Vocalista se incomodou um pouco com resposta seca da plateia neste sábado de Rock in Rio (10). ‘Happier’, ‘Pompeii’ e cover de ‘Rhythm of the night’, da Corona, foram destaques. Bastille abre a noite em alto astral e fala português
O Bastille talvez não seja uma banda para o palco principal de um festival como o Rock in Rio. Cantam músicas esquisitas com temas estranhos. Poderiam ter ficado restritos a eventos mais indies como os do começo da carreira, dez anos atrás.
Quem costuma dizer isso é Dan Smith, o simpático vocalista do grupo inglês. Por esses motivos apontados por ele, o show neste sábado (10) foi muito bom, mas meio deslocado. Vamos combinar: o Bastille está mais para uma banda de palco alternativo do Lollapalooza, onde estiveram em 2015.
Só que entre um indie soul eletrônico sobre dançar em um funeral (“Good Grief”) e um rock inspirado em Blur sobre “economia da atenção” (“What you gonna do???”), há dois grandes hits.
Obviamente, “Happier” e “Pompeii” foram as mais cantadas pela plateia. Quando o Bastille gravou “Pompeii”, em 2012, não imaginava que essa música os levaria ao top 10 das paradas de 15 países, incluindo o Brasil. Era uma estranha combinação de pop eletrônico, percussão forte e muitas vogais (“Ê-ê-ô, ê-ô”, para ser exato).
Bastille canta hit ‘Happier’, desce do palco e dança com a bandeira brasileira
Lançada em 2018, “Happier” é uma parceria com o DJ Marshmello, atração do primeiro fim de semana de Rock in Rio. É um hit dance pop super convencional ou “uma música gigante da EDM”, na definição de Dan.
Houve tempo para canções do álbum “Give me the future”, o mais ambicioso da banda, com letras sobre os lados bons e ruins da tecnologia. Ao vivo, “Future Holds”, dueto com a backing vocal Bim Amoako, foi a melhor delas. O setlist é completado por uma já tradicional cover de “Rhythm of the night”, da Corona, outra até que bem recebida.
Bastille se apresenta no Rock in Rio 2022
Stephanie Rodrigues/g1
Constrangido pela resposta seca dos fãs de Coldplay, o vocalista pediu desculpas por estar no palco. Disse que ignorá-los é uma opção. “Como vocês estão? Desculpe, mas meu português é uma merda”, disse em português. Quem deveria ter pedido desculpas era o público, desatento e falante na maior parte do show.
Veja os destaques deste sábado (10) no Rock in Rio
Fonte: G1 Entretenimento