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É #FAKE que Kleber Mendonça Filho, diretor de ‘O agente secreto’, seja banqueiro ou ‘sócio’ da Havaianas


Kleber Mendonça não é banqueiro, nem sócio da Havaianas
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Circula nas redes sociais uma publicação afirmando que Kleber Mendonça Filho, diretor do filme “O agente secreto”, seria dono de um banco e sócio da Alpargatas, empresa que controla a marca Havaianas. É #FAKE.
selo fake
g1
Veja respostas a estas 3 perguntas:
O que diz a publicação?
Por que isso é mentira?
Como ‘O agente secreto’ foi financiado?
🛑 O que diz a publicação?
Publicado nesta segunda-feira (12) no Instagram, onde já acumulou mais de 1,8 mil curtidas, o post diz: “É muito doloroso ver um colega de trabalho aceitar propina para defender assassinos psicopatas e ladrões do dinheiro do povo”.
O vídeo que acompanha o conteúdo mostra um homem falando diretamente para a câmara: “Essa corja artística, repleta de vagabundos, ela manipula hoje em dia a cabeça só dos ignorantes no Brasil. Porque, hoje, a gente tem as redes sociais para desmascarar gente como Wagner Moura. Vale a gente falar que o filme dele [‘O agente secreto’] ganhou R$ 7,5 milhões do governo Lula, como está trazendo o Plano News, e que também o diretor do filme dele é dono do banco, né? É dono de um banco, que é dono também de uma holding de quem? Havaianas, que fez a propaganda também com a esquerdista cara de pau, Fernanda Torres”.
Sobre o vídeo, aparece também uma caixa de texto com a seguinte mensagem: “Lei Rouanet do Lula paga milhões a essa galera de esquerda”.
Mas isso tudo é mentira. “O agente secreto” não foi financiado pela Lei Rouanet, uma vez que ela não pode ser usada para longas-metragens. Principal mecanismo de fomento à cultura do Brasil, ela criada em 1991 para autorizar produtores a buscarem investimentos privados seus projetos. Além disso, Kleber Mendonça Filho não é banqueiro nem está no quadro de sócios da Alpargatas, empresa que controla a Havaianas (leia todos os detalhes abaixo).
A publicação viralizou uma depois de “O agente secreto” ganhar o Globo de Ouro de melhor filme em língua não inglesa. Na cerimônia, Wagner Moura ficou com o prêmio de melhor ator em filme de drama.
No final de 2025, a Havaianas esteve no centro de uma discussão política desencadeada por uma campanha de Ano-Novo estrelada por Fernanda Torres. No vídeo, a atriz diz: “Desculpas, mas eu não quero que você comece 2026 com o pé direito. Não é nada contra a sorte, mas vamos combinar que sorte não depende de você. Depende da sorte. O que eu desejo é que você comece o ano novo com os dois pés”.
Nas redes sociais, apoiadores de direita acusaram a marca de misturar publicidade com ideologia política e de adotar um suposto viés de esquerda.
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⚠️ Por que isso é mentira?
Procurada pelo Fato ou Fake, a assessoria de imprensa de Kleber Mendonça Filho afirmou: “O conteúdo é falso. O Kleber não é dono de nenhum banco e também não é sócio de nenhuma empresa relacionada à Havaianas”.
O Fato ou Fake consultou a base de dados CruzaGrafos, da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) para pesquisar empresas de propriedade do diretor. A única que consta com cadastro ativo é a produtora Cinemascópio Produções Cinematográficas e Artísticas LTDA.
O Fato ou Fake também procurou informações disponibilizadas publicamente na seção “Acordo de Acionistas” do site da Alpargatas.
O documento mostra que o conselho de administração da companhia é composto por indicados das famílias Setubal, Vilella e Moreira Salles, acionistas majoritários da holding: 29,72% do capital social da companhia pertence à Itaúsa S.A (das famílias Setubal e Villela) e 34,70% à BW Gestão de Investimentos Ltda. (da família Moreira Salles). Não há qualquer menção ao nome de Kleber Mendonça Filho.
Procurado para esclarecer as fontes de financiamento do filme, o Ministério da Cultura enviou o seguinte e-mail: “‘O agente secreto’ não tem Lei Rouanet. A Lei Rouanet não financia longas-metragens, somente curtas e médias. A produção ‘O agente secreto’ contou com investimento de R$ 7,5 milhões do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA) para sua realização e R$ 750 mil para a etapa de comercialização”.
A pasta ressalta que o FSA tem por objetivo fomentar obras audiovisuais no país. A verba do fundo vem de contribuições do próprio setor audiovisual. Entre elas, estão a Contribuição para o Desenvolvimento da Indústria Cinematográfica Nacional (Condecine), taxa paga por emissoras de TV e exibidores, entre outros; valores provenientes do Fundo de Fiscalização das Telecomunicações (Fistel); e receitas associadas a concessões.
A gestão do FSA cabe à Agência Nacional do Cinema (Ancine), e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico Social (BNDES) atua como agente financeiro responsável pela operacionalização dos recursos.
“O agente secreto” não é o único filme brasileiro que usou esse aporte. A Relação de Projetos Selecionados, disponibilizada para consulta pública no site da Ancine, lista 1,4 mil obras contempladas desde 2008 e dos mais variados gêneros, como “Tropa de elite 2” (2010) e “Minha mãe é uma peça 3” (2019).
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▶️ Como ‘O agente secreto’ foi financiado?
A produção do filme teve um orçamento de R$ 28 milhõe,s em investimentos vindos do Brasil, da Holanda, da Alemanha e da França. Deste montante:
R$ 13,5 milhões são de origem nacional (com R$ 7,5 milhões oriundos do FSA e R$ 6 milhões vindos de aportes privados);
e R$ 14,5 milhões são de produtoras francesas (MK Productions, One Two Films, Arte France Cinéma), holandesa (Lemming Film) e alemã (One Two Films).
Houve também investimentos de cerca de R$ 4 milhões para lançamento e divulgação:
R$ 750 mil vieram do FSA;
e R$ 3 milhões vieram da Lei do Audiovisual, que permite a pessoas físicas e jurídicas destinarem parte do Imposto de Renda a obras audiovisuais, selecionadas pela Ancine, por meio de patrocínio – em troca, elas têm até 6% de isenção.
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Kleber Mendonça não é banqueiro, nem sócio da Havaianas
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Fonte: G1 Entretenimento

