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Elefanta pisoteia crocodilo para proteger filhote em parque na Zâmbia


Vídeo foi gravado por um turista durante safári. Elefante fêmea pisoteia crocodilo que tentava perseguir seu filhote
Baines River Camp | Reprodução
m turista registrou em vídeo um momento de fúria de uma elefanta: o pisoteamento de um crocodilo que tentava perseguir seu filhote às margens do rio Zambeze, na Zâmbia, no continente africano .
Turista de 71 anos morre pisoteado por um elefante no Zimbábue
As imagens foram feitas pelo turista Hans Henrik Haahr durante um passeio que fazia com o Acampamento Baines River em agosto deste ano.
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“Os convidados testemunharam o encontro dramático entre duas das figuras mais temidas na fauna da África”, escreveu o acampamento em sua página oficial no Instagram.
O encontro foi chamado de dramático não à toa. No registro é possível ver o elefante batendo violentamente a tromba e pisoteando o crocodilo, que não consegue reagir. Em seguida, a fêmea puxa o animal, que já aparenta estar morto, para fora da água.
“Talvez este tenha sido um ataque de vingança alimentado por tentativas anteriores de emboscada por muitos crocodilos contra seus filhotes ou no rebanho maior”, escreveu o acampamento em sua página na rede social.
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Fonte: G1 Mundo

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Governo do Reino Unido resiste a novas medidas contra Covid apesar de alerta de hospitais


Vacinação estagnou entre os britânicos, e números recentes preocupam ainda mais pela chegada do inverno. Apesar da resistência do governo, um ‘Plano B’ com novas exigências não está descartado. Sajid Javid, ministro da saúde britânico, ao lado de painel com números do coronavírus no Reino Unido nesta quarta (20)
Toby Melville/Pool/Reuters
O ministro da Saúde do Reino Unido, Sajid Javid, resistiu nesta quarta-feira (20) a apelos de médicos por novas medidas para conter uma onda crescente de infecções de Covid-19, apesar de seus alertas de que os hospitais estão prestes a ficar sobrecarregados.
O Reino Unido registrou 223 mortes novas de Covid-19 na terça-feira, o maior número diário desde março, e os casos no país são os maiores da Europa, com quase 50 mil infecções novas informadas nesta quarta.
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Javid anunciou acordos para dois antivirais experimentais contra a Covid-19, um desenvolvido pela MSD e pela Ridgeback Therapeutics e outro da Pfizer, reforçando a estratégia de contar com vacinas e remédios para limitar o estrago durante o inverno ao invés de restrições.
Reino Unido bate recorde de mortes por Covid desde maço
Plano B
Ainda assim, o ministro alertou que as pessoas deveriam se vacinar e receber doses de reforço quando possível, ou então um “Plano B” — que envolve medidas limitadas como obrigatoriedade de máscaras, uma ordem de trabalho domiciliar e passes de vacinação para acesso a certos locais — poderia ser acionado.
“Estamos observando atentamente os dados, e não implantaremos nosso Plano B de medidas de contingência a esta altura”, disse ele, acrescentando que cinco milhões de pessoas de mais de 16 anos continuam não vacinadas e que os casos podem chegar a 100 mil por dia.
O governo do primeiro-ministro Boris Johnson disse estar contando com as vacinas, inclusive doses de reforço para os vulneráveis, para evitar lockdowns de inverno, já tendo desativado a economia três vezes.
No entanto, a vacinação empacou, ficando atrás daquela de vários países europeus, e o programa de doses de reforço começou lentamente.

Fonte: G1 Mundo

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Efeito espectador: saiba o que significa e como evitar o ‘espetáculo’


Passageiros filmaram mulher sendo estuprada em metrô, nos EUA, e não chamaram socorro. Psicóloga fala em falta de empatia e explica o chamado ‘efeito espectador’. Veja o vídeo. Você já ouviu falar em “efeito espectador”? É assim que se chama um fenômeno social que acontece quando as pessoas, em situação de perigo ou violência, não interferem nem oferecem ajuda à vítima.
Um episódio recente foi o estupro de uma mulher a bordo de um metrô da cidade da Filadélfia, nos Estados Unidos. Ela foi violentada durante 45 minutos e ninguém interferiu ou chamou a polícia. Mas algumas pessoas filmaram o crime.
O ‘Segue o Fio’ conversou com uma psicóloga para entender esse efeito. A psicóloga Hodilea Maura Silva afirma que falta as pessoas se colocarem no lugar do outro e reagirem.
“Diante de uma situação de risco, o cérebro trava. Luta ou fuga, eu paraliso ou saio correndo. O que acontece é que, quando a gente não se coloca no lugar do outro, vira espetáculo. Estamos em um lugar de espetáculo, porque esta acontecendo com ela, com ele e não comigo.”
Perguntada sobre o impacto das redes nesse efeito, a Hodilea explica que o celular não é um vilão, mas que é necessário ter atenção ao uso e como lidamos com as telas.
“O que norteia essas relações excessivas de telas e de você gravar é justamente é falta de empatia. Você está diante de uma situação de violência e no lugar de você ajudar aquela pessoa, você quer fazer parte daquele espetáculo, porque passa a ser um espetáculo e não mais um ato de violência. quando você tem empatia pelo outro, quando reconhece a dor do outro, você entende que o melhor a fazer é procurar ajuda. E é importante dizer que o uso do celular, da internet, não é um problema. O problema é como a gente usa isso. Quanto que isso afeta as nossas relações interpessoais.”
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Efeito espectador
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Fonte: G1 Mundo

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Rússia, China e Irã defendem colaboração com o Talibã no Afeganistão


