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Zélia Duncan dá passo à frente com a fricção de ‘Agudo grave’, álbum autoral que evolui como ‘sólido que escorre’


Zélia Duncan lança o 15º álbum de estúdio em 45 anos de carreira, ‘Agudo grave’, com dez músicas autorais e a regravação de tema de Itamar Assumpção (1949 – 2003)
Mauro Restiffe / Divulgação
♫ CRÍTICA DE ÁLBUM
Título: Agudo grave
Artista: Zélia Duncan
Cotação: ★ ★ ★ 1/2
♬ Na letra de “Maravilha disforme”, uma das dez músicas inéditas do 15º álbum de estúdio de Zélia Duncan em 45 anos de carreira, “Agudo grave”, a artista relaciona paradoxos e contradições em versos como “O belo que apavora” e “O afago que só corta”.
Integrante da letra escrita para melodia típica de Lenine, parceiro de Zélia na composição e convidado da faixa pontuada pelos sopros do clarinete e do clarone de Maria Beraldo, o verso “O sólido que escorre” se impõe com perfeita tradução do álbum gravado entre setembro de 2025 e janeiro deste ano de 2026 no Estúdio do Tó, em São Paulo (SP), com produção musical e arranjos de Maria Beraldo.
Ao longo de 11 faixas, o álbum “Agudo grave” soa como sólido que escorre por conta da salutar conexão de Zélia com Beraldo. Artista que habita o universo da invenção, Maria Beraldo (des)estrutura o cancioneiro de Zélia Duncan, não a ponto de torná-lo irreconhecível para ouvintes de álbuns como “Pré-pós-tudo-bossa-band” (2005), “Pelo sabor do gesto” (2009) e “Tudo é um” (2019), mas o suficiente para fazer com que a cantora, compositora e instrumentista fluminense dê passo à frente na discografia iniciada em 1990.
Em suma, como produtora musical e arranjadora do álbum, orquestrado sob direção artística de Zélia Duncan e lançado em 14 de maio, Maria Beraldo joga outra luz sobre a obra dessa cantora de tons escuros, compositora (geralmente letrista) de obra ancorada no universo do folk, ecoando assumidas influências como a cantora e compositora canadense Joni Mitchell.
Com apurada engenharia de som capitaneada por Tó Brandileone, “Agudo grave” é álbum mais de fricção do que de ruptura, como sinalizam os violões (tocados por Beraldo e Brandileone) ouvidos na introdução da primeira faixa do álbum, a música-título “Agudo grave”, inspirada música de Zélia com Lucina, parceira desde a decisiva década de 1990. “Sinto agudo / E canto grave / No meu pequeno intenso mundo / Quantos imensos mundos cabem?”, questiona Zélia em versos da canção-título.
No mosaico de parceiros do álbum “Agudo grave”, Zélia Duncan amplia esse mundo através da conexão com o baixista e compositor Alberto Continentino, parceiro de três das 10 músicas autorais alinhadas em disco que será editado nos formatos físicos de LP e CD.
Na primeira delas, “Pontes no ar”, cantada por Zélia com Continentino, o arranjo de Maria Beraldo ergue a impressão de que a bateria de Sérgio Machado e o baixo do próprio Alberto Continentino sustentam no ar as pontes do título da música. Na segunda parceria dos artistas, “E aí, IA?”, canção de título tão engenhoso quanto conciso, paira uma sensação de dissonância sobre o toque jazzy de um piano tocado por Maria Beraldo e/ou por Tó Brandileone.
A terceira parceria de Zélia com Continentino, “Importante”, ganha a forma de samba encabulado em que as janelas são abertas para entrar a brisa do amor, com o violão de João Camarero e o cavaquinho de Rodrigo Campos ecoando algum lugar do passado da música brasileira em harmonioso atrito com a contemporaneidade do arranjo.
A propósito, “Agudo grave” é álbum em que os arranjos sobressaem ao longo das 11 faixas – até porque as melodias dos oito parceiros nem sempre estão à altura das letras e da inquietude de Zélia Duncan, e são esses eventuais desequilíbrios entre música e letra que tiram pontos e impedem o álbum “Agudo grave” de se impor como a obra-prima que ele bem poderia ser.
Parceria da artista com Ná Ozzetti, “Meu plano” nivela bem melodia, letra e o arranjo em que Maria Beraldo evoca o paraíso onírico e solar vislumbrado por Zélia nos versos. Esse paraíso parece ambientar o amor Caymmi descrito nos versos “Calmo”, parceria da artista com Zeca Baleiro que justifica o título ao evoluir com a serenidade da “Conversa na varanda” mencionada em um dos versos.
Outro exemplo de equilíbrio entre música, letra, arranjo e execução é “Voz”, parceria de Zélia com Maria Beraldo, cantada pelas duas artistas sobre a cama armada pelo violão de João Camarero, coautor do arranjo. “Meu corpo é a estrada toda”, sinalizam as artistas na faixa, um dos pontos mais altos do álbum.
Parceria de Zélia com Pedro Luís, “Olhos de cimento” pesa o clima na polaroide urbana de relacionamento em que “sobra vazio e o sol virou sombra” no poço da solidão. O timbre rascante da guitarra de Filipe Coimbra sublinha o tom seco da faixa.
Contudo, na sequência do álbum, “Resolvidinho” – música de Zélia com Juliano Holanda, único parceiro do álbum anterior da artista, “Pelespírito” (2021) – amansa novamente o álbum e o devolve ao reino dos afetos, com a proposta onírica de dormir e sonhar dentro do outro.
No fim, Zélia arremata “Agudo grave” com a única regravação do repertório, “Que tal o impossível?” (1988), música de Itamar Assumpção (1949 – 2003), compositor recorrente na discografia da cantora há 30 anos. E aí o que parece óbvio soa extremamente pertinente porque, em “Agudo grave”, Zélia Duncan canta Itamar Assumpção com a transgressão impressa na obra vanguardista do compositor com arranjo polifônico em que sobressai o piano inusual de Vitor Araújo.
Afinal, a posição dianteira ontem ocupada pelo Nego Dito no desvario musical da Pauliceia hoje é de artistas inventivos como Maria Beraldo, a quem Zélia Duncan se conecta neste álbum que se alimenta da contradição entre a obra da artista e a produção musical e os arranjos de Beraldo, fazendo com que “Agudo grave” irradie outra luz ou, para voltar ao verso de “Maravilha disforme” citado no início, evolua como um sólido que escorre.
Capa do álbum ‘Agudo grave’, de Zélia Duncan
Mauro Restiffe / Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