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Single de Alcione com sons do Amapá é ação de marketing para promover o enredo da Mangueira no Carnaval 2026


Alcione lança o single ‘Marabaixo – Tradição do Amapá’ com pot-pourri de músicas identificadas com a Amazônia Negra
Matheus Porto / Divulgação
♫ CRÍTICA DE SINGLE
Título: Marabaixo – Tradição do Amapá
Artista: Alcione
Cotação: ★ ★ ★ 1/2
♬ Embora Alcione seja cantora identificada com a cadência bonita do samba e com a sofrência das baladas românticas em que personifica lobas e mulheres traídas, a discografia da artista – sobretudo a obra fonográfica registrada por Alcione na gravadora RCA / BMG-Ariola entre 1982 e 1996 – é marcada por salutar diversidade rítmica. A Marrom já gravou xotes, baiões, maracatus, lambadas e, claro, as toadas de bumba-meu-boi do Maranhão natal.
Single lançado hoje, 16 de janeiro, “Marabaixo – Tradição do Amapá” sintoniza essa diversidade, mas soa como ação de marketing da cantora para promover o enredo da escola de samba Mangueira no Carnaval de 2026. É que a agremiação carioca celebra a ancestralidade afro-indígena do Norte do Brasil com o enredo “Mestre Sacaca do Encanto Tucuju – O guardião da Amazônia negra”, patrocinado pelo Governo do Amapá.
Com a inigualável voz grave, bem tratada no estúdio carioca Play Record, a artista segue o ritmo do Amapá, em especial do marabaixo, ao cantar pot-pourri que encadeia as músicas “A beleza da arte que emana” (Enrico Di Miceli e Joãozinho Gomes), “Mão de couro” (Val Milhomem e Joãozinho Gomes), “Aonde tu vai, rapaz?” (Raimundo Ladislau), “Rosa branca Açucena” (tema tradicional de domínio público), “Meu sarrilho é dobrador” (tema tradicional de domínio público), “Vaca malhada” (tema tradicional de domínio público), “No marabaixo é assim” (Wendel Uchôa e Marcus Paes), “O meu quilombo” (Adelson Preto) e “Eu caio, eu caio” (tema tradicional de domínio público).
Com produção musical e arranjo do músico amapaense Alan Gomes, criado e captado no Amapá, o single de Alcione é embasado pela percussão tradicional da caixa de marabaixo tocada por Nena Silva, integrante do quilombo do Curiaú.
O marabaixo é manifestação cultural afro-brasileira do Amapá que junta música, dança e ritos do catolicismo com a herança africana. Trazida para a Amazônia por negros escravizados, essa manifestação tem origem que remonta ao tempo dos porões dos navios negreiros, unindo lamento e resistência. O nome ‘marabaixo’ deriva de ‘mar acima, mar abaixo’, expressão que evocava o balanço dos navios na correnteza provocada pela diáspora africana.
Como Alcione é cantora popular em todo o Brasil, o single “Marabaixo – Tradição do Amapá” é importante para difundir essa rica cultura da Amazônia negra, mesmo que a boa gravação seja a rigor uma ação de marketing orquestrada pelo governo do Amapá para promover o enredo da Mangueira no Carnaval de 2026.
Capa do single ‘Marabaixo – Tradição do Amapá’ , de Alcione
Matheus Porto

