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Congresso dos EUA diz que Steve Bannon cometeu desacato ao se recusar a participar das investigações sobre a invasão ao Capitólio


O procurador-geral Merrick Garland decidirá se processará Bannon, que pode pegar até um ano de prisão. Steve Bannon é visto ao deixar a Corte Federal de Manhattan, após pagar fiança e ser solto, em agosto de 2020
Reuters/Andrew Kelly
O Congresso dos Estados Unidos decidiu nesta quinta-feira (21) que Steve Bannon, ex-assessor do ex-presidente Donald Trump, cometeu desacato ao se recusar a participar das investigações sobre a invasão ao Capitólio em 6 de janeiro.
ANÁLISE: Por que o processo contra Bannon vai seguir em frente
Com 229 votos a favor e 202 contra, os representantes concordaram com um comitê especial formado por legisladores que se manifestou, de forma unânime na última terça-feira (19), pela acusação de desacato criminal contra Bannon.
“O Sr. Bannon colaborará com nossa investigação ou enfrentará as consequências”, advertiu o democrata Bennie Thompson, que está à frente da comissão bipartidária encarregada de investigar os ataques de 6 de janeiro à sede do Congresso, criticada por Trump e seus aliados.
“Não podemos permitir que ninguém interfira no trabalho da comissão especial enquanto trabalhamos para esclarecer os fatos. Simplesmente há muito em jogo”, acrescentou ele antes da votação unânime por todos os nove membros a favor da imputação de Bannon.
Steve Bannon foi convocado nesta terça-feira perante o comitê especial da Câmara dos Representantes que investiga o papel do ex-presidente republicano no atentado de seus apoiadores contra a sede do Congresso, enquanto os legisladores certificavam a vitória de Joe Biden na eleição presidencial.
Donald Trump e Steve Bannon, em foto de janeiro de 2017
Mandel Ngan/AFP/Arquivo
Esta recomendação da comissão de inquérito deve agora ser votada no plenário da Câmara — onde os democratas são maioria — visando sua transmissão ao Departamento de Justiça.
O procurador-geral Merrick Garland decidirá se processará Bannon, que pode pegar até um ano de prisão.
Assista ao VÍDEO abaixo com a análise de Sandra Coutinho: ‘Bannon descobriu como transformar as fake news em arma poderosa’
Sandra Coutinho: ‘Bannon descobriu como transformar as fake news em arma poderosa’
Articulador da campanha de Trump
Bannon, de 67 anos, foi um dos maiores articuladores da campanha presidencial vitoriosa de Trump em 2016, até ser afastado pelo bilionário.
Embora não estivesse ocupando nenhum cargo oficial em 6 de janeiro, ele aparentemente conversou sobre o protesto com o presidente nos dias que antecederam o ataque, segundo a comissão.
O assessor político de direita disse ao painel que reteria depoimentos e documentos até que seja resolvido o apelo de Trump por “privilégio executivo”, que permite que os presidentes mantenham certas conversas com assessores em segredo. Para os democratas, tal prerrogativa só se aplica ao presidente em exercício.

Fonte: G1 Mundo

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França vai pagar ajuda de R$ 660 para cobrir alta nos combustíveis


Ajuda será dada para cidadãos que recebem menos de 2 mil euros (R$ 13 mil) mensais. Painel mostra preços de combustíveis na França em 12 de outubro de 2021
Pascal Guyot/AFP
O primeiro-ministro da França, Jean Castex, anunciou nesta quinta-feira (21) que o governo irá pagar um auxílio de 100 euros (cerca de R$ 660) para compensar a alta no preço dos combustíveis. Terão direito à ajuda os franceses que ganharem menos de 2.000 euros por mês (cerca de R$ 13 mil).
O pagamento será feito em apenas uma parcela e será destinado tanto a pessoas com emprego, como desempregados e aposentados. Em entrevista à emissora TF1, ele afirmou que esta é a solução “mais justa e mais eficaz”.
Ainda não foi explicado como os franceses terão acesso ao valor, mas o chefe do governo adiantou que cerca de 38 milhões de pessoas serão beneficiárias do que chamou de “indenização da inflação”. Ele disse ainda que o pagamento será “automático”.
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O Executivo francês vinha buscando uma forma de proteger o poder de compra, diante de uma situação que poderia representar uma bomba-relógio a seis meses da eleição presidencial.
O primeiro mandato do presidente francês, o liberal Emmanuel Macron, foi marcado pela crise dos “coletes amarelos”, que começou contra uma alta dos preços de combustíveis no final de 2018 e continuou durante parte de 2019.
Os combustíveis aumentaram na semana passada 2 centavos para níveis historicamente altos de 1,56 euro o litro para o diesel médio e 1,62 euro para a gasolina sem chumbo, com até 10% de etanol (SP95-E10).
Tudo isso em um contexto de alta dos preços do gás e da eletricidade, que obrigou os governos de algumas das principais economias do mundo a anunciarem um “escudo” energético no final de setembro para frear esses aumentos.
O preço do gás permanecerá bloqueado “ao longo de 2022”, informou Castex nesta quinta-feira, ao explicar que, segundo os especialistas, a queda dos preços “será mais lenta” que o previsto.

