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Autor do massacre em escola de Parkland, na Flórida, se declara culpado


Nikolas Cruz assumiu culpa pela morte de 17 pessoas, entre alunos e funcionários, em 2018. Ele pediu desculpas pelos seus atos. Júri ainda vai definir se ele terá pena de morte ou prisão perpétua sem direito a condicional. Nikolas Cruz durante audiência em que se declarou culpado pelo massacre no colégio de Parkland, na Flórida
Amy Beth Bennett/Reuters
Nikolas Cruz, autor do massacre num colégio em Parkland, na Flórida, que deixou 17 mortos em 2018, se declarou culpado de assassinato nesta quarta-feira (20).
O assassino, agora com 23 anos, falou numa audiência no tribunal com a presença de vários parentes das vítimas depois de responder a uma longa lista de perguntas da juíza Elizabeth Scherer com o objetivo de confirmar sua capacidade mental.
Ele enfrenta 17 acusações de assassinato e 17 de tentativas de homicídio pelo ataque à escola de ensino médio Marjory Stoneman Douglas, localizada nos arredores de Fort Lauderdale.
Um julgamento voltado apenas a definir a pena determinará se Cruz receberá a sentença de morte ou prisão perpétua sem liberdade condicional. A juíza deve começar a selecionar os jurados no mês que vem, na esperança de que os depoimentos possam começar em janeiro.
Enquanto vários pais balançavam a cabeça, Cruz se desculpou, dizendo: “Sinto muito pelo que fiz. … às vezes não consigo viver comigo mesmo”. Ele também acrescentou que gostaria que dependesse dos sobreviventes determinar se ele vive ou morre.
Vários pais e outros parentes das vítimas começaram a chorar enquanto ouviam a audiência por teleconferência.
Os advogados de Cruz já haviam anunciado sua intenção de se declarar culpado durante uma audiência na semana passada.
Fred Guttenberg, cuja filha de 14 anos morreu no tiroteio, disse que visitou seu túmulo esta semana para pedir-lhe forças para passar pela audiência desta quarta.
“Ela era a pessoa mais forte e sábia que já conheci”, disse ele. “Minha filha sempre quis o que era certo. Minha filha desprezava quem praticava bullying e se colocava no meio de alguém sendo intimidado para fazer parar. ”
Morte ou perpétua
A confissão de culpa abre caminho a um julgamento de pena em que 12 jurados determinarão se Cruz deve ser condenado à morte ou prisão perpétua sem liberdade condicional. Dada a notoriedade do caso, Scherer planeja compor o júri a partir de milhares de jurados em potencial. As audiências de seleção estão agendadas para acontecer ao longo de novembro e dezembro, para que o julgamento ocorra de fato a partir de janeiro.
Durante a audiência desta quarta, o procurador Mike Satz relatou detalhes dos assassinatos. Cruz matou os 14 alunos e 3 membros da equipe do colégio no Dia dos Namorados de 2018 numa ação que durou sete minutos.
Ele atirou nas vítimas nos corredores e nas salas de aula com um fuzil semiautomático AR-15. Cruz havia sido expulso do colégio um ano antes, após um histórico de comportamento ameaçador e às vezes violento que datava da pré-escola.
Dias depois do tiroteio, os advogados de Cruz propuseram que ele se declarasse culpado em troca de uma sentença de prisão perpétua, dizendo que isso pouparia a comunidade de reviver o ataque no julgamento. Mas o procurador Mike Satz rejeitou a oferta, dizendo que Cruz merecia uma sentença de morte e se nomeou promotor principal do caso. Satz, de 79 anos, já deixou o cargo de procurador do estado em janeiro, após 44 anos, mas continua sendo o promotor-chefe do caso de Cruz.
Ao fazer Cruz se declarar culpado, seus advogados poderão argumentar durante o julgamento para definir a pena que ele assumiu a responsabilidade por seus atos.

