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Na Ucrânia, Ministério da Defesa é criticado por forçar mulheres soldados a marchar de salto alto


Parlamentares de oposição criticaram a ideia. Haverá um grande desfile militar na Ucrânia para comemorar os 30 anos de independência da União Soviética. Pernas de mulheres das Forças Armadas da Ucrânia que foram obrigadas a marchar de alto alto
Ukrainian Defence ministry press-service / AFP
Há uma controvérsia na Ucrânia por causa de fotos de mulheres soldados do país com sapatos de salto alto em uma parada militar —uma espécie de scarpin.
Na sexta-feira (2), o Ministério de Defesa divulgou fotos de soldados de farda marchando com sapatos de salto alto estilo scarpin.
O sapato faz parte das roupas oficiais das militares, mas originalmente são usados apenas para ocasiões formais, e não para marchar com o uniforme de batalha.
Uma cadete afirmou que é mais difícil marchar com esse tipo de sapato, um scarpin, do que em botas.
A Ucrânia fará um desfile militar no mês de agosto para comemorar os 30 anos de independência após o fim da União Soviética.
Mulheres do exército da Ucrânia marcham de sapatos altos
Ukrainian Defence ministry press-service / AFP
Parlamentares da oposição criticaram o sapato das militares. Eles sugeriram que o ministro da Defesa compareça ao desfile militar de scarpin.
Para os parlamentares, as soldados mulheres estão defendendo o país, arriscam as próprias vidas e não merecem ser objeto de piada —além de haver riscos para a saúde.
Segundo o jornal “The New York Times”, o Ministério da Defesa desistiu da ideia.
Segundo o jornal “The Guardian”, a deputada Olena Kondratyuk afirmou que as autoridades deveriam pedir desculpas às soldados.
Segundo ela, mais de 13.500 mulheres que já lutaram no conflito entre a Ucrânia e separatistas no leste do país que são apoiados pela Rússia (mais de 13 mil pessoas morreram no conflito desde 2014).
Veja uma reportagem de 2019 sobre o conflito entre o governo da Ucrânia e os separatistas do leste do país.
Ucrânia e separatistas pró-Rússia trocam mais de 200 prisioneiros
Hoje, mais de 31 mil mulheres servem nas Forças Armadas.

Fonte: G1 Mundo

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Avião militar das Filipinas cai com 85 pessoas a bordo


Aeronave tentava pousar na ilha de Joló, na província de Sulu. Segundo as Forças Armadas do país, 15 pessoas foram resgatadas no local. Um avião militar com 85 pessoas a bordo caiu neste domingo (4) no sul das Filipinas, informou o chefe das Forças Armadas.
Quinze pessoas foram resgatadas inicialmente no local do acidente, ocorrido quando o avião C-130 tentava pousar na ilha de Joló, na província de Sulu, disse à agência France Presse o general Cirilito Sobejana.
“As equipes de resgate estão no local, estamos orando para que possam salvar mais vidas”, disse ele.
Avião militar cai nas Filipinas
Infografia/G1
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Fonte: G1 Mundo

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Trabalho de resgate é retomado no Japão após deslizamentos de terra


Chuvas torrenciais provocaram avalanche de lama soterrando casas na região de Shizuoka. Duas pessoas morreram, 20 estão desaparecidas, e quase 400 foram retiradas de casa. Equipes de resgate buscam sobreviventes em Atami, neste domingo (4)
Charly Triballeau/AFP
O Japão retomou as operações de resgate de 20 pessoas desaparecidas na manhã deste domingo (4), depois que deslizamentos de terra provocados por chuvas torrenciais que atingiram a cidade costeira de Atami, na região de Shizuoka, matando pelo menos duas pessoas, disse a agência de notícias Kyodo.
Cerca de 10 pessoas foram resgatadas e cerca de 80 edifícios foram afetados pela avalanche de lama. O primeiro-ministro Yoshihide Suga, que convocou uma força-tarefa de emergência para enfrentar a crise, pediu no sábado que as pessoas nas áreas afetadas permanecessem em alerta.
Deslizamento de Terra no Japão mata 2 e deixa 20 desaparecidos
As equipes de resgate são formadas por 700 pessoas da polícia da província de Shizuoka, bombeiros e militares.
Na área afetada, onde a chuva intermitente continuou, cerca de 387 pessoas foram retiradas na manhã de domingo, disse a agência de notícias.
Moradores que foram retirados de casa em abrigo de Atami
Charly Triballeau/AFP
Chuvas no Japão
Desde o começo da semana algumas partes do Japão têm sido atingidas por chuvas fortes. De acordo com especialistas, a lama ficou mais solta com a água e isso aumenta o risco de deslizamentos (e o Japão tem muitas montanhas e vales).
Os deslizamentos acontecem diversas vezes, eventualmente com a velocidade de um carro. A lama arrasta veículos e destrói casas no caminho.
VÍDEO: Chuva transforma riacho em rio no Japão; veja a força das águas
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Fonte: G1 Mundo

