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Bento XVI diz em carta que anseia pela morte ‘em breve’


Mensagem de condolências por falecimento de antigo colega foi revelada nesta terça (19). Nela, Bento afirma que espera logo poder se juntar no além ao amigo que se foi. O papa emérito Bento XVI posa para foto no aeroporto de Munique, sul da Alemanha, em 22 de junho de 2020. Bento XVI retorna ao Vaticano da Alemanha, onde estava visitando seu irmão doente
Sven Hoppe/Pool/AFP
Em uma carta de condolências divulgada nesta terça-feira (19), o papa emérito Bento XVI, 94 anos, afirma que anseia pela morte.
A mensagem foi enviada a um mosteiro na Áustria, a Abadia de Wilhering, para expressar condolências pela morte de um ex-colega, o padre Gerhard Winkler, professor naquela instituição católica.
“Agora ele (padre Winkler) chegou no além, onde muitos amigos certamente o estão esperando. Espero poder me juntar em breve”, escreve Bento XVI.
A carta de condolências é datada de 2 de outubro. Winkler morreu no final de setembro, aos 91 anos. Na década de 1970, ele foi professor na Universidade de Regensburg, na Alemanha, junto com Joseph Ratzinger, que mais tarde se tornaria o Papa Bento XVI.
O pontífice se disse “profundamente comovido” com a notícia da morte. “De todos os meus colegas e amigos, ele era o mais próximo de mim. Sempre fui atraído por sua alegria e fé profunda.”
Carta em que Bento XVI afirma esperar pela morte
Divulgação/Stift Wilhering

Fonte: G1 Mundo

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Menino de quatro anos sobrevive à queda de penhasco de 21 metros nos EUA


Criança saiu andando sem ferimentos graves, segundo autoridades. Ele fazia caminhada com os pais quando escorregou, e bateu em várias saliências antes de chegar ao chão. Menino que caiu de penhasco em Kentucky abraça a mãe após ser resgatado sem ferimentos graves
Reprodução/Facebook/Wolfe County Search & Rescue Team
Um menino de 4 anos que caiu de um penhasco de 21 metros em Red River Gorge, no leste de Kentucky, sofreu alguns arranhões e hematomas, mas saiu andando sem ferimentos graves, disseram as autoridades.
O menino e seus pais estavam caminhando perto de Princess Arch na sexta-feira (15), quando ele escorregou, batendo em “várias saliências” antes de chegar ao chão, cerca de 21 metros abaixo, disse a equipe de busca e resgate do condado de Wolfe.
O pai correu atrás do menino e pediu ajuda.
Quando a equipe de Busca e Resgate do Condado de Wolfe chegou ao local, eles ficaram aliviados ao encontrar o menino alerta e falando.
“Milagrosamente, a criança estava relativamente ilesa. Ele está meio arranhado e machucado, mas no geral ileso ”, disse Drew Stevens, porta-voz da equipe.
Ele foi levado a um hospital para avaliação e foi liberado sem problemas, disse Stevens.
Os arcos de arenito e penhascos altos na área geológica de 17 mil hectares, a sudeste de Lexington, atraem centenas de milhares de caminhantes, alpinistas, praticantes de caiaque e adeptos de acampamento todos os anos.
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Fonte: G1 Mundo

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Reino Unido diz monitorar mutação da variante delta ‘muito de perto’


