Categorias
MUNDO

Presidentes mantêm o Haiti sob o signo de miséria, violência armada e instabilidade política


Assassinato de Jovenal Moise é mais um episódio trágico no país mais pobre do continente. Manifestantes em protesto nas ruas de Porto Principe, no Haiti, em dezembro de 2020
Valerie Baeriswyl/AFP
Quem quer que tenha comandado o Haiti nas últimas décadas não foi capaz de romper o tripé de problemas estruturais que sustenta o país mais pobre do continente americano: miséria-violência armada-instabilidade. Em 35 anos, a nação caribenha teve 20 presidentes oriundos das mais variadas dimensões políticas, incluindo alguns generais, um ex-padre, um músico e o mais recente, o empresário Jovenel Moise — assassinado nesta terça-feira (7).
VÍDEO: presidente do Haiti é assassinado em ataque em casa
Ironicamente, o Haiti foi o primeiro país caribenho a abolir a escravidão e pioneiro a tornar-se independente, em 1804. A história, contudo, imprimiu-lhe uma marca distante dos preceitos democráticos, com regimes autoritários e intervenções estrangeiras.
LEIA TAMBÉM
O ‘Homem da Banana’ que virou presidente, dissolveu o Parlamento e tentou mudar a Constituição: saiba quem foi Jovenel Moise
‘Ato repugnante’, ‘proteger a ordem democrática’: veja repercussão internacional do assassinato
Haiti enfrenta em 2021 onda de violência, alta de infecções de Covid e disputa política
De 1957 a 1986, o país enfrentou uma ditadura sangrenta e dinástica controlada pelos Duvalier. A deposição de “Baby Doc”, que fugiu para o exílio em Paris, não garantiu a estabilidade esperada ao país.
O Haiti seguiu a trilha de sucessivos golpes de Estado, em que ascenderam e foram derrubados os generais Henry Namphy e Prosper Avril, até o início da década de 1990. O primeiro presidente eleito, Jean Bertrand Aristide, conhecido como “o ex-padre dos pobres”, foi deposto em 1991, mas retornou ao poder, sustentado pelos EUA.
Em 2004, em novo mandato, Aristide fugiu novamente, renunciando após mais uma revolta armada. A sina da violência, alternada com pobreza e corrupção, permeou todos os governos — legitimados ou não.
A epidemia de cólera, em 2011, seguida de um terremoto devastador, no ano seguinte, com 200 mil haitianos mortos, puseram o país sob os holofotes da comunidade internacional. O Haiti passou a ser conhecido como “a república das ONGs”, pela quantidade de ajuda humanitária deslocada para o país.
A realidade reflete mais de seis milhões de pessoas — cerca de 40% da população — vivendo abaixo da linha da pobreza, entre as quais 2,5 milhões em pobreza extrema, com US$ 1,23 por dia. Entre desvalorização da moeda e inflação galopante, ainsegurança alimentar no país só se agrava, segundo relatórios divulgados por agências da ONU.
Na gestão de Moise, áreas aparentemente pacificadas, como Cité Soleil, em Porto Príncipe, voltaram a ser foco de violência entre gangues armadas. Um informe recente das Nações Unidas relata o Haiti dividido em cartéis de gangues armadas que semeiam terror e disputam territórios. Nesta rota de episódios trágicos, portanto, não causa surpresa o brutal assassinato de seu presidente.
Veja os vídeos mais assistidos do G1

