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Menino nasce no Alabama após 21 semanas de gestação e bate novo recorde de mais jovem bebê prematuro a sobreviver


Curtis Means ficou 275 dias no hospital, mas agora está bem e se recuperando com a família. Casos assim, segundo médicos, têm apenas 1% de chance de sobrevivência: a irmã gêmea infelizmente não resistiu e morreu um dia depois do parto. Mãe segura o menino Curtis Means no colo em Birmingham, Alabama. O bebê é o recordista em nascimento prematuro, ele veio ao mundo com apenas 21 semanas de gestação.
Andrea Mabry/UAB University Relations via AP
O Guinness, que certifica os recordes mundiais no mundo, reconheceu nesta quarta-feira (10) o bebê Curtis Means como o mais jovem bebê prematuro a sobreviver. Ele nasceu em 5 de julho de 2020, no Alabama (Estados Unidos), após somente 21 semanas e um dia de gestação. O menino já completou um ano e está saudável.
De acordo com o Guinness e o Hospital da Universidade do Alabama em Birmingham (UAB), o bebê nasceu com somente 420 gramas junto com uma irmã gêmea, que infelizmente não resistiu e morreu no dia seguinte.
As chances de Curtis sobreviver também eram pequenas— menos de 1% —, mas ele surpreendeu todos os prognósticos médicos.
“Geralmente aconselhamos cuidados paliativos apenas em situações de nascimentos tão prematuros assim, porque isso permite aos pais segurar os bebês e aproveitar aquele tempinho curto que terão juntos”, disse o médico Brian Sims, que fez o parto, à Associated Press.
Curtis Means ficou meses ligado a um respirador após nascer com apenas 21 semanas de gestação no Alabama (EUA)
Michelle Butler/UAB University Relations via AP
Ainda assim, Curtis passou 275 dias no hospital. Ficou três meses respirando com ajuda de aparelhos e teve terapias para aprender a usar a boca e a comer — de tão frágeis que eram as estruturas do corpinho, ainda.
“Ele começou a escrever sua própria história no dia em que nasceu. Essa história será lida e estudada por muitos e, espero, ajudará a melhorar o cuidado com bebês prematuros mundo afora”, disse Sims.

Fonte: G1 Mundo

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Subsidiária da Embraer assina acordo com empresa para desenvolver ‘carros voadores’ para a Escandinávia


Parceria visa desenvolver soluções de mobilidade aérea urbana, com foco nos eVTOLs — aeronaves elétricas de decolagem e pouso vertical. Veículo conceito divulgado por Embraer e Widerøe Zero
Embraer
A Embraer comunicou nesta quarta-feira (10) que sua subsidiária de mobilidade aérea urbana Eve assinou acordo com a norueguesa Widerøe Zero envolvendo operações de aeronaves elétricas de decolagem e pouso vertical (eVTOL) na Escandinávia.
A Widerøe Zero é uma incubadora de negócios de mobilidade aérea e faz parte da Widerøe, maior companhia aérea regional da Escandinávia, que já usa aviões da Embraer.
eVTOL: o que é o veículo que Embraer, Gol e Azul querem nos céus do Brasil
No mês passado, a empresa recebeu um pedido para entregar 100 unidades do modelo voador para a empresa Avantto. As entregas estão programadas para começar em 2026.
No Brasil, Embraer testa rota
A EVE já começou a operar em 8 de novembro uma rota de helicópteros no Rio de Janeiro que custa R$ 99 por passageiro. A ideia é testar como seria a operação de “carros voadores”.
Conceito do eVTOL da Embraer
Divulgação/Embraer
Em seus testes, a empresa faz voos com helicópteros da Barra da Tijuca ao Aeroporto Internacional Tom Jobim (Galeão). A operação, chamada de simulado de Mobilidade Aérea Urbana (UAM), tem seis voos diários e permanecerá ativa durante um mês.
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Fonte: G1 Mundo

