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Oposição lidera eleições parlamentares cruciais para o governo de Alberto Fernández na Argentina


Com 90% das urnas apuradas, a coalizão de centro-direita Juntos pela Mudança, liderada pelo ex-presidente Mauricio Macri, aparecia com 42,63% dos votos. Argentina vai às urnas para eleições legislativas neste domingo (14)
Com 90% dar urnas apuradas, a oposição liderava as eleições parlamentares de meio de mandato na Argentina –a votação é crucial para o governo de Alberto Fernández, de centro-esquerda.
A coalizão de centro-direita Juntos pela Mudança, liderada pelo ex-presidente Mauricio Macri, aparecia com 42,63% dos votos. A coligação de Fernández, a Frente de Todos, recebia 33,17% dos votos.
Nas primárias que aconteceram em setembro, a coligação de Fernández, perdeu da oposição.
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Argentina vota neste domingo para renovar Senado e Câmara de Deputados
Se o Legislativo for dominado pela oposição, a governabilidade para os próximos dois anos de mandato estará comprometida.
Cristina Kirchner e Alberto Fernández em 11 de novembro de 2021
Matias Baglietto/Reuters
“Terminamos um dia eleitoral muito bom. Tudo correu normalmente. Pelos primeiros dados da Câmara Nacional Eleitoral, temos um percentual de comparecimento entre 71 e 72%. Havia mais gente do que nas primárias de setembro”, disse o Ministro do Interior, Wado de Pedro, pouco depois do encerramento dos centros de votação às 18h locais (mesmo horário de Brasília).
Foto de sessão virtual do Senado da Argentina em 13 de maio
Agustin Marcarian/Arquivo/Reuters
Fernández busca assegurar a governabilidade para os próximos dois anos de mandato, enquanto todos os candidatos já pensam na disputa à presidência de 2023.
Antes da divulgação dos resultados, Macri, principal referência da oposição, adiantou que “esses próximos dois anos serão difíceis” e, em um tom de vencedor, garantiu que sua coalizão “atuará com muita responsabilidade, ajudando para que a transição seja a mais ordenada possível”.
FMI e inflação
Nas últimas semanas, o governo anunciou medidas econômicas e um controle de preços, em uma tentativa de combater a inflação galopante, que acumula 41,8% entre janeiro e outubro, uma das mais elevadas do mundo.
Fernández também endureceu o discurso a respeito do Fundo Monetário Internacional (FMI), com o qual a Argentina tenta obter um acordo para substituir o crédito stand-by de 2018 de 44 bilhões de dólares.
“Também estamos tendo que resolver a dívida que nos deixaram com o FMI, claro que temos que resolver. Mas não vou resolver em cinco minutos porque quem resolve esse problema em cinco minutos é porque concordou com o Fundo em tudo o que pede”, afirmou Fernández no encerramento da campanha.
Se não conseguir o novo acordo, a Argentina – que tem 40% de sua população na pobreza – terá que pagar US$ 19 bilhões ao FMI em 2022 e o mesmo valor em 2023.
As eleições acontecem no momento em que o país está emergindo da última recessão que começou em 2018 e se aprofundou com uma queda de 9,9% do PIB em 2020 devido à pandemia de Covid-19.
A queda do número de contágios de Covid-19 nas últimas semanas e o avanço do programa de vacinação – com mais de 60% da população com esquema vacinal completo e outros 20% com a primeira dose – possibilitam a retoma das atividades e uma recuperação.
Mas o crescimento de quase 9% do PIB previsto para este ano apenas leva a situação de volta ao início do governo Fernández, quando a Argentina já acumulava dois anos de recessão.
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Fonte: G1 Mundo

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Votação é encerrada em eleições parlamentares cruciais para o governo de Alberto Fernández na Argentina


