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Combates entre islamistas e exército continuam no sul das Filipinas

Pelo sétimo dia consecutivo, o exército filipino prosseguia com os combates contra a insurreição islâmica nesta segunda-feira (29) em Marawi, cidade de Mindanao, a segunda maior ilha do arquipélago. Cerca de 2 mil civis estão bloqueados, segundo estimativa das autoridades.

Pouco depois do início da batalha contra os homens armados, que afirmam pertencer ao grupo extremista Estado Islâmico, o presidente filipino, Rodrigo Duterte, decretou lei marcial em Mindanao.

A lei permite ao governo usar o exército para missões de ordem pública e autorizaria a detenção sem acusação por longos períodos.

As batalhas nas ruas e o bombardeio incessante de alguns bairros por parte do exército, no entanto, não conseguiram acabar com a crise em Marawi.

Zia Alonto Adiong, porta-voz do governo regional, afirmou ter recebido mensagens de texto com pedidos de ajuda. “Não podem sair porque estão com medo de cair em postos de controle administrados por homens armados”, afirmou.

As autoridades acusam os muçulmanos pela morte de 19 civis, incluindo mulheres e crianças. Além disso, 17 membros das forças de segurança e 61 insurgentes morreram nos combates.

Na manhã de domingo oito corpos foram encontrados sob uma ponte do subúrbio de Marawi.

Myrna Bandung, católica, afirmou à imprensa que estava com as oito pessoas quando elas foram assassinadas. “Não me mataram porque eu soube recitar uma oração muçulmana. Os outros não tiveram tanta sorte”, disse, emocionada.

Bombardeios

O exército anunciou a intensificação da campanha de bombardeios para acabar com a rebelião, o que aumentou a angústia dos civis que permanecem em Marawi.

Ao ser questionado sobre o temor dos civis a respeito dos bombardeios, o porta-voz do exército, general Restituto Padilla, declarou que os bombardeios aéreos serão realizados com precisão.

O general, no entanto, afirmou que bombardeios serão realizados em qualquer área na qual combatentes islamitas permanecem escondidos. Tiroteios foram registrados nesta segunda perto da universidade.

Início dos combates

Os combates de Marawi tiveram início depois de um ataque das forças de segurança contra o suposto esconderijo de Isnilon Hapilon, considerado o chefe do EI nas Filipinas.

Os Estados Unidos consideram Hapilon como um dos terroristas mais perigosos do mundo e oferecem recompensa de cinco milhões de dólares por seu cadáver. Ele também é um dos dirigentes de Abu Sayyaf, grupo islamita especializado em sequestros.

Apesar da ação das forças de segurança, dezenas de combatentes conseguiram evitar os militares e saquear a cidade, onde hastearam bandeiras do EI.

Também sequestraram um padre e 14 fiéis em uma igreja e incendiaram edifícios. Não há notícias sobre o paradeiro dos reféns.

Duterte e os comandantes do exército afirmam que a maioria dos combatentes islamitas pertence ao grupo Maute, que declarou lealdade ao EI. Mas o presidente também acusou os criminosos locais de apoiar o grupo Maute em Marawi.

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Salman Abedi: um extremista de origem líbia movido pela vingança

autor do atentado suicida de Manchester, Salman Abedi, de 22 anos, era um jovem britânico de ascendência Líbia, criado em um contexto familiar extremista e movido por um desejo de vingança, que pode ter sido provocado pela guerra na Síria ou pela morte de um amigo.

Abedi era conhecido pelos Serviços britânicos de Inteligência. O irmão mais novo, Hashem, que foi preso na terça-feira na Líbia, disse às autoridades líbias que pertencia à organização Estado Islâmico (EI).

Salman nasceu em Manchester, a 3ª maior cidade do Reino Unido, que abriga uma grande comunidade líbia.

Seu pai, Ramadan, foi membro do Grupo Islâmico Combatente Líbio (GICL), muito ativo na década de 1990, e hostil ao regime de Muammar Kadhafi, segundo um oficial de segurança líbio.

Perseguido pelo regime de Kadhafi, assim como os outros membros do GICL, Ramadan Abedi encontrou abrigo no Reino Unido, primeiro em Londres e depois em Manchester, onde a família se instalou no modesto bairro de Fallowfield.

