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Rússia tem novo recorde de mortes por Covid-19 nas últimas 24 horas; hospitais registram falta de oxigênio


Balanço diário do governo russo registrou 1.239 mortes; Ministro da Saúde alerta para escassez de oxigênio em 12 regiões do país. Medico paramentado em frente a hospital em Moscou, Rússia, que atende a pacientes de Covid-19, nesta quinta-feira (21)
Maxim Shemetov/Reuters
A Rússia relatou nesta quarta-feira (10) um recorde de 1.239 mortes de Covid-19 nas últimas 24 horas. O alto número de óbitos é registrado após a aplicação de medidas de isolamento mais duras.
Em diversas regiões, ambientes de trabalho foram fechados e os funcionários foram instruídos a seguir remotamente como medida para conter a disseminação do coronavírus.
Além disso, ainda nesta quarta a capital russa continua com seu ‘megaferiado’ imposto até a próxima quinta (11) para evitar ainda mais a contaminação em meio a este novo surto.
Entre terça e quarta-feira, foram mais de 38 mil novos casos de Covid-19, sendo 3.927 em Moscou, segundo boletim oficial do governo.
O ministro da Saúde, Mikhail Murashko, disse ao Parlamento nesta quarta-feira que as reservas de oxigênio de hospitais de 12 regiões russas durarão dois dias ou menos se não forem reabastecidas.
Ao mesmo tempo, disse ele, algumas regiões já estão relatando uma diminuição de infecções e a campanha de vacinação está dando frutos, já que só de 3% a 4% dos russos inoculados foram infectados.
Mais de 62 milhões de russos já receberam ao menos uma dose de uma vacina contra Covid-19, segundo Murashko.

Fonte: G1 Mundo

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Estudo aponta quem são dez ‘superpoluidores’ que espalham desinformação sobre a crise climática

Publicações como o Breitbart, Newmax e dois sites russos estão entre as que lucram no Facebook como negacionistas das mudanças climáticas, de acordo com relatório do Centro de Combate ao Ódio Digital. Ativistas e representantes da sociedade civil alertam para o alto valor para participar da COP26
Dez publicações online carregam 70% do conteúdo negacionista que circula no Facebook sobre o impacto que as mudanças climáticas têm no planeta, de acordo com o levantamento do Centro de Combate ao Ódio Digital (CCDH na sigla inglês). Denominados “Dez Tóxicos”, esses superpoluidores da desinformação receberam 1,1 bilhão de visitas em seis meses e contabilizam 186 milhões de assinantes nas plataformas de mídia social mais populares.
“Eles espalham negações climáticas infundadas e não científicas e criam a sensação de que há um debate mais amplo do que realmente é. O objetivo é aproveitar o poder das plataformas da mídia social para disseminar o ceticismo e evitar o consenso sobre os fatos e soluções”, atesta Imram Ahmed, diretor do CCDH.
A deturpação de dados ajuda a minar a confiança nos especialistas em ciência climática, enquanto 196 países estão reunidos em Glasgow, na Escócia, para elaborar um plano de ação que reduza os gases do efeito estufa. Recentemente, segundo o estudo, essas publicações propagaram conteúdo falso sobre a Covid-19 e sobre fraudes nas eleições americanas.
Vítimas do negacionismo: as mortes causadas pela desinformação na pandemia da Covid-19
Dos “Dez Tóxicos” apontados pela entidade que rastreia o ódio digital, o site de notícias de extrema direita Breitbart, alinhado à direita alternativa e que foi dirigido por Steve Bannon, ex-conselheiro de Trump, é o mais influente.
Entre eles, figuram também o canal de notícias Newsmax, que difundiu teorias conspiratórias sobre fraudes durante as eleições americanas, e o Western Journal, um dos promotores da tese infundada de que o ex-presidente Barack Obama é muçulmano. Dois são russos e integram a mídia estatal controlada pelo Estado: o RT.com e o Sputnik News.
O CCDH analisou 6.983 artigos que negam os efeitos das mudanças climáticas apresentados em postagens do Facebook com 709.057 interações. Constatou que em 92% não apareciam os rótulos que a plataforma de mídia se comprometeu a inserir para combater a desinformação sobre a crise climática.
Oito dos dez superpoluidores geraram receita de US $5,3 milhões do Google Ads nos últimos seis meses. Os autores do estudo recomendam às plataformas que parem de receber pagamentos destas publicações.
“Enquanto o Facebook e o Google continuarem fazendo negócios com os negadores do clima, eles não podem alegar que são ‘verdes’. Eles devem isso a nós e ao planeta que todos nós compartilhamos, para cumprir”, resume Ahmed.
Veja o que relata o Centro de Combate ao Ódio Digital sobre os dez superpoluidores apontados em seu estudo:
Breitbart – Site de notícias de extrema direita que já foi dirigido por Steve Bannon, ex-estrategista da Casa Branca.
Western Journal – Site de notícias conservador que propagou desinformação sobre a origem de Obama
Newsmax – Processado por promover conspirações de fraude eleitoral
Townhall Media – Fundado em 1995 pela Fundação Heritage, que recebeu financiamentos da indústria de combustíveis fósseis para fazer lobby contra a política climática.
Media Research Center – “Think tank” fundado em 1987 pelo ativista político Brent Bozell, que se intitula como “cão de guarda da mídia americana”. O grupo atacou a cobertura da mídia sobre a ciência do clima.
Washington Times – Fundado pelo autoproclamado “messias” Sun Myung Moon, é um jornal diário que se apresenta como “um contrapeso de confiança para a grande mídia. Seus editoriais incluíam um artigo intitulado “Não há emergência do clima”, escrito pelo diretor da negacionista Coalizão CO2.
The Federalist Papers – Site que também promoveu a desinformação sobre a Covid.
Daily Wire – Fundado em 2015 pelo comentarista Ben Shapiro e pelo bilionário Farris Wilkes, o site de notícias conservador arrecadou no ano passado US $65 milhões em receita por meio de anúncios e assinaturas. A plataforma rejeita o consenso científico sobre mudança climática e chegou a tuitar que não é uma ameaça existencial para o ser humano.
Mídia estatal russa – Divulga desinformação via RT.com e Sputnik News.
Patriot Post – Site conservador fundado em 1996, cujos escritores usam pseudônimos.
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Fonte: G1 Mundo