Fonte: G1 Mundo

Categorias
MUNDO

Donald Trump diz que irá processar Facebook, Twitter e Google


Presidentes-executivos das empresas, Mark Zuckerberg, Jack Dorsey e Sundar Pichai, também seriam alvos de ação. Perfil do ex-presidente dos EUA sofreu restrições das plataformas no início de 2021. Donald Trump, gesticula enquanto Melania Trump deixam a Casa Branca em Washington, EUA, em 20 de janeiro de 2021
Leah Millis/Reuters
O ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump disse nesta quarta-feira (7) que irá processar Facebook, Twitter e Google acusando as gigantes da tecnologia de “censurá-lo”.
A ação de classe, da qual Trump será representante, também terá como alvo os chefes das empresas, respectivamente: Mark Zuckerberg, Jack Dorsey e Sundar Pichai (Alphabet, dona do Google), afirmou Trump, em coletiva de imprensa.
Trump teve seus perfis bloqueados em diversas plataformas on-line em janeiro, após a invasão do Congresso americano por seus apoiadores em meio a apuração das eleições americanas.
O Twitter retirou permanentemente a conta do ex-presidente do ar dois dias depois do incidente, citando preocupações com “incitação à violência”.
A página pessoal de Trump no Twitter tinha quase 89 milhões de seguidores e era o principal meio de comunicação dele com o público.
O Facebook inicialmente o restringiu de fazer novos posts em suas páginas da rede social e do Instagram, que também pertence à Zuckerberg. Em junho, a empresa anunciou que a suspensão de seus perfis seriam mantida até janeiro de 2023.
A decisão foi tomada em resposta ao Comitê de Supervisão da rede social, que, em maio, pediu uma decisão definitiva sobre o caso.
O canal de Trump no YouTube, plataforma que pertence ao Google, está impedido de enviar novos vídeos. O ex-presidente, no entanto, não anunciou processo contra a companhia ou seus líderes.
Facebook, Instagram, YouTube: Trump é bloqueado pelas redes sociais

Fonte: G1 Mundo

Categorias
MUNDO

Sobe para 46 o número de mortos em desabamento na Flórida


Desastre em Surfside, na região de Miami, deixou até o momento 46 mortos e 94 desaparecidos. Ao menos dez corpos foram descobertos desde a última atualização das autoridades. Equipes fazem buscas nos escombros do prédio que desabou na região de Miami no fim de junho, foto de 5 de julho de 2021
Lynne Sladky/AP
Subiu para 46 o número e mortos no desabamento de um prédio em Surfside, na região de Miami, informaram as autoridades locais nesta quarta-feira (7). São dez vítimas a mais desde a última atualização.
Ao menos 94 pessoas ainda seguem desaparecidas e podem estar sob os escombros depois de 14 dias de buscas.
A prefeita do condado de Miami-Dade, Daniella Levine, disse em um pronunciamento emocionado que “o coração de todos bate por aqueles que estão esperando” e pediu por orações às famílias.
“Essa é nossa comunidade, nossos vizinhos e famílias. Os resgatistas estão buscando por seus próprios amigos e familiares”, disse Levine.
LEIA TAMBÉM
Outro prédio na região de Miami é esvaziado por problemas de segurança
Miami Beach: ‘Tenho medo de que meu prédio seja o próximo a desmoronar’
Filha de 7 anos de bombeiro é achada morta nos escombros de desabamento na Flórida
Equipes de resgate vasculham os destroços de prédio que desabou na Flórida em foto de 1º de julho de 2021
Pedro Portal/Miami Herald via AP
No domingo à noite, as autoridades demoliram a parte que ainda restava do prédio residencial que desabou parcialmente há quase duas semanas, por medo de que a tempestade Elsa derrubasse a estrutura.
Risco de queda suspendeu buscas
O receio com o resto do complexo fez com que as buscas fossem interrompidas na quinta-feira (1º), mas elas foram retomadas no mesmo dia.
Nenhum sobrevivente foi retirado dos escombros desde as primeiras horas após o colapso, em 24 de junho.
Não se sabe ainda por que o prédio caiu. Um relatório de 2018 apontava danos estruturais graves no edifício.

Fonte: G1 Mundo

Categorias
MUNDO

Decretado estado de emergência no Haiti; novo primeiro-ministro não chegou a ser oficializado, e presidente do Supremo morreu de Covid