Os Abedi frequentavam a mesquita local de Didsbury. Ramadan realizava a pregação e um dos irmãos Abedi, Ismael, de 23 anos, foi voluntário na mesquita. Ismael foi o primeiro detido no Reino Unido pelo atentado.

Salman começou em 2014 os seus estudos de Comércio e Administração na Universidade de Salford, na área metropolitana de Manchester, mas abandonou após um ano

Ele era “muito distante”, disse à AFP um porta-voz da comunidade líbia de Manchester, Mohamed Fadil.

“As pessoas sabiam que ele tinha problemas de comportamento, não era respeitoso ou educado, mas sim introvertido e muito esquisito. Na comunidade dizia-se que ele bebia álcool e fumava erva”, assegurou.

Um amigo apunhalado

“Ouvi a reação de seu pai depois do ataque, ficou enojado e disse ‘não é meu filho'”, assegurou Fadil, que acredita que a radicalização do jovem tenha ocorrido na Líbia.

Um dos motivos de Abedi pode ter sido o desejo de vingança pela morte em maio de 2016 de um amigo que foi apunhalado por um grupo de jovens britânicos, segundo um parente em Trípoli.

“Este incidente despertou uma sensação de repulsa entre os jovens líbios em Manchester e especialmente em Salman, que expressou claramente o seu desejo de vingança”, disse à AFP este parente que agora vive na Líbia.

“Conseguimos acalmar os jovens da vizinhança que se sentiram atingidos como muçulmanos, mas parece que Salman não se esqueceu do caso”, acrescentou.

Segundo os meios de comunicação britânicos, o suposto amigo de Salman, Abdul Wahab Hafidah, foi perseguido e depois assassinado por um grupo de jovens, cujo julgamento está em curso.

Guerra na Síria

Sua irmã Jomana, questionada pelo “Wall Street Journal”, deu outra explicação para sua sede de vingança: “viu crianças – crianças muçulmanas – morrendo no mundo e queria vingá-las”.

“Viu as bombas que os Estados Unidos deixaram cair sobre as crianças na Síria e queria vingá-las”, acrescentou.

Quatro dias antes do atentado, segundo um membro da família que também viveu em Manchester, Salman Abedi estava na Líbia.

“Seu pai queria que ele ficasse na Líbia”, mas “Salman insistiu em voltar a Manchester”, disse, sob anonimato.

Ramadan Abedi retornou para o seu país em 2011 com o objetivo de se juntar aos rebeldes que lutaram contra Kadhafi e acabaram derrubando-o, segundo a imprensa britânica.

De acordo com o jornal de Wall Street, Salman o acompanhou.

Seis anos depois da rebelião, a Líbia se afunda no caos e o grupo Estado Islâmico, que reivindicou o ataque, continua sua implementação no país, apesar dos reveses sofridos recentemente em Sirte, no norte.

fonte: G1

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Nível de alerta para atentado permanece crítico no Reino Unido; polícia prende mais dois suspeitos

A primeira-ministra britânica, Theresa May, disse na quinta-feira (25) que o nível de ameaça terrorista permanecerá em nível crítico. O nível de ameaça foi elevado ao seu nível mais alto pela primeira vez em 10 anos por causa do atentado em Manchester. Oito pessoas já foram presas por suspeita de relação com o ataque.

O estado crítico indica que há a possibilidade de um ataque iminente. “O nível de ameaça, avaliado pelo centro independente de análise de terrorismo, permanecerá crítico e o público deve permanecer vigilante”, disse May após uma reunião do comitê de resposta de emergência do governo, segundo a Reuters. Nesta manhã, um pacote suspeito chegou a mobilizar o esquadrão antibombas, e a rainha Elizabeth visitou feridos no ataque em um hospital infantil.

Novas prisões

O atentado, que foi reivindicado pelo grupo Estado Islâmico, deixou 22 mortos e 64 feridos no final do show de Ariana Grande, que atraiu milhares de crianças e jovens. O suicida, identificado como Salman Abedi, tinha 22 anos, era filho de imigrantes líbios e nasceu em Manchester. Um dos detidos no Reino Unido é irmão de Abedi.

A polícia do Reino Unido informou nesta quinta que prendeu outros dois homens na região metropolitana de Manchester por suspeita de envolvimento com o atentado, subindo para oito o número de detidos no Reino Unido desde o início das investigações. As prisões desta quinta foram classificadas como “significativas”.

