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Israel detecta mutação da variante delta do coronavírus


Variante AY4.2 já foi detectada em alguns países europeus, como o Reino Unido, que vem registrando uma alta no número de casos de Covid-19. Reprodução em 3D do modelo do novo coronavírus (Sars-CoV-2) criada pela Visual Science
Reprodução/Visual Science
O Ministério da Saúde Israel confirmou um caso da mutação da variante delta do coronavírus, já detectada em alguns países europeus como o Reino Unido.
“A variante AY4.2, detectada em vários países da Europa, foi identificada em Israel”, afirmou o ministério em um comunicado.
A pessoa infectada é um menino de 11 anos que viajou à Europa, e o caso foi identificado no aeroporto Ben Gurion, na capital Tel Aviv. A criança foi colocada em quarentena e, até o momento, não foi detectado nenhum caso de contato.
François Balloux, professor de Biologia Computacional no University College de Londres, afirmou à agência de notícias France Presse que a mutação é muito rara e não parece representar o mesmo risco que outras cepas, que se revelaram muito contagiosas.
AY4.2 no Reino Unido
O governo do Reino Unido afirmou na terça-feira (19) que “monitora muito de perto” a nova mutação, que está se propagando no país.
Um porta-voz do primeiro-ministro britânico disse a jornalistas que ainda não há evidências de que a AY4.2 seja mais mais contagiosa do que a delta.
O país vem enfrentando um aumento significativo no número de novas infecções, com casos diários entre os 35 mil e 45 mil, além de registrar a maior incidência de toda a Europa.
Covid-19 em Israel
Mesmo com a detecção da nova mutação, Israel continua com o plano de suspender as restrições ao turismo diante da queda do número de casos de Covid-19 no país.
Um plano anterior de reabertura das fronteiras não foi concretizado porque o número de infectados estava em alta exatamente por causa da variante delta.
Entre o fim de agosto e setembro, o país registrou quase 11 mil casos diários de Covid-19. Nesta quarta-feira (20), registrou menos de 1,5 mil.
Diante da alta de infectados na época, as autoridades iniciaram uma campanha para aplicar uma dose de reforço da vacina da Pfizer nas pessoas mais velhas e com comorbidades.

Fonte: G1 Mundo

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Mãe ‘minúscula’ faz sucesso com vídeos de suas bebês gigantes; assista


Com apenas 1,60 metro, Alexis LaRue, de 22 anos, atrai milhões de visualizações ao aparecer se esforçando para segurar Camila e Elena ao mesmo tempo. Aos sete meses, gêmeas idênticas usam roupinhas para bebês de 12 a 18 meses. Mãe ‘minúscula’ faz sucesso com vídeo de suas gêmeas gigantes
Uma mãe “minúscula” que faz um enorme esforço para segurar ao mesmo tempo suas duas bebês, com quase 10 quilos cada, está fazendo sucesso ao compartilhar sua rotina com as gêmeas idênticas no TikTok.
Alexis LaRue, de 22 anos, atraiu mais de 48 milhões de visualizações quando tentou segurar Camila e Elena com apenas um dos braços, copiando um vídeo de outra mãe que havia assistido, evidenciando ainda mais o contraste entre seu corpinho miúdo e suas filhas “gigantes” (assista acima).
As gêmeas ‘gigantes’ Camila e Elena
Reprodução/Instagram/The Mejia Family
A jovem tem 1,60 metro e pesa cerca de 53 quilos, e as crianças, com apenas sete meses, têm altura e peso bem acima do normal para sua idade, e já usam roupinhas para bebês entre 12 e 18 meses.
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LaRue garante, porém, que elas são saudáveis, segundo seu pediatra, e que não são superalimentadas, apenas estão crescendo bastante rápido.
Gêmeas ‘gigantes’ no colo do pai e da mãe
No colo do pai, Leo Mejia, de 23 anos, elas já não parecem tão enormes, uma vez que ele tem 1,80 metro. Em um dos vídeos o casal até brinca com a diferença, fazendo a comparação mostrando as irmãs no colo de cada um dos dois (veja acima).
As gêmeas ‘gigantes’ Camila e Elena, no colo dos pais Alexis LaRue e Leo Mejia
Reprodução/Instagram/The Mejia Family
Mas a mãe garante que não usa qualquer tipo de filtro ou efeito especial nos vídeos, embora admita que alguns ângulos possam ressaltar o tamanho das crianças perto dela. Em fotos em que toda a família aparece junta, porém, é fácil perceber que ela é realmente pequena perto das filhas.
Camila e Elena nasceram em março deste ano, e vivem com os pais em Minnesota, nos Estados Unidos.

