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Os melhores e os piores shows do Lollapalooza 2026… Os destaques e as decepções do festival


Lorde empolga público do Lollapalooza com o hit “Royals”
A décima terceira edição do Lollapalooza reuniu 285 mil pessoas no Autódromo de Interlagos, em São Paulo, somando os três dias de festival: sexta (20), sábado (21) e domingo (22).
O line-up desta edição contou 71 artistas, sendo 17 estreantes no país, 38 nacionais e 33 atrações internacionais. O line-up deste ano comprovou que o Lollapalooza Brasil ainda tem cacife para trazer os nomes “do momento” ao país. A maior parte dos headliners está em alta em todo o mundo, sendo atrações muito procuradas não só pelo Lolla, como por festivais como o Glastonbury e o Coachella.
Abaixo, o g1 elege os destaques positivos e negativos do line-up.
As listas foram feitas com base nos 18 reviews do g1, que fez a cobertura dos principais shows do Lollapalooza. Os critérios levam em conta não só a relevância e talento de cada artista. A apresentação no festival, a reação da plateia, a escolha do setlist, a execução das músicas e a parte técnica da performance também são fatores considerados nos rankings.
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Os melhores do Lollapalooza 2025
10°) Riize
RIIZE no segundo dia de Lollapalooza 2026
Guilherme Lucio da Rocha/g1
O Lollapalooza Brasil teve seu primeiro show de k-pop com a banda RIIZE. Mas poucas pessoas estiveram na plateia do Palco Flying Fish para acompanhar a apresentação. Marcado para começar às 21h30, mesmo horário da atração principal do dia, Chappell Roan, estrela do Palco Budweiser, a performance do sexteto sul-coreano foi marcada por uma apresentação bem construída, com uma banda impecável, dança e flow encaixados, aliando uma mistura estética do pop e do rap.
O grupo é “novato”, tendo debutado em 2023. O sexteto é formado por Wonbin, Anton, Shotaro, Sungchan, Eunseok e Sohee. Seu primeiro álbum completo, “ODYSSEY”, foi lançado em maio de 2025.
Durante o show, o sexteto gastou todo seu parco vocabulário em português. “Oi”, “Muito prazer”, “Galera linda” e “Estão se divertindo bastante” foram algumas das frases repetidas pelos integrantes. Adaptada para um festival, a apresentação teve momentos claros de aceleração. Faixas como “Show Me Love” e “Love 119” ficaram só no refrão. Leia mais sobre o show de Riize.
9°) ⁠Turnstile
POV na roda durante show do Turnstile
A primeira vez que a banda Turnstile pisou no Brasil com seu hardcore “made in Baltimore”, EUA, foi em 2016. Dez anos depois, com muito mais elementos adicionados ao repertório que dialoga com o eletrônico e o pop, a nova sensação do rock fez um show de gente grande na noite deste domingo (22) no Lollapalooza Brasil. A bateria ligeira e forte de Daniel Fang (que, com certeza, pegou umas dicas com Travis Barker durante a turnê em parceria com o blink-182) é o ponto alto da (ótima) banda.
Mesmo estando do ladinho de Nova York, o grupo tem muito mais influência do hardcore nascido do outro lado dos EUA, o californiano. Logo na música de abertura, “NEVER ENOUGH”, o público acendeu os primeiros sinalizadores — que se tornaram marca registrada em shows a céu aberto e com mosh-pit. As baladinhas meio pop rock como “I CARE” e “SEEIN’ STAR” conduziram bem a plateia na parte mais dançante da apresentação, com o público respirando e cantando bem alto. Leia mais sobre o show de Turnstile.
8°) Blood Orange
Blood Orange se apresenta no Lollapalooza 2026
Fabio Tito/g1
O inglês Dev Hynes, também conhecido como Blood Orange, é o tipo de artista queridinho por ser introspectivo. Dele, ninguém espera firula, só um show cuidadoso – exatamente o que ele entregou nesta sexta (20) no Lolla.
Muso dos sentimentais alternativos (Hynes já trabalhou com artistas de Solange Knowles a Lorde), o músico quase não falou com a plateia e preferiu conversar pela música. Atraiu fãs apaixonados com suas canções sensíveis e suingadas, ali entre o R&B, jazz e rock alternativo. Leia mais sobre o show de Blood Orange.
7°) Doechii
Lollapalooza 2026: Doechii canta Anxiety
Doechii estava em dívida com a gente e sabia disso. Em 2024, a cantora desmarcou o que seria seu primeiro show no Brasil, sem muita explicação. Ficou para esta sexta-feira (20), mais de um ano depois, no Lollapalooza 2026.
Vestida de cigana, a rapper entrou dominando o palco, com cenário, bailarinas e vídeos “místicos”. Apesar da estética tranquila, Doechii nunca desacelerou: entoou flows afiados, rebolou, interagiu com a câmera e ainda sobrou tempo pra acariciar as bailarinas. Leia mais sobre o show de Doechii.
6°) Skrillex
Skrillex toca Where Are Ü Now no Lollapalooza
Ícone do dubstep, Skrillex é pioneiro de uma sonoridade mais agressiva. Ele já foi considerado “barulhento demais” para fãs do Lolla, festival que começou no indie rock. Mas os tempos mudaram e ele também. O DJ ficou mais polido e mainstream com o tempo, enquanto o público também o alcançou. Hoje, ele cabe bem no festival, reunindo uma multidão que inclui até fãs de pop.
Neste sábado, o DJ chegou bem equipado com luzes e muitos efeitos pirotécnicos. De modo geral, raramente desacelerou o beat, mantendo um ritmo frenético até o fim. Entre faixas próprias como “Push” e “Move Ting”, ele fez um aceno ao Brasil, incluindo “Puta que Pariu”, música com MC Dricka. A apresentação ainda teve direito aofunk, reggae e Whitney Houston. Leia mais sobre o show de Skrillex.
5°) Chappell Roan
Chappell Roan toca ‘Good Luck, Babe!’ no Lollapalooza
Na despedida de sua “The Visions of Damsels & Other Dangerous Things Tour”, Chappell provou que é uma performer indicada para multidões. A cantora americana de 28 anos é 100% capaz de comandar uma plateia de 85 mil pessoas, como neste sábado (21). Faz isso sem esforço, rimando teatralidade com naturalidade.
Só assistindo ao vivo para entender como uma artista pode emular um líder de banda de glam metal dos anos 80 e não fazer disso uma paródia barata.
É exagero dizer que Chappell canta metal para crianças e jovens adultos? Provavelmente, mas não deixa de ter certo sentido. Uma certeza prevalece: ela é uma cantora pop que parece ter uns 10 anos de carreira e discografia extensa. Leia mais sobre o show de Chappell Roan.
4°) Sabrina Carpenter
Sabrina Carpenter canta ‘Espresso’ no Lollapalooza 2026
Mesmo depois de diversas apresentações no Brasil nos últimos dez anos, dá para dizer que Sabrina Carpenter realizou seu primeiro show de verdade no país nesta sexta-feira (20), no Lollapalooza 2026. E que baita show.