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O ‘horror’ vivido por casal que processa clínica de fertilização após dar à luz filho de desconhecidos


Daphna e Alexander Cardinale acabaram encontrando o casal que deu à luz sua filha biológica — e realizaram a troca dos bebês. VÍDEO: Mulher dá à luz bebê de outra família por erro em clínica de fertilização
Daphna e Alexander Cardinale dizem que o que aconteceu com eles foi um “horror” que não pode ser esquecido.
O casal da Califórnia, nos EUA, recorreu a uma clínica de fertilidade para fazer um procedimento de fertilização in vitro (FIV). Mas quando a filha nasceu, em 2019, perceberam que ela não se parecia em nada com nenhum dos dois.
Daphna e Alexander Cardinale dizem que o que aconteceu com eles foi um “horror” que não pode ser esquecido.
Peiffer Wolf Carr Kane & Conway/Via BBC
Eles decidiram então fazer um teste de DNA, e seus temores se confirmaram: eles não eram os pais do bebê.
Mulher dá à luz bebê de outra família por erro em clínica de fertilização: ‘Perdemos 1 ano da vida de nossa filha’
O bebê foi concebido usando uma técnica experimental de fertilização in vitro
SPL/Via BBC
Eles alegam que houve uma troca de embriões no processo de fertilização. Eles acabaram encontrando o outro casal que deu à luz sua filha biológica — e juntos todos decidiram trocar as crianças.
Agora, os Cardinale resolveram processar o Centro de Saúde Reprodutiva da Califórnia (CCRH, na sigla em inglês), assim como o In VitroTech Labs, um laboratório de embriologia, pelo suposto erro.
“O horror desta situação não pode ser subestimado”, dizem eles na ação.
O procedimento
A fertilização in vitro é um procedimento no qual os óvulos de uma mulher são fecundados pelo esperma de um homem em laboratório.
O embrião é implantado então no útero da mulher.
Os casais que buscam este procedimento geralmente gastam milhares de dólares em tratamento
Science Photo Library/Via BBC
De acordo com o processo aberto pelo casal, eles buscaram ajuda na clínica de fertilidade no verão de 2018.
No ano seguinte, na sala de parto, Cardinale esperava “uma menina de pele clara”, como sua primeira filha, mas ficou surpresa ao ver que a criança tinha “a pele muito mais escura”.
“Foi tão chocante que o Alexander realmente deu vários passos para trás da mesa de parto, se apoiando contra a parede”, diz o processo.
Eles acusam as clínicas de imperícia médica, negligência e ocultação fraudulenta.
Nenhuma das empresas respondeu aos pedidos de comentário da BBC.
Em entrevista coletiva na segunda-feira (08/11), Daphna disse que “o sofrimento e a confusão de sua família não podem ser subestimados”.
“Nossas memórias do parto sempre estarão manchadas pela realidade doentia de que nossa filha biológica foi dada a outra pessoa, e o bebê que lutei para trazer a este mundo não era meu”, afirmou.
Daphna considera que “roubaram” dela a possibilidade de dar à luz sua própria filha.
O encontro com seu bebê
Quase dois meses após o parto, os Cardinale fizeram um teste de DNA que determinou que eles não eram biologicamente relacionados ao bebê.
A mãe disse que quando soube do resultado se sentiu mal.
“A sala ficou pequena, senti tontura e tudo ficou dormente.”
O CCRH os ajudou a encontrar a mulher que recebeu o embrião de sua filha — ela havia dado à luz com uma semana de diferença.
A filha biológica dos Cardinale tinha cerca de 4 meses quando eles a conheceram.
Após várias reuniões, os casais concordaram em passar pelo processo legal de troca formal dos bebês, que aconteceu em janeiro de 2020.
“Em vez de amamentar minha própria filha, amamentei e criei vínculo com uma criança que mais tarde me vi obrigada a abrir mão”, declarou Daphna na entrevista coletiva.
Ela explicou que o incidente foi mais difícil para a sua outra filha, de 7 anos, que teve dificuldade para entender a troca.
Daphna, que é terapeuta licenciada, e Alexander, cantor e compositor, procuraram tratamento psicológico para os “sintomas de ansiedade, depressão e transtorno de estresse pós-traumático” que sofreram, de acordo com o processo.
O advogado que representa o casal, Adam B Wolf, afirmou que a outra família envolvida na confusão também planeja entrar com um processo, mas permanecerá anônima.
Em 2019, outra família da Califórnia descobriu que o filho biológico havia nascido em Nova York.
Eles processaram a mulher que deu à luz, que supostamente queria ficar com a criança. O juiz mais tarde decidiu a favor dos pais biológicos
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Fonte: G1 Mundo