Fonte: G1 Mundo

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Garoto faz dancinhas de fundo enquanto pai é entrevistado ao vivo para TV; assista


Enquanto o pai falava sobre a demissão do presidente do Banco Central Alemão para a Bloomberg News, filho do economista Jacob Funk Kirkegaard tentou chamar atenção a qualquer custo. Caso de cientista político na Coreia do Sul, em 2017, é o mais famoso entre ‘invasões’ de entrevistas por filhos. Menino faz ‘dancinhas’ durante entrevista ao vivo do pai para TV
Mais um pai trabalhando em casa foi vítima de uma criança entediada querendo atenção enquanto concedia uma entrevista ao vivo para uma emissora de TV.
A vítima desta vez foi o economista alemão Jacob Funk Kirkegaard, durante uma participação em um programa da Bloomberg News.
Kirkegaard, do Marshall Fund, falava sobre a demissão do presidente do Bundesbank, o Banco Central da Alemanha, Jens Weidmann, e a situação econômica de seu país.
Foi quando seu filho decidiu fazer uma “dancinha” ao fundo, além de mostrar a língua para a câmera. De costas e usando fones de ouvido, o economista pareceu não perceber imediatamente a presença do menino.
‘Filhos fofos’ interrompem entrevista ao vivo de professor no Reino Unido
A história por trás do divertido vídeo do professor interrompido pelos filhos enquanto era entrevistado pela BBC
Professor interrompido por filhos durante entrevista em 2017 volta à TV em momento família para falar sobre isolamento
Com a insistência, no entanto, o apresentador Jonathan Ferro não resistiu e perguntou se “seu filho trabalha para o governo grego?”, brincando com o fato de a Alemanha ter sido rigorosa com a Grécia durante a crise econômica daquele país, que abalou a União Europeia há alguns anos.
A essa altura, o menino já estava brincando com um mini grampeador perto da orelha do pai, que tentou afastá-lo rapidamente e deu um sorriso, mas sem perder a compostura.
A concentração de Kirkegaard foi muito elogiada nos comentários do vídeo, postado inicialmente por uma produtora da Bloomberg News e reproduzido por várias pessoas online.
Outros casos
O alemão não foi o primeiro pai a ser surpreendido durante uma aparição ao vivo. Outras entrevistas feitas em casa ficaram famosas por terem “participações especiais” de filhos ou mesmo de animais de estimação.
No ano passado, a professora Clare Wenham falava com a BBC quando teve que dividir a atenção com sua filha Scarlett, justamente quando discutia os desafios de trabalhar durante um lockdown.
Também em 2020, uma apresentadora de TV nas Filipinas teve que manter a seriedade enquanto suas duas gatas de estimação, Bella Luna e Nala, decidiram travar uma batalha bem atrás dela e começaram a se estapear.
Professor Robert E. Kelly dava entrevista ao vivo para a rede britânica de TV BBC uando foi interrompido por seus dois filhos
Reprodução/BBC
O caso mais famoso – e fofo – no entanto, é sem dúvida o do cientista político americano Robert Kelly, que em 2017 falava sobre a destituição da presidente da Coreia do Sul, quando seus filhos Marion e James abriram a porta e invadiram a sala.
Desesperada, a mãe das crianças, Jung-a-Kim, tentou entrar sem ser vista para tirar as crianças rapidamente dali, mas sua tentativa de passar despercebida só tornou tudo ainda mais caótico e cômico.

