que pertence o diminutivo aos 10 anos de idade, quando o padrasto dela a estuprou pela primeira vez.
“Hoje tenho muito medo do escuro e de ser velha”, diz ela.
A escuridão foi o cenário de toda a violência.
“Quando eles me agarravam e queriam fazer coisas comigo, dizia que não. Inclusive, uma vez corri (fugi) sem saber para onde. Eles me encontraram e foi um pesadelo. Tomei umas boas surras”.
Falha
Em 28 de abril, o Tribunal Constitucional do Equador decidiu descriminalizar o aborto em todos os casos de estupro e não apenas quando as vítimas eram mulheres com deficiência mental, como até então determinava o Código Penal.
A decisão gerou embate entre defensores e críticos da descriminalização ocorrida nos últimos anos em outros países latino-americanos.
Mas também lembrou ao Equador o sofrimento vividos pelas meninas e adolescentes vítimas de violência sexual, especialmente em áreas rurais e marginais, cujos agressores são — em sua maioria — pais, tios, irmãos, avós, padrastos.
Meninas que, segundo a advogada Ana Vera, da Surkuna, uma organização que defende os direitos sexuais e reprodutivos, “têm uma falta de informação tão brutal que não sabem que seu corpo vai mudar, então não se dão conta até que a gravidez esteja muito avançada”, diz ela à BBC News Mundo, o serviço de notícias em espanhol da BBC.
“Nem sabia que estava grávida. Só sabia que minha barriga estava crescendo e não entendia por quê”, lembra Sarita.
Após o parto, ela deixou a filha debaixo de uma ponte. Mas como ninguém a pegou, ela a levou de volta com ela.
Quatro por dia
A Pesquisa Nacional de Relações Familiares e Violência de Gênero contra a Mulher revelou, em 2019, que 65 em cada 100 mulheres sofreram algum tipo de violência no país.
Delas, 32,7% já foram vítimas de violência sexual, embora Ana Vera considere que existe “uma subnotificação brutal” destas agressões, devido ao estigma da denúncia e à precária resposta do Judiciário.
Quando, como no caso de Sarita, o estuprador é o homem da casa, as vítimas também não denunciam, porque o agressor costuma ser a única fonte de renda do domicílio. Além disso, muitas vezes, seus relatos são postos à prova.
“Minha mãe preferia ficar quieta”, diz Sarita. “Acho que até sentia ciúmes.”
“Quando eu contei a ela (o que estava acontecendo), tive a impressão de que ela estava reclamando de alguma coisa (do agressor), mas inclusive disse que era minha culpa.” Mais tarde, na entrevista, Sarita diz que tem certeza de que sua mãe também foi abusada.
Para ter uma ideia de quantos menores são vítimas de agressão sexual, Ana Acosta, autora do relatório “As meninas invisíveis do Equador”, recomenda consultar o registro de nascimento do Instituto Nacional de Estatística e Censo (INEC).
“Como são registrados os nascimentos de crianças vivas pela idade da mãe, e como qualquer relação sexual de menores de 14 anos é considerada violação do código penal, então não há como errar.
Em 2020, 1.631 meninas entre 10 e 14 anos deram à luz no Equador, quatro por dia. O número não inclui as que não engravidaram, as que abortaram ou as que tiveram complicações obstétricas que as impediram de dar à luz.
O número de 2020 é o mais baixo da última década (10 anos em que nasceram 21.165 filhos dessas meninas), mas também foi o primeiro da pandemia que trancou vítimas e abusadores no mesmo lugar.
Além disso, devido à crise econômica, o governo de Lenín Moreno retirou todos os recursos do plano de prevenção da gravidez de menores.
Os números para 2021 ainda não são conhecidos.
Sarita deu à luz aos 13 anos, foi estuprada pela primeira vez aos 10, mas a antecipação do horror ocorreu aos sete, quando suspeitou que o pai dela estava abusando de uma prima.
“Pensando bem, agora sinto que deveria ter percebido, deveria saber. Mas as crianças esquecem de tudo, quanto mais rápido, melhor”, reconhece.
“Quando aconteceu comigo, sabia o que o outro estava sentindo.”