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Primeiro-ministro da Suécia renuncia ao cargo


A ministra das Finanças deve substituir o cargo até as eleições do próximo ano. Para isso, ela precisará do voto favorável do Parlamento, em uma data ainda não definida. Stefan Löfven, primeiro-ministro da Suécia, em entrevista coletiva nesta quarta (7) após ser reconduzido ao cargo
Christine OLSSON / TT News Agency / AFP
O primeiro-ministro da Suécia, Stefan Löfven, apresentou sua renúncia nesta quarta-feira (10), após sete anos no cargo.
Entenda por que o primeiro-ministro da Suécia deverá deixar o cargo
Primeiro-ministro sueco anuncia que irá renunciar novamente ao cargo
O líder do partido social-democrata se viu enfraquecido por uma crise política em meados de 2021. Em agosto, ele anunciou que renunciaria em novembro, um ano antes das eleições marcadas para setembro de 2022.
Agora, inicia-se o processo de sucessão. A ministra das Finanças, Magdalena Andersson, deve substituir Löfven até as eleições do próximo ano. Para isso, ela precisará do voto favorável do Parlamento, em uma data ainda não definida.
O país nunca teve uma primeira-ministra.
Para conseguir isso, Andersson deve garantir o apoio conjunto de seus aliados verdes e de outros dois partidos – o de esquerda e o de centro.
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Fonte: G1 Mundo

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Lady Gaga diz que usou vestido à prova de bala na posse de Joe Biden

Segundo ela, ninguém sabia que a roupa era à prova de balas. VÍDEO: Lady Gaga canta hino nacional americano na posse de Joe Biden
A cantora Lady Gaga usou uma roupa à prova de balas quando cantou o hino dos Estados Unidos na posse do presidente Joe Biden, em janeiro.
Ela mesma fez a revelação em uma entrevista na Vogue do Reino Unido que foi publicada na terça-feira (9).
Lady Gaga canta hino dos EUA em posse de Joe Biden e se emociona
Segundo ela, ninguém sabia que a roupa era à prova de balas.
Lady Gaga faz discurso pró-Biden em drive-in de eleição na Pensilvânia
A cantora foi acompanhada pela banda dos fuzileiros navais.
Gaga vestiu blazer preto e saia vermelha, acompanhados de um broche dourado com o símbolo da paz. No Twitter, Gaga comentou a escolha: “Uma pomba carregando um ramo de oliveira. Que todos nós possamos fazer as pazes uns com os outros”.
Lady Gaga canta o hino durante posse de Biden e Kamala
Lady Gaga chegou a fazer campanha por Biden durante as eleições. Ela pediu votos para o candidato democrata nas redes sociais. Além disso, ela também participou de um comício na véspera das eleições.
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Fonte: G1 Mundo