O único momento que destoou um pouco do clima de alegria e liberdade feminina foi protagonizado por Luísa Sonza. A cantora participou da música “Juno”, contracenando em uma parte do show na qual Sabrina “algema” uma pessoa da plateia que ela escolheu. Quando apareceu no telão a popstar brasileira foi vaiada por grande parte do público.
É como se as experiências – todas passagens anteriores ao sucesso estrondoso de “Espresso”, que grudou na cabeça de todo mundo em 2024 – tivessem maturado a cantora americana que subiu ao palco agora e provou merecer o recém-adquirido status de popstar. Leia mais sobre o show de Sabrina Carpenter.
3°) Tyler, the Creator
Público do Lolla faz coro no hit ‘See You Again’ de Tyler, The Creator
Headliner sem muito privilégio, Tyler, The Creator fechou o Lollapalooza Brasil 2026 neste domingo (22) com um show muito divertido, cheio de love songs, dança e um publico bem menor que Sabrina Carpenter e Chappell Roan, cantoras que fecharam o Palco Budweiser nos dias anteriores.
O rapper norte-americano começou sua apresentação com parte do público ainda chegando após assistir à Lorde no Palco Samsung Galaxy. Com o passar do tempo, o espaço foi sendo preenchido, mas ainda teve uma parte considerável de fãs que preferiu assistir ao girl group KATSEYE, que se apresentou no mesmo horário, mas no Palco Flying Fish. Leia mais sobre o show de Tyler, the Creator.
2°) ⁠Lewis Capaldi
Lewis Capaldi canta Someone You Loved no Lollapalooza
Lewis Capaldi já passou por maus bocados, mas seu show no Lollapalooza neste sábado (21) foi prova de que ele está bem. O cantor transformou seu repertório de baladas confessionais em uma apresentação que uniu bom humor e potência vocal.
Com som bem equalizado e arranjos minimalistas, o que se ouviu foi um bom show de pós-britpop emocionado e romântico. O escocês de 29 anos passou pelo Autódromo de Interlagos, em São Paulo, em mais um show da turnê que começou após uma pausa de dois anos. Ele precisou interromper a carreira em junho de 2023 para tratar a síndrome de Tourette. Leia mais sobre o show de Lewis Capaldi.
1°) Lorde
Lorde canta ‘Supercut’ no Lollapalooza 2026
Lorde cresceu com os fãs para quem se apresentou neste domingo (22), no Lollapalooza. De tempos em tempos, vem ver como a gente está, e vice-versa. A artista já veio ao Brasil em todas as suas fases: em 2014, como a adolescente deslocada de “Pure Heroine”; em 2018, mais visceral e dramática no “Melodrama”; no icônico Primavera Sound 2022, no psicodélico “Solar Power” (ainda que hoje, no show, ela tenha esquecido que essa foi a última vez).
Agora, trouxe uma versão do show da “Ultrasound Tour”, que promove o disco “Virgin”. Foi recebida no Lolla por uma multidão gigantesca, a maior que o palco secundário viu neste festival. Uma das artistas mais influentes de sua geração, Lorde se fez por refletir seu próprio tempo nas suas composições. O mais impressionante é que isso não fica só nas músicas: a cada apresentação, ela tira novos coelhos da cartola. Não há artista como ela, e nenhum show igual ao outro. Se continuar assim, Lorde nunca vai ficar sem público por aqui. Leia mais sobre o show de Lorde.
Os piores shows do Lolla 2026
5° pior – Edson Gomes
Edson Gomes se apresenta no Lollapalooza 2026
Fábio Tito/g1
O nome de Edson Gomes na terceira linha do cartaz do Lollapalooza 2026 foi bastante celebrado pelo público quando anunciado em agosto de 2025. Não só pela inserção do reggae no line-up do festival (algo bastante raro na história do Lolla), mas principalmente pelo reconhecimento ao artista de mais de cinco décadas de carreira.
Mas a celebração não refletiu no ao vivo e reverteu somente em uma plateia vazia e que misturava jovens fãs, que carregavam a herança musical dos pais, e o público roqueiro, que finalizava o show dos Deftones no palco que ficava ao lado do Flying Fish, onde Gomes se apresentou na noite desta sexta-feira (20), no Autódromo de Interlagos em São Paulo. Leia mais sobre o show do Edson Gomes.
4° pior – Marina
Marina se apresenta no Lollapalooza 2026
Globo
Figurinha carimbada no Lollapalooza Brasil, Marina (ex-and the Diamonds) fez seu terceiro show no festival brasileiro. Foi um nítido acerto de curadoria. A artista galesa subiu no palco principal à tarde, horas antes de Chappell Roan, e foi recebida por uma multidão alegre e dançante.
O show deste Lolla privilegiou “Princess of Power”, disco atual, com a sonoridade que a consolidou. Tem o canto agudo meio operístico, os sintetizadores, o repertório dançante. Também entraram sucessos mais antigos como “Bubblegum Bitch” e “Froot”, que entusiasmaram mais a plateia. Leia mais sobre o show de Marina.
3° pior – Deftones
Lollapalooza 2026: Deftones toca Change (in the house of flies)
O show do Deftones no Lollapalooza na noite desta sexta-feira (20) demorou, engatou uma segunda marcha e… ficou nisso. Fechando o palco Samsung Galaxy no primeiro dia de evento, a banda entregou uma apresentação aquém das expectativas.
Vindo de um álbum revigorante e mostrando porque é uma das poucas bandas geracionais do nu-metal que segue (bem) na ativa, o grupo não conseguiu empolgar para além do esperado num show de rock. Leia mais sobre o show do Deftones.
2° pior – Interpol
Interpol se apresenta no Lollapalooza 2026
Rafael Peixoto/g1
Banda criada no fim dos anos 90, o Interpol encontrou uma plateia dedicada para curtir seu som, sempre entre o pós-punk sombrio e o indie rock dançante, nesta sexta (20) de Lollapalooza, no Autódromo de Interlagos, em São Paulo.
De cabelo lambido e movimentos econômicos, Paul Banks fez lembrar o Kings of Leon. As duas bandas entregam pouca interação e “som de CD”. O Interpol seria um Kings of Leon triste e um pouco mais indie? Talvez. Leia mais sobre o show do Interpol.
1° pior – Addison Rae
Addison Rae faz ‘striptease’ no hit Fame Is a Gun no Lollapalooza 2026
Ex-estrela do TikTok, Addison Rae estreou nos palcos do Lollapalooza Brasil neste domingo (22). Se estava tímida, não pareceu. A cantora entrou ao som de “Fame is a Gun”, de casaco e peruca, e logo tirou – revelando que usava pouco mais que uma lingerie brilhante. Em seguida, engatou um rebolado ao som de um remix funk.
Addison mostrou que não tem muito medo de arriscar e, acima de tudo, tem boas músicas e referências. Neste show, a cantora seguiu o molde de Britney Spears, tanto nos trejeitos de garota ingênua e sensual, quanto na performance… e muito playback. Leia mais sobre o show de Addison Rae.