Fonte: G1 Mundo

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Por que o Reino Unido ocupa o 2º lugar no mundo em novos casos de Covid


Para especialistas, há uma série de fatores que podem ajudar a explicar a explosão de casos no Reino Unido mesmo com 65% da população completamente vacinada. Alguns lugares no Reino Unido exigem a comprovação de vacinação, como estádios de futebol na Escócia
Getty Images via BBC
O número atual de infecções por Covid-19 no Reino Unido está próximo do patamar mais alto registrado em 2021, com uma média de 45 mil novos casos por dia. É a segunda maior taxa em números absolutos do mundo — atrás apenas dos Estados Unidos — e a décima se for levado em conta o tamanho da população.
Graças à vacina, é muito menos provável que uma infecção por Covid-19 leve alguém imunizado a ser internado em um hospital.
A explosão de casos da doença, no entanto, ainda é motivo de preocupação para muitos países com alto grau de vacinação.
Quanto mais o vírus circula, maiores são as chances de ele ultrapassar as barreiras de defesa das vacinas, atingir pessoas vulneráveis e sobrecarregar sistemas de saúde.
Para especialistas, há uma série de fatores que podem ajudar a explicar a explosão de casos no Reino Unido mesmo com 65% da população total completamente vacinada: o número reduzido de pessoas com máscara, o aumento das aglomerações sociais, a queda da proteção da vacina contra casos leves após seis meses e a baixa taxa de vacinação entre os jovens.
Entenda mais abaixo.
O que dizem as estatísticas?
O crescente número de pessoas com diagnóstico positivo de Covid-19 no Reino Unido ultrapassou recentemente a marca de 40 mil novos casos diários — o Brasil tem cerca de 10 mil.
O patamar de infecções dos últimos três meses (verão e outono) é praticamente o mesmo dos três meses do outono-inverno anterior.
Como os números desses dois períodos são bastante parecidos, é possível comparar o que aconteceu com as internações hospitalares ligadas à Covid-19.
De julho a outubro de 2021, foram registrados cerca de 3 milhões de casos e 79 mil internações. De outubro de 2020 a janeiro de 2021, o número de casos chegou a 2,7 milhões e o de internações, 185 mil. Vale lembrar que a vacinação começou a dar os primeiros passos em dezembro passado.
Mas o que tem impulsionado a atual onda de infecções?
Uso menor de máscara?
Pesquisas têm apontado que há muito menos pessoas no Reino Unido usando máscaras contra a Covid-19 atualmente do que em outros países europeus, como Alemanha, França, Espanha e Itália.
O patamar de casos no território britânico é muito mais elevado do que nos outros quatro países. Mas o uso de máscaras não é necessariamente a explicação. Ou pelo menos não é a única.
Diversos estudos mostraram como as máscaras podem ajudar a impedir que o vírus passe de uma pessoa para outra. Mas é muito difícil determinar o percentual de pessoas usando máscaras necessário para quebrar a cadeia de transmissão da doença porque é complexo isolar o impacto das variáveis envolvidas na pandemia, como o quanto as pessoas circulam em ambientes fechados.
As populações da Suécia e da Holanda, por exemplo, não usam máscaras num patamar ainda mais elevado que os britânicos, segundo estudo do Imperial College de Londres, mas comparativamente esses países têm menos casos confirmados.
Dentro do Reino Unido, a Escócia ainda recomenda o uso de máscaras em lugares fechados e a Inglaterra, não.
Os escoceses, segundo o órgão britânico de estatísticas, dizem ter usado mais esse tipo de proteção do que os ingleses, mas ainda assim a Escócia enfrenta uma disparada no número de infecções.
Regras frouxas e mais reuniões sociais?
O Reino Unido relaxou muitas restrições mais cedo do que a maioria do resto da Europa Ocidental. As pessoas na Inglaterra, País de Gales e Escócia podem ir a boates e participar de reuniões com um número ilimitado de pessoas desde o verão, ao contrário de muitos outros países.
