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Congresso dos EUA aprova pacote de infraestrutura de US$ 1,2 trilhão proposto por Biden

Mas vitória é apenas parcial para o presidente democrata, pois ele ainda não conseguiu que fosse votado seu outro pacote de US$ 1,7 trilhão, para reformar o sistema de proteção social do país e investir na luta contra o aquecimento global. Congresso dos EUA aprova pacote trilionário de infraestrutura após meses de impasse
O Congresso dos Estados Unidos aprovou na noite desta sexta-feira (5) um pacote de investimentos em infraestrutura de US$ 1,2 trilhão proposto pelo presidente Joe Biden.
A aprovação do plano representa uma vitória parcial para o democrata, que não conseguiu que fosse votado nesta sexta seu outro projeto ambicioso, de US$ 1,7 trilhão, para reformar o sistema de proteção social do país e investir na luta contra o aquecimento global.
O projeto de lei de infraestrutura foi aprovado por confortáveis 228 votos a 206. A autorização para esse gasto é uma conquista de Biden em meio à queda em seus índices de aprovação pessoal e após a derrota do Partido Democrata nas eleições para governador da Virgínia.
“Água potável limpa para crianças, acesso à banda larga, veículos elétricos, mais investimentos em transporte público. E mais está por vir”, postou em uma rede social a porta-voz do presidente, Jen Psaki.
A liderança democrata na Câmara dos Representantes começou o dia com a meta de aprovar o projeto de infraestrutura, que havia passado pelo Senado e, em seguida, enviar à câmara alta outra iniciativa de gastos sociais e ambientais ainda maior, no valor de até US$ 1,85 trilhão.
Pelo menos seis democratas moderados não quiseram se comprometer com o pacote de assistência social “Build Back Better” (BBB, Rebuild Better), argumentando que necessitavam primeiramente ver uma avaliação completa do seu impacto econômico pelo Escritório de Orçamento do Congresso (CBO), que não estará disponível em menos de uma semana.
Com uma maioria democrata de apenas três votos na Câmara dos Representantes, a presidente da casa, Nancy Pelosi, foi obrigada a adiar a votação do plano BBB, que prometeu para antes do feriado de Ação de Graças, em 25 de novembro.
Suspeita
Os progressistas inicialmente bloquearam a votação do projeto de infraestrutura, em meio à suspeita de que os centristas do Senado rejeitariam o plano BBB assim que conseguissem transformar suas melhorias nos transportes em lei. Mas Pelosi se recusou a recuar e insistiu em uma votação até o fim do dia.
“Estou confiante em que, na semana de 15 de novembro, a câmara irá aprovar o plano BBB”, declarou Biden esta noite.
Aprovar o pacote de infraestrutura exigiu uma matemática complicada, mas os democratas conseguiram atrair votos de 13 republicanos.
“Depois de quatro anos de ‘semanas de infraestrutura’ fracassadas sob o controle de Trump e dos republicanos, o presidente Biden cumpriu sua promessa e conduziu um investimento histórico na infraestrutura do nosso país”, comemorou Jaime Harrison, presidente do Comitê Nacional Democrata.
Biden, que passou dois dias ao telefone com congressistas, acompanhou a votação na residência oficial, após acertar estratégias com suas equipes política e legislativa e com a vice-presidente, Kamala Harris.
Queda de popularidade
Há 10 meses, o presidente Joe Biden prometeu grandes mudanças para uma nação devastada pela pandemia, mas viu sua popularidade cair e enfraquecer por uma derrota retumbante de seu partido nas eleições locais na Virgínia esta semana.
O colossal plano de investimentos em estradas, pontes, portos e internet de alta velocidade foi aprovado na Câmara Alta em meados de agosto, apoiado por senadores democratas e republicanos, uma ocorrência rara em um Congresso politicamente polarizado. Sua aprovação pela Câmara Baixa marca uma vitória para Biden, um ex-senador que costuma se gabar de sua capacidade de fechar acordos bipartidários.
Ao financiar um vasto plano de obras, a Casa Branca diz que criaria milhões de empregos bem remunerados para pessoas sem diploma universitário. O texto sobre infraestrutura foi aprovado pelo Senado por 69 votos a 30, com o apoio de um terço dos senadores republicanos.

