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‘Medo da guerra’: Tânia Maria, atriz de ‘O Agente Secreto’, revela motivo de ausência no Oscar


Tânia Maria revela que não foi ao Oscar por medo da guerra
Apesar da expectativa em torno da viagem para Los Angeles, Tânia Maria, revelação do filme “O Agente Secreto”, decidiu permanecer no Brasil. O filme brasileiro recebeu quatro indicações ao Oscar 2026, mas saiu sem prêmios.
Ao explicar a ausência, relatou um histórico de problemas respiratórios e disse que o medo de viajar em meio à guerra também pesou na decisão.
“É um problema grave de respiração, que eu fui fumante”, contou. Depois do tratamento, afirmou ter se recuperado. Ainda assim, preferiu não embarcar.
“Tudo isso foi feito, mas como eu tenho medo da guerra e fiz questão de ficar no Brasil”, revela Tânia.
‘The Oscar goes to Tânia Maria’: povoado do Rio Grande do Norte faz premiação própria para atriz de ‘O Agente Secreto’
Tânia Maria, revelação de ‘O Agente Secreto’, revela que não foi ao Oscar por medo da guerra
Reprodução/TV Globo
‘Oscar’ na pracinha do povoado
Hollywood pode até ser a terra do Oscar, mas foi no interior do Rio Grande do Norte que Tânia Maria recebeu tratamento de estrela.
Em sua terra natal, moradores estenderam tapete vermelho, organizaram homenagens e prepararam uma estatueta customizada para celebrar a atriz, que nos últimos meses ganhou projeção nacional.
A celebração ocupou a pracinha do povoado e mostrou a dimensão que Tânia passou a ter para a comunidade. Mas o reconhecimento não se limitou à homenagem local.
Quando Tânia chegou à pracinha, a homenagem já estava pronta. Em meio aos aplausos e às frases em inglês improvisado, moradores anunciaram: “The Oscar go to diva Tânia Maria, queen of the Seridó.”
‘The Oscar goes to Tânia Maria’: povoado do Rio Grande do Norte faz premiação própria para atriz de ‘O Agente Secreto’
Reprodução/TV Globo
Mesmo ausente, virou assunto no Oscar
Sem sair do Brasil, Tânia continuou presente nas conversas da equipe de “O Agente Secreto” em Los Angeles.
“Ontem eu vi a imagem da senhora aqui num carro passeando por Los Angeles”, relatou o ator Carlos Francisco.
Tânia Maria virou figurinhas compartilhadas por fãs
Reprodução/Fantástico
Alice Carvalho também contou que Tânia virou assunto até entre crianças.
“Os gringos, os meninos pequenininhos que falam inglês desde pequeno, eles viram pra mim e falam, cadê Dona Tânia?”, disse a atriz.
Em inglês, a pergunta acabou virando bordão: “Where is Dona Tânia?”
Conheça Tânia Maria, a Sebastiana de “O Agente Secreto”
Reprodução/Fantástico
Veja a reportagem completa no vídeo abaixo:
Na torcida pelo Oscar, Tânia Maria ganha homenagem em Cobra
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Fonte: G1 Entretenimento

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De ‘zé ninguém’ a ganhador do Oscar: a história do funcionário de escola que enfrentou Putin