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Forças Armadas do Canadá em alerta diante de avanço dos incêndios


Ao menos 177 incêndios ocorreram na província da Colúmbia Britânica, dos quais 76 foram registrados nos últimos dois dias. A pequena cidade de Lytton foi evacuada na quarta-feira depois que um incêndio se espalhou rapidamente pela área; no dia anterior foram registrados 49,6 graus Celsius nesse povoado, um recorde no país. Calor intenso aumenta focos de incêndios florestais no Canadá
As forças armadas do Canadá estão em alerta neste sábado (3) para ajudar a evacuar as cidades e combater mais de 170 incêndios causados por uma onda de calor sufocante e pela seca no oeste do país.
Ao menos 177 incêndios ocorreram na província da Colúmbia Britânica, dos quais 76 foram registrados nos últimos dois dias, disseram as autoridades. A maioria foi causada por raios.
“Ontem [sexta-feira] observamos cerca de 12.000 relâmpagos”, afirmou Cliff Chapman, diretor de operações do serviço de bombeiros da Colúmbia Britânica, de acordo com a emissora pública CBC. “Muitos desses relâmpagos caíram perto de comunidades, como visto na área de Kamloops”, 350 quilômetros a nordeste de Vancouver, acrescentou.
VÍDEO: Imagens mostram queimada que devasta vilarejo no Canadá
Embora o fenômeno da “cúpula de calor” que retém o ar quente na região seja responsabilizado pelas condições sufocantes no oeste dos Estados Unidos e Canadá, os especialistas dizem que as mudanças climáticas estão fazendo com que os recordes de temperatura sejam quebrados com mais frequência.
A nível mundial, a década que antecedeu 2019 foi a mais quente já registrada, e os cinco anos mais quentes ocorreram desde 2012, de acordo com o climate.gov.
Na sexta-feira, o ministro canadense de Segurança Pública, Bill Blair, apontou para “condições de seca e calor extremo” que são “inéditas” na Colúmbia Britânica. “Esses incêndios mostram que estamos no início do que promete ser um verão longo e difícil”, acrescentou em entrevista coletiva.
Na sexta-feira, o primeiro-ministro Justin Trudeau se reuniu com um Grupo de Resposta a Incidentes, que inclui vários ministros, após conversar com lideranças locais, provinciais e indígenas. “Estaremos aqui para ajudar”, disse ele a jornalistas.
O grupo informou que decidiu estabelecer um centro de operações em Edmonton, no oeste do país, com até 350 efetivos militares para prestar apoio logístico à região, segundo o ministro da Defesa, Harjit Sajjan. Aviões militares também foram enviados.
Cerca de mil pessoas foram forçadas a deixar suas casas por causa dos incêndios na Colúmbia Britânica, e muitas outras estão desaparecidas.
Ao menos 719 pessoas morreram na semana, “três vezes mais” do que a média naquele período, relatou o departamento médico-legista d Colúmbia Britânica.
Lisa Lapointe, a chefe legista da província, informou que o calor extremo era provavelmente um “fator importante”.
A pequena cidade de Lytton foi evacuada na quarta-feira depois que um incêndio se espalhou rapidamente pela área. Cerca de 90% da cidade foi queimada, segundo Brad Vis, deputado que representa a área. Na terça-feira, 49,6 graus Celsius foram registrados nesse povoado, um recorde no Canadá.
Incêndio de enormes proporções destruiu vilarejo de Lytton, no Canadá, entre 30 de junho e 1 de julho
2 RIVERS REMIX SOCIETY / VIMEO.2RMX.CA via Reuters
A onda de calor continuou a se expandir pelo Canadá neste sábado, afetando também as províncias de Alberta, Saskatchewan e Manitoba, assim como partes dos Territórios do Noroeste e partes do norte de Ontário.
Mais ao sul, os estados americanos de Washington e Oregon também vivenciam temperaturas recordes.
Ao menos 94 pessoas morreram em Oregon devido à onda de calor, alertaram as autoridades na sexta-feira. E na Califórnia, três incêndios já destruíram cerca de 16.200 hectares no norte do estado.