A tendência é que o governo perca base tanto na Câmara dos Deputados como no Senado. Argentina vai às urnas para eleições legislativas neste domingo (14)
Os eleitores compareceram às urnas neste domingo (14) para eleições parlamentares de meio de mandato na Argentina –a votação é crucial para o governo de Alberto Fernández, de centro-esquerda.
Nas primárias que aconteceram em setembro e que são uma indicação de qual será o resultado deste domingo, a coligação de Fernández, a Frente de Todos, perdeu da oposição.
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Se o Legislativo for dominado pela oposição, a governabilidade para os próximos dois anos de mandato estará comprometida.
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Matias Baglietto/Reuters
“Terminamos um dia eleitoral muito bom. Tudo correu normalmente. Pelos primeiros dados da Câmara Nacional Eleitoral, temos um percentual de comparecimento entre 71 e 72%. Havia mais gente do que nas primárias de setembro”, disse o Ministro do Interior, Wado de Pedro, pouco depois do encerramento dos centros de votação às 18h locais (mesmo horário de Brasília).
De Pedro confirmou que os primeiros resultados da votação serão informados a partir das 21h00. Pesquisas de boca de urna estão proibidas.
Cidades no entorno de Buenos Aires
Depois do revés sofrido pelo governo nas primárias de setembro, os olhos estão voltados para a populosa periferia de Buenos Aires, com quase 40% da lista eleitoral e bastião histórico do partido governista peronista. A capital e outras grandes cidades estão nas mãos da oposição.
A votação renovará 127 das 257 cadeiras da Câmara dos Deputados, na qual a governante Frente de Todos tem a primeira minoria.
A disputa mais arriscada para o governo está no Senado, presidido pela influente vice-presidente Cristina Kirchner, onde serão renovadas 24 das 72 cadeiras. Na Câmara Alta, o governo de Fernández coloca em jogo seus 41 senadores, contra 25 da coalizão de centro-direita Juntos pela Mudança, liderada pelo ex-presidente Mauricio Macri.
Foto de sessão virtual do Senado da Argentina em 13 de maio
Agustin Marcarian/Arquivo/Reuters
O dia seguinte
As primárias de setembro são consideradas uma espécie de grande pesquisa em todo o país. Aquela votação resultou em uma derrota para a coalizão governista Frente de Todos, que recebeu 33% dos votos a nível nacional, contra 37% da coalizão Juntos pela Mudança.
Fernández busca assegurar a governabilidade para os próximos dois anos de mandato, enquanto todos os candidatos já pensam na disputa à presidência de 2023.
Macri, principal referência da oposição, adiantou que “esses próximos dois anos serão difíceis” e, em um tom de vencedor, garantiu que sua coalizão “atuará com muita responsabilidade, ajudando para que a transição seja a mais ordenada possível”.
FMI e inflação
Nas últimas semanas, o governo anunciou medidas econômicas e um controle de preços, em uma tentativa de combater a inflação galopante, que acumula 41,8% entre janeiro e outubro, uma das mais elevadas do mundo.
Fernández também endureceu o discurso a respeito do Fundo Monetário Internacional (FMI), com o qual a Argentina tenta obter um acordo para substituir o crédito stand-by de 2018 de 44 bilhões de dólares.
“Também estamos tendo que resolver a dívida que nos deixaram com o FMI, claro que temos que resolver. Mas não vou resolver em cinco minutos porque quem resolve esse problema em cinco minutos é porque concordou com o Fundo em tudo o que pede”, afirmou Fernández no encerramento da campanha.
Se não conseguir o novo acordo, a Argentina – que tem 40% de sua população na pobreza – terá que pagar US$ 19 bilhões ao FMI em 2022 e o mesmo valor em 2023.
As eleições acontecem no momento em que o país está emergindo da última recessão que começou em 2018 e se aprofundou com uma queda de 9,9% do PIB em 2020 devido à pandemia de Covid-19.
A queda do número de contágios de Covid-19 nas últimas semanas e o avanço do programa de vacinação – com mais de 60% da população com esquema vacinal completo e outros 20% com a primeira dose – possibilitam a retoma das atividades e uma recuperação.
Mas o crescimento de quase 9% do PIB previsto para este ano apenas leva a situação de volta ao início do governo Fernández, quando a Argentina já acumulava dois anos de recessão.
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Quem é o ‘Bolsonaro chileno’, que tenta ser ‘menos bolsonarista’ para ganhar votos