Fonte: G1 Mundo

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Imprensa internacional repercute morte de Marília Mendonça


Jornais relembraram o sucesso da cantora e a força das letras do ‘feminejo’. A cantora Marilia Mendonça
Divulgação/Globoplay
A morte trágica e precoce da cantora Marília Mendonça, vítima de um acidente aéreo nesta sexta-feira (5) em Minas Gerais aos 26 anos, chamou atenção também da imprensa internacional — tamanha a relevância que a artista ganhou no Brasil nos últimos anos.
Cantora Marília Mendonça morre na queda de avião bimotor em Minas Gerais
Veículos tanto da imprensa generalista quanto da mídia especializada em música destacaram o fenômeno musical que Marília Mendonça representou, como uma dos expoentes do “feminejo”.
Veja abaixo como alguns dos principais jornais noticiaram a morte de Marília Mendonça
‘The New York Times’ (EUA)
Reportagem sobre morte de Marília Mendonça ganhou destaque no site do jornal “The New York Times”, dos EUA
Reprodução
O jornal americano “The New York Times” destacou o fenômeno de Marília Mendonça como expoente da música sertaneja e chamou a atenção para a popularidade da cantora nas redes: “Sensação midiática com milhões de seguidores”.
“Sua legião de fãs encontrou força em suas letras, que imploravam às mulheres que rejeitassem relacionamentos maus e abusivos, e que contavam a história de personagens falhos”, diz a reportagem.
Billboard (EUA)
Texto da Billboard, uma das principais publicações musicais do mundo, comunica a morte de Marília Mendonça
Reprodução
A Billboard, uma das principais revistas de música do mundo e responsável por listar os hits mais tocados, também deu destaque à morte de Marília Mendonça com duas reportagens no site da publicação.
Em uma delas, o texto destaca que a cantora chegou à sexta colocação da parada Billboard Social 50 chart, que mede o desempenho dos artistas entre o público nas redes — marca atingida após o sucesso de uma live em abril de 2021, num dos momentos mais duros da pandemia de Covid-19 no Brasil.
Outro texto, um perfil da cantora, descreve Marília como uma “excelente contralto com uma voz profunda e próxima do soul que trouxe um toque do pop internacional às músicas tradicionais, acompanhadas de acordeão”.
Diário de Notícias (Portugal)
‘Diário de Notícias’, de Portugal, também repercutiu a morte de Marília Mendonça
Reprodução
O “Diário de Notícias” repercutiu a morte de Marília Mendonça, em Portugal — país onde as músicas de artistas brasileiros costumam fazer sucesso. O texto inclusive destaca que a cantora se apresentou no país, em 2019.
“Apelidada de ‘rainha da sofrência’, devido às letras emotivas das suas músicas, Marília continuou a fazer furor durante a pandemia de covid-19, batendo recordes nas redes sociais nas transmissões ao vivo que fazia”, diz a reportagem.
Clarín (Argentina)
Perfil sobre Marília Mendonça publicado no “Clarín”, da Argentina
Reprodução
O jornal argentino “Clarín” publicou um perfil sobre a cantora, a quem chamou de “efêmera, mas exitosa”.
“Apaixonada pela música, decidiu começar a escrever as suas primeiras letras e a compor suas próprias canções. Porém, não imaginava o sucesso que alcançaria um tempo mais tarde”, diz o texto.
Em outra reportagem, a publicação da Argentina ressaltou que as investigações sobre as causas do acidente vão começar por meio da Força Aérea Brasileira.
VÍDEOS: relembre momentos da carreira de Marília Mendonça

Fonte: G1 Mundo

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Morte de Marília Mendonça, ataque em aeroporto e ex-loira do Tchan: os vídeos mais vistos da semana


Os principais destaques entre 1º e 5 de novembro. Os principais destaques entre 1º e 5 de novembro.

Fonte: G1 Mundo

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Falso policial é condenado por estuprar e roubar prostitutas brasileiras em Londres