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Portugal regulamenta trabalho remoto e proíbe chefe de entrar em contato com empregado após fim da jornada


As empresas que não cumprirem as novas regras poderão ser multadas. Havia uma proposta para dar direito aos empregados de desligar os aparelhos usados para comunicação profissional após a jornada, mas a proposta não foi aprovada. Imagem de 2020 do Parlamento de Portugal
Rafael Marchante/Reuters
O Parlamento de Portugal aprovou, na sexta-feira (5), novas leis que regulamentam o trabalho remoto: as empresas não poderão entrar em contato com os empregados depois da jornada e precisarão pagar mais para compensar gastos como eletricidade e internet.
As empresas que não cumprirem as novas regras poderão ser multadas.
Sandra Cohen: Fim do home office, Portugal finalmente retoma o trabalho presencial, na última fase da flexibilização da pandemia
Pesquisa do Ipea mostra que a mulheres são maioria no trabalho remoto
Como em outros países, os portugueses começaram a trabalhar mais em casa durante a pandemia de Covid-19.
O governo do Partido Socialista afirmou que enxerga benefícios no trabalho remoto, mas que é preciso adaptar a legislação.
As empresas só poderão entrar em contato com os empregados após a jornada em casos de circunstâncias excepcionais.
Deve haver um encontro presencial a cada dois meses, para evitar o isolamento dos empregados.
Havia uma proposta para dar direito aos empregados de desligar os aparelhos usados para comunicação profissional após a jornada, mas a proposta não foi aprovada.
Essa foi a última medida que o Parlamento aprovou antes de ser dissolvido. Haverá eleições no país em janeiro, e os direitos trabalhistas devem ser um dos temas importantes da campanha.
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Vídeo: primeira-ministra da Nova Zelândia é interrompida pela filha durante transmissão

Primeira-ministra falava de medidas para combater o coronavírus no país quando foi surpreendida pela filha, que deveria estar na cama. Primeira-ministra da Nova Zelândia precisa parar transmissão por causa da filha
A primeira-ministra da Nova Zelândia, Jacinda Ardern, foi interrompida duas vezes por Neve, sua filha de 3 anos, durante uma transmissão ao vivo na terça-feira (9) para falar sobre as restrições ligadas ao combate ao coronavírus.
A primeira-ministra disse que pensava que não seria interrompida. “Eu pensei que era a hora, eu vou fazer uma live que será boa e segura”, disse ela.
A filha de Ardern estava acordada já depois do horário de ir para a cama.
“Você deveria estar na cama, é a hora da cama, querida, volte para a cama e eu já vou te ver em um segundo”, diz a política.
Ela então comenta com os espectadores que foi um fracasso de hora de cama, e que sua mãe a ajuda com sua filha.
Ardern volta a se ocupar com as questões da administração do país durante alguns minutos. No entanto, no fim da transmissão, sua filha volta a chamar. A primeira-ministra então diz: “Desculpe-me, querida, está durando bastante”.
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Príncipe Harry diz que avisou CEO do Twitter que plataforma estava sendo usada para organizar invasão do Capitólio