Em nome da estabilidade na Ásia, países aceitam governo da facção islâmica, desde que o grupo aplique ‘políticas moderadas’ tanto dentro quanto fora do território afegão. Representantes do Talibã no Afeganistão participam de conferência em Moscou, na Rússia, nesta quarta (20)
Alexander Zemlianichenko/Pool/AFP
Rússia, China e Irã pediram nesta quarta-feira (20) para trabalhar com o novo governo talibã no Afeganistão para garantir a “estabilidade” da região, ameaçada pela atividade de grupos extremistas islâmicos e pelo risco de uma grave crise humanitária.
Uma delegação do Talibã está em Moscou para as primeiras negociações internacionais desde que o grupo assumiu o poder em agosto deste ano.
Uma dezena de países participa das discussões, incluindo China, Irã, Paquistão e países da Ásia Central, mas não os Estados Unidos.
Em uma declaração conjunta, os países participantes expressaram sua vontade de cooperar com o regime talibã em questões de segurança para “contribuir para a estabilidade regional”, dada a ameaça de “organizações terroristas” que pesa sobre o novo regime em Cabul.
“Qualquer compromisso futuro com o Afeganistão exige que se leve em consideração a nova realidade, a chegada ao poder dos talibãs”, afirmaram no comunicado conjunto.
O Afeganistão, exausto após décadas de guerra, enfrenta a dupla ameaça de uma grave crise humanitária e de segurança diante da atividade de grupos jihadistas, após a retirada das tropas americanas em agosto.
Conferência de doadores
Moscou, Pequim e Teerã exigiram que os talibãs apliquem “políticas moderadas”, tanto em casa quanto no exterior.
Eles também pediram que os novos líderes em Cabul adotem “políticas favoráveis aos países vizinhos do Afeganistão e trabalhem em prol da paz sustentável e da segurança e prosperidade a longo prazo”.
Além disso, reivindicaram a organização por parte da ONU de “uma conferência internacional de doadores” para evitar uma grave crise humanitária.
Segundo eles, o “peso” da reconstrução econômica deve recair sobre “os atores que estiveram no país durante os últimos 20 anos”, em uma referência clara aos países ocidentais que intervieram no conflito.
Sujeito a sanções internacionais, o Talibã não tem fundos para alimentar os bancos ou pagar salários.
Em outro comunicado, a diplomacia russa insistiu em seu pedido de formação de um governo “inclusivo” em Cabul, envolvendo outras tendências políticas além dos insurgentes.
O enviado do Kremlin para o Afeganistão, Zamir Kabulov, exortou o Talibã a cumprir seus compromissos de respeito aos direitos humanos e ao pluralismo político, com vistas a um eventual reconhecimento por parte da comunidade internacional.
A delegação afegã foi informada de que o reconhecimento “virá apenas se começar a responder à maioria das expectativas da comunidade internacional em relação aos direitos humanos e à representatividade” do regime, disse Zamir Kabulov a jornalistas.
No início das discussões em Moscou, o chefe da delegação talibã, o vice-primeiro-ministro Abdul Salam Hanafi, declarou que seu governo “já é representativo”.
Em outra declaração, Hanafi exortou a comunidade internacional a reconhecer o poder do Talibã e argumentou que “o isolamento do Afeganistão não é mais do interesse de nenhum lado”.
Temores de Moscou
No início das negociações, o ministro russo das Relações Exteriores, Sergei Lavrov, destacou que “vários grupos terroristas, em primeiro lugar o Estado Islâmico e a Al-Qaeda, buscam tirar vantagem” da instabilidade do país.
“Há um risco real de que as atividades terroristas e o tráfico de drogas […] se espalhem para os territórios dos países vizinhos”, acrescentou.
As ex-repúblicas soviéticas (Tajiquistão, Uzbequistão, Quirguistão e Turcomenistão) são aliadas próximas de Moscou.
“Reconhecemos os esforços lançados para estabilizar a situação política e militar”, enfatizou Lavrov.
O Talibã vê a reunião como um reforço da “estatura” do novo governo afegão, segundo Zabihullah Mujahid.
Para a Rússia, entretanto, representa uma oportunidade de fortalecer sua posição como potência regional na Ásia Central. Seu objetivo é estabilizar a situação política e militar, com um governo “inclusivo” que apazigue os grupos jihadistas.
Desde o seu retorno ao poder em agosto, o Talibã tem enfrentado a ameaça de grupos ainda mais radicais, principalmente o Estado Islâmico-Khorasan (EI-K), que cometeu vários ataques mortais.
A situação atual não é estranha para a Rússia, após a invasão soviética de 1979 a 1989, que marcou o início de décadas de guerras no Afeganistão.
Russos, turcos, iranianos, europeus — todos querem evitar uma crise de refugiados. Lavrov indicou na quarta-feira que os jihadistas poderiam “se esconder nos fluxos migratórios”.

Fonte: G1 Mundo

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O homem condenado por matar mulher com picadas de cobra na Índia


