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Após morte de Chuck Norris, família faz alerta sobre fake news


Chuck Norris morre aos 86 anos
A família de Chuck Norris usou as redes sociais para alertar os fãs sobre vídeos gerados por inteligência artificial que divulgam informações falsas sobre o ator. A lenda dos filmes de ação e das artes marciais morreu aos 86 anos no dia 20 de março.
“Estamos cientes de que, desde a morte de Chuck, diversos vídeos e publicações gerados por IA têm circulado na internet contendo informações falsas e enganosas sobre as circunstâncias de sua morte, seu histórico de saúde e quem esteve presente”, escreveu a família.
Chuck Norris
Chris Keane/Reuters
Ainda de acordo com o pronunciamento, parentes afirmam que estão sendo divulgadas informações falsas sobre o histórico médico de Norris. “Essas alegações são completamente falsas. Isso inclui relatos fabricados sobre supostos problemas médicos passados, bem como narrativas falsas envolvendo relacionamentos familiares.”
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Eles finalizaram pedindo para que as pessoas não compartilhem conteúdos que não sejam divulgados por representantes oficiais. “Pedimos gentilmente que você não acredite nem compartilhe qualquer informação, a menos que ela venha diretamente da família Norris ou de um representante oficial da família. Agradecemos a compreensão e por continuarem mantendo nossa família em seus pensamentos e orações”, diz o texto, assinado pela Família Norris.
Família de Chuck Norris alerta sobre fake news após morte do ator
Reprodução/Instagram

Fonte: G1 Entretenimento

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Oscar 2027: quais as chances de o Brasil ter um filme na disputa? É cedo para dizer – mas não muito

Quais as chances de o Brasil concorrer ao Oscar 2027?
Depois de dois anos seguidos com indicações ao Oscar, é natural que o brasileiro no geral já conte com uma repetição no próximo – e é por isso que tanta gente tem perguntado, desde o sucesso de “Ainda estou aqui” e “O agente secreto”: Quais são as chances do Brasil em 2027?
Pode ser frustrante, mas a resposta mais sincera é que ainda é cedo para dizer. Pelo menos até o dia 9 de abril, quando serão divulgados os selecionados para competir no Festival de Cannes.
O evento francês sempre foi um dos mais renomados do mundo, mas tem se tornado cada vez mais mais importante para saber quem vai receber indicações ao Oscar – em especial, na categoria de melhor filme internacional.
Quatro dos cinco indicados de cada um dos últimos dois anos foram pelo menos exibidos em Cannes – e muitos foram premiados por lá.
Esse ano, o festival acontece entre os dias 12 e 23 de maio.
As duas exceções foram “Ainda estou aqui”, em 2025, e “A voz de Hind Rajab”, em 2026, mas elas também têm algo em comum. Ambas foram premiadas no Festival de Veneza.
O evento italiano, que acontece entre 2 e 23 de setembro, anuncia sua seleção na última semana de julho.
Esses festivais têm outra importância também. Neles, os filmes podem encontrar empresas dispostas a distribuí-las nos Estados Unidos e bancarem as campanhas de fato.
Isso aconteceu em 2025 com “O agente secreto”, que recebeu elogios em Cannes e foi adquirido pela Neon, uma distribuidora americana craque na corrida pelo Oscar.
A lógica das escolhas
Essa lógica dos festivais ajuda inclusive a guiar a escolha dos representantes do país na categoria, feita pela Academia Brasileira de Cinema – mas não é infalível.
Em 2019, a organização teve a difícil missão de decidir entre “Bacurau”, vencedor do prêmio do Júri em Cannes, e “A vida invisível”, ganhador da mostra paralela Um Certo Olhar, que acabou escolhido – mas não indicado ao prêmio americano.
Antes dos anúncios dos selecionados, é preciso ajustar expectativas. O Brasil nunca conseguiu indicações em três anos seguidos.
Dentro da categoria de filme internacional, a coisa fica ainda mais difícil. Nos últimos dez anos, só a Alemanha conseguiu três indicações consecutivas, em 2023, 2024 e 2025.
Dito isso, tem alguns lançamentos nacionais esse ano que já dá para ficar de olho.
Possibilidades brasileiras
“Feito pipa”, do diretor Allan Deberton, tem Lázaro Ramos no elenco e ganhou dois prêmios no Festival de Berlim na mostra Generation, que exibe filmes com temas infantis.
Nomes reconhecidos também ajudam. “Geni e o zepelim” tem três deles. A diretora Anna Muylaert adapta em filme a música de Chico Buarque com Seu Jorge no elenco. Não dá para negar o potencial.
Esse ano ainda devemos ter “Escola sem muros”, do diretor Cao Hamburger, “Leila e a noite”, produzido por Kleber Mendonça Filho, “Vicentina pede desculpas”, dirigido por Gabriel Martins, e “No jardim do ogro”, estrelado por Alice Braga.