Fonte: G1 Entretenimento

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Lollapalooza 2026 tem 3º dia com público dividido, Tyler, the Creator divertido e Lorde visceral


Lorde empolga público do Lollapalooza com o hit “Royals”
O terceiro e último dia de Lollapalooza 2026 foi marcado por um público menos marcado por uma só atração e uma apresentação visceral de Lorde, que deixou claro merecer espaço no palco principal.
De acordo com a organização, o domingo (22) também se esgotou, com 100 mil pessoas presentes.
Ao contrário dos dias anteriores, em que era fácil identificar os fãs de atrações principais como Sabrina Carpenter e Chappell Roan, o encerramento do festival dividiu espectadores, que lotaram o palco Samsung para assistir à cantora neozelandesa e depois se separou.
A maioria foi acompanhar o rapper Tyler, The Creator em sua primeira vez no Brasil, mas uma quantia considerável ficou por ali para curtir o grupo Katseye.
Veja fotos do 3º dia de festival
O domingo ainda teve um show esvaziado de Turnstile, e apresentações de Addison Rae e Djo.
Público curte último dia de Lollapalooza Brasil 2026
Fabio Tito/g1
Veja abaixo um resumo de tudo o que rolou neste domingo (22) no Lollapalooza:
Tyler, the Creator
Tyler, the Creator, se apresenta como headliner no Lollapalooza 2026
Rafael Peixoto/g1
Headliner sem muito privilégio, Tyler, The Creator fechou o festival com um show muito divertido, cheio de love songs, dança e um publico bem menor que Sabrina Carpenter e Chappell Roan, cantoras que fecharam o Palco Budweiser nos dias anteriores.
O rapper norte-americano começou a apresentação com parte do público ainda chegando após assistir à Lorde. O espaço foi sendo preenchido, mas ainda teve uma parte considerável de fãs que preferiu assistir ao girl group KATSEYE, que se apresentou no mesmo horário.
Mesmo com a concorrência forte e até o volume do palco eletrônico atrapalhando a experiencia dos fãs, Tyler entregou um bom show de rap.
KATSEYE
O grupo KATSEYE se apresenta no Lollapalooza 2026
Fábio Tito/g1
Desfalcado, o grupo fez uma apresentação de 60 minutos neste domingo (22), embalada por uma precisão quase que milimétrica de coreografias, reflexo direto da sua origem fabricada. Elas até estavam entusiasmadas (“A gente esperou muito tempo para vir ao Brasil”), disse uma delas.
Mas tudo na apresentação é coreografado demais, robótico demais. Nada sai do roteiro. O que se viu no palco realmente pode ter impressionado os pequeninos e animados fãs, mas faltou de um headliner de festival uma das partes mais interessantes de se ver em um evento desse tipo: pulsação, improviso, alma. Leia mais sobre o show das KATSEYE.
Lorde
Lorde canta ‘Supercut’ no Lollapalooza 2026
Lorde trouxe uma versão do show da “Ultrasound Tour”, que promove o disco “Virgin”. Foi recebida no Lolla por uma multidão gigantesca, a maior que o palco secundário viu neste festival. A galera cantou, chorou, dançou. Pulou horrores em “Green Light”. No fim, ela chegou perto do público e “se entregou” aos abraços dos fãs – até onde os seguranças deixaram, pelo menos.
Uma das artistas mais influentes de sua geração, Lorde se fez por refletir seu próprio tempo nas suas composições. O mais impressionante é que isso não fica só nas músicas: a cada apresentação, ela tira novos coelhos da cartola. Leia mais sobre o show de Lorde.
Turnstile
POV na roda durante show do Turnstile
Dez anos depois de seu primeiro show no Brasil, com muito mais elementos adicionados ao repertório que dialoga com o eletrônico e o pop, o Turnstile fez um show de gente grande esta noite. Logo na música de abertura, “NEVER ENOUGH”, o público acendeu os primeiros sinalizadores — que se tornaram marca registrada em shows a céu aberto e com mosh-pit.
Um dos pontos negativos ficou por conta do baixo público, que, no “olhômetro”, estava na casa das 4 mil pessoas. Isso porque Lorde se apresentaria, minutos depois, no Palco Galaxy, e muita gente preferiu já reservar um espaço na multidão. Leia mais sobre o show do Turnstile.
Addison Rae
Addison Rae faz ‘striptease’ no hit Fame Is a Gun no Lollapalooza 2026