Fonte: G1 Mundo

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Chuvas deixam mais de 100 mortos na Índia e no Nepal

Na Índia, 85 perderam a vida em enchentes e deslizamentos de terra. No Nepal, já são 31 mortos. E vai continuar chovendo nos próximos dias na região, alertam autoridades. Pelo menos 85 pessoas morreram na Índia devido a enchentes e deslizamentos de terra causados por chuvas torrenciais nos últimos dias, que também deixaram 31 mortos e 43 desaparecidos no Nepal, disseram autoridades de ambos os países.
Na Índia, 46 pessoas morreram e 11 estão desaparecidas no estado de Uttarakhand, no norte, e outras 39 morreram em Kerala (sul), informaram autoridades de ambas as regiões.
No vizinho Nepal, um gerente de desastre afirmou que “nos últimos três dias houve 31 mortes” e “43 pessoas estão desaparecidas”.
O número de mortos nos dois países não é definitivo e deve aumentar, alertaram as autoridades, que acrescentaram que vai continuar chovendo forte na região nos próximos dias.
Há “chances de chuvas fortes em alguns lugares e neve de leve a moderada nas áreas montanhosas do leste”, alertou o Departamento de Hidrologia e Meteorologia do Nepal.

Fonte: G1 Mundo

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Explosão destrói ônibus e deixa mortos em Damasco, na Síria

Ao menos 13 pessoas morreram e três ficaram feridas em uma explosão que destruiu um ônibus do exército da Sírio no centro de Damasco, informa a TV estatal nesta quarta-feira (20).

Fonte: G1 Mundo

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Comitê nos EUA denuncia Steve Bannon por desacato no caso da invasão ao Capitólio


O procurador-geral Merrick Garland decidirá se processará Bannon, que pode pegar até um ano de prisão. Steve Bannon é visto ao deixar a Corte Federal de Manhattan, após pagar fiança e ser solto, em agosto de 2020
Reuters/Andrew Kelly
Os legisladores que investigam a invasão ao Capitólio dos Estados Unidos se manifestaram unanimemente nesta terça-feira (19) a favor da acusação de desacato criminal contra Steve Bannon, ex-assessor do ex-presidente Donald Trump que se recusou a participar das investigações.
ANÁLISE: Por que o processo contra Bannon vai seguir em frente
“O Sr. Bannon colaborará com nossa investigação ou enfrentará as consequências”, advertiu o democrata Bennie Thompson, que está à frente da comissão bipartidária encarregada de investigar os ataques de 6 de janeiro à sede do Congresso, criticada por Trump e seus aliados.
“Não podemos permitir que ninguém interfira no trabalho da comissão especial enquanto trabalhamos para esclarecer os fatos. Simplesmente há muito em jogo”, acrescentou ele antes da votação unânime por todos os nove membros a favor da imputação de Bannon.
Steve Bannon foi convocado nesta terça-feira perante o comitê especial da Câmara dos Representantes que investiga o papel do ex-presidente republicano no atentado de seus apoiadores contra a sede do Congresso, enquanto os legisladores certificavam a vitória de Joe Biden na eleição presidencial.
Donald Trump e Steve Bannon, em foto de janeiro de 2017
Mandel Ngan/AFP/Arquivo
Esta recomendação da comissão de inquérito deve agora ser votada no plenário da Câmara — onde os democratas são maioria — visando sua transmissão ao Departamento de Justiça.
O procurador-geral Merrick Garland decidirá se processará Bannon, que pode pegar até um ano de prisão.
Assista ao VÍDEO abaixo com a análise de Sandra Coutinho: ‘Bannon descobriu como transformar as fake news em arma poderosa’
Sandra Coutinho: ‘Bannon descobriu como transformar as fake news em arma poderosa’
Articulador da campanha de Trump
Bannon, de 67 anos, foi um dos maiores articuladores da campanha presidencial vitoriosa de Trump em 2016, até ser afastado pelo bilionário.
Embora não estivesse ocupando nenhum cargo oficial em 6 de janeiro, ele aparentemente conversou sobre o protesto com o presidente nos dias que antecederam o ataque, segundo a comissão.
O assessor político de direita disse ao painel que reteria depoimentos e documentos até que seja resolvido o apelo de Trump por “privilégio executivo”, que permite que os presidentes mantenham certas conversas com assessores em segredo. Para os democratas, tal prerrogativa só se aplica ao presidente em exercício.
VÍDEOS: relembre a invasão ao Capitólio

