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Papa Francisco passa por cirurgia no intestino; entenda como funciona o procedimento


Operação já estava agendada para este domingo (4) e busca curar estenose diverticular do cólon. Especialista explica que pontífice deve ter maior qualidade de vida depois da intervenção. Imagem do Papa em 4 de julho de 2021, durante a celebração de domingo, antes de ir para o hospital onde será operado
Andreas Solaro / AFP
O Papa Francisco foi internado em um hospital de Roma, neste domingo (4), para uma cirurgia no intestino grosso. Segundo o Vaticano, o procedimento foi necessário por causa de uma “estenose diverticular do cólon”.
Abaixo, entenda:
o que causa a doença,
quais os sintomas que o pontífice deve ter apresentado;
qual o grau de complexidade da operação e como ela é feita;
de que modo a recuperação poderá afetar a rotina do Papa.
O que é estenose diverticular do cólon?
Para compreender o que é “estenose diverticular do cólon”, é preciso saber o significado de “divertículo”.
Imagine que o intestino seja um cano. Na terceira idade, é comum que apareçam “saquinhos” na parede desse tubo — eles surgem principalmente pelo enfraquecimento natural dos tecidos. Essas tais “bolsas” são os divertículos.
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“Depois dos 60 anos, praticamente 100% dos idosos têm esse problema, em maior ou menor grau. Nem todos apresentarão sintomas: alguns têm dor, outros desenvolvem complicações maiores”, explica Juliano Barra, cirurgião do aparelho digestivo no Hospital Sírio-Libanês em Brasília (DF).
“Quando há inflamação, chamamos de diverticulite, que é um quadro agudo a ser tratado com remédios via oral ou endovenosa. Caso chegue a ter perfuração ou sangramento do intestino, o paciente precisará de cirurgia com urgência.”
O médico explica que essas inflamações deixam uma cicatriz no intestino, fazendo com que a parede dele fique mais dura e grossa. “Se isso se repete, uma vez atrás da outra, o ‘cano’ que tinha 5 centímetros de calibre passa a ter 1 ou 2 centímetros.”
É essa estreitamento do órgão que recebe o nome de “estenose”.
Quais os sintomas?
Quando o paciente tem estenose, o intestino fica mais estreito, e as fezes enfrentam dificuldade para passar pelo “tubo”.
“Geralmente, a pessoa passa a ter dores e problemas para evacuar”, diz Barra.
Segundo o Vaticano, a operação do Papa Francisco já estava agendada. Ou seja: provavelmente, não é um quadro agudo.
“Ele já devia estar sofrendo com dores há tempos. Por isso, a equipe médica optou pela cirurgia”, afirma o especialista do Sírio-Libanês.
Como funciona a operação?
Usando mais uma analogia: se uma mangueira estiver entupida, será preciso cortar o pedaço do tubo que está mais estreito, tirá-lo e juntar as duas extremidades que ficaram soltas.
Fachada do Hospital Gemelli, onde o Papa passará por cirurgia no intestino
Reuters
A cirurgia para tratar a estenose diverticular do cólon funciona desse mesmo jeito.
“É um procedimento resolutivo. Tirando a parte que está doente, o problema é sanado”, afirma Barra.
Qual o grau de complexidade da operação?
De acordo com Barra, o procedimento pode ser considerado “de média complexidade”. É difícil estimar a duração dele, mas deve levar de 2 a 3 horas.
“Como o Papa é um paciente idoso, há um certo grau de risco. Mas é uma cirurgia que faz parte do dia a dia de qualquer hospital. Não é nada de outro mundo”, afirma o médico.
Como deve ser a recuperação?
“Em geral, não é necessário colocar a bolsinha [de colostomia, que desvia o trânsito intestinal para fora do corpo do paciente]. Ela só é usada quando a emenda feita na cirurgia não cicatriza corretamente”, afirma Juliano Barra.
Segundo o médico, o Papa Francisco deve ficar no hospital de 5 a 7 dias.
De que modo a cirurgia poderá afetar a rotina do Papa Francisco?
Três horas antes do comunicado do Vaticano, neste domingo, o pontífice chegou a participar da tradicional cerimônia religiosa na Praça de São Pedro. Em seu discurso, ele informou que viajará em setembro para a Hungria e a Eslováquia.
Mas será que, passando por uma cirurgia, a agenda será mesmo mantida?
Segundo Barra, tudo indica que sim. “Ele fará uma viagem ainda mais tranquila, com maior qualidade de vida e sem dor.”
Papa Francisco é internado para cirurgia no intestino
Vídeos sobre o Papa Francisco

Fonte: G1 Mundo

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Quatro pessoas morrem em incêndio florestal devastador no Chipre


