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Argentina vai expulsar paraguaio responsável por cocaína ‘envenenada’ que causou mais de 20 mortes


Traficante Joaquín ‘El Paisa’ Aquino tinha ordem de expulsão emitida desde 2017, mas era considerado foragido até ser preso na quinta-feira. Dos 23 mortos, 20 eram homens e maioria morreu em suas próprias casas, mas duas pessoas faleceram nas ruas. Policiais escoltam o traficante paraguaio Joaquín ‘El Paisa’ Aquino após sua prisão em José C. Paz, na província de Buenos Aires, na Argentina, na quinta-feira (3)
Tomas Cuesta/AFP
O traficante paraguaio Joaquín Aquino, conhecido como “El Paisa”, apontado como o responsável pela distribuição da cocaína adulterada que matou 23 pessoas e levou mais de 80 a serem hospitalizadas na província de Buenos Aires, será expulso da Argentina, segundo autoridades daquele país anunciaram nesta sexta-feira (4).
O traficante já deveria ter saído do país há anos e tinha uma ordem de expulsão emitida desde 2017, quando foi acusado pelo crime de tráfico de drogas pela primeira vez e proibido de retornar à Argentina por um período de oito anos.
Mas o paraguaio era considerado foragido e nunca tinha sido localizado pela polícia até quinta-feira, quando finalmente foi preso em sua casa na cidade de José C. Paz, na província de Buenos Aires.
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“Paisa” foi interrogado nesta sexta e indiciado mais uma vez por tráfico. Em seguida, recebeu a notificação de expulsão do Departamento de Imigração, por estar ilegalmente no país. Desta vez, ele foi proibido de forma permanente de retornar à Argentina.
A expulsão, no entanto, está sujeita à decisão da Justiça, que deve determinar como agir em relação ao seu processo por tráfico.
Outros 12 detidos, também envolvidos na distribuição e venda da cocaína, serão interrogados, segundo fontes judiciais citadas pela agência estatal de notícias Télam.
23 mortos
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Também nesta sexta-feira foi divulgado que, dos 23 mortos pelo consumo da droga adulterada, vinte eram homens, e três, mulheres. Doze pessoas morreram em suas casas e duas, na via pública. Nove óbitos foram registrados nos centros de saúde, segundo a agência France Presse.
Dos internados em hospitais da Grande Buenos Aires, apenas dois ainda se encontravam em estado grave nesta sexta, respirando com a ajuda de aparelhos, conforme boletim oficial.
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Tomas Cuesta/AFP
Desde quarta-feira, cerca de 200 pessoas compareceram a postos médicos com sintomas graves de intoxicação e centenas de outras fizeram contato com postos de saúde buscando informações sobre o assunto.
Segundo autoridades de saúde, a droga original teria sido adulterada com a mistura de um opioide, sendo uma das hipóteses mais prováveis o uso de fentanil – um medicamento até 100 vezes mais potente que a morfina e com efeito contrário ao estimulante da cocaína.
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Fonte: G1 Mundo