Fonte: G1 Mundo

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Com pouca gente vacinada, Leste Europeu vive novo pico da pandemia de Covid-19


Países como Rússia, Polônia, Ucrânia e Bulgária enfrentam resistência da população à vacina e estão entre os europeus com as menores taxas de imunização. Em meio à alta nos casos, governos reimpõem restrições. Medico paramentado em frente a hospital em Moscou, Rússia, que atende a pacientes de Covid-19, nesta quinta-feira (21)
Maxim Shemetov/Reuters
Uma nova onda de Covid-19 se alastra pela Europa, sobretudo em países do Centro e do Leste, onde as taxas de imunização se mantêm mais baixas. A alta nos casos em vários países faz com que governos reimponham restrições e deixa em alerta o restante do continente.
A Rússia, que vem registrando há dias recordes no número de mortes devido ao coronavírus, agora decretou um feriado prolongado de uma semana para tentar conter o avanço da doença.
Na quarta-feira (20), o presidente Vladimir Putin anunciou que os dias entre 30 de outubro e 7 de novembro não serão considerados dias úteis, forçando os trabalhadores a ficarem em casa, embora os salários sejam mantidos. Regiões poderão estender o decreto, dependendo das situações locais.
Nesta quinta, o prefeito de Moscou, Serguei Sobyanin, por sua vez, anunciou que a capital russa voltará a impor uma quarentena total entre 28 de outubro e 7 de novembro, com apenas supermercados e farmácias podendo funcionar.
Na terça, Sobyanin já havia afirmado que cidadãos com mais de 60 anos não vacinados terão que ficar em casa por quatro meses. O gabinete do prefeito também estaria tentando forçar shoppings centers a conectarem suas câmeras de segurança a um sistema centralizado de reconhecimento facial que permita às autoridades impor o uso de máscaras em público, relatou o jornal Kommersant.
A Rússia, que se vangloriou por ter desenvolvido uma das primeiras vacinas contra a covid-19 do mundo, não conseguiu persuadir grande parte da população a se imunizar. No país da Sputnik V, apenas 32,5% da população está totalmente vacinada, segundo o site Our World in Data.
Não só a Rússia enfrenta resistência da população frente à vacina, mas também outros países do Leste Europeu. Na União Europeia, os Estados-membros com as menores taxas de imunização ficam na região, como Bulgária, Romênia, Croácia, Polônia, Letônia e Estônia.
Letônia
Com uma das taxas de infecção mais altas do mundo atualmente, a Letônia decretou um novo lockdown de pelo menos quatro semanas, com escolas, lojas e restaurantes fechados.
Cerca de um terço da população da Letônia fala russo. Um estudo da empresa de pesquisas SKDS apontou que apenas 46% desse grupo foi vacinado, em comparação com 62% dos letões étnicos.
Ucrânia
Já a Ucrânia, onde apenas 16% da população está vacinada, registou um recorde de 538 mortes e 15.579 novos infectados na terça-feira. Desde o início da pandemia, mais de 61 mil pessoas morreram oficialmente devido ao coronavírus no país.
A nação de 45 milhões de habitantes é proporcionalmente uma das que mais registram mortes por Covid-19 na Europa. Por isso, o governo de Kiev decidiu voltar a adotar restrições em eventos públicos e salas de espetáculos.
Romênia
Na Romênia, as funerárias estão ficando sem caixões. No país, que teve a maior taxa de mortalidade per capta do mundo nesta semana, uma pessoa morre de covid-19 a cada cinco minutos. Apenas 36% dos adultos romenos estão vacinados, em comparação com 74% da média da União Europeia.
“Houve famílias que enterraram até quatro pessoas em duas semanas, e isso não é fácil”, disse o proprietário de uma funerária na cidade de Ploiesti. O empresário afirmou estar lutando para obter caixões suficientes para atender à demanda. “Recomendo a todos que se vacinem, senão vão acabar nas nossas mãos.”
Andi Nodit, gerente do hospital de emergência clínica Bagdasar-Arseni na capital romena, Bucareste, afirmou que “o tamanho e a gravidade da situação está além do que qualquer palavra possa expressar”. Segundo ele, esta quarta onda de Covid-19 atinge o país “como um iceberg”, enquanto as ondas anteriores foram “um boneco de neve”.
Bulgária
A Bulgária é o país da União Europeia com menor índice de imunização: apenas 23,9% da população está com o esquema vacinal completo. Na terça-feira, o país registou quase 5.000 novas infeções em 24 horas, o maior número desde março. Além disso, 214 pessoas morreram de covid-19 em um único dia.
Por essa razão, o governo proibiu o acesso a espaços públicos fechados nesta semana para quem não apresentar comprovação da vacina, um teste negativo ou prova de recuperação da doença. As escolas em áreas com altas taxas de infecção terão que retomar o ensino on-line.
Polônia
O ministro da Saúde da Polônia disse na quarta-feira que “medidas drásticas” podem ser necessárias para conter um repentino aumento de infecções no país, embora nenhum novo bloqueio esteja sendo considerado.
Diante da duplicação do número de novos casos em 24 horas, ele propôs que a polícia passe a multar em vez de “simplesmente repreender os cidadãos que não cumprem as restrições”. A campanha de vacinação na Polônia está estagnada há alguns meses e apenas 52% dos poloneses têm o esquema vacinal completo.
República Tcheca
A República Tcheca também registrou um aumento acentuado do número de infectados, contabilizando, na terça-feira, 3.246 novas infecções em 24 horas, o que representa mais que o dobro dos casos diários na semana passada e é o maior número desde abril.
Para conter a disseminação da doença, o governo reintroduziu medidas restritivas, como o uso obrigatório de máscaras em locais de trabalho e escolas.
Sérvia
A Sérvia, onde apenas cerca de metade da população foi imunizada, passará a exigir passes sanitários para acesso a locais fechados, como restaurantes, bares e discotecas.
Croácia
Na vizinha Croácia, as infecções pelo coronavírus vêm aumentando, com mais de 3.000 novos casos em 24 horas — um acréscimo de 1.000 novos casos por dia em relação à média da semana passada.
O país tem uma taxa de vacinação de cerca de 50% da população adulta. Segundo a imprensa local, as pessoas começaram, na quarta-feira, a fazer filas nos locais de vacinação da capital, Zagreb, após a divulgação do aumento dos casos.
Veja abaixo a situação em países da Europa Ocidental onde a Covid também preocupa
Reino Unido
No Reino Unido, onde as taxas de vacinação são altas, o novo surto está concentrado em jovens com menos de 20 anos não imunizados. No entanto, eles estão disseminando o vírus entre os pais, aumentando gravemente as hospitalizações.
Na terça-feira, foram 223 mortes por Covid-19 em 24 horas, o maior número diário desde março.
O diretor-executivo da Confederação do NHS, Matthew Taylor, pediu na quarta-feira ao governo britânico que restabeleça restrições, em meio ao aumento contínuo de casos e consequente pressão sobre os hospitais, às vésperas do inverno.
Holanda
Outro país da Europa Ocidental que vive o ressurgimento da Covid-19 é a Holanda, que registou aumento de 44% no número de novos infectados em relação à semana passada.
As autoridades sanitárias locais registaram 25.750 novos casos de covid-19 nos últimos sete dias, ante os 17.850 na semana anterior. O aumento aconteceu sobretudo nas regiões de maioria calvinista, onde as taxas de vacinação são muito mais baixas.