As chamas, alimentadas por fortes ventos, afetaram pelo menos 10 comunidades em uma área superior a 50 quilômetros quadrados no sopé da cordilheira Troodos. Helicóptero sobrevoa o incêndio florestal, na região montanhosa de Larnaca, no Chipre.
Associated Press
Quatro pessoas foram encontradas mortas neste domingo no segundo dia de um grande incêndio no Chipre que arrasou trechos de floresta e destruiu dezenas de casas, no que foi considerado por uma autoridade como o pior incêndio já registrado.
Papa Francisco é internado para cirurgia no intestino, diz Vaticano
As chamas, alimentadas por fortes ventos, afetaram pelo menos 10 comunidades em uma área superior a 50 quilômetros quadrados no sopé da cordilheira Troodos, uma área de floresta de pinheiros e densa vegetação.
Homem observa incêndio na região montanhosa de Larnaca no sábado (3)
Associated Press
“É um dos mais destrutivos (incêndios) que experimentamos, infelizmente, com as vítimas”, disse o presidente cipriota, Nicos Anastasiades, a repórteres da região. O Estado ficará a postos e apoiará todos os afetados, disse ele.
A área inclui algumas das aldeias montanhosas mais pitorescas do Chipre. Testemunhas disseram que encostas de pinheiros exuberantes ou pomares de árvores frutíferas haviam se transformado em tocos negros fumegantes em uma paisagem cinza e estéril.
“Vai levar pelo menos dez anos para crescerem de volta. Como vamos sobreviver?”, questionou o agricultor Andreas Costa, de 70 anos, que chorava enquanto Anastasiades tentava consolá-lo.
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Fonte: G1 Mundo

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O minúsculo país no Pacífico que pode tornar realidade a temida mineração no fundo do mar