Pawel Pazola, de 51 anos, recebeu pena de 14 anos de prisão; ele estuprou suas vítimas após ameaçá-las com prisão e deportação. Pawel Pazola, de 51 anos, estuprou mulheres após ameaçá-las com prisão e deportação
Metropolitan Police/BBC
Um homem que fingiu ser policial estuprou e roubou duas prostitutas brasileiras em Londres, no Reino Unido, após ameaçá-las com prisão e deportação, foi condenado nesta sexta-feira (5) a 14 anos de prisão.
Pawel Pazola, de 51 anos, foi sentenciado em um tribunal no noroeste da capital britânica, acusado dos crimes de estupro, roubo, falsa identidade e porte de imitação de arma de fogo.
Ele permanecerá sob liberdade condicional por mais quatro anos após o cumprimento de sua pena.
Também será obrigado legalmente a prestar informações às autoridades para avaliar e monitorar seu risco para a sociedade pelo resto da vida.
Pazola, natural da Polônia, mora no Reino Unido há mais de uma década.
No início de setembro, ele foi considerado culpado de todas as acusações após um julgamento de duas semanas no mesmo tribunal.
Pazola conheceu ambas as vítimas usando um site de acompanhantes online. As duas prostitutas, que não tiveram os nomes revelados, não se conheciam antes dos ataques.
Em ambos os casos, fazendo-se passar por policial, Pazola ameaçou prender e deportar as vítimas. Ele então as estuprou e pegou de volta o dinheiro que havia inicialmente pago.
Durante o segundo ataque, ele chegou a usar um distintivo policial falso e uma réplica de arma de fogo. Também roubou outro dinheiro que a mulher havia ganhado.
Pazola se encontrou com a primeira vítima, que tinha cerca de 20 anos, no dia 7 de agosto de 2020 em um endereço no bairro de Camden. Ele a forçou a fazer sexo sem preservativo.
No entanto, a mulher não queria denunciar o ataque à polícia por medo de ser presa. Em vez disso, contatou uma assistente social por meio de uma ONG no dia seguinte, que a ajudou a fazer o boletim de ocorrência na polícia.
Ela também compartilhou o que lhe havia acontecido em um grupo do WhatsApp para outras prostitutas brasileiras que trabalham no Reino Unido. Mais tarde, foi informada de que um incidente muito semelhante havia acontecido com outra mulher.
Pazola usou distintivo policial falso
Metropolitan Police/BBC
Em 22 de agosto de 2020, Pazola se encontrou com sua segunda vítima, outra mulher de 20 anos em Bayswater, outro bairro londrino. Pazola novamente forçou a vítima a fazer sexo sem preservativo.
A primeira vítima encorajou a segunda a denunciar o ataque à polícia, insistindo que o caso seria levado a sério, e ela formalizou a denúncia cinco dias depois.
Detetives da Equipe de Crimes Sexuais Graves da Metropolitan Police, a polícia de Londres, começaram uma investigação e identificaram o número de telefone que Pazola usava para marcar os encontros. Eles também usaram evidências digitais e forenses para rastreá-lo.
A prisão
Pazola foi preso no dia 30 de agosto de 2020 em um endereço em Crawley, cidade ao sul de Londres. Após a prisão, seu endereço residencial e carro foram revistados. Uma imitação de um distintivo policial, uma réplica de arma preta e 1.380 libras (R$ 10.470) em dinheiro foram apreendidos.
Pazola foi indiciado no dia seguinte, 31 de agosto de 2020, e detido preventivamente. Ele compareceu ao tribunal e foi novamente detido antes do julgamento.
Segundo a Met, “ambas as mulheres foram apoiadas por oficiais especializados”.
As vítimas acabaram voltando ao Brasil por escolha pessoal e prestaram depoimento em vídeo.
O detetive Sam Lockstone, que comandou a investigação, descreveu Pazola como “um predador altamente perigoso que buscava tirar vantagem das vulnerabilidades das vítimas para sua própria gratificação e ganho monetário”.
Pazola também usou arma falsa para coagir vítimas
Metropolitan Police/BBC
“A resposta da Met à prostituição não mudou; a nossa prioridade continua a ser abordar a vulnerabilidade e exploração ligada ao trabalho sexual na rua, fora da rua e online”.
“Nossa abordagem não é criminalizar as trabalhadoras do sexo envolvidas, mas protegê-las e apoiá-las, e construir confiança mútua para encorajar o compartilhamento de informações para melhorar a segurança”, acrescentou.
A detetive Barbara Siembida, que também integrou a equipe que investigou o caso, encorajou vítimas de tais crimes a “se apresentarem”, dizendo que embora ela entenda o medo inicial que algumas possam ter de falar com a polícia, seu status de imigração é “irrelevante para a investigação”.
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Fonte: G1 Mundo

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Autoridades participam do funeral de Colin Powell, ex-secretário de Estado dos EUA