Os dados da pesquisa do Imperial College sugerem que as pessoas no Reino Unido são ligeiramente mais propensas do que alguns de seus vizinhos europeus mais próximos a usar transporte público e menos propensas a evitar sair de casa.
A última pesquisa de contatos e mistura no Reino Unido descobriu que houve relativamente pouca mudança nas últimas semanas, com taxas de contato para crianças semelhantes às do início do período letivo.
Tem havido um aumento gradual do número de funcionários que vão trabalhar presencialmente, embora ainda seja bastante baixo, com apenas cerca de metade dos funcionários indo para o local de trabalho se este for aberto.
Imunidade diminuindo?
O Reino Unido avançou bastante na distribuição de vacinas contra a Covid-19, com 67% da população total completamente vacinada até outubro de 2021 — o Brasil tem 50%. Quase 80% da população adulta (com mais de 12 anos) já recebeu duas doses da vacina no Reino Unido.
Isso, sem dúvida, salvou muitas vidas ao prevenir casos graves da doença, mas esse progresso inicial pode dar uma pista de por que o país está enfrentando casos mais graves agora.
Um estudo, feito com resultados de testes de pessoas vacinadas que registraram sintomas em um aplicativo, sugere que a proteção da vacina contra a infecção do vírus diminui significativamente após cinco ou seis meses.
Em resumo, com essa possível queda da imunidade, especialistas afirmam que o início acelerado e antecipado da vacinação no Reino Unido pode ajudar a explicar a atual explosão de casos de Covid-19.
Em Israel, que inicialmente liderou o ranking global em termos de população vacinada, cientistas dizem que um aumento no número de casos no país se deveu à queda da proteção da vacina. E essa onda de infecções se estabilizou quando um número suficiente de idosos recebeu uma terceira dose de reforço.
Esses reforços da vacinação estão agora sendo dados a pessoas mais velhas no Reino Unido: 3,7 milhões de doses foram administradas na Inglaterra até 17 de outubro.
É importante ressaltar que a proteção contra a forma grave da doença permanece alta seis meses após a vacinação.
De fato, quanto mais as infecções circulam, maior é o risco de algumas pessoas ficarem gravemente doentes, mesmo quando a maioria já foi vacinada.
É provavelmente por isso que as internações hospitalares no Reino Unido são maiores agora do que no meio de 2021, quando os casos eram menores.
Mas quando analisamos os números gerais, vemos muito menos internações hospitalares agora do que quando os últimos casos foram tão altos e a maioria das pessoas não foi vacinada.
Vacinação emperrada?
O programa britânico de vacinação avançou rápido no início, mas ele estagnou nos últimos meses. Nas duas primeiras semanas de outubro, a proporção de pessoas com 12 anos ou mais que receberam pelo menos uma dose da vacina praticamente não mudou.
A baixa taxa de vacinação de pessoas de 12 a 17 anos na Inglaterra, em torno de 30%, e o início tardio da imunização desses jovens pode ajudar a explicar a explosão de casos atual, segundo especialistas. Na Espanha, a taxa passa de 80% nessa faixa etária.
Segundo um porta-voz do governo Boris Johnson, “o programa de vacinação enfraqueceu significativamente a relação entre casos, hospitalizações e mortes e ele continuará a ser nossa primeira linha de defesa contra a Covid-19. Nós encorajamos aqueles que são elegíveis para uma dose de reforço a se apresentarem para garantir que eles tenham essa proteção extra vital diante da aproximação do inverno (quando as pessoas passam mais tempo em lugares fechados).”
Por fim, outro fator que pode distorcer as comparações internacionais é a taxa de testes realizados para detectar a doença. Ao longo da pandemia, o Reino Unido esteve entre os países que mais testaram, inclusive com a distribuição de milhões de testes gratuitos para a população.
O patamar de testagem no país não variou significativamente a ponto de atrapalhar a comparação das ondas de infecção ao longo da pandemia. Mas pode ajudar a explicar por que o Reino Unido tem muito mais casos confirmados oficialmente da doença que outros países que testam muito menos.

