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Covid-19: Israel vê queda na efetividade da vacina da Pfizer para casos sintomáticos, mas proteção contra casos graves se mantém


Aumento de casos coincidiu com variante delta e relaxamento das medidas de distanciamento social. Profissional de saúde prepara dose de vacina contra a Covid-19 em Tel Aviv, Israel, no dia 21 de junho.
Amir Cohen/Reuters
O Ministério da Saúde de Israel relatou, na segunda-feira (5), que a efetividade da vacina da Pfizer contra infecções e casos sintomáticos de Covid-19 caiu para 64% desde 6 de junho.
Mesmo assim, a vacina continuou tendo 93% de efetividade na prevenção de hospitalizações e casos graves da doença.
O ministério israelense não informou quais eram as taxas anteriores de efetividade da vacina. Em 14 de junho, a pasta havia informado que a vacina tinha alcançado 96% de efetividade contra hospitalização pela variante delta após duas doses.
A queda na efetividade coincidiu com a disseminação da variante delta e o relaxamento das restrições de distanciamento social no país. Em 14 de junho, Israel retirou a obrigatoriedade do uso de máscara em locais fechados, mas, 11 dias depois, o uso voltou a ser obrigatório por causa do aumento de casos.
Vacina e Covid-19: Preciso usar máscara e evitar aglomerações mesmo depois de vacinado?
No Brasil, especialistas têm sido unânimes ao dizer que o uso de máscaras continua necessário (veja vídeo acima) mesmo depois das duas doses das vacinas – ou, no caso da vacina da Johnson, uma dose.
Apresentador da BBC: ‘Errei ao me achar invencível com duas doses de vacina’
Um porta-voz da Pfizer não quis comentar os dados à Reuters, mas citou uma pesquisa que mostra que os anticorpos produzidos pela vacina ainda foram capazes de neutralizar todas as variantes testadas, incluindo a delta, embora com força reduzida.
Quase 60% da população israelense está completamente vacinada contra a Covid, segundo dados do “Our World in Data”, monitoramento ligado à Universidade de Oxford. O país aplica apenas a vacina da Pfizer.
Veja VÍDEOS sobre as vacinas contra a Covid-19:

Fonte: G1 Mundo

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Indonésia e Rússia registram novos recordes de mortos por Covid-19 em 24h


A Rússia enfrenta uma onda de infecções pela variante delta, que foi inicialmente detectada na Índia. Na Indonésia a média diária de novos casos aumentou. Imagem de campanha de vacinação em Moscou, em 6 de julho de 2021
Tatyana Makeyeva/Reuters
A Rússia anunciou, nesta terça-feira (6), que foram registradas 737 mortes por Covid-19 nas últimas 24 horas, um recorde desde o início da pandemia neste país agora castigado pela variante Delta, inicialmente detectada na Índia.
A Indonésia também teve um dia de recorde de mortes, com 728 óbitos por coronavírus, informam as autoridades locais, acrescentando que foram mais de 31mil novos casos (veja mais abaixo).
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Mortes na Rússia
É a primeira vez que a Rússia, o quinto país mais afetado do mundo em número de casos, supera a marca de 700 óbitos diários por coronavírus. O país também registrou 23 mil novos casos em 24 horas, os números mais altos desde meados de janeiro, momento em que saía de uma segunda onda.
Desde o início da epidemia, a Rússia acumula mais de 5,6 milhões de casos de contágio. Nos últimos oito dias, o país estabeleceu seis recordes de mortalidade.
Os números, no entanto, podem ser maiores: A pandemia deixou 139.316 mortos na Rússia, de acordo com números oficiais. A agência de estatística Rosstat, que tem uma definição mais ampla das mortes relacionadas ao coronavírus, contabiliza 270 mil óbitos até o final de abril.
Dificuldades da campanha de imunização
A campanha de imunização na Rússia tem baixa adesão da população.
A vacinação foi iniciada em dezembro, e até agora 26,1 milhões dos 146 milhões de russos foram se vacinar (pouco menos de 18% da população). Destes, 18,2 milhões (12,5%) receberam as duas doses. A informação é do site Gogov, que agrega os dados das regiões e da imprensa, diante da falta de estatísticas oficiais.
A população se mantém cética em relação às vacinas. De acordo com uma pesquisa do instituto independente Levada divulgada esta semana, 54% dos russos não planejam se vacinar.
Em várias regiões do país, incluindo Moscou, as autoridades têm tomado medidas para estimular a população a se vacinar. Entre elas, foi criado e implementado um “passe sanitário” para ir a restaurantes.
O prefeito da capital, Sergei Sobianin, também determinou que 60% dos trabalhadores do setor de serviços sejam vacinados até meados de agosto, sob pena de suspender os que se recusarem a fazê-lo.
O governo da Rússia reconheceu que não conseguiu atingir sua meta de 60% de vacinação até agosto, mas, ainda assim, mantém sua recusa a adotar qualquer confinamento nacional. O objetivo seria preservar uma já frágil economia.
Covid-19 na Indonésia
Na Indonésia, onde houve recorde de 728 mortes por coronavírus em 24 horas, o número diário de contágios quadruplicou em menos de um mês. O balanço total é de 2,3 milhões de casos e mais de 61 mil mortes.
Na semana passada, o governo ordenou novas restrições na capital, Jacarta, a cidade mais afetada, assim como na ilha de Java e na de Bali. Esta última tem uma forte atividade no setor de turismo.
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Fonte: G1 Mundo