Isso não foi, no entanto, um motivo para separação dos pais dela, mas para agressões constantes contra sua mãe.
“Lembro-me da minha mãe tremendo de medo quando ele chegava a tarde, porque ela sabia o que ia acontecer: às vezes ele chegava bêbado, fumava e batia nela ali mesmo.”
Quando, depois terminarem o relacionamento e reatarem várias vezes, os pais se separaram para sempre, um filho e uma filha ficaram com ele. Duas filhas — Sarita e sua irmã mais nova — com a mãe, que foi morar com outro homem.
O padrasto estuprou e engravidou as duas filhas.
“Acho que o da minha irmã deve ser muito mais difícil”, reflete Sarita, “porque imagine, você o chama de pai todos os dias e o pai faz isso com você. Não é justo.”
“Acho que esses homens têm problemas mentais, porque estão prejudicando a pessoa para o resto da vida. Acho que também é porque moram nas montanhas.”
Pais
No Equador, o incesto tem sido pouco estudado porque não é classificado como um crime, embora seja considerado um agravante nos delitos contra a integridade sexual e reprodutiva, afirma a psicóloga Fernanda Porras no estudo “Corpos que importam”.
Em relação aos fatores que o normalizaram em determinadas regiões, existe a ideia de que esse é um problema que deve ser enfrentado dentro da família, assim como a dependência econômica e emocional das vítimas e de suas mães em relação ao agressor.
Para Ana Vera, o fato de nem o sistema de saúde, nem o sistema de ensino, nem a Justiça detectarem os abusos de quatro meninas (Sarita, suas duas irmãs e sua prima) mostra a ineficácia do Estado na proteção de menores, principalmente na zona rural.
Com a adoção de convenções e tratados internacionais, o Estado equatoriano começou há 40 anos a tomar medidas para acabar com a violência de todos os tipos contra mulheres, adolescentes e crianças.
Foram criadas delegacias para mulheres e unidades especializadas no Ministério Público.
Em 2007, a erradicação desta violência foi considerada, por decreto executivo, uma política de Estado e, 11 anos depois, foi sancionada uma abrangente lei orgânica.
Apesar disso, em 2016 a Fundação Desafío, uma das organizações que promoveu a ação que culminou na decisão da Suprema Corte, informou que o Equador ocupava o segundo lugar na região (depois da Venezuela) onde a taxa específica de fecundidade adolescente não havia diminuído nos últimos anos.
Na noite de 11 de abril de 2021, quando foi eleito presidente, Guillermo Lasso falou diretamente “às meninas que tiveram filhos e que cuidam dos filhos” e garantiu-lhes que ele e a esposa dele seriam seus pais: “Nós as protegeremos, a gente vai cuidar de vocês”.
Pierina Correa, irmã do ex-presidente Rafael Correa e presidente da Comissão de Proteção Integral a Meninas, Meninos e Adolescentes da Assembleia Nacional, disse na semana passada que a descriminalização do aborto deve ser decidida em consulta popular e participou de um ato contra interrupção da gravidez.
Para Ana Vera, o Equador é um país que idealiza a figura da mãe e, por isso, é difícil optar pelo aborto.
E as que decidem ser mães “encontram muitas dificuldades nas quais o Estado é incapaz de acompanhá-las”, algo a que o relatório da Fundação Desafío também faz referência, mencionando a falta de alternativas para continuar os estudos, oportunidades de trabalho decentes ou apoio para crianças de pais com guarda compartilhada.
Aborto
Sarita não pôde continuar estudando depois do parto e agora a BBC News Mundo a encontra abrindo uma conta em banco pela primeira vez na vida, porque é a única forma de receber a pensão do ex-companheiro.
Advogada Ana Vera acredita que há “uma brutal subnotificação” de casos de violência contra crianças e mulheres no Equador
Matias Zibell/BBC
Portanto, a situação econômica surge como parte da resposta quando questionada sobre sua opinião sobre o aborto.
“Não pensei em aborto. Em jogá-lo fora sim, mas não em aborto.”
“Nas montanhas, você ouve muita gente que come ervas (para interromper a gravidez), mas não só intoxica o bebê, mas também a gestante e ambos morrem”, diz.
E deixa clara sua posição.