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Senado do Chile analisa impeachment de Sebastián Piñera em 16 de novembro


Câmara dos Deputados do Chile aprovou nesta terça a abertura do impeachment do presidente chileno; agora é o Senado quem precisa decidir sobre o futuro político de Piñera às vésperas das eleições. Presidente do Chile, Sebastián Piñera, em outubro de 2021
Esteban Felix/AP Photo
O Senado do Chile informou nesta quarta-feira (10) que vai analisar o impeachment do presidente Sebastián Piñera em 16 de novembro.
A votação deve acontecer a apenas uma semana da Câmara dos Deputados ter aprovado a abertura do processo contra Piñera por suspeitas de corrupção durante seu mandato.
Com maioria simples de 78 votos necessários, os deputados chilenos alcançaram o número necessário para que a acusação pudesse avançar para o Senado. Veja no VÍDEO abaixo.
Deputados do Chile aprovam abertura de impeachment contra Sebastián Piñera
Agora a votação passa pelos senadores que decidirão sobre o futuro da acusação contra o atual mandatário a semanas das próximas eleições. Veja quais são os próximos passos:
Dois terços do Senado
Para o impeachment de Piñera ser aprovado pelo Senado chileno, ele precisa de dois terços dos votos da casa – no mínimo 29 dos 43 senadores do país.
Segundo a legislação chilena, o Senado tem um prazo de até seis dias após a notificação formal da Câmara para agendar a votação do julgamento político.
Câmara dos Deputados do Chile em foto de 9 de novembro de 2021
Rodrigo Garrido/Reuters
Até o momento, os opositores ao presidente chileno parecem garantir apenas 24 votos dos senadores, cinco a menos dos que faltam para decidir pelo seguimento do processo.
No entanto, se a acusação for aprovada nas duas casas, o presidente será retirado do cargo e ficará impossibilitado de exercer funções públicas por cinco anos.
Eleições em 21 de novembro
O processo de impeachment de Piñera ocorre a semanas das eleições presidenciais e legislativas no Chile, marcadas para 21 de novembro.
Congressistas precisam correr para dar sequência ao julgamento antes do fim de seus mandatos.
Uma pesquisa de opinião revelou que 67% dos chilenos concordam com a acusação contra o presidente conservador, que não concorre neste pleito.
Partidos de esquerda, no entanto, têm apresentado bons resultados nas pesquisas de intenção de voto e poderão aumentar sua participação no congresso chileno.
Mulher vota em eleições em Valparaiso, no Chile, em foto de arquivo
Reuters/Rodrigo Garrido
A acusação
O presidente chileno estaria ligado à venda de uma empresa mineradora, a Dominga, nas Ilhas Virgens, um paraíso fiscal. O caso foi revelado pelas reportagens do Pandora Papers.
O negócio ocorreu em 2010, quando Piñera estava em seu primeiro mandato como presidente.
O Ministério Público abriu uma investigação para apurar se houve pagamento de propina e violações tributárias na transação.

Fonte: G1 Mundo

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Promotores americanos pedem mais de 4 anos de prisão para extremista ‘viking’ que invadiu o Capitólio dos EUA