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Ana Paula do BBB é convidada para participar de ‘Quem Ama Cuida’, nova novela das 9


Ana Paula Renault e Amora Mautner em evento de lançamento da novela ‘Quem Ama Cuida’.
Divulgação
A diretora artística Amora Mautner convidou a vencedora do BBB26, Ana Paula Renault, para uma participação em ‘Quem Ama Cuida’, nova novela das nove da TV Globo.
O convite foi oficializado e reforçado para capítulos mais adiantados da trama durante o evento de lançamento da própria produção, realizado no Jockey Club, em São Paulo, na noite de quinta-feira (14).
Ana Paula deve integrar um núcleo de concurso de dança ao lado da atriz Flávia Alessandra e, embora tenha brincado que não sabe “nem andar em linha reta”, teve a presença defendida pela diretora com base em seu apelo popular.
“O fato de que ela ganhou o BBB mostra que o Brasil quer originalidade, autenticidade. Mais do que qualquer falsidade, ‘ai sou fofinha, ai sou legal’. O Brasil quer ver pessoas de verdade”, afirmou Amora sobre a escolha.
Esta não será a primeira experiência de Ana Paula em novelas da Globo. Em 2016, ela atuou em ‘Haja Coração’, produção das sete, onde contracenou com a atriz Ellen Rocche.
Sinopse da novela
Escrita por Walcyr Carrasco e Claudia Souto, a novela estreia nesta segunda-feira (18) focada na trajetória de superação de Adriana, personagem interpretada por Letícia Colin.
Vídeos em alta no g1
Após perder a casa e o marido, Adriana cruza o caminho do advogado Pedro (Chay Suede) e de Arthur (Antonio Fagundes), em um enredo que mistura o melodrama clássico a temas contemporâneos de justiça e vingança.
O elenco conta ainda com nomes como Tony Ramos, Isabel Teixeira e Mariana Ximenes.
Do lado esquerdo, Amora Mautner, diretora de ‘Quem Ama Cuida’. Do direito, Ana Paula Renault, ganhadora do BBB 26.
Globo/Bob Paulino

Fonte: G1 Entretenimento

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Relembre o relacionamento entre Virginia Fonseca e Vini Jr