Fonte: G1 Mundo

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Brasileiros protestam na Europa e ‘Fora Bolsonaro’ aparece no Tour de France


Manifestantes se reuniram em Paris, Lisboa, Coimbra, Genebra, Amsterdã, Viena e cidades da Alemanha. Brasileiros protestam contra Jair Bolsonaro em Barcelona
Nacho Doce/Reuters
Milhares de brasileiros voltaram às ruas neste sábado (3), no Brasil e no mundo, para protestar contra o presidente Jair Bolsonaro, que será investigado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) por supostamente não ter denunciado suspeitas de irregularidades na negociação de vacinas contra a Covid-19. 
NO BRASIL: Manifestantes fazem atos contra Bolsonaro e a favor da vacina
Este é o terceiro dia de manifestações contra o governo, que enfrenta uma pressão cada vez maior por conta da investigação parlamentar sobre supostas omissões no gerenciamento da pandemia.
Na Europa, a imagem mais marcante dos protestos foi registrada na França e pôde ser vista por milhares de espectadores que acompanham a legendária prova ciclística Tour de France. No trajeto dos ciclistas, um manifestante escreveu com um giz no asfalto “Fora Bolsonaro”. A imagem foi captada por um drone que imortalizou o protesto.
Brasileiros e estrangeiros foram às ruas das principais capitais europeias pedir o impeachment do presidente negacionista. No Twitter, desfilam imagens dos protestos em Paris, Lisboa, Coimbra, Genebra, Amsterdã, Viena e cidades da Alemanha. As faixas e cartazes exibem com frequência a palavra “genocida”, acusação que é feita a Bolsonaro pela morte de mais de 522 mil brasileiros na pandemia. Atos estavam confirmados em 35 cidades no exterior, segundo a Frente Internacional Brasileira – Fibra.
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Nos dois primeiros meses de audiências, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), instalada pelo Senado, focou principalmente no atraso do governo em fechar acordos com empresas farmacêuticas para a compra de vacinas, ao mesmo tempo em que o presidente promoveu o uso de medicamentos ineficazes contra a Covid-19 – como a hidroxicloroquina. Os senadores também elencaram as inúmeras declarações críticas de Bolsonaro contra o distanciamento social.
Mas desde a semana passada, o depoimento do deputado federal Luis Miranda (DEM/DF) e de seu irmão Luis Ricardo Miranda, servidor do Ministério da Saúde, mudaram o foco das investigações. O parlamentar confirmou que Bolsonaro citou o líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (PP/PR), numa conversa em que Miranda relatou ao presidente que seu irmão vinha sofrendo pressões para liberar um contrato de compra da vacina Covaxin que aparentava ter irregularidades. Bolsonaro teria prometido encaminhar o caso à Polícia Federal, o que aparentemente não fez.
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Isso resultou, na sexta-feira (2), na abertura de uma investigação da Procuradoria-Geral da República contra o presidente, que vai apurar se Bolsonaro cometeu ou não o crime de “prevaricação”, ao supostamente não denunciar as suspeitas de irregularidades.
Outras denúncias que a CPI investiga e que causaram polêmica esta semana vieram de um empresário que alegou ter recebido um pedido de suborno do diretor de Logística do Ministério da Saúde, Roberto Ferreira Dias, enquanto supostamente negociava com o governo a venda de vacinas. Dias nega ter pedido propina, mas foi exonerado do cargo.
Bolsonaro continua negando que tenha ocorrido qualquer ato de corrupção em seu governo. O presidente insiste em dizer que a CPI da Covid-19 é uma “palhaçada”. 
A oposição apresentou esta semana um “superpedido de impeachment”, que reúne uma centena de pedidos já apresentados à Câmara dos Deputados, com mais de 20 denúncias diferentes contra o presidente.