Nauru, no Pacífico, acionou gatilho na ONU que exige que as regras para a mineração em alto mar sejam definidas nos próximos dois anos. Patania II é um dos protótipos em desenvolvimento para a atividade mineradora no fundo do mar
GSR via BBC
A minúscula nação de Nauru, no Pacífico, deu início a uma série de preocupações e críticas ao exigir que as regras para a mineração em alto mar sejam definidas nos próximos dois anos.
Grupos ambientalistas alertam que isso levará a uma corrida destrutiva nos “nódulos” do fundo do mar, ricos em minerais, que são alvo de mineradoras e governos há décadas.
Mas autoridades da Organização das Nações Unidas (ONU) que supervisionam a mineração em alto mar dizem que nenhum empreendimento subaquático pode ter início nos próximos anos.
Então, o que está causando preocupação?
É tudo sobre uma carta que se refere às letras pequenas de um tratado internacional que tem implicações de longo alcance.
Nauru, um Estado insular no Oceano Pacífico, pediu à Autoridade Internacional para os Fundos Marinhos (braço da ONU que supervisiona o fundo do oceano) que acelere a regulamentação que servirá de baliza para a mineração em alto mar.
O governo local ativou uma subcláusula aparentemente obscura na Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar que permite que países acionem um “gatilho de dois anos” se acharem que negociações estão indo muito devagar.
Nauru, nação de 12 mil habitantes de 21 quilômetros quadrados que tem parceria com uma empresa de mineração, DeepGreen, argumenta que é “um dever dela para com a comunidade internacional” tomar essa iniciativa de acionar o gatilho a fim de ajudar a se alcançar “segurança regulatória”.
O país afirma que tem mais a perder com as mudanças climáticas, por isso quer incentivar o acesso às pequenas rochas conhecidas como nódulos que se encontram no fundo do mar.
Isso porque eles são ricos em cobalto e outros metais valiosos que podem ser úteis para baterias e sistemas de energia renovável na transição que substituirá combustíveis fósseis.
Por que esse debate importa?
Se o braço da ONU não conseguir estabelecer as regras para a mineração em dois anos, ele poderá emitir aprovação provisória a Nauru para seguir com seu projeto — e ninguém sabe o que isso pode representar.
“Isso poderia realmente abrir as comportas”, afirma Matthew Gianni, da Deep Sea Conservation Coalition, à BBC.
“Se Nauru e a DeepGreen obtiverem uma licença provisória, qualquer empresa ou Estado nacional pode acionar o gatilho de dois anos também e, então, todo o processo entrará no caos absoluto. As coisas ficaram muito mais complicadas — não seria um processo de negociação coordenado e bem planejado para atingirmos a regulamentação.”
O que diz a Autoridade Internacional para os Fundos Marinhos?
Em entrevista à BBC, o secretário-geral do órgão, Michael Lodge, minimizou as implicações da mudança de Nauru, dizendo que ainda há um longo caminho a ser percorrido antes que qualquer atividade mineradora possa ter início.
Ele disse que o conselho da Autoridade Internacional para os Fundos Marinhos concordou em 2017 em concluir a regulamentação para mineração no fundo do mar até 2020. Mas um plano que foi descarrilado pela Covid-19.
Se Nauru e sua parceira comercial DeepGreen estiverem prontos para solicitar uma licença de mineração em dois anos, haveria uma série de obstáculos antes que a aprovação pudesse ser dada — incluindo uma avaliação de impacto ambiental e planos para minimizar os danos.
“Mesmo sob os atuais projetos de regulamentação”, disse Lodge, “qualquer pedido de exploração provavelmente será um processo demorado, com vários pesos e contrapesos”.
Isso levaria pelo menos dois ou três anos, de modo que, na prática, o início de qualquer mineração seria por volta de 2026.
Qual é o futuro da exploração das profundezas do oceano?
Cientistas dizem que estão longe de alcançar uma compreensão completa dos ecossistemas nas planícies abissais. Mas já sabem que são muito mais vibrantes e complexos do que se pensava décadas atrás.
Estima-se que esses nódulos, habitat para inúmeras formas de vida, se formaram ao longo de vários milhões de anos. Dessa forma, qualquer recuperação posterior à mineração será incrivelmente lenta.
Além disso, o que ainda não se sabe é qual será o efeito das plumas de sedimentos que serão agitadas pelas máquinas gigantes de mineração e provavelmente irão se espalhar por longas distâncias debaixo d’água.
Estudar esses aspectos é uma tarefa difícil e lenta, e é improvável que seja totalmente respondida dentro do período de dois anos iniciado por Nauru.
Andrew Friedman, do The Pew Charitable Trusts, está entre os que temem a “aceleração” o processo de aprovação.
“O fundo do mar é um ambiente vasto, inexplorado e biologicamente rico, e a Autoridade Internacional para os Fundos Marinhos deve investir o tempo e os recursos necessários para garantir que os ecossistemas do fundo do mar sejam protegidos antes que qualquer mineração prossiga.”
Uma das regiões na mira de mineradoras e de Nauru é a de Clarion-Clipperton (CCZ, na sigla em inglês), no oceano Pacífico. Ali, a 4 mil metros abaixo da superfície marinha, distância equivalente a cinco vezes o tamanho do Burj Khalifa, o prédio mais alto do mundo, encontram-se vastos depósitos de nódulos de manganês, pedras ricas em níquel, cobre, cobalto e outros minerais essenciais para a fabricação de equipamentos — de celulares a baterias para carros elétricos e painéis solares.
Ainda que não existam cálculos exatos, estima-se que a CCZ poderia abrigar 27 milhões de toneladas de nódulos, que têm o tamanho de uma bola de beisebol. Não se sabe, entretanto, se essa quantidade toda será acessível.
Michael Johnston, da Nautilus Minerals, calcula que, no ritmo do consumo de hoje, a CCZ terá cobre o suficiente para abastecer o mundo durante os próximos 30 anos.
Por outro lado, biólogos e ambientalistas descobriram que, de alguma maneira, todo o ecossistema da CCZ está conectado aos nódulos.
Algumas espécies de esponjas e anêmonas precisam da superfície dura dos nódulos para viver. Vídeos gravados na CCZ também mostram que nos lugares onde há mais nódulos há uma quantidade maior de peixes, com tamanho e diversidade maiores que espécies em áreas com menos nódulos.
A região de Clarion-Clipperton é rica em nódulos de manganês, que contêm minerais como cobre e níquel
Nautilus Minerals via BBC
O que vem agora?
Jessica Battle, do World Wide Fund for Nature (WWF), diz que a adoção de uma moratória é fundamental para uma avaliação adequada dos riscos.
“Nós realmente precisamos colocar um freio em tudo isso, em particular até que haja tempo suficiente para a ciência ajudar a tomar uma decisão informada.”
Ela está menos preocupada com as perspectivas de uma mineração real começando em dois anos — já que as máquinas de mineração ainda não estão prontas — e mais com o que pode acontecer na pressa para concluir a regulamentação.
“O que vai prevalecer? O princípio da precaução e cuidado com o meio ambiente? Ou os interesses comerciais?”