Um homem de 28 anos matou a mulher usando uma naja indiana — uma das serpentes mais venenosas do mundo. Suraj Kumar foi condenado por matar a esposa, Uthra, com uma picada de naja
Reprodução via BBC
Um indiano foi condenado a uma pena rara de prisão perpétua dupla por matar a mulher ao fazer uma cobra venenosa picá-la.
Os jornalistas da BBC Soutik Biswas e Ashraf Padanna reconstituíram os acontecimentos que levaram ao terrível caso de feminicídio.
Em abril do ano passado, Suraj Kumar, de 28 anos, pagou 7 mil rúpias (cerca de R$ 508) por uma naja indiana, um dos répteis mais venenosos do mundo.
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O comércio de cobras é ilegal na Índia, então Suraj efetuou a compra clandestina de um apanhador de serpentes, Suresh Kumar, no estado de Kerala, no sul do país.
Ele fez um buraco em um recipiente de plástico para que o ar entrasse, colocou a cobra dentro e levou para casa.
Treze dias depois, Suraj colocou o recipiente em uma sacola e foi até a casa dos sogros, a cerca de 44 km de distância, onde sua esposa, Uthra, estava se recuperando de uma misteriosa picada de cobra.
Uma víbora-de-russell — serpente cor de terra altamente venenosa responsável por milhares de mortes na Índia todos os anos — havia mordido sua perna enquanto ela estava em casa.
Uthra foi submetida a três cirurgias para tratar a perna afetada ao longo de 52 dias internada no hospital.
Na noite de 6 de maio, dizem os investigadores, Suraj ofereceu a Uthra um copo de suco de fruta misturado com sedativos.
CASO NAJA
Um ano após ataque de serpente, caso ainda não foi julgado
Naja de Brasília agora é do Butantan
Ela bebeu e pegou no sono logo depois. Suraj pegou então o recipiente com a naja, virou de cabeça para baixo e deixou a cobra de 152 cm cair em sua esposa adormecida.
Mas, em vez de atacá-la, a cobra rastejou para longe. Suraj pegou então a serpente e jogou em Uthra, só que mais uma vez o animal se afastou dela.
Suraj fez uma terceira tentativa — ele segurou o réptil pelo “capuz”, que é sua marca registrada, e pressionou sua cabeça perto do braço esquerdo de Uthra.
Agitada, a naja a mordeu duas vezes, usando as presas na frente da boca. Em seguida, rastejou para uma prateleira no quarto e ficou lá a noite toda.
Investigação
“As najas não mordem a menos que você as provoque. Suraj teve que pegá-la pelo capuz e forçá-la a morder sua esposa”, diz o herpetólogo Mavish Kumar.
Na sequência, Suraj lavou o copo de suco, destruiu o galho que usou para manipular a cobra e apagou os registros de chamadas de seu celular, de acordo com os investigadores.
Quando a mãe de Uthra entrou no quarto na manhã seguinte, ela disse à polícia que viu a filha deitada na cama com “a boca aberta e a mão esquerda pendendo para um lado”.
Ela contou que Suraj também estava no quarto.
“Por que você não checou se ela estava acordada?”, Manimekhala Vijayan perguntou ao genro.
“Eu não queria perturbar o sono dela”, Suraj respondeu.
A família levou Uthra às pressas para o hospital, onde os médicos a declararam morta por envenenamento e chamaram a polícia.
O relatório da autópsia revelou dois pares de feridas de perfuração, com menos de uma polegada de distância, em seu antebraço esquerdo.
Amostras de sangue e vísceras indicaram a presença de veneno de naja e medicamentos sedativos. O veneno da naja pode matar em questão de horas, paralisando os músculos respiratórios.
Com base em uma denúncia dos pais de Uthra, a polícia prendeu Suraj em 24 de maio por relação com a morte incomum de sua esposa.
Após 78 dias de investigação, o julgamento começou — com acusações que se estendiam por mais de 1 mil páginas.
Mais de 90 pessoas, incluindo herpetólogos e médicos, testemunharam.
Reconstituição do crime
A acusação construiu seu caso com base nos registros de chamadas de Suraj, histórico de internet, a naja morta exumada do jardim dos fundos, um estoque de sedativos encontrado no carro da família e evidências de que ele comprou não uma, mas duas serpentes.
Os investigadores descobriram que Suraj também comprou a víbora-de-russell que havia mordido Uthra meses antes de ela morrer.
Suresh, o apanhador de cobras, confessou ter vendido as duas serpentes para Suraj.
Um herpetólogo disse ao tribunal que era altamente improvável que uma naja entrasse no quarto do casal por uma janela alta.
A cena do crime foi recriada, usando uma naja viva, um domador de serpentes e um manequim representando a vítima em uma cama.