País vem registrando um aumento no número de infecções, mas especialista afirma que novo surto não estaria ligado ao surgimento desta nova variante. Imagens de microscópio mostram partículas do coronavírus que causam a Covid-19 retiradas de um paciente nos EUA
NIAID-RML via AP
O governo britânico, que enfrenta um aumento significativo dos casos diários de covid-19, anunciou nesta terça-feira (19) que “monitora muito de perto” uma nova subvariante do coronavírus que está se propagando no Reino Unido, sem saber ainda se é mais contagiosa.
A nova mutação, denominada “AY4.2”, deriva da variante delta, altamente transmissível, detectada inicialmente na Índia e que provocou uma disparada de casos no Reino Unido no final da primavera boreal (outono no Brasil).
“Estamos monitorando muito de perto esta nova forma e não hesitaremos em tomar medidas caso seja necessário”, afirmou nesta terça-feira um porta-voz de Downing Street. No entanto, “não há nenhum motivo para acreditar que esteja se espalhando com mais facilidade”, afirmou.
O surgimento desta nova subvariante ocorre em um momento em que o país, um dos mais castigados da Europa com 138.000 mortes por covid-19, enfrenta um número crescente de casos positivos.
Há duas semanas, os novos casos diários oscilam entre 35.000 e 45.000, com uma taxa de incidência de 410 casos a cada 100.000 habitantes até 12 de outubro, muito maior que a do restante da Europa.
Alguns cientistas atribuem essa deterioração, que no momento afeta principalmente os adolescentes e adultos jovens, ao baixo nível da vacinação entre os mais novos, à redução da imunidade nos idosos que se vacinaram há muitos meses e ao levantamento da maioria das restrições em julho na Inglaterra, como o uso de máscara em lugares fechados.
Na opinião do diretor do Instituto de Genética da University College London, François Balloux, a nova variante “não é a causa do recente aumento do número de casos no Reino Unido”.
O cientista explicou que, com sua baixa frequência atual, até “10% mais de transmissibilidade só poderia ter causado um pequeno número de casos adicionais”.
O surgimento da AY4.2 “não é uma situação comparável à das cepas alfa e delta, que eram muito mais transmissíveis (50% ou mais) do que qualquer cepa que circulava naquele momento”, afirmou.
A nova variante AY4.2 é quase inexistente fora do Reino Unido, com exceção de três casos detectados nos Estados Unidos e alguns poucos na Dinamarca, que desde então quase desapareceram.
Sua reação diante das vacinas existentes está sendo investigada.

Fonte: G1 Mundo

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Estupro em metrô na Filadélfia seria evitado se passageiros tivessem usado celular para ajudar, diz polícia


Pessoas apontaram seus telefones para o criminoso, mas ninguém usou aparelho para acionar emergência. Mulher foi salva por chamada feita por um funcionário, após ataque que durou mais de 45 minutos; ela antes empurrou repetidamente o agressor, sem que ninguém interferisse. A gerente geral da Autoridade de Transporte do Sudeste da Pensilvânia (SEPTA), Leslie Richards, durante entrevista coletiva, na Filadélfia, na segunda-feira (18)
Tom Gralish/The Philadelphia Inquirer via AP
O estupro de uma mulher a bordo de um metrô da Filadélfia, nos Estados Unidos, poderia ter sido interrompido rapidamente ou mesmo evitado se outros passageiros que apontavam seus telefones celulares para o “horrendo ato criminoso” os usassem para ligar para o 911, disseram autoridades nesta terça-feira (19).
A mulher foi estuprada pouco depois das 21 horas do dia 13 de outubro em um trem operado pela Autoridade de Transporte do Sudeste da Pensilvânia (SEPTA), que fornece transporte público para e dentro da Filadélfia, informou a imprensa local.
“Havia outras pessoas no trem que testemunharam esse ato horrível, e ele poderia ter sido interrompido mais cedo se um passageiro ligasse para o 911”, disse o porta-voz do SEPTA, John Golden, em um comunicado enviado por e-mail à agência Reuters.
A SEPTA e o Departamento de Polícia de Upper Darby, que está investigando o incidente, não confirmaram imediatamente outros detalhes do caso relatados pela imprensa local.
O vídeo de vigilância do vagão mostrou que a mulher tentou repelir seu agressor, empurrando-o repetidamente enquanto ele inicialmente a apalpava e, por fim, a agredia sexualmente.
Chrystale Hooper, da Autoridade de Transporte do Sudeste da Pensilvânia (SEPTA), demonstra a jornalistas as caixas de emergência em trens e como fazer para contatar a polícia através delas, durante entrevista coletiva na Filadélfia, na segunda-feira (18)
Tom Gralish/The Philadelphia Inquirer via AP
Durante o incidente de mais de 45 minutos, outros passageiros apontaram seus telefones celulares para o agressor, mas ninguém interveio.
Uma pessoa finalmente alertou o 911. Foi aquela ligação de um funcionário da SEPTA fora de serviço que rapidamente trouxe a polícia de trânsito a bordo, permitindo que parassem o ataque e prendessem o suposto estuprador, disse a polícia do SEPTA à Reuters.
Fiston Ngoy, 35, enfrenta acusações de estupro, desvio involuntário de relações sexuais, agressão sexual e outros crimes. Ngoy, que listou seu endereço mais recente como um abrigo para sem-teto na Filadélfia, foi detido sob fiança de US$ 18 mil (cerca de R$ 100 mil) e tem uma audiência agendada para 25 de outubro, informou a mídia local.
Ngoy afirma que o encontro foi consensual, mas a mulher nega.
O ataque ocorreu depois que a mulher tomou algumas cervejas depois do trabalho e por engano embarcou no trem errado às 21h15. Minutos depois, Ngoy entrou no trem, sentou-se ao lado dela e começou a tentar tocá-la. O incidente se transformou em um estupro às 21h52.
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Fonte: G1 Mundo