Pavel Talankin venceu o Oscar de melhor documentário com ‘Mr Nobody Against Putin’
Patrick T. Fallon/ AFP/Getty Images
Pavel Talankin nunca havia saído da Rússia antes de ir para o exílio no verão de 2024, deixando sua casa nas montanhas dos Montes Urais por questão de segurança, depois de discretamente se opor à máquina de guerra do presidente Vladimir Putin.
Em menos de dois anos, Pasha — como é conhecido — transformou-se de um coordenador de eventos e videomaker em uma escola primária em Karabash, um dos lugares mais poluídos da Terra, a um vencedor do Oscar.
Pasha foi premiado neste domingo (15/3) com a estatueta de Melhor Documentário, com seu filme Mr Nobody Against Putin (que em português seria algo como “Zé Ninguém Contra Putin”).
Antes de sua vitória, o diretor estava aproveitando sua nova fama e tirou selfies com alguns dos maiores nomes de Hollywood, incluindo dois dos concorrentes ao prêmio de melhor ator deste ano, Leonardo DiCaprio e Ethan Hawke.
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“Eles são apenas pessoas normais como todos nós”, ele me disse quando nos encontramos em Los Angeles antes da cerimônia do Oscar deste domingo (16/3).
Mas Pasha está longe de ser normal: um herói improvável cujo filme, Mr Nobody Against Putin, feito com o diretor americano baseado em Copenhagen, na Dinamarca, David Borenstein, venceu o prêmio de melhor documentário no BAFTA Film Awards em fevereiro.
Quando conversamos, ele ainda não sabia que também sairia com o Oscar de melhor documentário.
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O autodenominado “Zé Ninguém” tornou-se um “Sr. Alguém” em Hollywood.
Nós nos encontramos no aniversário de 35 anos de Pasha. Ele apareceu para a entrevista com balões rosa brilhantes — um “3” e um “5” — que, segundo disse, havia comprado para si mesmo naquela manhã.
Antes de domingo, a preocupação mais imediata dele em relação ao Oscar era a estatueta.
“Quanto ela pesa?”, perguntou. “Essa pergunta me interessa muito, porque em todas as lojas vendem falsificações chinesas de plástico e elas não pesam nada, então estou curioso para saber quanto pesa.”
A resposta, caso você esteja interessado, é 3,86 kg — mas isso é típico do seu humor sardônico, sempre dito com a maior seriedade.
A comédia também está muito presente no filme, apesar do tema sério.
“Pasha obviamente usou o humor como uma forma de lidar com o que estava acontecendo ao redor dele”, me disse David Borenstein.
“E, claro, o humor sempre foi uma grande parte da vida sob as realidades diárias do autoritarismo. As piadas soviéticas estão entre as melhores piadas. É simplesmente a forma como as pessoas lidam com isso.”
Pavel Talankin ajeitando o microfone antes de gravar alunos em escola na Rússia
Pavel Talankin
Sobre o que é o documentário
O documentário da BBC acompanha a história do que aconteceu depois da invasão em grande escala da Ucrânia pela Rússia em 2022 e como Pasha foi, relutantemente, arrastado para a máquina de propaganda de Vladimir Putin.
Seu papel na escola era filmar videoclipes musicais dos alunos, apresentações e cerimônias de formatura.
Mas a guerra trouxe ordens do Kremlin, introduzindo mais patriotismo, militarização e dever na vida escolar, além de cerimônias de hasteamento da bandeira.
Pasha disse que recebeu instruções para filmar e enviar provas às autoridades de que a escola estava obedecendo ao novo currículo.
Ele percebeu que isso o tornava “uma espécie de fiscal dos professores”, para fazê-los entender:
“Olhem, eu estou aqui, tenho uma câmera, estou filmando, então vocês vão dizer tudo o que devem dizer, vão falar conforme as instruções e usar o material fornecido pelo governo.”
Ele se rebelou, correndo grande risco pessoal, decidindo tornar-se um denunciante por meio do cinema.
Começou a enviar suas filmagens para David Borenstein, na Dinamarca, por servidores criptografados — uma decisão tomada em um instante, mas com consequências de longo prazo.
