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Mãe que se acorrentou em hospital por cirurgia do filho desabafa após saber que procedimento não será possível: ‘Eu tentei o melhor’

Mãe que se acorrentou em hospital diz que filho não deve passar por cirurgia
O menino Kauan não deve mais passar por uma cirurgia cardíaca em São Paulo. A informação foi confirmada pela mãe da criança, Laise Sousa, nesta sexta-feira (2). Em uma rede social, ela desabafou sobre a situação e disse sentir como se tivesse lutado tanto para “morrer na praia”.
“Mas Deus sabe que eu tentei o melhor. O risco dele, se mexer nele e ele morrer, é muito alto. Então, não dá para fazer nada por ele”, lamentou a mãe em um vídeo nas redes sociais.
No caso mais recente da luta da mãe pelo procedimento do filho, ela se acorrentou na porta do Hospital Geral de Palmas (HGP). No mesmo dia, deixou o local e se acorrentou em frente ao Ministério Público, pedindo a transferência do filho. A família é de Paraíso do Tocantins, na região central. O caso se arrasta desde 2024, quando Laise pediu o tratamento fora de domicílio (entenda o caso abaixo).
Em seguida, a família conseguiu a transferência na última semana. Na capital paulista, o menino passou por uma bateria de exames após ser recebido no hospital. Porém, em vídeo publicado nas redes sociais na tarde desta sexta-feira (2), a mãe contou que os médicos realizaram uma reunião e informaram que não há indicação para a cirurgia.
A criança precisaria de uma cirurgia chamada Fontan, um procedimento indicado para pacientes que nascem com apenas um ventrículo funcional no coração.
Conforme a mãe, a equipe médica informou que não há o que fazer e que mãe e filho devem retornar ao Tocantins. Ela afirmou que a prioridade agora é dar conforto ao filho.
“Entender e aceitar. Entender um diagnóstico desse não é fácil. E saber que ele vai ficar em casa agora e, quando Deus quiser levar ele, Deus vai, né? Na hora dele.”
Em nota, o Hospital da Criança e Maternidade de São José do Rio Preto informou que “após avaliação do paciente, a equipe médica prestou todos os esclarecimentos à família do mesmo”. Também afirmou que a instituição está impossibilitada, por lei, de informar, comentar ou compartilhar qualquer dado ou circunstância que envolva o paciente e possa expor dados sobre ele.
Laise Sousa e Kauan
Reprodução
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Relembre o caso
A família é de Paraíso do Tocantins, que fica a cerca de 60 km de Palmas. O caso se arrasta desde 2024, quando Laise pediu o tratamento fora de domicílio. Em julho de 2025, a Justiça determinou que o Estado transferisse a criança para o Hospital da Criança e Maternidade de São José do Rio Preto, por meio de UTI aérea, com direito a um acompanhante e ao custeio da estadia.
Um ano depois, a Justiça expediu uma nova decisão, bloqueando o valor necessário para a realização da cirurgia.
Laise se acorrentou ao portão do HGP na manhã do dia 9 de setembro. No mesmo dia, ela deixou o local e se acorrentou em frente ao Ministério Público, pedindo a transferência do filho.
Na época, a Secretaria Estadual de Saúde informou que o paciente havia sido acompanhado no Hospital Municipal de Araguaína e que, após as avaliações médicas, foi apontado que a cirurgia de Fontan seria contraindicada no caso dele, devido às condições clínicas da criança, que apresentava comprometimento dos acessos vasculares e fragilidade clínica.
No dia 12 de setembro de 2026, o Estado informou que a transferência do paciente estava liberada e aguardava o aceite da unidade de destino, em São Paulo. Kauan foi transferido para São Paulo 14 dias depois.
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Fonte: G1 Tocantins