Fonte: G1 Entretenimento

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Boca Livre convida MPB4 para o voo de ‘Ave rara’ em álbum com músicas de Edu Lobo


O grupo Boca Livre (à esquerda) lança em maio álbum em que reforça a conexão com o MPB4, iniciada há 45 anos
Divulgação / Montagem g1
♫ NOTÍCIA
♬ Dois quartetos fundamentais na história dos grupos vocais do Brasil, Boca Livre e MPB4 já dividiram estúdios e palcos em parceria iniciada há 45 anos quando o Boca Livre convidou o MPB4 para gravarem juntos a música “Se o meu jardim der flor” (Zé Renato e Xico Chaves) para o terceiro álbum do Boca, “Folia”, editado em 1991.
Recorrente desde então, a conexão entre os grupos é reforçada no álbum que o Boca Livre lançará neste semestre com repertório composto somente por músicas de Edu Lobo. David Tygel, Lourenço Baeta, Maurício Maestro e Zé Renato convidaram Aquiles Reis, Dalmo Medeiros, Miltinho e Paulo Malaguti Pauleira para unirem vozes na gravação de “Ave rara”, samba composto por Edu com letra de Aldir Blanc (1946 – 2020).
Parceria bissexta de Edu e Blanc, “Ave rara” é música apresentada na voz de Edu Lobo em gravação feita para o álbum “Corrupião” (1993).
O álbum em que o Boca Livre canta Edu Lobo já está pronto e tem lançamento previsto para maio.

Fonte: G1 Entretenimento

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Wagner Moura será protagonista de filme com Kristen Stewart, diz site


Wagner Moura no tapete vermelho do Oscar 2026
Frederic J. Brown / AFP
Wagner Moura será protagonista do filme “Flesh of The Gods”, junto com Kristen Stewart (“Crepúsculo”). A informação é do site DEADLINE.
Segundo a reportagem do portal norte-americano, Wagner assumirá o papel que seria de Oscar Isaac, que precisou deixar as gravações por conta de conflito de agenda.
A sinopse do filme, divulgada durante o festival de Cannes de 2024, diz que a trama, um suspense de vampiros, contará a história de um casal da Los Angeles dos anos 1980 e sua rotina noturna.
A direção é de Panos Cosmatos (“Mandy – Sede de Vingança”) e o roteiro é de Andrew Kevin Walker (“Se7en”).
Veja os vídeos que estão em alta no g1

Fonte: G1 Entretenimento

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Lindsey Buckingham, ex-Fleetwood Mac, é atacado por suposta stalker com ‘substância desconhecida’