Fonte: G1 Mundo

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Governo dos EUA detalha plano para vacinar crianças de 5 a 11 anos


O governo informou que está trabalhando para montar clínicas de vacinação em mais de 100 sistemas de hospitais pediátricos de toda a nação, além de consultórios médicos, farmácias e possivelmente escolas. Adolescente recebe a primeira dose da vacina Pfizer contra a Covid-19 em uma escola particular em Quito, capital do Equador, em 13 de setembro de 2021
Rodrigo Buendia/AFP
O governo de Joe Biden delineou nesta quarta-feira seu plano para vacinar milhões de crianças de 5 a 11 anos assim que uma vacina contra Covid-19 for aprovada para essa faixa etária, preparando doses e instalações antes da movimentada temporada de final de ano.
O governo informou que está trabalhando para montar clínicas de vacinação em mais de 100 sistemas de hospitais pediátricos de toda a nação, além de consultórios médicos, farmácias e possivelmente escolas.
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Se a vacina da Pfizer e da BioNTech obtiver uma aprovação ampla, o plano garantiria “que seja distribuída rapidamente e disponibilizada conveniente e igualitariamente a famílias de todo o país”, disse a Casa Branca em um comunicado, observando que as agências reguladoras estudarão a aprovação de maneira independente.
A Agência de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos (FDA) está analisando o pedido da Pfizer/BioNTech para uma aprovação de sua vacina de duas doses para crianças pequenas, e seu comitê de conselheiros externos marcou uma reunião para 26 de outubro. Normalmente a FDA segue o conselho de seu comitê, mas não é obrigada a fazê-lo.
EUA aprovam dose de reforço da vacina contra Covid para pessoas com comprometimento do sistema imunológico
Em seguida, conselheiros do Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA (CDC) estudarão recomendações da vacina em uma reunião de 2 e 3 de novembro que sua diretora usará para fazer suas próprias recomendações.
Uma vez aprovada, cerca de 28 milhões mais de crianças norte-americanas estarão aptas a receber o que seria a primeira vacina aprovada nos EUA para combater o novo coronavírus em crianças menores.
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Fonte: G1 Mundo

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Jornais estrangeiros noticiam que CPI pede responsabilização de Bolsonaro por crimes na pandemia


