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Por que semana de quatro dias é ‘sucesso gigantesco’ na Islândia


Maioria dos trabalhadores na Islândia agora trabalha em horários mais curtos pelo mesmo salário. Na Islândia, teste com jornada de trabalho mais curta foi um grande sucesso, dizem pesquisadores
Getty Images via BBC
Os testes de uma semana de trabalho de apenas quatro dias na Islândia foram um “sucesso esmagador”, segundo pesquisadores.
Os testes de uma jornada menor, nos quais os trabalhadores recebiam o mesmo valor por menos horas, ocorreram entre 2015 e 2019.
A produtividade permaneceu a mesma ou melhorou na maioria dos locais de trabalho, segundo os pesquisadores.
Uma série de outros testes parecidos estão sendo executados em todo o mundo, incluindo na Espanha e pela Unilever na Nova Zelândia.
Na Islândia, eles foram conduzidos pela Câmara Municipal de Reykjavik e pelo governo nacional. Incluíram mais de 2,5 mil trabalhadores, o que equivale a cerca de 1% da população ativa da Islândia.
Muitos deles passaram de uma semana de 40 horas de trabalho para uma de 35 ou 36 horas, disseram pesquisadores do centro de estudos britânico Autonomy e da Associação para a Democracia Sustentável (Alda, na sigla em inglês) na Islândia.
Os resultados levaram os sindicatos a renegociar os padrões de trabalho, e agora 86% da força de trabalho da Islândia mudou as escalas para menos horas trabalhadas, mas com a manutenção dos salários.
Os trabalhadores relataram se sentir menos estressados ​​ou menor risco de esgotamento. Acrescentaram ainda que sua saúde e equilíbrio entre vida profissional e familiar melhoraram.
Will Stronge, diretor de pesquisa da Autonomy, elogiou o estudo.
“Ele mostra que o maior teste do mundo de uma semana de trabalho mais curta no setor público foi, em todos os aspectos, um sucesso esmagador. Isso mostra que o setor público está maduro para ser um pioneiro – e lições podem ser aprendidas por outros governos.”
Já Gudmundur D. Haraldsson, um pesquisador da Alda, afirmou: “A jornada semanal de trabalho mais curta da Islândia nos diz que não apenas é possível trabalhar menos, mas que a mudança progressiva também é possível.”
A Espanha está testando uma semana de trabalho de quatro dias para as empresas, em parte devido aos desafios do coronavírus.
O experimento na Espanha para reduzir jornadas de trabalho a 4 dias por semana
E a Unilever na Nova Zelândia também está dando aos funcionários a chance de reduzir suas horas de expediente em 20% sem prejudicar o salário.
Em maio, um relatório encomendado pela campanha da 4 Day Week da Platform London sugeriu que menos horas de trabalho poderiam reduzir as emissões de carbono no Reino Unido.

Fonte: G1 Mundo

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Avião com 28 a bordo perde contato com tráfego áereo na Rússia

Controladores de tráfego aéreo perderam contato com um avião comercial com 28 pessoas a bordo no Extremo Oriente da Rússia, informaram agências internacionais de notícias nesta terça-feira (6).
O An-26 estava voando de Petropavlovsk-Kamchatsky para Palana, na península de Kamchatka, mas não fez nenhuma comunicação, informaram as agências Interfax e RIA Novosti, citando o Ministério de Emergências Russo.
Dentre as 28 pessoas no avião, estão seis tripulantes e ao menos uma criança, informam as agências.
A mídia russa informou que operação de busca, com pelo menos dois helicópteros, começou há poucas horas.
O último acidente envolvendo aviões na Rússia ocorreu em maio de 2019, quando um Sukhoi Superjet. da companhia aérea Aeroflot, caiu e pegou fogo em Moscou, deixando 41 mortos.