Fonte: G1 Entretenimento

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Duda Beat termina namoro com seu produtor musical, Tomás Tróia, após 9 anos


A cantora Duda Beat anunciou nas redes sociais nesta sexta-feira (16) que terminou seu relacionamento de 9 anos com seu produtor musical, Tomás Tróia.
“Tomás e eu não somos mais um casal. Seguiremos cultivando uma relação de amizade construída ao longo de mais de 20 anos, e também continuaremos trabalhando e criando juntos, como parceiros na música. O sentimento não terminou, apenas se transformou”, escreveu a artista (veja o post mais abaixo).
Tomás foi um dos produtores do primeiro álbum de Duda Beat, “Sinto muito” (2018). A produção gerou o sucesso “Bichinho”, que ainda hoje é uma das músicas mais conhecidas a cantora. Ele também participou do segundo álbum, “Te amo lá fora” (2021).
Duda Beat termina relacionamento com seu produtor musical, Tomás Tróia, após 9 anos
Reprodução/Instagram

Fonte: G1 Entretenimento

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Ivete Sangalo ‘desce ladeira’ e apela com ‘Vampirinha’, música ruim, para se manter em alta no Carnaval de 2026


Capa do single ‘Vampirinha’, de Ivete Sangalo
Divulgação
♫ CRÍTICA DE SINGLE
Título: Vampirinha
Artista: Ivete Sangalo
Cotação: ★
♬ Assim que Ivete Sangalo apresentou a música “Vampirinha” em shows, alguns seguidores da artista foram direto ao ponto em comentários na internet. “Podre” e “Horrível” foram alguns adjetivos recorrentes nas avaliações dos ouvintes. E, não, não há exagero e tampouco hate nessas opiniões.
Composição de autoria creditada a Jnr Beats, Luciano Chaves, Samir Trindade e à própria Ivete Sangalo, “Vampirinha” é música ruim, muito aquém do repertório desta cantora baiana que legou hits memoráveis para o Carnaval quando tinha a discografia voltada para o gênero rotulado genericamente como axé music.
Ouvir o registro fonográfico oficial de “Vampirinha” – em single gravado ao vivo e disponível desde segunda-feira, 12 de janeiro – é comprovar a pobreza dessa música assentada sobre base de pagodão baiano e com batidas criadas por Jnr Beats, o produtor musical alagoano que ganhou notoriedade em 2025 com o sucesso do remix de “Febre”, música de Liniker, em ritmo de arrocha.
Com versos de duplo sentido, o que fez com que “Vampirinha” já ganhasse imediatas versões na cadência do forró, a letra é populista, apelativa.
É fato que maliciosos versos de duplo sentido se afinam com a sensualidade do Carnaval e estão presentes nas marchinhas desde que o samba é samba. Contudo, ouvir Ivete Sangalo dar voz a versos como “Vou te chupar / Chupar teu pescoço / Te chupar todinho / Chupar, chupar, chupar com gosto” deixa a impressão de que a cantora de sucessos foliões aliciantes como “O mundo vai” (Ivete Sangalo, Gigi, Ramon Cruz, Samir Trindade, Radamés Venâncio e Tierry Coringa, 2020) desce ladeira para tentar se manter em alta nas playlists do Carnaval de 2026.
E o pior é que, a julgar pelo sucesso de “Macetando” (Ivete Sangalo, Samir Trindade e Luciano Chaves) no Carnaval de 2024, outra música muito aquém do histórico folião da cantora, “Vampirinha” pode satisfazer as ambições e expectativas de Ivete Sangalo.
De toda forma, precavida, a cantora dispara munição dupla. Reeditando a parceria com Xanddy Harmomia feita cinco anos atrás em “Tá solteira, mas não tá sozinha”, sucesso do Carnaval de 2021, a artista também lança o single “Oxente, é o verão”, festivo pagode baiano gravado ao vivo por Ivete em feat com Xanddy.
Com versos convidativos, mas sem a apelação de “Vampirinha”, a letra da composição de autoria creditada a Indy, Ivete Sangalo, Lari Tavares, Luana Matos e Luciano Chaves chama o povo para ir para a rua curtir o verão, estação da folia e de clima quente como os hits de Ivete, cantora que já teve Carnavais animados com músicas de maior qualidade.