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Twitter perde imunidade na Índia sobre conteúdo gerado por usuários


Segundo governo indiano, empresa não cumpriu nova lei que torna plataformas digitais mais responsáveis por pedidos legais de remoção rápida de postagens. Twitter perdeu imunidade na Índia sobre o conteúdo postado por usuários.
iStock
O Twitter perdeu imunidade na Índia sobre o conteúdo postado por usuários, por não cumprir uma nova lei do país que torna as plataformas digitais mais responsáveis por solicitações legais de remoção rápida de postagens.
A informação foi dada pelo governo indiano em um processo judicial.
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É a primeira vez que o governo do primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, afirmou oficialmente que o Twitter perdeu sua imunidade depois de criticar repetidamente a empresa por não seguir as novas regras.
A disputa e a troca de acusações pública agravaram preocupações de que as empresas norte-americanas tenham dificuldade em fazer negócios em um ambiente regulatório mais rígido.
O ministério de TI da Índia disse à Suprema Corte em Nova Délhi que o não cumprimento de regras de compliance pelo Twitter representava uma violação das disposições da Lei de TI, fazendo com que a empresa dos EUA perdesse sua imunidade, de acordo com documento com data de 5 de julho.
O pedido foi feito por um usuário do Twitter que queria reclamar de alguns tuítes supostamente difamatórios na plataforma, e afirmou que a empresa não estava cumprindo a nova lei que exige a nomeação de novos executivos.
O Twitter se recusou a comentar o caso. A empresa já havia dito que estava fazendo todos os esforços para cumprir as regras.
As novas regras de TI da Índia, que entraram em vigor no final de maio, visam regulamentar o conteúdo em empresas de mídia social e torná-las mais responsáveis por solicitações legais de remoção rápida de postagens e compartilhamento de detalhes sobre os originadores das mensagens.
O ministro da Tecnologia indiano, Ravi Shankar Prasad, criticou o Twitter por desafiar deliberadamente a lei e disse que todas as empresas de mídia social devem obedecer às novas regras.
VÍDEOS: veja como proteger dados pessoais

Fonte: G1 Mundo

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Na Nicarágua, o sexto pré-candidato à presidência é preso