Harry participou de um evento sobre tecnologia e disse que mandou um email para o diretor-executivo da plataforma na véspera da invasão do edifício do Legislativo dos EUA. Príncipe Harry em Londres, em foto de 5 de março de 2020
Paul Edwards/Pool via REUTERS
O príncipe Harry afirmou na terça-feira (9) que ele avisou ao diretor-executivo do Twitter, Jack Dorsey, que a plataforma “estava sendo usada para preparar um golpe” no dia 6 de janeiro. Naquele dia, apoiadores do ex-presidente Donald Trump invadiram o edifício do Legislativo dos Estados Unidos e tentaram interromper os atos protocolares para certificar a vitória de Joe Biden nas eleições.
Harry deu a declaração durante o fórum de tecnologia RE:WIRED, nos Estados Unidos.
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“Aquele e-mail foi enviado no dia anterior. E então aconteceu (a invasão), e eu não tive contato com ele desde então”, disse Harry.
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O príncipe deu a declaração quando participava de uma discussão sobre a desinformação e o discurso de ódio em redes sociais.
Dorsey não fez nenhum comentário público sobre a revelação de Harry.
O príncipe Harry mora com sua esposa Meghan Markle na Califórnia. Ele participou como orador convidado, e por transmissão. Ele foi apresentado como o cofundador da organização Archewell.
O duque usou sua experiência pessoal com discurso de ódio online para dizer que as empresas de redes sociais não fazem o suficiente para impedir a disseminação de desinformação.
Ele disse que a internet está sendo definida pelo ódio, divisão e mentiras e que Isso não pode estar certo.
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Justiça autoriza entrega de documentos de Donald Trump sobre invasão do Congresso aos legisladores

Deputados dos EUA vão receber centenas de documentos, incluindo a lista de pessoas que o visitaram ou telefonaram para ele no dia do ataque ao Capitólio. Congresso dos EUA diz que Steve Bannon sabia com antecedência sobre ataque ao Capitólio
A Justiça dos Estados Unidos autorizou, na noite de terça-feira (9) que os documentos relacionados à invasão do edifício do Legislativo por apoiadores de Donald Trump, ocorrida em 6 de janeiro, sejam entregues a uma comissão de investigação do Congresso. O ex-presidente vinha tentando evitar essa medida.
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“O tribunal considera que o interesse público está em permitir, e não proibir, a vontade combinada dos poderes Legislativo e Executivo de estudar os acontecimentos que ocorreram e conduziram ao 6 de janeiro”, escreveu a juíza federal Tanya Chutkan em sua decisão.
Trump queria impedir que a Comissão de Investigação da Câmara dos Representantes, controlada pelos democratas, recebesse centenas de documentos, incluindo a lista de pessoas que o visitaram ou telefonaram para ele no dia do ataque ao Capitólio.
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As mais de 770 páginas de documentos incluem também material sobre as atividades de seu ex-chefe de gabinete Mark Meadows, o ex-conselheiro sênior Stephen Miller e do ex-conselheiro adjunto Patrick Philbin.
Trump queria impor sigilo a documentos
Trump também pretendia manter em sigilo o diário da Casa Branca, um registro de suas atividades, viagens, reuniões e ligações telefônicas.
Outros documentos que o ex-presidente não deseja liberar acesso ao Congresso são os memorandos dirigidos a sua ex-secretária de imprensa, Kayleigh McEnany, uma nota manuscrita sobre os acontecimentos de 6 de janeiro e um rascunho do discurso que Trump fez em um comício pouco antes do ataque.
O republicano invocou o direito do Poder Executivo de manter certas informações em sigilo.
Segundo o jornal “Washington Post”, os advogados de Trump devem apelar da decisão.
Invasão da Câmara
A comissão da Câmara que investiga a invasão do Congresso iniciou na terça-feira uma nova rodada de intimações de membros do círculo do ex-presidente, incluindo Kayleigh McEnany, que foi porta-voz da Casa Branca.
Em 6 de janeiro, milhares de simpatizantes do presidente republicano invadiram a Câmara de Representantes dos Estados Unidos em uma tentativa de bloquear a validação da vitória eleitoral do democrata Joe Biden.
Pouco antes do ataque, Trump discursou para uma multidão a centenas de metros do Capitólio e denunciou, sem apresentar provas, que foi vítima de fraude nas eleições presidenciais de novembro de 2020.
A investigação parlamentar quer ouvir os depoimentos de funcionários próximos ao ex-presidente que podem revelar o que Trump sabia sobre o ataque antes que acontecesse e o que fez durante e depois da ação de seus simpatizantes.
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No Chile, o deserto do Atacama abriga lixão tóxico da moda descartável do 1° mundo