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Operador de drone vai tentar salvar cachorros presos por lava de vulcão em La Palma

Os três cães estão há semanas presos em um quintal abandonado coberto de cinzas vulcânicas. Eles têm sido alimentados por drones que jogam pacotes de comida. Um operador de drones espanhol recebeu nesta terça-feira (19) permissão para tentar resgatar três cães que ficaram presos perto do vulcão em erupção em La Palma, no arquipélago das Ilhas Canárias, e vai tentar salvar os animais usando uma rede para recolher os cães com a ajuda de drones.
Os três cachorros estão há semanas presos em um quintal abandonado coberto de cinzas vulcânicas. Eles têm sido alimentados por drones que jogam pacotes de comida e até agora ninguém conseguiu encontrar uma forma de resgatá-los. Helicópteros estão proibidos de voar para a área por causa do fluxo de gases quentes que pode danificar os motores.
Jaime Pereira, presidente da operadora de drones Aerocamaras, afirmou que planeja enviar um drone de 50 quilos equipado com uma rede ampla para tentar capturar os cães, um por um, e levá-los para uma área distante 450 metros do fluxo de lava.
Drones levam comida para cães presos por causa da erupção do vulcão Cumbre Vieja
“É a primeira vez que um animal está sendo resgatado com um drone e a primeira vez que ele tem que ser capturado”, disse Pereira. “Se esta é a última opção que os cães têm, então vamos fazer isso.”
O operador do drone terá apenas quatro minutos para atrair o cão para a rede e outros quatro minutos para sair da área. “Não queremos ficar sem bateria quando estivermos voando sobre a lava”, disse Pereira.
Os testes com os drones ainda estão sendo feitos e o sucesso da missão no final vai depender em como os animais vão reagir à chegada do drone, disse Pereira.
“Eles têm comido muito pouco nas últimas semanas. Eles podem vir ou ficarem assustados com o drone. Vai realmente depender da reação deles.”

Fonte: G1 Mundo

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Por que prostitutas na Alemanha são contra lei que deveria protegê-las