Líder na pesquisas, o candidato ultraconservador José Antonio Kast defende maior presença da polícia e das Forças Armadas nas ações governamentais, é contra o aborto e casamento gay e defende medidas liberais para a economia. José Antonio Kast aparece entre os favoritos à sucessão do presidente Sebastián Piñera, em eleição marcada para 21 de novembro
Reuters via BBC
Quando o então candidato Jair Bolsonaro fazia campanha pelo segundo turno da eleição presidencial do Brasil, em 2018, o político chileno José Antonio Kast fez questão de visitá-lo e de ser filmado a seu lado, no Rio de Janeiro.
Candidato ao Palácio presidencial La Moneda, Kast passou, então, a ser chamado por analistas e na imprensa estrangeira como o “Bolsonaro chileno”.
A poucos dias do primeiro turno da eleição, que será em 21 de novembro, Kast, presidenciável pela segunda vez, aparece entre os favoritos à sucessão do presidente Sebastián Piñera, de acordo com pesquisas de opinião.
Mas agora, na reta final da disputa, quando tenta conquistar mais eleitores, ele busca, publicamente, não se parecer tanto com Bolsonaro, como notaram observadores e políticos chilenos e estrangeiros ouvidos pela BBC News Brasil.
Ex-deputado federal por quatro mandatos seguidos, pai de nove filhos, Kast, de 55 anos, é definido como ultraconservador e com motivos para se identificar com o presidente brasileiro – mas não só com ele – e que tem conseguido canalizar o apoio de setores da sociedade chilena.
A afinidade com Bolsonaro inclui a defesa da maior presença da polícia e das Forças Armadas nas ações governamentais, agenda contra as liberdades individuais e a favor da liberdade econômica.
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Entre as bandeiras do político chileno estão “lei e ordem”, ações “duras” contra o crime, que o Chile saia da Comissão de Direitos Humanos das Nações Unidas e elimine o Instituto Nacional de Direitos Humanos, organização pública criada em 2010 para monitorar essa área no país.
“Claramente, as Nações Unidas estão integradas por países que não acreditam na democracia, que violam permanentemente os direitos humanos (…) como Nicarágua, Venezuela, Coreia do Norte”, disse durante um debate presidencial.
‘Não ao casamento gay’
Candidatos ao pleito do Chile em debate ocorrido em 15 de outubro; Kast (penúltimo à dir) tem sido chamado de ‘Bolsonaro chileno’
Reuters via BBC
Advogado e católico, Kast, da Frente Social Cristã, é contra o casamento entre as pessoas do mesmo sexo e o aborto em qualquer circunstância e planeja transformar o atual Ministério da Mulher e da Igualdade de Gênero em Ministério da Família.
Suas propostas levaram o portal de notícias El Mostrador, de Santiago, a publicar, no fim de outubro, uma reportagem intitulada: “O preocupante desaparecimento das mulheres como pessoas de direito no programa presidencial de Kast”.
Em entrevista à BBC News Brasil, o senador Manuel José Ossandón, da governista Renovación Nacional, disse que esta é uma das promessas de campanha que dificilmente será colocada em prática, caso Kast chegue a ser eleito, já que “institucionalmente” seria difícil que a pasta fosse eliminada.
Ossandón e diplomatas estrangeiros também ressaltam que a promessa de ações “duras” com a “militarização” de regiões do país também teria dificuldades de sair do papel.
“Por questões institucionais e porque os carabineros, polícia militarizada, e os militares não querem, não mostram essa inclinação”, disse uma fonte.
Para o sociólogo chileno Manuel Antonio Garretón, caso seja eleito, com o programa de governo que apresentou, o presidenciável teria “problemas de legitimidade”.
Kast costuma criticar o que define como “direita light” e, numa conversa com diplomatas europeus, disse que sua identificação política é maior com os atuais líderes da Polônia e da Hungria – bastiões do populismo de direita na Europa -, como relatou um dos presentes no encontro à BBC News Brasil.
A Hungria é liderada pelo premiê Viktor Orban, conhecido por sua retórica anti-imigração, acusado de erodir o sistema democrático do país e sob constante atrito com a União Europeia. Na pandemia, ampliou seus poderes por decreto e, em julho, o Parlamento húngaro aprovou uma lei vetando que expressões de homossexualidade sejam apresentadas a menores de idade – o que gerou críticas do Parlamento Europeu.
O líder polonês, Andrzej Duda, também ultraconservador, é igualmente contrário aos LGBTQIAP+, e, em sua agremiação política, foi dito que a homossexualidade chegou do exterior ao país.
‘Nostalgia do pinochetismo’
Há apenas poucos meses, Kast era quase o lanterninha na disputa presidencial.
Chile vive momento histórico, que teve estopim em protestos populares
REUTERS via BBC
País com cerca de 19 milhões de habitantes, o Chile vive um momento histórico, na visão de estudiosos.
A série de manifestações, realizadas antes da pandemia, levaram o presidente Sebastián Piñera a convocar um plebiscito que levou à formação da Assembleia encarregada de redigir a primeira Constituição em tempos democráticos.
A atual, em vigor, data de 1980, da ditadura de Augusto Pinochet (1973-1990). “Se ele (Pinochet) estivesse vivo, votaria em mim”, disse Kast na campanha presidencial de 2017, de acordo com reportagem da época do El País.
Nas manifestações, as bandeiras incluíam pedidos como liberdades individuais, questões de gênero e inclusão social. Como Kast passou a aparecer à frente nas pesquisas de opinião neste contexto?
Nos últimos dias, pesquisas de opinião colocam Kast à frente. A sondagem do instituto Cadem, por exemplo, aponta que Kast teria 25% das intenções de voto no primeiro turno.
O candidato da esquerda Gabriel Boric, do Apruebo Dignidad, teria 19%, e o governista Sebastián Sichel, do Chile Podemos, 8%.
O professor de Ciências Políticas Guillermo Holzmann, das Universidades de Valparaiso e de Talca, entende que pelo menos três fatores justificam o fenômeno atual, apesar de ele não acreditar na possibilidade de que Kast seja eleito presidente.
“Kast representa uma demanda de segurança e ordem compartilhada por parte da sociedade chilena diante do aumento da insegurança pública. Ele também simboliza a visão deja vú do pinochetismo, além do vazio deixado pelo governo (atual)”, disse Holzmann.
O analista lembra que Kast recebeu cerca de 7% dos votos na eleição presidencial de 2017 e, no passado, foi um dos poucos (junto com apenas cerca de 20% dos eleitores) a serem contrários ao plebiscito sobre a realização de uma nova Constituição, convocado por Piñera.
“As pesquisas mostram que Kast está à frente, mas, na nossa análise, ele chegou a um teto, similar aos 20% que foram contra o plebiscito e hoje seria difícil que seja eleito”, disse Holzmann.
“Se ele (Pinochet, em foto acima) estivesse vivo, votaria em mim”, disse Kast na campanha presidencial de 2017
PA MEDIA via BBC
Menos bolsonarista, pero no mucho
Para tentar ampliar sua margem de votos, o candidato passou a mostrar um discurso “menos bolsonarista”, como observaram analistas, políticos e altas fontes chilenas.
“Ele começou a se afastar da imagem de Bolsonaro ao ver como o presidente brasileiro agiu diante da pandemia”, disse o senador Ossandón.
Em um debate presidencial, em setembro, o candidato governista Sichel lembrou a Kast que ele esteve com Bolsonaro no Rio, quando até lhe presenteou com uma camiseta de futebol.
Foi quando Sichel lembrou diante das câmeras de televisão: “Bolsonaro disse coisas que para mim são impressionantes. Por exemplo que os homossexuais são homossexuais por consumo de drogas e que seria incapaz de amar um filho homossexual. Você continua defendendo Bolsonaro?”.
O candidato ultraconservador respondeu, então: “Não compartilho tudo o que ele diz. Mas Bolsonaro fez coisas importantes como tirar a delinquência, a corrupção do Brasil e estas coisas, sim, compartilho (com ele)”.
No debate, o presidenciável governista ainda insistiu se Kast não se arrependia, depois das declarações do presidente brasileiro, de ter levado a camiseta para ele. “Não, não me arrependo, de jeito nenhum”, respondeu.