Fonte: G1 Mundo

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Coreia do Norte testa novo tipo de míssil lançado por submarino


Estratégia em lançar mísseis em submarinos serviria para as pretensões norte-coreanas de posicionar ogivas muito além da península. Novo míssil lançado por submarino da Coreia do Norte, em foto divulgada nesta quarta (20)
AFP PHOTO/KCNA VIA KNS
A Coreia do Norte testou um novo tipo de míssil balístico lançado por submarino, reportou a imprensa estatal na noite de terça-feira (19) — horário de Brasília, noite de quarta em Pyongyang.
O míssil é dotado de “muitas tecnologias avançadas de controle e orientação”, segundo a agência oficial de notícias coreana KCNA, e foi lançado da mesma embarcação usada pelo país em seu primeiro teste com um míssil balístico estratégico mar-terra (SLBM) há cinco anos. A agência não mencionou o ditador Kim Jong-un, um sinal de que ele não estava presente no teste.
Imagens publicadas pelo jornal do regime, Rodong Sinmun, mostravam o míssil nas cores branca e preta emergindo da água com um submarino na superfície.
Novo míssil submarino da Coreia do Norte, em imagem divulgada nesta quarta (20)
AFP PHOTO/KCNA VIA KNS
A capacidade para lançar um míssil a partir de um submarino levaria o arsenal de Pyongyang para um novo nível, permitindo aos norte-coreanos posicionar ogivas muito além da península coreana. Contudo, o uso do mesmo submarino “8.24 Yongung”, que foi utilizado há cinco anos, indica que o país avançou pouco em suas capacidades de lançamento.
Segundo uma análise de 2018 da ONG Iniciativa de Ameaça Nuclear, a embarcação experimental “parece capaz de disparar apenas um míssil balístico” e deve emergir a cada determinado número de dias, limitando sua utilidade operacional.
O Pentágono e especialistas afirmam que o último teste de míssil lançado de um submarino, em 2019, poderia ter sido disparado de uma plataforma submersa.
Corrida armamentista
O teste desta quarta-feira, feito nas imediações de Sinpo, sede de um grande estaleiro, ocorre no momento em que as duas Coreias embarcam em uma possível corrida armamentista, enquanto o diálogo entre Washington e Pyongyang continua paralisado.
Washington, Seul e Tóquio condenaram o lançamento do míssil, que percorreu cerca de 590 km a uma altitude máxima de 60 km, informou uma fonte sul-coreana à AFP.
A Casa Branca enfatizou que a ação representa uma ameaça que ressalta a necessidade urgente de um diálogo com Pyongyang. A porta-voz americana, Jen Psaki, afirmou que a oferta feita por Washington de se reunir “em qualquer lugar, a qualquer momento e sem condições” com Pyongyang continua válida.
Após o anúncio do novo teste, o Conselho de Segurança da ONU decidiu realizar uma reunião de emergência a portas fechadas sobre a Coreia do Norte nesta quarta-feira, informaram diplomatas à AFP. A sessão, que será realizada à tarde, foi solicitada pelo Reino Unido e Estados Unidos. Posteriormente, a França se somou à solicitação, assegurou um diplomata.
Resoluções do Conselho de Segurança proíbem a Coreia do Norte de desenvolver armas nucleares e balísticas. Pyongyang alega que precisa de seu arsenal para se defender de uma possível invasão americana.
Mais cedo nesta terça-feira, o embaixador da China na ONU, Zhang Jun, cujo país tem se mostrado frequentemente um apoiador de Pyongyang, se negou a responder aos jornalistas que lhe perguntaram sobre o exercício norte-coreano.
O embaixador adjunto da Rússia na ONU, Dmitry Polyanskiy, havia alertado contra precipitações. “Precisamos encontrar mais informação” sobre este disparo porque as interpretações dos eventos na Coreia do Norte “sempre foram contraditórias”, afirmou. O disparo “pode vir de qualquer parte. Só temos informação da imprensa e eu não confio muito neles, precisamos de uma avaliação especializada”, acrescentou o diplomata russo.