“As najas não são muito ativas à noite. Cada vez que soltávamos uma cobra no manequim inerte, ela rastejava para o chão e ia para um canto escuro da sala”, conta Mavish Kumar.
“Mesmo quando provocamos a naja, ela não tentou morder.”
Ele então pegou o pescoço da naja e “induziu” a picada em um pedaço de frango amarrado na mão de plástico do manequim. A distância entre as mordidas foi a mesma em Uthra.
“Este é um caso de uxoricídio (assassinato da esposa pelo marido) diabólico e medonho”, destacou o juiz M. Manoj, que sentenciou Suraj à prisão perpétua no início deste mês.
Segundo ele, Suraj planejou matar Uthra sem “causar suspeitas” e “disfarçar como uma morte por mordida acidental de naja”.
Os investigadores descobriram que a picada de naja foi a terceira tentativa de Suraj em quatro meses de matar Uthra.
Suraj, que trabalhava como cobrador de dívidas para um banco local, conheceu o apanhador de serpentes Suresh em fevereiro do ano passado e comprou a víbora dele por 10 mil rúpias (aproximadamente R$ 726).
Ele havia levado a cobra para casa em um recipiente de plástico e a escondeu embaixo de uma pilha de lenha em um galpão.
Em 27 de fevereiro, Suraj soltou a cobra no corredor do primeiro andar da casa e pediu à esposa que subisse para buscar seu telefone celular.
Uthra viu a víbora enrolada no chão de mármore e deu o alerta, contou sua mãe à polícia.
Suraj apareceu, pegou a cobra com um galho e saiu de casa. Ele então a colocou de volta no recipiente.
Na noite de 2 de março, Suraj tentou novamente. Ele misturou sedativos na sobremesa da esposa, e soltou a víbora no quarto enquanto ela dormia.
Minutos depois, dizem os investigadores, Uthra acordou gritando de dor. A cobra a havia mordido na perna direita, e depois disso Suraj a jogou pela janela.
“Casos de picadas de cobra são comuns em Kerala, então não suspeitamos de nenhum crime aqui”, disse Vijayasenan Vidhyadharan, pai de Uthra.
Cerca de 60 mil pessoas morrem de picadas de cobra na Índia todos os anos.
Demorou mais de duas horas naquela noite até encontrarem um hospital que oferecia tratamento intensivo. Uthra estava sofrendo de inchaço e hemorragia.
Três cirurgias para transplante de pele depois, ela teve alta do hospital e foi para a casa de dois andares dos pais em um vilarejo verdejante em Kollam para descansar.
Suraj permaneceu com o filho e seus pais em sua casa em Pathanamthitta.
“Enquanto a esposa estava no hospital, Suraj estava buscando na internet sobre como manusear cobras e aprendendo sobre o veneno de cobras”, disse Anoop Krishna, um dos investigadores.
Ele também pediu a Suresh Kumar que entrasse em contato com ele quando capturasse outra cobra venenosa.
Os investigadores dizem que Suraj estava planejando o assassinato da esposa desde o nascimento de seu filho, Dhruv, em 2019.
O histórico na internet revelou que ele pesquisou cobras venenosas no Google e assistiu a vídeos sobre cobras no YouTube, incluindo um canal de um domador de serpentes conhecido localmente.
Um de seus vídeos mais populares é sobre a “perigosa e agressiva víbora-de-russell”.
Suraj também disse a seus amigos que sua esposa era “assombrada pela maldição de uma serpente” em seus sonhos, nos quais “ela estava destinada a morrer por picada de cobra”.
O pai de Suraj era um motorista de auto-riquixá (veículo de três rodas popular no país) e sua mãe, uma dona de casa.
Dois anos atrás, usando os serviços de um corretor matrimonial, ele conheceu e se casou com Uthra, que era três anos mais jovem que ele.
Ele aceitou um dote de 768 gramas de ouro, um sedã Suzuki e 400 mil rúpias (cerca de R$ 29 mil) em dinheiro.
Também recebia 8 mil rúpias (aproximadamente R$ 585) por mês dos pais dela “para cuidar da filha deles”, que tinha dificuldades de aprendizagem.
Os investigadores dizem que Suraj começou a assediá-la para obter mais dinheiro dos pais (o pai de Uthra é um comerciante de borracha e sua mãe, uma diretora de escola aposentada) para pagar por uma reforma na casa e financiar os estudos de sua irmã.
“Ele estava determinado a matá-la, pegar seu dinheiro e se casar com outra mulher. Ele planejou tudo meticulosamente e teve sucesso na terceira tentativa”, disse Apukuttan Ashok, o principal investigador do caso.
Quando o juiz anunciou a pena de prisão perpétua, Suraj aparentemente “não mostrou remorso”, afirmou o promotor público Mohanraj Gopalakrishnan.
“Este é um marco nas investigações policiais na Índia, em que os promotores puderam provar de forma decisiva que um animal foi usado como arma de um homicídio.”
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Fonte: G1 Mundo