“Naqueles segundos eu fui movido pela raiva”, recordou. “Eu realmente não me importava. Pensei: que qualquer pessoa faça isso, que qualquer pessoa mostre esse filme, que qualquer pessoa o edite. O principal é que ele exista, para mostrar o que está acontecendo.”
Borenstein acrescentou:
“Nós achávamos muito importante que o mundo visse que Vladimir Putin obviamente não tem intenção de parar apenas na Ucrânia… Ele está dizendo às crianças da Rússia todos os dias que elas precisam se preparar para um futuro de guerra e de império.”
Pasha registrou soldados do grupo mercenário Wagner na escola mostrando às crianças como identificar minas e manusear armas — além de professores dando aulas aos alunos sobre a “desnazificação” da Ucrânia.
Também ouvimos histórias de ex-alunos que morreram no campo de batalha e de uma mãe chorando ao lado do túmulo do filho. Era perigoso demais para Talankin filmar o funeral, mas ele gravou o áudio angustiante dela.
O filme também mostra seus próprios atos de resistência.
Ele é um verdadeiro brincalhão: transformou os símbolos pró-guerra “Z” nas janelas da escola em “X” e retirou a bandeira russa da escola enquanto tocava alto Lady Gaga cantando o hino nacional dos Estados Unidos.
Ele enfrentou o regime, mas se recusa a aceitar que é corajoso.
“Não”, disse-me ele, “isso é apenas normal”.
Mercenário do Wagner foram à escola em Karabash mostrar armas e minas às crianças
Pavel Talankin/BBC Storyville/Feito em Copenhague
Borenstein discorda.
“Eu o descreveria como alguém muito corajoso, alguém que sente emoções de forma muito, muito intensa, alguém que realmente se importa profundamente com a verdade e alguém que realmente, realmente, realmente ama seu aniversário.”
Para os cineastas fora da Rússia, proteger Pasha e as pessoas no filme de represálias era a prioridade máxima.
“Tínhamos uma longa lista de protocolos de segurança”, explicou David Borenstein, “e estávamos ouvindo de pessoas que realmente nos deram uma avaliação grave dos riscos na Rússia.
“Líamos notícias sobre professores, sobre pessoas na Rússia que receberam longas penas de prisão, não por trabalharem com estrangeiros, não por fazerem um filme clandestino, mas simplesmente por desrespeitar a bandeira russa, que é uma coisinha pequena que ele fez no filme.”
“Estávamos com medo. Ele não estava com medo.”
No final, quando Pasha vê um carro da polícia do lado de fora de seu apartamento e há preocupações de que sua vida possa estar em risco, ele percebe que é hora de fugir.
No filme, ouvimos um produtor que fala russo dizer a ele:
“Antes de atravessar a fronteira, você deve apagar nosso aplicativo de mensagens seguro.”
“Você precisa ter muito cuidado ao levar suas filmagens pelo controle de fronteira. Apenas fique calmo. Você tem uma passagem de volta. Eles vão pensar que você retorna em sete dias. Apenas acredite em si mesmo. Acho que o que você fez terá um grande impacto.”
Ele deixou sua terra natal — e sua mãe — e agora vive em um local não divulgado na Europa. Ele acredita que isso não será para sempre.
“Quando o regime cair, eu planejo voltar e ser útil.”
Por enquanto, ele está focado em garantir que o filme seja visto pelo maior número de pessoas possível. Ele sabe que pessoas em Karabash já assistiram.
Quando o filme estreou no Sundance Film Festival, nos EUA, no ano passado, Borenstein conta que alguém o gravou digitalmente e depois compartilhou pela cidade.
Enquanto produziam o filme, Talankin diz que quase 200 mil professores deixaram seus empregos em vez de fazer parte de um sistema que está doutrinando crianças.
Ele espera que Mr Nobody Against Putin mostre aos russos “que pensam de forma semelhante a mim que não estão sozinhos”.
No dia em que nos encontramos, enquanto caminhávamos pelo píer de Santa Monica, na Califórnia, sob o sol, o espectro da guerra ainda pairava sobre ele. Ele compartilhou uma notícia que havia recebido poucas horas antes:
“Hoje descobri que um dos meus alunos morreu.”
Nikita, de 19 anos, foi morto na Ucrânia, disse ele. “Eu o conhecia. É um rapaz bondoso e ele nunca teria ido sem a propaganda.”

