Israel acusa Conselho de Direitos Humanos da ONU de apoiar terroristas

As Nações Unidas, 28 fev (EFE).- O embaixador de Israel na ONU acusou nesta quinta-feira o Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas de “estar cego pelo ódio com Israel” e de apoiar um grupo “terrorista assassino”, depois que uma comissão de tal Conselho acusou o país de crimes de guerra contra as manifestações de Gaza.

“Os países do mundo deveriam considerar sua filiação ao Conselho de Direitos Humanos, que apoia uma organização terrorista assassina”, disse em um breve comunicado o diplomata israelense Danny Danon, em referência ao movimento islamita palestino Hamas.

A comissão das Nações Unidas que investiga os ataques de Israel às Grandes Marchas do Retorno realizadas na Faixa de Gaza desde março de 2018, declarou nesta quarta-feira que esses incidentes, nos quais as forças israelenses mataram pelo menos 189 pessoas, podem constituir “crimes de guerra”.

“Há bases razoáveis para acreditar que durante a Grande Marcha do Retorno os soldados israelenses cometeram violações dos direitos humanos e da lei humanitária, em alguns casos constitutivos de crimes de guerra ou contra a humanidade, e devem ser imediatamente investigados por Israel”, afirmou o presidente da comissão, o argentino Santiago Cantón.

Para Danon “este Conselho está cego pelo ódio com Israel e com as Forças de Defesa de Israel e gasta seus recursos e seu tempo em ataques políticos e a estender mentiras”.

A comissão disse ter levado em conta a posição de Israel, que argumentou que os protestos ocultavam “atividades terroristas” por parte de grupos armados palestinos, mas determinou que as manifestações eram principalmente atos civis e “apesar de alguns atos de violência, não constituíram combates ou campanhas militares”.


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