Lindsey Buckingham, ex-guitarrista do Fleetwood Mac
Divulgação
O músico Lindsey Buckingham, ex-guitarrista do Fleetwood Mac, foi alvo de um ataque na Califórnia, enquanto se dirigia a um compromisso. A informação é da NBC, que afirma que o músico não se machucou.
Segundo fontes policiais ouvidas pela emissora americana NBC4, uma mulher arremessou uma substância desconhecida contra o artista logo após ele entrar em um prédio. Não há detalhes adicionais sobre a natureza da substância lançada.
A suspeita fugiu do local imediatamente após a agressão.
Ainda segundo a NBC, investigações preliminares apontam que o ataque foi planejado. A polícia acredita que a mulher obteve informações sobre o horário e o local exatos da agenda do músico para esperá-lo. Fontes afirmam que a agressora já é conhecida de Buckingham devido a incidentes anteriores e seria uma “stalker” (perseguidora) do artista.
Apesar do susto, nenhuma prisão foi efetuada até o momento, embora as autoridades locais esperem deter a suspeita em breve.

Fonte: G1 Entretenimento

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Megan Thee Stallion passa mal durante peça ‘Moulin Rouge’ na Broadway: ‘Fiquei assustada’


Megan Thee Stallion no Grammy 2022
Angela Weiss/AFP
A cantora Megan Thee Stallion passou mal durante a apresentação do musical “Moulin Rouge” na Broadway na noite desta terça-feira (31).
Em postagem no Instagram, Megan disse que ainda tentou seguir com a performance até o fim, mas não conseguiu.
“Ultimamente tenho ultrapassado meus limites e meu corpo pediu para eu parar. Fiquei realmente assustada. Pensei que iria desmaiar no palco, realmente tentei ir até o fim, mas não consegui.
Ao site The Hollywood Reporter, a equipe da cantora deu mais detalhes sobre o atendimento médico e explicou que a cantora está bem.
Veja os vídeos que estão em alta no g1
“Na noite de terça-feira, Megan foi levada a um hospital para avaliação médica após apresentar sintomas preocupantes. Os médicos identificaram exaustão extrema, desidratação, vasoconstrição e baixo metabolismo como a causa dos sintomas. Megan já recebeu tratamento, teve alta e agora está descansando”, disse o comunicado enviado à imprensa norte-americana.
Na mesma postagem no Instagram, Megan contou que voltaria aos palcos quando estivesse totalmente recuperada.
“Só preciso de um dia para descansar. Estarei de volta ao palco na quinta-feira, mais forte, recuperada e pronta para dar 100% do que vocês merecem”.
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Essa é a primeira participação de Megan em um musical da Broadway.
Ao todo, ela se apresentará durante oito semanas, tendo começado no dia 24 de março. A última performance está marcada para o dia 17 de maio.

Fonte: G1 Entretenimento

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Solange Couto entra para ranking dos mais rejeitados da história do ‘BBB’ e chora após saída: ‘Muita vergonha’