Fonte: G1 Mundo

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Ex-presidente da África do Sul, que deveria se entregar à Justiça neste domingo, ganha tempo


Jacob Zuma seria preso neste domingo (4) por não ter comparecido a uma audiência da Justiça em fevereiro. No entanto, os juízes aceitaram ouvir sua argumentação, agendada para o dia 12 de julho. Jacob Zuma discursa perto de sua casa em Nkandla, na África do Sul, em 4 de julho de 2021
Rogan Ward/Reuters
A Justiça da África do Sul aceitou, no sábado (3) ouvir os argumentos do ex-presidente Jacob Zuma que pretende contestar uma sentença de 15 meses na prisão.
Centenas de apoiadores de Zuma se juntaram do lado de fora de sua casa.
Apoiadores de Jacob Zuma, em 3 de julho de 2021
Rogan Ward/Reuters
A Corte Constitucional do país tinha condenado Zuma a 15 meses por ter faltado a um interrogatório, em fevereiro.
Inicialmente, Zuma teria que se entregar até o fim deste domingo, mas a Justiça aceitou ouvir seus argumentos e, assim, suspendeu a ordem de prisão.
Jacob Zuma, ex-presidente da África do Sul, é condenado à prisão
Os juízes devem ouvir os argumentos de Zuma no dia 12 de julho.
Zuma era tido como um veterano da luta contra o regime de aparheid. No entanto, desde que ele saiu da presidência, em 2018, foi envolvido em escândalos.
O ex-líder pediu que a pena seja anulada por ser excessiva e também por expô-lo aos riscos de uma infecção pelo coronavírus.
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Jacob Zuma, ex-presidente da África do Sul é condenado à prisão
Em sua cidade, Nkandlka, Zuma não conversou com seus apoiadores. Ele, no entanto, passou por eles, e sem máscara. Homens com roupas tradicionais da Nação Zulu faziam a segurança.
Para Zuma, a pena é uma declaração política. Ele diz que é vítima de uma caçada às bruxas e que a promotoria é enviesada.
O ex-presidente é acusado de corrupção antes e durante sua gestão. Ele teria permitido que três empresários recebessem dinheiro de forma ilegal do Estado. Além disso, Zuma também é investigado pela negociação de um contrato de US$ 2 bilhões em armas, firmado quando ele era vice-presidente.
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Fonte: G1 Mundo

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Marine Le Pen é reeleita líder da extrema-direita francesa


Partido de extrema-direita na França teve um desempenho eleitoral ruim nas últimas votações regionais, mas ainda assim Le Pen seguirá na liderança do grupo. Marine Le Pen discursa no dia 3 de julho de 2021
Raymond Roig / AFP
A líder da extrema-direita da França, Marine Le Pen, foi reeleita neste domingo (4) para um quarto mandato como presidente de seu partido, Reagrupamento Nacional (RN), durante um Congresso no qual busca ganhar impulso para as eleições presidenciais de 2022.
O RN era um dos favoritos nas eleições regionais do mês passado, mas não conseguiu vencer em nenhuma das 13 regiões da França continental.
Extrema-direita sofre derrota em eleições regionais da França
Esse resultado levantou dúvidas sobre a estratégia de Le Pen de limpar a imagem da formação e se posicionar mais como um partido convencional de direita.
A atual presidente, porém, não encontrou oposição no congresso de seu partido em Perpignan (sul) e foi a única candidata ao cargo, que deverá deixar temporariamente no final deste ano para se dedicar às eleições presidenciais francesas de 2022.
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De acordo com o resultado da votação apurada na quinta-feira e anunciada hoje, a dirigente de extrema-direita, que comanda a formação desde 2011, foi eleita com 98,35% dos votos dos afiliados.
Os militantes também votaram na composição do chamado Conselho Nacional (uma espécie de parlamento partidário) e o candidato eleito com mais votos foi o número dois da formação, Jordan Bardella.
Será este jovem de 25 anos, um protegido de Le Pen, que a substituirá temporariamente por doze meses, enquanto ela se dedicar às presidenciais de abril de 2022.
No sábado, os militantes aprovaram uma reforma dos estatutos permitindo, justamente, a presidência temporária do RN por 12 meses em caso de campanha presidencial.
Em declarações à imprensa, Le Pen, de 52 anos, disse que se sentia “extremamente combativa” para sua terceira candidatura à presidência francesa.
“Não tenho dúvidas sobre o que deve ser feito pela França”, disse.
As pesquisas apontam um novo duelo entre a direitista e o presidente de centro Emmanuel Macron, que a superou com folga no segundo turno das eleições de 2017. Mas as regionais abalaram esse cenário.
As aspirações de Le Pen foram frustradas, mas também as de Macron, cujo partido República em Marcha colheu os piores resultados entre as principais formações.
Os vencedores das eleições regionais foram os partidos tradicionais de direita e de esquerda, Os Republicanos e os Socialistas, que haviam sido esmagados pelo fenômeno Macron em 2017 e que agora parecem recuperar terreno.
Tanto o presidente quanto Le Pen minimizaram esse revés, argumentando que as eleições regionais não servem para prever os resultados nacionais.
As últimas pesquisas mostram que ambos passariam para o segundo turno das eleições presidenciais, nas quais Macron venceria por uma boa margem sobre Le Pen.
Ainda assim, o surgimento de um candidato forte na direita tradicional poderia ser uma dor de cabeça tanto para o presidente de centro quanto para os esperançosos da extrema-direita.
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Pessoas morrem no Camboja após beber vinho intoxicado em funeral