Paisagem árida hospeda verdadeiras montanhas de roupas descartadas em diversos países. Consumo excessivo de roupas acentuou problema global de descarte. Mulheres buscam roupas usadas em meio a descarte no deserto do Atacama, em Alto Hospicio,
Martin Bernetti/AFP
O deserto do Atacama no Chile abriga um gigantesco lixão clandestino de roupas que se compram, vestem e descartam nos Estados Unidos, na Europa e na Ásia.
As colinas coloridas de roupas emergem da paisagem desoladora. São montanhas que crescem cerca de 59 mil toneladas por ano entrando na zona franca do porto de Iquique, a 1.800 quilômetros de Santiago.
O consumo excessivo e fugaz de roupas, com redes capazes de lançar mais de 50 coleções de novos produtos por ano, tem feito com que o desperdício têxtil cresça exponencialmente no mundo.
Esse material leva cerca de 200 anos para se desintegrar.
São roupas feitas na China ou em Bangladesh e compradas, por exemplo, em Berlim ou Los Angeles, antes de serem jogadas fora. Milhares de toneladas acabam como lixo escondido no deserto na área de Alto Hospicio, no norte do Chile, um dos destinos finais para roupas “de segunda mão” ou de temporadas anteriores de cadeias de fast fashion.
O Chile é o maior importador de roupas usadas da América Latina. Há quase 40 anos, existe um sólido comércio de “roupas americanas” em lojas de todo o país, que são abastecidas com lotes comprados pela zona franca do norte dos Estados Unidos, Canadá, Europa e Ásia.
“Essas roupas vêm de todas as partes do mundo”, explica Alex Carreño, ex-trabalhador da zona de importação do porto de Iquique, que mora próximo a um lixão de roupas.
Nessa área de importadores e taxas preferenciais, comerciantes do resto do país selecionam os produtos para suas lojas e o que sobra não pode sair da alfândega nesta região de pouco mais de 300 mil habitantes.
“O que não foi vendido para Santiago ou foi para outros países (como Bolívia, Peru e Paraguai para contrabando), fica aqui, porque é uma zona franca”, afirma Carreño.
Vista aérea de lixão de roupas em Alto Hospicio, no Chile
Martin Bernetti/AFP
Na paisagem desértica há manchas de todo tipo de lixo, muitas delas de roupas, bolsas e sapatos. Ironicamente, botas de chuva ou de neve se destacam em uma das áreas mais secas do mundo.
Uma senhora que não quer se identificar tem metade do corpo afundado em uma pilha de roupas e remexe em busca das melhores possíveis para vender em seu bairro.
Em outro lugar, Sofía e Jenny, duas jovens venezuelanas que cruzaram a fronteira entre a Bolívia e o Chile há poucos dias, a cerca de 350 km do aterro, escolhem “coisas para o frio”, enquanto seus bebês engatinham nas colinas têxteis: “Viemos olhar para as roupas porque a gente realmente não tem nada, jogamos tudo fora quando voltamos mochilando. ”
Moda tóxica

Reportagens sobre a indústria têxtil expuseram o alto custo do chamado fast fashion, com trabalhadores mal pagos, denúncias de mão-de-obra infantil e condições deploráveis ​​para a produção em massa das vestimentas. A isso se somam hoje cifras devastadoras sobre seu imenso impacto ambiental, comparável ao da indústria do petróleo.
De acordo com estudo da ONU de 2019, a produção de roupas no mundo dobrou entre 2000 e 2014, o que também mostra que se trata de uma indústria “responsável por 20% do total de desperdício de água globalmente”.
O mesmo relatório indica que apenas a produção de um par de jeans consome 7.500 litros de água e destaca que a fabricação de roupas e calçados gera 8% dos gases de efeito estufa, e que “a cada segundo é enterrada ou queimada uma quantidade de tecidos equivalente a um caminhão de lixo.”
Mulheres procuram roupas em meio a descarte em Alto Hospicio, no deserto do Atacama
Martin Bernetti/AFP
Nos lixões têxteis do deserto chileno, é possível topar com uma bandeira dos Estados Unidos, um par de saias, ver uma “parede” de calças com etiquetas e até pisar em uma coleção de suéteres com motivos natalinos tão populares nas festas de Natal em Londres ou Nova York.
“O problema é que a roupa não é biodegradável e contém produtos químicos, por isso não é aceita nos aterros municipais”, disse Franklin Zepeda, fundador da EcoFibra, empresa de economia circular com unidade produtiva em Alto Hospicio, que produz painéis isolantes com base nessas roupas descartáveis.
No subsolo, há mais roupas cobertas com a ajuda de caminhões, na tentativa de evitar incêndios causados pelos produtos químicos e tecidos sintéticos que a compõem.
Mas roupas enterradas ou expostas também liberam poluentes no ar e nos corpos d’água subterrâneos típicos do ecossistema do deserto. A moda, como se vê, é tão tóxica quanto pneus ou plásticos.

Fonte: G1 Mundo