Mídia estrangeira publicou reportagens antes da divulgação oficial do relatório. Jornais salientam os números de mortos no Brasil. Crime de genocídio de indígenas é retirado do relatório final da CPI da Covid
Mesmo antes da apresentação oficial do relatório da CPI da Covid-19, os jornais e veículos de imprensa internacionais noticiaram quais são as recomendações dos senadores.
Uma parte das reportagens anunciou que o presidente Jair Bolsonaro enfrentaria a acusação de homicídio e genocídio indígena —de fato, versões iniciais do relatório tinham esses crimes listados, mas um grupo majoritário da CPI retirou esses itens da lista do relator Renan Calheiros (MDB-AL).
‘New York Times’ e CNN, Estados Unidos
Imagem de texto do ‘New York Times’ sobre a CPI
Reprodução/New York Times
O “New York Times” publicou um texto na terça-feira (19) em que afirma que a CPI deve recomendar que Bolsonaro seja processado por crimes contra a humanidade e que o relatório vai afirmar que o presidente brasileiro deixou o coronavírus causar estrago no país e matar centenas de milhares em uma tentativa fracassada de se atingir uma suposta imunidade de rebanho e, assim, retomar a economia.
O texto afirma que havia uma recomendação inicial para que Bolsonaro fosse acusado de homicídio em massa e genocídio de grupos indígenas na Amazônia, onde o vírus dizimou populações por meses, depois que os hospitais ficaram sem oxigênio, “mas menos de um dia depois que o Times e diversos veículos de imprensa do Brasil publicaram esses planos, diversos senadores afirmaram que as afirmações tinham sido exageradas”.
A rede CNN também noticiou que os senadores decidiram retirar as recomendações para que Bolsonaro fosse processado de homicídio em massa e genocídio.
O texto afirma que as acusações estavam em uma versão inicial do relatório, que ainda responsabiliza as políticas de Bolsonaro pelas mortes de mais de 300 mil brasileiros (metade do total de pessoas que morreram de Covid-19 no país).
‘Clarín’ e ‘La Nación’, Argentina
O “Clarín”, da Argentina, republicou o texto do “New York Times”.
Imagem do ‘Clarín’, que deu uma notícia sobre a CPI
Reprodução/Clarín
O “La Nación” publicou textos de agências de notícias que afirmam que o senador que comanda a investigação parlamentar recomendou que o presidente seja acusado de homicídios por supostos erros do governo que provocaram a morte de milhares de pessoas.
No segundo parágrafo, o texto publicado no “La Nación” afirma que Bolsonaro rejeitou a investigação por motivos políticos e que dificilmente o presidente enfrentará um processo criminal por essas acusações, que teriam que ser apresentadas pelo procurador-geral do Brasil, nomeado pelo próprio Bolsonaro.
‘Le Monde’ e ‘Liberation’, França
O “Le Monde” disse que a CPI vai pedir a acusação de Bolsonaro por crimes intencionais durante a pandemia que matou mais de 600 mil pessoas no país. O jornal publicou um texto que descreve as audiências como agitadas e que nela foram dados depoimentos comoventes e foram feitas revelações assustadoras de experimentos em “cobaias humanas” com remédios ineficazes.
Reprodução de título do texto ‘Le Monde’ sobre CPI da Covid
Reprodução/Le Monde
O “Liberation” abre o texto com uma frase de Bolsonaro em que o presidente ataca o senador Renan Calheiros. O texto diz que o presidente do Brasil reagiu inicialmente com bravatas ao relatório da CPI.
O texto afirma que há estimativas que dizem que cerca de 100 mil vidas poderiam ter sido salvas se o presidente tivesse decidido lutar contra o coronavírus, e não “apostado na propagação”.
Texto do ‘Liberation’ sobre CPI da Covid
Reprodução/Liberation
BBC e ‘The Guardian’, Reino Unido
Reprodução de texto do ‘The Guardian’ sobre CPI da Covid
Reprodução/The Guardian
A rede BBC publicou um texto em que afirma que o relatório é o resultado de um inquérito de seis meses que revelou escândalos de corrupção no governo. “Trechos vazados para a imprensa indicam que a comissão quer que Bolsonaro enfrente nove acusações”.
O “The Guardian” afirma que Bolsonaro deverá enfrentar acusação por homicídio pelo seu papel na mortandade causada pelo coronavírus.
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Fonte: G1 Mundo

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Entenda por que a União Europeia ameaça aplicar duras sanções à Polônia