Nos últimos dois meses, mais de 30 pessoas morreram em três incidentes envolvendo vinhos de arroz contendo metanol, um líquido altamente tóxico que pode causar cegueira se ingerido. O vinho artesanal de arroz é muito popular na zona rural do Camboja .
Giphy
Ao menos 11 pessoas morreram no Camboja depois de beber vinho produzido com arroz supostamente tóxico durante um funeral, informou a polícia neste domingo (4). Não é o primeiro episódio de mortes relacionado à produção de álcool artesanal no país.
Papa Francisco é internado para cirurgia no intestino, diz Vaticano
Nos últimos dois meses, mais de 30 pessoas morreram em três incidentes envolvendo vinhos de arroz contendo metanol, um líquido altamente tóxico que pode causar cegueira se ingerido.
Desde sexta-feira (2), 11 pessoas morreram e outras 10 foram hospitalizadas após beberem vinho caseiro em um funeral na província costeira de Kampot, a cerca de 155 quilômetros da capital Phnom Penh. Amostras do vinho foram coletadas para análise.
“As vítimas ficaram com tonturas depois de beber o vinho”, informou um policial à AFP.
O vinho artesanal de arroz é muito popular na zona rural do Camboja para casamentos, celebrações ou funerais como uma alternativa barata ao álcool produzido e comercializado no circuito formal.
Mas há pouca regulamentação dessa atividade e são comuns os casos de envenenamentos massivos, inclusive os fatais, ocorridos nesse tipo de evento.
No mês passado, ao menos 15 produtores e vendedores de vinho de arroz foram presos, enquanto o Ministério da Saúde pede à população para não ingerir essas bebidas.
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Fonte: G1 Mundo

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Protestos contra o governo e a favor da vacina são noticiados por mídia estrangeira


Jornais deram destaque à abertura de investigação na Procuradoria-Geral da República e ao número de mortes causadas pela Covid-19 no Brasil. Milhares voltam às ruas em todos os estados e no DF em manifestações contra Bolsonaro e pela vacina
Os protestos de sábado (3) contra o governo de Jair Bolsonaro (sem partido) e a favor da vacina no Brasil foram noticiados em grandes veículos da imprensa estrangeira.
The New York Times
O “New York Times” publicou uma reportagem na qual diz que os brasileiros já estavam bravos pela lentidão do governo para adquirir vacinas e, agora, também estão furiosos por causa de escândalos de corrupção envolvendo negociações para contratos.
Reprodução da reportagem do ‘New York Times’ sobre as manifestações de 3 de julho
Reprodução/NYTimes
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Manifestantes fazem atos contra Bolsonaro e a favor da vacina
De acordo com o jornal norte-americano, as mudanças de roteiro das histórias de uma possível propina “são dignas de um reality show de TV”.
O jornal lembra que a pandemia já matou cerca de 520 mil pessoas no país.
Também foi citada a abertura de uma investigação pela Procuradoria-Geral da República para investigar a negociação de vacinas da Covaxin.
“No sábado, era palpável a raiva por causa das últimas revelações quando dezenas de milhares de pessoas foram às ruas para uma terceira rodada de manifestações contra o governo Bolsonaro”.
The Guardian
O jornal inglês “The Guardian” também publicou um texto sobre as manifestações: “Grandes multidões de manifestantes voltaram às ruas das maiores cidades do Brasil para exigir a remoção do presidente que eles culpam por mais de meio milhão de morte”.
Reprodução da página do ‘The Guardian’ com a notícia das manifestações de 3 de julho
Reprodução/The Guardian
BBC
Na BBC, se lê que dezenas de milhares de pessoas foram protestar contra Bolsonaro e a forma como ele administra a pandemia de Covid-19.
A rede também afirma que os protestos foram antecipados pelas denúncias recentes de corrupção nas negociações de vacinas.
Associated Press
O texto da agência Associated Press abre com a informação de que os protestos acontecem um dia depois de o Supremo Tribunal Federal ter autorizado uma investigação sobre o potencial caso de corrupção envolvendo a negociação de vacinas.
“Os manifestantes se juntaram aos milhares em mais de 40 cidades para exigir o impeachment de Bolsonaro e mais acesso às vacinas contra a Covid-19”.