Ex-estrela do TikTok, Addison Rae estreou nos palcos do Lolla e, se estava tímida, não pareceu. No show, a cantora seguiu o molde de Britney Spears, tanto nos trejeitos de garota ingênua e sensual, quanto na performance… e muito playback.
Para um show de iniciante (o que ela é), estava até de bom tamanho. Os fãs não esperavam nada diferente. Para esse horário e palco no Lollapalooza, no entanto, Addison ainda é um tanto amadora. Leia mais sobre o show de Addison Rae.
Djo
Djo canta ‘End of Beginning’ no Lollapalooza 2026
Para quem acompanha Joe Keery como ator (sim, é o Steve de “Stranger Things”), vê-lo no festival foi uma chance de entender como ele equilibra a gratidão pelo sucesso em séries ou filmes com a necessidade de ser levado a sério como um músico de 33 anos de idade.
É uma pena, no entanto, que ele ao vivo ainda esteja bem aquém do cacife que tem como ator. No máximo, o show de Keery no Autódromo de Interlagos o credenciou a ser um One-hit Wonder de TikTok tentando se firmar. A maturidade da performance é forçada, como colocar um abacate no saco de pão, esperar duas horas e comer ele verde. Leia mais sobre o show de Djo.
Lorde se apresenta no Lollapalooza Brasil 2026
Fábio Tito/g1

Fonte: G1 Entretenimento

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Tyler, The Creator faz show empolgante com rap pop no encerramento do Lollapalooza


Tyler, the Creator, se apresenta como headliner no Lollapalooza 2026
Rafael Peixoto/g1
Headliner sem muito privilégio, Tyler, The Creator fechou o Lollapalooza Brasil 2026 neste domingo (22) com um show muito divertido, cheio de love songs, dança e um público bem menor que o de Sabrina Carpenter e Chappell Roan, cantoras que fecharam o Palco Budweiser nos dias anteriores.
O rapper norte-americano começou sua apresentação com parte do público ainda chegando após assistir à Lorde no Palco Samsung Galaxy. Com o passar do tempo, o espaço foi sendo preenchido, mas ainda teve uma parte considerável de fãs que preferiu assistir ao girl group KATSEYE, que se apresentou no mesmo horário, mas no Palco Flying Fish.
Lolla 2026: Veja fotos do 3º dia
Mesmo com a concorrência forte e até o volume do palco eletrônico atrapalhando a experiência dos fãs, Tyler entregou um bom show de rap.
A primeira parte da apresentação foi focada nos seus dois álbuns mais recentes: “CHROMAKOPIA”, mais experimental, e “Don’t Tap The Glass”, mais dançante.
Tyler é um artista performático. “CHROMAKOPIA”, lançado em 2024, venceu a categoria estreante de melhor capa de álbum no Grammy e sua turnê traz a identidade visual do trabalho. A pirotecnia, bem usada, deixou o espetáculo mais bonito.
Não que fosse uma surpresa, já que nas apresentações do Lollapalooza Chile e Argentina o cantor não levou nenhuma grande estrutura, mas definitivamente ficou a sensação da falta de um palco do tamanho da criatividade do cantor.
Tyler, the Creator, se apresenta como headliner no Lollapalooza 2026
Rafael Peixoto/g1
Simpático, o rapper elogiou a cultura brasileira e contou que desde 2011 não vinha ao Brasil — relembrando a passagem com seu coletivo, Odd Future, pelo festival SWU. A lembrança gerou vaias do público pelo grande período.
“Oi? Vocês estão me vaiando por que não venho desde 2011? Seus idiotas”, disse. Bom pontuar que o cantor é conhecido por falar muitos palavrões, principalmente “vadia”. É o tipo de ofensa amorosa.
Bom, lá se vão 15 anos e Tyler lançou muito, mas muita coisa mesmo nesse intervalo de tempo. Em seu setlist, ele fez questão de passar por essas fases.
Os destaques ficam por conta de “TAMALE”, de “Wolf” (2013), com o cantor repetindo que estava em São Paulo, não no Rio, enquanto segurava uma bandeira do Brasil, “Who Dat Boy”, do álbum “Flower Boy”, e as love songs “ARE STILL FRIENDS” e “EARFQUAKE”, com o rapper entregando ao público cantar a deixa “doooon’t leave / it’s my fault”.
A apresentação foi encerrada com a energia no alto. Ao som de leques batendo, Tyler cantou “New Magic Wand” e “See You Again”.
Num dia tão eclético, o que podia ser o show de um rapper pop capaz de unir todas as tribos terminou com um bom show de um artista que não recebeu toda a atenção que merecia.
Cartela resenha crítica g1
Arte/g1