Além das oito pessoas detidas em Manchester, o irmão mais novo de Abedi, Hashem Abedi, e o pai do autor do ataque, Ramadan Abedi, foram presos em Trípoli, na Líbia. Hashem planejava um ataque, segundo informou o porta-voz da força líbia que atua contra o terrorismo (Rada).

O governo britânico confirmou na quarta-feira (24) que Salman Abedi estava nos radares do serviço de inteligência britânico e a polícia de Manchester disse que ele fazia parte de uma rede. “Acho que está muito claro que estamos investigando uma rede”, afirmou Ian Hopkins. “E, como eu disse, continua em um ritmo. Há uma investigação extensa acontecendo pela grande Manchester enquanto falamos”.

A ministra britânica do Interior Amber Rudd confirmou que Salman Abedi voltou recentemente da Líbia. Gerard Collomb, do Interior da França, afirmou que ele tinha ligações com o grupo Estado Islâmico e “provavelmente” também visitou a Síria.

Vazamento de informações

A BBC informou que a polícia de Manchester deixou de compartilhar informações com as autoridades dos Estados Unidos após os vazamentos na imprensa de informações sigilosas, de acordo com a agência Efe.

Na quarta-feira (24), o jornal “New York Times” divulgou imagens do local do ataque, que deixou 22 mortos e 64 feridos, entre eles várias crianças, provocou um grande mal-estar entre as autoridades britânicas.

O conselho Nacional de Chefes de Polícia do Reino Unido considerou, em declarações divulgadas hoje pela imprensa local, que “prejudicam as investigações, a confiança das vítimas, dos testemunhas e seus familiares”.

A primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, vai se queixar ao presidente dos EUA, Donald Trump, dos vazamentos de informações, de acordo com a Efe.

Bomba ‘potente e sofisticada’

A bomba detonada no ataque era potente e sofisticada, segundo fotos da polícia britânica reveladas e analisadas nesta quarta pelo jornal “The New York Times”. A análise inicial da bomba, baseada em elementos fotografados e recolhidos na cena do crime, não permitem deduzir a quantidade ou o tipo de explosivo que compunha a carga, mas faz pensar que se tratava de um dispositivo artesanal fabricado depois de uma “profunda reflexão e com cuidado”, segundo o jornal americano.

O periódico publica com exclusividade fotos nas quais são vistos diferentes elementos do explosivo, do detonador a uma bateria, passando por fragmentos de uma mochila azul, pedaços de metal e de parafusos.

Estes elementos, analisados por pessoas especializadas em manejo de explosivos, e que foram consultadas pelo jornal, permitem deduzir que a bomba era “potente, dotada de uma carga ultrarrápida e que o projétil foi colocado com cuidado e metodicamente” para causar o maior dano possível.

Escala em Düsseldorf

A polícia alemã afirmou nesta quinta que Abedi fez uma escala na cidade alemã de Düsseldorf antes do ataque, contradizendo informações divulgadas pela imprensa alemã, segundo a France Presse.

“Segundo as investigações, o suspeito fez uma escala no aeroporto de Düsseldorf para mudar [de avião]. Ele permaneceu um curto período de tempo na zona de trânsito”, indicou a polícia local sem fornecer maiores detalhes sobre a data ou local de chegada do jovem britânico de origem líbia.

O jornal alemão “Focus” havia indicado que os investigadores britânicos da Scotland Yard haviam entrado em contato com as autoridades alemães porque Salman Abedi teria pegado um voo Düsseldorf-Manchester, quatro dias antes do atentado.

fonte:G1

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May irá reclamar com Trump após informações de atentado vazarem em jornal americano

A primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, vai se queixar nesta quinta-feira (25) ao presidente dos EUA, Donald Trump, dos vazamentos de informações sobre o atentado de Manchester. A conversa deve acontecer durante o encontro na cúpula da Otan, em Bruxelas, na Bélgica.

A BBC informou que a polícia de Manchester deixou de compartilhar informações com as autoridades dos Estados Unidos após os vazamentos na imprensa de informações sigilosas, de acordo com a agência Efe.