Fonte: G1 Mundo

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Rappi é alvo de críticas na Colômbia após decidir vacinar só os ‘melhores entregadores’


‘Pedalar por uma vacina: a cruel proposta Rappi para imunizar trabalhadores colombianos’, afirmou a emissora de rádio AM 750 ao tratar do caso. Em comunicado, a Rappi pediu desculpas pelo ‘mal-entendido’. Motorista de empresa de delivery Rappi
BBC
A empresa de entregas por aplicativo Rappi foi alvo de uma onda de críticas na Colômbia depois de decidir oferecer vacinas contra Covid-19 apenas para os “melhores” entregadores no país.
Assim que chegou o primeiro carregamento de imunizantes, obtidos pelo governo e pagos pelo setor privado colombiano, o diretor de Assuntos Públicos da Rappi, Juan Sebastián Rozo, disse à uma rádio local que a empresa vacinaria, de forma seletiva, a 2.000 entregadores.
“Nossa prioridade será dar a vacina aos distribuidores que mais entregas fizerem, mais tempo estiverem conectados e, portanto, mais tempo expostos”, disse Rozo à Blu Radio Colombia.
Participante do programa lançado pelo governo do presidente Iván Duque para a vacinação de trabalhadores em parceria com o setor privado, Empresas pela Vacinação, a Rappi acabou acusada de discriminação, de mercantilizar a saúde e de adotar práticas antiéticas.
“Pedalar por uma vacina: a cruel proposta Rappi para imunizar trabalhadores colombianos”, afirmou a emissora de rádio AM 750 ao tratar do caso. O jornal “El Tiempo”, de Bogotá, ressaltava que as regras estabelecidas pelo Ministério da Saúde determinavam que “nenhuma pessoa que tenha algum vínculo contratual ou de trabalho em vigor e habite territorial nacional poderá ser excluída” da vacinação.
Em entrevista à BBC News Brasil, o ministro da Saúde e Proteção Social da Colômbia, Fernando Ruiz Gómez, disse ter acionado uma das câmaras empresariais do país, responsável por levantar o dinheiro para a compra das vacinas, para criticar os planos da Rappi e cobrar mudanças.
“A Rappi estava desobedecendo as normas. Comprou (4.000) vacinas para vacinar 2.000 de seus 60 mil empregados, mas e falamos com eles. Ou devolvem as vacinas (ao governo) ou devolvem à câmara ou as doam, mas eles não podem vacinar uns sim e outros, não. Isso significa atender ao princípio de solidariedade e a vacinação de todos os empregados da empresa. Não podem selecionar uns e outros não para serem imunizados. Isso gera privilégios. Ou vacinam todos ou não vacinam ninguém””
As doses compradas pela Rappi seriam aplicadas em parte dos trabalhadores das principais cidades colombianas: Bogotá, Medellín, Cali e Barranquilla.
Para o ministro, a situação acabou servindo de alerta para a possível intenção similar de outras empresas. “Manifestamos nossa surpresa à câmara empresarial e notificamos que não estavam sendo cumpridas as normas legais colombianas. E que. por desrespeitar as normas do ministério, poderiam estar sujeitas a sanções e que era um problema grave para a reputação do setor privado.”
Em comunicado, a Rappi pediu desculpas. “Lamentamos que uma iniciativa pautada pela preocupação decorrente de uma emergência sanitária mundial tenha sido mal interpretada e pedimos desculpas pelo mal-entendido”, disse. Disse ainda que “apoia os entregadores parceiros que estão mais expostos à contaminação e não pertencem ao grupo prioritário na Colômbia”.
As críticas não foram unânimes. O presidente da Associação Colombiana de Infectologia, José Oñate, elogiou à BBC News Brasil a parceria público-privada de vacinação contra a doença que matou mais de 100 mil pessoas no país.
22% dos colombianos receberam pelo menos 1 dose de vacina contra covid
Reuters