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Passageiros que filmaram e não impediram estupro em metrô nos EUA não devem ser acusados


Pessoas que usaram celulares para gravar o crime em vez de pedir ajuda poderiam responder criminalmente pela omissão, mas gabinete de procurador diz que ‘não há expectativa de que sejam feitas acusações’. Caso aconteceu na Filadélfia e chocou autoridades. Chrystale Hooper, da Autoridade de Transporte do Sudeste da Pensilvânia (SEPTA), demonstra a jornalistas as caixas de emergência em trens e como fazer para contatar a polícia através delas, durante entrevista coletiva na Filadélfia, na segunda-feira (18)
Tom Gralish/The Philadelphia Inquirer via AP
Os passageiros que testemunharam, mas não ajudaram a vítima de um estupro dentro um vagão do metrô em Filadélfia, no dia 13 de outubro (leia mais abaixo), dificilmente serão responsabilizados criminalmente por sua omissão.
Eles poderiam ser acusados, segundo Timothy Bernhardt, superintendente do Departamento de Polícia de Upper Darby, caso tenham realmente filmado o ato. Segundo relatos, muitos estavam apontando seus celulares para o criminoso – e ninguém usou seu telefone para chamar por socorro.
Apenas quando um funcionário da companhia que opera os trens entrou no vagão – mais de 45 minutos após o início do ataque – ele acionou a polícia e o agressor foi detido. A vítima foi encaminhada a um hospital.
Estupro em metrô na Filadélfia seria evitado se passageiros tivessem usado celular para pedir ajuda em vez de gravar, diz polícia
“Estou chocado com aqueles que não fizeram nada para ajudar esta mulher”, disse Bernhardt ao “New York Times”. Ele explicou, porém, que a decisão sobre acusar formalmente as testemunhas omissas cabe ao gabinete do procurador distrital do condado de Delaware, ao final da investigação.
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Homem é preso ao assento com fita adesiva após agredir comissários em voo nos EUA; veja VÍDEO
Mas o próprio superintendente reconhece que seria “muito difícil” conseguir as acusações. Questionado pela BBC, o gabinete do procurador respondeu, através de um porta-voz, que “no momento, não há expectativa de que sejam feitas acusações contra quaisquer passageiros”.
Entre os motivos estariam o fato de que, em diversos estados nos EUA, testemunhas não são obrigadas por lei a intervir.
Ninguém interveio
A gerente geral da Autoridade de Transporte do Sudeste da Pensilvânia (SEPTA), Leslie Richards, durante entrevista coletiva, na Filadélfia, na segunda-feira (18)
Tom Gralish/The Philadelphia Inquirer via AP
O estupro aconteceu pouco depois das 21 horas do dia 13 de outubro em um trem operado pela Autoridade de Transporte do Sudeste da Pensilvânia (Septa), que opera transporte público dentro e nos arredores da Filadélfia.
“Havia outras pessoas no trem que testemunharam esse ato horrível, e ele poderia ter sido interrompido mais cedo se um passageiro ligasse para o 911”, disse o porta-voz do SEPTA, John Golden, em um comunicado enviado por e-mail à agência Reuters.
O vídeo de vigilância do vagão mostrou que a mulher tentou repelir seu agressor, empurrando-o repetidamente enquanto ele inicialmente a apalpava e, por fim, a agredia sexualmente.
Durante o incidente de mais de 45 minutos, outros passageiros apontaram seus telefones celulares para o agressor, mas ninguém interveio.
O agressor é Fiston Ngoy, de 35 anos, que enfrenta acusações de estupro, desvio involuntário de relações sexuais, agressão sexual e outros crimes. Ngoy, que listou seu endereço mais recente como um abrigo para sem-teto na Filadélfia, foi detido sob fiança de US$ 18 mil (cerca de R$ 100 mil) e tem uma audiência agendada para 25 de outubro, informou a mídia local.
Ngoy afirma que o encontro foi consensual, mas a mulher nega.
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Fonte: G1 Mundo