Não se sabe ainda quem vai ocupar o cargo de presidente após o assassinato a tiro de Jovenel Moise. Foto da região do palácio presidencial de Porto Príncipe, no Haiti, em 7 de julho de 2021
Valerie Baeriswyl/Reuters
O primeiro-ministro interino do Haiti, Claude Joseph, disse em uma declaração televisionada nesta quarta-feira (7) que ele decretou estado de emergência até que se decida quem vai assumir o poder no país após o assassinato do Jovenel Moise, morto em um ataque a tiros em sua casa, na capital Porto Príncipe.
“Todas as medidas estão sendo tomadas para garantir a continuidade do Estado e para proteger a nação”, disse Joseph, o primeiro-ministro interino.
VÍDEO: presidente do Haiti é assassinado em ataque em casa
Ele disse também que a polícia e o exército controlaram a situação no local do tiroteio.
Ainda não é claro quem vai ocupar o cargo de presidente.
Moise, o presidente assassinado, tinha dito que iria nomear um novo-primeiro ministro nesta semana, mas ainda não houve a publicação oficial do nome .
Pela Constituição do país, haveria um outro candidato ao cargo: o presidente da Suprema Corte do país. No entanto, o último morreu de Covid-19 no mês passado e ainda não foi substituído.
O primeiro-ministro interino pediu à Organização das Nações Unidas (ONU) um encontro do Conselho de Segurança sobre a situação no Haiti assim que possível.
Joseph também pediu para que a “comunidade internacional inicie uma investigação sobre o assassinato”.
Crise política
Moise dissolveu o Parlamento e governava por decreto há mais de um ano, após o país não conseguir realizar eleições legislativas, e queria promover uma polêmica reforma constitucional.
A oposição o acusava de tentar aumentar seu poder, inclusive com um decreto que limitava os poderes de um tribunal que fiscaliza contratos governamentais e outro que criava uma agência de inteligência que respondia apenas ao presidente.
Ele dizia que ficaria no cargo até 7 de fevereiro de 2022, em uma interpretação da Constituição rejeitada pela oposição. Para eles, o mandato do presidente havia terminado em 7 de fevereiro deste ano.
Em fevereiro, autoridades do país disseram ter frustrado uma “tentativa de golpe” de Estado contra o presidente, que também seria alvo de um atentado malsucedido.
Mais de 20 pessoas foram presas na ocasião, inclusive um juiz federal do Tribunal de Cassação e a inspetora-geral da Polícia Nacional.
Veja os vídeos mais assistidos do G1

Fonte: G1 Mundo

Categorias
MUNDO

Olimpíadas podem acontecer sem torcedores; Tóquio cancela revezamento da tocha olímpica em vias públicas


Por enquanto, a regra é que haverá 10 mil pessoas, no máximo, no estádios e todos eles serão moradores do Japão, mas os jogos podem acontecer em locais sem torcedores. Movimento fraco em rua de Tóquio às vésperas dos Jogos Olímpicos, em foto de 27 de junho
Fabrizio Bensch/Reuters
O governo do Japão está estudando a possibilidade de proibir torcedores nas Olimpíadas, segundo um texto da agência Reuters desta quarta-feira (7). A prefeitura cancelou os eventos públicos de revezamento da tocha olímpica (veja mais abaixo).