Fonte: G1 Entretenimento

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Lázaro Ramos vive 1º vilão em novela: ‘É para ser odiado, para ninguém torcer por ele’


Lázaro Ramos vive 1º vilão em novela: ‘É para ser odiado, para ninguém torcer por ele’
Conhecido por papéis carismáticos e bem-humorados, Lázaro Ramos estreia como vilão em novelas em A Nobreza do Amor. Na trama, ele interpreta Jendal, um personagem manipulador e ambicioso inspirado em Iago, de Otelo, de William Shakespeare.
“Ele é manipulador, tirano. Para um ator, é maravilhoso fazer um personagem com tantas camadas”, afirma. Curiosamente, o convite para o papel partiu do próprio ator: após ler os primeiros capítulos da novela, escrita por seu primo, Elisio Lopes Jr., Ramos se encantou pela história e pediu para interpretar o antagonista antes mesmo de perceber que se tratava de um vilão.
“Eu devorei os seis primeiros capítulos e falei: ‘Eu não só gostei como eu quero fazer. Por favor, me chama’. Depois que eu me toquei que era vilão — e que eu nunca tinha feito um — percebi também que nunca tinha sonhado em interpretar um. Acho que foi o personagem que me convocou”, conta.
Bastidores da novela ‘A Nobreza do Amor’
Estevam Avellar/Globo
‘Chance de criar uma coisa única’
Com mais de 30 anos de carreira, Lázaro Ramos diz que Jendal tem lhe dado o entusiasmo de quem está começando. “Eu estou estudando como se fossem minhas primeiras peças. Acho isso tão lindo. Depois de tanto tempo, resgatar essa paixão pela carpintaria da profissão”, diz. Para moldar o seu vilão, ele se dedicou a estudar materiais específicos, com personagens marcantes da Globo, além de chamar um diretor de teatro para ajudá-lo nessa construção.
“Fui reler o Otelo e a partir daí me deu um clique. Depois disso, eu mergulhei no texto. Entendi que tinha várias diferenças desses universos que podem inspirar. A gente tinha a chance de criar uma coisa única”, explica.
A diferença de postura do personagem de Lázaro como primeiro-ministro do reino fictício de Batanga e após dar um golpe de Estado será perceptível. “Na primeira fase, é uma fase mais silenciosa, mais manipulador. Depois, quando ele fica com o poder nas mãos, se torna um tirano”.
‘A Nobreza do Amor’: Jendal (Lázaro Ramos) e sua filha Kênia (Nikolly Fernandes).
Globo/ Estevam Avellar
Grande antagonista
Tudo piora com a rejeição da princesa Alika, prometida a Jendal ainda criança. “Ele vira um bárbaro. A partir disso, ele diz, já que eu estou sofrendo, todo mundo vai sofrer também. Ele faz de tudo: joga gente no poço das serpentes, manda saquear um navio inteiro”, conta.
Apesar das diferentes camadas do personagem, Lázaro Ramos reconhece que a função de Jendal na história é clara: ser o grande antagonista.
“Em tese, é para ele ser odiado. É para ninguém torcer por ele. As atitudes dele são todas reprováveis”, diz o ator.
Diferente de seus outros trabalhos, em que costuma ser piadista e descontraído, Lázaro adotou uma postura mais austera nos bastidores. “Nos primeiros meses de gravação, eu entendi que precisava de uma concentração diferente. Então criei uma certa cerimônia, um jeito específico de chegar ao set. Em cena, não interagia muito com as pessoas”, conta.
Até durante a gravação da chamada da novela, ele mudou de postura assim que vestiu o figurino do personagem. “Eu coloquei a roupa e naturalmente cheguei calado. No set, eu não falei nada. Ficou um clima pesadíssimo. E as pessoas começaram a me chamar de Jendal e a pedir licença”, lembra, rindo.
Mesmo sem nunca ter planejado interpretar um antagonista, Lázaro Ramos diz que tem se divertido com a nova experiência. “Eu nunca tinha sonhado em fazer vilão, mas estou adorando”, afirma. “Se depender de mim, personagens controversos assim vão aparecer mais e mais.”
‘A Nobreza do Amor’: Lázaro Ramos interpreta Jendal
Globo/ Estevam Avellar

Fonte: G1 Entretenimento

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Diane Warren, a compositora que foi indicada 17 vezes ao Oscar… e perdeu todas