Presidente Joe Biden compareceu à cerimônia e uma catedral em Washington; George W. Bush, que presidia os EUA quando Powell chefiou a diplomacia americana durante a Guerra do Iraque, também participou. Caixão enrolado na bandeira dos EUA com o corpo de Colin Powell é levado à Catedral Nacional de Washington para funeral nesta sexta (5)
Manuel Balce Ceneta/AP Photo
Familiares, amigos e lideranças políticas dos Estados Unidos compareceram nesta sexta-feira (5) na capital Washington ao funeral de Colin Powell, ex-secretário de Estado morto por Covid-19 em 18 de outubro.
A cerimônia na Catedral de Washington teve a presença do presidente Joe Biden e da primeira-dama Jill Biden. O ex-presidente George W. Bush, que presidia os EUA quando Powell chefiava a diplomacia americana, também participou.
Também estavam presentes o ex-presidente Barack Obama, os ex-secretários de Estado James Baker, Condoleeza Rice e Hillary Clinton, além do atual chefe do Estado Maior das Forças Armadas dos EUA, o general Mike Milley.
Antes do início da cerimônia, a banda formada por militares tocou hinos religiosos e algumas das músicas preferidas de Powell — incluindo “Dancing Queen”, do grupo sueco Abba. Era a preferida do ex-secretário de Estado.
Powell morreu de Covid-19 em 18 de outubro — nos EUA e em outros países, é costume o velório e o enterro só ocorrerem semanas depois da morte. Ele tinha mieloma múltiplo, um tipo de câncer que atinge os glóbulos brancos e que eleva o risco para pessoas que contraem o coronavírus.
Quem foi Colin Powell
Colin Powell serviu como principal oficial militar e diplomata dos Estados Unidos em governos de presidentes do Partido Republicano. No entanto, ele anunciou que votou em Joe Biden nas últimas eleições.
Ele foi o primeiro negro a ocupar cargos de grande responsabilidade nos EUA: conselheiro de Segurança Nacional na Administração de Ronald Reagan; chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas americanas, e secretário de Estado de George W. Bush até 2005 (nos EUA, esse é o nome do cargo do chefe da diplomacia). Ele se aposentou do Exército como general de quatro estrelas.
Powell foi o chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas dos Estados Unidos durante a primeira Guerra do Golfo em 1991, durante o governo de George H.W. Bush.
O diplomata dizia às pessoas que previa que o primeiro parágrafo de seu obituário seria dedicado a um discurso que ele fez na ONU, em 2003, que, na prática, tornou aceitável para os americanos a ideia da invasão do Iraque que ocorreu naquele ano.
Segundo os jornais americanos, inicialmente, Powell era o principal assessor de Bush que era contrário à guerra no Iraque (Dick Cheney, o vice-presidente, e Donald Rumsfeld, o secretário de Defesa, eram favoráveis).
Em uma reunião entre Bush, Powell e Condoleezza Rice, que era a conselheira de segurança nacional, Powell afirmou que se a guerra no Iraque desse errado, Bush seria responsabilizado por isso.
Mas poucos meses depois dessa conversa, Powell foi à ONU e deu um discurso favorável à invasão. Ele citou um relatório dos serviços de inteligência dos EUA que dizia que acreditava-se que o Iraque tinha de 100 a 500 toneladas de armas químicas, e toda essa quantidade havia sido produzida só nos últimos 12 meses. Isso nunca se comprovou.
Powell deixou o cargo de secretário de Estado no fim do primeiro governo de Bush. Ele foi substituído por Condoleezza Rice, que tinha mais afinidade com Bush.

Fonte: G1 Mundo

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COP26: diplomata dos EUA diz esperar que Brasil colabore para ‘consenso’ no mercado de carbono

Encarregado de negócios dos EUA no país, Douglas Koneff elogiou anúncios feitos pelo Brasil em Glasgow. Países tentam regulamentar na COP artigo do Acordo de Paris sobre carbono. O encarregado de negócios da Embaixada dos Estados Unidos no Brasil, Douglas Koneff, declarou nesta sexta-feira (5) que espera a ajuda do governo brasileiro para encontrar “consensos” sobre o mercado de carbono durante a Conferência sobre o Clima da Organização das Nações Unidas (ONU), a COP 26.
Koneff, que responde de forma interina pela embaixada, conversou com jornalistas nesta sexta-feira (5) em Brasília, enquanto a conferência ocorre em Glasgow, na Escócia. O combate às mudanças climáticas é uma das prioridades do atual presidente do EUA, Joe Biden.
O diplomata americano elogiou o desempenho do governo brasileiro na COP26 até o momento e destacou que espera, na próxima semana, avanços nas negociações entre os países em torno da regulamentação do artigo 6 do Acordo de Paris assinado em 2015.
Esse artigo trata do estabelecimento do chamado mercado de carbono, mas parte das regras ainda está pendente.
Os governos na COP26 tentam avançar na regulamentação que permitirá que países emissores de gases do efeito estufa possam comprar créditos de carbono – ou seja, enviar dinheiro para entidades ou países para financiar ações ambientais e, com isso, “compensar” o dano dos gases emitidos. Entenda no vídeo abaixo:
Entenda o que é o crédito de carbono
“Acho que, até agora, o papel do Brasil na COP 26 tem sido muito bom. Vamos ver o que acontece na próxima semana”, disse Koneff.
“Acredito que o Brasil vai ser parte, que, com a ajuda do Brasil, podemos chegar a consenso sobre o Artigo 6. E por quê? Quais países vão aproveitar o Artigo 6? Vai ser o Brasil, vão ser as comunidades indígenas da Amazônia, vão ser outras comunidades marginalizadas. Então, vários países vão aproveitar um consenso sobre o Artigo 6, e o Brasil vai ser um deles”, acrescentou.
Na conversa com jornalistas, Koneff não detalhou como o Brasil poderá auxiliar nesse consenso, na visão dele, e não disse qual modelo os Estados Unidos defendem para o mercado de carbono.
O governo do presidente Jair Bolsonaro defende que o mercado de carbono global seja regulamentado e entende que o Brasil poderá receber recursos para auxiliar na preservação de florestas, em especial da Amazônia – a região registra recorde de desmatamento no atual governo.
Brasil na COP26
Koneff elogiou os anúncios feitos pelo governo brasileiro na COP26, realizada em Glasgow, na Escócia. O presidente Jair Bolsonaro esteve na Itália para reunião dos líderes do G20, mas retornou ao Brasil sem comparecer à conferência do clima.
Logo no início da COP, o ministro do Meio Ambiente, Joaquim Leite, anunciou uma nova meta climática com redução “mais ambiciosa” das emissões de carbono já para 2030, com o objetivo de alcançar a neutralidade de carbono até 2050.
O Brasil também aderiu a um compromisso junto com cerca de 100 países para reduzir emissões de metano em 30% até 2030. O metano é um gás que acelera a elevação da temperatura na Terra. Ele é produzido no aparelho digestivo do gado e em processos naturais, porém mais da metade do gás tem origem em uma série de atividades humanas, como os resíduos de aterros e a produção de óleo e gás.
O Brasil ainda também anunciou que pretende zerar o desmatamento ilegal em 2028. A meta anterior era 2030.
O diplomata americano afirmou que os anúncios fazem parte do combate às mudanças climáticas e que também é importante acompanhar a execução dos planos.
“Acreditamos que países como EUA e Brasil têm uma responsabilidade especial para combater a crise climática, para demonstrar liderança e ações. Os compromissos são importantes. O acompanhamento também é importante, mas eu diria o seguinte: o trabalho de cumprir os compromissos começa agora”, disse.
Miriam sobre mudança de posição do Brasil na COP26: ‘Acabou seguindo às pressões’