“Todas as iniciativas para ampliar e acelerar a vacinação nessa tarefa titânica contra o coronavírus devem ter apoio e respeito. As empresas investem nas vacinas e o dinheiro público fica um pouco mais livre para a compra de ainda mais doses.”
Para Oñate, a Rappi não cometeu erros nos critérios adotados para vacinar entregadores ligados à empresa. “A logística corresponde a cada empresa. E a maior exposição de uma pessoa justifica que ela seja logo vacinada. O plano nacional de vacinação já contemplou as pessoas com maior risco de saúde.”
A compra direta de vacinas pelo setor privado foi tentada em vários países da região, como o Brasil, o México, o Peru e a Argentina. Mas as principais fabricantes de vacina do mundo estabeleceram como regra que não venderiam imunizantes ao setor privado enquanto não atendessem a demanda dos governos.
O Brasil chegou a autorizar a aquisição pelo setor privado, com regras específicas que incluíam doação ao país de parte dos imunizantes comprados, mas isso não saiu do papel justamente por falta de vacinas disponíveis.
No caso da Colômbia, o ministro da Saúde e Proteção Social explicou que houve uma triangulação formal entre governo, empresas e fabricantes com o objetivo de “acelerar” o ritmo de vacinação por meio de um número limitado de doses ao setor privado.
Segundo o ministro, a parceria público-privada envolveu 5.200 empresas e 3,5 milhões das 74 milhões de doses da farmacêutica chinesa Sinovac (fabricante da Coronavac) previstas para o país até o fim do ano. Até o momento, 22% da população colombiana, de quase 50 milhões de pessoas, receberam ao menos 1 dose da vacina. Em comparação, no Brasil essa taxa é de 36% dos 212 milhões de habitantes.
“Como a vacinação na Colômbia começou em fevereiro, depois do Brasil e da Argentina, nosso objetivo, ao conseguir concretizar a aliança com o setor privado, foi acelerar o processo de vacinação.” O montante destinado a pequenas, médias e grandes empresas será totalmente entregue até o fim de julho.
Como no Brasil, a aquisição de vacinas pelo setor privado gerou um debate sobre a eventual desigualdade dessa estratégia, em vez de concentrar todos os esforços no setor público.
Presidente colombiano, Iván Duque, pediu apoio das empresas para tentar acelerar imunização no país
EPA
Em documento divulgado neste ano, a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), braço da ONU nas Américas, defendeu o financiamento público da aquisição de vacinas. Para Jarbas Barbosa, médico sanitarista e epidemiologista brasileiro que atua como diretor-assistente da Opas, a distribuição de vacinas compradas pelo setor privado poderia ampliar ainda mais as desigualdades que a pandemia de coronavírus tem exposto.
Para o ministro colombiano, é muito difícil para o poder público fiscalizar a distribuição dessas vacinas pelas empresas, mas disse que a legislação prevê sanções duras para aquelas que descumprirem as regras acordadas. “Mas além disso há o compromisso e a reputação para que seja respeitado o acordado”.
Questionada pela BBC News Brasil se devolverá ou doará as doses, conforme informado pelo governo colombiano, a Rappi disse: “Estamos totalmente convencidos de que podemos ajudar de alguma maneira. O investimento nas vacinas é um fato e isso não mudará de forma alguma. Se houver alguma alteração na logística e no formato desse apoio, anunciaremos no devido prazo e com transparência para toda a sociedade”.
Em comunicado sobre o episódio, a empresa de entregas afirmou ainda: “Nosso único propósito de participar do ‘Empresas pela Vacinação’ é ajudar a conter o contágio e contribuir para o fortalecimento das estratégias de saúde pública da Colômbia. Temos orgulho de contribuir de alguma forma para voltarmos à normalidade o mais rápido possível nos termos em que a lei nos permitir”.