Fonte: G1 Mundo

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Os símbolos nazistas que ainda estão presentes no Japão


Antropóloga atribui uso acrítico de símbolos nazistas a uma ‘falta de sensibilidade histórica’ mais do que a um alinhamento ideológico ou político. Após críticas, bar japonês que usava a suástica nazista como símbolo encerrou as atividades em Osaka
Reprodução/Via BBC
Mal abriu, o bar Unfair fechou as portas na badalada área de Minami, em Osaka, no Japão.
“Nós pedimos sinceras desculpas pela falta de conhecimento e consciência”, declarou a Host x Host, empresa responsável pela casa noturna, em nota publicada no dia 11 de outubro.
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Funcionários do bar usavam, inclusive, uniformes de estilo militar com a cruz gamada
Reprodução/Via BBC
“Nós provocamos desconforto em muitas pessoas. Levaremos os comentários em consideração e trabalharemos para que esse tipo de coisa nunca mais aconteça”, acrescentou.
“Esse tipo de coisa” é o fato de o novo bar ter escolhido a suástica nazista como símbolo (impresso inclusive nas garrafas) e uniformes de estilo militar com a cruz gamada como indumentária oficial para os funcionários do “host club”, os bares onde jovens japoneses são pagos para conversar e entreter clientes.
A Host x Host, a empresa responsável pelo bar Unfair, pediu desculpas ‘pela falta de conhecimento e consciência’
Reprodução/Via BBC
“Ignorância e estupidez”, escreveu no Twitter o cineasta japonês Miki Dezaki, diretor do documentário Shusenjo (2018), que trata da história das “mulheres de conforto”, como são chamadas as mulheres que foram escravizadas sexualmente por militares japoneses durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
Depois de uma avalanche de críticas na internet, os administradores retiraram o site oficial do ar e publicaram o pedido de desculpas.
Segundo a antropóloga Aleksandra Jaworowicz-Zimny, doutora pela Universidade de Hokkaido, no Japão, e atualmente professora da Universidade Nicolaus Copernicus, na Polônia, a presença de símbolos nazistas no arquipélago asiático até hoje se deveria mais a uma “falta de sensibilidade histórica” do que a um alinhamento ideológico ou político.
‘Nazi cosplay’
“Muitos japoneses sabem que os nazistas cometeram crimes de guerra, mas o conhecimento é limitado. Visualmente, eles reconhecem os uniformes pretos da SS [Schutzstaffel, a organização paramilitar nazista], especialmente com a braçadeira vermelha, mas não é todo uniforme da Wehrmacht [das forças armadas alemãs sob Adolf Hitler] que lhes acende um sinal de alerta”, diz a antropóloga polonesa.
Estudioso associa caso ao apelo estético para chocar, sem necessariamente haver simpatia com a ideologia nazista
Reprodução/Via BBC
Ela é autora de um estudo sobre “Nazi cosplay”, que se refere a vestir indumentárias relacionadas ao Terceiro Reich e mimetizar poses da época para performances públicas em festivais como o Comic Market, no Japão.
É difícil precisar a extensão do fenômeno, mas ela estima que nem 50 indivíduos se engajariam nessa prática ou compartilhariam fotos assim na internet atualmente.
Para Jaworowicz-Zimny, é como se o fardo histórico do nazismo estivesse fora do alcance de identificação dos japoneses.
“A sociedade japonesa não tem o Holocausto escrito na sua memória coletiva como os europeus e os americanos. Não tem avós torturados ou mortos pelos nazistas, não tem marcos de memória dos crimes nazistas em toda cidade.”
Assim, a história do nazismo lhes pareceria drasticamente mais distante, conhecida apenas a partir de livros e da cultura pop, com filmes como o hollywoodiano Bastardos Inglórios (2009) ou games como “Wolfenstein”, exemplifica.
Templo budista Asakusa Kannon, em Tóquio
Robert Alexander/Getty Images
No Japão, também está previsto para dezembro o lançamento do filme russo Nazi Busters (2021).
“Se não se considera o contexto histórico, a imagem é vista como simples estética por muitos japoneses”, critica ela, que não imaginaria a abertura de um pub com ícones desse tipo na Polônia, país ocupado pelos nazistas e onde se instalou um dos maiores símbolos do Holocausto, o campo de concentração de Auschwitz.
De Halloween a ‘Mein Kampf’
Não foi a primeira vez que símbolos nazistas foram identificados (e imediatamente criticados) no Japão. No Halloween de 2016, por exemplo, a banda pop Keyakizaka46 subiu ao palco de um show em Yokohama, ao sul de Tóquio, trajando capas pretas similares às das autoridades da SS. A gravadora japonesa Sony Music pediu desculpas e, assim como o bar em Osaka, alegou “falta de conhecimento” para justificar o incidente.
Jaworowicz-Zimny considera o episódio um exemplo de “Nazi chic”, e não propriamente cosplay. Trata-se de um fenômeno maior e presente não só no Japão, com a incorporação dessa imagem por apelo estético para chocar, sem necessariamente haver simpatia com a ideologia nazista ou imitações de gestos da época, como a saudação com o braço ao alto.
No Japão, o historiador Takumi Sato, da Universidade de Kyoto, identifica ainda uma subcultura chamada de “Nazi cul”, que se refere ao consumo de imagens relacionadas ao ideário nazista no pós-guerra.