Fonte: G1 Mundo

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Quem é Zhang Zhan, a jornalista chinesa presa por filmar início da pandemia em Wuhan


Repórter de Xangai foi à metrópole considerada então epicentro da Covid-19 no mundo para registrar o confinamento dos mais de 11 milhões de moradores. Ela foi condenada a uma pena de 4 anos de prisão. Zhang Zhan foi presa por reportar o que estava acontecendo em Wuhan
Reprodução/Youtube
A jornalista chinesa Zhang Zhan enfrenta uma condenação de quatro anos de prisão por conta da cobertura independente que fez da pandemia em Wuhan, em fevereiro do ano passado.
Nesta sexta-feira (5) a família de Zhang, disse estar preocupada com a filha que, em greve de fome, está bastante debilitada e pode não resistir ao rigoroso inverno chinês.
A repórter de Xangai foi à metrópole considerada então epicentro da Covid-19 no mundo para registrar o confinamento dos mais de 11 milhões de moradores.
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Segundo as autoridades chinesas, Zhang estaria “comprando briga e provocando problemas”. Desde a prisão, sua família alega ter dificuldades de se comunicar com ela.
Ela é uma de pelo menos quatro jornalistas que desapareceram em 2020 na China depois que postaram informações que contradiziam a narrativa oficial.
Jornalista Zhang Zhan em Wuhan, antes de ser presa pela polícia chinesa, em foto de 2020
Melanie Wang via Associated Press
Advogada por formação
Zhang, de 37 anos, é o que é chamada pela Anistia Internacional de “jornalista-cidadã” – que não está vinculada a jornais ou outros meios da imprensa tradicional, que é controlada na China.
“Devemos ir atrás da verdade qualquer seja o custo”, dizia Zhang, segundo a organização de direitos humanos.
Advogada de formação, ela decidiu trabalhar de forma independente para reportar o que via nas ruas de Wuhan, então em lockdown.
“Jornalistas-cidadãos enfrentam frequentes assédios por exporem informações que o governo gostaria que ficassem guardadas”, disse Anistia.
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Meses de gravações
Durante meses, Zhang registrou cenas de hospitais lotados, confusão nas ruas e foi uma das primeiras a gravar a cidade deserta no primeiro confinamento obrigatório.
Em maio de 2020, no entanto, Zhang foi abordada durante uma das suas gravações – que foi a última registrada.
Ela percorria as ruas de um bairro onde surgiram novos casos de Covid-19 quando um homem não identificado a para e pergunta onde ela mora e se é jornalista.
Ele então a ameaça dizendo que se postasse o material online, ela seria responsabilizada. Dias depois ela foi detida pela polícia chinesa.
Greve de fome
No meio do ano passado, Zhang iniciou uma greve de fome como forma de protesto por sua prisão. Ela ficou tão fraca, que precisou ir ao julgamento em uma cadeira de rodas, informou a Anistia.
Segundo a organização de direitos humanos, a jornalista continua a protestar com uma greve parcial de fome para evitar maiores punições e alimentação forçada dentro da prisão.
A Anistia Internacional disse em nota que Zhang chegou a ser levada para o hospital em julho de 2021 em uma condição “dramática” pesando menos de 40 quilos. E que seu corpo deteriora cada vez mais.
Censura também a médicos
Li Wenliang postou uma foto de si mesmo no leito hospitalar
Weibo
No dia 31 de dezembro de 2019, o médico chinês Li Wenliang compartilhou em um grupo de colegas um alerta sobre um vírus até então não identificado, que seria altamente contagioso.
As autoridades o acusaram de espalhar boato e o obrigaram a assinar um documento em que reconhecia ter cometido uma ilegalidade. Ele morreu de Covid no dia 6 de fevereiro.
Virou uma espécie de mártir, e o governo chinês teve que voltar atrás. Agradeceu e reconheceu a contribuição do médico na linha de frente do combate a pandemia.