Virginia Fonseca em show em Goiânia e com o namorado, Vini Jr.
Reprodução/Redes sociais Virginia e Vini Jr.
A influenciadora Virginia Fonseca anunciou, nesta sexta-feira (15), o fim de seu relacionamento com o jogador Vinicius Jr. Oficialmente, o namoro começou no dia 28 de outubro de 2025, mas já havia boatos de que os dois estavam juntos há algum tempo.
Marcado por declarações públicas, polêmicas e namoro à distância, o relacionamento entre o jogador e a influenciadora ganhou grande repercussão nas redes sociais.
Os rumores de um envolvimento começaram após frequentes viagens de Virgínia à Espanha, onde Vini Jr. atua pelo Real Madrid desde 2018.
Em setembro de 2025, a influenciadora viajou com os criadores de conteúdo Lucas Guedez, Rafa Uccman e Duda Freire, além do assessor Hebert e do maquiador Nikolas Miguel. O grupo se hospedou em uma mansão com vista para o Mar Mediterrâneo.
Os indícios de proximidade com o jogador ficaram mais evidentes na segunda viagem. As suspeitas aumentaram quando Virgínia publicou um vídeo dentro do closet de Vini Jr. Na gravação, ela afirmou que havia acabado de acordar e sairia à noite. No vídeo, aparece parte de um tapete com a inscrição “Off-White”, semelhante ao mostrado em uma foto publicada pelo jogador em setembro de 2024.
Em um intervalo de um mês e meio, Virgínia voltou a Madri no dia 1º de outubro, reacendendo os rumores. Poucos dias depois, o jogador publicou um vídeo dançando ao lado da influenciadora, aumentando as expectativas dos fãs sobre a oficialização do romance.
Primeiro término
A modelo brasileira Day Magalhães divulgou supostas conversas com o jogador, o que teria motivado o fim do envolvimento com Virgínia.
Em seu perfil no Instagram, Day afirmou que se relacionava com Vini Jr. ao mesmo tempo em que ele se envolvia com a influenciadora. Ela também destacou que não foi bloqueada pelo atleta nas redes sociais após a repercussão.
Depois, Vini Jr. usou seu perfil no Instagram para pedir desculpas a Virgínia Fonseca.
“Não tenho vergonha de assumir que me descuidei, não correspondi da melhor forma e a decepcionei. Por isso, quero pedir desculpas publicamente, com o coração aberto, porque entendi que relação de verdade só existe quando há respeito, confiança e transparência”, escreveu.
Chance ao amor
No dia 28 de outubro, Virgínia deu uma segunda chance ao jogador e voltou a aparecer ao lado dele. Nesse momento, começou o namoro oficial.
Entre postagens e declarações, o casal seguiu repercutindo nas redes sociais. Em sua estreia como rainha de bateria da Grande Rio, a influenciadora mostrou presentes enviados pelo namorado, como pétalas de rosas, um café da manhã especial e um tênis personalizado.
A bandeja veio acompanhada de uma carta do jogador: “Pra você me sentir mais perto e conectado com você nesse dia tão importante”.
Após o carnaval, eles passaram um período juntos em Madri, onde o jogador mora.
“Sim! Nosso relacionamento é à distância, mas, sempre que as agendas permitirem, vou para lá. Isso já faz parte da rotina”, disse Virgínia.
Nova crise e término
A tranquilidade foi abalada quando a mãe de Virgínia, Margareth Serrão, curtiu — segundo ela, sem querer — uma publicação sobre uma suposta traição de Vini Jr.
Ela se pronunciou nas redes sociais: “Novamente, foi uma curtida sem intenção. Foi no passar o dedo. No meu entendimento, isso é fake news e eu não curtiria esse tipo de conteúdo”.
No começo deste mês, fãs passaram a especular uma crise no relacionamento após o jogador apagar uma postagem com a influenciadora. Dias depois, Virgínia confirmou o término.

Fonte: G1 Entretenimento

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Virginia Fonseca anuncia fim de relacionamento com Vini Jr: ‘Me dediquei muito’


Virginia Fonseca em show em Goiânia e com o namorado, Vini Jr.
Reprodução/Redes sociais Virginia e Vini Jr.
A influenciadora Virginia Fonseca anunciou, nesta sexta-feira (15), o fim de seu relacionamento com o jogador Vinicius Jr.
Em comunicado divulgado em seus perfis oficiais, Virginia afirmou que a decisão foi tomada de forma respeitosa e que pretende continuar se “permitindo viver” novas experiências.
Matéria em atualização.

Fonte: G1 Entretenimento

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Novelinha, turnê e ex-casal reunido: como ‘Três Graças’ cruzou fronteira da TV