Fonte: G1 Entretenimento

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Wagner Moura sobre o desafio em ser pai de três meninos adolescentes: ‘É uma aventura’


“Emoção arretada”, diz Wagner Moura sobre prêmios no Globo de Ouro
O ator Wagner Moura participou do programa “The Drew Barrymore Show” e falou sobre o desafio de ser pai de três adolescentes. Wagner é casado com Sandra Delgado há 25 anos, e eles têm três filhos: Bem, de 19 anos, Salvador, de 15, e José, de 13.
O ator Wagner Moura participou do programa “The Drew Barrymore Show” e falou sobre o desafio de ser pai de três adolescentes.
Reprodução/Instagram
“Ser pai é o que define principalmente a minha vida. Ser artista também, mas ser pai está acima de tudo. E é uma aventura. Você comete erros, diz coisas que não deveria ter dito, toma decisões que não deveria ter tomado. O que aprendi é que temos de nos perdoar”, afirmou o vencedor do Globo de Ouro.
Wagner contou a Drew Barrymore que foi pai jovem. “Eu tinha apenas 29 para 30 anos quando fui pai”, explicou. “Em anos masculinos isso é tipo 12 anos”, brincou a apresentadora.
Durante a conversa, Drew comentou que as mulheres amadurecem mais cedo que os homens, e Wagner concordou. “Eu vejo meus filhos com as namoradas, e eles são meio ogros, e elas ficam tipo: ‘Que bobão’”, disse.

Fonte: G1 Entretenimento

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Julio Iglesias nega acusações de abuso sexual e diz que são ‘absolutamente falsas’