Fonte: G1 Mundo

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Em nota, Macron expressa condolências pela morte de Nelson Freire e diz que pianista ‘honrou a França com sua presença’


Brasileiro era mundialmente conhecido como um grande intérprete ao piano. ‘Convidado regularmente pela Filarmônica de Paris, nutria uma amizade especial pela França’, afirma comunicado presidencial. Pianista Nelson Freire se apresenta na abertura festiva do Festival Internacinonal de Música de Londrina
Festival Internacional de Música/Divulgação
A presidência da França divulgou uma nota nesta terça-feira (2) em que homenageia a trajetória do pianista Nelson Freire, morto no começo da semana, relembrando também o período que o brasileiro passou no país europeu.
“O Presidente da República e a sua esposa saúdam o excepcional intérprete de Debussy que tantas vezes honrou o nosso país com a sua presença, e estendem as suas mais sinceras condolências aos que lhe são próximos, bem como a todos os que se sensibilizam com a poesia de seu tocar”, diz o comunicado do Palácio do Eliseu.
Considerado um dos grandes pianistas internacionais, Freire foi enterrado nesta quarta (3) em Boa Esperança (MG). O músico foi sepultado no túmulo onde os pais dele também estão enterrados, no cemitério municipal da cidade.
O músico morreu aos 77 anos em decorrência de uma queda na própria casa, no Rio.
Leia a íntegra da nota divulgada pela presidência francesa:
O pianista brasileiro Nelson Freire faleceu aos 77 anos. Um gênio tão discreto quanto apaixonado, foi um dos maiores intérpretes internacionais do repertório romântico.
Ele começou a tocar nas teclas pretas e brancas aos 3 anos, para imitar sua irmã. Dez anos depois, fez sua entrada soberana entre os grandes ao som do Concerto Imperador de Beethoven, com o qual ganhou o Concurso Internacional do Rio de Janeiro.
Em Viena, onde continuou suas caminhadas com Bruno Seidlhofer, conheceu aquela que o destino reservou para ele a quatro mãos existenciais, outra criança prodígio sul-americana, a argentina Martha Argerich. O acordo entre os dois adolescentes foi instintivo e imediato. Como ela, ele tinha um dom extravagante. Como ela, ele preferia a sombra à luz.
Se a força e a sensualidade de seu toque lhe renderam o apelido de felino, Nelson Freire era mais um gato selvagem, fugindo dos holofotes com uma reserva e uma humildade que setenta anos de palco jamais poderiam domar. Portanto, seu talento foi por muito tempo um segredo dos amantes da música, seu nome uma senha interna.
Foi somente na virada dos anos 2000 e no contrato que ele assinou com a gravadora internacional Decca que o público em geral descobriu este aedo romântico que brilhou em Schumann, Brahms, Liszt, Rachmaninoff e ainda mais vividamente em Chopin.
Morre Nelson Freire, um dos maiores pianistas do século
Cada um de seus concertos, cada uma de suas gravações era uma nova página adicionada aos arquivos mundiais da música. A sua imaginação e sensibilidade permitiram-lhe revisitar os percursos musicais mais frequentados, aqueles que lhe foram abertos por milhares de mãos, incluindo os concertos para piano de Brahms. Ao lado de sua cúmplice Martha Argerich, formou frequentemente uma das duplas mais harmoniosas do cenário musical, que virava de cabeça para baixo os concertos de Rachmaninoff para dois pianos.
A barba de um gigante meigo e as mãos rechonchudas de uma criança trouxeram para o seu repertório um prazer infinito de tocar. Apesar de todos os apelos, nunca quis gravar um disco inteiro, decididamente mais andador que lavrador, preferia misturar as peças escolhidas em buquês, em vez de controlá-las metodicamente.
Convidado regularmente pela Filarmônica de Paris, nutria uma amizade especial pela França, desde aquele dia em que, procurando refúgio de trabalho por algumas semanas, fixou seus olhos em uma casinha em Chartrettes, em Seine-et-Marne .
O Presidente da República e a sua esposa saúdam o excepcional intérprete de Debussy que tantas vezes honrou o nosso país com a sua presença, e estendem as suas mais sinceras condolências aos que lhe são próximos, bem como a todos os que se sensibilizam com a poesia de seu tocar.