“A menina tem o direito de tomar a decisão. Às vezes, a família não quer e ela, mesmo com tudo o que aconteceu, quer ficar com ele (o bebê). Então, deixe-a decidir”.
E acrescenta: “Se ainda houver tempo, não creio que seja uma obrigação que ela tenha a criança, porque a marcará para o resto da vida”.
“Além disso, se ela é pobre, como vai alimentá-la?”
Campo-cidade
Na sequência da decisão do Tribunal Constitucional, a Defensoria do Povo (órgão equivalente à Defensoria Pública no Brasil) apresentou segunda-feira (5/07) à Assembleia Nacional o projeto de lei que regulamenta a interrupção voluntária da gravidez de crianças, adolescentes e mulheres vítimas de violência sexual.
Mas enquanto as instituições debatem em Quito, Ana Vera enxerga outra realidade, desconhecida pelo Estado, nas áreas mais rurais e da Floresta Amazônica, onde é difícil até mesmo fazer uma denúncia de estupro, em parte porque não há Ministério Público. E em muitos outros casos porque, ao fazê-la, a comunidade se volta contra a denunciante.
E as diferenças entre campo e cidade não estão presentes apenas no início da gravidez das adolescentes, mas também no final.
Os centros de saúde da zona rural muitas vezes não têm capacidade para realizar cesáreas, método recomendado para esses partos devido ao tamanho do corpo das mães.
Para a antropóloga Lisset Cobas, em áreas remotas — onde se misturam violência de gênero, desigualdade social, racismo e religião — não é apenas mais difícil o acesso à Justiça e aos serviços de saúde, mas também à informação, algo com que Sarita concorda.
“Se você comparar uma garota das montanhas com uma da cidade, a garota das montanhas será mil vezes (mais) inocente”, diz ela.
“A menina da cidade sabe tudo, inclusive já explicaram para ela. A menina das montanhas não sabe o que é bom nem o que é mau, e se ela falar alguma coisa vão bater nela com força, então é melhor ela se calar.”
“Acho que os pais nas montanhas deveriam mudar um pouco. Já está na hora.”
Fale e acredite
Ao final da entrevista, Sarita conta que vai se mudar e que quer morar em um lugar ainda mais solitário.
Ela diz que prefere os filhos por perto e os vizinhos distantes.
“Às vezes fico olhando para a mais velha. Ela, ainda inocente, às vezes conversa com meninos mais velhos. E eu digo para ela vir para cá, não quero que eles cheguem perto.”
“É um pensamento ruim”, reconhece ela. “Sei que pode não ser igual, mas a desconfiança continua. Olho para ela e digo: ‘Assim, desse tamanho, ainda menor, aconteceu o que aconteceu comigo.’
Como quebrar esse ciclo de violência? Para ela, tudo passa por acreditar no que seus filhos dizem e por conversar com eles.
“A única coisa que disse às crianças é que ninguém pode tocá-las e, se acontecer, têm de me avisar”, explica.
“Disse à mais velha que a menstruação dela logo diminuirá e que ela não deve ter medo porque é normal e que ninguém pode tocá-la ou dizer nada a ela”, continua.
“Até agora já avancei, mas é hora de avançar um pouco mais.”
“Tenho que dizer que os homens, de qualquer idade, estão sempre procurando relacionamentos e indo desistindo. Eles só querem machucá-las e ir embora. E isso não está certo.”
“Que ela tenha seu companheiro, seus filhos, mas que seja por bem, não por mal. Que seja a decisão dela, mas não de mais ninguém.”
Ela se cala, olha para os filhos, que não param de fazer barulho, e depois para as montanhas, que estão sempre caladas.

Fonte: G1 Mundo

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Justiça da França condena homem que matou a família da irmã por acreditar que ela guardava barras de ouro escondidas dos nazistas


Hubert Caouissin acreditava que seu cunhado havia encontrado barras de ouro que o Banco da França tinha escondido dos nazistas durante a Segunda Guerra. Ele matou a irmã, o cunhado e os dois filhos do casal para tentar achar o tesouro. Imagem de 7 de julho de 2021 de Thierry Fillion e Patrick Larvor, advogados de Hubert Caouissin, o homem francês que matou a família da irmã
Sebastien Salim-Gomis / AFP
O francês Hubert Caouissin, de 50 anos, foi condenado nesta quinta-feira (8) a 30 anos de prisão por ter matado a própria irmã, o cunhado e os dois filhos do casal. Ele também mutilou e escondeu os corpos.