Espera-se que um estado de emergência seja decretado em Tóquio 16 dias antes do evento começar (a abertura está prevista para o dia 23).
Tóquio cancela revezamento da tocha nas ruas do Japão
O primeiro-ministro, Yoshihide Suga, disse que o governo vai tomar uma decisão na quinta-feira a respeito da presença de torcedores nos estádios.
Os especialistas médicos afirmam há semanas que fazer os jogos sem torcedores é a opção menos arriscada.
Os organizadores já proibiram a presença de torcedores de outros países. Além disso, também já tinham determinado que a presença máxima seria de metade da capacidade (ou seja, no máximo 10 mil pessoas).
Houve uma eleição legislativa para Tóquio no fim de semana, e o partido do primeiro-ministro passou a ter uma representação menor na assembleia. Aliados de Suga atribuem a derrota aos Jogos Olímpicos, de acordo com a Reuters.
Haverá eleições parlamentares para o país no fim deste ano. A insistência do governo em realizar as Olimpíadas deve ser um dos temas da campanha.
Na terça-feira, a mídia local publicou reportagens nas quais diziam que a cerimônia de abertura poderia ser realizada sem espectadores no novo estádio olímpico de Tóquio em 23 de julho.
Na sexta-feira passada, a presidente do comitê organizador Tóquio-2020, Seiko Hashimoto, declarou que a porta fechada nos locais de competição era “uma possibilidade”, e o primeiro-ministro japonês, Yoshihide Suga, também havia evocado essa opção no dia anterior.
Revezamento da tocha olímpica
Preocupada com o possível aumento de contágios por Covid-19 nos Jogos Olímpicos, o governo de Tóquio, no Japão, anunciou, nesta quarta-feira, o cancelamento do revezamento da tocha olímpica nas vias públicas da cidade, de acordo com a agência France Presse.
O evento só vai acontecer em um arquipélago remoto 1.000 km ao sul de Tóquio, as ilhas Ogasawara.
A partir da próxima sexta-feira, serão realizadas cerimônias privadas de acendimento da tocha, em vez do revezamento habitual. Os eventos serão transmitidos ao vivo, e os telespectadores poderão assistir “no conforto de suas casas”.
Na terça-feira, os organizadores dos Jogos e as autoridades japonesas pediram ao público que não acompanhe as provas de maratona e marcha atlética em Sapporo, no norte do país.
E, nesta quarta-feira, a mídia local afirmou que, devido ao aumento de casos pela pandemia de coronavírus, o governo japonês prevê declarar um novo estado de emergência em Tóquio. Inicialmente, a medida se estenderá por todo período dos Jogos Olímpicos.
O estado de emergência estará em vigor até 22 de agosto, segundo a imprensa local, enquanto os Jogos de Tóquio serão disputados de 23 de julho a 8 de agosto.
Esse será o quarto estado de emergência decretado no Japão desde o início da pandemia.
Atletas e membros do COI em Tóquio
O presidente do COI, Thomas Bach, chegará a Tóquio na quinta-feira.
Cerca de 11 mil atletas são esperados nesses Jogos. Diferentes medidas foram impostas pelos organizadores para todos os participantes.
Veja os vídeos mais assistidos do G1