País comandado por ultraconservadores desafia normas democráticas que regem o bloco comunitário. Primeiro-ministro da Polônia, Mateusz Morawiecki, durante encontro de líderes da União Europeia, em dezembro
Christian Hartmann/Pool/Reuters
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, exibiu firmeza ao premiê da Polônia, Mateusz Morawiecki, no duelo que os dois travaram nesta terça-feira em Estrasburgo: o país será sancionado “se puser em causa os fundamentos da União Europeia”. Era a resposta a uma decisão do Tribunal Constitucional polonês, dominado por juízes leais ao governo ultranacionalista, que rejeitou a primazia da UE sobre a legislação nacional.
O recado taxativo da comandante do bloco se estende também a outros membros que se rebelarem contra a unidade europeia, em particular a Hungria, comandada pelo ultraconservador Viktor Orbán, que vem desafiando os preceitos democráticos que regem a comunidade.
Aumenta tensão entre Polônia e União Europeia
Ursula von der Leyen apontou três caminhos para a punição à Polônia, que serão debatidos na reunião de líderes, na quinta-feira: a aplicação de multas diárias, o congelamento de fundos de US $66 bilhões que servirão de alívio à recuperação da Covid-19 ou a retirada do direito de voto no Conselho Europeu.
O desacato polonês ao Estado de direito representa um duro golpe para o bloco. Significa uma tentativa de implosão do sistema ou, como definiu ao site Axios o comissário de Justiça da UE, Didier Reynders, um paralelo europeu da insurreição de 6 de janeiro nos EUA.
Num desafio direto à unidade europeia, pela primeira vez desde a sua fundação, um país-membro decide que é soberano em relação ao bloco e que tratados nacionais são incompatíveis com o da União Europeia. “O Estado de Direito é a cola que junta a nossa União”, observou Ursula von der Leyen. “É essencial para assentar valores como democracia, liberdade, igualdade e respeito pelos direitos humanos.”
A tensão entre Polônia e UE se intensificou a partir de 2015, quando o Partido Lei e Justiça (PiS) assumiu o comando do país e iniciou uma série de reformas judiciais para minar o Supremo Tribunal e implementar um regime disciplinar aos juízes. Em última análise, o governo tenta impedir que os magistrados poloneses possam apelar à legislação da UE.
O país já foi censurado por mudanças na legislação e o recrudescimento de sua retórica anti LGBTQI+, mas a crise firma seu auge com a decisão do Tribunal Constitucional. Defensores da UE pregam que ferramentas para defender o bloco contra a ação de eurocéticos devam ser acionadas com urgência, enquanto o premiê Morawiecki reclama do déficit democrático da União Europeia e a acusa de chantagem financeira.
Nunca o termo “Polexit”, que cunha a saída do país da UE, foi pronunciado com tanta ênfase, sobretudo por falcões do PiS. Os dirigentes ultranacionalistas, contudo, estão diante de um problema que exige cautela: a maioria esmagadora dos poloneses ama fazer parte do clube comunitário europeu.
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Fonte: G1 Mundo

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Vladimir Putin, da Rússia, um dos países que mais poluem no mundo, não irá à reunião sobre o clima


Putin também não irá a uma reunião entre líderes do G20 na Itália. O governo da Rússia não disse por que o presidente não vai aos eventos. O presidente russo, Vladimir Putin
Alexei Druzhinin / SPUTNIK / via AFP Photo
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, não viajará a Glasgow para participar da COP26, a reunião de líderes mundiais sobre o clima, que começa em 31 de outubro.
O governo russo deu a notícia nesta quarta-feira (20). O porta-voz ainda afirmou que o tema é uma prioridade para o país.
“Infelizmente, Putin também não viajará a Glasgow”, afirmou o porta-voz Dmitri Peskov —na véspera, ele havia dito que o presidente não vai comparecer à reunião do G20 na Itália, que acontecerá antes da COP26.
Primeira reunião entre Joe Biden e Vladimir Putin tem clima de cordialidade
“O problema (da mudança climática) que está na agenda de Glasgow é, no entanto, uma das grandes prioridades de nossa política externa”, disse Peskov, antes de confirmar que a Rússia estará representada na COP26.
Um dos países mais poluidores do mundo
Putin anunciou há algumas semanas que a Rússia, um dos grandes poluentes do mundo, aspira alcançar a neutralidade carbono até 2060.
O jornal “Kommersant” publicou, no início de outubro, que o governo russo preparava uma nova estratégia para o meio ambiente com medidas mais firmes para reduzir as emissões de gases do efeito estufa.
De acordo com o plano, Moscou pretende reduzir as emissões em 80% até 2050, sobretudo com o abandono do carvão como fonte de energia elétrica e um maior uso da energia nuclear.
Mas as preocupações com o tema chegaram tarde no discurso oficial russo. Durante muito tempo, Putin minimizou o papel do homem na mudança climática, apesar de recentemente ter abordado a questão, especialmente com o aumento das catástrofes naturais em seu país, como os incêndios.
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Fonte: G1 Mundo