Fonte: G1 Mundo

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Assassinato de jovem de origem brasileira causa comoção na Espanha


Samuel Luiz Muñiz, de 24 anos, nasceu no Brasil e chegou ao país com um ano de idade; ele havia saído de uma boate com amiga para fumar e fazer um telefonema quando levou soco de um homem, que retornou com grupo que o espancou até a morte. ‘Foi um ato selvagem e cruel…A Espanha não vai tolerar isso’, disse presidente do governo. Protesto após a morte de Samuel Luiz Muñiz, em Barcelona, na Espanha, na segunda-feira (5)
Reuters/Nacho Doce
O assassinato de um jovem homossexual de origem brasileira, que foi espancado até a morte no último fim de semana, causou forte comoção na Espanha, onde grandes manifestações foram realizadas nesta segunda-feira(5) para denunciar um crime homofóbico.
Samuel Luiz Muñiz, um auxiliar de enfermagem de 24 anos, foi encontrado inconsciente perto de uma boate em La Coruña, no noroeste do país, logo após ser espancado.
Os serviços de resgate não conseguiram reanimá-lo e e ele morreu na manhã de sábado.
O jovem nasceu no Brasil e chegou à Espanha com um ano de idade.
Segundo uma amiga que o acompanhava na madrugada de sábado, e que falou ao jornal espanhol “El Mundo”, ele foi atacado inicialmente por um rapaz que estava com uma mulher, e que deu um soco no brasileiro por pensar que estava sendo filmado.
Pouco depois, o mesmo homem voltou com um grupo de mais de dez pessoas, e todos espancaram Samuel, que havia saído de uma boate com a amiga apenas para fumar e fazer um telefonema. Os agressores fugiram antes da equipe de socorristas chegar ao local.
Protesto após a morte de Samuel Luiz Muñiz, em Barcelona, na Espanha, na segunda-feira (5)
Reuters/Nacho Doce
Manifestações
“Justiça para Samuel. Homofobia e fascismo são o mesmo”, dizia a gigantesca faixa carregada pelos manifestantes, que iniciaram uma marcha nesta segunda-feira (5) à noite na famosa Puerta del Sol em Madrid, observou a AFPTV.
Milhares de pessoas se reuniram para protestar, algumas com a bandeira do Orgulho, convocadas por inúmeros grupos LGTBQIA +, exigindo “justiça para Samuel”, como gritavam os participantes.
“Não são espancamentos, são assassinatos”, gritou a multidão. Faixas exibiam frases como “Acabem com a homofobia”, “Tudo o que me importa é viver” ou “Eles estão nos matando”.
Desde sua morte, seus parentes relataram que se trata de um crime homofóbico, que ocorreu logo após a Semana do Orgulho na Espanha.
Também foram realizadas marchas em outras cidades do país, como La Coruña, onde se reuniram várias centenas de pessoas, segundo fotos e vídeos postados nas redes sociais.
Na segunda-feira, o ministro do Interior espanhol, Fernando Grande-Marlaska, indicou que até o momento ninguém havia sido preso e que “nenhuma hipótese está excluída, nem o crime de ódio, nem qualquer outro”.
“Espero que a investigação da @police em breve encontre os autores do assassinato de Samuel e esclareça os fatos. Foi um ato selvagem e cruel. Não vamos dar um passo atrás em direitos e liberdades. A Espanha não vai tolerar isso”, tuitou na noite desta segunda-feira o presidente do governo espanhol, Pedro Sánchez.
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Fonte: G1 Mundo

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Olimpíadas de Tóquio 2021: veto a touca afro pode ser revisto após repercussão negativa