Fonte: G1 Mundo

Categorias
MUNDO

Mundo passa de 4 milhões de mortes por Covid, mas número ‘subestima o total de vítimas’, diz OMS


O último milhão de óbitos foi registrado em tempo recorde: apenas 81 dias. Brasil passou a Índia de novo e é o país que tem a maior média de novas vítimas do novo coronavírus. Mundo passa de 4 milhões de mortes por Covid-19
Bruno Kelly/Reuters
O mundo passou de 4 milhões de mortes causadas pela Covid-19, mas o número “subestima o total de vítimas”, afirmou nesta quarta-feira (7) o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom.
A marca é superada com o Brasil de novo como o país que tem a maior média diária de novas vítimas do coronavírus do planeta (veja mais abaixo).
Foram 263 dias para a pandemia chegar ao 1º milhão de vítimas, mais 108 dias para o 2º milhão, outros 93 dias para o 3º milhão e apenas 81 dias para ultrapassar a marca atual.
09/01/20: 1ª morte
28/09/20: 1 milhão de mortes (263 dias desde a 1ª morte)
14/01/21: 2 milhões (108 dias desde o 1º milhão de mortes)
17/04/21: 3 milhões (93 dias desde os 2 milhões)
07/07/21: 4 milhões (81 dias desde os 3 milhões)
“O mundo está em um ponto perigoso nesta pandemia. Acabamos de ultrapassar a trágica marca de 4 milhões de mortes registradas de Covid-19, o que provavelmente subestima o número total de vítimas”, afirmou Tedros.
Apesar da declaração, o painel da OMS reporta na manhã desta quarta 3.988.565 mortes causadas pela Covid-19. O monitoramento da Universidade Johns Hopkins aponta 3.995.703 vítimas e o “Our World in Data”, projeto ligado à Universidade de Oxford, 3,99 milhões.
VEJA TAMBÉM: Variantes estão vencendo ‘corrida contra vacinas’ por causa da desigualdade na aplicação, diz OMS
O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, durante reunião em Genebra em 24 de maio
Laurent Gillieron/Pool via Reuters
O mundo registrou o último milhão de mortes em tempo recorde, mas número de novas vítimas tem desacelerado nos últimos meses, de uma média de 13,9 mil no fim de de abril para 7,8 mil atualmente.
Brasil como o pior país
O número de mortes por Covid-19 tem recuado também no Brasil, de uma média de mais de 3,1 mil em meados de abril para cerca de 1,5 mil por dia na última semana, mas o patamar atual ainda é muito alto.
O Brasil é o país que a maior média de óbitos por dia por Covid-19 desde 20 de junho (posto que já havia ocupado entre março e abril deste ano e entre junho e julho do ano passado).
Atualmente, a média diária de vítimas no Brasil é mais do que a de Índia e Rússia juntos (o 2º e 3º países do ranking. Veja na tabela abaixo:
Países com as maiores médias de novas mortes por Covid-19
Mortes, casos e vacinação
O mundo tem atualmente 184 milhões de casos de Covid-19 confirmados, e os países já aplicaram mais de 3,2 bilhões de vacinas para combater a doença e o vírus.
O Brasil é o 2º país com mais óbitos, o 3º com mais infectados e o 4º que mais aplicou doses de imunizantes.
Todos os números são do “Our World in Data”, projeto ligado à Universidade de Oxford, e da Universidade Johns Hopkins.
As 10 nações com mais óbitos por Covid-19 desde o início da pandemia são:
Os 10 países com mais mortes por Covid
Os 10 países com mais casos confirmado de Covid-19 são:
Os 10 países com mais casos confirmados de Covid
Os 10 países com mais vacinas contra a Covid-19 aplicadas são:
Os 10 países com mais vacinas contra Covid aplicadas
Evolução da pandemia
O primeiro milhão de mortes foi marcado por uma primeira onda na Europa, entre março e abril de 2020, que assustou o mundo e levou os países a adotarem severas medidas de restrição para diminuir a proliferação do vírus.
O segundo milhão de vítimas foi marcado por uma aceleração constante no número de óbitos primeiro na Europa, impulsionada pela variante alfa, detectada inicialmente no Reino Unido, e posteriormente nos Estados Unidos, o que levou o mundo a atingir na época o recorde de mortes diárias.
O terceiro milhão de óbitos foi marcado por uma forte queda no número de mortes tanto nos EUA quanto na Europa, após severas restrições e com a aceleração da vacinação. Ao mesmo tempo, os óbitos já começavam a crescer na América do Sul e na Ásia, a partir de março.
Já o quarto milhão foi marcado por uma disparada da pandemia na América do Sul e na Ásia, sobretudo por causa do Brasil e da Índia.
Corpos enterrados em covas rasas nas margens do Rio Ganges, perto de um local de cremação, em Prayagraj, na Índia, em 15 de maio de 2021. Suspeita é que corpos são de vítimas da Covid-19.
Rajesh Kumar Singh/AP
Variantes gama e delta
Na América do Sul, a variante gama (ou P.1) se espalhou pelo Brasil e depois para os outros países da região, causando uma onda de casos e mortes inclusive em países com a vacinação mais adiantada, como Chile e Uruguai.
Na Ásia, a variante delta devastou a Índia, que passou por um completo colapso sanitário e hospitalar entre abril e maio e bateu todos os recordes mundiais de casos e mortes por Covid-19.
Desde então, a variante delta tem se espalhado pelo mundo e causado uma forte alta de mortes em diversos países — da Rússia à Indonésia — e também de casos até em nações que são referência na vacinação contra a Covid-19, como Israel e Reino Unido.
VEJA TAMBÉM:
Variante delta: veja perguntas e respostas sobre transmissão, mutações, letalidade e vacinas
Quais são os sintomas mais comuns da variante delta?
Entenda por que a chegada da variante delta preocupa especialistas
VÍDEOS: as últimas notícias internacionais
O mundo lpassou das 4 milhões de mortes causadas pela Covid-19 e o número “subestima o total de vítimas”, diz OMS,

Fonte: G1 Mundo

Categorias
MUNDO

Variantes estão vencendo ‘corrida contra vacinas’ por causa da desigualdade na aplicação, diz OMS