O cantor Julio Iglesias negou, nesta sexta-feira (16), as acusações de que teria abusado sexualmente de duas ex-funcionárias, classificando as denúncias como “absolutamente falsas”.
Reportagens publicadas no início da semana afirmaram que Iglesias teria agredido sexual e fisicamente duas mulheres que trabalharam em suas residências na República Dominicana e nas Bahamas entre janeiro e outubro de 2021. Um dia depois, promotores espanhóis disseram que estavam analisando as acusações.
“Com profunda tristeza, respondo às acusações feitas por duas pessoas que anteriormente trabalharam em minha casa. Nego ter abusado, coagido ou desrespeitado qualquer mulher. Essas acusações são absolutamente falsas e me causam grande tristeza”, afirmou Iglesias em publicação no Instagram.
O jornal digital espanhol “elDiario.es” e o canal de televisão em língua espanhola “Univision Noticias” publicaram em 13 de janeiro uma investigação conjunta de três anos sobre a suposta má conduta de Iglesias.
Um tribunal superior da Espanha recebeu, em 5 de janeiro, denúncias formais contra Iglesias feitas por uma pessoa não identificada, segundo autoridades locais. O cantor pode eventualmente ser levado ao tribunal sediado em Madri, que tem competência para julgar crimes supostamente cometidos por cidadãos espanhóis no exterior, informou a assessoria de imprensa da corte.
Aos 82 anos, Iglesias é um dos artistas musicais mais bem-sucedidos do mundo, com mais de 300 milhões de discos vendidos em mais de uma dúzia de idiomas. Após iniciar a carreira na Espanha, conquistou enorme popularidade nos Estados Unidos e em outros países nas décadas de 1970 e 1980. Ele é pai do cantor pop Enrique Iglesias.
Em 1988, venceu o Grammy de Melhor Performance de Pop Latino pelo álbum *“Un Hombre Solo”*. Também recebeu um prêmio pelo conjunto da obra no Grammy de 2019.
“Nunca havia vivenciado tamanha maldade, mas ainda tenho forças para que as pessoas conheçam toda a verdade e para defender minha dignidade diante de uma afronta tão grave”, disse Iglesias nas redes sociais.
Ele também agradeceu às pessoas que enviaram mensagens de apoio.

Fonte: G1 Entretenimento

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‘Extermínio: O Templo dos Ossos’ surpreende com terror mais psicológico e profundo; g1 já viu