Fonte: G1 Mundo

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Com proximidade de tempestade tropical, demolição de resto de prédio que desmoronou parcialmente na Flórida deve ser antecipada


Mais dois corpos foram encontrados nos escombros. Equipes de resgate trabalham nos escombros do condomínio Champlain Towers South, em Surfside, em 25 de junho de 2021. Prédio desabou parcialmente no condado de Miami-Dade, na Flórida, nos Estados Unidos.
Gerald Herbert/AP
A demolição do resto do edifício que colapsou parcialmente em Surfside, perto de Miami pode acontecer ainda neste fim de semana, de acordo com autoridades dos Estados Unidos —há receio que uma tempestade tropical, nomeada de Elsa, agrave a situação.
Neste sábado (3) foram encontrados mais dois corpos —até agora, há oficialmente 24 mortos e 124 desaparecidos.
Chega a 22 o número oficial de mortos no desabamento de um prédio na Flórida
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As operações de busca já acontecem há mais de uma semana.
O chefe dos bombeiros, Alan Cominsky, afirmou que a demolição do resto das torres deve acontecer o mais rápido possível, porque se prevê que a tempestade Elsa deve chegar na segunda-feira.
As famílias entendem que isso precisa ser feito, disse a prefeita do condado de Miami Dade, Daniella Levine Cava.
O receio com o resto do complexo fez com que as buscas tivessem sido interrompidas na quinta-feira (depois elas foram retomadas)..
Nenhum sobrevivente foi retirado dos escombros desde as primeiras horas após o colapso, em 24 de junho.
Não se sabe ainda por que o prédio caiu. Um relatório de 2018 apontava que havia deficiências estruturais. Agora, essas são o foco do inquérito que está sendo examinado.
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Fonte: G1 Mundo

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Ao menos 43 pessoas estão desaparecidas após naufrágio de barco com migrantes na costa da Tunísia

Um barco que transportava 127 pessoas naufragou, de acordo com o Crescente Vermelho. Ao menos 43 pessoas estão desaparecidas após o naufrágio, na costa da Tunísia, de um barco que transportava 127 migrantes, anunciou um funcionário do Crescente Vermelho tunisiano neste sábado (3).
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“Foram resgatados 84 migrantes e 43 desapareceram depois que um navio que transportava 127 migrantes naufragou em frente a Zarzis, no sul do país”, disse o diretor do escritório local do Crescente Vermelho tunisiano, Mongi Slim.
A embarcação saiu da costa da Líbia, segundo depoimentos de resgatados obtidos pela ONG.
Um comunicado do Ministério da Defesa da Tunísia indicou que os imigrantes eram de diferentes países, como Bangladesh, Sudão, Eritreia, Egito e Chade.
O número de desaparecidos não foi citado pelo ministério.
Os resgatados têm entre 3 e 40 anos e estavam a bordo de um navio que naufragou na costa de Zarzis, acrescentou.
Segundo testemunhos dos sobreviventes, o navio deixou a costa de Zuara (noroeste da Líbia) “na noite de 28 a 29 de junho” com o objetivo de chegar à Europa.
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Fonte: G1 Mundo

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Incêndio no mar do Golfo do México é apagado depois de cinco horas; empresa investiga causas