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‘Humilhada e intimidada’: as vítimas de ‘epidemia’ de vídeos sexuais vazados na Coreia do Sul


Mulheres alvo desses crimes enfrentaram perseguições e ameaças da polícia ao buscarem justiça, de acordo com um relatório da Human Rights Watch. A Coreia do Sul registrou mais de 30 mil gravações com câmeras ocultas denunciadas à polícia entre 2013 e 2018.
Getty Images via BBC
Kyung-mi (nome fictício) foi insultada na internet, perseguida nas redes sociais e interrogada por horas pela polícia e promotores após acusar seu ex-namorado, uma estrela do K-pop, de gravá-la enquanto eles estavam fazendo sexo.
Ela foi vítima de um crime sexual digital, mas “ninguém estava lá para (me) ouvir”, disse Kyung-mi à BBC.
“Eu estudava na escola, era jovem e muito solitária. Ninguém estava do meu lado”, lamenta. “Eu realmente queria morrer, mas não podia (…) Se eu tivesse morrido, ninguém saberia a verdade sobre Jung Joon-young.”
Jung Joon-young alcançou a fama por meio de um programa de talentos na televisão e tinha uma grande base de fãs de K-pop em todo o leste asiático.
Kyung-mi o descreveu como um namorado atencioso, até que ele gravou uma relação sexual entre os dois, sem o consentimento dela.
A jovem foi à polícia pela primeira vez em agosto de 2016, mas conta que os agentes não conseguiram apreender o celular do rapaz. A polícia acabou desistindo do caso.
Ela sabia que seria difícil apresentar queixa contra uma figura pública, mas não esperava ser tratada como acusada, e não como acusadora.
“A policial me disse para reconsiderar a denúncia. Ele me disse que era difícil prestar queixa contra uma celebridade. Então o promotor pediu para me interrogar. Fui humilhada, intimidada e comecei a duvidar se havia realmente apresentado um processo contra uma pessoa inocente”, diz ela.
Demorou mais três anos para que o caso sobre a estrela da música fosse levado a julgamento.
A polícia recebeu uma pista sobre vídeos no telefone do cantor em 2019 e finalmente emitiu uma ordem para apreendê-lo: os agentes encontraram imagens ocultas de 12 mulheres, incluindo Kyung-mi, no dispositivo.
Jung Joon-young foi acusado de compartilhar as imagens em uma conversa que teve com amigos famosos. Ele agora está cumprindo cinco anos de prisão.
Um porta-voz da polícia também explicou à BBC que os policiais que trabalharam no caso de Kyung-mi estão sendo investigados.
Jung Joon-young foi condenado a cinco anos de prisão em 2019 [imagem do dia 14 de março de 2019]
Ahn Young-joon/AP
‘Comentários odiosos podem matar mulheres’
Desde que Jung foi preso, Kyung-mi tem recebido apoio, mas quando ela denunciou o comportamento de seu ex-parceiro, em 2016, poucos acreditaram nela.
Ela foi assediada na internet e teve dificuldade em encontrar amigos.
“Meus amigos me disseram que eu estava arruinando a vida de Jung. Não importava o quanto eu sofresse, a mídia falava de mim o dia todo. O país inteiro falava de mim. Ninguém me protegia”, conta.
Na entrevista, Kyung-mi chamou esses problemas de uma “nova vitimização”. Para ela, todo o processo foi completamente opressor.
“Esse tipo de comentário pode matar mulheres”, diz.
Sua experiência ao tentar relatar um crime sexual digital às autoridades na Coreia do Sul não é exceção.
A ONG Human Rights Watch (HRW) divulgou um relatório detalhado sobre vítimas no país e descobriu que elas enfrentam grandes barreiras para obter justiça.
Os crimes sexuais digitais estão aumentando em todo o mundo. Em boa parte, eles envolvem homens gravando secretamente mulheres e meninas, e compartilhando esse conteúdo.
Graças aos avanços tecnológicos, as câmeras geralmente são muito pequenas – até mesmo do tamanho de um botão – e podem ser colocadas em banheiros públicos, quartos de hotel e vestiários.
Os serviços de internet de alta velocidade na Coreia do Sul permitem que as imagens sejam baixadas e compartilhadas rapidamente, às vezes sendo vendidas para compradores online.
Entre 2013 e 2018, foram registrados mais de 30 mil casos de gravações com o uso de câmeras ocultas no país asiático.
“Os sobreviventes que entrevistamos tiveram experiências horríveis com a polícia”, diz Heather Barr, autora do relatório HRW. “As autoridades viraram as costas para as vítimas, às vezes repetidamente.”
“Elas são interrogadas sobre assuntos muito delicados em espaços públicos, interrogadas por horas; são informadas de que era sua responsabilidade coletar todas as provas, são levadas de um escritório para outro, perseguidas para retirar o caso e ameaçadas com processos por difamação”, explica.
“Também ouvimos que policiais já compartilharam imagens íntimas de sobreviventes com amigos, fotos que as vítimas tiveram que fornecer como prova das acusações”, disse Barr.
“Imagine ter que enfrentar esse tipo de tratamento quando você já está passando, talvez, pelo pior momento da sua vida. Os especialistas com quem conversamos descreveram esse problema como uma espécie de retraumatização, um termo perfeito para descrever a situação”.