Fonte: G1 Mundo

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ONG relata casos de abusos sexuais que imigrantes sofreram nos EUA


Human Rights Watch conseguiu os documentos com base na lei do acesso à informação dos EUA. Imagem da construção do muro na fronteira entre os EUA e o México, em 8 de janeiro de 2021
Jose Luis Gonzalez/Reuters
Agentes de diferentes entidades que têm como função proibir a presença de imigrantes que entram ilegalmente nos Estados Unidos foram acusados de abuso sexual, afirma, em um relatório publicado nesta quinta-feira (21) a ONG Human Rights Watch (HRW).
EUA prenderam 1,7 milhão de imigrantes na fronteira com o México
A ONG teve acesso a documentos por meio da lei de acesso a informações dos EUA, mas para conseguir esses papéis foi preciso entrar na Justiça.
Foram analisados relatórios sobre abusos que teriam ocorrido durante a apreensão e detenção de pessoas que buscam asilo e imigrantes.
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Os documentos foram entregues com trechos censurados.
No total, foram mais de 160 casos de má conduta ou abusos (só uma parcela desses é de abusos sexuais) cometidos por agentes da fronteira.
Os documentos são referentes a eventos que ocorreram entre 2016 e 2021. Há relatos de ataque sexual a crianças, ameaças de estupro, manutenção de imigrantes em condições desumanas e de casos em que imigrantes ficaram sem comer.
Em alguns casos, os agentes foram processados pelos abusos.
A HRW conseguiu acesso aos documentos com um pedido pela lei de acesso à informação dos EUA.
Um trecho de um dos relatórios diz que uma mãe relatou que sua filha sofreu abusos por agentes que eram da Proteção de Fronteiras ou da Patrulha de Fronteiras.
Mãe e filha haviam sido apreendidas e enviadas para a detenção, e a menina foi obrigada a se despir e o guarda a tocou de forma inapropriada.
O supervisor só quis saber se havia mais informações, e não se pronunciou além disso.
Um outro documento traz a acusação que uma mulher fez a uma guarda mulher: “Ela me empurrou e me disse para abrir muito as pernas e tomou minhas partes íntimas, me agrediu lá com muita força. Eu não entendo, como eu esconderia algo nas minhas partes íntimas?”, afirmou a mulher.
Uma terceira denúncia diz que um homem imigrante recebeu um pedido de sexo por um agente de imigração. Isso teria ocorrido em um momento em que o imigrante era transportado, sozinho, em um veículo do governo.
Segundo o relatório, o agente afirmou ao imigrante que se ele fizesse sexo seria liberado. O imigrante recusou, e o agente o xingou e disse que iria prendê-lo como punição.
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Fonte: G1 Mundo