Após rejeitar certificação de produto da empresa Soul Cap, a Federação Internacional de Natação disse em nota ter entendido ‘a importância da inclusão e da representatividade’. Alice Dearing, fotografada com uma touca Soul Cap, será a primeira mulher negra a representar a Grã-Bretanha em uma competição olímpica de natação
LUKE HUTSON-FLYNN via BBC
A Federação Internacional de Natação (Fina) anunciou estar revisando sua decisão recente de não certificar uma touca desenvolvida especialmente para nadadores negros, produzida pela empresa Soul Cap. A não certificação impede o uso do item em competições internacionais, como as Olimpíadas de Tóquio.
A Fina havia dito que o produto era inadequado para este fim por não seguir “a forma natural da cabeça”. O posicionamento gerou críticas de muitos atletas, alguns afirmando que isto desencorajaria a atuação de negros no esporte. Após as reações, a Fina afirmou ter entendido “a importância da inclusão e da representatividade”.
“A Fina está empenhada em garantir que todos os atletas de esportes aquáticos tenham acesso a trajes de banho adequados para a competição, garantindo que estes itens não configurem uma vantagem competitiva”, afirmou a federação em nota.
A Soul Cap produz toucas de natação que protegem dreadlocks, afros, tramas, extensões de cabelo, tranças e cabelos grossos e encaracolados. O cabelo de pessoas negras tende a ser naturalmente mais seco, e o cloro usado nas piscinas podem resseca-lo ainda mais, danificando-o. A touca foi desenvolvida considerando estas características.
Uma jovem nadadora disse que ficou “de coração partido, mas não surpresa” com a decisão. Kejai Terrelonge, de 17 anos, disse à Radio 1 Newsbeat, da BBC, que cuidar dos cabelos é uma das muitas barreiras que ela enfrenta como nadadora negra.
“Usava as toucas menores que todo mundo usa — cabia na minha cabeça, mas como eu colocava óleo [protetor] no meu cabelo, quando estava nadando, ela simplesmente escorregava, e meu cabelo ficava molhado”, disse Kejai.
Toucas podem ‘reduzir barreiras’
Dados da Swim England mostram que, na Inglaterra, o percentual de crianças que praticam natação é menor entre as negras do que as brancas
SCIENCE PHOTO LIBRARY via BBC
Na Inglaterra, o órgão nacional dedicado à natação, o Swim England, publicou um comunicado para “tranquilizar” as pessoas de que as toucas Soul Cap são permitidas em competições domésticas. O Swim England acrescentou que levaria suas suas “preocupações” sobre a rejeição da Fina “através dos canais apropriados”.
“Toucas de natação projetadas para cabelos afro podem reduzir as barreiras ao esporte para grupos sub-representados, como são os negros”, diz a organização.
Segundo o relatório Sport England de janeiro de 2020, na Inglaterra, cerca de 29,3% das crianças brancas praticam a natação, enquanto este número é de 21,9% entre as crianças asiáticas e 20,1% entre as negras.
Os fundadores da Soul Cap, Michael Chapman e Toks Ahmed-Salawudeen, disseram estar gratos pelo apoio que tiveram após a rejeição da Fina à touca que produzem.
Eles dizem ter crescido sem saber nadar porque não achavam que este “era um esporte para nós”. “Não era uma coisa comum entre nossos amigos e não era incentivada pela escola ou pelos pais”.
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Em 2017, eles decidiram fazer aulas juntos — onde conheceram uma mulher negra que reclamava do tamanho de sua touca de natação. “Depois de conversar com nossas mães, irmãs, amigas e perceber a falta de trajes de banho adequados para nadadores com cabelo afro, tranças, dreadlocks ou qualquer tipo de cabelo volumoso, decidimos criar o nosso próprio”, relataram.

Fonte: G1 Mundo

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Faça uma viagem pela Europa invernal

Fonte: G1 Mundo

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Procuradoria do Peru investiga Keiko Fujimori por áudios sobre suspeita de suborno na eleição


Ex-assessor teria proposto subornar integrantes de tribunal eleitoral para interferir nas eleições presidenciais. Um mês depois, resultado ainda não foi proclamado. Pedro Castillo obteve mais votos, mas Keiko ainda não reconheceu a derrota. Keiko Fujimori, candidata à presidência do Peru, fala com jornalistas ao chegar a tribunal em Lima nesta segunda-feira (21)
Angela Ponce/Reuters
Um procurador dedicado a casos de corrupção no Peru iniciou nesta segunda-feira (5) uma investigação sobre Keiko Fujimori por supostas ligações com o ex-assessor de Inteligência do país Vladimiro Montesinos, hoje preso. Ele, segundo áudios divulgados, teria tentado subornar membros do tribunal eleitoral do país para favorecer a candidata de direita nas eleições.
Fujimori, que falou sobre a investigação no Twitter, disse que não tem relação com o caso das conversas telefônicas de Montesinos, um novo tema controverso e que se soma ao intrincado processo eleitoral peruano, que ainda não tem os resultados oficiais sobre quem será o próximo governante quase um mês depois de sua realização.
Para declarar o vencedor das eleições, que segundo a contagem de votos é o socialista Pedro Castillo, o tribunal eleitoral deve resolver antes todos os pedidos de impugnação, a maioria deles apresentados sem grandes provas por Fujimori.
O esquerdista Pedro Castillo e a candidata da direita, Keiko Fujimori
Sebastian Castaneda/Reuters e Alessandro Cinque/Reuters
Segundo áudios divulgados recentemente pela imprensa local, Montesinos, que foi um colaborador muito próximo do ex-presidente Alberto Fujimori, pai de Keiko, propôs de dentro da prisão subornar três membros do tribunal eleitoral para reverter as eleições. 
“O procurador que já pediu minha prisão quatro vezes volta ao ataque abrindo investigação pelos áudios armados por Montesinos e seus amigos me acusando de lavagem de dinheiro”, disse Keiko Fujimori em um tuíte. “E me envolvendo por conversas com gente que não tem nenhuma relação comigo”.
O procurador é José Pérez, que apresentou acusações contra Fujimori por um caso no qual ela é acusada de receber US$ 1,2 milhão da construtora brasileira Odebrecht para suas campanhas políticas entre 2011 e 2016. A Justiça acabou rejeitando o pedido. Relembre no VÍDEO abaixo.
Procurador pede prisão preventiva de Keiko Fujimori à Justiça peruana