Jacob Chansley, que ficou conhecido por ter usado chifres durante a invasão do congresso americano, ainda teria que enfrentar mais três anos de liberdade condicional. Sentença será divulgada em 17 de novembro. Foto de 6 de janeiro de 2021, dia da invasão ao Capitólio dos EUA, mostra policiais conversando com apoiadores do então presidente americano, Donald Trump, incluindo Jacob Chansley (à direita), do lado de fora do plenário do Senado
Manuel Balce Ceneta/AP
Promotores americanos pediram à Justiça americana que Jacob Chansley, um dos extremistas que invadiram o Capitólio dos Estados Unidos em 6 de janeiro, cumpra com 51 meses de prisão – o equivalente a 4 anos e 3 meses.
Ele assumiu a culpa pelo ato e fez um acordo judicial em setembro. Segundo o Ministério Público, o extremista teria ainda que enfrentar mais três anos de liberdade condicional e o pagamento de uma multa de US$ 2 mil (cerca de R$ 10,9 mil).
Chansley ficou conhecido por ter usado chifres durante a invasão que interrompeu a votação do Colégio Eleitoral, e ele chegou a ser comparado com um viking por conta da vestimenta.
Na imprensa americana ele foi chamado de o “Xamã do Qanon” por fazer parte do grupo de extrema direita adepto a teorias da conspiração.
Ele foi preso de forma preventiva há quase dez meses, ainda durante as investigações, e terá sua sentença decretada em 17 novembro.
O extremista era acusado por seis crimes, ao todo, mas após o acordo responderá por apenas um deles: obstrução dos procedimentos eleitorais, crime pelo qual ele confessou.
Invasão ao Capitólio: veja quem é o extremista que usava chifres e foi preso em 09/01/2020
Relembre o ataque
Em 6 de janeiro, acontecia a sessão para certificar a vitória do presidente eleito Joe Biden – algo que é, costumeiramente, uma formalidade na qual os votos do Colégio Eleitoral são apenas contados pelo vice-presidente diante dos parlamentares das duas casas.
A invasão do local pelos apoiadores do então presidente Donald Trump ocorreu justamente enquanto Câmara e Senado debatiam se acatavam ou não uma objeção aos resultados do Arizona — tradicional reduto republicano vencido por Biden na eleição de novembro do ano passado.
Senadores e deputados foram retirados do local da sessão e levados a uma área segura do prédio. Mike Pence, que presidia a sessão, foi retirado do Capitólio. Houve vandalismo, e gás lacrimogêneo foi disparado pela polícia. Cinco pessoas morreram.
VÍDEO: Veja imagens da invasão e da depredação no interior do Capitólio, nos EUA

Fonte: G1 Mundo

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Número de mortos em explosão de caminhão-tanque em Serra Leoa passa de 100, segundo balanço


A tragédia ocorreu na sexta-feira, quando um caminhão-tanque atingido por outro caminhão em um posto de gasolina explodiu em uma área industrial da capital, Freetown. Pessoas observam carros queimados na manhã de sábado (6) após a explosão, na sexta-feira (5), de um tanque de combustível em Freetown, capital de Serra Leoa.
Saidu Bah / AFP
A explosão de um caminhão-tanque na semana passada em Serra Leoa deixou 131 mortos, de acordo com um novo balanço publicado nesta quarta-feira (10).
“O saldo aumentou para 131, e 63 pessoas permanecem hospitalizadas”, disse Lamarana L. Bah, chefe de comunicações da Agência Nacional de Gerenciamento de Desastres.
Explosão de caminhão com combustível deixa ao menos 99 mortos em Serra Leoa
A presidência de Serra Leoa anunciou uma cerimônia nesta quarta para marcar o fim do período de luto nacional de três dias anunciado no domingo pelo chefe de Estado, Julius Maada Bio.
A tragédia ocorreu na sexta-feira, quando um caminhão-tanque atingido por outro caminhão em um posto de gasolina explodiu em uma área industrial da capital, Freetown.
Testemunhas disseram que a maioria das vítimas eram vendedores ambulantes e motociclistas que foram pegos pelas chamas enquanto tentavam coletar o combustível que vazava do caminhão-tanque.
Serra Leoa, uma ex-colônia britânica de 7,5 milhões de habitantes, é um dos países mais pobres do mundo, apesar de seu solo rico em diamantes.
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Fonte: G1 Mundo

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Governo exonera chefe de setor responsável por extradição de brasileiros no exterior