Novelinha, turnê e ex-casal reunido: como ‘Três Graças’ acertou ao cruzar fronteira da TV
A novela “Três Graças”, de Aguinaldo Silva, chega ao fim nesta sexta-feira (15). Ao longo dos meses em que foi exibida, entrou para o hall das novelas recentes mais queridas da TV Globo… e graças ao carisma dos personagens e ao talento dos intérpretes, a história foi muito além da televisão.
Com direito a novelinha vertical, turnê e até o retorno de Belo e Viviane (só que na ficção), “Três Graças” deu pano pra manga. Entenda como a novela consolidou o sucesso ao cruzar a fronteira da TV:
Da vida real para a ficção
Consuelo (Viviane Araújo) e Misael (Belo) em cena de ‘Três Graças’
Reprodução/TV Globo
O reencontro de Viviane Araújo e Belo, quase 20 anos após a separação, foi um dos pontos fortes de “Três Graças”. Realmente, é coisa de novela: um ex-casal da vida real que topou “ficar junto” de novo em nome da dramaturgia.
Eles interpretaram Consuelo e Misael, também ex-namorados. E ainda reviveram algumas histórias, já que os personagens “lavaram a roupa suja”, se visitaram na prisão (deu um déjà vu aí?) e tiveram um beijão ao som de “Reinventar”, de Belo.
Saiba a origem do hit que embalou beijo de Belo e Viviane Araújo na novela
Com isso, “Três Graças” mostrou potencial ao brincar com o limite entre a vida real e a ficção. Fosse pela fofoca, fosse pela história… ficou difícil não assistir.
Da TV para o celular
O casal “Loquinha” (Lorena e Juquinha, interpretadas por Alanis Guillen e Gabi Medvedovsky, respectivamente) foi hit mesmo antes do primeiro beijo. Eram duas mulheres se relacionando em horário nobre, reunindo uma multidão de fãs no Brasil e até lá fora.
‘Loquinha’: casal de mulheres de ‘Três Graças’ virou novelinha
Divulgação
O sucesso todo rendeu até spin-off: “Loquinha”, a novelinha vertical, estreou nas redes sociais da Globo paralelamente, enquanto a novela seguia passando na TV.
Foram 25 capítulos curtos de cerca de 3 minutos cada. E com isso, a produção contou uma história distinta das duas, voltada para entreter os fãs do casal… com direito a legendas em outros idiomas para o público internacional.
Do set para os palcos
Belo, Xamã e mais nomes do elenco de ‘Três Graças’ entram em mini turnê
Beatriz Damy/Globo
Com Xamã e Belo no elenco, nada mais natural que tudo acabar em show. Na reta final, “Três Graças” acaba atravessando mais uma “fronteira”, indo das telas para os palcos: a novela engatou em uma miniturnê, com shows no Rio de Janeiro e em São Paulo.
Os shows contam com participação de outros nomes do elenco (Sophie Charlotte, Gabi Medvedovsky, Alana Cabral, entre outros) e até de Negra Li, que canta a abertura “Clareou”.
Com essa última “quebra” da televisão para a vida real, a novela se concretiza aqui fora, com um público de verdade lotando os espaços e interagindo com o elenco ao vivo.
O evento em São Paulo terá direito à exibição do último capítulo nesta sexta (15), como se fosse final da Copa do Mundo. Para quem quer ver o desfecho da vida de Gerluce Maria das Graças, serão fortes emoções.
Estratégia abraça vários públicos
Esse não é um tipo de estratégia nova na Globo: durante o remake de “Vale Tudo” (que antecedeu “Três Graças” no horário das 21h), por exemplo, rolou até um perfil real para Maria de Fátima, personagem fictícia, no Instagram.
Mas “Três Graças” acertou porque fez bem esse caminho por vários lados e com originalidade, atraindo e cultivando diferentes públicos.
Estão aí os fãs de Belo e Viviane Araújo, que consumem as músicas do cantor e curtiam o casal nos anos 2000; os fãs de Loquinha, em sua maioria o público LGBTQ+ e, muitas vezes, mais jovem; e, claro, o público noveleiro de modo geral que, com os shows, pode aproveitar a novela de uma outra forma.
Ao todo, fosse por curiosidade por um ex-casal, a alegria de se ver representado nas telas… ou simplesmente a vontade de ver seu elenco preferido de pertinho, “Três Graças” teve um pouco para todo mundo.
E é um exemplo bem-sucedido de como a novela brasileira pode virar parte da nossa vida, muito além dos capítulos diários na televisão.

Fonte: G1 Entretenimento

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Paulo Miklos revive ‘Cachorro babucho’ e ‘Mestre Jonas’, além de hit do axé, no álbum de intérprete ‘Coisas da vida’


Paulo Miklos canta sucessos do trio Sá, Rodrix & Guarabyra e do efêmero grupo de axé As Meninas no álbum ‘Coisas da vida’
Jorge Daux / Divulgação / Montagem g1
♫ NOTÍCIA
♬ Standard do cancioneiro do gênero rotulado como rock rural, tendo sido apresentado pelo trio Sá, Rodrix & Guarabyra no álbum “Terra” (1973), “Mestre Jonas” (Guttemberg Guarabyra, Luiz Carlos Sá e Zé Rodrix) ganha a voz de Paulo Miklos. A música abre o álbum “Coisas da vida”, primeiro disco do cantor, compositor e multi-instrumentista paulistano como intérprete.
Programado para ser lançado em 22 de maio, em edição da gravadora Deck, o álbum “Coisas da vida” alinha onze músicas no repertório.
Além de “Mestre Jonas”, outras músicas do álbum até então não reveladas são “Cachorro babucho” – música da era vanguardista do compositor Walter Franco (1945 – 2019), lançada pelo autor no álbum “Revolver” (1975) – e “O tempo não para” (Arnaldo Brandão e Cazuza, 1988), uma das composições mais contundentes da obra de Cazuza (1958 – 1990).
Contudo, a maior surpresa na seleção do álbum “Coisas da vida” – por fugir inteiramente do universo pop habitado por Miklos, ex-integrante do grupo de rock Titãs – é “Xibom bombom” (Rogério Gaspar e Wesley Rangel, 1999), sucesso do efêmero grupo de axé music As Meninas.
O clássico sertanejo “Evidências” (João Augusto e Paulo Sérgio Valle, 1989) também integra o repertório do álbum “Coisas da vida”.
Paulo Miklos inclui música de Arnaldo Brandão e Cazuza (1958 – 1990) no repertório do álbum ‘Coisas da vida’
Jorge Daux / Divulgação
♪ Eis, na disposição das faixas do álbum “Coisas da vida”, as onze músicas gravadas por Paulo Miklos no disco produzido por Rafael Ramos e Otávio de Moraes, com arranjos de Moraes:
1. “Mestre Jonas” (Guttemberg Guarabyra, Luiz Carlos Sá e Zé Rodrix, 1973)
2. “Coisas da vida” (Rita Lee, 1976)
3. “O sal da terra” (Beto Guedes e Ronaldo Bastos, 1981)
4. “Quero voltar pra Bahia” (Paulo Diniz e Odibar Moreira da Silva, 1970)
5. “Evidências” (João Augusto e Paulo Sérgio Valle, 1989)
6. “Cachorro babucho” (Walter Franco, 1975)
7. “Não existe amor em SP” (Criolo, 2011)
8. “Saudosa maloca” (Adoniran Barbosa, 1955)
9. “Xibom bombom” (Rogério Gaspar e Wesley Rangel, 1999)
10. “Ninguém vive por mim” (Sérgio Sampaio, 1977)
11. “O tempo não para” (Arnaldo Brandão e Cazuza, 1988)