Cinco anos após governo alemão introduzir regra visando melhorar condições de trabalho e restringir tráfico humano, profissionais dizem que norma é discriminatória, estigmatizante e aumenta riscos. A trabalhadora do sexo durante entrevista no bordel Candy Store em Berlim, na Alemanha, em 2020
Odd Andersen/AFP
“Não é à toa que dizem ser a profissão mais antiga do mundo”, diz sorrindo Olivia, que há quase uma década trabalha como prostituta em Berlim. “As pessoas sempre encontrarão uma maneira de fazer trabalho sexual”, diz, respondendo a uma pergunta sobre a regulamentação do setor.
Sua carreira não foi algo planejado. Ela se mudou de uma pequena cidade no leste do país para a capital alemã em busca de uma vida mais emocionante e começou a trabalhar com sexo depois da recomendação de uma amiga. Agora, chegando aos 30 anos, ela já fez quase todo tipo de trabalho sexual possível na Alemanha: como acompanhante de luxo, massagista erótica, em um bordel e como autônoma em casa.
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“Existem níveis diferentes”, explica, acrescentando que as modalidades têm grande diferenças quanto a rendimento e medidas de segurança. Por meio de seu trabalho, ela encontrou uma comunidade, também com o Black Sex Workers’ Collective, uma iniciativa para pessoas de cor fundada nos Estados Unidos. Ela também é membro de um sindicato de profissionais do sexo.
Mas ela é uma das centenas de milhares de trabalhadoras do sexo não registradas na Alemanha que, nos últimos cinco anos, correram o risco de serem processadas.
Mais de 90% não seriam registradas
Quando ela começou, os direitos das trabalhadoras do sexo na Alemanha eram relativamente bem protegidos. A Lei da Prostituição de 2002 regulamentou formalmente o trabalho sexual e teve como objetivo proteger o acesso das profissionais do sexo a benefícios como assistência médica e seguro-desemprego.
Mas alguns legisladores estavam preocupados com o fato de a lei ser flexível demais. “Existem regras mais rígidas para se abrir uma lanchonete do que um bordel neste país”, disse a então ministra da Família, Manuela Schwesig, do Partido Social-Democrata (SPD), em entrevista ao semanário Die Zeit em 2014. Um ano depois, sua coalizão de governo apresentou o projeto de lei exigindo que todas as trabalhadoras do sexo solicitassem um registro. A lei foi promulgada em 21 de outubro de 2016 e entrou em vigor em 1º de julho de 2017.
Para as profissionais do sexo, isso significa ter que entregar dados privados, como endereço, detalhes de contato e nome verdadeiro e fazer consultas regulares de saúde obrigatórias. As pessoas que não se cadastram – algumas por questões de privacidade e outras porque não têm um endereço ou status de residência legal na Alemanha – estão infringindo a lei.
A lei também exige o uso de preservativos durante o trabalho sexual e exige que qualquer pessoa que administre uma empresa de trabalho sexual, como um bordel, tenha uma licença.
As últimas estatísticas oficiais de 2019 mostram que havia cerca de 40 mil profissionais do sexo na Alemanha legalmente registradas sob a Lei de Proteção à Prostituição, mas estimativas não oficiais dizem que o número real é de mais de 400 mil. Isso significa que mais de 90% das profissionais do sexo na Alemanha não têm registro – e são, tecnicamente, ilegais.
A grande maioria das trabalhadoras do sexo legalmente registradas trabalha em bordéis, o que sugere também que a maioria das que não são registradas trabalha em casa ou nas ruas.
Preocupações com a privacidade
O objetivo da lei era melhorar as condições das profissionais do sexo e reduzir a possibilidade de tráfico humano, exploração e escravidão. Mas as prostitutas dizem que isso realmente tornou sua posição mais vulnerável.
“As pessoas que não têm ideia sobre o trabalho sexual dizem: ‘É só um passe, não é tão ruim.’ Mas o trabalho sexual ainda é um trabalho muito estigmatizado na Alemanha. E, por isso, muitas pessoas receiam em revelar suas identidades ou ter seus dados registrados em algum lugar”, explica Ruby Rebelde, porta-voz da organização Hydra. O serviço de apoio e aconselhamento para trabalhadoras do sexo sediado em Berlim foi fundado há mais de 40 anos e se opõe à lei desde que ela foi promulgada.
Muitas trabalhadoras do sexo na Alemanha vêm de outros países, e os obstáculos burocráticos do processo de registro podem impedi-las de realizá-lo. Romênia e Bulgária, membros da UE, são os dois países de origem mais comuns entre as trabalhadoras do sexo não alemãs registradas. Ruby Rebelde, entretanto, acredita que as trabalhadoras do sexo estrangeiras são menos dispostas a se registrar do que as alemãs.
“Assim, as pessoas que vêm para a Alemanha para trabalhar como profissionais do sexo são ‘tornadas ilegais’ sob a lei de proteção à prostituição”, diz Rebelde. As trabalhadoras do sexo não registradas não puderam receber ajuda do governo quando não podiam trabalhar durante os lockdowns da pandemia de coronavírus. O número de trabalhadoras do sexo registradas também diminuiu significativamente durante esse período.
“Trabalhar junto é mais seguro”
Segundo a lei, as profissionais do sexo não podem viver e trabalhar junto, como dupla ou em um grupo maior – solução comum, que oferece segurança às profissionais do sexo se os clientes se mostrarem violentos –, porque tecnicamente um apartamento ou casa compartilhada constituiria um bordel.
“Se eu só puder trabalhar sozinha em casa, em teoria, isso me coloca em mais perigo”, diz Olivia. Ela afirma que passou por mais tentativas de chantagem e abuso depois a lei entrou em vigência do que antes, ao trabalhar sozinha em seu apartamento.
“Trabalhar junto é muito mais seguro porque você pode ficar de olho uma na outra e compartilhar experiências”, explica Ruby Rebelde.
Mas os defensores da lei dizem que ela tornou o trabalho sexual menos opaco e, de fato, aumentou a segurança. “Com o registro de acordo com a Lei de Proteção à Prostituição, o Estado tem a oportunidade de lançar luz sobre os direitos das pessoas no campo do trabalho sexual”, diz Ann-Kathrin Biewener, porta-voz da administração de Berlim para trabalho sexual e representante distrital eleita pelo SPD. Ela é responsável por supervisionar o processo de registro de toda a cidade de Berlim. “Com o registro, o trabalho sexual não acontece em segredo e, portanto, ele ajuda a melhorar as condições de trabalho das profissionais do sexo”, acrescenta.
Modelo nórdico?
Durante a pandemia, quando o trabalho sexual foi proibido pelas regras de distanciamento social, legisladores do SPD e da União Democrata Cristã (CDU) – partido de centro-direita da chanceler Angela Merkel – aproveitaram a oportunidade para pedir um fechamento ainda mais longo dos bordéis e uma revisão da indústria do trabalho sexual.
A solução defendida por eles e muitos outros é o chamado “modelo nórdico”, segundo o qual é ilegal pagar por sexo, mas não vender sexo.
Mas Olivia acredita que tal medida não funcione na Alemanha e colocaria o trabalho sexual ainda mais na clandestinidade. “Não iria impedir nada. Os preços ficariam mais altos; haveria mais criminalidade e violência, chantagem, mais tráfico de pessoas”, diz. “Não consigo ver um lado positivo.”
Uma avaliação federal da lei está planejada para ser concluída até 2025; um relatório interino cobre apenas os anos de 2017 e 2018. Até o momento, não há evidências suficientes para mostrar se alguma das metas da lei, como por exemplo, redução do tráfico de pessoas, foi alcançada.
Mas vários estados alemães já publicaram suas próprias avaliações. A avaliação da cidade-estado de Bremen, de dezembro de 2020, descreve o decréscimo dos processos de registro em Bremen, mas também observa: “Profissionais do sexo e políticos profissionais criticam que a lei não atende aos requisitos de melhor proteção contra o tráfico e melhoria na situação das prostitutas. Temem a estigmatização e a discriminação em função da obrigação de se cadastrar frente a autoridades e ao Estado. Dizem que as prostitutas, em particular, ficam desprotegidas porque a lei não está voltada para suas necessidades.”
Legisladores como Ann-Kathrin Biewener, em Berlim, trabalharam para coletar opiniões em uma série de eventos de “mesa redonda” para profissionais do sexo ao longo dos anos. Ruby Rebelde, de Hydra, acredita ser vital as vozes das trabalhadoras do sexo sejam levadas em consideração durante a próxima avaliação federal. “Falar sobre trabalhadoras do sexo sem falar com trabalhadoras do sexo – isso não está certo”, ressalta.
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Fonte: G1 Mundo