Fonte: G1 Mundo

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Viajantes de Brasil e EUA terão que cumprir quarentena no Paraguai


Viajantes deverão ficar isolados durante sete dias após chegada por precaução contra variante Delta; medida vale mesmo após apresentação obrigatória de teste com resultado negativo. Estão liberados aqueles que tiverem feito escala de menos de 24 horas em um dos dois países. Médicos atendem pacientes com Covid-19 na UTI do Hospital das Clínicas, em San Lorenzo, no Paraguai, em foto de 14 de junho
Daniel Duarte/AFP
O Paraguai anunciou nesta segunda-feira (5) que as pessoas que entrarem no país a partir do Brasil e dos Estados Unidos terão que cumprir uma quarentena de sete dias devido à variante Delta do novo coronavírus.
“Todos os viajantes desses países, mesmo com teste de Covid negativo, terão que ficar isolados nos sete dias posteriores à sua chegada”, determina a resolução do Ministério da Saúde paraguaio.
Em todos os casos, é exigida a apresentação de um teste negativo para a entrada no país. Após a quarentena, a pessoa terá que fazer um novo teste, que, se der positivo, prorrogará o isolamento por sete dias.
Estão liberados da quarentena viajantes provenientes de outros países que tenham feito escala de menos de 24 horas no Brasil ou nos Estados Unidos.
O Paraguai soma 428.743 casos de Covid, com 13.346 mortos. Segundo o ministro da Saúde, Julio Borba, “temos hoje 12% da população-alvo vacinada com a primeira dose, o que representa cerca de 800 mil pessoas. Em julho, a meta é chegar a pouco mais de 30% da população-alvo, ou cerca de 2 milhões de pessoas”.
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Fonte: G1 Mundo

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Cavalo mais alto do mundo morre aos 20 anos nos EUA


Big Jake tinha 2,10 e pesava mais de uma tonelada. Segundo seu dono, ele nasceu pesando quase 110 quilos, cerca de 45 quilos a mais do que um potro belga típico; recorde foi reconhecido pelo Livro Guinness em 2010. Jerry Gilbert escova Big Jake em Madison, Wisconsin, em foto de 11 de abril de 2014
AP Photo/Carrie Antlfinger
O cavalo mais alto do mundo morreu em Wisconsin. Big Jake, um cavalo belga de 20 anos, morava na Fazenda Smokey Hollow em Poynette.
Valicia Gilbert, esposa do proprietário da fazenda, Jerry Gilbert, disse que Big Jake morreu há duas semanas, mas se recusou a fornecer a data exata da morte quando a agência Associated Press a contatou nesta segunda-feira (5) através do Facebook.
“Preferimos não lembrar dele por uma data – foi um evento traumático para nossa família”, disse ela.
Big Jake tinha quase 2,1 metros e pesava 1,1 tonelada. O Livro Guinness de Recordes o certificou como o cavalo vivo mais alto do mundo em 2010.
Big Jake foi certificado pelo Livro Guinness de Recordes como o cavalo vivo mais alto do mundo em 2010
Divulgação/GuinnessWorldRecords
Jerry Gilbert disse à emissora WMTV que Big Jake era um “superstar” e um “animal verdadeiramente magnífico”. Ele disse que Big Jake nasceu em Nebraska e pesava quase 110 quilos ao nascer, cerca de 45 quilos a mais do que um potro belga típico.
Ele disse que planeja homenagear Big Jake mantendo seu estábulo vazio e colocando uma placa do lado de fora com sua foto e nome.
“Está muito tranquilo (na fazenda)”, disse Jerry Gilbert. “Os outros cavalos sabem. Acho que eles têm seus próprios momentos de luto porque Jake era o centro das atenções por aqui. Existe um grande vazio. Parece que ele ainda está aqui, mas não está”, concluiu.
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Fonte: G1 Mundo