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Restos mortais são encontrados em parque na Flórida durante as buscas por noivo de Gabby Petito, diz TV


Brian Laundrie está desaparecido há pelo menos cinco semanas; ele não é acusado pelo homicídio de Petito, mas é identificado como ‘pessoa de interesse’ pelas autoridades. Gabby Petito e namorado Brian Laundrie durante viagem nos EUA em foto de fevereiro de 2021
Reprodução/Instagram
Autoridades encontraram nesta quarta-feira (20) restos mortais de um cadáver em uma área de mata de um parque na Flórida durante as buscas de Brian Laundrie, noivo da influencer morta Gabby Petito e que está desaparecido desde a morte da jovem. A informação é da NBC.
Não há confirmação de que o corpo seja de Laundrie. Mais cedo, polícia da Flórida afirmou ter encontrado objetos pertencentes ao noivo da influencer.
A influenciadora foi estrangulada de três a quatro semanas antes de seu corpo ser encontrado, segundo o chefe do departamento legista do condado de Teton, Brent Blue.
Laundrie é tratado pela polícia como “pessoa de interesse” (termo usado nos EUA para designar um suspeito ou uma pessoa que possa ter relação com a investigação).
Sem acusação de homicídio, ele é investigado por ter usado o cartão de débito de Petito após sua morte, o que é considerado fraude. Por este crime, ele pode ser detido pela polícia quando for encontrado.
A polícia não especificou que tipo de material foi encontrado na reserva natural de Myakkahatchee Creek, onde estão concentradas as buscas por Laundrie (leia mais adiante nesta reportagem).
Homenagem à influenciadora Gabby Petito
AP Photo/Eduardo Munoz Alvarez
‘Lixo’
A mãe de Gabby Petito chamou de “lixo” o comunicado divulgado na semana passada pela família do namorado da filha, Brian Laundrie, após a divulgação da causa da morte da influencer.
Em nota divulgada pelo advogado da família Laundrie, eles reforçam que Brian – que está desaparecido – é acusado de fraude, mas que não há nenhuma acusação de homicídio.
“As palavras são lixo”, disse Nichole Schmidt a um jornalista da emissora americana WFAL, afiliada da rede NBC.
Relatório aponta estrangulamento
Gabby Petito, em imagem de 2019 publicada em seu perfil em uma rede social
Reprodução/Instagram
O legista Brent Blue acrescentou que o corpo foi deixado “na natureza” durante esse período, mas — sem poder revelar detalhes por causa da legislação local — não respondeu se estava enterrado ou exposto e se sofreu algum impacto do ambiente ou de ataques de animais. O legista também não disse se havia ferimentos ou lesões que indicassem agressões.
Pouco depois de confirmar que o corpo localizado no Parque Nacional Grand Teton, em Wyoming, no dia 19 de setembro, era de Petito, as autoridades afirmaram que a perícia inicial já indicava que ela havia sido assassinada, mas não informaram de que maneira.
Familiares e amigos participam de funeral da influencer Gabby Petito, encontrada morta em um parque nacional
Reuters/Jeenah Moon
Brian Laundrie: o que se sabe sobre o namorado da influencer encontrada morta
Brian Laundrie, noivo de Petito, continua desaparecido e sendo procurado. Ele não foi acusado formalmente pela morte da influencer, mas foi indiciado em 23 de setembro porque teria usado o cartão de débito pessoal da jovem após seu desaparecimento, o que é ilegal.
A morte dela causou enorme comoção nos EUA. Ela e o noivo, Brian Laundrie, estavam viajando pelo país em uma van, o que a tornou bastante conhecida nas redes sociais (veja no vídeo abaixo).
Gabby Petito: sumiço e morte de influenciadora causam comoção nos EUA
Entenda o caso
Petito deixou o emprego em julho para viajar e documentava a viagem principalmente no Instagram. Um vídeo publicado no YouTube, em que ela e Laundrie aparecem sorrindo, se beijando e correndo na praia, já foi visto mais de 2,3 milhões de vezes.
A influenciadora digital estava desaparecida desde o dia 11, e seu corpo foi encontrado no dia 19 no Parque Nacional Grand Teton, no estado de Wyoming. Seus pais procuraram a polícia depois que ela não respondeu a ligações nem mensagens de texto por vários dias.
Familiares e amigos participaram neste domingo (26) do funeral da influencer Gabby Petito, encontrada morta no Parque Nacional Grand Teton, no estado de Wyoming
REUTERS/Jeenah Moon
Laundrie, de 23 anos, teria sido visto pela última vez no estado americano da Flórida. Segundo seus pais, ele saiu de casa sem levar sua carteira e seu celular, e eles temiam que ele fizesse algo contra si mesmo.
“Embora o mandado permita que a polícia prenda o senhor Laundrie, o FBI continua investigando os fatos e as circunstâncias do homicídio da senhora Petito”, disse em nota a polícia federal americana.
Com o indiciamento pela fraude no cartão de débito, Laundrie, que não responde pela morte de Petito, poderá ser preso por qualquer agente policial caso seja encontrado.
Laundrie havia voltado sozinho para casa no dia 1º, sem falar sobre o paradeiro de Petito, e saiu de casa de novo dias depois, dizendo que ia fazer uma trilha na reserva Carlton (veja mais abaixo).
Brian Laundrie e Gabby Petito
Reprodução / Redes Sociais
As buscas na Flórida
Autoridades não disseram por que estão convencidas de que Laundrie ainda pode estar dentro da reserva natural, que tem mais de 9,7 mil hectares e fica perto da casa da sua família em North Port. O pai dele chegou a participar das buscas no local durante os primeiros dias e seus parentes forneceram itens do jovem para obtenção de DNA, a pedido da polícia.
A influenciadora Gabby Petito, cujo corpo foi encontrado nos Estados Unidos em um parque em Wyoming
Reprodução/Redes sociais
A polícia de North Port diz que os pais dele não relataram seu desaparecimento até o dia 14, três dias depois que a família o viu pela última vez.
Ele disse aos parentes que ia fazer uma caminhada sozinho na reserva, que tem mais de 128 km de trilhas e é dominada por águas pantanosas. Brian estaria muito estressado pela pressão após o desaparecimento de Gabby, mesmo não tendo sofrido nenhuma acusação oficial, segundo seus pais.
Buscas por noivo de Gabby Petito contam com ajuda de cães farejadores
A casa da família Laundrie em North Port foi alvo de buscas, e policiais foram vistos carregando caixas de papelão em uma van e apreendendo um Ford Mustang prata.
Viagem pelos EUA e desaparecimento
Petito e Laundrie deixaram o estado de Nova York, onde moravam, em julho. Eles viajaram em uma van postando fotos nas redes sociais enquanto viajavam por Kansas, Colorado e Utah.
Testemunhas viram Petito pela última vez em 24 de agosto, quando ela deixou um hotel em Salt Lake City, e ela postou sua última foto no dia seguinte.
Americanos fazem vigília após a morte da influencer Gabby Petito
A última mensagem do telefone de Petito para a sua mãe, Nicole Schmidt, foi em 30 de agosto — e a polícia desconfia de seu conteúdo.
Ela dizia apenas: “Nenhum serviço em Yosemite”, um parque nacional na Califórnia, na Costa Oeste dos EUA, que Petito e Laundrie não visitaram durante a viagem.
Ligação para o 911
Em 12 de agosto, uma pessoa ligou para o 911 relatando que Laundrie estava batendo em Petito na frente da Moonflower Community Cooperative em Moab, no estado de Utah.
Novo vídeo mostra que Gabby Petito falou da briga que teve com o namorado a policiais
A polícia de Moab parou o casal em uma rodovia perto do Parque Nacional Arches.
A filmagem da câmera corporal do agente mostra Petito soluçando enquanto descreve uma briga do casal, em que ela disse ter levado um tapa de Laundrie enquanto ele dirigia a van.
Os policiais não tomaram nenhuma atitude e apenas recomendaram que os dois passassem a noite separados.
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FBI diz que perícia inicial confirma que Gabby Petito foi assassinada