Fonte: G1 Entretenimento

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‘Dark Horse’: entenda significado da expressão usada no título do filme sobre Jair Bolsonaro


Jim Caviezel no pôster de ‘Dark Horse’
Reprodução/Instagram/therealjimcaviezel
Com diretor e protagonista americanos, a cinebiografia de Jair Bolsonaro, “Dark Horse”, ainda não tem título em português, mas o nome original usa uma expressão em inglês que pode ser traduzida como “azarão”.
O filme ganhou mais relevância desde esta quarta-feira (13), quando foi revelado que o senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pressionava o banqueiro Daniel Vorcaro para ajudar a financiar o financiar o filme.
Dono do Banco Master, Vorcaro está preso em São Paulo, acusado de chefiar um esquema bilionário de fraudes financeiras que podem chegar a R$ 12 bilhões, segundo a PF.
A ideia de “azarão”, um competidor que tem poucas chances de vitória e que por isso pode surpreender, do título combina com a sinopse do filme, divulga pelo site Deadline:
“Inspirado por eventos reais, ‘Dark Horse’ segue Jair Bolsonaro, um intruso controverso que ascende de um capitão de exército desconhecido a líder populista na corrida presidencial em um Brasil profundamente polarizado, apenas para enfrentar um plano mortal de assassinato que transforma sua luta contra um sistema corrupto em uma batalha por sobrevivência, verdade e a alma de uma nação.”
O diretor da obra, Cyrus Nowrasteh, também falou sobre o conceito.
“A história da ascensão improvável de Jair Bolsonaro e o atentado que sofreu em 2018 serviram de base para investigar até onde sistemas estabelecidos podem ir para se preservarem — e como um político pode se tornar o receptáculo das esperanças e medos de uma nação”, afirmou ele ao Deadline.
Áudio de Flávio Bolsonaro para Daniel Vorcaro; ouça
O que se sabe sobre Vorcaro, Flávio Bolsonaro e ‘Dark Horse’
O banqueiro Daniel Vorcaro ajudou a financiar um filme sobre Jair Bolsonaro – e as negociações envolveram contatos diretos com o filho mais velho do ex-presidente, o senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que pressionava pelos pagamentos.
As informações foram reveladas pelo Intercept Brasil, que teve acesso a mensagens trocadas entre os dois e a um áudio enviado por Flávio ao banqueiro em setembro de 2025.
A TV Globo confirmou com investigadores e pessoas com acesso às informações o conteúdo da reportagem e a existência do áudio.
Segundo o Intercept, Vorcaro chegou a pagar R$ 61 milhões para a produção do filme “Dark Horse” entre fevereiro e maio de 2025. O dinheiro, de acordo com o site, foi transferido para um fundo nos Estados Unidos de um aliado de outro filho do ex-presidente, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro.
O senador foi questionado na tarde desta quarta por repórteres sobre o tema ao sair do Supremo Tribunal Federal (STF), mas apenas deixou a entrevista dizendo se tratar de “dinheiro privado”.
Mais tarde, o político divulgou um vídeo confirmando o pedido de dinheiro a Vorcaro, mas negando irregularidades. Ele afirmou ainda não ter “relações espúrias” com o banqueiro e defendeu a realização de uma CPI do Master.
Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro
Adriano Machado/Reuters e Reprodução

Fonte: G1 Entretenimento

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Filha de Michael Jackson vence processo na Justiça para recuperar R$ 3 milhões