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Garoto é recebido pelo papa e ganha um chapéu igual ao do líder religioso; veja vídeo


O papa afirmou, depois da audiência, que a criança tem ‘uma limitação médica’. Criança tenta levar ‘chapéu’ do papa
Um garoto roubou a cena na audiência do Papa Francisco nesta quarta-feira (20): ele conseguiu se sentar ao lado do líder religioso e ganhou um solidéu (uma espécie de boné sem a pala) semelhante ao do papa.
Garoto se aproxima do Papa Francisco durante audiência em 20 de outubro de 2021
Remo Casilli/Retuers
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A criança “tem uma limitação médica”, disse o papa. Ele estava usando uma máscara e tinha cerca de 10 anos.
Papa Francisco com um garoto que esteve ao seu lado na audiência de 20 de outubro de 2021
Remo Casilli/Reuters
Ele se aproximou do papa no início da audiência. Os funcionários de segurança não tentaram impedi-lo.
Inicialmente, o garoto apertou a mão do papa e pulou para cima e para baixo. Quando ficou claro que ele queria ficar ao lado do Papa Francisco, o monsenhor Leonardo Sapienza, o chefe do protocolo, levantou-se e deu ao menino sua cadeira à direita do papa.
Garoto que ganhou um solidéu igual ao do papa em 20 de outubro de 2021
Remo Casilli/Reuters
O menino, que aplaudiu com entusiasmo quando se sentou ao lado do papa, entrou e saiu do palco livremente, voltando ao centro várias vezes. O público continuava com o papa lendo seu discurso.
O menino apontou diversas vezes para o solidéu do papa. As autoridades entenderam a indireta, e ele recebeu um chapéu semelhante. A plateia riu e aplaudiu.
“Agradeço a esse menino pela lição que deu a todos nós. Que o Senhor o ajude em sua limitação, à medida que ele cresce, porque o que ele fez veio do coração”, disse o papa.
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Fonte: G1 Mundo

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Em feito inédito, cirurgiões dos EUA testam com sucesso transplante de rim de porco em humano


A recipiente do transplante foi uma paciente com morte cerebral e com sinais de disfunção renal. A família consentiu ao experimento antes que ela fosse retirada dos equipamentos de suporte à vida. Na foto, sem data, um rim de porco geneticamente modificado é limpo e preparado para transplante em um humano na NYU Langone Health em Nova York, nos Estados Unidos.
Joe Carrotta para NYU Langone Health/via Reuters
Pela primeira vez, um rim de porco foi transplantado para um ser humano com sucesso sem provocar rejeição imediata pelo sistema imunológico do paciente. O procedimento foi feito no Langone Health, da Universidade de Nova York, nos Estados Unidos, informou a imprensa americana. Não está claro quando ocorreu a cirurgia.
O feito é um avanço potencial gigantesco que pode ajudar a aliviar a escassez de órgãos humanos para transplante.
A operação envolveu o uso de um porco cujos genes foram alterados para que seus tecidos não contivessem mais uma molécula conhecida por provocar uma rejeição praticamente imediata em humanos.
A recipiente do transplante foi uma paciente com morte cerebral com sinais de disfunção renal. A família consentiu ao experimento antes que ela fosse retirada dos equipamentos de suporte à vida, afirmaram os pesquisadores à Reuters.
Na foto, não datada, equipe cirúrgica examina o rim de porco em busca de sinais de rejeição. O órgão foi implantado fora do corpo para permitir a observação e amostragem de tecido durante o período de estudo, de 54 horas, na NYU Langone em Nova York, EUA.
Joe Carrotta para NYU Langone Health/via Reuters
Por três dias, o novo rim foi ligado às suas veias e artérias sanguíneas e mantido do lado de fora de seu corpo, garantido acesso aos pesquisadores.
Os resultados do teste de função do rim transplantado “pareciam bem normais”, disse o cirurgião do transplante, Robert Montgomery, que liderou o estudo. O nível anormal de creatinina da paciente receptora – um indicador de função renal deficiente – voltou ao normal após o transplante, afirmou o médico.
O rim produziu “uma quantidade de urina esperada” de um rim humano transplantado, segundo Montgomery, e não houve evidências da rejeição intensa e quase imediata já vista em rins suínos não modificados e transplantados para primatas não humanos.