Silvia Amélia Fonseca deixou o cargo de diretora do Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional, que cuida do processo de extradição de blogueiro bolsonarista. Ministério da Justiça afirma que trocas fazem parte de ‘ajustes naturais’. O governo federal exonerou a diretora do Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional, Silvia Amélia Fonseca de Oliveira.
O cargo que ela ocupava é responsável, dentre outras coisas, pelo extradição e transferência de brasileiros. Outra função é negociar a repatriação de valores, como recursos relacionados à Operação Lava Jato.
A exoneração foi publicada no “Diário Oficial da União” (DOU) desta quarta-feira (10) e foi assinada pelo ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira Filho. Para o lugar de Silvia, o governo nomeou André Fonsceca de Paula Leite.
O Departamento de Recuperação de Ativos faz parte da estrutura do Ministério da Justiça. E nele onde corre o processo de extradição do blogueiro bolsonarista Allan dos Santos. Santos segue foragido, nos Estados Unidos, da Justiça brasileira.
Em nota, o ministério da Justiça disse que as trocas “fazem parte de ajustes naturais”.
Em uma entrevista ao lado do presidente Jair Bolsonaro no fim de outubro, o ministro da Justiça, Anderson Torres, disse que a extradição de Allan dos Santos seria tratada de “uma forma técnica”. O pedido de extradição já foi enviado ao Ministério das Relações Exteriores.
A decisão de extraditar Santos foi do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), em outubro, e atendeu a um pedido da Polícia Federal.
Allan dos Santos é um dos aliados mais próximos da família Bolsonaro. Ele é investigado no Supremo em dois inquéritos: o que apura a divulgação de fake news e ataques a integrantes da Corte e também o que identificou a atuação de uma milícia digital que trabalha contra a democracia e as instituições.
Após ter sido alvo de operações, Allan dos Santos deixou o Brasil e entrou nos Estados Unidos em 12 de agosto de 2020, com permissão para permanecer até 11 de fevereiro de 2021.
Na decisão, Alexandre de Moraes afirmou que Allan dos Santos continua a divulgar conteúdo criminoso, por meio de redes sociais, com a finalidade principal de arrecadar valores.

Fonte: G1 Mundo

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Espanha custeará tratamento de fertilidade de solteiras, lésbicas e trans que podem conceber


Os tratamentos de reprodução assistida são gratuitos na Espanha, mas, em 2014, o governo, na época dominado pelo Partido Popular, limitou-os às mulheres heterossexuais com um parceiro, obrigando as demais a pagarem por tratamentos privados. Espanha vai atender oferecer tratamento de fertilidade a solteiras, lésbicas, bissexuais e trans que podem conceber
Pexels
A Espanha voltou a oferecer tratamentos de fertilidade na rede de saúde pública para mulheres solteiras, lésbicas e bissexuais e ampliou a cobertura para incluir transexuais capazes de conceber.
Os serviços estão disponíveis na rede pública de saúde a partir desta quarta-feira (10).
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A medida era reivindicada por grupos de defesa dos direitos LGBTQI+ já há alguns anos, e é defendida pelo governo de esquerda como um passo em direção à igualdade.
Os tratamentos de reprodução assistida são gratuitos na Espanha, mas, em 2014, o governo conservador do Partido Popular limitou-os às mulheres heterossexuais com um parceiro, obrigando as demais a pagarem por tratamentos privados.
Desde então, o tratamento de fertilização in vitro gratuito ficou restrito aos casos relacionados com problemas de fertilidade decorrentes de uma condição médica, ou com o objetivo de prevenir doenças graves. A terapia não estava disponível para mulheres que não tiveram a possibilidade de conceber, mas sem ter problemas de fertilidade (caso das solteiras, ou lésbicas).
“O governo devolveu o direito de mulheres solteiras, lésbicas e bissexuais terem acesso às técnicas de reprodução humana assistida (RHA) no Sistema Nacional de Saúde e ampliou-o para transexuais com capacidade de gestar”, celebrou o Ministério da Saúde, em um comunicado.
A medida que entrou em vigor nesta quarta beneficiará cerca de 8.500 mulheres, segundo o governo do socialista Pedro Sánchez, cumprindo uma promessa poucas semanas depois de assumir o governo, em meados de 2019.
“É um marco”, disse a ministra da Saúde, Carolina Darias, ao assinar o decreto na semana passada.
Apesar da medida ditada pelo governo conservador há sete anos, muitas das 17 regiões autônomas da Espanha, responsáveis pela saúde pública, negaram-se a implementá-la. O atual governo, que se autodenomina feminista, tem um número recorde de 14 ministras e oito ministros no gabinete.
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Fonte: G1 Mundo