Mas há diferentes representações dos militares alemães no Japão, destaca o acadêmico Matthew Penney no estudo “Rising Sun, Iron Cross”, publicado no Deutsches Institut für Japanstudien, em Tóquio: de idealizações como heróis nobres em certos mangás a perspectivas mais complexas, como a série Adolf, de Osamu Tezuka (1928-1989), que retrata três homens na época da Segunda Guerra Mundial: Adolf Kamil, filho de judeus; Adolf Kauffmann, filho de um nazista com uma japonesa; e Adolf Hitler.
Em 2008, o manifesto Mein Kampf foi adaptado para mangá. Em 2017, o governo do premiê Shinzo Abe autorizou o uso da autobiografia de Hitler nas escolas japonesas.
Mais recentemente, em 2019, o anime Attack on Titan se tornou alvo de críticas por supostamente ter mensagens imperialistas e fascistas. Em 2021, foi a vez de Tokyo Revengers, anime lançado a partir do mangá de Ken Wakui, que traz a suástica budista manji como símbolo da gangue de jovens que protagoniza a série.
O que é preciso lembrar
Manji não é um símbolo nazista. É inclusive o ícone para sinalizar templos budistas nos mapas no Japão, onde há mais de 45 milhões de adeptos e 75 mil templos, santuários e outras organizações budistas.
Fora do Japão, porém, a suástica se tornou sinônimo de fascismo, após nacionalistas antissemitas se apropriaram do símbolo para espalhar entre os alemães a ideia de que eles pertenciam a uma linhagem antiga, ariana, superior – o emblema específico do Terceiro Reich é a cruz gamada negra dentro de um círculo branco e com o fundo vermelho.
Na Alemanha, o símbolo foi proibido no pós-guerra. No Brasil, segundo a lei 7.716, de 1989, é crime fabricar, vender e veicular “símbolos, emblemas, ornamentos, distintivos ou propaganda que utilizem a cruz suástica ou gamada, para fins de divulgação do nazismo”.
Símbolos, afinal, têm história.
“Na Europa há jovens que usam a bandeira do sol nascente como expressão de interesse pelo Japão. Já na China ou na Coreia, a marca é reconhecida como símbolo do imperialismo japonês. Europeus podem não associar a imagem e não notar como o uso é controverso”, assinala a antropóloga Aleksandra Jaworowicz-Zimny.
Em 2020, enquanto o Japão se preparava para sediar as Olimpíadas (adiadas para 2021 por conta da pandemia), ativistas e políticos da Coreia do Sul pressionaram para que o anfitrião dos jogos não exibisse a bandeira do sol nascente – que é similar à bandeira nacional, mas com raios vermelhos.
No século 19, ela foi hasteada na incursão imperialista japonesa ao ocupar China e Coreia e, na Segunda Guerra Mundial, tornou-se estandarte da Marinha.
“Educação histórica sólida que inclua narrativas de outras partes do mundo é fundamental para construir compreensão e sensibilidade acerca das memórias de guerra dos outros – e tanto mídia quanto universidades têm muito trabalho a fazer nessa área, não só no Japão”, pondera.
O Japão foi aliado da Alemanha nazista e da Itália fascista, as potências do Eixo.
“Há quem prefira lembrar de certos momentos da história e esquecer outros”, diz o historiador Mario Marcello Neto, autor do artigo “Entre a bomba atômica e os crimes de guerra: o negacionismo e a historiografia japonesa em perspectiva” e da tese “O brilho de mil sóis: história, memória e esquecimento sobre a bomba atômica nos Estados Unidos e no Japão”, defendida na UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul).
O que se quer esquecer
“O que acontece é que muitas vezes se prefere não discutir os crimes de guerra, como se fosse um vespeiro que ninguém quer mexer. Ainda é assunto tabu”, acrescenta.
Segundo Neto, pesquisador do Laboratório Interdisciplinar de Pesquisa em Entretenimento e Mídias da Ufpel (Universidade Federal de Pelotas), ao longo do tempo a historiografia japonesa destacou menos o alinhamento do Japão com os nazifascistas e frisou a memória do arquipélago como alvo da bomba atômica lançada pelos Estados Unidos.
Sob esse argumento, minimizar a memória dos crimes de guerra (o massacre de Nanquim, canibalismo de tropas, trabalho forçado, tortura, entre outros) possibilitaria certa tolerância com ideias e imagens autoritárias até hoje.
Neto cita exemplos de tal tolerância como a fundação de um partido neonazista por Kazunari Yamada, em 1982, e o Yasukuni Jinja, templo que até hoje recebe visitantes interessados no memorial a Hideki Tojo, premiê japonês na época da guerra, e outros retratados como “mártires erroneamente acusados pelos Aliados” – França, Reino Unido, Estados Unidos e URSS.
“Obviamente há exceções, mas, em linhas gerais, o Japão teve muito mais perseguição a movimentos estudantis e comunistas, do que uma crítica aprofundada do que foi o fascismo e a Segunda Guerra Mundial. Com a anistia, o império japonês nunca respondeu, nem reconheceu o que fez”, diz.
O arquipélago já teve discussões famosas sobre o ensino de história da Segunda Guerra Mundial, como as protagonizadas por Ienaga Saburo (historiador que foi censurado na década de 1950 por publicar livros com uma análise crítica do papel do país no conflito) e por Fujioka Nobukatsu (autor que abertamente defendia retirar dos livros didáticos os relatos de crimes cometidos e privilegiar uma imagem “positiva” do Japão).
“Só dá para compreender como é possível que se abra um bar estilo nazista em 2021 diante desse contexto histórico. É extremamente simbólico do esquecimento.”
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Fonte: G1 Mundo