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Talibã elogia terroristas e dá dinheiro e terras às famílias de homens-bomba


Cerimônia do Ministério do Interior foi feita em hotel de luxo de Cabul que foi alvo de um ataque em 2018. Ministro é considerado um ‘terrorista global’ pelos EUA e tem recompensa pela sua captura. O Talibã elogiou terroristas suicidas que morreram durante a guerra travada pelo grupo extremista contra o antigo governo do Afeganistão, os Estados Unidos e aliados ocidentais e ofereceu dinheiro e terras às famílias dos homens-bomba.
O anúncio foi feito na terça-feira (19) pelo Ministério do Interior, que realizou uma cerimônia no Hotel Intercontinental de Cabul — estabelecimento de luxo que foi alvo de um ataque a bomba em 2018.
Sirajuddin Haqqani, o atual ministro do Interior é considerado um “terrorista global” pelos EUA e tem uma recompensa de US$ 10 milhões (mais de R$ 56 milhões) pela sua captura. Fotografias oficiais da reunião escureceram o rosto do ministro.
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Fumaça sai do Hotel Intercontinental em Cabul, capital do Afeganistão, durante ataque terrorista em 21 de janeiro de 2018
Mohammad Ismail/Reuters
As famílias dos terroristas receberam roupas e 10 mil afeganis (cerca de R$ 600) e receberão lotes de terra, segundo o porta-voz do ministério, Qari Sayeed Khosti.
“Em seu discurso, o ministro elogiou a Jihad e os sacrifícios dos mártires e mujahidin e os chamou de heróis do Islã e do país”, disse o Ministério do Interior em um comunicado.
A rede Haqqani
Sirajuddin Haqqani substituiu seu pai, Jalaluddin Haqqani, como chefe da rede Haqqani, um grupo terrorista afiliado ao Talibã que é apontado por serviços de inteligência ocidentais por alguns dos ataques suicidas mais sangrentos do Afeganistão.
Ele é procurado para interrogatório pelo FBI por sua conexão com um ataque a outro hotel da capital Cabul, em 2008 (no qual morreram seis pessoas, incluindo um cidadão americano).
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Fonte: G1 Mundo

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O país que vai abandonar a monarquia e trocar a rainha Elizabeth II por uma presidente como chefe de Estado