Paris Jackson no Baile da amfAR 2021
AP Photo/Chris Pizzello
A modelo Paris Jackson venceu uma ação que movia contra os responsáveis pela gestão do patrimônio do pai. A filha de Michael Jackson conseguiu reaver mais de US$ 625 mil (cerca de R$ 3 milhões) que haviam sido pagos como bônus a escritórios de advocacia, após considerar que os pagamentos não tiveram aprovação adequada.
“A objeção da Sra. Jackson aos pagamentos de bônus no valor de US$ 625 mil realizados no segundo semestre de 2018, é acatada. Os pagamentos de bônus não são aprovados; são indeferidos. Os valores deverão ser devolvidos ao espólio”, diz o documento obtido pela revista “People”. Os bônus foram pagos aos empresários John Branca e John McClain, responsáveis pela gestão do patrimônio do astro.
De acordo com a decisão, Paris tem direito ao reembolso dos honorários advocatícios e das custas processuais. Em um comunicado, os advogados do espólio do cantor afirmaram que, embora “discordem da decisão, a respeitam totalmente e planejam seguir em frente de acordo com ela”.
Vídeos em alta no g1
Para revista “People”, o porta-voz de Paris disse que ela “sempre esteve focada no que é melhor para sua família e que essa decisão é uma enorme vitória para eles.”
“Depois de anos de atraso, a família Jackson finalmente terá as medidas de transparência e responsabilidade financeira pelas quais Paris tem lutado”, continuou o comunicado. “O patrimônio dos Jackson deveria ser uma entidade prudente e fiscalmente responsável que apoia a família Jackson, não um fundo para ajudar John Branca a viver suas fantasias de magnata de Hollywood. Após meses adotando táticas sexistas e agressivas contra uma beneficiária, é hora de John Branca reconhecer seus muitos erros e agir no melhor interesse da família que ele tem o dever fiduciário de proteger.”
Além de Paris, seus irmãos Prince, 29, e Bigi, 24, também são beneficiários do espólio.

Fonte: G1 Entretenimento

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Produtora de filme ‘Dark Horse’ nega ter recebido dinheiro de Vorcaro: ‘Não consta um único centavo’