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Explosão do lado de fora de hospital em Liverpool deixa um morto


Três homens foram presos. O caso é investigado pela polícia antiterrorismo, mas ainda não é considerado oficialmente um ato terrorista. Policiais do lado de fora do Hospital da Mulher de Liverpool, onde houve uma explosão em 14 de novembro de 2021
Peter Byrne/AP
Três pessoas foram presas neste domingo (14) pela polícia antiterrorismo na cidade de Liverpool, no Reino Unido, depois que um carro explodiu do lado de fora de um hospital –uma vítima morreu e outra ficou ferida.
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A polícia afirma que um homem que era passageiro no carro morreu na hora. O motorista, um outro homem, foi ferido e levado a um hospital.
Agentes do lado de fora do hospital de Liverpool onde houve uma explosão, em 14 de novembro de 2021
Peter Byrne/AP
Os presos são homens de 21, 26 e 29 anos. Quando eles foram detidos, a polícia afirmou que se tratava de uma prisão efetuada com base na lei antiterrorismo.
Para a polícia, o carro que foi atingido era um taxi que tinha parado no hospital pouco antes da explosão, que aconteceu às 11h GMT (14h de Brasília).
A chefe de polícia Serena Kennedy afirmou que ainda estão investigando o que causou o acidente, mas, pela forma como ocorreu, as agentes antiterrorismo assumiram o caso.
A explosão ainda não foi classificada como um ato de terrorismo.
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Fonte: G1 Mundo

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Ghislaine Maxwell, parceira de Jeffrey Epstein, reclama de comida na cadeia e de rato na prisão