O líder camponês Medardo Mairena é a sexta pessoa que poderia se lançar à presidência que é presa pelo regime de Daniel Ortega. Imagem do líder estudantil da Nicarágua Lesther Alemán em 2018, quando ele interrompeu uma fala de Daniel Ortega
Alfredo Zuniga/AP
A polícia da Nicarágua prendeu, na segunda-feira (6), Medardo Mairena, um líder camponês que pretendia se lançar como candidato à presidência do país.
Desde o fim de maio, seis políticos que tinham planos para concorrer à presidência foram presos pelo governo de Daniel Ortega.
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Além dos presidenciáveis, foram presos outros 21 militantes políticos da oposição ao regime de Ortega.
Ortega está em seu terceiro mandato. No começo do ano que vem, ele tentará ser reeleito para o quarto.
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Nesta semana, além de Mairena, foram presos três líderes camponeses. Eles participaram de manifestações em 2018 e já tinham sido presos por isso. Naquela ocasião, o governo da Nicarágua disse que as manifestações eram uma tentativa de golpe de Estado.
Também foram presos líderes estudantis. Na terça-feira, um dos que foram presos foi Lesther Alemán. Em 2018, em um encontro de estudantes com Ortega, Alemán pediu ao líder do país que interrompesse a repressão aos movimentos de rua.
Alemán estava em uma casa com sua mãe quando foi detido, na terça-feira.
A polícia não divulgou nenhum comunicado sobre as prisões.
A organização estudantil à qual Alemán pertence foi criada depois das manifestações de 2018. O grupo já havia decidido fazer uma aliança eleitoral com um partido de oposição a Ortega.
Tática de Ortega
O governo de Ortega tem usado uma lei aprovada em 2020 para silenciar e punir opositores, a “Lei de Defesa dos Direitos do Povo à Independência, Soberania e Autodeterminação pela Paz”.
Ela tem servido de pretexto para prender opositores, tornando ilegal o financiamento de ONGs, e acusá-los de lavagem de dinheiro por doações internacionais, como a Agência dos EUA para o Desenvolvimento Internacional (Usaid).
Daniel Ortega tem 75 anos, está há 14 anos consecutivos no poder e tem sua mulher Rosario Murillo, como vice.
Ele já havia ocupado a presidência antes. Desde que foi eleito pela segunda vez, em 2007, passou a atacar as instituições democráticas, alinhando-as ao governo, e a perseguir opositores e jornalistas.
Ex-revolucionário sandinista, Ortega moldou o país como um regime totalitário com falso verniz democrático, realizando eleições a cada cinco anos, mas sem alternância de poder.
Para isso, nomeou juízes da Suprema Corte que asseguraram, em 2018, reeleições indefinidas. Ortega também reprimiu com violência os protestos que atingiram o país há dois anos, o que resultou em mais de 300 mortos.
O governo considera que as manifestações de 2018, que também terminaram com milhares de exilados, foram uma tentativa de golpe de Estado para afastar Ortega do poder.
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Fonte: G1 Mundo

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Pessoa é ferida a faca em aeroporto na Alemanha; agressor fugiu

Vítima foi levada ao hospital em Dusseldorf e o autor do crime está fugindo, segundo uma porta-voz da polícia federal alemã. Esfaqueamento ocorreu do lado de fora do aeroporto. Uma pessoa foi ferida nesta terça-feira (5) em um ataque a faca no aeroporto de Dusseldorf e o autor do crime está fugindo, afirmou uma porta-voz da polícia federal alemã.
A vítima foi levada ao hospital e a polícia estadual está procurando o autor do crime. O esfaqueamento ocorreu no estacionamento do aeroporto.
Segundo a porta-voz, imagens de câmeras de vigilância mostraram dois homens caminhando às 12h16 (horário local, 7h16 em Brasília), no momento em que o ataque ocorreu.
Posteriormente, um porta-voz da polícia de Dusseldorf disse que “o incidente envolve uma pessoa sem-teto na área de estacionamento”.
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Fonte: G1 Mundo

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Repórteres Sem Fronteiras põe Bolsonaro na lista de ‘predadores da liberdade de imprensa’