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Acadêmica indígena pós-graduada no exterior: conheça Elisa Loncón, presidente da Constituinte do Chile


Membro da etnia mapuche, Loncón caminhava oito quilômetros para chegar à escola na infância; hoje é professora e linguista com duas pós-graduações e dois doutorados. Ela foi eleita no domingo para presidir comissão que irá redigir nova Constituição do país, substituindo documento da era Pinochet. A presidente da Convenção Constitucional do Chile, Elisa Loncón, após ser eleita para o cargo, durante a primeira sessão, em Santiago, no domingo (4)
Javier Torres/AFP
Eleita no domingo (4) presidente da Convenção Constitucional do Chile, a acadêmica mapuche Elisa Loncón tem 58 anos, é professora e linguista.
Loncón nasceu em Traiguén, na região de La Araucanía, no sul do país, um reduto Mapuche, e passou a infância na comunidade de Lefweluan, onde ainda vive grande parte de sua família. Em entrevista ao jornal espanhol “El País”, ela contou que percorria oito quilômetros para ir à escola, em geral a pé.
A constituinte se formou professora de inglês na Universidad de La Frontera, em La Araucanía, e fez pós-graduação no Instituto de Estudos Sociais de Haia, na Holanda, e na Universidade de Regina, no Canadá.
Além disso, tem um doutorado em Humanidades da Universidade de Leiden, na Holanda, e um doutorado em literatura pela Pontificia Universidad Católica de Chile.
A presidente da Convenção Constitucional do Chile, Elisa Loncón, após ser eleita para o cargo, durante a primeira sessão, em Santiago, no domingo (4)
Javier Torres/AFP
Etnias representadas
Mapuche, Loncón representa a maior etnia indígena chilena, e foi eleita para uma das 17 cadeiras reservadas aos povos indígenas entre as 155 na Constituinte.
Todas as etnias foram contempladas, sendo sete representantes do povo mapuche, dois dos aimarás e um de cada uma das demais: Kawésqar, Rapanui, Yagán, Quechua, Atacameño, Diaguita, Colla e Chango.
Após ser eleita presidente da Convenção em segunda votação, com 96 dos 155 votos, Loncón agradeceu cerrando o punho acima da cabeça e destacando a conquista de uma mulher indígena.
“(Quero) agradecer o apoio das diferentes coalizões que deram sua confiança e colocaram seus sonhos no apelo feito pela nação mapuche de votar em uma pessoa mapuche, uma mulher, para mudar a história deste país”, disse.
A nova Constituição chilena substituirá a atual — redigida inicialmente por uma pequena comissão durante a ditadura de Augusto Pinochet (1973-1990) — como uma resposta institucional à crise que deflagrou a onda de protestos de outubro de 2019 em busca de maior igualdade de direitos e bem-estar social.
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Fonte: G1 Mundo

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A mulher que deu a volta ao mundo andando


