Popularidade de Macron sobe mesmo com continuação de protestos, mostra pesquisa

A popularidade do presidente da França, Emmanuel Macron, recuperou-se em janeiro, mostra uma pesquisa divulgada nesta terça-feira (8), depois que seu governo fez uma série de concessões para encerrar uma onda de protestos dos chamados “coletes amarelos” contra o alto custo de vida.

As manifestações que agitaram a França a partir de novembro contribuíram para retrair ainda mais a aprovação de Macron no final do ano passado, com sua popularidade caindo a mínimas recordes em meio aos protestos que começaram com a insatisfação contra taxas de combustíveis.

As taxas foram revogadas no início de dezembro, e desde então Macron concedeu outras medidas para apaziguar os protestos, entre elas o aumento de salários para os mais pobres.

Após dois meses seguidos de queda, a taxa de aprovação do presidente de 41 anos saltou 5 pontos percentuais, para 28 por cento em janeiro, na comparação com o mês anterior, segundo a pesquisa Ifop-Fiducial feita para a revista Paris Match e a Sud Radio.

Outras pesquisas recentes também mostraram uma melhora na popularidade de Macron no fim de dezembro, embora menor.

A pesquisa do instituto Ifop foi feita com 1.014 pessoas entre os dias 3 e 4 de janeiro, antes das mais recentes passeatas, no último sábado, quando manifestantes incendiaram motocicletas e montaram barricadas em chamas em Paris.

O governo francês tem endurecido, e disse que iria reprimir com mais rigor os protestos não comunicados e a violência ligada às manifestações.

O comparecimento aos protestos por toda França ganhou força no último fim de semana, depois de perderem fôlego durante as festas de fim de ano.

Os entrevistados pelo Ifop disseram que o maior êxito de Macron tem sido a defesa dos interesses da França fora do país, mas apenas 19 por cento respondeu acreditar que ele entende as preocupações do eleitor. Enquanto isso, 30 por cento aprovaram suas políticas econômicas.

Eleito em meados de 2017 com uma plataforma de liberalização da economia, Macron tem prometido levar adiante seu programa de reformas e reestruturação das instituições francesas, apesar da crise com os “coletes amarelos”.


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