Caouissin acreditava que a família da irmã tinha um “tesouro nazista” —na cabeça do criminoso, o cunhado conseguiu achar barras de ouro que o Banco da França teria escondido dos nazistas durante a Segunda Guerra Mundial
Ele confessou os assassinatos. Os crimes ocorreram na casa da família, na cidade de Orvault, em fevereiro de 2017.
A namorada de Caouissin, Lydie Troadec, de 52 anos, foi condenada a três anos de prisão. Ela alterou a cena de um crime e recebeu um corpo de uma pessoa assassinada.
O advogado de Caoussin afirmou que seu cliente sofre de ilusão paranóica crônica.
Depois de matar a família da própria irmã com um pé de cabra, ele cortou os corpos como uma faca de cozinha (ele demorou três dias para fazer isso), em uma tentativa de esconder os cadáveres.
Veja abaixo uma reportagem de 2015 sobre como um boato sobre um tesouro nazista na Polônia desencadeou uma corrida para encontrar ouro.
Trem nazista desaparecido na 2ª Guerra Mundial provoca corrida de caçadores de tesouro
Veja os vídeos mais assistidos do G1
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Fonte: G1 Mundo

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União Europeia multa BMW e Volks por cartel na redução de emissões

Segundo comissão, empresas ‘conspiraram’ para evitar a concorrência em reduzir emissões para além do que é exigido por lei, apesar de terem tecnologia disponível. Daimler também foi declarada culpada, mas não recebeu multa. A Comissão Europeia anunciou, nesta quinta-feira (8), uma multa total de 875 milhões de euros (o equivalente a mais de US$ 1 bilhão) aos gigantes do setor automotivo alemão BMW e Volkswagen por um pacto para burlar normas de livre-concorrência em matéria de redução de emissões.
Em uma nota oficial, a comissária europeia de Concorrência, Margrethe Vestager, afirmou que as duas empresas “violaram as regras anticoncorrência da UE” e conspiraram para restringir o uso de novas tecnologias.
Outro gigante alemão do setor, a Daimler, que também participou deste acordo, mas revelou sua existência, foi declarado culpado, sem receber multa.
De acordo com Vestager, essas três empresas, além da Audi e da Porsche, “têm a tecnologia para reduzir as emissões perigosas, para além do que é legalmente exigido pelos padrões europeus. Mas evitaram a concorrência no uso do potencial dessa tecnologia”.
A UE “não tolera quando empresas conspiram”, frisou a comissária, acrescentando que “não hesitaremos em tomar ações contra qualquer forma de cartel” que ameace os esforços adotados em matéria de redução de emissões.
Daimler, BMW e Volkswagen tiveram constantes reuniões técnicas de alto nível e, “durante cinco anos, conspiraram para evitar a concorrência em reduzir emissões para além do que é exigido por lei, apesar de terem tecnologia disponível”.
Os fabricantes alcançaram, em particular, um acordo para limitar a introdução de ureia (“AdBlue”) nos motores a diesel, limitando, com isso, a capacidade de reduzir emissões, segundo a comissão.
Pela medida, a Volkswagen recebeu uma multa de 502 milhões de euros (em torno de US$ 590 milhões), e a BMW, de 372 milhões de euros (US$ 440 milhões). A Daimler “não recebeu a multa, porque revelou a existência do cartel à Comissão Europeia.
“Todas as partes admitiram sua participação no cartel”, informa a nota de Vestager.
O caso abre um precedente ao estender a aplicação da lei de concorrência europeia a conversas de nível técnico entre participantes da indústria.
Em um comunicado, a BMW acusou a Comissão Europeia de entrar, com sua decisão, em “território inexplorado para a legislação antitruste”, já que a investigação não se referia a acordos territoriais, ou para manipular preços, mas impôs multas mesmo assim. Para a empresa, as acusações da Comissão são “exageradas e injustificadas”.

Fonte: G1 Mundo