Pedido de perdão à Ana Paula, recado dos filhos e choro: veja como foi o Bate-Papo BBB com Solange Couto
Reprodução/gshow
Solange Couto entrou para a história do “BBB”. Isso porque, após sua saída da 26ª edição do reality show, na noite desta terça-feira (31), a atriz atualizou o ranking dos participantes eliminados com o maior índice de rejeição.
Solange recebeu 94,17% dos votos em um paredão contra Jordana e Marciele, que receberam 3,54% e 2,29%, respectivamente.
A porcentagem colocou a atriz como a participante eliminada com maior percentual de rejeição do “BBB26”, e a sétima mais rejeitada da história do reality nacional.
Veja ranking dos 10 eliminados mais rejeitados na história do ‘BBB’:
Karol Conká (“BBB 21”): 99,17%
Nego Di (“BBB 21”): 98,76%
Viih Tube (“BBB 21”): 96,69%
Aline dos Santos (“BBB 5”): 95%
Camilla (“BBB 25”): 94,67%
Patrícia (“BBB 18”): 94,26%
Solange Couto (“BBB 26”) – 94,17%
Felipe Cobra (“BBB 7”): 93%
Nayara (“BBB” 18″): 92,69%
Rogério Padovan (“BBB 5”) e Rafael Leandro (“BBB 12”): 92%
Arrependimento
Solange Couto no Bate-Papo BBB
gshow
Logo após a saída, Solange Couto participou do “Bate-Papo BBB” com Ceci Ribeiro e Gil do Vigor.
A atriz assistiu a alguns comentários que fez na casa e pediu desculpas por eles.
“Me desculpem. Eu peço muitas desculpas a vocês. Me perdoem. Eu não sou essa coisa feia que pareceu que eu sou. Eu não sou assim. Meus filhos, as pessoas que me conhecem da vida, sabem que eu não sou assim. Não era o personagem, mas era o que eu falei: um bichinho feio que estava morando aqui dentro e que eu vou tratar de dar um remedinho para ele”, disse Solange.
Durante participação no “Café com o eliminado”, no “Mais Você” desta quarta-feira (1), Solange reiterou o pedido de desculpas e se disse envergonhada por algumas de suas falas na casa.
Em uma delas, durante o jogo, Solange chegou a dizer “que nasceu do prazer, não de estupro. A pessoa quando é infeliz assim é porque deve ter nascido de trepada mal dada”.
“Não tenho muito o que dizer. Fiquei com muita vergonha do que eu falei. Só compreendi hoje de madrugada. Quando entendi que na minha infância, na minha adolescência, começo da juventude, eu ouvia coisas, até muito piores das que eu falei, corriqueiramente, e era tudo muito natural. Nunca na minha vida imaginei falar uma coisa dessas. O confinamento, essa pressão… Estou muito triste comigo, mas só quero pedir perdão, desculpem todas as mães, mulheres, avós como eu…”, afirmou Solange.
Chorando, a atriz repetiu diversas vezes que estava com vergonha de suas falas no jogo.
“O BBB é uma vivência indescritível, de verdade: os sentimentos que você tem, as falas que pode ter, até os gestos que pode vir a ter, atitudes que não condizem com o seu normal. Não quero justificar, não quero explicar, só quero pedir perdão pelo meu erro, que foi muito sério com a Ana Paula, com todas as mulheres”, diz Solange.
Como são escritos os discursos do ‘BBB’?

Fonte: G1 Entretenimento

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Alfredo Del-Penho e Pedro Paulo Malta formam uma dupla do’ telecoteco’ na cena graciosa do show ‘Bicudos dois’