Fonte: G1 Mundo

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Vídeo: veja vulcão no momento em que explode no Japão


O Monte Aso explodiu e jogou cinzas a uma altura de 3,5 quilômetros. Não há notícia de pessoas atingidas. Veja o momento em que o vulcão do Monte Aso entra em erupção
O vulcão do Monte Aso, no Japão, entrou em erupção no Japão nesta quarta-feira (20), e o governo avisou que há risco de que haja fluxo de lava e queda de pedras. Por enquanto, o vulcão jogou cinzas para o alto. Não há notícia de alguém que tenha sido atingido.
As cinzas chegaram a uma altura de 3,5 quilômetros no momento da erupção, às 11h43 no Japão (23h43 de Brasília). A informação é da Agência Meteorológica do Japão.
Vista aérea mostra o vulcão de Monte Aso em atividade, em 20 de outubro de 2021
Kyodo/Via Reuters
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O Monte Aso é uma atração turística na ilha de Kyushu.
O nível de alerta para o vulcão foi aumentado para 3 (o máximo é 5). A agência falou para as pessoas não se aproximarem, e alertou que há risco de pedras rolarem em decorrência da explosão.
A polícia afirmou que não há relatos de atingidos pelo vulcão —16 pessoas tinham ido à montanha para fazer uma trilha pela manhã e voltaram em segurança.
As redes de TV mostram imagens de uma nuvem de cinzas sobre o vulcão.
Imagem do vulcão de Monte Aso, no Japão, em atividade, em 20 de outubro de 2021
Kyodo/Reuters
A agência meteorológica afirmou que deve haver “chuva” de cinzas na região até o fim da tarde.
O Monte Aso teve uma pequena erupção em 2019. O pior desastre vulcânico do Japão aconteceu em setembro de 2014, quando o Monte Ontake explodiu e matou 63 pessoas.
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Fonte: G1 Mundo

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Rainha Elizabeth II aceita orientação médica para descansar ‘alguns dias’ e cancela viagem


Palácio de Buckingham disse que rainha britânica, que tem 95 anos, ‘está de bom humor e desapontada por não poder mais visitar a Irlanda do Norte’. A rainha Elizabeth II da Grã-Bretanha observa o primeiro-ministro Boris Johnson (à esquerda) conversar com convidado em evento da Cúpula de Investimento Global, no Castelo de Windsor, em 19 de outubro de 2021
Alastair Grant/Pool via AP
O Palácio de Buckingham afirmou nesta quarta-feira (20) que a Rainha Elizabeth II da Grã-Bretanha aceitou relutantemente uma orientação médica para descansar “por alguns dias” e cancelou uma viagem que faria à Irlanda do Norte.
O palácio não ofereceu detalhes sobre a decisão, mas disse que Elizabeth, que tem 95 anos, “Sua Majestade está de bom humor e desapontada por não poder mais visitar a Irlanda do Norte, onde deveria realizar uma série de compromissos hoje e amanhã”.
O comunicado acrescentou que a rainha britânica, que ocupa o trono há quase sete décadas, “envia seus mais calorosos votos ao povo da Irlanda do Norte e espera visitá-la no futuro”.
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Fonte: G1 Mundo