Na quarta-feira (24), o jornal “New York Times” divulgou imagens do local do ataque, que deixou 22 mortos e 64 feridos, entre eles várias crianças, provocou um grande mal-estar entre as autoridades britânicas.

O conselho Nacional de Chefes de Polícia do Reino Unido considerou, em declarações divulgadas hoje pela imprensa local, que “prejudicam as investigações, a confiança das vítimas, dos testemunhas e seus familiares”, de acordo com a Efe.

O Reino Unido continua em alerta crítico para atentados. O nível de ameaça foi elevado ao seu nível mais alto pela primeira vez em 10 anos por causa do atentado em Manchester. Oito pessoas já foram presas por suspeita de relação com o ataque.

Bomba ‘potente e sofisticada’

A bomba detonada no ataque era potente e sofisticada, segundo fotos da polícia britânica reveladas e analisadas nesta quarta pelo jornal “The New York Times”. A análise inicial da bomba, baseada em elementos fotografados e recolhidos na cena do crime, não permitem deduzir a quantidade ou o tipo de explosivo que compunha a carga, mas faz pensar que se tratava de um dispositivo artesanal fabricado depois de uma “profunda reflexão e com cuidado”, segundo o jornal americano.

O periódico publica com exclusividade fotos nas quais são vistos diferentes elementos do explosivo, do detonador a uma bateria, passando por fragmentos de uma mochila azul, pedaços de metal e de parafusos.

Estes elementos, analisados por pessoas especializadas em manejo de explosivos, e que foram consultadas pelo jornal, permitem deduzir que a bomba era “potente, dotada de uma carga ultrarrápida e que o projétil foi colocado com cuidado e metodicamente” para causar o maior dano possível.

fonte: G1

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Na Alemanha, Obama diz que reforma da saúde foi seu maior legado como presidente

O ex-presidente dos Estados Unidos Barack Obama qualificou nesta quinta-feira (25) a reforma da saúde, conhecida como Obamacare, como o “maior orgulho” em seus oito anos na Casa Branca e lamentou que o avanço esteja “em perigo”.

Durante encontro em Berlim com a chanceler alemã, Angela Merkel, Obama falou sobre a cooperação internacional e fez um apelo: “não podemos nos esconder atrás de muros”.

O ex-presidente participou de um evento organizado pela Igreja Protestante Alemã, em frente ao Portão de Brandemburgo. Segundo o Guardian, os dois líderes responderam a perguntas sobre democracia feitas por um professor, um ator, um assistente social e um estudante.

É a primeira vez que ele vai à Europa após o fim de seu segundo mandato como presidente dos EUA. Em sua fala, Obama disse que o maior feito no cargo foi proporcionar atenção médica universal aos norte-americanos, mas reconheceu que não atingiu o objetivo de alcançar 100% da poplução dos EUA.

“Quando uma pessoa tem um cargo público, deve reconhecer que não conseguirá atingir 100% do que quer. O que é preciso é trabalhar junto com novas pessoas que compartilham seus valores e sua visão para fazer coisas melhores, mas sabendo que não chegará à perfeição”, afirmou Obama, citado pela agência EFE.

“Para 20 milhões de pessoas, a vida agora é melhor”, comentou, referindo-se àqueles que puderam, pela primeira vez, fazer um seguro de saúde nos EUA – país desenvolvido que não oferece cobertura universal na área.

Sem nomear o presidente atual, o republicano Donald Trump, Obama lamentou que os progressos alcançados em seu mandato estejam “em perigo”. Uma das propostas de campanha de Trump, e um de seus objetivos como líder dos EUA é derrubar o Obamacare.

Refugiados

Em sua fala, Obama também ressaltou a importância da luta contra a xenofobia, os nacionalismos, a intolerância e as tendências antidemocráticas. O democrata defendeu que a ajuda humanitária, a resolução de conflitos e a luta contra a mudança climática não são caridade, mas um investimento.

Após lembrar os esforços que realizou durante sua presidência, junto a Merkel, para avançar na paz na Síria, Obama sublinhou a necessidade de reconhecer que “o que ocorre em outros países, na África, na Ásia, na América Latina, tem um impacto em nós”.

Merkel fez referência à crise dos refugiados, quando em 2015 chegaram à Alemanha 890 mil solicitantes de asilo, defendeu sua política de “braços abertos” e sublinhou a solidariedade e a empatia mostrada por milhões de alemães naquele momento.