Lista é composta por 37 chefes de Estado ou de governo que ‘impõem uma repressão em massa da liberdade de imprensa no mundo’. Entre eles estão Bashar al-Assad e Vladimir Putin. ONG Repórteres Sem Fronteias classifica Bolsonaro como ‘predador’ da liberdade de imprensa
A Repórteres Sem Fronteiras (RSF) divulgou na segunda-feira (5) a edição 2021 do seu relatório “predadores da liberdade de imprensa”. O presidente Jair Bolsonaro integra pela primeira vez a lista, que é composta por 37 chefes de Estado ou de governo que “impõem uma repressão em massa da liberdade de imprensa no mundo”.
Além de “tiranos veteranos”, como Kim Jong-un, Bashar al-Assad e Vladimir Putin, a edição 2021 tem a particularidade de também citar pela primeira vez duas mulheres e um europeu (veja no vídeo acima e mais detalhes abaixo). O último relatório da ONG internacional foi publicado em 2016.
Todos os 37 chefes de Estado ou de governo citados restringem a liberdade do exercício do jornalismo com a “criação de estruturas de censura, a detenção arbitrária de profissionais da mídia e a incitação à violência contra os jornalistas”, afirma a ONG internacional.
Há inclusive “predadores” que estão diretamente ligados a assassinatos de profissionais da mídia, como o príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman, envolvido na morte atroz do jornalista saudita Jamal Khashoggi.
Entre os citados, 16 representam países que integram a pior posição do relatório anual da RSF sobre a liberdade de imprensa e 19 vêm de países que figuram na lista vermelha, onde o exercício do jornalismo é considerado difícil (caso do Brasil).
A média de idade dos chefes de governo é de 66 anos, e quase a metade dos citados (17 dos 37) entrou para a lista pela primeira vez. Mais de um terço deles (13) são da região Ásia-Pacífico.
“Cada um desses predadores tem um método particular. Alguns impõem o terror com ordens irracionais e paranoicas. Outros criam estratégias baseadas em leis restritivas”, afirmou o secretário-geral da organização, Christophe Deloire. “Temos de impedir que suas formas de impor a repressão se tornem o ‘novo normal’.”
Novos predadores
Para cada predador, a RSF publica um perfil, revelando seus métodos de repressão e censura. Sobre o Jair Bolsonaro, a organização diz que o presidente brasileiro alimenta um clima de ódio e desconfiança.
“Ameaças, agressões, assassinatos… O Brasil continua sendo um país particularmente violento para a imprensa, em que muitos jornalistas são mortos em conexão com seu trabalho”, principalmente em cidades de pequeno e médio porte, indica a RSF. Segundo a ONG, “o trabalho da imprensa brasileira se tornou especialmente complexo desde que Jair Bolsonaro foi eleito presidente, em 2018. Insultos, difamação, estigmatização e humilhação de jornalistas passaram a ser a marca registrada do presidente brasileiro”, afirma o texto.
A crise provocada pela Covid-19 piorou ainda mais a situação. “A pandemia de coronavírus expôs sérias dificuldades de acesso à informação no país e deu origem a novos ataques do presidente contra a imprensa, que ele rotula como responsável pela crise e que tenta transformar em verdadeiro bode expiatório.”
A RSF lembra que “a mídia brasileira ainda é bastante concentrada, principalmente nas mãos de grandes famílias, com frequência próximas da classe política. O sigilo das fontes é regularmente prejudicado e muitos jornalistas investigativos são alvo de processos judiciais abusivos”.
Velhos tiranos
Além de Bolsonaro e Mohammed bin Salman, também entraram na galeria dos tiranos da liberdade de imprensa o primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, defensor autoproclamado da democracia “iliberal”. As duas mulheres que entraram para o rol são Carrie Lam, que dirige Hong Kong e reprime a mando de Pequim o movimento pró-democracia do território semiautônomo chinês, e a primeira-ministra de Bangladesh, Sheikh Hasina, que comanda o país desde 2009.
Entre os “predadores históricos”, que figuram na “sinistra lista” da RSF há mais de 20 anos, estão o presidente sírio, Bashar al-Assad, o guia supremo do Irã, Ali Khamenei, e os presidentes russo, Vladimir Putin, e bielorusso, Alexandre Lukashenko, sem esquecer os africanos Teodoro Obiang Nguema Mbasogo, da Guiné Equatorial, Paul Kagamé, de Ruanda, e Issaias Afwerki, presidente da Eritreia.