A Pemex afirmou que ainda vai investigar melhor a causa do incêndio. De acordo com um relatório obtido pela agência Reuters, a instalação foi atingida por chuvas fortes e uma tempestade elétrica. Initial plugin text
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A Pemex, a empresa de óleo e gás do México, disse na sexta-feira (2) que uma ruptura em um duto aquático no Golfo do México causou um incêndio no mar.
A empresa afirmou que ainda vai investigar melhor a causa do incêndio. De acordo com um relatório obtido pela agência Reuters, a instalação foi atingida por chuvas fortes e uma tempestade elétrica. No entanto, o relatório não foi divulgado oficialmente.
Vazamento de oleoduto provoca incêndio no mar no Golfo do México
A companhia enviou barcos para tentar controlar o fogo com nitrogênio.
De acordo com a empresa, o incidente aconteceu perto da plataforma de Ku Maloob Zaap, e não houve feridos.
O vazamento aconteceu a menos de 150 metros da plataforma de perfuração. Segundo a empresa, o fogo foi controlado depois de cerca de cinco horas.
Por causa do vazamento, houve uma imagem estranha, de chamas de fogo que emergem da água no Golfo do México.
Não se sabe ainda quais os danos ambientais o vazamento vai causar.
Miyoko Sakashita, diretor do Centro de Diversidade Biológica, afirmou que as “assustadoras imagens do Golfo do México mostram ao mundo que extração de petróleo no mar é sujo e perigoso”, e que cenas assim vão continuar a danificar o golfo se exploração de petróleo no mar não for proibida.
Fechamento das válvulas
A Pemex afirmou que vai fechar as válvulas do duto. A empresa já teve outros acidentes em suas instalações.
Angel Carrizales, chefe de segurança da agência reguladora do setor de óleo e gás no México, a Asea, afirmou em uma rede social que o incidente não gerou nenhum vazamento de óleo no mar. Ele não explicou o que estava queimando na superfície da água.
A plataforma de Ku Maloob Zaap é a maior das produtores de óleo cru da Pemex. Dela é retirado 40% dos 1,7 milhão de barris diário.
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Fonte: G1 Mundo

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Vaticano ordena que cardeal demitido por Francisco seja julgado por fraude


Angelo Becciu foi um dos cardeais mais influentes do Vaticano e assessor próximo do papa. Ele é acusado de ter participado no financiamento fraudulento, via empresários italianos, de um edifício de luxo em Londres. Giovanni Angelo Becciu, em 28 de julho de 2018
Andreas Solaro/AFP
O Vaticano anunciou neste sábado (3) a convocação de seu tribunal criminal de dez pessoas, incluindo um influente cardeal, envolvidas no caso de financiamento fraudulento, via empresários italianos, de um edifício de luxo em Londres.
Vaticano anuncia demissão de prefeito da congregação para a causa dos santos
O cardeal Angelo Becciu, 73, que foi um dos cardeais mais influentes do Vaticano e assessor próximo do papa, comparecerá ao tribunal da Santa Sé a partir de 27 de julho, de acordo com um comunicado do Vaticano.
Ele está sendo processado por peculato, abuso de poder e suborno de uma testemunha neste caso, cujos primeiros elementos começaram a aparecer na imprensa italiana em setembro de 2019, quando o Papa Francisco pediu a demissão de Becciu.
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Angelo Becciu era o número 2 na Secretaria de Estado do Vaticano, a administração central da Santa Sé, quando o processo de compra do edifício de Londres começou, em 2014.
Entre os outros réus, consta o suíço René Brüllhart, ex-presidente da Autoridade de Informação Financeira (AIF), o fiscal financeiro da Santa Sé, deve responder por abuso de poder.
Dom Enrico Crasso, ex-administrador dos bens particulares do Secretário de Estado, também será julgado por extorsão e abuso de poder, num suborno de várias centenas de milhões de euros em grande parte do “Obolus de São Pedro”, ou seja , as doações de pessoas físicas ao Vaticano.
Os outros réus são Tommaso Di Ruzza, ex-diretor da AIF; Cecilia Marogna, uma jovem consultora italiana a quem o ex-Secretário de Estado do Vaticano confiou meio milhão de euros em uma conta na Eslovênia; Raffaele Mincione, que supostamente enviou parte dos fundos fraudulentos; o advogado Nicola Squillace; Fabrizio Tirabassi, um ex-funcionário laico sênior do Vaticano, e Gianluigi Torzi, um empresário que supostamente atuou como um intermediário, todos eles presos em maio passado em Londres.
O investimento no centro do escândalo é um edifício no bairro chique de Chelsea, em Londres, com 17 mil m2 transformados em cerca de 50 apartamentos de luxo. A operação pode custar € 200 milhões (cerca de R$ 1,4 bilhões), segundo um jornal italiano. Ao adicionar outros investimentos suspeitos, o dano ao Vaticano pode ser muito maior.
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Fonte: G1 Mundo