Fonte: G1 Mundo

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Ex-soldados invadem Congresso da Guatemala para exigir indenização


Manifestantes colocaram fogo em veículos estacionados nos arredores do prédio em protesto contra a recusa dos parlamentares em pagar o equivalente a quase R$ 84 mil em indenizações a ex-combatentes da Guerra Civil. Carros incendiados perto do Congresso da Guatemala durante protesto de ex-soldados nesta terça (19)
Johan Ordonez/AFP
Ex-soldados da Guatemala invadiram nesta terça-feira (19) uma parte da sede do Congresso e incendiaram veículos. O grupo de militares exigia uma indenização por seus serviços prestados durante a guerra civil (1960-1996).
Os manifestantes quebraram uma porta de metal e invadiram o estacionamento do Congresso, e também colocaram cadeados em várias portas para evitar a saída de alguns deputados e funcionários.
A TV local transmitiu ao vivo imagens do fogo e das colunas de fumaça que saíam dos veículos estacionados.
De acordo com veículos locais guatemaltecos, houve cenas de agressão física. Um jornalista que cobria o tumulto teve parte do equipamento danificado. A polícia disse que prendeu supostos responsáveis pelos distúrbios.
O protesto foi convocado em repúdio à suposta recusa dos deputados a aprovar um projeto de lei que autoriza uma indenização equivalente a quase R$ 84 mil a cada soldado aposentado por seus serviços durante o conflito armado interno, que deixou 200 mil mortos e desaparecidos, muitos deles indígenas, a maioria nas mãos do Exército.

Fonte: G1 Mundo

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Seleção Brasileira voou com empresa aérea de capital venezuelano monitorada por autoridades, diz jornal


A GCA Airlines tem histórico de falta de pagamento a funcionários, segundo apurou o ‘El Tiempo’. Companhia é afiliada de empresa venezuelana em ‘lista negra’ dos EUA e da União Europeia por falta de segurança e por ligações com o governo de Nicolás Maduro. Seleção desembarcando em Caracas, na Venezuela, em 6 de outubro, pela empresa GCA
Lucas Figueiredo/CBF/Divulgação
Os jogadores da Seleção Brasileira de futebol masculino voaram na Colômbia com uma empresa aérea de capital venezuelano que está sob monitoramento das autoridades, informou reportagem do jornal colombiano “El Tiempo” publicada nesta terça-feira (19).
De acordo com a publicação, os jogadores voaram em um Boeing 737 da Companhia Gran Colombia de Aviación (GCA Airlines) de Bogotá a Caracas, em 6 de outubro. No dia seguinte, a Seleção enfrentaria a Venezuela pelas Eliminatórias da Copa antes de retornar à Colômbia.
Brasil vira sobre a Venezuela e mantém 100% de aproveitamento nas Eliminatórias
A empresa escolhida, porém, está sob monitoramento das autoridades colombianas. Veja por quê, segundo o jornal “El Tiempo”:
Falta de pagamento de salários, colocando em dificuldade seus mais de 120 funcionários
Relação de um dos sócios com o governo de Nicolás Maduro na Venezuela
Leia mais detalhes abaixo:
Falta de pagamento
A Aerocivil, autoridade de aviação civil na Colômbia, encontrou constantes descumprimentos no pagamento de salários. Alguns dos funcionários da GCA Airlines relataram ficar mais de um mês sem receber dinheiro.
Em comunicado, o órgão colombiano disse que esse problema “colocava em risco o desenvolvimento das atividades aeronáuticas” da GCA Airlines e afirmou que a empresa “não demonstrava capacidade financeira”.
Isso levou a agência colombiana a suspender temporariamente a operação da companhia, afetando inclusive o voo com a Seleção. Porém, em apenas 12 horas, a GCA conseguiu autorização para que uma de suas aeronaves levasse a equipe brasileira.
Relações com o chavismo
A GCA, formalmente, tem sede na cidade colombiana de Cali, mas guarda laços próximos com a Venezuela. A empresa é afiliada da companhia Avior, que não pode voar para os Estados Unidos por causa das relações com o regime chavista, nem para a União Europeia, que cita deficiências na seguranças. Além disso, o fundador da Avior, Jorge de Jesús Añez Dáger, é sócio majoritário da GCA.
A Avior tem dois acionistas bastante ligados ao chavismo: os venezuelanos Carlos Kauffmann e Moisés Maionica, segundo tribunais federais. Os dois foram enviados por Hugo Chávez em meados da década de 2000 para entregar uma maleta com US$ 800 mil à campanha da então candidata a presidente da Argentina, Cristina Kirchner, atual vice-presidente do país.
O que diz a empresa?
Ao jornal “El Tiempo”, Andrés Botero, representante da GCA, diz que a empresa é privada e que o fato de Añez Dáger, fundador da Avior, ser o maior acionista se deve ao fato de que o investidor é um “reconhecido empresário no setor aeronáutico”.
Botero alega também que a falta de dinheiro que vem impedindo os cumprimentos dos contratos são fruto da pandemia de coronavírus, que atingiu todo o setor aéreo. Disse ainda que a empresa está em dia com as dívidas com os empregados e que até estão em busca de aeronaves mais modernas.
Em relação ao voo com o Brasil, a companhia afirmou que o contrato foi feito por uma terceira parte. O nome não foi revelado.
O g1 procurou a assessoria de imprensa Confederação Brasileira de Futebol (CBF) para mais informações sobre a escolha da empresa aérea. Até a última atualização deste texto, não havia resposta.

