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Viaduto que desabou na Itália precisará ser totalmente demolido, diz governo 9

O vice-ministro de Infraestrutura e Transportes da Itália, Edoardo Rixi, afirmou nesta terça-feira (14) que após o desabamento de parte de uma ponte na cidade de Gênova, no norte da Itália, o viaduto inteiro precisará ser demolido. “Uma ponte como esta não desmoronaria por um raio, nem por uma tempestade. Os culpados devem ser encontrados”, afirmou Rixi.

Até agora, o número de mortos no desabamento chegou a 26, e outras 14 pessoas estão feridas –mais cedo, autoridades chegaram a confirmar que o número de mortos chegou a 35. Outras dez pessoas estão desaparecidas. Acredita-se que 30 carros e três veículos de grande porte estavam sobre a ponte no momento da queda. Rixi disse ainda que, com a demolição do viaduto, a região toda será bastante afetada, com “graves repercussões no trânsito e causando problemas para os cidadãos e as empresas da cidade”.

A ponte foi construída na década de 1960 e liga a estrada A10, na fronteira da França, com a A7, que segue para Milão. O viaduto Polcevera, que passa a cem metros de altura sobre rio de mesmo nome, tem mais de um quilômetro de extensão. Além das águas, estão abaixo da construção linhas de trem, edifícios e ruas. A ponte também é conhecida como Morandi, em homenagem ao construtor. A via está próxima do aeroporto local.

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Algumas testemunhas que estavam perto da ponte antes do colapso afirmam ter visto “um raio atingir a ponte”. “Foi logo depois das 11h30 quando vimos o raio atingir a ponte”, disse um homem identificado como Pietro M. para a imprensa italiana. A Defesa Civil não confirma a hipótese. Especialistas consultados pelo UOL afirmam que um raio sozinho não causaria o acidente.

Uma seção de 200 metros da ponte, incluindo uma torre que ancorava vários apoios, desabou, lançando grandes placas de concreto reforçado dentro do leito de um rio.

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