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Rara lagosta ‘cor de algodão-doce’ é fisgada por pescador dos EUA


Animal foi pescado durante o fim de semana no estado americano do Maine. Haddie, a lagosta cor de algodão-doce fisgada no Maine
Reprodução/Instagram
Um pescador do Maine, nos Estados Unidos, pegou uma rara lagosta com “cor de algodão-doce” durante o fim de semana.
Conhecido nos EUA como cotton candy lobster, literalmente lagosta algodão-doce, o animal com seu exoesqueleto azul brilhante é bastante raro.
“É tão raro que tem um em 100 milhões”, disse o pescador Bill Coppersmith à emissora NBC. “E nós pegamos bem aqui, em Portland, na Baía de Casco. Veja como ela é linda.”
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Reprodução/NBC
O animal, que foi batizado de Haddie, recebeu o nome do pescador em homenagem à sua neta. Ele afirmou não ter intenção nenhuma de vendê-la e menos ainda de colocá-la na panela.
Coppersmith afirmou que busca algum aquário que esteja interessado em receber a rara lagosta para que ela possa crescer e se desenvolver em segurança.
Lagosta de ‘cor de algodão-doce’ foi fisgada no Maine, EUA, durante o fim de semana
Reprodução/NBC
A lagosta “cor de algodão-doce” tem um exoesqueleto com uma coloração parecida com a pedra opala, e é o resultado de uma mutação genética.
Animais com cores raras sofrem desvantagem na natureza uma vez que fica mais difícil se camuflar em ambientes hostis, o que os tornam presas fáceis.

Fonte: G1 Mundo

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Angela Merkel pede intervenção de Vladimir Putin na crise migratória de Belarus