Fonte: G1 Mundo

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Austrália oferece ajuda financeira para vítimas deixarem companheiros violentos


Serão fornecidos, no total, cerca de R$ 20.800 mensais durante até dois anos, sendo 1,5 mil dólares australianos (pouco mais de R$ 6.200) em dinheiro e o restante em pagamento de itens como aluguel ou mensalidades escolares, entre outros. Mulheres terão de apresentar provas de estresse financeiro e de violência doméstica. Mulher é vista em frente a Sydney Harbour Bridge, na Austrália, em foto de 10 de outubro
Steven Saphore/AFP
O governo da Austrália iniciou nesta terça-feira (19) um programa de auxílio financeiro a mulheres que desejam deixar seus companheiros violentos, mas não tem recursos para se manter.
Serão fornecidos, no total, 5 mil dólares australianos (cerca de R$ 20.800) mensais durante até dois anos, sendo 1,5 mil dólares australianos (pouco mais de R$ 6.200) em dinheiro e o restante em pagamento de itens como aluguel ou mensalidades escolares, entre outros.
Segundo estatísticas apresentadas pelo Ministério de Segurança da Mulher, uma em cada seis mulheres irá sofrer violência doméstica em algum momento da vida, contra um a cada 17 homens.
“Sabemos que as dificuldades financeiras, bem como o abuso econômico – que pode envolver interferir no trabalho ou controlar ou reter dinheiro – reduz a capacidade das mulheres de adquirir e usar dinheiro e torna difícil deixar relacionamentos violentos”, disse a Ministra da Segurança da Mulher, Anne Ruston, ao lançar o programa.
“Os pagamentos vão ajudar as pessoas que precisam de apoio financeiro para sair. Sabemos que o tamanho da casa da qual uma mulher está fugindo não importa – muitas vezes ela enfia as crianças no carro, talvez o cachorro também, e eles saem com nada mais do que as roupas do corpo”, acrescentou.
Os pagamentos não serão taxados e não irão impedir que as vítimas recebam outros benefícios sociais aos quais estejam aptas.
Para se inscrever no programa, as mulheres terão de apresentar provas de estresse financeiro e de violência doméstica, que podem incluir um boletim de ocorrência, ordem judicial ou encaminhamento de um provedor de serviços de violência doméstica e familiar com uma avaliação de risco.
Vídeos: Os mais assistidos do g1 nos últimos 7 dias

Fonte: G1 Mundo

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‘Experiência de quase morte me transformou em músico de ponta’