Fonte: G1 Entretenimento

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Pedro Mariano defende a controvertida remixagem do álbum de Elis Regina de 1973: ‘não houve falta de respeito’


Capa do álbum ‘Elis’, gravado em 1973 por Elis Regina (1945 – 1982) e relançado em edição remixada e remasterizada
Divulgação
♫ NOTÍCIA
♬ O protesto público de Cesar Camargo Mariano contra a remixagem do álbum “Elis” (1973) – disponível desde terça-feira, 17 de março, dia do 81º aniversário de nascimento de Elis Regina (1945 – 1982), em edição com novas mixagem e masterização – gerou discussões acaloradas nas rede sociais ao longo do fim de semana.
A maioria dos internautas tendeu a concordar com a indignação de Cesar Camargo Mariano, pianista, arranjador e diretor musical do álbum “Elis”. Na visão de Cesar, com a remixagem, foram “jogados no lixo” todos os planos originais de gravação e mixagem estudados e pensados pelo músico e arranjador com Elis.
Filho de Cesar e de Elis, Pedro Mariano vinha acompanhando as discussões dos últimos dois dias e, na noite deste domingo, se posicionou nas redes sociais, defendendo a remixagem orquestrada pelo engenheiro de som Ricardo Camera sob a supervisão de João Marcello Bôscoli, filho primogênito de Elis.
“Não houve falta de respeito, critério e carinho em nenhuma etapa”, sentenciou Pedro Mariano, contrariando a visão do pai.
♫ Eis, na íntegra, o texto de Pedro Mariano sobre a remixagem do álbum “Elis”:
“Olá, gente! Tudo bem? Estou vindo aqui pra me posicionar em relação a uma certa comoção que vem ganhando reverberação por aqui nas redes quanto ao lançamento do disco da Elis de 1973, que foi remixado pelo Ricardo Camera, sob a supervisão e direção do João Marcello, meu irmão. Confesso que não entendi o motivo da polêmica!
Como herdeiros, João Marcello, Maria Rita e eu, detemos o direito total irrestrito de aprovação e de veto de qualquer projeto que venha ao nosso encontro que tenha a Elis como seu objeto principal. Temos ao nosso lado as gravadoras que possuem os materiais originais e que são as proprietárias dos fonogramas contendo as vozes da Elis. Temos também competentes e experientes escritórios de advocacia especializados nas questões jurídicas e artísticas que envolvem todas as liberações. Há décadas estamos à frente de uma empreitada gigante de manter o legado da Elis vivo e presente.
Enfrentamos muitos desafios que vão desde a perda de memória cultural até os algoritmos de hoje em dia. Mesmo assim, os fãs da Elis tiveram biografias, filmes, documentários, peças de teatro, musicais e uma enormidade de homenagens em álbuns, audiovisuais e publicidade. Sempre respeitando a liberdade artística dos que criam e geram esses conteúdos.
Se um projeto da Elis está no ar, foi porque nós, o herdeiros, aprovamos. Isso é ponto pacífico. Não existe, portanto, a menor possibilidade de um projeto que estejamos envolvidos ter sido feito à nossa revelia. Remixagens feitas por DJs mundo afora frequentemente chegam até nós e, a despeito de qualquer gosto artístico ou estético, nossa maior preocupação é manter o legado da Elis vivo. Estando tecnicamente correto e com todas as questões legais envolvidas resolvidas, que Elis siga cantando para o maior número de pessoas.
O disco em questão, ‘Elis’, de 1973, passou por processo rigoroso de recuperação e, após essa etapa, foi decidido que seria remixado e relançado sob essa bandeira de “Remix”, mantendo o álbum original em todas as plataformas onde as duas versões podem coexistir. Trata-se de uma nova visão de um álbum incrivelmente bem sucedido em todas as suas características, com o propósito de trazer às novas audiências uma nova experiência, sob a luz das novas tecnologias disponíveis hoje em dia.
Não houve falta de respeito, critério e carinho em nenhuma etapa. Não faltou dedicação, seriedade e amor no processo. Fizemos algo semelhante há alguns anos com o disco ‘Elis & Tom’, onde novos “momentos” foram resgatados e uma nova abordagem em termos de mixagem também foi utilizada.
Não é obrigatório gostar do álbum! Apenas lembrem que nós, João Marcello, Maria Rita e eu, estamos envolvidos e em nenhum momento estivemos munidos de qualquer sentimento que não fosse o melhor para a obra dela. Aos que não gostaram, segue o original nas plataformas, para seguirem curtindo, como sempre! Aos que estão abertos às novas experiências, que as novas tecnologias nos proporcionam:
Viva Elis!”
Pedro Mariano