Os migrantes vieram, na maioria, de países do Oriente Médio que ainda enfrentam grave crise humanitária, como a Síria e o Iraque. Eles tentam entrar a pé na União Europeia. Em nova crise migratória na União Europeia, Belarus estaria ajudando imigrantes a chegar à Polônia
Angela Merkel, a líder da Alemanha, pediu ao presidente Vladimir Putin, da Rússia, mais ação contra a “instrumentalização dos migrantes por parte do governo de Belarus”. Os dois tiveram uma conversa por telefone, de acordo com o porta-voz da chefe de governo da Alemanha, Steffen Seibert.
Migrantes em Belarus tentam entrar na Polônia, que coloca polícia para barrar a fronteira; entenda a crise migratória
A chanceler disse que considera inaceitável a instrumentalização dos migrantes na fronteira entre Polônia e Belarus, onde milhares deles estão bloqueados.
Milhares de migrantes que tentam entrar na Polônia estão bloqueados na fronteira com Belarus em um clima de frio intenso.
Os dois países mobilizam tropas na fronteira, o que provoca o temor de uma escalada.
Policiais e militares poloneses fazem barreira na fronteira da Polônia com Belarus nesta segunda (8) para evitar entrada de migrantes do Oriente Médio
Leonid Shcheglov/BelTA via AP
Durante meses, os europeus acusaram o governo da Belarus de expedir deliberadamente vistos de trânsito para estas pessoas, principalmente do Oriente Médio, para desestabilizar a União Europeia.
Quantos são os migrantes e de onde eles vêm?
Não há um número exato de migrantes tentando entrar na Polônia. O governo polonês estima entre 3 mil e 4 mil pessoas na fronteira com Belarus, mas esse total pode aumentar porque há cerca de 10 mil estrangeiros em território bielorrusso que ainda devem tentar cruzar a fronteira.
Migrantes do Oriente Médio, incluindo crianças, permanecem nesta segunda (8) em Belarus enquanto tentam entrar na Polônia pela fronteira
Leonid Shcheglov/BelTA via AP
Esses migrantes vieram, na maioria, de países do Oriente Médio que ainda enfrentam grave crise humanitária, como a Síria e o Iraque. Eles tentam entrar a pé na União Europeia, que adota uma política de distribuição dos solicitantes de refúgio entre os países integrantes — política até hoje contestada entre os governos; alguns consideram que recebem imigrantes demais.
Para chegar à União Europeia, o grupo precisa passar por países do Leste Europeu que não integram o bloco. É o caso de Belarus, que faz fronteira com a Polônia, a Letônia e a Lituânia, todos estados-membro da UE.
Embora a crise migratória já tenha se estendido para Letônia e Lituânia, a maioria dos migrantes tenta passar para o território polonês porque é lá que eles conseguiriam ser enviados com mais facilidade a outros países do bloco, especialmente a Alemanha.
Qual a situação na fronteira entre Belarus e Polônia?
Bastante tensa. Nesta segunda-feira (8), o governo polonês anunciou o fechamento dos postos fronteiriços a partir do dia seguinte. Além disso, a Polônia colocou 12 mil policiais e militares na fronteira para barrar a entrada dos migrantes.
Mesmo separados fisicamente entre os dois países — há uma cerca em grande parte da fronteira — houve confronto entre os migrantes e as forças de segurança polonesas. Um grupo tentou abrir a passagem cortando a barreira ou mesmo empurrando com toras de madeiras. Policiais revidaram com gás de pimenta, o que ainda abre um problema jurídico porque os migrantes não estão em território polonês.
Helicóptero militar da Polônia vigia grupo de migrantes que tenta entrar no país por meio da fronteira com Belarus nesta segunda (8)
Leonid Shcheglov/BelTA via AP
Preocupa também a situação humanitária dos migrantes, uma vez que muitas crianças integram a caravana. Além da fome e dos abusos a que estão sujeitos, faz muito frio na região nesta época do ano, com temperaturas abaixo de zero.
Em estado de emergência, a Polônia impediu a entrada de jornalistas e de agências independente que costumam fazer o auxílio a refugiados e migrantes. Com isso, não maiores dados precisos sobre a situação na fronteira com Belarus.
Por que o governo de Belarus é acusado de instrumentalizar a crise?
Porque o governo bielorrusso não impediu que a caravana de migrantes cruzasse o país rumo à Polônia, e as autoridades polonesas acusam o regime de Alexander Lukashenko de usar os solicitantes de refúgio como arma política para que a União Europeia retire as sanções contra Belarus.
Essas sanções foram impostas depois que o regime de Lukashenko se tornou ainda mais repressivo, com a vitória em eleições cercadas de acusações de fraude e repressão a dissidentes.
O estopim para que a União Europeia tomasse medidas mais duras foi a ordem do governo de Belarus em desviar para a capital bielorrussa um voo que seguia da Grécia à Lituânia — ambas integrantes da UE — para que um opositor fosse preso.
Mesmo bastante dividida do restante da União Europeia em diversos temas, a Polônia apoiou as sanções — até porque há uma grande comunidade bielorrussa que procurou refúgio ou asilo em solo polonês para escapar da repressão de Lukashenko.
Assim, a Polônia acusa Belarus de usar até militares para apoiar os migrantes do Oriente Médio que seguem rumo à fronteira. Em nota, as forças de segurança polonesas disseram que o regime bielorrusso tenta com essa pressão migratória fazer um ataque “coordenado e híbrido” contra o país.
Como a Polônia responde ao fluxo migratório?
A Polônia é bastante refratária à entrada de migrantes, especialmente do Oriente Médio, e costuma se opor às medidas da União Europeia para facilitar os pedidos de refúgio entre os países integrantes. Até por isso, o governo polonês mantém as fronteiras com os países que não fazem parte da UE altamente vigiadas.
Assim, mesmo diante de uma horda de milhares de imigrantes, alguns passando fome e frio, a Polônia colocou a polícia para barrar a entrada e não pretende acolher estrangeiros dessa caravana. O primeiro-ministro Mateusz Morawiecki manteve o posicionamento:
“A fronteira do Estado Polonês não é só uma linha no mapa: é algo sagrado construído pelo sangue de gerações de poloneses”, escreveu no Facebook.
Por que a crise pode desestabilizar a União Europeia?
Porque a Polônia já vem em crise com o bloco há anos por diversos motivos, e novas exigências dos outros países integrantes sobre aceitar os solicitantes de refúgio poderiam colocar sob ainda mais tensão as relações do governo com a União Europeia.
No mês passado, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, ameaçou impor sanções sobre a Polônia porque o Tribunal Constitucional alinhado com o governo conservador nacionalista polonês rejeitou a primazia das regras do bloco europeu sobre a legislação nacional.
Agora, com a crise migratória, a União Europeia disse esperar que a Polônia aceita ajuda da agência do bloco destinada à migração: a Frontex. Isso colocaria o país em consonância com outros integrantes do bloco mais abertos em receber solicitantes de refúgio e outros migrantes.
O problema é que a Polônia sob o governo conservador e nacionalista do partido PiS se recusa a participar do programa e rejeita a distribuição dos migrantes entre os países da UE — o que levaria os poloneses a aumentarem o número de migrantes no país.
A própria União Europeia reconhece que o momento é delicado. Adalbert Jahnz, porta-voz da Comissão Europeia, acusa Belarus de tentar desestabilizar o bloco.
“É a continuidade desesperada do regime Lukashenko em usar as pessoas como peças para desestabilizar a União Europeia e, claro, os nossos valores”, disse Jahnz.
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Fonte: G1 Mundo