Quando Tony Kofi sofreu um acidente quase fatal, ele teve uma visão de si mesmo tocando um instrumento musical. Isso mudaria sua vida para sempre. Quando Tony Kofi sofreu um acidente quase fatal, ele teve uma visão de si mesmo tocando um instrumento musical. Isso mudaria sua vida para sempre
Arquivo pessoal/Tony Kofi/BBC
Quando Tony Kofi tinha 16 anos de idade, ele sofreu um acidente no trabalho. Enquanto caía de uma grande altura, ele teve uma visão de si próprio tocando um instrumento musical, mesmo sem nunca ter aprendido.
A experiência o colocou em um novo caminho na vida — e o levou a tornar-se um saxofonista amplamente reconhecido.
Do alto de três andares, Tony observava como o dia estava bonito. O céu era claro e tranquilo. “Eu estava muito feliz”, relembra Tony.
Era primavera em 1981 e Tony Kofi, com 16 anos de idade, trabalhava como aprendiz de carpinteiro, ajudando a trocar o antigo telhado de uma casa.
Ele estava tão disposto a impressionar que havia pedido ao seu supervisor para continuar trabalhando enquanto o patrão almoçava. O supervisor o aconselhou a ter cuidado.
Ele estava serrando uma tábua de madeira. “Eu não serrei corretamente e ela se partiu”, relembra Tony.
“A tábua ficou presa na minha manga e me derrubou.”
Tony começou a cair.
O seu primeiro pensamento foi que ele não iria conseguir sobreviver. Por isso, ele conta que ficou totalmente relaxado, deixou-se cair e fechou os olhos.
Tony com 15 anos de idade
Arquivo pessoal/Tony Kofi/BBC
“Eu não sei se foi a adrenalina ou outra coisa — porque eu li sobre isso, quando você cai de uma grande altura, tudo fica mais lento”, ele conta. “Comecei a ver flashes de imagens. Era inacreditável.”
Nas suas visões, Tony viu diferentes partes do mundo e rostos de pessoas que ele não conhecia.
“Vi crianças que nunca havia visto antes — que se tornariam meus filhos, imagino. E algo que realmente ficou na minha mente foi que eu estava de pé, tocando um instrumento. Simplesmente pensei: ‘esta é a sensação mais estranha que tive na vida’. Foi tudo o que vi e desmaiei em seguida.”
Na década de 1960, as vozes roucas e acetinadas dos artistas de jazz vagueavam pela casa de infância de Tony, em Nottingham, na Inglaterra. A mãe de Tony, Ama, estava tocando seus discos.
Ela e seu marido Jack eram de Kumasi, no sul de Gana, e Ama havia assistido pessoalmente a uma apresentação do trompetista e cantor de jazz norte-americano Louis Armstrong durante a sua visita ao país em 1956. Aquilo fez com que ela se apaixonasse pelo jazz.
Jack havia passado algum tempo na Inglaterra com pouco mais de 20 anos de idade, em busca de uma carreira no pugilismo, e mudou-se de vez para Nottingham em 1959, para formar um lar para sua família. Quando Ama e seus dois filhos juntaram-se a ele um ano depois, ela trouxe consigo uma série de discos e a casa ficou repleta de batidas sincopadas de jazz.
Tony aos cinco meses
Arquivo pessoal/Tony Kofi/BBC
Ama e Jack tiveram ao todo sete filhos, todos meninos, e Tony foi o quinto. Nascido em 1964, suas memórias de infância são, como na famosa canção de Armstrong “What a Wonderful World”, de “céu azul e nuvens brancas”.
“Pouco me lembro do inverno quando era criança”, conta ele, “porque estava me divertindo muito para pensar naqueles dias frios e escuros.”
Ele descreve a sua infância como “muito tradicional”, com comida e música de Gana. Os seus pais insistiam que a família falasse em casa seu dialeto ganense, o axânti: “inglês era falado na rua”.
Mas, quando foi para a escola primária, Tony era meio “valentão”.
Ele conta: “Nasci canhoto e, em Gana, se você tem um filho canhoto, tradicionalmente eles querem fazê-lo se tornar destro. É uma tradição antiga e os meus pais insistiram que eu virasse destro.”
“E a escola foi informada [da situação]. Eles tinham que garantir que eu não escrevesse com a mão esquerda e acho que isso me tornou um pouco problemático, porque eu estava agindo contra a minha essência”, relembra Tony.
Durante esses anos iniciais na escola, Tony não se interessava por nada que não fosse esporte, futebol e jogar com seus amigos. Na escola secundária, ele expressou uma paixão pela música, mas disseram a ele que não poderia estudar.
“Eles davam pequenos testes e escolhiam quem fosse mais concentrado e embasado”, conta Tony, “e eu não fui um dos escolhidos.”
“Fiquei arrasado com aquilo e eles me colocaram em carpintaria, até que aceitei e foi o que fiz em toda a minha escola secundária”, relembra ele.