Barbados elegeu sua primeira presidente poucas semanas antes de a ilha se tornar uma república e deixar de reconhecer monarca britânica como sua chefe de estado. Rainha Elizabeth II cumprimenta a então governadora-geral de Barbados, Sandra Mason, em foto de 20 de março de 2018
Reprodução/Família Real Britânica
Barbados celebrou as primeiras eleições presidenciais de sua história, 13 meses depois de anunciar sua separação da Commonwaelth, o que significa se afastar da Coroa britânica.
Sandra Mason, de 72 anos, foi eleita na quarta-feira (20) por voto universal indireto e vai tomar posse em 30 de novembro como presidente deste micro-Estado do Caribe, que deixou de ser uma monarquia constitucional e se prepara para se tornar uma república.
Até o momento, ela era governadora-geral da ilha, ou seja, a representante oficial da rainha da Inglaterra.
“A Câmara e o Senado se reuniram para eleger a primeira presidente de Barbados, outro marco histórico no caminho para a república”, tuitou o governo do país.
Elizabeth II perdeu sua soberania sobre Barbados, um dos últimos reinos da Commonwealth, que reúne ex-colônias britânicas.
Mason anunciou o divórcio com a Coroa britânica em setembro de 2020 durante um discurso na capital Bridgetown.
“Após obter a independência há mais de meio século, nosso país não pode duvidar de sua capacidade para se autogovernar”, disse Mason.
Barbados, uma joia turística das Pequenas Antilhas, é especialmente popular entre a alta sociedade anglo-saxã.
A ilha mais oriental do Caribe, 300 km ao leste da Venezuela, tem uma superfície de apenas 430 km2. Em 2019, abrigava cerca de 287.000 habitantes, segundo o Banco Mundial.
Antes da pandemia de covid-19, mais de um milhão de turistas visitavam o país por ano, famoso por suas praias paradisíacas e suas águas cristalinas.
No ano passado, Barbados anunciou sua intenção de que a rainha Elizabeth II deixe de ser sua chefe de Estado em novembro de 2021, uma decisão que pretende deixar para trás qualquer vestígio de seu passado colonial.
A governadora-geral da ilha caribenha, Sandra Mason, anunciou essa decisão durante o discurso conhecido como Discurso do Trono.
“Chegou o momento de deixar nosso passado colonial completamente para trás”, disse Mason, que falou em nome da primeira-ministra, Mia Mottley.
Mais de meio século após conquistar a independência do Reino Unido, “os habitantes de Barbados querem um chefe de Estado de Barbados”, acrescentou. “Esta é a declaração máxima de confiança em quem somos e no que somos capazes de conseguir”.
Mason disse que “Barbados dará o próximo passo lógico à soberania total e se tornará uma república” quando a ilha celebrar seu 55o aniversário de independência, em 30 de novembro de 2021.
Questionado sobre esta decisão, um porta-voz do Palácio de Buckingham disse: “Este é um assunto do governo e do povo de Barbados”.
A rainha Elizabeth II é chefe de Estado do Reino Unido e outros 15 países (Antígua e Barbuda, Austrália, Bahamas, Barbados, Belize, Canadá, Granada, Jamaica, Nova Zelândia, Papua Nova Guiné, São Cristóvão e Névis, Santa Lúcia, São Vicente e Granadinas, Ilhas Salomão e Tuvalu) que estiveram sob mandato do Reino Unido.
Muitos habitantes de Barbados pediram no passado que a rainha Elizabeth fosse retirada do cargo de chefe de Estado devido a suas persistentes associações imperialistas, e vários dos líderes da ilha defendem torná-la uma república.

Fonte: G1 Mundo

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Fuzileiro naval rende assaltante armado em posto de gasolina nos EUA; veja vídeo

Militar fazia compras na loja de conveniência quando homens anunciaram o assalto. Ninguém foi ferido. Fuzileiro naval rende assaltante armado em posto de gasolina nos EUA
Um fuzileiro naval rendeu um assaltante armado em um posto de gasolina do Arizona, nos Estados Unidos, na quarta-feira (20), informaram as autoridades locais.
O militar fazia compras na loja de conveniência quando dois homens mascarados anunciaram o assalto. Ele reagiu rapidamente e tirou a arma que um deles carregava. Ninguém foi ferido.
Toda a ação foi registrada por câmeras de segurança do posto de combustíveis e foram divulgadas pelo Departamento do Xerife do Condado de Yuma (veja no vídeo acima).
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Um terceiro assaltante, também mascarado e que estava do lado de fora, nem chegou a entrar no estabelecimento.
Ele fugiu assim que viu a reação do fuzileiro que conseguiu segurar o que carregava uma arma até a chegada da polícia.
A corporação disse em nota, que o suspeito do assalto era menor de idade e reincidente. Os outros dois que o acompanhavam e fugiram ainda não foram identificados.