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Bombeiros australianos posam sem camisa e com animais para calendário; veja FOTOS


Publicação é tradicional no país e toda a renda das vendas é repassada para instituições de caridade. Bombeiro australiano posa com coala para capa de calendário beneficente
Reprodução/Australian Firefighters Calendar
Os bombeiros de diversos departamentos da Austrália posaram sem camisa e com animais para a edição de 2022 do tradicional calendário beneficente da corporação.
A publicação, que chega em sua 29ª edição, foi anunciada no início de novembro e vai destinar parte da renda para instituições de preservação da vida selvagem.
Nesta edição, os heróis da vida real posaram para as fotos com animais tradicionais do país austral, como o coala, e outros mais comuns como cães, gatos e coelhos.
Bombeiros australianos posam com animais para calendário
Reprodução/Australian Firefighters Calendar
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A primeira edição do calendário dos bombeiros da Austrália foi publicada em 1993 como forma de arrecadação para a Children’s Hospital Foundation, em especial para o tratamento de queimados.
Em 2021, o calendário conseguiu levantar mais de R$ 12 milhões para várias instituições de caridade. Em seis versões disponíveis, o calendário é vendido online por cerca de R$ 89 (mais o frete).
Veja mais fotos do calendário de 2022:
Representando o mês de novembro, Brendan posa ao lado do pequeno Halo
Reprodução/Australian Firefighters Calendar
Uma das capas do calendário de 2022 dos bombeiros da Austrália
Reprodução/Australian Firefighters Calendar
Bombeiro posa com cachorro para capa de calendário na Austrália
Reprodução/Australian Firefighters Calendar

Fonte: G1 Mundo