Tony estava se tornando habilidoso no seu trabalho e saiu da escola em 1980 para começar a trabalhar como aprendiz de carpinteiro, frequentando a faculdade uma vez por semana e aprendendo o trabalho nos quatro dias restantes. Foi em um desses trabalhos que ele sofreu aquela queda terrível.
Depois do acidente, Tony acordou no hospital com seus pais e dois dos seus irmãos ao lado da cama, desesperados de preocupação e perguntando como ele estava se sentindo.
“Eu respondi: ‘minha cabeça dói muito’ e eles disseram: ‘você nos deu um susto, você esteve inconsciente por dias'”, relembra ele.
Desorientado, machucado e com um forte trauma na cabeça, Tony ficou sabendo que havia batido a cabeça no solo com tanta força durante a queda que poderia ter morrido com o impacto.
Ele se lembra do supervisor do seu trabalho vindo visitá-lo no hospital: “Ele me disse: ‘você caiu de cabeça no chão com força, como se fosse um saco de batatas’.”
Depois que Tony melhorou o suficiente para sair do hospital, três ou quatro semanas mais tarde, ele permaneceu em casa enquanto convalescia. Tony havia recebido algum dinheiro de indenização pela queda e pela perda de receita e seu emprego permaneceu aberto para que ele retornasse assim que estivesse pronto.
Mas as imagens que Tony havia visto enquanto caía não desapareceram. Elas continuaram a “piscar” sempre que ele fechava seus olhos.
“Elas realmente me assombravam, pois era quase como se alguma coisa estivesse sendo mostrada para mim”, afirma Tony.
Ele não contou para ninguém, mas a queda havia alterado seu comportamento perante a vida para sempre.
Tony, que nunca havia estudado música, começou a pensar em gastar o dinheiro da indenização comprando um instrumento.
Mas qual era o instrumento que ele havia visto nas suas visões? Ele pesquisou em livros de música e, em uma das páginas, havia a descrição de um instrumento de sopro brilhante, feito de latão, com formato cônico.
Lá estava ele: o saxofone.
“Não estou dizendo que era musicalmente ignorante naquela época, mas eu nunca havia visto um saxofone”, afirma Tony. “Provavelmente eu havia ouvido no rádio, mas sem prestar nenhuma atenção.”
No início de 1982, Tony pagou 50 libras pelo seu primeiro saxofone — era muito dinheiro nos anos 1980, equivalente a cerca de 200 libras (R$ 1.500) hoje em dia. Ele voltou para casa carregando seu pequeno tesouro musical.
Sua mãe lançou para ele um olhar estranho. Ela não sabia que Tony havia tido uma visão.
“Eu disse: ‘É um saxofone e vou aprender a tocar'”, conta Tony. “Vou sair do emprego.”
Tony lembra que sua mãe colocou a mão na cabeça e pediu ao seu marido Jack que falasse com seu filho.
Ele se lembra dela dizendo para Jack: “Ele está jogando fora um emprego perfeito. Deve estar assustado com o que aconteceu na queda.”
Seu pai realmente tentou falar com Tony, mas ele estava inflexível.
“Eu disse que não podia voltar atrás. Eles não compreendiam o motivo, mas eu disse a eles: ‘Se eu voltar atrás, será como se tivesse morrido naquela queda'”, relembra ele.
Tony conta que não tinha dinheiro para as aulas e os seus pais não podiam gastar seu “dinheiro suado” com aulas de música, mas sua mãe ofereceu algo muito mais valioso — ouro em forma de vinil.
“Ela me deu as pilhas de discos”, diz Tony. “Ela disse: ‘veja, estas são músicas muito boas, use esses discos e aprenda com eles’. Foi exatamente o que fiz. Eu gravei os discos em fita cassete, coloquei os fones de ouvido e passei a ouvir constantemente e tentar aprender a tocar junto com eles.”
Tony começou então a aprender a tocar o saxofone, mas suas primeiras tentativas não produziram aquele som suave e abafado que tornou o instrumento famoso.
“Parecia uma criança com cinco anos de idade tentando tocar violino”, relembra Tony. O som era angustiante e “doloroso para os ouvidos”.
Os seus irmãos se tornaram seu “termômetro musical”. A porta do seu quarto poderia se abrir de repente e um sapato disparar na direção de Tony, atingindo-o na cabeça ou nas costas.
Mas ele continuou praticando, primeiro por duas horas, depois cinco e, por fim, por oito a dez horas por dia.
À medida que o tempo passava, os sapatos passaram a voar com menos frequência e seus irmãos começaram a vir sentar-se e ouvir Tony tocar.
Tony lembra que, um dia, quando a sua mãe trazia uma bandeja de comida para o seu quarto, ela disse “estou reconhecendo o que você está tocando… adoro essa música”.
Era uma faixa intitulada “Take the “A” Train”, de um disco do pianista e compositor de jazz Duke Ellington. A música fala de um trem de metrô de Nova York, nos Estados Unidos, acelerando pelos trilhos até o distrito de Sugar Hill, no Harlem.