Fonte: G1 Entretenimento

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KATSEYE entrega show com coreografias impecáveis para bom público no Lolla, mas nada além


O grupo KATSEYE se apresenta no Lollapalooza 2026
Fábio Tito/g1
Após passagem pelo Lolla Chile, as cinco remanescentes do KATSEYE chegaram ao Brasil com um repertório adaptado para as performances em quinteto.
Desfalcado, o grupo fez uma apresentação de 60 minutos neste domingo (22), embalada por uma precisão quase que milimétrica de coreografias, reflexo direto da sua origem fabricada.
Lolla 2026: Veja fotos do 3º dia
Formado entre 2023 e 2024 pelo reality show “Dream Academy”, o KATSEYE consolidou-se um girl group que, apesar de reunir integrantes dos EUA, Coreia do Sul, Suíça e Filipinas (se definem como um “grupo internacional”), carrega mesmo é toda a estética e o investimento da indústria pop coreana.
Um negócio de caso pensado que, aparentemente, deu muito certo. O grupo ostenta números no streaming que rivalizam com os dos outros dois artistas graúdos deste domingo, Lorde e Tyler, The Creator.
Quanto custa comer no Lolla?
Outra prova do sucesso: apesar da apresentação ter sido no mesmo horário do rapper Tyler (headliner inédito no Brasil), milhares de pessoas preferiram acompanhar o pop coreografadinho e chiclete do grupo.
O grosso do público era formado por crianças (muitas aparentavam não passar dos 10) e adolescentes. A maioria dos adultos que se via, acompanhava elas.
Sem álbum de estúdio lançado oficialmente (apenas EPs e singles soltos), o grupo tem um repertório enxuto de letras feitas para se conectarem mesmo com essa faixa etária. Como em “Monster High Fright Song”, uma das tocadas da noite: “O ensino médio me dá calafrios. Mas quando estou com a minha galera você não pode nos ignorar”, diz trechinho do refrão.
No palco em Interlagos, Daniela Avanzini, Lara Raj, Megan Skiendiel, Sophia Laforteza e Yoonchae Jeung tentaram fazer jus aos números do streaming, as indicações ao Grammy 2026 (Melhor Artista Revelação e Melhor Performance Pop em Duo ou Grupo) e aos fãs que estavam presentes. Não conseguiram.
E não foi por falta de esforço. É justamente o contrário: elas até estavam entusiasmadas (“A gente esperou muito tempo para vir ao Brasil)”, disse uma delas.
Em músicas como “Internet Girl”, elas desfilaram em fila, rebolaram até o chão e fingiram estar teclando em um laptop imaginário na bunda umas das outras.
Mas tudo na apresentação é coreografado demais, robótico demais. Nada sai do roteiro.
Katseye se apresenta no Lollapalooza Brasil 2026
Globo

Nem mesmo quando elas se apresentaram uma a uma após “I’m Pretty” e tentaram desenrolar algumas palavras em português. O máximo que saiu foi um “e aí, gatinhas”.
Os pontos altos do show foram mesmo os momentos em que os hits “Gabriela” e “Gnarly” tocaram. Muita batida de leque e dancinha sensual de TikTok, por parte da galera.
O que se viu no palco realmente pode ter impressionado os pequeninos e animados fãs, mas faltou de um headliner de festival uma das partes mais interessantes de se ver em um evento desse tipo: pulsação, improviso, alma.
É o que se espera de artistas, não?
O que ficou da apresentação foi a sensação de um espetáculo eficiente, mas que é arrumadinho demais.
O KATSEYE é um produto amarrado num lacinho, fofo, mas que foi feito de caso pensado para exportação. Não tinha como ser diferente.
Katseye se apresenta no Lollapalooza Brasil 2026
Globo
Cartela resenha crítica g1
Arte/g1

Fonte: G1 Entretenimento

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Lorde tira a roupa e se entrega em show moderno e visceral no Lollapalooza