Fonte: G1 Mundo

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Coreia do Sul lança foguete para tentar colocar satélite em órbita, mas fracassa


O presidente Moon Jae-in, que observou a decolagem no centro espacial, disse que o foguete completou suas sequências de voo, mas não conseguiu colocar a carga de teste em órbita. Imagem de lançamento de foguete da Coreia do Sul em 21 de outubro de 2021
Yonhap / AFP
O primeiro foguete espacial fabricado pela Coreia do Sul foi lançado nesta quinta-feira (21), mas não conseguiu colocar um satélite simulado em órbita. Os resultados do teste que representa um grande salto para os planos espaciais ambiciosos do país foram considerados mistos —ou seja, há o que comemorar e há o que lamentar.
O foguete de três estágios KSLV-II Nuri decorado com a bandeira nacional partiu de sua plataforma de lançamento do Centro Espacial Naro às 17h.
Veja abaixo um vídeo do lançamento do foguete da Blue Origin.
Foguete da Blue Origin decola com ‘Capitão Kirk’
O Nuri, ou “mundo”, foi concebido para colocar cargas de 1,5 tonelada de 600 a 800 quilômetros acima da Terra, e é parte de um esforço espacial mais abrangente que vislumbra o lançamento de satélites de vigilância, navegação e comunicações, e até de sondas lunares.
O presidente Moon Jae-in, que observou a decolagem no centro espacial, disse que o foguete completou suas sequências de voo, mas não conseguiu colocar a carga de teste em órbita.
“Infelizmente, não atingimos totalmente nosso objetivo”, disse ele em um discurso no local.
Ele elogiou os trabalhadores e disse que, apesar da missão incompleta, o projeto seguirá em frente.
“Não demorará muito para conseguirmos lançá-lo exatamente na trajetória visada”, disse ele, de acordo com uma transcrição. “A ‘Era Espacial Coreana’ está se aproximando”.
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Fonte: G1 Mundo

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Juízas afegãs ameaçadas pelo Talibã chegam ao Brasil após pedido de ajuda humanitária


Ao todo, 26 pessoas, incluindo familiares das magistradas, vão ficar hospedadas em Brasília. Grupo vai receber documentos e aulas de português. Juízas afegãs ameaçadas pelo Talibã chegam ao Brasil após pedido de ajuda humanitária
Renato Araújo/Agência Brasília
Sete juízas afegãs e seus familiares que receberam vistos humanitários chegaram ao Brasil esta semana após pedido de ajuda. O grupo, incluindo crianças, desembarcou no Distrito Federal nesta quarta-feira (20), onde vai ficar hospedado.
Ao todo são 26 pessoas, que vão receber aulas de português com professores da Universidade de Brasília (UnB), apoio médico e alimentação. A ação humanitária é em parceria com o governo federal e a Associação dos Magistrados Brasileiros.
Autoridades e entidades de classe vinham se mobilizando pelo acolhimento da magistradas no Brasil, desde agosto, quando o regime extremista do Talibã tomou o poder no Afeganistão.
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Juízas afegãs ameaçadas pelo Talibã chegam ao Brasil após pedido de ajuda humanitária
Sejus-DF/Divulgação
O pedido é para emissão de vistos humanitários para 270 juízas que ainda residiam no Afeganistão. O documento destacava que as magistradas “encontravam-se em risco por desempenharem a função” e, eventualmente, por “terem julgado e condenado membros do regime Talibã”.
A diretora da Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe) e especialista no tema, Clara Motta, explica que as magistradas têm um visto humanitário dado pelo Brasil, ou seja, tinham autorização para entrar no país e pedirem o asilo, que é feito através do Comitê Nacional para os Refugiados (CONARE).
“Eu acredito que o processo será rápido porque há uma predisposição do governo brasileiro, dos órgãos públicos e uma situação clara de perseguição no país de origem. O Brasil deve auxiliar o cumprimento dos termos da convenção internacional de direito dos refugiados de 1951”, explica Clara.
Em agosto, no entanto, a ministra do Superior Tribunal Militar, Maria Elizabeth Rocha, disse em entrevista à GloboNews que “será difícil resgatar todas essas mulheres”.
“Já não são mais 270, algumas já morreram, lamentavelmente foram assassinadas”, disse Rocha, à época.
VÍDEO: Talibã comemora com tiros saída de tropas americanas do Afeganistão
Acolhimento em Brasília
No Distrito Federal a ação humanitária é acompanhada pela Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus). O governo local vai oferecer acompanhamento social, psicológico, de saúde, rede de ensino e documentação às mulheres afegãs e familiares.
O Talibã é conhecido como grupo fundamentalista que, em uma primeira passagem como governante do Afeganistão, nos anos 1990, restringiu direitos básicos das mulheres, impedindo-as de terem acesso ao mercado de trabalho, à educação e até de frequentar espaços públicos sem a presença dos maridos, por exemplo.
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Fonte: G1 Mundo