Como Obama, a chanceler reconheceu a impossibilidade de alcançar 100% das metas políticas, mas destacou a importância de perseguir os objetivos que são considerados valiosos e lembrou a história da Alemanha dividida e reunificada.

“É preciso olhar para frente”, disse Merkel.

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Morador de rua que socorreu vítimas de ataque em Manchester recebe oferta de lugar para viver

Um morador de rua de Manchester foi chamado de “herói” depois de ajudar vítimas do ataque à bomba de segunda-feira em um ginásio da cidade. Ele retirou pregos dos braços e rostos de crianças feridas antes da chegada dos paramédicos.

Chris Parker, de 33 anos, também confortou uma menina de 8 anos gravemente ferida e uma mulher de cerca de 60 anos que morreu em seus braços. Ele disse a jornalistas locais que “não parou de chorar” desde então.

Parker pedia esmola no saguão da Manchester Arena quando ocorreu a explosão – deixando 22 mortos e 64 feridos.

Depois que a notícia sobre suas ações se tornou viral, acabou recebendo uma oferta de moradia, feita por Dave Sullivan, filho de um dirigente do time de futebol West Ham, de Londres.

“Estamos falando com uma organização de caridade e eles vão facilitar isso. Só queria ajudá-lo, fazer algo por ele, já que ele está ajudando tanta gente”, disse Sullivan à rádio BBC 5 Live.

Parker nega, no entanto, que suas ações tenham sido fruto de heroísmo.

“Há muitas pessoas boas em Manchester. Outro dia, uma mulher e um homem gastaram 100 libras (cerca de R$ 420) em equipamento de camping para mim. Não se trata só de receber, mas de dar algo de volta para a comunidade que está me ajudando também”, disse à BBC.

“Pessoas vieram apertar minha mão e me chamar de herói, mas eu não sou herói. Estou fazendo algo que qualquer pessoa faria, especialmente quando há crianças envolvidas e as pessoas estão feridas e precisam de ajuda. Gosto de pensar que qualquer pessoa faria o mesmo.”

Mãe

O paradeiro de Chris Parker surpreendeu sua mãe, Jessica, que não o via pessoalmente havia cinco anos. “Eu não sabia que ele estava sem ter onde morar”, disse à BBC.

Ela viu o filho, que acreditava estar vivendo com a namorada, no noticiário, e está tentando contatá-lo.

“Só quero voltar a entrar em contato, ajudá-lo e dar apoio. Ele teve uma vida problemática, mas, no fundo, tem um coração bom e é muito corajoso.”

Chris disse à BBC que “não tem sido muito esperto com sua saúde”, mas não esclareceu quais são seus “problemas”.

Jessica Parker, que vive em Norfolk, disse que iria a Manchester para procurar pelo filho.

“Eu estou muito preocupada com ele. Quero que ele entre em contato, mas se ele não me quiser lá, tudo bem”, afirmou.

Além da casa que lhe foi oferecida, Parker também deve receber mais de 34 mil libras (cerca de R$ 144 mil) arrecadadas em uma campanha organizada pela internet para ajudá-lo.

fonte: G1

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Campanha eleitoral de Macron foi vítima de hackers russos, diz relatório

campanha eleitoral do candidato social liberal à presidência francesa, Emmanuel Macron, foi hackeada pelo grupo de hackers russos Pawn Storm, segundo um relatório da companhia de segurança informática Trend Micro divulgado pelos meios de comunicação franceses.

O Pawn Storm, mais conhecido como Fancy Bear, é o mesmo grupo que foi acusado de ataques cibernéticos contra a candidata democrata às eleições presidenciais nos Estados Unidos, Hillary Clinton.

O jornal “20 minutes” detalhou que, entre meados de março e meados de abril, o grupo criou quatro nomes de domínios similares aos da equipe de Em Movimento, grupo em torno do qual Macron articulou sua candidatura.

Segundo a empresa japonesa Trend Micro, os hackers tentaram roubar dados pessoais ou de identificação através do envio de e-mails fraudulentos e também tinham como objetivo infectar computadores com vírus.

A equipe de Macron já tinha anunciado em meados de fevereiro ter sofrido “milhares de ciberataques procedentes das fronteiras russas”, e agora disse não estar surpresa pelas conclusões deste relatório.