Em busca de conexões mais profundas, Angela Maxwell partiu em uma caminhada que durou mais de seis anos, foi marcada por muitos percalços e transformou sua vida. Angela Maxwell buscou inspiração em outras exploradoras, incluindo Robyn Davidson e Rosie Swale-Pope
Angela Maxwell via BBC
“Por quê?” É uma pergunta simples, que as pessoas fazem com frequência a Angela Maxwell.
No entanto, até recentemente, a americana tinha dificuldade de apontar o motivo exato que a fez abrir mão de tudo para ir em busca de um grande sonho.
Mas, para Maxwell, é uma pergunta que vale a pena responder. Afinal, ela embarcou em uma jornada que poucas pessoas se atreveriam a enfrentar: em 2013, ela decidiu dar a volta ao mundo — andando e sozinha.
Uma caminhada solo dessa magnitude não era algo que Maxwell havia planejado. Na verdade, ela partiu nesta aventura nove meses depois de ter ouvido uma conversa em seu curso de arte sobre um homem que supostamente havia dado a volta ao mundo andando.
A jornada de Maxwell não nasceu de um momento de perda, derrota ou crise pessoal. Quando ela decidiu embarcar em uma caminhada de longa distância, ela estava na casa dos 30 anos, tinha um negócio de sucesso e estava em um relacionamento.
“Achava que estava feliz”, diz ela, “mas fazendo uma retrospectiva, percebi que estava à procura de algo mais… de uma conexão mais profunda com a natureza e as pessoas — vivendo com menos e me conectando com o mundo ao meu redor.”
A melhor maneira de descobrir isso, ela imaginou, era dando um passo atrás do outro.
Inspiração
Caminhar minimizaria sua pegada de carbono, além do que o ritmo lento significava que ela poderia mergulhar totalmente na natureza, conhecer pessoas e entender outras culturas de uma forma que é única para andarilhos.
Enquanto se preparava, Maxwell descobriu todo um universo de mulheres exploradoras para encoraja-la. Ela se apaixonou pela escrita e pelo estilo slow travel de Robyn Davidson, que atravessou a Austrália em um camelo.
Ela aprendeu sobre a andarilha Ffyona Campbell; e leu sobre Rosie Swale-Pope, que viajou de carona da Europa ao Nepal, deu a volta ao mundo velejando, cruzou o Chile a cavalo e, aos 59 anos, começou a dar a volta ao mundo correndo.
“Eu li seus livros na esperança de encontrar incentivo — e encontrei —, ao aprender sobre seus desafios e dificuldades, assim como seus triunfos. A história de cada mulher era muito diferente e isso me deu a confiança para tentar minha caminhada”, conta Maxwell.
Assim que tomou a decisão de ir, ela vendeu todos os seus pertences e organizou o equipamento necessário. Encheu um carrinho de mão com 50 quilos de equipamento para acampar, comida desidratada, filtro de água de padrão militar e roupas para as quatro estações do ano.
Maxwell deixou Bend, sua cidade natal no Oregon, em 2 de maio de 2014 e partiu para uma aventura tão grande que era provavelmente melhor que não soubesse exatamente o que a esperava ao longo do caminho.
‘Ambição, teimosia e paixão’
Quando falai com Maxwell pela primeira vez em junho de 2018, ela já estava viajando há quase quatro anos. Tinha caminhado mais de 20 mil quilômetros por 12 países em três continentes.
Curioso, perguntei a ela que tipo de pessoa é preciso ser para dar a volta ao mundo andando. Ela brincou: “Teimosa”.
Em seguida, acrescentou: “É provavelmente uma combinação de ambição, um pouco de teimosia e uma pitada de paixão — não pela caminhada como um esporte, mas como autoconhecimento e aventura”.
Maxwell contou que, embora ela rapidamente tenha encontrado sua rotina — acordar por volta do nascer do sol, tomar duas xícaras de café instantâneo acompanhadas por uma tigela de mingau de aveia no café da manhã, empacotar tudo, caminhar, armar o acampamento para passar a noite, comer macarrão instantâneo e se aconchegar no saco de dormir — nenhum dia era igual ao outro.
Inicialmente, ela traçou um plano, mas logo percebeu que os desvios faziam parte da aventura. É por isso que, apesar de seguir uma direção geral, ela sempre confiaria em sua intuição sobre onde virar à esquerda ou à direita.
Maxwell sofreria queimaduras do sol e insolação no deserto australiano e pegaria dengue no Vietnã; seria atacada e estuprada por um nômade que invadiu sua tenda na Mongólia; ouviria tiros ao acampar na Turquia; e aprenderia a dormir com um olho e um ouvido bem abertos, para não ficar à mercê da vulnerabilidade do sono profundo.