Tony sentiu que sua vida também estava nos trilhos. “Foi uma ótima época para ser eu mesmo”, afirma ele.
Embora Tony tocasse saxofone de ouvido, ele não sabia ler música e queria aprender mais sobre teoria musical. Entre 1986 e 1987, ele foi a uma faculdade em Nottingham, conhecida pelo seu ensino de música e artes cênicas, mas disseram a ele que não poderia estudar porque não havia realizado exames ou graduações musicais.
“Foi quase como aquela rejeição novamente”, ele conta, “mas desta vez eu não iria aceitar, porque eu havia encontrado algo que realmente amava e queria fazer — aquela rejeição só me deixou mais forte.”
Enquanto ele folheava uma revista norte-americana chamada Downbeat, lendo sobre a vida de músicos de jazz, ele viu alguns anúncios de faculdades de música nos Estados Unidos.
“Eu simplesmente escolhi uma e pensei: ‘Quer saber? Vou escrever para eles e tentar me candidatar.’ E foi exatamente o que eu fiz”, conta Tony.
Ele enviou sua inscrição pelo correio para a Faculdade de Música Berklee em Boston, Massachusetts (Estados Unidos), centro de excelência musical. Os alunos de Berklee já ganharam 311 prêmios Grammy.
“Primeiro eles me ouviram e, um dia, eles me aceitaram”, afirma Tony. E, em 1988, com 24 anos de idade, Tony, assustado e entusiasmado, saiu para estudar música nos Estados Unidos.
Tony recebeu uma bolsa de estudos de Berklee porque, segundo ele, era considerado “muito bom” para alguém que havia sido autodidata. A história também havia chegado aos jornais de Nottingham e Tony recebeu ajuda com esforços de captação de recursos — e dos seus pais.
“Naquela época, eles estavam muito orgulhosos e impressionados com a minha persistência e o meu progresso”, conta ele.
“Quando eles descobriram que eu havia sido aceito pela Faculdade de Música Berklee, todos ficaram dizendo ‘uau, isso não é brincadeira, isso é muito sério’. E então contei aos meus pais sobre as visões”, relembra Tony.
Tony conta que eles aceitaram que este era o caminho certo para seu filho.
Ele teve uma época “fantástica” em Berklee. A faculdade atraía músicos de todo o mundo que queriam aprender a arte do jazz. Alguns eram autodidatas, como Tony, e outros receberam treinamento clássico.
“Eles aceitaram minha chegada como se fosse a coisa mais normal do mundo”, diz ele. “Mas, na Inglaterra, o país onde nasci, parece que você precisa passar por um sistema para ser aceito.”
Quando Tony voltou para a Inglaterra, ele trabalhou no seu primeiro álbum, “All is Known”, que ganhou o Prêmio de Jazz do Parlamento e o BBC Jazz Award em 2005.
“Eu lembro que a primeira faixa que gravamos chamava-se “Boo Boo’s Birthday”, do [pianista e compositor de jazz norte-americano] Thelonious Monk”, conta Tony, “e me lembro de ter a partitura na minha frente. Fiz uma primeira gravação, nós a ouvimos e pensei comigo: ‘sabe, parece que estou lendo a cartilha’.”
“Eu pensei: ‘OK, preciso voltar a me sentir confortável, como no princípio’. Rasguei então a partitura, joguei no cesto de lixo e toquei cinco trechos de pura magia. Foi assim que fiz todo o álbum, sem partitura, apenas tocando.”
Além de ser músico, compositor e líder de banda, Tony também trabalha como professor na Academia de Jazz Julian Joseph e na Academia World Heart Beat Music. Em setembro de 2020, ele começou a lecionar no Conservatório Trinity Laban de Música e Dança e, este ano, recebeu o grau de professor honorário da Universidade de Nottingham.
Ele adora trabalhar com músicos jovens e idosos, inspirando-os a viver seus sonhos e nunca perder a esperança.
Mas, e quanto às outras imagens que ele viu enquanto caía do telhado — os diferentes locais do mundo e os rostos das crianças?
Elas também ganharam vida, segundo Tony.
“Tenho três filhos maravilhosos e sou também avô”, conta ele. “Tudo aquilo aconteceu e viajei por todo o mundo. Trabalhei com alguns dos maiores músicos do planeta.”
Esses músicos incluíram artistas como Macy Gray, Harry Connick Jr. e a Julian Joseph All Star Big Band.
Nas suas aulas, Tony muitas vezes incentiva seus alunos a tocar de ouvido, sem partitura. A sensação é totalmente liberadora, segundo ele.
“É como andar de bicicleta sem rodinhas”, afirma Tony. “Você usa as rodinhas para manter o equilíbrio. Quando você retira as rodinhas, a criança anda de bicicleta com muita liberdade — é isso o que parece.”
Tony Kofi com certeza está seguindo o conselho de Louis Armstrong: “Nunca toque uma música da mesma forma duas vezes”.
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Fonte: G1 Mundo