Fonte: G1 Mundo

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Rússia enfrenta baixa adesão à vacinação com métodos de coerção


Maioria da população revela ceticismo e leva o governo a impor cotas de vacinados às empresas e licença sem remuneração aos trabalhadores que resistem ao imunizante. Profissionais de saúde carregam paciente com suspeita de ter Covid-19 para um hospital em Kommunarka, nos arredores de Moscou, em 26 de junho de 2021, em meio à pandemia do novo coronavírus (Covid-19) na Rússia
Alexander Zemlianichenko/AP
Primeiro país a desenvolver uma vacina contra o coronavírus —a Sputnik V—, a Rússia amarga o ceticismo da maioria da população em relação ao imunizante. Alimentada pela variante delta, a terceira onda da pandemia bate à porta dos russos e registra os maiores índices de mortes nos últimos cinco dias. Ainda assim, 54% dizem que não estão prontos para ser vacinados, conforme revelaram ao instituto de opinião independente Levada Center.
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Putin diz que tomou a Sputnik V, mas que é contra a vacinação obrigatória contra a Covid
Em tese, a vacinação não é obrigatória na Rússia, mas a baixa adesão fez o governo adotar a estratégia da coerção. As empresas precisam cumprir a cota de 60% de funcionários vacinados para não sofrer multas ou suspensão de suas atividades. Ato contínuo, os trabalhadores que se recusarem a serem imunizados, estão sujeitos a uma licença obrigatória e sem remuneração.
Desta forma, o governo pretende ampliar a taxa de 16% de vacinados com a primeira dose e alcançar a meta de 60% até o início do outono. Numa tentativa de animar o processo, o presidente Vladimir Putin finalmente revelou que foi imunizado com a Sputnik V, pondo fim a um suspense que durou meses. Ele alegou ter evitado o assunto para não influenciar a população a priorizar uma vacina em detrimento das outras.
Embora pioneira, a Sputnik V ainda não foi aprovada pela Organização Mundial da Saúde. Os russos têm no cardápio mais três opções contra a Covid-19: Sputnik Light, EpiVacCorona e CoviVac. A eficácia delas, porém, é vista com desconfiança, apesar de o número de infectados ter aumentado para mais de 20 mil por dia –90% deles envolvendo a variante delta.
Em algumas regiões, carros e apartamentos foram distribuídos em sorteios restritos apenas aos vacinados. Bares e restaurantes de Moscou só permitem o acesso de quem apresente uma prova de imunização ou teste negativo.
Mas, de acordo com a pesquisa do Levada Center, 33% dos entrevistados alegam o medo de efeitos colaterais para não se vacinarem, 20% preferem esperar até o fim dos testes clínicos e 16% não veem sentido na imunização.
Como observou Alexey Kovalec, editor do jornal on-line Meduza, em artigo na Foreign Policy, os russos não se intimidam facilmente: certificados falsos de vacinação proliferam no mercado negro e há relatos de suborno para a substituição da dose de vacina por uma injeção de solução salina. É o sinal mais evidente de que a propaganda do governo para conter o vírus não foi captada pela população.
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Fonte: G1 Mundo

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Fotógrafo viraliza com vídeos de ovelhas feitos com drone


Lior Patel diz ter se surpreendido com o sucesso das imagens: ‘Pensei que tinha algo errado com o computador’. Fotógrafo israelense viraliza com vídeos de ovelhas feitos com drone
BBC
O fotógrafo Lior Patel trabalha como operador de drone e, nas horas vagas, toca projetos pessoais.
Um deles acaba de viralizar: Patel fez imagens impressionantes mostrando o movimento de rebanhos de ovelhas no Vale da Paz, em Israel (veja abaixo).
“Toda vez que você sai na natureza, vê um rebanho aleatório de ovelhas. Sempre me perguntei como seria ver de cima”, conta à BBC.
Fotógrafo israelense viraliza com vídeos de ovelhas feitos com drone
BBC
Fotógrafo israelense viraliza com vídeos de ovelhas feitos com drone
BBC
O fotógrafo Lior Patel trabalha como operador de drone e viralizou com vídeos de ovelhas feitos de cima em Israel
BBC
Ele não imaginava que as imagens fariam tanto sucesso.
“De verdade, pensei que tinha algo errado com o computador.”
Patel diz que, após perder os movimentos das ovelhas ao tentar ousar nos enquadramentos, decidiu apenas deixar o drone sobre elas, filmando o que ocorria.
Deu certo – confira no vídeo clicando aqui.