‘Estava decidida a não desistir do meu sonho’
Maxwell havia previsto provações de todos os tipos, embora fosse impossível saber quais seriam.
“Mesmo assim”, diz ela, “não comecei a andar porque era destemida — mas, sim, porque estava apavorada. Tinha mais medo de não seguir meu coração do que de perder tudo o que possuía e amava.”
Lidar com o trauma do abuso sexual acabou se tornado um momento decisivo, no qual Maxwell decidiu continuar caminhando. Embora ela ainda estivesse com medo, as histórias de perseverança e força de outras mulheres a ajudaram a continuar:
“Estava decidida a não deixar que aquilo me obrigasse a desistir do meu sonho e a voltar para casa. Tinha deixado todo o meu mundo para trás, não tinha nada para voltar e compreendia os riscos inerentes à minha jornada.”
Maxwell estava caminhando para descobrir o quão forte seu corpo e mente poderiam ser, mesmo diante da violência. Ao longo do caminho, o ritmo lento permitiu que ela fosse atraída — brevemente, mas profundamente — por outras culturas.
Encontros interculturais
Ela percorreu pequenos vilarejos à beira-mar ao longo do Mar Tirreno, na Itália, absorvendo a atmosfera vibrante e aceitando convites para conversar, sentar e tomar vinho.
No Vietnã, exausta depois de chegar ao topo da montanha Hai Van Pass, ela foi saudada por uma senhora idosa que a convidou para descansar em sua pequena cabana de madeira no cume durante a noite.
Uma relação de amizade nasceu na fronteira entre a Mongólia e a Rússia, levando a um reencontro anos depois na Suíça. Maxwell até se tornou madrinha da filha de uma mulher que conheceu na Itália.
Independentemente de esses encontros interculturais durarem sete minutos ou sete dias, Maxwell sempre manteve duas coisas em mente. Primeiro, ser uma boa ouvinte para aprender.
“Andar me ensinou que tudo e todos têm uma história para compartilhar, só temos que estar dispostos a ouvir”, observa.
Ao longo de sua jornada, ela aprendeu receitas tradicionais de família em um vilarejo italiano, apicultura na Geórgia e tratamento de camelos na Mongólia na histórica Rota da Seda.
Em segundo lugar, Maxwell aprendeu a importância da contribuição. Ela cortou lenha na Nova Zelândia e distribuiu comida para moradores de rua na Itália. Na Sardenha, ela ajudou um fazendeiro italiano a reformar sua casa.
‘Desistir nunca foi opção’
Na maioria das vezes, no entanto, as histórias de Maxwell foram sua maior contribuição. Ela falou em encontros informais, em escolas e universidades, e até mesmo no palco do TEDx em Edimburgo, na Escócia, compartilhando suas experiências para inspirar outras pessoas.
Ela se tornou uma voz pelo empoderamento feminino, especialmente depois que decidiu continuar caminhando apesar do ataque na Mongólia. “Desistir nunca foi uma opção”, diz ela.
Ao longo de sua peregrinação, Maxwell coletou doações para ONGs como a World Pulse e Her Future Coalition, que se dedicam a apoiar meninas e mulheres jovens. No total, ela arrecadou cerca de US$ 30 mil.
Abraçar a curiosidade e a mente aberta, sugere Maxwell, é uma maneira poderosa de “vivenciar mais profundamente o mundo e seus habitantes”.
Por seis anos e meio, Maxwell escolheu um estilo de vida de curiosidade, incerteza e extrema vulnerabilidade. E ela fez isso em busca de algo que nunca poderia ter certeza de encontrar: felicidade pessoal e uma conexão mais profunda com o mundo ao seu redor.
Em 16 de dezembro de 2020, a peregrinação de Maxwell chegou ao fim exatamente onde começou: na casa de sua melhor amiga Elyse em Bend.
Assim como ela atendeu ao chamado para começar sua jornada, ela sabia que era a hora certa para encerrá-la. Ela sabia, também, que essa aventura havia se tornado um modo de vida ao qual ela poderia retornar a qualquer momento.
Por enquanto, porém, ela está trabalhando em um livro, planejando futuras viagens e criando maneiras de as mulheres encontrarem, expressarem e incorporarem coragem em suas vidas diárias.
Quer uma caminhada leve ao outro lado do mundo ou só até o fim da rua, Maxwell mostrou o verdadeiro valor de desacelerar, prestar mais atenção e dar mais do que recebemos ao longo do caminho.
Leia a versão original desta reportagem (em inglês) no site BBC Travel.
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Fonte: G1 Mundo