A cantora Diane Warren no tapete vermelho da d98ª edição do Oscar, que acontece neste domingo, 15 de março de 2026
ANGELA WEISS / AFP
Diane Warren, compositora de 69 anos, perdeu o Oscar pela 17ª vez neste domingo (15). Warren já tem Grammy, Emmy, Globo de Ouro e mais. Pela Academia, ela levou apenas um prêmio honorário, em 2022.
Neste ano, ela foi indicada ao Oscar de melhor canção original por “Dear Me”, música do documentário “Diane Warren: Relentless”, interpretada por Kesha.
Ela perdeu o Oscar de Melhor Canção Original de 2026 para “Golden”, de “Guerreiras do K-Pop”, que também levou o Oscar de Melhor Animação.
Audrey Nuna, cantora de ‘Guerreiras do Kpop’, fala sobre sucesso do filme
Quais os hits de Diane Warren?
Warren é uma das compositoras mais bem-sucedidas da música pop e do cinema, com 33 músicas no top 10 da Hot 100 da revista americana “Billboard” e nove hits número 1.
Entre os principais hits escritos por ela estão “Un-Break My Heart”, de Toni Braxton, “Because You Loved Me”, com Céline Dion, “I Don’t Want to Miss a Thing”, do Aerosmith, “If I Could Turn Back Time”, de Cher, além de “Nothing’s Gonna Stop Us Now”, do Starship.
No ano passado, ela concorreu à categoria de melhor canção com “The Journey”, do filme “The Six Triple Eight”, e perdeu para “El Mal”, do filme “Emilia Pérez”. Warren é recordista de maior número de indicações ao Oscar por uma compositora.
Embora não tenha um Oscar competitivo, ela tem estatuetas do Grammy, Globo de Ouro e Emmy.

Fonte: G1 Entretenimento

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Oscar 2026: ‘Uma batalha após a outra’ é grande vencedor em noite sem prêmios para o Brasil


Paul Thomas Anderson ganha o Oscar de melhor direção por ‘Uma batalha após a outra’
Mike Blake/Reuters
“Uma batalha após a outra” confirmou o favoritismo ao ganhar o prêmio de melhor filme e outras cinco categorias no Oscar 2026, neste domingo (15) — em uma noite em que o Brasil tinha representantes com cinco indicações no total, saiu sem vitórias.

Fonte: G1 Entretenimento

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Michael B. Jordan é o sexto negro a vencer a categoria de Melhor Ator no Oscar


Michael B. Jordan, indicado a melhor ator por ‘Pecadores’, chega ao Oscar 2026
Daniel Cole/Reuters
Michael B. Jordan é o sexto negro a vencer categoria de Melhor Ator no Oscar. O artista levou sua primeira estatueta por seu trabalho em “Pecadores”. A cerimônia de premiação do Oscar 2026 aconteceu na noite deste domingo (15).
Jordan concorria com Timothée Chalamet (“Marty Supreme”), Leonardo DiCaprio (“Uma batalha após a outra”), Ethan Hawke (“Blue Moon”) e Wagner Moura (“O agente secreto”).
Antes de Michael B. Jordan, os outros atores negros a vencer a categoria de Melhor Ator nos quase 100 anos de Oscar foram:
Sidney Poitier, em 1964, por “Uma Voz nas Sombras”;
Denzel Washington, em 2002, por “Dia de Treinamento”;
Jamie Foxx, em 2005, por “Ray”;
Forest Whitaker, em 2007, por “O Último Rei da Escócia”;
Will Smith, em 2022, por “King Richard: criando campeãs”.
Em seu discurso de agradecimento, Michael B. Jordan agradeceu a todos eles, além de citar o nome de Halle Berry, única atriz negra a vencer a categoria de Melhor Atriz ao longo da história da premiação. Berry venceu a premiação em 2002 pelo filme “A Última Ceia”.
“Estou aqui por causa das pessoas que vieram antes de mim. Sidney Poitier, Denzel Washington, Halle Berry, Jamie Foxx, Forest Whitaker, Will Smith. E estar entre esses gigantes, entre esses grandes, entre meus ancestrais… obrigado”, citou Fox.
LEIA MAIS: ‘Pecadores’ impressiona com ótima mistura de terror e conflitos raciais
Assista ao trailer do filme “Pecadores”

Fonte: G1 Entretenimento

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Oscar 2026: Brasil ainda concorre a melhor filme; ASSISTA


Oscar 2026: Brasil ainda concorre a melhor filme; ASSISTA A cerimônia dos melhores do cinema acontece em Los Angeles, nos Estados Unidos. A TV Globo transmite. “O agente secreto” recebeu quatro indicações ao Oscar 2026, incluindo melhor ator para Wagner Moura.. Seleção de elenco, uma das indicações do filme brasileiro, vai para ‘Uma batalha após a outra’.. Adolpho Veloso concorria à categoria de melhor fotografia por ‘Sonhos de Trem’, mas o prêmio foi para ‘Pecadores’. A TV Globo irá transmitir a cerimônia, e você também pode acompanhá-la ao vivo pelo g1.. Veja a lista completa de vencedores.