Fonte: G1 Mundo

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Gabby Petito: polícia diz ter encontrado objetos pertencentes ao noivo da influencer em parque da Flórida


Brian Laundrie está desaparecido há pelo menos cinco semanas; ele não é acusado pelo homicídio de Petito, mas é identificado como ‘pessoa de interesse’ pelas autoridades. Gabby Petito e namorado Brian Laundrie durante viagem nos EUA em foto de fevereiro de 2021
Reprodução/Instagram
A polícia da Flórida afirmou nesta quarta-feira (20) ter encontrado objetos pertencentes ao noivo da influencer Gabby Petito em um parque da Flórida. Brian Laundrie está desaparecido desde a morte da jovem.
A influenciadora foi estrangulada de três a quatro semanas antes de seu corpo ser encontrado, segundo o chefe do departamento legista do condado de Teton, Brent Blue.
Laundrie é tratado pela polícia como “pessoa de interesse” (termo usado nos EUA para designar um suspeito ou uma pessoa que possa ter relação com a investigação).
Sem acusação de homicídio, ele é investigado por ter usado o cartão de débito de Petito após sua morte, o que é considerado fraude. Por este crime, ele pode ser detido pela polícia quando for encontrado.
A polícia não especificou que tipo de material foi encontrado na reserva natural de Myakkahatchee Creek, onde estão concentradas as buscas por Laundrie (leia mais adiante nesta reportagem).
Homenagem à influenciadora Gabby Petito
AP Photo/Eduardo Munoz Alvarez
‘Lixo’
A mãe de Gabby Petito chamou de “lixo” o comunicado divulgado na semana passada pela família do namorado da filha, Brian Laundrie, após a divulgação da causa da morte da influencer.
Em nota divulgada pelo advogado da família Laundrie, eles reforçam que Brian – que está desaparecido – é acusado de fraude, mas que não há nenhuma acusação de homicídio.
“As palavras são lixo”, disse Nichole Schmidt a um jornalista da emissora americana WFAL, afiliada da rede NBC.
Relatório aponta estrangulamento
Gabby Petito, em imagem de 2019 publicada em seu perfil em uma rede social
Reprodução/Instagram
O legista Brent Blue acrescentou que o corpo foi deixado “na natureza” durante esse período, mas — sem poder revelar detalhes por causa da legislação local — não respondeu se estava enterrado ou exposto e se sofreu algum impacto do ambiente ou de ataques de animais. O legista também não disse se havia ferimentos ou lesões que indicassem agressões.
Pouco depois de confirmar que o corpo localizado no Parque Nacional Grand Teton, em Wyoming, no dia 19 de setembro, era de Petito, as autoridades afirmaram que a perícia inicial já indicava que ela havia sido assassinada, mas não informaram de que maneira.
Familiares e amigos participam de funeral da influencer Gabby Petito, encontrada morta em um parque nacional
Reuters/Jeenah Moon
Brian Laundrie: o que se sabe sobre o namorado da influencer encontrada morta
Brian Laundrie, noivo de Petito, continua desaparecido e sendo procurado. Ele não foi acusado formalmente pela morte da influencer, mas foi indiciado em 23 de setembro porque teria usado o cartão de débito pessoal da jovem após seu desaparecimento, o que é ilegal.
A morte dela causou enorme comoção nos EUA. Ela e o noivo, Brian Laundrie, estavam viajando pelo país em uma van, o que a tornou bastante conhecida nas redes sociais (veja no vídeo abaixo).
Gabby Petito: sumiço e morte de influenciadora causam comoção nos EUA
Entenda o caso
Petito deixou o emprego em julho para viajar e documentava a viagem principalmente no Instagram. Um vídeo publicado no YouTube, em que ela e Laundrie aparecem sorrindo, se beijando e correndo na praia, já foi visto mais de 2,3 milhões de vezes.
A influenciadora digital estava desaparecida desde o dia 11, e seu corpo foi encontrado no dia 19 no Parque Nacional Grand Teton, no estado de Wyoming. Seus pais procuraram a polícia depois que ela não respondeu a ligações nem mensagens de texto por vários dias.
Familiares e amigos participaram neste domingo (26) do funeral da influencer Gabby Petito, encontrada morta no Parque Nacional Grand Teton, no estado de Wyoming
REUTERS/Jeenah Moon
Laundrie, de 23 anos, teria sido visto pela última vez no estado americano da Flórida. Segundo seus pais, ele saiu de casa sem levar sua carteira e seu celular, e eles temiam que ele fizesse algo contra si mesmo.
“Embora o mandado permita que a polícia prenda o senhor Laundrie, o FBI continua investigando os fatos e as circunstâncias do homicídio da senhora Petito”, disse em nota a polícia federal americana.
Com o indiciamento pela fraude no cartão de débito, Laundrie, que não responde pela morte de Petito, poderá ser preso por qualquer agente policial caso seja encontrado.
Laundrie havia voltado sozinho para casa no dia 1º, sem falar sobre o paradeiro de Petito, e saiu de casa de novo dias depois, dizendo que ia fazer uma trilha na reserva Carlton (veja mais abaixo).
Brian Laundrie e Gabby Petito
Reprodução / Redes Sociais
As buscas na Flórida
Autoridades não disseram por que estão convencidas de que Laundrie ainda pode estar dentro da reserva natural, que tem mais de 9,7 mil hectares e fica perto da casa da sua família em North Port. O pai dele chegou a participar das buscas no local durante os primeiros dias e seus parentes forneceram itens do jovem para obtenção de DNA, a pedido da polícia.
A influenciadora Gabby Petito, cujo corpo foi encontrado nos Estados Unidos em um parque em Wyoming
Reprodução/Redes sociais
A polícia de North Port diz que os pais dele não relataram seu desaparecimento até o dia 14, três dias depois que a família o viu pela última vez.
Ele disse aos parentes que ia fazer uma caminhada sozinho na reserva, que tem mais de 128 km de trilhas e é dominada por águas pantanosas. Brian estaria muito estressado pela pressão após o desaparecimento de Gabby, mesmo não tendo sofrido nenhuma acusação oficial, segundo seus pais.
Buscas por noivo de Gabby Petito contam com ajuda de cães farejadores
A casa da família Laundrie em North Port foi alvo de buscas, e policiais foram vistos carregando caixas de papelão em uma van e apreendendo um Ford Mustang prata.
Viagem pelos EUA e desaparecimento
Petito e Laundrie deixaram o estado de Nova York, onde moravam, em julho. Eles viajaram em uma van postando fotos nas redes sociais enquanto viajavam por Kansas, Colorado e Utah.
Testemunhas viram Petito pela última vez em 24 de agosto, quando ela deixou um hotel em Salt Lake City, e ela postou sua última foto no dia seguinte.
Americanos fazem vigília após a morte da influencer Gabby Petito
A última mensagem do telefone de Petito para a sua mãe, Nicole Schmidt, foi em 30 de agosto — e a polícia desconfia de seu conteúdo.
Ela dizia apenas: “Nenhum serviço em Yosemite”, um parque nacional na Califórnia, na Costa Oeste dos EUA, que Petito e Laundrie não visitaram durante a viagem.
Ligação para o 911
Em 12 de agosto, uma pessoa ligou para o 911 relatando que Laundrie estava batendo em Petito na frente da Moonflower Community Cooperative em Moab, no estado de Utah.
Novo vídeo mostra que Gabby Petito falou da briga que teve com o namorado a policiais
A polícia de Moab parou o casal em uma rodovia perto do Parque Nacional Arches.
A filmagem da câmera corporal do agente mostra Petito soluçando enquanto descreve uma briga do casal, em que ela disse ter levado um tapa de Laundrie enquanto ele dirigia a van.
Os policiais não tomaram nenhuma atitude e apenas recomendaram que os dois passassem a noite separados.
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Fonte: G1 Mundo

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Prisões de imigrantes na fronteira dos EUA com o México batem recorde histórico em 2021