Diretor-geral da agência de saúde da ONU, Tedros Adhanom Ghebreyesus, criticou o ‘nacionalismo das vacinas’ e disse que isso poderá atrasar ainda mais a recuperação mundial da economia. Diretor-chefe da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, durante reunião em Genebra em 24 de maio
Laurent Gillieron/Pool via Reuters/Arquivp
O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, disse nesta quarta-feira (7) que as variantes do coronavírus estão “vencendo uma corrida contra as vacinas” por conta das desigualdades na distribuição e aplicação entre os países.
“As variantes estão, neste momento, vencendo a corrida contra as vacinas por conta de uma produção e distribuição desigual das vacinas”, disse Ghebreyesus em entrevista coletiva.
Ele também criticou o que chamou de “nacionalismo das vacinas” e disse que isso poderá atrasar ainda mais uma recuperação econômica mundial.
“O nacionalismo das vacinas, quando um punhado de nações pegam a maior fatia do bolo, é moralmente indefensável e ineficaz sob uma perspectiva de saúde pública”, disse o diretor-geral.
Ghebreyesus reforçou o que vem dizendo publicamente de que enquanto países ricos vacinam crianças, e até mesmo já consideram doses de reforço, países pobres continuam sem proteger profissionais da saúde que atuam na linha de frente.
“[É uma estratégia ineficaz] contra um vírus respiratório que sofre mutações muito rapidamente e que está se tornando, cada vez mais, eficaz em sua transmissão entre humanos”, explicou.
Variante delta
Em meados de junho, a cientista-chefe da OMS, Soumya Swaminathan, alertou que a variante delta do coronavírus vinha se tornando dominante no mundo por conta de sua “maior transmissibilidade”.
Uma variante é resultado de modificações genéticas que o vírus sofre durante seu processo de replicação. Um único vírus pode ter inúmeras variantes.
Quanto mais circula (transmitido de uma pessoa para outra), mais ele faz replicações – e maior é a probabilidade de ocorrência de modificações no seu material genético.
Veja 5 pontos sobre a variante delta
Mas isso não significa que ela seja resistente às vacinas. A chefe do programa de emergências da OMS, Maria van Kerkhove, afirmou que as vacinas conseguem reduzir casos graves de Covid-19.
Ela reafirmou, no entanto, que as duas doses da vacina – quando a aplicação é feita em duas doses – são importantes para garantir a proteção completa.
Kerkhove também e alertou para o surgimento de uma “constelação de variantes” no futuro que pode se tornar um problema para a imunização se ela não for acelerada.
“A boa notícia é que até agora as vacinas funcionam contra a delta”, disse a cientista. “Mas pode haver um momento em que surja uma ‘constelação de mutações’ e tenha uma contra a qual elas percam sua potência. É isso que queremos evitar o máximo que pudermos.”
YouTube do G1

Fonte: G1 Mundo

Categorias
MUNDO

Em 2021, Haiti, o país mais pobre das Américas, enfrenta onda de violência, alta de infecções de Covid-19 e disputa política com assassinato de presidente


Gangues tentam controlar as regiões mais populosas da cidade de Porto Príncipe com violência; Covid-19, que não chegou a atingir em cheio o país em 2020, causa preocupação e não há campanha de vacinação. VÍDEO: presidente do Haiti é assassinato em ataque na residência oficial
O presidente do Haiti, Jovenel Moise, que foi assassinado nesta quarta-feira (7), enfrentava ao mesmo tempo uma situação política tensa (a oposição exigia sua saída), uma onda de violência de gangues e sequestros e uma alta nos casos de Covid-19 neste ano.
O país já tinha problemas mais antigos —trata-se da nação mais pobre das Américas. As primeiras eleições democráticas aconteceram em 1990. Desde então, o Haiti teve 14 presidentes, mas apenas 3 deles completaram o mandato de cinco anos. Foram apenas 2 que completaram o mandato de cinco anos.