Jim Caviezel no pôster de ‘Dark Horse’
Reprodução/Instagram/therealjimcaviezel
A GOUP Entertainment, produtora de “Dark Horse”, cinebiografia de Bolsonaro, negou que tenha recebido dinheiro de Daniel Vorcaro, do Banco Master ou de qualquer outra empresa sob o seu controle societário.
O comunicado foi enviado ao g1 e divulgado após o portal Intercept Brasil informar que o banqueiro Daniel Vorcaro ajudou a financiar a cinebiografia “Dark Horse”, filme sobre Jair Bolsonaro – e as negociações envolveram contatos diretos com o filho do ex-presidente, o senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que pressionava pelos pagamentos. (Leia comunicado na íntegra mais abaixo.)
Segundo o Intercept, Vorcaro chegou a pagar R$ 61 milhões para a produção do filme “Dark Horse” entre fevereiro e maio de 2025. Vorcaro, dono do Banco Master, está preso em São Paulo, acusado de chefiar um esquema bilionário de fraudes financeiras que podem chegar a R$ 12 bilhões, segundo a PF.
“A GOUP Entertainment afirma categoricamente que, dentre os mais de uma dezena de investidores que compõem o quadro de financiadores do longa-metragem Dark Horse, não consta um único centavo proveniente do sr. Daniel Vorcaro, do Banco Master ou de qualquer outra empresa sob o seu controle societário.”
A produtora também afirmou que “repudia tentativas de associação indevida entre a produção cinematográfica e fatos externos desprovidos de comprovação documental, financeira ou contratual.”
A informação da produtora vai contra à informação divulgada por Flávio Bolsonaro, nesta quarta-feira (13). Nas redes, ele informou que havia um contrato entre eles.
Flávio confirma pedido para Vorcaro financiar filme, mas nega irregularidades
“Com o passar do tempo, ele simplesmente parou de horar com as parcelas do contrato. Sim, tinha um contrato. Que ao ele não pagar essas parcelas, tinha uma grande chance de o filme sequer ser veiculado, sequer ser concluído. Em função disso, procuramos outros investidores para concluir esse filme.”
Flávio ainda informou que “o filme ficou pronto, está muito emocionante. Vai estar em todos os cinemas do Brasil ainda este ano”. Inicialmente, o filme estava programado para ser lançado em 11 de setembro.
Produtor executivo do longa, Mário Frias também declarou que “não há um único centavo do sr. Daniel Vorcaro em ‘Dark Horse'”.
“E, ainda que houvesse, não haveria problema algum: trata-se de relação estritamente privada, entre adultos capazes, sem um único real de dinheiro público envolvido. E, na época, não havia qualquer suspeita a ele e seu banco”, declarou Mário Frias.
Ele ainda afirmou que “o senador Flávio Bolsonaro não tem qualquer sociedade no filme ou na produtora. Seu papel limitou-se à cessão dos direitos de imagem da família e, naturalmente, ao peso que seu sobrenome agrega na hora de atrair investidores interessados em financiar um projeto desse porte — o que é legítimo, esperado e não configura, em si, nada além do óbvio”. (Veja comunicado na íntegra mais abaixo).
Quais artistas estão envolvidos no filme?
O deputado Mário Frias, o senador Flávio Bolsonaro e o ator Jim Caviezel, que interpreta o ex-presidente Jair Bolsonaro no filme ‘Dark Horse’ (O Azarão), sobre a vida do ex-presidente brasileiro.
Reprodução/Redes Sociais
A biografia é estrelada por Jim Caviezel, que interpreta o ex-presidente, atualmente em prisão domiciliar por tentativa de golpe de Estado. O ator americano de 57 anos é mais conhecido por “A paixão de Cristo” (2004) e por ter participado de filmes mais conservadores nos últimos anos, como “Som da liberdade” (2023).
Na direção está Cyrus Nowrasteh, um cineasta americano de 69 anos de filmes para a TV, como “Depois do atentado”, e para o cinema, como “O apedrejamento de Soraya M.”. Ele já esteve envolvido em uma coprodução entre Estados Unidos e Brasil ao escrever o roteiro de “Jenipapo” (1995) com a diretora Monique Gardenberg.
Ele assina o roteiro de “Dark Horse” com Mark Nowrasteh, baseado em argumento escrito por Mario Frias, ator e ex-secretário da Cultura durante o governo de Bolsonaro.
O elenco ainda tem Esai Morales (“Missão: Impossível – O Acerto Final”), Lynn Collins (“The Walking Dead”), Camille Guaty (“Duster”) como Michelle Bolsonaro e Jeffrey Vincent Parise (“General Hospital”).
Qual a trama do filme?
“Inspirado por eventos reais, ‘Dark Horse’ segue Jair Bolsonaro, um intruso controverso que ascende de um capitão de exército desconhecido a líder populista na corrida presidencial em um Brasil profundamente polarizado, apenas para enfrentar um plano mortal de assassinato que transforma sua luta contra um sistema corrupto em uma batalha por sobrevivência, verdade e a alma de uma nação”, diz a sinopse oficial, segundo o site Deadline.
“Desde a sua concepção, quando Mario me trouxe a história de ‘Dark Horse’, foi pensado não como um retrato biográfico, mas como um thriller político tenso sobre poder, mídia e fé sob ataque, com significância cultural não apenas no Brasil, mas em todos os países”, afirmou o diretor ao Deadline.
“A história da ascensão improvável de Jair Bolsonaro e o atentado que sofreu em 2018 serviram de base para investigar até onde sistemas estabelecidos podem ir para se preservarem — e como um político pode se tornar o receptáculo das esperanças e medos de uma nação.”
Comunicado GOUP Entertainment:
A GOUP Entertainment esclarece, preliminarmente, que a legislação norte-americana aplicável a operações privadas de captação no setor audiovisual veda a divulgação da identidade de investidores cujos aportes encontrem-se resguardados por acordos de confidencialidade (Non-Disclosure Agreements). Trata-se de prerrogativa contratual e regulatória legítima, assegurada aos financiadores de projetos estruturados sob o regime de investimento privado, e que esta produtora é obrigada a observar.
Sem prejuízo das restrições acima e com o propósito de afastar especulações infundadas, a GOUP Entertainment afirma categoricamente que, dentre os mais de uma dezena de investidores que compõem o quadro de financiadores do longa-metragem Dark Horse, não consta um único centavo proveniente do sr. Daniel Vorcaro, do Banco Master ou de qualquer outra empresa sob o seu controle societário.
A produtora reafirma que o projeto cinematográfico Dark Horse foi estruturado dentro de modelo privado de desenvolvimento audiovisual, por meio de articulações, parcerias e mecanismos legítimos do mercado de entretenimento nacional e internacional, sem utilização de recursos públicos.
Cumpre destacar, ademais, que conversas, apresentações de projeto ou tratativas eventualmente mantidas com potenciais apoiadores e empresários não configuram, por si só, efetivação de investimento, participação societária ou transferência de recursos — sendo improcedente qualquer ilação em sentido contrário.
A GOUP Entertainment repudia, portanto, tentativas de associação indevida entre a produção cinematográfica e fatos externos desprovidos de comprovação documental, financeira ou contratual.
A produtora permanece à disposição das autoridades competentes e da imprensa para os esclarecimentos cabíveis, reafirmando seu compromisso com a transparência, a legalidade e a integridade de suas operações.
GOUP Entertainment
Comunicado Mário Frias:
Na condição de produtor executivo do longa-metragem Dark Horse, sobre a trajetória do presidente Jair Bolsonaro, esclareço:
1. O senador Flávio Bolsonaro não tem qualquer sociedade no filme ou na produtora. Seu papel limitou-se à cessão dos direitos de imagem da família e, naturalmente, ao peso que seu sobrenome agrega na hora de atrair investidores interessados em financiar um projeto desse porte — o que é legítimo, esperado e não configura, em si, nada além do óbvio.
2. Como já esclareceu a produtora GOUP Entertainment, não há um único centavo do sr. Daniel Vorcaro em Dark Horse. E, ainda que houvesse, não haveria problema algum: trata-se de relação estritamente privada, entre adultos capazes, sem um único real de dinheiro público envolvido. E, na época, não havia qualquer suspeita a ele e seu banco.
3. Dark Horse é uma superprodução em padrão hollywoodiano, com 100% de capital privado, ator de primeira linha, além de diretor e roteirista de renome internacional — com qualidade inédita para retratar o maior líder político brasileiro do século XXI. O projeto é real, será lançado nos próximos meses e, para quem investiu, será um negócio bem-sucedido.
4. ⁠Desde o anúncio do projeto, Dark Horse vem sendo alvo reiterado de ataques direcionados não apenas à produção do filme, mas também à sua própria viabilidade e futura exibição. Há uma tentativa permanente de descredibilizar a obra perante a opinião pública, investidores e parceiros do setor audiovisual, muitas vezes por motivações claramente políticas e ideológicas. Ainda assim, o projeto segue firme, estruturado e respaldado por profissionais experientes da indústria cinematográfica internacional.
5. Por fim, um lembrete pessoal: geri bilhões da Lei Rouanet à frente da Secretaria Especial da Cultura e saí do governo com as mãos limpas. Quem não se enriqueceu com bilhões certamente não iria se sujar pelos R$ 2 milhões que a imprensa agora tenta atribuir.
Deputado Federal Mário Frias
Produtor Executivo