Fonte: G1 Mundo

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Ex-segurança de Emmanuel Macron, da França, é condenado a três anos de prisão


Em 1º de maio de 2018 houve uma manifestação no centro de Paris. O segurança de Macron foi gravado em vídeo agredindo manifestantes. Alexandre Benalla em 5 de novembro de 2021
Stephane de Sakutin / AFP
A Justiça da França condenou um ex-guarda-costas do presidente Emmanuel Macron por agredir manifestantes durante uma manifestação do 1º de maio em 2018.
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Alexandre Benalla, o segurança, te, 30 anos. Ele também foi considerado culpado por usar seus passaportes diplomáticos de forma fraudulenta, após ser demitido. Ele ainda falsificou um documento para obter um passaporte de serviço e, em 2017, teve uma arma com porte ilegal.
Veja abaixo um vídeo em que Benalla aparece agredindo um manifestante em Paris.
Macron decide demitir segurança que agrediu manifestante
A pena foi imposta nesta sexta-feira (5). Foram três anos de prisão, mas em um desses ele poderá responder em liberdade, com uma pulseira eletrônica.
A presidente do tribunal, Isabelle Prévost-Desprez, ao pronunciar a sentença, disse que Benalla “foi investido com um certo poder, real quanto às suas funções, mas presumido quanto à sua proximidade com o presidente da República”.
Benalla aparece em primeiro plano em foto de fevereiro, com Macron ao fundo (de gravata preta); ‘senhor segurança’ foi demitido em 20 de julho de 2018
Ludovic Marin/Pool via Reuters
Ela afirmou que o segurança traiu a confiança depositada nele por essa nomeação, o que justifica a condenação com a “gravidade dos diversos fatos, as missões que cumpria e que exigiam rigor e exemplo”.
Quais foram os fatos?
Em 1º de maio de 2018 houve uma manifestação marcada por confrontos no centro de Paris. Benalla aparece em vídeo agredindo manifestantes.
Inicialmente, ele está com as forças de segurança como observador, usando um capacete das forças de ordem.
Imagem retirada de vídeo mostra homem identificado como Alexandre Benalla, chefe de segurança do Palácio do Eliseu, com uniforme policial agredindo manifestante em protesto de 1º de maio em Paris de 2048
Tahar Bouhafs/AFP
O jornal “Le Monde” revelou o caso no verão de 2018, destacando que ele foi punido apenas com uma suspensão de 15 dias e que mantinha um escritório no governo da França.
A oposição denunciou rapidamente um “assunto de Estado”. Os meses seguintes foram marcados por uma chuva de revelações e pelas audiências em comissões parlamentares de inquérito.
A condenação é a primeira contra o ex-colaborador de Macron, que tem outros cinco casos abertos. Ele sempre negou qualquer agressão e disse ter tido uma “reação cidadã” com pessoas “que acabavam de cometer uma infração”.
O veredicto sobre este escândalo que, junto com os protestos sociais dos “coletes amarelos”, abalou a primeira parte do mandato do presidente liberal, chega meses antes da eleição presidencial prevista para abril de 2022.
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Fonte: G1 Mundo

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Reforço de vacina e remédio contra a Covid: como a Europa deve superar a nova onda da pandemia