“Extermínio: O Templo dos Ossos”, chega aos cinemas nesta quinta-feira (15), pouco mais de seis meses do filme anterior da franquia, “Extermínio: A Evolução”. A produção, apesar do retorno de Danny Boyle (“Quem quer ser um milionário?”) e Alex Garland (“Guerra Civil”), diretor e roteirista do primeiro longa, de 2002, dividiu opiniões por não ser tão impactante quanto deveria.
Só que, de maneira surpreendente, a quarta parte dessa série se revela superior ao filme de Boyle ao trabalhar melhor os elementos dramáticos e de terror. Mesmo não sendo inovadores quanto foram os que surgiram há 24 anos, eles são bem desenvolvidos, mantêm a tensão em alto nível e ainda levam o público a uma reflexão mais densa do que geralmente se vê em filmes do gênero.
A trama começa exatamente onde parou “Evolução”, quando o menino Spike (Alfie Williams) conhece o grupo liderado pelo estranho Jimmy Crystal (Jack O’Connell, de “Pecadores”) e entra para a equipe só para perceber que seus novos companheiros não são exatamente o que parecem.
Assista ao trailer do filme “Extermínio: O Templo dos Ossos”
Ao mesmo tempo, o Dr. Kelson (Ralph Fiennes) estabelece uma inusitada relação com um dos zumbis, visando descobrir uma cura para o vírus que transformou boa parte da população em feras raivosas. Não demora muito para que os mundos de Jimmy e Kelman se choquem, o que provoca consequências graves para todos.
Teletubbies do Mal
O roteiro de “Extermínio: O Templo dos Ossos” (novamente escrito por Alex Garland), volta a trabalhar uma questão que só tinha sido melhor desenvolvida no filme original: a de que, no caso de haver um apocalipse (seja nuclear, zumbi, ou qualquer outro) no mundo, a maior ameaça são os próprios seres humanos.
Isso acontece porque, nesse quarto episódio da franquia, não são as pessoas infectadas o principal problema do filme. Embora ainda sejam bastante perigosas para os humanos sobreviventes, com sua selvageria e desejo de sangue, o filme deixa claro que a loucura e o sadismo de Jimmy (que usa uma visão bastante distorcida sobre religião e fé para liderar) e seu grupo são ainda mais terríveis e aterrorizantes nesse ambiente desolador que o filme mostra.
Jimmy (Jack O’Connell, no centro) comanda um grupo perigoso em ‘Extermínio: O Templo dos Ossos’
Divulgação
É algo que fica bem claro numa sequência em que Jimmy lidera um ataque a uma fazenda onde moram pessoas que tentam se proteger dos zumbis. Com requintes de brutalidade, os seguidores do vilão não hesitam em maltratar e torturar suas vítimas de maneiras tenebrosas, simplesmente porque, como diz uma das integrantes do grupo a Spike, “É só o que sabem fazer”. O que revela que a infecção zumbi também degradou aqueles que não foram contaminados pelo vírus.
Também é curioso como o filme usa a forma distorcida que Jimmy usa uma lembrança do passado, no caso o programa infantil Teletubbies (quem viu “A Evolução” vai entender um pouco melhor essa alegoria) para atacar suas vítimas. Numa das cenas, ele faz com que uma de suas seguidoras imite a dança de um dos episódios do show da TV para intimidar seus prisioneiros, de uma maneira que dá um ângulo jamais pensado para uma (até então) inocente produção para crianças. Um bom jeito encontrado pelo roteirista para mostrar o clima de degradação moral que reina neste universo.
O médico e os monstros
O filme também ganha muitos pontos ao desenvolver melhor o Dr. Ian Kelson, interpretado por Ralph Fiennes, introduzido no longa anterior numa curta participação. Em “Templo dos Ossos”, além de ter mais tempo de tela, o personagem tem uma história mais rica, onde o público vê questões sobre seu passado e, principalmente, como ele tenta encontrar alguma luz num mundo coberto pelas trevas.
Dr. Kelson (Ralph Fiennes) tenta se comunicar com um zumbi numa cena de ‘Extermínio: O Templo dos Ossos’
Divulgação
Alguns dos melhores momentos do longa estão nas cenas em que o médico inicia uma relação de conhecimento e aprendizagem com um dos chamados zumbis alfa, que ele chama de “Sansão”, por lembrar o personagem bíblico. O objetivo é conhecer os segredos da infecção mortal e, se possível, encontrar o humano por baixo do monstro.
Com mais uma ótima atuação em sua carreira, Fiennes consegue transmitir bem sua compaixão por seu inusitado novo amigo (interpretado por Chi- Lewis-Parry), assim como sua forma de buscar alguma lógica em meio à devastação que impera naquela região.
Porém, a parte mais memorável do filme acontece em seu terço final e faz com que Fiennes, literalmente, incendeie a telona com uma sequência realmente incrível. Um dos pontos mais altos de todos os episódios da franquia, certamente, que vai impactar o público de uma maneira que ninguém esperava ver num filme de terror. Saber mais detalhes desse momento do longa estragaria parte da surpresa e o prazer de assisti-la.
Ralph Fiennes protagoniza o terror ‘Extermínio: O Templo dos Ossos’, de Nia DaCosta
Divulgação
Quanto ao resto do elenco, Jack O’Connell mostra mais uma vez que se sai muito bem fazendo vilões irônicos e psicóticos e o menino Alfie Williams tem grande potencial para fazer uma ótima carreira como ator no futuro.
Além de Fiennes, vale destacar a ótima direção de Nia DaCosta (“A Lenda de Candyman”), que trabalha bem tanto as questões de tensão e suspense quanto as dramáticas. Até porque ela tinha uma difícil missão de seguir a partir do ponto em que Danny Boyle “parou”, sem deixar cair a qualidade.
Felizmente, ela não só manteve o nível como conseguiu elevá-lo. Mesmo que, para alguns fãs do gênero, a cineasta pareça mais preocupada em fazer drama do que dar sustos, ela mantém o interesse do espectador do início ao fim da trama e renova o interesse pela franquia. O filme mostra que DaCosta está numa boa fase de sua carreira, não só por “Templo dos Ossos”, mas também pelo elogiado drama “Hedda”. Nada mal para quem passou por maus bocados devido ao fracasso de público e de crítica “As Marvels”.
Com um ótimo uso de canções de grupos como Duran Duran, Radiohead e Iron Maiden, além da boa trilha sonora de Hildur Guðnadóttir (“Coringa”), “Extermínio: O Templo dos Ossos” mostra que, mesmo sem ter maiores inovações para os filmes de zumbi, ainda tem muita coisa para ser explorada na franquia e alegrar os fãs. Só não pode cair nas armadilhas do gênero e entregar capítulos repletos de clichês. Por enquanto, está no caminho certo.
Cartela resenha crítica g1
Arte/g1

Fonte: G1 Entretenimento

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Zé Manoel segue a linha evolutiva do samba em show que vai do sambalanço até o pagode da década de 1990