Ela é acusada de ter aliciado mulheres que foram abusadas por Jeffrey Epstein. Ghislaine Maxwell em uma coletiva nas Nações Unidas, em 2013
UNTV/Divulgação/ via REUTERS
Ghislaine Maxwell, uma socialite que namorou Jeffrey Epstein e foi sócia dele durante anos reclamou da comida da cadeia e dos guardas da prisão nos Estados Unidos que ficam parados olhando para ela quando ela vai tomar banho. Maxwell deu uma entrevista ao jornal “Mail on Sunday” que foi publicada no domingo (14).
Ela foi presa em 2020 por aliciar meninas que foram abusadas por Epstein.
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Epstein chegou a ser preso e morreu na cadeia, em agosto de 2019.
Maxwell é uma herdeira de um homem que foi dono de jornais.
Ela reclamou da vida no Centro de Detenção Metropolitano do Brooklyn. Ela afirmou que as condições são ruins e que há um rato que fica parado do lado de uma abertura de esgoto na cela dela.
“Eu ia ao banheiro com esgoto sem proteção e um rato amigável visitava com frequência. Eu avisei os guardas, mas nada aconteceu até que o rato voltou e atacou uma guarda que berrou apavorada. Finalmente o ralo foi coberto.”.
Ela reclama por ter sido colocada em solitária o tempo inteiro, e disse que parou de tomar banho por causa das guardas, que ficavam paradas perto dela, observando-a, enquanto ela se banhava.
Ela também reclamou da comida: “Eu não comi uma refeição nutritiva o tempo todo. Eu não pude dormir com as luzes apagadas, luzes fluorescentes machucam meus olhos, e não pude dormir sem interrupções”.
Ela disse que está fraca, frágil, cansada e que não tem estamina. “Eu não tenho nem mesmo sapatos que podem ser calçados adequadamente. Eles me dão comida podre, uma maçã tinha vermes”, afirmou.
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Com recordes de contágio, países europeus voltam com as medidas anti-Covid

Áustria vai impor confinamento aos não vacinados; Holanda restringiu horários de comércio e alguns estados da Alemanha devem anunciar medidas durante a semana. Nova onda de Covid na Europa e Ásia deve servir de alerta ao Brasil, diz Fiocruz
Países da Europa têm voltado a impor restrições para tentar controlar a pandemia de Covid-19.
A epidemia de Covid-19 se agravou no continente nas últimas semanas, com aumento de novos contágios, principalmente entre a população não vacinada. A Europa responde por mais da metade da média mundial de infecções na semana passada, de acordo com uma contagem da agência de notícias Reuters.
Na sexta-feira (12), o Centro Europeu de Controle de Doenças (ECDC), a agência sanitária europeia afirmou que dez países estão em situação “muito preocupante” e outros dez, “preocupante” (veja as listas abaixo).
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Em alguns estados da Alemanha, espera-se que na segunda-feira (15) entrem em vigor restrições mais severas para os não vacinados, como a proibição de frequentar bares, restaurantes, piscinas públicas e outros espaços fechados em parte do país.
Ainda evita-se impor a vacinação obrigatória, mesmo em setores profissionais mais sensíveis.
A Alemanha registrou neste domingo (14) mais 33 mil novos casos de coronavírus e ultrapassou a marca de 5 milhões de incidências desde o início da pandemia.
O número de pessoas que morreram por complicações associadas à Covid-19 na Alemanha é de 97,7 mil.
Alemanha registra mais de 50 mil novos casos de Covid pela 1ª vez na pandemia
No sábado, a chanceler federal Angela Merkel pediou àqueles que ainda não se vacinaram a fazê-lo. A Alemanha regista uma taxa de cidadãos com vacinação total de 67,5%. O número está estagnado há semanas.
Áustria impõe confinamento aos não vacinados
As pessoas não vacinadas ou que não contraíram recentemente a Covid-19 terão que obedecer um confinamento a partir de segunda-feira (15) na Áustria, uma medida inédita na União Europeia.
“A situação é grave. Não adotamos a medida de maneira leve, mas infelizmente é necessária”, disse o chanceler Alexander Schallenberg em uma entrevista coletiva em Viena.
Quase 65% da população recebeu as duas doses da vacina na Áustria, percentual inferior à média europeia, que é de 67%, e longe de países como Espanha (79%) e França (75%).
Holanda voltou a lockdown parcial
A Holanda voltou a implementar um lockdown parcial neste sábado (13). O governo deu ordem para que os restaurantes e lojas fechem cedo e também proibiu que eventos esportivos ocorram com público.
O primeiro-ministro Mark Rutte afirmou que as as restrições devem durar três semanas.
Lojas de produtos não essenciais e até mesmo supermercados vão fechar mais cedo, e medidas de distanciamento social serão impostas novamente.
Lista de países do Centro de Controle de Doenças
Em sua última avaliação de risco, o Centro Europeu de Controle de Doenças (ECDC) declarou que a situação epidemiológica no bloco europeu é de um rápido e significativo aumento dos casos e uma lenta baixa na taxa de mortalidade.
Com a progressiva alta dos contágios desde o início da temporada mais gelada no continente, o quadro deve sofrer alterações em breve. “Espera-se que os casos, hospitalizações e mortes aumentem durante as próximas duas semanas”, diz a agência.
Países onde a situação é muito preocupante
Bélgica,
Polônia,
Holanda,
Bulgária,
Croácia,
República Tcheca,
Estônia,
Grécia,
Hungria e
Eslovênia.
Países onde a situação é preocupante
Áustria,
Dinamarca,
Finlândia,
Alemanha,
Irlanda,
Letônia,
Lituânia,
Luxemburgo,
Romênia e
Eslováquia
Além de três países europeus que não fazem parte do bloco:
Noruega,
Islândia e
Liechtenstein.
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Fonte: G1 Mundo