O presidente dos EUA, Joe Biden, tem enfrentando uma grave crise migratória no começo do seu governo, com milhões de pessoas sem documentos tentando entrar no país. Agente da patrulha de fronteira dos EUA tenta impedir imigrante haitiano de chegar ao território americano em 19 de setembro de 2021
Paul Ratje/AFP
As autoridades dos Estados Unidos detiveram mais de 1,7 milhão de imigrantes ao longo da fronteira com o México durante o ano fiscal de 2021, que terminou em setembro, revelou nesta quarta-feira (20) o jornal “The Washington Post”.
As prisões feitas pela patrulha americana de fronteira atingiram os níveis mais altos já registrados, segundo dados da Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA revelados pelo jornal.
As tentativas de entrar no país sem documento começaram a aumentar já em 2020 e dispararam neste ano, após a posse do presidente Joe Biden. Mais de 200 mil pessoas foram detidas apenas em julho e agosto.
Segundo o jornal, os dados serão divulgados oficialmente no fim de semana.
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Crise migratória
Biden tem enfrentando uma crise de imigração no começo do seu governo, com milhões de pessoas tentando entrar no país pela fronteira com o México.
A esperança dos imigrantes da América Latina, incluindo brasileiros, era que o novo governo fosse menos agressivo do que o anterior, do ex-presidente Donald Trump, que tinha uma retórica agressiva e duras medidas contra a imigração ilegal.
Mas o governo democrata tem mantido, em parte, a política do governo anterior — o que levou Biden a ser duramente criticado por aliados e determinar a deportação de imigrantes sem documentos apenas se eles representarem uma ameaça à segurança do país.
Em meio à crise migratória, o governo do México vai, por exemplo, voltar a exigir vistos para brasileiros. A medida visa desestimular a ida ao país de brasileiros que tentam entrar nos EUA sem documentos.
VÍDEOS: as últimas notícias internacionais

Fonte: G1 Mundo

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Rumeysa Gelgi, a mulher mais alta do mundo: o que é a síndrome de Weaver, que a deixou tão alta


O Livro de Recordes do Guinness confirmou que Rumeysa Gelgi, da Turquia, é a mulher viva mais alta do mundo. Rumeysa Gelgi tem 2,15 metros de altura e é a mulher mais alta do mundo
GUINNESS WORLD RECORDS / PA
Rumeysa Gelgi é uma turca de 24 anos com 2,15 metros de altura e foi confirmada pelo Livro de Recordes do Guinness como a mulher mais alta do mundo.
Gelgi sofre da síndrome de Weaver, uma condição rara que acelera o crescimento. Ao longo dos anos ela foi vítima de preconceito, mas afirma que o recente reconhecimento tem sido motivo de orgulho, pois a faz se sentir especial.
“Quando criança, tive que lidar com bullying. Não foi fácil desenvolver minha autoestima durante aqueles anos. Mas a verdade é que sempre me senti única graças à atitude positiva que meus pais me incutiram”. ela disse à BBC.
Aos 18 anos, Gelgi detinha o recorde de adolescente mais alta do mundo.
Desde então, ela tem usado sua fama para aumentar a consciência pública sobre a vida de pessoas com doenças raras como a dela.
“Tenho muito orgulho de ser especial. Nunca pensei que isso fosse acontecer comigo quando criança. É mais do que um sonho que se tornou realidade e estou muito feliz por ter tornado minha condição algo pelo qual devo agradecer.”
Síndrome de Weaver
Uma rara mutação genética fez com que Rumeysa Gelgi se tornasse a mulher mais alta do mundo
PA MEDIA
A estatura extraordinária de Gelgi é causada por uma mutação genética muito rara chamada síndrome de Weaver. Apenas 50 casos como o dela foram descritos na literatura médica.
É um distúrbio multissistêmico caracterizado por estatura alta, uma aparência facial típica com hipertelorismo ocular (o aumento da distância entre as pupilas), orelhas grandes e carnudas e retrognatismo do queixo (posicionamento atípico da mandíbula, que dá a impressão de a pessoa ter um queixo pequeno) ou sobremordida.
A condição também traz consigo graves deficiências físicas, como escoliose, falta de músculos e problemas de equilíbrio.
“Ela afeta minha mobilidade, minha saúde e minha aparência. Basicamente, todos os aspectos da minha vida”, disse Rumeysa Gelgi à BBC.
Ela costuma andar em uma cadeira de rodas, mas às vezes pode sentar-se e movimentar-se por curtos períodos de tempo com a ajuda de um andador.
“Sempre quis ter uma vida independente e mais bem-sucedida possível. É difícil ser independente devido à minha condição, mas tento viver o mais independentemente possível”, explicou.
Gelgi geralmente anda em cadeira de rodas
Reuters
“Uma inspiração”
Ela é programadora e acaba de concluir seu treinamento profissional. Em breve começará a trabalhar, e diz que pretende “construir uma carreira de sucesso”.
“Cada desvantagem pode se transformar em uma vantagem se você se aceitar como é, conhecer seu potencial e fizer o melhor”, disse ela em um comunicado publicado pelo Guinness Book.
Embora ela reconheça que se sente desconfortável quando estranhos a encaram, Gelgi conta que a maioria das pessoas manifesta apoio e simpatia.
Sua mensagem é que “não há problema em se destacar” e ela espera poder inspirar outras pessoas a se orgulharem de ser diferentes.
Curiosamente, o homem mais alto do mundo atualmente também vem da Turquia. Sultan Kösen tem 2 metros e 51 centímetros de altura.
O Guinness Book afirma que o fato de o homem e a mulher mais altos virem do mesmo país é um “acontecimento raro”.
Gelgi diz que está interessada em conhecer seu homólogo masculino.
Craig Glenday, editor-chefe do Guinness Book of Records disse: “É uma honra receber Rumeysa novamente no livro dos recordes.”
“Seu espírito indomado e orgulho em se destacar da multidão é uma inspiração.”
Guinness Book divulga recordes bizarros da edição 2022

Fonte: G1 Mundo