Zé Manoel estreia em 1º de fevereiro no Sesc Pinheiros, em São Paulo (SP), o inédito show ‘Do sambalanço ao pagode 90’
Kelvin Andrad / Divulgação
♫ NOTÍCIA
♬ O pagode pop consumido avidamente pelo povo brasileiro nos anos 2020 é o ponto de mutação mais recente do samba, gênero nascido há mais de um século e em permanente transformação, ainda que geralmente cultuado na forma mais tradicional pela maior parte dos bambas nacionais.
No inédito show que estreará em 1º de fevereiro no Sesc Pinheiros, em São Paulo (SP), Zé Manoel expõe um recorte da história do samba em roteiro que parte do samba-jazz e do sambalanço da década de 1960 até o pagode formatado nos anos 1990 por grupos como Raça Negra e Só pra Contrariar, passando pela ginga do samba-rock que floresceu na década de 1970 com nomes como Trio Mocotó e Jorge Ben Jor.
O show se chama justamente “Do sambalanço ao pagode 90”. Pianista de toque refinado, compositor e cantor, Zé Manoel montou o roteiro do show a partir de pesquisa orquestrada pelo próprio artista pernambucano. O show chega à cena dois anos após o último álbum de Zé Manoel, “Coral” (2024).
Na estreia do show “Do sambalanço ao pagode 90”, o artista contará com as participações especiais das cantoras Eliana Pittman e Thalma de Freitas, além de Evandro Okàn, novo nome artístico do irmão de Emicida, então conhecido como Evandro Fióti ou simplesmente Fióti.

Fonte: G1 Entretenimento

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Amaro Freitas, Criolo e Dino D’Santiago se irmanam (e se elevam) na travessia atlântica do resiliente álbum do trio


Capa do álbum ‘Criolo, Amaro & Dino’, de Criolo, Amaro Freitas e Dino D’Santiago
Vik Muniz
♫ CRÍTICA DE ÁLBUM
Título: Criolo, Amaro & Dino
Artistas: Amaro Freitas, Criolo e Dino D’Santiago
Cotação: ★ ★ ★ ★ ★
♬ “Ah, na pele e na voz / Os sonhos da alma dançam”, poetizam Amaro Freitas, Criolo e Dino D’Santiago nos versos de “No vento de nós”, música que assinam em parceria com Djodje Almeida, compositor e violonista de Cabo Verde. “No vento de nós” sopra carga tão grande de espiritualidade que a faixa se eleva na intercontinental travessia pelo trio por um Atlântico negro costurado pelos artistas no álbum “Criolo, Amaro & Dino”.
Lançado hoje, 15 de janeiro, com 11 temas de autoria do trio e citação de “Passaredo” (Francis Hime e Chico Buarque, 1977) em interlúdio que antecede faixa de discurso ambientalista, o álbum colaborativo dos artistas já sobressai na produção fonográfica de 2026 por essa força espiritual potencializada pela musicalidade sofisticada que brota do encontro entre o pianista pernambucano, o rapper paulistano e o cantor português de ascendência cabo-verdiana.
O batuque de Cabo Verde que embasa “Seka” banha a faixa com a africanidade também embutida no toque frenético do piano tocado por Amaro nesse tema que revolve a aridez do solo africano entre ecos ancestrais de vozes de mulheres africanas. O produtor musical Lucas Seiji também colaborou para dar forma a “Seka”, outro ponto alto do repertório inédito, na maior parte composto pelo trio quando entraram em estúdio para dar forma ao álbum originado do single coletivo “Esperança” (2024).
O álbum “Criolo, Amaro & Dino” transita em ponte que, partindo de Portugal, liga Cabo Verde a São Paulo e a Pernambuco, terra natal de “Menina do coco de Carité”, faixa introduzida pelo toque percussivo do piano de Amaro e cerzida pelo canto do trio Clarianas e do toque da rabeca de Maciel Salú, mestre do maracatu.
Embora gravado entre Lisboa (Portugal), Recife (PE), Rio de Janeiro (RJ) e São Paulo (SP), o álbum “Criolo, Amaro & Dino” desconhece fronteiras ao conectar latitudes pela linguagem universal da música.
Unidos pela herança da diáspora africana que moveu antepassados para várias partes do mundo, os artistas se irmanam e se reconhecem entre o canto em inglês de “Mama Afrika”, o suingue pop de “Anoitecer” (música composta e produzida somente por Amaro e Criolo), a resistência que move a morna “Fogo lento” e as críticas sociais do rap inserido por Criolo em temas como “E se livros fossem líquidos (Poeta fora da lei Pt II)” e “Amazônia (A-i’ahu)”, faixa onde impera o discurso demolidor feito pelo rapper com o reaproveitamento de versos da música “Chuva ácida” (Criolo, 2006), aquecidos pela consciência de que o planeta Terra arde em chamas.
As referências são muitas e as fronteiras musicais caem por terra diante do encontro do trio. Até porque o álbum atravessa continentes no toque livre do jazz do piano de Amaro Freitas, instrumentista já reconhecido fora do Brasil como gênio do instrumento.
Faixa produzida por Criolo com Holly, “Hoje eu vi você” encerra álbum pulsante e resiliente que se assenta sobre território universal, conectado pela música e pela força ancestral e espiritual da negritude.
Amaro Freitas (à esquerda), Criolo (ao centro) e Dino D’Santiago lançam álbum em que conectam Cabo Verde a Pernambuco e a São Paulo
Helder Fruteira / Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