Alfredo Del-Penho e Pedro Paulo Malta apresentam o show ‘Bicudos dois’ no Teatro Ipanema, no Rio de Janeiro (RJ)
Rodrigo Goffredo
♫ CRÍTICA DE SHOW
Título: Bicudos dois
Artistas: Alfredo Del-Penho e Pedro Paulo Malta
Data e local: 31 de março de 2026 no Teatro Ipanema (Rio de Janeiro, RJ)
Cotação: ★ ★ ★ ★ 1/2
♬ Um dos grandes álbuns de 2025, injustamente ausente das indicações do 33º Prêmio da Música Brasileira, “Bicudos dois” foi lançado em dezembro e gerou show extremamente gracioso em que Alfredo Del-Penho e Pedro Paulo Malta se confirmam uma dupla do balacobaco ou, para ser mais exato, uma dupla do telecoteco.
No dicionário do samba, telecoteco é a levada malemolente do tamborim. É o balanço, o molejo, que também pode estar na voz, como no caso desses dois cantores que, tanto no show como no disco, evocam duplas do passado, como a formada no início dos anos 1930 por Francisco Alves (1898 – 1952) e Mário Reis (1907 – 1981), de cujo repertório os bicudos reviveram o samba “É preciso discutir” (Noel Rosa, 1932), uma das pérolas pescadas pelos artistas no baú da música brasileira.
Assim como no disco, essas joias raras se afinam no roteiro com músicas recentes que parecem vir de algum lugar do passado, casos de “Santinha” (Chico Adnet e Mario Adnet, 2022), samba moldado para salão de gafieira, e de “Prece do jangadeiro” (Pedro Amorim, 2025), cujo canto em feitio de oração parece mergulhar nas profundezas do cancioneiro marítimo de Dorival Caymmi (1914 – 2008).
Em cena, dividindo o palco do Teatro Ipanema com cinco músicos extraordinários, Alfredo Del-Penho e Pedro Paulo Malta tangenciaram no show “Bicudos dois” a maestria dos arranjos do disco de 2025, sequência do álbum “Dois bicudos” (2004), lançado há 22 anos.
Alfredo Del-Penho e Pedro Paulo Malta se afinam no show ‘Bicudos dois’
Rodrigo Goffredo
O show estreou em 17 de dezembro no Rio de Janeiro (RJ), mesma cidade em que voltou à cena na noite de ontem, 31 de março, dentro da programação do “Terças no Ipanema”, projeto que tem levado público antenado ao Teatro Ipanema pela curadoria de Flávia Souza Lima.
Como já ficou evidenciado no canto de “Doralice” (Dorival Caymmi e Antônio Almeida, 1945), samba que abriu roteiro encerrado (no bis) com a verve de outro samba, “O que será de mim” (Ismael Silva, Nilton Bastos e Francisco Alves, 1931), ode ao ócio, o charme do show residiu na harmonização das vozes dos dois bicudos. A bossa do canto de “Doralice”, por exemplo, remeteu à gravação original do samba pelo grupo vocal Anjos do Inferno, inspiração para ninguém menos do que João Gilberto (1931 – 2019).
Às vezes cantando em uníssono, como no ágil samba “Seja breve” (Noel Rosa, 1935), revivido com o batuque do chapéu de palha percutido pelo baterista Marcos Thadeu, outras vezes esboçando um duelo, como no samba-choro de breque “Desafio do malandro” (Chico Buarque, 1985), Alfredo Del-Penho e Pedro Paulo Malta mostraram total entrosamento, inclusive quando tiraram sarro um do outro em papo sobre futebol, assunto da fala introdutória da marcha “Hino do Canto do Rio” (Lamartine Babo, 1950). Por isso mesmo, como são uma dupla em cena, os cantores poderiam ter alinhado os figurinos para dar charme adicional ao show…
Com o toque virtuoso dos músicos Marcos Thadeu (bateria e chapéu de palha), Paulino Dias (percussão), Paulo Aragão (violão, arranjos e direção musical), Pedro Aragão (bandolim e violão) e Rui Alvim (clarinete e clarone), os cantores caíram afinados no suingue de músicas como o samba-choro “O que vier eu traço” (Alvaiade e Zé Maria, 1945).
Mas nem tudo foi ginga, balanço. A dolência de “Reserva de domínio” (1985) evidenciou a beleza da melodia inspirada do habitual letrista Paulo César Pinheiro, parceiro de Mauro Duarte (1930 – 1989), autor dos versos, neste samba de melancolia reforçada no número pelo choro da cuíca de Paulino Dias. Já a dor de cotovelo do samba “Pergunte aos meus tamancos” (Lupicínio Rodrigues e Alcides Gonçalves, 1936) foi filtrada pelo telecoteco dos dois bicudos.
Entre a verve de “Falso patriota” (Victor Simon e David Raw, 1953) e “Cosme e Damião” (Wilson Baptista e Jorge de Castro, 1955), sambas apresentados nas vozes dos cantores Geraldo Pereira (1918 – 1955) e Jorge Veiga (1910 – 1979), respectivamente, Alfredo Del-Penho e Pedro Paulo Malta extrapolaram o repertório do álbum “Bicudos dois”, cantando “Foi uma pedra que rolou” (Pedro Caetano, 1940) – música regravada pela dupla no disco original de 2004 “Dois bicudos” – e “Canção para inglês ver” (1931), música do roteiro de “Lamartiníadas” (2005) show feito por Del-Penho e Malta com Pedro Miranda em torno da obra do compositor Lamartine Babo (1904 – 1963), autor desse tema lançado na voz do próprio autor há 95 anos!
No todo, o show “Bicudos dois” roçou a perfeição do segundo álbum conjunto dessa dupla do telecoteco.
Alfredo Del-Penho e Pedro Paulo Malta mostram destreza vocal no canto de sambas como ‘Seja breve’ e ‘O que vier eu traço’ no show ‘Bicudos dois’
Rodrigo Goffredo