Imagem de dezembro de 2020 de um protesto em Porto Príncipe, no Haiti
Dieu Nalio Chery/AP
Em 2010, um terremoto destruiu uma parte importante da infraestrutura do Haiti. O país recebeu dinheiro para se reconstruir, mas os serviços públicos continuavam a ser precários..
LEIA TAMBÉM
O ‘Homem da Banana’ que virou presidente, dissolveu o Parlamento e tentou mudar a Constituição: saiba quem foi Jovenel Moise, o líder assassinado do Haiti
Presidente do Haiti é assassinado a tiros em casa
Veja abaixo alguns dos problemas que o Haiti passou a enfrentar em 2021.
Violência entre gangues
A Organização das Nações Unidas (ONU) afirma que milhares de pessoas tiveram que sair de suas casas em Porto Príncipe e nas cidades do entorno desde agosto do ano passado.
No mês passado, a ONU publicou um relatório em que apontou que os confrontos entre as gangues de Porto Príncipe obrigaram 5.000 pessoas a sair de suas casas só em junho.
As pessoas fogem para regiões mais seguras do país ou vão dormir na rua ou abrigos informais para não ficar no fogo cruzado.
Gangues rivais tentam controlar as regiões mais populosas da cidade, como Martissant, Cité-Soleil e Bel Air.
Centenas de casas e pequenos negócios foram queimados, de acordo com a ONU.
A polícia não tem capacidade de proteger a população, segundo o relatório.
O tardio problema da Covid-19
O Haiti ainda não começou sua campanha de vacinação.
Enfermeira pesa uma criança em hospital de Porto Príncipe, no Haiti, em 29 de janeiro de 2021
Valerie Baeriswyl//Reuters
No ano passado o Haiti não enfrentou grandes problemas com a Covid-19, mas em 2021 o coronavírus passou a se espalhar com mais agressividade no país.
Segundo o “New York Times”, o número médio de novos casos chegou a 153 em junho (é um país de cerca de 11 milhões de pessoas).
No entanto, segundo o jornal, os especialistas acreditam que há uma grande subnotificação, pois faltam testes.
No ano passado, o país aumentou o número de leitos de emergência nos hospitais, e o governo decretou medidas para combater a disseminação do vírus. Mas neste ano as regras foram aliviadas. Houve até mesmo carnaval.
Em hospitais na periferia de Porto Príncipe chegou a faltar oxigênio.
A disputa política
Havia uma longa discussão entre o presidente Jovenel Moise e a oposição sobre o prazo de seu mandato.
Policiais reprimem manifestantes em Porto Príncipe, no Haiti, durante protesto pela renúncia do presidente Jovenel Moïse, no domingo (7)
Valerie Baeriswyl/AFP
Ele considerava que só deveria deixar a presidência em fevereiro de 2022. Ele afirma que seu mandato deveria ter começado em 2016, mas que houve demora para confirmar o resultado das eleições e, por isso, ele só começou de fato a governar em 2017 —portanto, deveria sair do poder em 2022.
Seus oponentes diziam que seu mandato já tinha terminado no começo de 2021, mas ele se recusava a deixar a presidência, dizendo que um governo interino ocupou o primeiro ano de seu período. “Não sou um ditador, meu mandato termina no dia 7 de fevereiro de 2022”, ele afirmou.
O governo de Moise prendeu 23 pessoas que, segundo ele, haviam tentado dar um golpe de Estado e colocar um ministro da Suprema Corte do país na presidência.
No dia seguinte, a oposição chegou a declarar um outro ministro da Suprema Corte do país o presidente interino.
A oposição também acusava Moise de tentar aumentar seu poder, inclusive com um decreto que limitava os poderes de um tribunal que fiscaliza contratos governamentais e outro que criava uma agência de inteligência que respondia apenas ao presidente.
Veja os vídeos mais assistidos do G1