Lorde empolga público do Lollapalooza com o hit “Royals”
Lorde cresceu com os fãs para quem se apresentou neste domingo (22), no Lollapalooza. De tempos em tempos, vem ver como a gente está, e vice-versa.
A artista já veio ao Brasil em todas as suas fases: em 2014, como a adolescente deslocada de “Pure Heroine”; em 2018, mais visceral e dramática no “Melodrama”; no icônico Primavera Sound 2022, no psicodélico “Solar Power” (ainda que hoje, no show, ela tenha esquecido que essa foi a última vez).
Agora, trouxe uma versão do show da “Ultrasound Tour”, que promove o disco “Virgin”. Foi recebida no Lolla por uma multidão gigantesca, a maior que o palco secundário viu neste festival.
No quesito shows, Lorde é um camaleão e adapta bem o conceito de cada álbum. Quem a viu em 2022, loira em um cenário grandioso, pode não reconhecer a artista de camiseta rasgada e calça jeans em cenário minimalista.
Lorde se apresenta no Lollapalooza Brasil 2026
Fábio Tito/g1
Cantando “Hammer”, Lorde parecia mais um alien: usava um óculos que emitia luzes – como se ela mesma fosse um híbrido de gente e máquina.
“Vocês não vão sair daqui enquanto não forem uma pilha no chão”, disse.
Essa mistura de sintético e orgânico, sintetizadores e letras sobre o corpo, é o tema central de “Virgin”.
No show, dá pra ver como o conceito tá redondinho. Lorde desdobrou o disco em várias ideias, na performance, no telão e nas roupas. E aplicou até às antigas, dando uma roupagem nova a tudo que os fãs já ouviram em outros shows.
Ela cantou “Buzzcut Season” para um ventilador, enquanto a câmera a captava atrás de grade; na sexual “Current Affairs”, começou a se despir, ficando de camiseta e cueca; em “Man Of The Year”, colou silver tape nos seios.
A galera cantou, chorou, dançou. Pulou horrores em “Green Light”. No fim, ela chegou perto do público e “se entregou” aos abraços dos fãs – até onde os seguranças deixaram, pelo menos.
Uma das artistas mais influentes de sua geração, Lorde se fez por refletir seu próprio tempo nas suas composições.
O mais impressionante é que isso não fica só nas músicas: a cada apresentação, ela tira novos coelhos da cartola.
Não há artista como ela, e nenhum show igual ao outro. Se continuar assim, Lorde nunca vai ficar sem público por aqui.
Cartela resenha crítica g1
Arte/g1

Fonte: G1 Entretenimento

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‘Hardcore 2.0’ do Turnstile conquista público do Lollapalooza com baladas e agitação


Turnstile se apresenta no Lollapalooza Brasil 2026
Fabio Tito/g1
A primeira vez que a banda Turnstile pisou no Brasil com seu hardcore “made in Baltimore”, EUA, foi em 2016. 10 anos depois, com muito mais elementos adicionados ao repertório que dialoga com o eletrônico e o pop, a nova sensação do rock fez um show de gente grande na noite deste domingo (22) no Lollapalooza Brasil.
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Vencedores do Grammy 2025 na categoria melhor álbum de rock com “NEVER ENOUGH”, o quinteto liderado pelo vocalista Brendan Yates entrou no mapa do mainstream com seu trabalho anterior, “GLOW ON”.
Sim, estamos falando de uma banda de hardcore que dialoga com o mainstream pelo som sofisticado.
Quanto custa comer no Lolla?
A bateria ligeira e forte de Daniel Fang (que, com certeza, pegou umas dicas com Travis Barker durante a turnê em parceria com o blink-182) é o ponto alto da (ótima) banda.
Mesmo estando do ladinho de Nova York, o grupo tem muito mais influência do hardcore nascido do outro lado dos EUA, o californiano.
Logo na música de abertura, “NEVER ENOUGH”, o público acendeu os primeiros sinalizadores — que se tornaram marca registrada em shows a céu aberto e com mosh-pit.
As baladinhas meio pop rock como “I CARE” e “SEEIN’ STAR” conduziram bem a plateia na parte mais dançante da apresentação, com o público respirando e cantando bem alto.
Aliás, um dos poucos momentos de respiro entre os crowd surfing e copos voadores com líquidos desconhecidos.
A parte ruim ficou por conta do setlist. A banda apresentou basicamente músicas dos seus dois últimos álbuns, tirando a chance do público de conhecer um pouco mais de “Nonstop Feeling”, que tem boas faixas e uma cara bem underground.
Em certo momento, o telão mostrou uma criança negra com um fone abafador de ruído gritando enlouquecidamente. Se esse jovem foi iniciada no hardcore com Turnstile, ele foi apresentado para uma das melhores bandas da sua geração.
Turnstile se apresenta no Lollapalooza Brasil 2026
Fabio Tito/g1
Cartela resenha crítica g1
Arte/g1

Fonte: G1 Entretenimento

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Setlist de Tyler, the Creator no Lolla: veja como deve ser show do artista no festival


Clipe de “Stop Playing With Me” de Tyler, the Creator
Divulgação
Tyler, the Creator é o headliner que encerra a programação do Lollapalooza 2026. Ele vem ao festival com um show muito aguardado, depois de cancelar a apresentação semanas antes do evento em 2018. Tyler se apresenta a partir das 21h30.
No repertório, Tyler deve incluir faixas dos discos “Don’t Tap the Glass” e “Chromakopia”, mas também deve tocar músicas que agradam os fãs de “Wolf” e “Flower Boy”. Veja, abaixo, o provável setlist:
Possível setlist de Tyler the Creator no Lolla
Big Poe
St. Chroma
Rah Tah Tah
Noid
Darling, I
Sugar on My Tongue
Stop Playing With Me
Tell Me What It Is
Sticky
Who Dat Boy
ARE WE STILL FRIENDS?
She
WUSYANAME
IFHY
EARFQUAKE
Tamale
I Hope You Find Your Way Home
Like Him
NEW MAGIC WAND
See You Again
Como Tyler, The Creator resgata a dança no hip-hop em novo álbum

Fonte: G1 Entretenimento

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De lingerie e playback, Addison Rae faz no Lolla 2026 versão amadora de um show da Britney