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Líder da Polônia pede ‘medidas concretas’ de aliança militar em meio a crise na fronteira com Belarus

União Europeia acusa o governo da Belarus de criar uma crise com imigrantes na fronteira com países que pertencem ao bloco. Imigrantes enfrentam condições adversas na fronteira da Belarus com a Polônia
A Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) precisa tomar “medidas concretas” para resolver a crise de imigrantes na fronteira da Polônia com Belarus, disse o primeiro-ministro polonês neste domingo (14).
Ele disse que Polônia, Lituânia e Letônia podem solicitar consultas à aliança por achar que sua integridade territorial, independência política ou segurança esteja ameaçada.
Em nova crise migratória na União Europeia, Belarus estaria ajudando imigrantes a chegar à Polônia
“Não é suficiente apenas expressarmos nossa preocupação em público – agora precisamos de medidas concretas e do compromisso de toda a aliança”, disse Mateusz Morawiecki.
Milhares de imigrantes têm viajado para Belarus na esperança de cruzar para a União Europeia, e em seguida ficam presos na fronteira em condições de frio congelante.
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A União Europeia acusa o governo da Belarus de criar uma crise para pressionar o bloco a respeito das sanções sofridas, mas Belarus nega a acusação. Alguns países da região alertaram que o impasse pode se transformar em um conflito militar.
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Fonte: G1 Mundo

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Príncipe Charles completa 73 anos e recebe homenagens da Família Real britânica


Herdeiro do trono foi lembrado pela rainha Elizabeth II e pelo filho Willian. Charles participou neste domingo (14) da cerimônia anual em homenagem aos soldados mortos na 1ª Guerra Mundial. O príncipe Charles, primeiro na linha de sucessão ao trono do Reino Unido, completou 73 anos neste domingo (14). Membros da Família Real britânica fizeram homenagens ao príncipe de Gales em suas redes sociais.
A rainha Elizabeth II desejou um feliz aniversário ao filho com uma foto dos dois: “Desejando um feliz aniversário ao Príncipe de Gales”.
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O príncipe William, segundo na linha de sucessão, também desejou felicidades ao pai.
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O perfil Clarence House, que divulga todas as informações sobre o príncipe de Gales, agradeceu às mensagens de aniversário, com uma foto de Charles no Highgrove House.
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Dia de homenagem aos soldados britânicos
O herdeiro do trono participou, neste domingo, de uma cerimônia em homenagem aos soldados britânicos mortos na 1ª Guerra Mundial. Charles depositou a coroa de flores em nome da mãe, Elizabeth II, no Cenotáfio. Charles tem feito isso desde 2017, quando a mãe pediu dispensa do ritual.
O príncipe Charles durante a cerimônia em 14 de novembro de 2021
Toby Melville/AFP

Fonte: G1 Mundo

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John Artis, condenado injustamente por assassinato junto a Rubin ‘Hurricane’ Carter, morre aos 75 anos


Caso inspirou filme ‘O furação’ e canção ‘Hurricane’, de Bob Dylan. Artis era conhecido como ‘o homem esquecido’. John Artis (esquerda) e Rubin “Hurricane” Carter durante chegada ao tribunal, em Paterson, Nova Jersei, em maio de 1967
Anthony Camerano/AP/Arquivo
John Artis, o homem que foi condenado injustamente junto ao boxeador Rubin “Hurricane” Carter por triplo assassinato, morreu aos 75 anos.
Segundo o jornal The Guardian, Artis morreu no dia 7 de novembro após aneurisma de aorta abdominal, em sua casa, em Hampton, Virginia. A informação foi confirmada por Fred Hogan, amigo de longa data de Artis e Carter.
Hogan afirmou que Artis era o “homem esquecido” no caso. Ele ainda afirmou que Carter costumava chamar Artis de seu “herói” pois recusou uma oferta de redução de pena, que comprometeria o boxeador.
A história da dupla inspirou obras como o filme “O furacão” (1999), com Denzel Washington, e “Hurricane” (1975), uma das canções mais famosas e aclamadas de Bob Dylan.
Artis e Carter foram condenados injustamente em 1966 por assassinato em um caso que aconteceu em um bar em Nova Jersey.
Na ocasião, testemunhas disseram que as vítimas, que eram brancas, foram mortas por dois negros. Artis e Carter foram sentenciados a prisão perpétua por um júri formado apenas por brancos. Carter teve sua condenação revogada em 1985. Artis teve sua liberdade condicional anunciada quatro anos antes.
Os dois se mantiveram grandes amigos até a morte do pugilista em 2014.
Segundo o New York Times, Artis aconselhou presidiários no centro de detenção juvenil de Norfolk e trabalhou de forma voluntária em casos de condenação injustas nos EUA e Canadá.
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Fonte: G1 Mundo