O diretor da campanha digital do candidato, Mounir Mahjoubi, afirmou à “20 minutes” que nenhuma de suas contas de e-mail foi hackeada e apontou não estar capacitado para poder atribuir a origem destes últimos ataques, os ocorridos entre março e abril.

Macron, de 39 anos, foi líder do primeiro turno das eleições presidenciais de domingo com 24,01% dos votos e enfrentará n segundo turno, marcado para 7 de maio, a ultradireitista Marine Le Pen, que atingiu 21,3%.

Segundo as sondagens, o ex-ministro de Economia e antigo banqueiro tem vantagem nas eleições diante de Le Pen, que durante a campanha do primeiro turno se reuniu em Moscou com o presidente russo, Vladimir Putin.

Na segunda-feira, o Kremlin, acusado de ingerência na campanha eleitoral de França, negou qualquer envolvimento e assegurou que só os franceses devem decidir quem deve ser seu presidente.

Fonte: g1.globo.com

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Submarino americano com mísseis guiados chega à Coreia do Sul

O submarino americano com mísseis guiados que foi enviado à Coreia do Sul chegou ao porto de Busan, sudeste do país, nesta terça-feira (25). A chegada do USS Michigan foi confirmada por Seul, de acordo com as agências Associated Press e Efe.

Uma autoridade da Marinha da Coreia do Sul disse que o submarino fez uma parada de rotina para que a tripulação descanse e o veículo seja reabastecido. Ele não deve participar dos exercícios navais conjuntos entre EUA e Japão que ocorrem na região desde o último domingo.

A chegada do submarino coincide com o exercício com fogo real realizado na Coreia do Norte por ocasião do 85º aniversário da fundação de seu exército. Segundo fontes do governo da Coreia do Sul, citadas pela agência de notícias sul-coreana “Yonhap”, o líder norte-coreano Kim Jong-un teria testado artilharia de longo alcance.

Além do submarino, os EUA enviaram à península da Coreia o porta-aviões americano Carl Vinson, em resposta aos contínuos testes balísticos norte-coreanos.

A embarcação e sua frota de ataque se encontram atualmente realizando exercícios conjuntos estratégicos com tropas japonesas no Pacífico e planejam se aproximar da península da Coreia no final desta semana.

Celebração do 85º aniversário do Exército da Coreia do Norte (Foto: Kyodo/via Reuters)Celebração do 85º aniversário do Exército da Coreia do Norte (Foto: Kyodo/via Reuters)

Celebração do 85º aniversário do Exército da Coreia do Norte (Foto: Kyodo/via Reuters)

Exercício militar na Coreia do Norte

O exercício militar norte-coreano, bem como a comemoração, chegam em um momento de tensão na região por conta dos testes armamentísticos de Pyongyang e o crescente temor que o país asiático realize um novo teste nuclear que aumente a crise com os Estados Unidos.

Fotografias feitas por satélite mostram atividade no centro de testes nucleares de Punggye-ri, na Coreia do Norte, que exibiu há dez dias um grande desfile militar.

Exercícios de EUA e Japão

Dentro dos exercícios navais conjuntos entre EUA e Japão iniciados no domingo, os dois países realizaram nesta terça uma manobra militar que contou com a participação de navios equipados com o sistema antimísseis Aegis, segundo informaram as Forças de Autodefesa do Japão (Exército) em um comunicado.

O navio americano USS Fitzgerald e o navio japonês Chokai tomaram parte no exercício desenvolvido no Mar de Japão e demonstraram sua disposição para responder a possíveis lançamentos de mísseis balísticos norte-coreanos.

As embarcações realizaram uma troca de informações sobre a interceptação de mísseis e de comunicações, detalharam as forças japonesas. O navio dos Estados Unidos está alocado na base naval de Yokosuka, a sudoeste de Tóquio, enquanto que o japonês fica na base de Sasebo, situada em Nagasaki, no sudoeste do arquipélago.

‘Medidas de auto-defesa’

A Coreia do Norte disse na segunda (24) que reforçará suas “medidas nucleares de auto-defesa”, após a ordem de Washington de enviar para a península coreana o porta-aviões Carl Vinson, em resposta ao lançamento de um míssil norte-coreano no início do mês.