Addison Rae faz ‘striptease’ no hit Fame Is a Gun no Lollapalooza 2026
Ex-estrela do TikTok, Addison Rae estreou nos palcos do Lollapalooza Brasil neste domingo (22).
Se estava tímida, não pareceu. A cantora entrou ao som de “Fame is a Gun”, de casaco e peruca, e logo tirou – revelando que usava pouco mais que uma lingerie brilhante. Em seguida, engatou um rebolado ao som de um remix funk.
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É até difícil explicar a trajetória de Addison. Aos 25 anos, a artista é um reflexo de sua geração, tanto na trajetória quanto nas suas referências. Até meados de 2021, ela era uma jovem famosa por vídeos de dancinha no TikTok. De repente, se arriscou na vida de popstar.
Addison Rae se apresenta no Lollapalooza Brasil 2026
Fabio Tito/g1
Nove a cada dez vezes, essa fórmula não dá certo, rendendo músicas desinteressantes para redes sociais ou apresentações sem apelo. Addison é uma exceção.
Com o repertório de um álbum, “Addison”, e o EP “AR”, a artista já foi indicada ao Grammy de Melhor Artista Revelação. E reuniu um público numeroso, com bom horário – o início da noite – neste Lolla.
Não à toa: Addison mostrou que não tem muito medo de arriscar e, acima de tudo, tem boas músicas e referências.
Neste show, a cantora seguiu o molde de Britney Spears, tanto nos trejeitos de garota ingênua e sensual, quanto na performance… e muito playback.
“Sempre quis vir ao Brasil. Já ouvi sobre como vocês têm uma forte… cultura”, declarou, sem elaborar muito.
Com aquele microfone estilo Kate Bush, a artista entoou um ou outro verso na maior parte das faixas como “Money is Everything” e “New York”.
Só pareceu estar com o microfone ligado nas músicas finais – fora isso, nem disfarçou muito.
Um ponto alto foi quando Addison incluiu o remix de “Von Dutch”, dela com Charli XCX. Sob a curiosa justificativa que precisa poupar a voz, ela pediu fãs para reproduzir o grito dela na música. Não faltou voluntário, nem gritaria.
Não dá pra dizer que Addison não está tentando, estudando passo a passo o que faz uma diva pop à moda antiga. O show teve dançarinas sensuais, coreografia meio Broadway, interação com o público, até pequenas trocas de roupa.
Para um show de iniciante (o que ela é), estava até de bom tamanho. Os fãs não esperavam nada diferente. Para esse horário e palco no Lollapalooza, no entanto, Addison ainda é um tanto amadora.
Addison Rae se apresenta no Lollapalooza Brasil 2026
Fabio Tito/g1
Cartela resenha crítica g1
Arte/g1

Fonte: G1 Entretenimento

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Djo quer ser cantor sério, mas no Lolla provou que ainda é ator de ‘Stranger Things’ e one-hit wonder de TikTok


Djo canta ‘End of Beginning’ no Lollapalooza 2026
Para quem acompanha Joe Keery como ator (sim, é o Steve de “Stranger Things”), vê-lo no Lollapalooza neste domingo (22) foi uma chance de entender como ele equilibra a gratidão pelo sucesso em séries ou filmes com a necessidade de ser levado a sério como um músico de 33 anos de idade.
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E com persona musical que aparenta ter pelo menos o dobro disso: dada a influência de indie clássico, folk, indie anos 1990 e rocks dos tempos em que sintetizadores eram novidades.
É uma pena, no entanto, que ele ao vivo ainda esteja bem aquém do cacife que tem como ator. No máximo, o show de Keery no Autódromo de Interlagos o credenciou a ser um One-hit Wonder de TikTok tentando se firmar. A maturidade da performance é forçada, como colocar um abacate no saco de pão, esperar duas horas e comer ele verde.
É bom lembrar que o cantor nunca renegou o carinho dos fãs que conquistou perambulando pela cidade de Hawkins, mas o projeto Djo ainda precisa de tempo para a ressignificação que ele tanto busca.
Djo se apresenta no Lollapalooza 2026
Fabio Tito/g1
O uso de pseudônimos e disfarces no início da carreira musical era um receio de não ser levado a sério. E a estratégia até que funcionou. Seu pop psicodélico o deu o hit “End of Beginning” e uma turnê por festivais, com direito a este show no fim de tarde do Lolla.
“Me sinto a pessoa mais sortuda do mundo. Sei que é o tipo de merda que todo mundo fala, mas eu juro que estou falando sério”, disse, em uma das várias interações com a plateia. Ele é simpático, parece gostar do que faz, mas a falta de personalidade no som incomoda ouvidos mais exigentes.
Entre sintetizadores e guitarras, o que se viu no Lolla foi um artista amparado por uma banda ok e uma textura sonora retrô-futurista. Sim, a mistura de synth-pop, indie e baladas emotivas tem algo a ver com “Stranger Things”. Mesmo assim, o repertório passa longe do charme e do apelo inegável da série.
Nada supera a reação dos fãs durante “End of Beginning”, sucesso de 10 entre 10 plataformas de streaming. Outras faixas, porém, foram ignoradas pela maioria. Comoveram apenas o dedicado fã-clube que enfrentou o sol de 30ºC para ficar perto de seu ídolo.
Djo se apresenta no Lollapalooza 2026
Fabio Tito/g1
Cartela resenha crítica g1
Arte/g1

Fonte: G1 Entretenimento