1xVelocidade de reprodução0.5xNormal1.2×1.5x2x

Fonte: G1 Mundo

Categorias
MUNDO

Presidente do Haiti é assassinado a tiros em casa; veja repercussão

Premiê britânico disse estar ‘chocado e triste’ com o ‘ato repugnante’. Presidente da Colômbia pediu à OEA que envie urgentemente uma missão ao Haiti para ‘proteger a ordem democrática’ no país. VÍDEO: presidente do Haiti é assassinato em ataque na residência oficial
O presidente do Haiti, Jovenel Moise, foi morto em um ataque a tiros em sua casa, na capital Porto Príncipe, na madrugada desta quarta-feira (7). A primeira-dama, Martine Moise, também foi baleada e está hospitalizada.
VEJA TAMBÉM: O ‘Homem da Banana’ que virou presidente, dissolveu o Parlamento e tentou mudar a Constituição: saiba quem foi Jovenel Moise
O anúncio foi feito pelo primeiro-ministro interino do país, Claude Joseph, que afirmou em um comunicado que o assassinato foi um “ato odioso, desumano e bárbaro”. Jovenel tinha 53 anos.
Veja a repercussão do assassinato:
Estados Unidos
A secretária de imprensa da Casa Branca, Jen Psaki, afirmou em entrevista à CNN que o assassinato é “é um crime horrível”. “Estamos prontos e ao lado deles [dos haitianos] para fornecer qualquer assistência que seja necessária”, afirmou Psaki. A embaixada dos EUA no Haiti foi fechada.
Reino Unido
O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, disse que o assassinato foi um ato “repugnante” e pediu calma. “Estou chocado e triste com a morte do presidente Moise. Nossas condolências vão para sua família e para o povo haitiano. Este é um ato repugnante e peço calma neste momento”.
Colômbia
O presidente da Colômbia, Iván Duque, pediu à OEA (Organização dos Estados Americanos) que envie urgentemente uma missão ao Haiti para “proteger a ordem democrática” no país.
República Dominicana
A República Dominicana anunciou o fechamento da fronteira, e o presidente Luis Abinader fez uma reunião de emergência sobre a situação no país vizinho, mas ainda não se pronunciou oficialmente.
VÍDEOS: as últimas notícias internacionais

Fonte: G1 Mundo

Categorias
MUNDO

O ‘Homem da Banana’ que virou presidente, dissolveu o Parlamento e tentou mudar a Constituição: saiba quem foi Jovenel Moise, o líder assassinado do Haiti


Eleito com 600 mil votos em um país de 11 milhões de pessoas, Moise enfrentou protestos da oposição que dizia que seu mandato deveria ter terminado em fevereiro deste ano. Ele queria um ano a mais no poder e uma nova Constituição. Jovenel Moise durante uma entrevista em agosto de 2019
Dieu Nalio Chery/Reuters
Jovenel Moise, de 53 anos, o presidente do Haiti que foi assassinado nesta quarta-feira (7), nunca teve um apoio grande de seu povo: ele foi eleito com menos de 600 mil votos nas eleições de 2016, em um país que tem 11 milhões de pessoas.
Moise, que era conhecido como Homem da Banana (ele exportava a fruta) teve mais votos que 26 outros candidatos em um processo eleitoral de quase dois anos que foi marcado por acusações de fraude, desastres naturais e uma baixa presença de eleitores. Ele teve 55% dos votos no segundo turno.
Ele era pouco conhecido antes das eleições, mas conseguiu ser o vitorioso com o apoio do ex-presidente Michel Martelly.
Ele assumiu afirmando que suas prioridades eram atacar a corrupção, a mudança climática e modernizar a agricultura do país. Para ele, essa era uma forma de garantir mais empregos.
No entanto, ele teve dificuldades políticas. Em janeiro de 2020, Moise dissolveu o Parlamento e governou o Haiti por decreto desde então.
O prazo do mandato
Em fevereiro deste ano, houve protestos que pediam para que ele terminasse seu mandato.
A oposição afirmava que seu mandato já tinha terminado no começo de 2021, mas ele se recusava a deixar a presidência, dizendo que um governo interino ocupou o primeiro ano de seu período. “Não sou um ditador, meu mandato termina no dia 7 de fevereiro de 2022”, ele afirmou.
Ele não só se recusou a sair como ainda tentou mudar a Constituição para que a presidência tivesse mais poder.
Para evitar as críticas, Moise havia prometido que não iria concorrer nas próximas eleições.
No entanto, ele argumentava que para deixar a presidência precisaria acumular poder suficiente para enfrentar uma oligarquia que, de acordo com ele, havia paralisado o Haiti para lucrar de um governo que era muito fraco para conseguir regular a economia ou mesmo cobrar impostos.
Para os críticos, Moise tinha um discurso populista contra essa elite que, segundo ele, havia conseguido capturar o Estado para garantir seus interesses.
Ele também foi criticado por centralizar o poder. Por exemplo, a primeira proposta de Constituição que ele apresentou não tinha uma versão em língua crioula, só em francês. Além disso, nenhuma organização da sociedade civil foi convidada para participar da elaboração.
No texto da proposta de Constituição, ele ainda incluiu a possibilidade de reeleição —o que era proibido desde o fim da ditadura de Duvalier, em 1986.

Fonte: G1 Mundo