Fonte: G1 Mundo

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Bitcoins: os jovens irmãos acusados de um dos maiores golpes com a criptomoeda da história


Como acontece em muitos outros países, autoridades financeiras da África do Sul não têm jurisdição sobre esse tipo de golpe, uma vez que criptomoedas não são legalmente reconhecidas como produtos financeiros. Criptografia em torno das negociações de bitcoin torna quase impossível rastrear o caminho do dinheiro
Getty Images via BBC
Contas de clientes vazias, até US$ 3,6 bilhões (quase R$ 18 bilhões) desaparecidos e dois jovens na mira.
Ameer e Raees Cajee, de 18 e 20 anos respectivamente, começaram a operar em 2019 a plataforma de criptomoedas Africrypt, fundada por ambos na África do Sul.
Segundo denúncia apresentada à polícia por advogados de um grupo de investidores, centenas de usuários deixaram de ter acesso a suas contas nas mesmas semanas em que o bitcoin atingiu sua máxima histórica, em abril de 2021.
A moeda virtual mais famosa do mundo chegou a valer US$ 63.226 por unidade.
Operação da PF mira grupo suspeito de desviar R$ 1,5 bilhão em negociações de criptomoeda, em Curitiba
Quem é quem na ‘guerra’ das criptomoedas (e como isso pode te afetar)
Bitcoin: entenda o que é e os riscos de investir
Naquele mês, o diretor de operações da Africrypt, Ameer Cajee, o mais velho dos irmãos, informou aos clientes que a empresa havia sido vítima de um ciberataque e que por isso a plataforma havia suspendido as operações.
“Nosso sistema, as contas dos clientes, suas carteiras e nossos registros foram comprometidos”, afirmou em um email.
69 mil bitcoins desaparecidos?
No mesmo email, Ameer Cajee aconselhava os investidores a não buscarem as “vias legais”, já que isso “só atrasaria o processo de recuperação dos fundos faltantes”.
Depois do envio dessa mensagem, em 13 de abril, os irmãos desapareceram por alguns dias.
O advogado John Oosthuizen, que representa a dupla, afirmou à BBC que os fundadores da Africrypt negam categoricamente qualquer participação no “furto” ou que tenham fugido com os recursos. “Não há qualquer base para essa acusação.” Ambos “sustentam que a plataforma foi hackeada e que foram vítimas de um furto”.
Oosthuizen afirma ainda que os dois irmãos não procuraram a polícia depois do sumiço das criptomoedas e que, por terem recebido ameaças de morte, a primeira reação deles foi garantir a segurança de seus familiares e preparar um dossiê para provar o ocorrido às autoridades (algo que não foi entregue até hoje à polícia).
O advogado dos irmãos se recusou a confirmar quantos bitcoins sumiram. Mas a denúncia de clientes enviada à unidade de elite da polícia da África do Sul, conhecida como Hawks (Falcões, em tradução livre), aponta que milhares de bitcoin “desapareceram completamente”.
O sumiço de quase 69 mil bitcoins, que valiam no pico quase US$ 4 bilhões, representaria a maior perda em dólares ligada a criptomoedas.
Cada bitcoin chegou a valer mais de R$ 360 mil no pico em abril de 2021
Getty Images via BBC
Seguindo o rastro
A investigação encomendada pelo escritório de advocacia de clientes afetados revelou que os fundos da plataforma foram transferidos para contas e carteiras na própria África do Sul.
Mas depois o rastro das criptomoedas se perde porque “diversos nós da dark web e ferramentas de criptografia foram usados ​​na operação”, afirmam os advogados.
Isso se refere a tecnologias que podem tornar quase impossível o rastreamento de bitcoins. Para o escritório de advocacia, a análise desse processo refuta a possibilidade de ter sido um ataque hacker.
Além disso, tudo parece indicar que “os funcionários da Africrypt perderam o acesso às plataformas de suporte ao cliente sete dias antes do suposto ataque hacker”, dizem os advogados.
Esquema Ponzi?
A Autoridade do Setor Financeiro da África do Sul (FSCA) disse em nota à imprensa no fim de junho que os ativos criptografados não são regulamentados na África do Sul “e, consequentemente, o FSCA não está em posição de tomar qualquer ação regulamentar.”
E é que, como acontece em muitos outros países, as autoridades financeiras da África do Sul não têm jurisdição sobre esse tipo de golpe, uma vez que as criptomoedas não são legalmente reconhecidas como produtos financeiros.
O comunicado de imprensa disse que Africrypt “estava oferecendo retornos excepcionalmente altos e irrealistas semelhantes aos oferecidos por esquemas de investimento ilegal comumente conhecidos como Ponzi (pirâmide financeira).” Em linhas gerais, isso consiste em usar dinheiro de novos investidores para pagar dividendos aos mais antigos.
A BBC perguntou à polícia sul-africana se havia uma investigação em curso, mas a instituição não havia respondido até o momento da publicação desta reportagem.
Segundo grande fiasco na África do Sul
Em seu site agora fora do ar, Africrypt se descrevia como “uma empresa de investimento focada exclusivamente em criptomoeda e tecnologia de blockchain.”
A empresa dizia aos investidores que, em apenas alguns anos, passou de uma plataforma gerenciada por uma única pessoa trabalhando em seu quarto para “uma das maiores e mais bem-sucedidas empresas de comércio e inteligência artificial da África”.
A agência de notícias financeiras Bloomberg lembrou que o “fiasco” com Africrypt ocorreu pouco tempo depois do colapso, no ano passado, de outra plataforma de bitcoin sul-africana, aMirror Trading International.
Até 23 mil moedas digitais foram então comprometidas, a preços em torno de US$ 1,2 bilhão (R$ 6 bilhões), de acordo com um relatório da Chainalysis.
As perdas dos investidores da Africrypt podem ser até três vezes maiores.
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Fonte: G1 Mundo

