‘Vou avisar para vocês que eu vim para bagunçar’, avisou DJ neste sábado. Show teve muitos celulares para cima e pirotecnias mais aplaudidas do que músicas. Público ‘ilumina’ a Cidade do Rock com celulares no show do Alok
Nenhum show até agora teve tantos celulares para cima por tanto tempo quanto o de Alok neste sábado (3) de Rock in Rio. Não bastava estar no show do Alok: você tem que transmitir ao vivo no Instagram o show do Alok ou postar vídeos do show do Alok. Faz parte da experiência.
O DJ goiano de 31 anos foi a primeira atração confirmada desta edição do festival e abriu o Palco Mundo, em noite a ser fechada por Post Malone. O começo foi pontualmente às 18h, com vários trechinhos dos inegáveis hits do artista, que se repetiriam em versões maiores no decorrer da apresentação.
Alok ‘incendeia’ Palco Mundo com pirotecnia e efeitos visuais
No show do Lollapalooza, em março, ele afirmou ao g1 que tinha usado a maior quantidade de lasers já presente em um show. Agora, contou ao Gshow que a apresentação desta noite tinha “uma estrutura de luz nunca utilizada no Brasil”.
Nenhuma das músicas foi tão aplaudida quanto as labaredas de fogo, os lasers, jogos de luzes e demais pirotecnias. O “cenário multidimensional” foi criado por Alexander Hesse, designer responsável pelo visual de apresentações do grupo Swedish House Mafia.
As abaixadas de volume para que a plateia cantasse o refrão de “Hear me now” mostraram, porém, o potencial do pop eletrônico de Alok.
Alok se apresenta no Rock in Rio 2022
Stephanie Rodrigues/g1
Outra do repertório próprio, “Ilusão (Cracolândia)” não foi tão cantada. Alok disse que ela não estava prevista no setlist e que tocaria só porque foi muito pedida. No set divulgado antes, no entanto, ela estava lá. Foi uma pena Alok não ter chamado um dos cantores e autores da música, MC Hariel, atração do Palco Sunset três horas antes.
“Vou avisar para vocês que eu vim para bagunçar”, avisou, ainda no começo. “Tira o pé do chão e vai”, pediu, sendo atendido. Mais tarde, comentou que estava transformando o Rock in Rio em um rave. Em outra parte, pediu que os fãs levantassem e abaixassem o celular. “Vai valer a pena. Vamos fazer história?”, conclamou. O efeito da coreografia, de fato, ficou bem bonito.
Alok abre o Palco Mundo na segunda noite de Rock in Rio
Stephanie Rodrigues/g1
Atual quarto melhor DJ do mundo, de acordo com o ranking da revista “DJ Mag” liderado por David Guetta, ele continua fazendo um show playlist muito celebrado pelo público. Em algumas partes, as músicas do setlist raramente passam um minuto, em uma colagem escalafobética que agradou principalmente o público sub-25.
Embora diga que cada show seja uma experiência diferente criada especificamente para cada ocasião, ele repete muitos dos expedientes de outros eventos, como tocar o meu riff inicial de “Sweet Child o’ Mine”, do Guns N’ Roses, ou o refrão de “Set fire to the rain”, da Adele.
Tal qual fez em shows mais recentes, Alok tirou do set parte das músicas que o duo americano Sevenn diz terem sido lançadas sem crédito nem pagamento em uma denúncia publicada pela revista ‘Billboard’ no começo desse ano, que Alok nega.
Alok abre o Palco Mundo na segunda noite de Rock in Rio
Stephanie Rodrigues/g1
No fim de 2021, os shows do DJ do brasileiro tinham uma parte dedicada a faixas em disputa. Mas a grande ausência foi “Um Ratito”, maior lançamento recente de Alok, com o vocal da ex-BBB Juliette (essa teve o crédito de coautoria do Sevenn, mas eles alegam que não houve autorização para o lançamento).
A Justiça ainda analisa o caso. Em entrevista ao g1, ele disse que “Un Ratito” não combina com o set pensado para um palco de eletrônica. A música combinaria com o Palco Mundo do Rock in Rio e seria impactante para o festival ter a presença de Juliette. Uma pena.
Fonte: G1 Entretenimento