Fonte: G1 Entretenimento

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Michael B. Jordan vence Oscar de Melhor Ator e supera Wagner Moura em ‘O Agente Secreto’


Michael B. Jordan, indicado a melhor ator por ‘Pecadores’, chega ao Oscar 2026
Daniel Cole/Reuters
Wagner Moura perdeu o Oscar 2026 de Melhor Ator pelo filme “O agente secreto” para Michael B. Jordan, de “Pecadores”. Pela primeira vez na história, um ator brasileiro concorreu na categoria.
Os indicados eram:
Wagner Moura, “O Agente Secreto”
Timothée Chalamet, “Marty Supreme”
Leonardo DiCaprio, “Uma batalha após a outra”
Ethan Hawke, “Blue Moon”
Michael B. Jordan, “Pecadores”
Além da indicação de melhor atuação masculina, o filme brasileiro concorreu em outras três categorias no Oscar 2026 e empatou com o recorde de “Cidade de Deus”, em 2004.
Assim que subiu ao palco, Michael B. Jordan procurou por seus pais na plateia e lembrou que seu pai viajou de Gana até Los Angeles para ver a premiação. “Obrigado a todos vocês por me apoiarem”, comentou. “Estou aqui diante de vocês e muitas pessoas vieram antes de mim, Sidney Poitier… Will Smith. Estar entre esses gigantes, obrigado.”
Qual a história de ‘Pecadores’?
Michael B. Jordan encara o desafio de interpretar os gêmeos Fumaça e Fuligem em uma Louisiana de 1932, onde o horror sobrenatural disputa espaço com a violência real da segregação racial. Sob a direção firme de Ryan Coogler, a trama foge do susto vazio ao ancorar o medo em uma comunidade negra que tenta prosperar através da música, transformando a abertura de um clube de blues no palco de uma luta sangrenta contra forças misteriosas.
O filme equilibra o peso histórico das leis Jim Crow com uma trilha sonora envolvente e um clima de suspense robusto, provando que as feridas sociais do passado conseguem ser tão aterrorizantes quanto as criaturas que espreitam na escuridão.
Qual a história de ‘O agente secreto’?
Kleber Mendonça Filho e Wagner Moura durante a filmagem de ‘O agente secreto’
Laura Castor/Divulgação
“O Agente Secreto” coloca Wagner Moura na pele de Marcelo, um professor que desembarca na capital pernambucana em pleno 1977 fugindo de ameaças em São Paulo para tentar reencontrar o filho.
O longa de Kleber Mendonça Filho é um thriller de atmosfera densa que acerta ao transformar o carnaval e a paisagem urbana em um cenário de vigilância e paranoia, funcionando como um jogo de gato e rato onde as lendas locais e o medo da ditadura se misturam, entregando uma obra que é, ao mesmo tempo, um drama familiar comovente e um suspense pop de tirar o fôlego.
Na edição do ano passado, “Ainda estou aqui” venceu o prêmio de Melhor Filme Internacional. Foi a primeira estatueta conquistada pelo Brasil na história da premiação.

Fonte: G1 Entretenimento

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‘Valor sentimental’ encontra beleza na humanidade além de tumulto familiar; leia crítica do vencedor do Oscar de Filme Internacional