As forças armadas da Coreia do Norte “responderão com golpes mortais” e resistirão “qualquer tentativa de guerra total com um ataque nuclear sem piedade”, disse o regime.

‘Todas as opções na mesa’

O presidente americano Donald Trump e vários altos funcionários de sua administração advertiram a Coreia do Norte que “todas as opções estão sobre a mesa” no caso dos programas nuclear e balístico de Pyongyang, incluindo a opção militar.

Trump afirmou na segunda-feira que o Conselho de Segurança da ONU deveria “estar preparado” para impor novas sanções a Pyongyang. A ONU já aprovou seis séries de sanções contra a Coreia do Norte.

China pede cautela

Em um telefonema a Donald Trump nesta segunda-feira, o presidente da China, Xi Jinping, pediu que todos os lados demonstrem cautela. A China é a única aliada da Coreia do Norte, mas tem expressado revolta com seus programas nuclear e de mísseis e frustração com a beligerância do regime.

Pequim, que vem pedindo a desnuclearização da península coreana, está cada vez mais receosa de que a situação saia de controle, levando a uma guerra e ao colapso total de seu vizinho isolado e empobrecido.

Na conversa, Xi disse a Trump que seu país se opõe resolutamente a qualquer ação que contrarie as resoluções do Conselho de Segurança da ONU, segundo o Ministério das Relações Exteriores chinês.

Fonte: g1.globo.com

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Candidatos à presidência da França lamentam tiroteio em Paris

os principais candidatos à presidência da França lamentaram o tiroteio em Paris nessa quinta-feira (20) que deixou dois policiais mortos, além do suspeito de ter realizado o ataque, e declararam apoio à polícia.

A eleição presidencial francesa acontece neste domingo (23) e é uma das mais imprevisíveis dos últimos anos, com quatro candidatos com chances reais de irem ao segundo turno. Após o ataque, o candidato François Fillon, do conservador Republicanos (centro-direita), pediu pela suspensão da campanha, segundo a agência de notícia Reuters.

O candidato e Marine Le Pen, da Frente Nacional (extrema-direita), cancelaram seus eventos de campanha agendados para essa sexta-feira (21)

Émotion et solidarité pour nos forces de l’ordre, à nouveau prises pour cible. MLP

“Emoção e solidariedade para a nossa polícia, mais uma vez alvo”, publicou Le Pen, em sua conta no Twitter.

Ce soir, je veux témoigner toute ma solidarité à l’égard de nos forces de l’ordre.

“Esta noite, quero expressar a minha solidariedade para com as nossas forças de ordem”, publicou o centrista Emmanuel Macron, ex-ministro da Fazenda do atual presidente, François Hollande (Partido Socialista), que rompeu com o governo.

Pensée émue pour les policiers mort et blessés et leurs familles.Les actes terroristes ne seront jamais impunis,les complices jamais oubliés

“Meus pensamentos para os oficiais mortos e feridos e suas famílias. Atos terroristas nunca ficarão impunes, e jamais esqueceremos dos cúmplices”, disse Jean-Luc Mélenchon, do movimento França Insubmissa (extrema-esquerda).

Hommage aux forces de l’ordre qui donnent leur vie pour protéger les nôtres.

“Homenagem à polícia, que dá sua vida para proteger as nossas”, afirmou Fillon, também na rede social.

Mes pensées vont au policier tué, à ses collègues blessés. Soutien total aux forces de l’ordre contre le terrorisme.

“Meus pensamentos vão para o policial morto, seus colegas feridos. Todo meu apoio para a as forças contra o terrorismo”, escreveu Benoît Hamon, do Partido Socialista (ou PS, centro-esquerda).

Herdeira do patriarca da extrema direita francesa, Jean-Marie Le Pen, Marine Le Pen divide a liderança das pesquisas com Macron, em empate técnico, com 22% a 24% das intenções de voto, embora tenha registrado leve queda nas pesquisas na reta final da campanha.

A vantagem de Macron e Le Pen é pequena em relação a Mélenchon e Fillon, também em empate técnico e que alternam a terceira colocação, com 18% a 20% dos votos.

Ou seja, todas as combinações são possíveis para o segundo turno, inclusive uma disputa final entre os dois “extremos”: Le Pen e Mélenchon.