A retomada da epidemia é consequência do aumento de casos no leste do continente, onde a taxa de vacinação é menor. Europa volta a ser epicentro da Covid, segundo OMS
O ritmo atual de transmissão do coronavírus na Europa é preocupante, alertou nesta quinta-feira (4) a Organização Mundial da Saúde (OMS).
A retomada da epidemia é consequência do aumento de casos no leste do continente, onde a taxa de vacinação é menor, e da diminuição da eficácia do imunizante nos europeus beneficiados no início da campanha. 
Para o epidemiologista Michel Goldman, professor da Universidade Livre da Bélgica, a aplicação da terceira dose em toda a população será “inevitável.”
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Com pouca gente vacinada, Leste Europeu vive novo pico da pandemia de Covid-19
O número diário de novos casos de Covid-19 está em alta há quase seis semanas consecutivas na Europa e os óbitos sobem diariamente há sete.
Há, em média, 250.000 novas contaminações e 3.600 mortes por dia. A alta foi impulsionada pela Rússia (8.162 mortos nos últimos sete dias, +8% comparado com a semana anterior), Ucrânia (3.819 mortos, 1%) e Romênia (3.100 mortos, +4%), principalmente.
Nos países onde o vírus voltou a circular de maneira “assustadora”, a taxa de vacinação ainda é baixa, diz o epidemiologista belga, mas essa não é a única explicação para a retomada epidêmica.
Uma mulher usando uma máscara de proteção é vista na Ponte Carlos, em Praga, onde a maioria das atividades desacelerou ou parou devido à disseminação do novo coronavírus
Michal Cizek/AFP
“Sabemos que as vacinas protegem das formas graves na maior parte dos casos, mas não impedem a infecção, que será, na maioria das vezes, uma forma assintomática ou uma doença que não necessitará de hospitalização, mesmo que possa deixar a pessoa de cama por alguns dias”, diz.
“Os vacinados, desta forma, podem pegar e transmitir a doença”, reitera.
Por esse motivo, o epidemiologista lembra que a terceira dose de reforço será essencial para evitar mais casos graves e mortes com a aceleração da epidemia. “Será necessário continuar a proteger as pessoas após a queda da imunidade vacinal após alguns meses. É a famosa terceira dose”, reitera.
A dose de reforço, atualmente reservada aos maiores de 65 anos e pacientes com comorbidades nos países europeus, provavelmente será estendida ao restante da população.
“Não tenho nenhuma dúvida de que, ao longo dos meses, vamos administrar a terceira dose para aqueles que foram vacinados um pouco mais tarde na campanha, já que sabemos que a imunidade diminui”, declara. 
‘Temos que parar de culpar as pessoas’
Michel Goldman também acredita que a chegada do antiviral Molnupiravir da Merck ao mercado irá mudar o curso da epidemia – o medicamento foi aprovado no Reino Unido na quinta-feira (4).
O comprimido permite diminuir as hospitalizações e provavelmente previne a infecção em caso de contato com um contaminado, como é o caso do Tamiflu, administrado durante a epidemia da gripe suína, em 2009.
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“Nos próximos meses haverá um grande número de contaminações. O que é necessário é diminuir as formas graves, que levam à hospitalização e à morte. Por isso é preciso prudência na gestão da epidemia”, avalia.
“Em diferentes países vemos os hospitais lotados novamente. Há muitos pacientes não-vacinados, mas há também pacientes imunizados, que são idosos, têm comorbidades, e, apesar da vacinação quando se contaminam podem desenvolver formas graves. Isso não é frequente, mas existe e essa pílula vai ajudar proteger pacientes que, apesar da vacina, acabam sendo hospitalizadas.”
Sobre o relaxamento das medidas de proteção, o epidemiologista diz que é preciso parar de culpabilizar as pessoas, que, segundo ele, já fizeram um esforço considerável.
“Temos apenas que explicar que alguns gestos são essenciais para proteger os familiares mais idosos ou vulneráveis, como o uso da máscara, por exemplo, em situações de risco”, explica.
Recorde de contágios na Alemanha
Imagem de Frankfurt, na Alemanha, em 3 de novembro de 2021
Michael Probst/AP
A quarta onda epidêmica na Europa atinge em cheio a Alemanha, que registrou na quinta-feira um recorde de casos diários desde o início da pandemia, com um total de 33.949 casos em 24 horas, segundo o instituto de vigilância sanitária Robert Koch.
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A Croácia também atingiu um novo recorde diário, com 6.310 pessoas com teste positivo, seguindo os passos da Rússia, que repetidamente bateu seus próprios recordes nas últimas semanas. Segundo a OMS, a retomada epidêmica pode levar à morte de meio milhão de pessoas até fevereiro.
Desde o início da pandemia, foram contabilizados mais de 1,4 milhão de mortes na Europa, segundo um balanço estabelecido pela agência AFP nesta quinta-feira a partir de dados oficiais.
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A OMS afirma que se o excesso de mortalidade vinculada à Covid-19 for considerada, de forma direta e indireta, o balanço real da pandemia poderia ser duas a três vezes maior que o oficial, e preconiza a continuidade da vacinação, o uso de máscara de forma generalizada e o respeito ao distanciamento social.
“Dados confiáveis mostram que se continuarmos usando a máscara em 95% na Europa e Ásia central, poderemos salvar até 188.000 vidas do meio milhão que corremos o risco de perder até fevereiro de 2022”, disse Hans Kluge, diretor da OMS na Europa.
Em média, apenas 47% dos habitantes da região, que inclui países europeus e outros da Ásia Central, estão totalmente vacinados, segundo a OMS. Para combater a pandemia, a organização pediu a continuidade da vacinação, o uso de máscara de forma generalizada e o respeito ao distanciamento social.

Fonte: G1 Mundo