A BBC contatou a polícia da Coreia do Sul buscando uma resposta para os apontamentos do relatório. Um porta-voz enviou uma declaração por escrito, afirmando que a corporação tomou uma série de medidas para lidar com essas questões.
Segundo a polícia, uma equipe de investigação de crimes sexuais cibernéticos foi formada em cada cidade e província do país.
“Estamos adotando múltiplas soluções para a investigação e regulamentação [desses crimes], bem como para a proteção e apoio às vítimas”, disse o comunicado.
A polícia prometeu educar os policiais e oferecer às vítimas um investigador do mesmo sexo para ajudá-las a se sentirem mais confortáveis. Além disso, foi criado um centro de apoio.
‘Você pode matar alguém’
No entanto, algumas vítimas são atingidas pelo trauma.
O relatório HRW, que inclui uma lista de mais de 500 vítimas, concluiu que o sofrimento causado por esse tipo de crime era tão extremo que gerava depressão e pensamentos suicidas.
A BBC entrevistou várias vítimas de câmeras escondidas nos últimos quatro anos, incluindo os pais de uma jovem que cometeu suicídio depois de ser secretamente filmada por um colega de trabalho em um vestiário do escritório.
Ela sentiu que nunca seria capaz de se livrar do estigma daquele abuso.
“Você pode matar alguém sem arma”, disse seu pai, em 2019.
“O peso do dano causado pode ser o mesmo, mas o efeito pode variar dependendo da pessoa: alguns podem conseguir superar, outros, como minha filha, podem não conseguir”, disse.
Kyung-mi quer que a sociedade sul-coreana reflita sobre como vê as vítimas de crimes sexuais cibernéticos.
“As vítimas não são pessoas que caíram neste crime porque são estúpidas ou ignorantes. Elas simplesmente não tiveram sorte. Você também pode ser uma vítima se não tiver sorte.”
A jovem encontrou conforto ao se mudar para uma área rural.
“Saí da escola enquanto recebia ajuda psiquiátrica. Fui para o interior, onde ninguém me conhecia, e li milhares de livros sozinha, pensando que o mundo tinha que mudar. Conversar com outras vítimas de violência sexual também me ajudou”, relata.
“Eu suportei a dor na esperança de que um dia a verdade viesse à tona e a consciência social crescesse.”
Conscientização crescente
A capital sul-coreana, Seul, parece brilhante e dinâmica, mas o país continua profundamente conservador.
Na prática, isso pode significar que o abuso contra as mulheres em certas partes da sociedade não é levado tão a sério quanto deveria. Muitas vezes, espera-se que as mulheres mantenham certos padrões e se enquadrem em um modelo de gênero estereotipado.
Vítimas de crimes sexuais digitais podem ser vistas por alguns como “contaminadas”.
A BBC entrevistou uma mulher em 2018 cujo namorado colocou uma pequena câmera escondida em seu quarto. Quando ela contou a seus pais, sua mãe a culpou por usar “roupas provocantes”, contou.
A mentalidade está começando a mudar, mas lentamente.
As mulheres jovens, em particular, estão percebendo que podem falar abertamente sobre o assunto. Dezenas de milhares foram às ruas em 2018 para convocar uma campanha séria contra homens que usam câmeras escondidas para gravá-las. O slogan do protesto foi “minha vida não é sua pornografia”.
Em resposta às manifestações, algumas leis foram alteradas no país, mas as penalidades impostas aos culpados muitas vezes permaneceram leves.
“Todos os sobreviventes e especialistas com quem falamos ficaram frustrados com as baixas sentenças que os juízes estão impondo para esses tipos de crime”, diz Heather Barr.
“Em 2020, 79% dos condenados por gravar sem consentimento receberam uma pena branda ou uma multa – às vezes as duas.”
“Gravar e compartilhar as imagens sem consentimento pode levar a uma pena de até sete anos de prisão nos termos da Lei de Crimes Sexuais da Coreia do Sul, mas esse é a punição máxima, e não há sentença mínima. É claro que as sentenças que são anunciadas agora muitas vezes não são proporcionais aos danos às vítimas”, diz Barr.
A especialista pede que o governo sul-coreano crie uma comissão para examinar a adequação das atuais sentenças e indenizações por crimes sexuais digitais. Isso incluiria permitir que as vítimas reivindiquem danos em tribunais de forma civil, algo que atualmente não podem fazer.
Kyung-mi também está lutando por proteção legal para as vítimas, para tentar protegê-las de abusos na internet.
“A sociedade coreana agora precisa ir mais longe, levando em consideração o sofrimento das vítimas, e institucionalizar um sistema para protegê-las legalmente”, diz.
O Ministério da Justiça disse à BBC que as diretrizes de condenação foram alteradas para refletir o sofrimento das vítimas. Elas estão em vigor desde janeiro deste ano.
“Este é um assunto realmente urgente para as mulheres e meninas da Coreia do Sul”, afirma Barr.
“Os crimes sexuais digitais estão afetando a maneira como mulheres e meninas vivem suas vidas na Coreia do Sul: como se sentem em espaços públicos, no transporte, usando o banheiro, o que vestem e em quem confiam.”
“É urgente que o governo faça mais para prevenir esse tipo de crime e garantir justiça e indenização às vítimas”.