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Zé Felipe reage à cantada de influenciador coreano em post de Ana Castela: ‘Safado’


Zé Felipe reage a cantada de influenciador coreano em post de Ana Castela: ‘Safado’
Zé Felipe não curtiu a cantada de um influenciador coreano em um post de Ana Castela. Em um vídeo postado nas redes sociais, ele xingou Sunghoon Jang, conhecido nas redes sociais como Hooni, que tinha elogiado a cantora em uma publicação.
“É o coreano dando em cima, o coreano dando o bote. Vai para lá, coreano safado, vagabundo. E eu na convicção de que o Jack era tudo cantor. Aí tem Jack coreano… Eu nunca tinha visto, não. Jack cantor tem todos, né? Mas a cabeça tá boa, não”, disse.
Zé Felipe reage à cantada de influenciador coreano em post de Ana Castela: ‘Safado’
Reprodução/Instagram
Sunghoon Jang elogiou a cantora em publicação onde ela aparece de biquíni: ‘Isso! Que linda solteira, Ana’.
Reprodução/Instagram
Ana Castela publicou um vídeo de biquíni na terça-feira (13). Na legenda da imagem, Ana escreveu: “Era sol que me faltava”. Nos comentários, Sunghoon Jang publicou: “Isso! Que linda solteira, Ana”, com emoji de olhos e um coração com os dedos.
Depois do vídeo do Zé Felipe, Jang brincou com o cantor: “Desculpa, Zé. Mas eu ainda sou seu fã. Na verdade, virei ainda mais fã”. Essa não é a primeira vez que o influenciador comenta sobre uma ex do cantor. Em outubro do ano passado, ele assistiu a um jogo do Brasil e perguntou onde estava Vírginia, ex de Zé e atual de Vini Jr, jogador da seleção brasileira.
Live pergunta onde estava Vírginia, ex de Zé e atual de Vini Jr, jogador da seleção brasileira.
Reprodução/Instagram
Ana Castela e Zé Felipe anunciam fim do namoro
Em dezembro, Ana Castela e Zé Felipe anunciaram o fim do relacionamento, que durou dois meses. Eles começaram a namorar após o cantor encerrar o casamento com Virginia Fonseca. O término foi comunicado por Zé Felipe e compartilhado por Ana Castela em suas redes sociais. Na publicação, ele agradeceu pelo tempo juntos e afirmou que a decisão não ocorreu por briga.
“Venho por meio desta mensagem comunicar que o meu relacionamento com a Ana chegou ao fim. Sou grato por tudo o que vivemos juntos. Aprendi muito com ela, coisas que eu não fazia há muito tempo. Eu e minha família temos um grande carinho pela família Castela. Sou muito grato por ter tido como sogros Michelle e Rodrigo; vocês fazem parte da minha vida. Assim como Dorico, Duda e Vetuche. Vocês sempre podem contar comigo para tudo. Amo vocês.”

Fonte: G1 Entretenimento