Fonte: g1.globo.com

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Protestos e mortes: o que está por tras do agravamento da crise na Venezuela?

A crescente crise entre governo e oposição aumentou a tensão na Venezuela, que vem enfrentando protestos violentos nas últimas semanas.

Na quarta-feira (19), uma grande mobilização – chamada de “mãe de todas as manifestações” – convocada pelos opositores contra a gestão Nicolás Maduro teve confrontos que deixaram pelo menos duas pessoas mortas e mais de 50 feridas. Desde o início do mês, cinco mortes foram registradas, além de centenas de prisões.

A crise governamental é agravada pela situação econômica do país – em seu relatório mais recente, o FMI (Fundo Monetário Internacional afirmou que a Venezuela “continua imersa em uma profunda crise econômica”, com o desemprego em alta e uma recessão que já dura três anos.

A seguir, a BBC Brasil responde a quatro perguntas sobre o que está por trás do agravamento da crise.

1. Por que a Venezuela está tão dividida?

A Venezuela está dividida entre os chamados chavistas – como são conhecidos os apoiadores das políticas socialistas do ex-presidente Hugo Chávez -, e os opositores, que esperam o fim dos 18 anos de poder do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV).

Depois da morte de Chávez, em 2013, Nicolás Maduro, também integrante do PSUV, foi eleito presidente com a promessa de dar continuidade às políticas do antecessor.

Os chavistas elogiam os dois por usarem as riquezas petrolíferas da Venezuela para reduzir a desigualdade e tirar muitos venezuelanos da pobreza.

Em contrapartida, a oposição diz que desde que o PSUV assumiu o poder, em 1999, o partido socialista corroeu as instituições democráticas e fez uma má administração da economia.

Já os chavistas acusam a oposição de ser elitista e de explorar os venezuelanos mais pobres para aumentar suas riquezas.

Eles também afirmam que os líderes da oposição trabalham em favor dos Estados Unidos, um país com o qual a Venezuela teve as relações estremecidas.

2. Por que a popularidade de Maduro está em queda?

Maduro não foi capaz de inspirar os chavistas da mesma forma que seu predecessor.

Além disso, o governo dele também foi afetado pela queda nos preços do petróleo – responsável por cerca de 95% do lucro com exportações e usado para financiar alguns dos generosos programas sociais do governo que, de acordo com dados oficiais, garantiram moradia a mais de um milhão de venezuelanos pobres.

A redução da receita com o petróleo forçou o governo a diminuir alguns programas sociais, o que levou à perda de apoio entre os principais aliados.

3. Se as divisões são antigas, o que provocou as novas tensões?

Uma série de eventos fez aumentar as tensões entre o governo e a oposição, levando a população a voltar a protestar nas ruas.

O principal deles foi em 29 de março, quando a Suprema Corte do país anunciou que estava assumindo os poderes da Assembleia Nacional, controlada pela oposição.

Segundo os opositores, a determinação ameaçava a divisão de poderes no país e aproxima a Venezuela de um governo unilateral liderado por Nicolás Maduro.

A corte afirma que a Assembleia Nacional ignorou decisões anteriores da Suprema Corte e estaria em desacato.

Embora a Suprema Corte tenha revertido sua decisão apenas três dias depois, a desconfiança com relação ao tribunal não diminuiu.

Outro fator que contribuiu para o descontentamento dos oposicionistas foi a decisão da Controladoria-Geral da Venezuela de determinar a cassação, por 15 anos, dos direitos políticos de Henrique Caprilles, um dos principais nomes da oposição no país.

Caprilles perdeu as eleições para Maduro em 2013, por uma pequena diferença de votos, e seria um provável candidato no pleito presidencial de 2018.

A inelegibilidade dele até 2032 tira da oposição um de seus líderes de maior visibilidade e experiência.

4. O que quer a oposição?

Os oposicionistas têm quatro demandas principais:

– A saída dos juízes da Suprema Corte que determinaram a perda dos direitos da Assembleia Nacional em 29 de março;

– A realização de eleições gerais ainda neste ano;

– A criação de um “canal humanitário” para permitir que medicamentos sejam importados para suprir a grave escassez na Venezuela;

– A libertação de todos os “presos políticos”.

Fonte: g1.globo.com