Fonte: G1 Entretenimento

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Guns N’ Roses no Brasil: qual a formação da banda, setlist e tudo que você precisa saber sobre os shows


Axl Rose canta com o Guns N’ Roses no Allianz Parque, em SP, em outubro de 2025
Divulgação
Depois de passar por cinco cidades no Brasil em 2025, o Guns N’ Roses volta ao país a partir desta quarta (1º) para uma série de shows da mesma turnê.
O icônico grupo de hard rock vai passar por nove cidades brasileiras, entre shows solo e uma apresentação em festival. Abaixo, o g1 conta tudo o que você precisa saber sobre os shows de Guns N’ Roses no Brasil.
Qual a formação atual do grupo?
O Guns N’ Roses confirmou no último sábado (28) que a tecladista Melissa Reese não participará da turnê mundial de 2026. A decisão, motivada por “motivos pessoais imprevistos”, foi anunciada às vésperas do início dos shows.
No grupo desde 2016, Reese fez história como a primeira integrante feminina da banda. Por enquanto, a banda não revelou se haverá uma substituição para a turnê ou se Dizzy Reed seguirá como o único tecladista no palco.
Além de Reed, a formação atual conta com Axl Rose nos vocais, Slash na guitarra, Duff McKagan no baixo, Richard Fortus na guitarra e backing vocal e Isaac Carpenter na bateria.
Relembre trechos dos maiores hits de Guns N’ Roses no show em 2014 em Fortaleza
Quais são as datas no Brasil?
1º de abril em Porto Alegre;
4 de abril no Festival Monsters of Rock, em São Paulo;
7 de abril em São José do Rio Preto;
9 de abril em Campo Grande;
12 de abril em Cariacica;
15 de abril em Salvador;
18 de abril em Fortaleza;
21 de abril em São Luís;
25 de abril em Belém.
No show em Porto Alegre, Halestorm será a banda de abertura. Já nas outras apresentações solo, quem vai abrir é a banda Raimundos.
Como é o show?
O grupo veio ao Brasil em 2025 com a mesma turnê, “Because What You Want and What You Get Are Two Completely Different Things”, passando por São Paulo, Curitiba, Florianópolis, Cuiabá e Brasília.
O show teve cerca de três horas de duração, passando por sucessos do grupo, músicas mais recentes e até covers de Jimmy Webb a Black Sabbath. Veja como foi a apresentação em São Paulo.
Qual é o provável setlist do show?
Welcome to the Jungle
Mr. Brownstone
Bad Obsession
Live and Let Die
Slither (cover de Velvet Revolver)
Chinese Democracy
Pretty Tied Up
It’s So Easy
Yesterdays
Double Talkin’ Jive
Sabbath Bloody Sabbath (cover de Black Sabbath)
Nothin’
Dead Horse
Perhaps
Civil War
Atlas
Knockin’ on Heaven’s Door
Sweet Child o’ Mine
November Rain
Patience
New Rose (cover de The Damned)
Down on the Farm (cover de UK Subs)
Don’t Cry
Nightrain
Paradise City

Fonte: G1 Entretenimento

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Beyoncé, Gaga, U2… Como Es Devlin cria cenários monumentais para os maiores artistas do mundo