Fonte: G1 Mundo

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Papa Francisco é internado para cirurgia no intestino, diz Vaticano


Procedimento já estava agendado e busca consertar estenose (estreitamento) no órgão. Papa Francisco em foto no Vaticano em 31 de maio
Filippo Monteforte/Reuters
O Papa Francisco foi internado em um hospital de Roma, neste domingo (4), para uma cirurgia no intestino grosso. A informação foi divulgada pelo Vaticano, sem detalhes sobre o horário em que o procedimento ocorrerá.
A operação já estava agendada e busca reparar um estreitamento intestinal (estenose).
Três horas antes do comunicado do Vaticano, o pontífice chegou a participar da tradicional cerimônia religiosa na Praça de São Pedro, onde reza com seus seguidores. Ele informou, inclusive, que viajará em setembro para a Hungria e a Eslováquia.

Fonte: G1 Mundo

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Joe Biden tem aprovação de 50% dos americanos


Pesquisa divulgada pelo ‘Washington Post’ no dia 4 de julho tem dados semelhantes aos do levantamento feito quando Biden completou 100 dias de governo. Entre os democratas, ele é aprovado por 94%, e entre os republicanos, por 8%. Presidente dos EUA, Joe Biden, durante encontro na Casa Branca
Susan Walsh/AP Photo
O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, tem aprovação positiva de 50% dos norte-americanos e negativa de 42% deles, segundo uma pesquisa conduzida pelo jornal “Washington Post” e pela rede ABC divulgada neste domingo (4). Os demais não opiniaram.
São números parecidos com os divulgados quando Biden completou 100 dias no cargo.
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A avaliação varia muito de acordo com a identidade política do entrevistado.
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Biden é do Partido Democrata. Sua gestão é aprovada por 94% das pessoas que se identificam como democratas.
Já entre os rivais, os republicanos, a aprovação é de 8%.
Os independentes
Entre aqueles que se dizem independentes, 45% aprovam o trabalho de Biden, e 43% desaprovam (os demais não têm opinião).
Vacinação aquém da meta
Além de perguntar aos entrevistados se eles aprovam ou reprovam a gestão no geral, houve perguntas sobre temas específicos, como a política de Biden para combater a pandemia ou como gerenciar a imigração.
Cerca de 60% dos americanos aprovam o trabalho do presidente no combate ao coronavírus.
Biden tinha estabelecido como meta vacinar 70% dos adultos até o dia 4 de julho (feriado que lembra a data da independência dos EUA).
Essa porcentagem não foi atingida. Estima-se que cerca de 67% dos adultos tenham recebido ao menos uma dose de vacina, segundo o “Washington Post”.
Hoje, cerca de 1 milhão de pessoas são vacinadas por dia —no auge da campanha, o número era três vezes maior.
Americanos aprovam campanha de vacinação
A avaliação da política de vacinação dos democratas e dos republicanos é um pouco menos discrepante: 95% dos democratas e 33% dos republicanos a aprovam.
As políticas de fronteira são aprovadas por 33% dos americanos no geral —e 51% não aprovam (o restante afirma que não tem opinião).
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Fonte: G1 Mundo