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Papa se recupera bem de cirurgia para remover parte do cólon


O Papa Francisco passou por uma cirurgia no domingo. Ele ainda está no hospital, onde deve permanecer sete dias. Imagem do Papa em 4 de julho de 2021, durante a celebração de domingo, antes de ir para o hospital onde será operado
Andreas Solaro / AFP
O Papa Francisco se recupera bem de uma cirurgia em que uma parte de seu intestino foi removida: o Vaticano divulgou um comunicado nesta terça-feira (6) em que afirma que ele descansou bem durante a noite e que, pela manhã, tomou café da manhã, leu jornais e se levantou para caminhar.
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Os exames de acompanhamento de rotina são bons, de acordo com o comunicado do Vaticano.
O papa, de 84 anos, deve permanecer no hospital durante sete dias se não houver nenhuma complicação após sua operação, que durou cerca de três horas, na noite de domingo, e foi realizada por uma equipe médica de dez pessoas no hospital Gemelli de Roma, disse o porta-voz Matteo Bruni em um comunicado.
O pontífice foi submetido a uma hemicolectomia esquerda, um procedimento para remover um lado do cólon, disse Bruni.
VÍDEO: Papa Francisco pede rezas por ele durante discurso a fiéis
A declaração não especifica se a decisão de remover parte do cólon foi tomada antes ou durante a cirurgia.
A cirurgia já agendada era para tratar uma estenose diverticular sintomática do cólon, uma doença que faz bolsas sobressaírem da camada muscular do colón e a estreitarem.
Além de causar dor, o problema, que é mais comum em pessoas mais velhas, pode causar inchamento, inflamação e dificuldade nos movimentos intestinais.
Essa é a primeira vez que Francisco é hospitalizado desde sua eleição como papa em 2013.
A cirurgia parece ter sido programada para coincidir com um período em que o pontífice tem apenas um compromisso público – sua bênção de domingo na Praça de São Pedro.
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Fonte: G1 Mundo