Es Devlin: como é criar ‘esculturas’ para shows de Beyoncé, U2 e Lady Gaga
A artista britânica Es Devlin tem um trabalho difícil de descrever. Ela cria esculturas gigantescas, estruturas luminosas e tecnológicas para todo tipo de ambiente — da sala de museu aos grandes estádios.
É um trabalho de criação, imaginação e execução impressionantes. Foi Devlin quem pensou os telões cúbicos de Beyoncé na “Formation Tour” e o palco monumental da “Renaissance Tour”; e o palco tecnológico do U2 na turnê “Innocence + Experience”. Também é dela a produção do cenário de Gaga em Copacabana, hoje um dos maiores shows da história da música.
“Alguém teve um momento de vida que transformou em música, as pessoas ressoaram com aquilo e compraram um ingresso para ouvir ao vivo. Eu só tento manter essa intimidade na escala monumental. Não penso em como ficará na câmera, mas em como você se sentirá”.
Estruturas de turnês do U2, Beyoncé e The Weeknd pensadas por Es Devlin
Reprodução/Site da artista
Os shows são só uma parte: Devlin já desenvolveu projetos para desfiles de grandes marcas, peças de teatro e até eventos como as Olimpíadas. Mas agora, a britânica tem focado mais em seu trabalho autoral.
É o caso da exposição “Sou o Outro do Outro”, aberta desde o dia 15 de março na Casa Bradesco, em São Paulo. A mostra reúne obras imersivas, que brincam com espelhos, sons e imagens, convidando o público a participar — seja levando “um pedaço” da exposição consigo, ou desenhando no longo papel em branco.
É um trabalho que envolve um pouco de tudo: não só ideias inovadoras, mas algum conhecimento de engenharia, arquitetura e tecnologia. E grana, claro, para executar tudo isso.
“Trabalhamos no limite do possível. Existe o impossível, que não podemos fazer porque estamos criando coisas físicas. E existe o possível, que não queremos fazer porque já foi feito. Então, trabalhamos no limite do que é fisicamente possível”, diz.
Ao g1, Devlin explica como foi “parar” em uma atividade tão peculiar e como esse tipo de trabalho é feito. Leia abaixo:
g1 – Como você descreve o seu trabalho, nas suas palavras?
Es Devlin: Sou uma artista de Londres. Nos últimos 10 anos, minha prática artística tem se concentrado principalmente em instalações na Tate Modern, no Imperial War Museum e no Victoria and Albert Museum. Paralelamente, também trabalho com teatro, música, concertos, cerimônias olímpicas (incluindo Rio 2016 e Londres 2012), shows do intervalo do Super Bowl e desfiles de moda. Ou seja, minha prática é bastante abrangente.
g1 – Como alguém acaba fazendo o que você faz?
Es Devlin: Acho que sendo presente. Quando eu era criança, tocava muita música, desenhava muito e meus professores meio que desistiram de mim. Eles diziam: “Você nunca vai ser nada”, porque eu não queria me especializar.
Existe uma frase em inglês, “jack of all trades” (“pau para toda obra”). E você pode ser chamado de “mestre de nada”. Eu pensei que era exatamente isso que eu queria ser: estar entre tudo. Me vejo quase como uma dobradiça, um espaço intermediário, um corredor. É um lugar muito rico para se viver, no corredor.
g1 – Na prática, seu trabalho envolve não apenas pensar e criar, mas também um pouco de engenharia, arquitetura e tecnologia, certo?
Es Devlin: Isso mesmo. Trabalhamos exatamente no limite do que é possível. Existe o impossível, que não podemos fazer porque criamos coisas físicas. E existe o possível, que não queremos fazer porque já foi feito. Então, trabalhamos no limite do que é fisicamente possível.
g1 – Você costuma trabalhar com grandes artistas e bandas em palcos imensos, que todo o público está assistindo. Esta exposição é quase o oposto; o público está interagindo de perto, individualmente. Qual a diferença entre criar um e outro?