Assista ao trailer de ‘Valor sentimental’
“Valor sentimental” é daqueles filmes raros, que espalham por conta própria inúmeras armadilhas apenas para desviar deles – e que, no processo de evitar um melodrama barato, encontra beleza na humanidade real por trás de complicações familiares.
Ou pode ser que seja o contrário, e que a obra norueguesa tenha encontrado tal beleza e então evitado o melodrama. É difícil dizer.
Seja como for, o longa vencedor do Oscar de Melhor Filme Internacional se apresenta como uma evolução natural do trabalho e da sensibilidade do cineasta dinamarquês Joachim Trier.
No filme, ele se reencontra com a atriz Renate Reinsve para expandir a exploração que fizeram sobre o lado humano de tragédias corriqueiras no incrível “A pior pessoa do mundo” (2022).
Com o trabalho sutil e doído em “Valor sentimental”, a norueguesa se eleva de vez à elite da atuação mundial – apoiada por interpretações impecáveis de um elenco que mistura nomes conhecidos, como Stellan Skarsgård (“Andor”) e Elle Fanning (“Um completo desconhecido”), e revelações, como Inga Ibsdotter Lilleaas.
Stellan Skarsgård e Renate Reinsve em cena de ‘Valor sentimental’
Kasper Tuxen/Divulgação
O roteiro escrito por Trier e Eskil Vogt, parceiro do diretor durante toda a sua carreira, à primeira vista conta a história de um diretor veterano egocêntrico (Skarsgård) que escala uma estrela americana (Fanning) para protagonizar seu novo – e provável último – filme, após sua filha atriz (Reinsve) rejeitar o papel.
Este é o resumo mais sexy e comercial.
Aos poucos, “Valor sentimental” se desdobra no efeito cascata de traumas familiares que definem suas diferentes gerações.
Ao adotar diferentes pontos de vista, a obra destrincha relações e momentos definidores de cada um – e faz com que episódios particulares de seus personagens ressoem particularmente universais.
O mais notável, contudo, é que o faz sem apelar para o melodrama. Graças em especial ao elenco, o filme comove ao mesmo tempo em que sustenta uma leveza surreal.
Renate Reinsve e Inga Ibsdotter Lilleaas em cena de ‘Valor sentimental’
Kasper Tuxen/Divulgação
Cavalo de Tróia
Menos operático do que o indicado ao Oscar “A pior pessoa do mundo”, “Valor sentimental” depende quase que integralmente do peso de suas atuações.
Reinsve já tinha provado possuir um talento único para dar vida a pessoas cheias de defeitos mas profundamente magnéticas no trabalho anterior de Trier, que a lançou para o mundo.
Ao invés de ficar presa, a atriz se apoia no estereótipo para superar um desafio ainda maior – e equilibrar uma balança que conta com Skarsgård do outro lado. Aos 74 anos, o sueco líder do clã Skarsgård (ele é pai dos também atores Alexander, Bill e Gustaf) é um dos destaques.
No lugar de se apequenar ao lado da dupla, a norueguesa Lilleaas se aproveita.
Stellan Skarsgård e Elle Fanning em cena de ‘Valor sentimental’
Kasper Tuxen/Divulgação
Com calma e frieza, ela se esgueira pelo tamanho dos personagens e das atuações dos companheiros para se esconder em plena vista e se tornar a responsável pela maior pancada da trama – e apresentar a verdadeira história ao público.
Porque se os conflitos de um grande diretor com o próprio ego e com a filha com medo de compromissos é a narrativa mais sexy, ela carrega de forma troiana a relação entre duas irmãs que precisaram contar uma com a outra a vida inteira.
Em especial, com a distância do pai narcisista e com a compreensão do motivo pelo qual ele é como é.
“Valor sentimental” poderia cair pra o sentimentalismo barato de outras obras que desbravam dramas familiares. Meio que de propósito, a obra abraça expectativas do gênero e as usa como plataforma para voar mais longe.
Cartela resenha crítica g1
Arte/g1
Inga Ibsdotter Lilleaas e Elle Fanning em cena de ‘Valor sentimental’
Kasper Tuxen/Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

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Oscar 2026: premiação ainda tem 2 indicações para brasileiros; ASSISTA


Oscar 2026: premiação ainda tem 2 indicações para brasileiros; ASSISTA A cerimônia dos melhores do cinema acontece em Los Angeles, nos Estados Unidos. A TV Globo transmite. “O agente secreto” recebeu quatro indicações ao Oscar 2026, incluindo melhor ator para Wagner Moura.. Seleção de elenco, uma das indicações do filme brasileiro, vai para ‘Uma batalha após a outra’.. Adolpho Veloso concorria à categoria de melhor fotografia por ‘Sonhos de Trem’, mas o prêmio foi para ‘Pecadores’. A TV Globo irá transmitir a cerimônia, e você também pode acompanhá-la ao vivo pelo g1.. Veja a lista completa de vencedores.

Fonte: G1 Entretenimento