Fonte: G1 Entretenimento

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ENTRETERIMENTO

Badi Assad revisa ’35 anos musicais’ em álbum em que aborda Caymmi, Chico Buarque, Gonzaguinha e Tom Jobim


A cantora, compositora e violonista paulista Badi Assad lança o álbum ’35 anos musicais’ em 2 de junho
Gal Oppido / Divulgação
♫ NOTÍCIA
♬ Artista que completa 60 anos em 2026, precisamente em 23 de dezembro, a violonista, cantora e compositora paulista Badi Assad lança em 2 de junho o álbum “35 anos musicais”, caracterizado como autobiografia sensorial que foge da retrospectiva linear.
De fato, a conta do título “35 anos musicais” não fecha quando se sabe que o primeiro álbum de Badi, “Dança dos tons”, foi lançado em 1989, há 37 anos portanto. O que parece contar, no caso, é a vivência da artista.
“Entre palcos e estradas, aeroportos e silêncios, fui atravessando geografias visíveis e invisíveis. De cidade em cidade, de país em país, mas, sobretudo, de dentro pra dentro”, escreve Badi no poema-manifesto que acompanha “35 anos musicais”, álbum lançado que será lançado apenas sete meses após o disco anterior da artista, “Parte de tudo isso” (2025), editado em 6 de novembro do ano passado.
Artista que construiu obra calcada em sonoridade singular, resultado do mix entre canto, violão, percussão corporal e vocalizações, Badi Assad costura no álbum 12 faixas gravadas em diferentes momentos e estúdios, em sessões presenciais e também com colaborações feitas à distância.
“35 anos musicais” é um álbum de intérprete em que Badi Assad aborda repertório composto somente por músicas brasileiras. A única música que se desvia da linha standard é “Básica” (Tatiana Cobbett, 2002), composição mais recente do repertório. As demais músicas são temas enraizados na memória popular nacional.
Badi vai da centenária toada caipira “Tristezas do Jeca” (Angelino de Oliveira, 1926) até o clássico contemporâneo “Desde que o samba é samba” (Caetano Veloso, 1993). No caminho, a artista reaviva valsa da era do rádio “Boa noite, amor” (José Maria de Abreu e Francisco Matoso, 1936), entra no mar de Dorival Caymmi (1914 – 2008) com “Canção da partida (Suíte do pescador)” (1957), percorre a iluminada canção “Estrada do sol” (Antonio Carlos Jobim e Dolores Duran, 1958) e cai no samba “A banca do distinto” (Billy Blanco, 1959).
O repertório do álbum “35 anos musicais” também inclui sucessos de ícones da MPB dos anos 1970, casos de “Comportamento geral” (Gonzaguinha, 1972), “Joana Francesa” (Chico Buarque, 1973), “Ponta de areia” (Milton Nascimento e Fernando Brant, 1974) e “Linha de passe” (João Bosco, Aldir Blanc e Paulo Emílio, 1979).
Medley com dois temas de domínio público, “Se essa rua fosse minha” e “Fui no tororó”, completa o repertório do álbum “35 anos musicais”.
Capa do álbum ’35 anos musicais’, de Badi Assad
Gal Oppido com arte de Felippe Junior

Fonte: G1 Entretenimento