Es Devlin: Acho que o documentário mais útil sobre o que acontece em um show pop gigante é “Spirits in the Forest”, do Anton Corbijn, sobre o Depeche Mode. Ele acompanha cinco fãs fervorosos e ajuda a entender as obsessões deles: um quase morreu e a primeira lembrança ao acordar do coma foi uma música da banda; outro só vê os filhos porque toca em uma banda cover deles.
Ao assistir ao show pelos olhos deles, você entende que a música não pertence mais à banda, pertence a eles. Se multiplicar isso por 75.000 pessoas, o que acontece é uma experiência coletiva coautoriada por cada uma delas. Vejo toda performance e toda obra de arte como algo de autoria do público.
Uma pintura não existe a menos que o público a veja. Vejo uma grande continuidade entre este trabalho aqui e uma peça de estádio.
g1 – Como funciona o processo? Uma organização, como a das Olimpíadas, ou um artista vem até você com o quê?
Es Devlin: Cada vez há um convite para encontrar um terreno comum, buscar linhas de investigação que se sobrepõem. Ao ser convidada para a Casa Bradesco, no Matarazzo, sou convidada para um novo país, cultura e comunidade.
Para me envolver adequadamente, preciso pesquisar e aprender a linguagem deste edifício, desta cidade e deste país. Busco coisas em comum com a minha experiência, como um diagrama de Venn.
Procuro o lugar onde a minha pequena vida se sobrepõe à vida do Brasil, de São Paulo, do Matarazzo. Ali está o show. O mesmo acontece se for com “Hamlet” ou com a Beyoncé: há uma linha de investigação sobreposta em algum lugar.
O processo consiste em continuar desenhando círculos. Às vezes erramos, mas se continuar procurando, você sempre encontrará esse ponto de conexão porque somos todos feitos da mesma matéria.
g1 – Quanto tempo isso leva? Pode dar um exemplo, se ajudar.
Es Devlin: É muito variado. “Tristan & Isolde”, na Met Opera, em Nova York, comecei a trabalhar há quatro anos. Esta exposição, começamos há 18 meses. Já a turnê da Lady Gaga para o Coachella, recebi a ligação em fevereiro e abriu em abril.
g1 – Foi o que veio aqui para o Brasil também, né? Para o show em Copacabana? Teve alguma adaptação?
Es Devlin: Isso. Não teve nenhuma mudança, foi exatamente a mesma estrutura que veio para o show do Rio… que foi só duas semanas depois.
g1 – Sobre o público usar celulares em shows, isso mudou a forma como você cria? Você já disse que, como os shows podem ser filmados de todos os ângulos, é preciso pensar nisso.
Es Devlin: Lembro-me da primeira vez, em 2007, após a invenção do iPhone. Olhei para a arena e vi centenas daquelas coisinhas. Quando eu era criança, eram isqueiros; você usava fogo, algo elementar. Com o celular, parece que o aparelho é o público e o braço é apenas um periférico.
Penso muito sobre “centauros”: inteligência humana com tecnologia para ajudar nossa agência (como dirigir um carro) versus “centauros reversos”, onde a máquina está no comando e o humano é apenas um periférico de carne, como um entregador da Amazon.
Temos que escolher o que queremos ser. Por que queremos gravar? Não é para nós, nunca assistiremos a tudo de volta. É para o futuro? É por vício no capitalismo ou algo mais profundo, como deixar rastros de memórias para seres futuros diante de uma possível extinção? Eu não sei a resposta, mas penso muito nisso.
g1 – Então você não leva isso em consideração ao trabalhar em um palco?
Es Devlin: Na verdade, não. Penso, como sempre fiz, em como comunicar intimidade em grande escala. Como pegar a verdade do que se tenta comunicar. Nesta exposição, escrevi uma história sobre algo que vivi: um livro que li, uma vez que quase me afoguei, ou um dançarino que conheci. São verdades pessoais que quero comunicar.
Em um show pop é a mesma coisa: alguém teve um momento de vida que transformou em música, as pessoas ressoaram com aquilo e compraram um ingresso para ouvir ao vivo. Eu só tento manter essa intimidade na escala monumental. Não penso em como ficará na câmera, mas em como você se sentirá.

Fonte: G1 Entretenimento