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Noivos chegam a casamento flutuando em panela durante enchente na Índia; veja vídeo

Para não perder a cerimônia, casal precisou improvisar um barco que foi empurrado por familiares. Noivos chegam a casamento flutuando em panela durante enchente na Índia
Um casal de Kerala, no sul da Índia, precisou improvisar para conseguir enfrentar uma inundação e chegar à tempo para sua própria festa de casamento, na segunda-feira (18).
Para não perder a cerimônia, noiva e noivo subiram em uma grande panela e foram empurrados por familiares pela enchente em Alappuzha.
“Nós havíamos marcado o casamento para acontecer neste momento auspicioso, sem nem pensar que poderia ter uma enchente”, disse a mãe do noivo, Radikha.
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A inundação foi provocada porque, no mesmo dia da festa, o governo local decidiu abrir algumas das barragens que estavam quase transbordando.
As chuvas em Kerala provocaram enchentes e deslizamentos de terra em várias áreas no fim de semana. Pelo menos 22 pessoas morreram.
Exército e Marinha da Índia precisaram ser acionados para auxiliar no resgate dos moradores das áreas mais afetadas.

Fonte: G1 Mundo

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‘Você é tão velha quanto se sente’, diz Rainha Elizabeth II ao rejeitar prêmio ‘Velinha do Ano’ de revista britânica


Monarca de 95 anos disse que não acreditava “se encaixar” nos critérios da premiação; reconhecimento já foi dado a cientistas, atletas, celebridades e até mesmo para o príncipe Phillip, ex-marido da rainha. A rainha Elizabeth II, da Grã-Bretanha, acena após participar de sessão no Parlamento Galês, em Cardiff, no País de Gales, em 14 de outubro de 2021
Jacob King/Pool via AFP
A rainha Elizabeth II, de 95 anos, recusou a indicação ao prêmio “Velinha do Ano” (Oldie of the Year, em inglês) concedido por uma revista britânica voltada à terceira idade.
‘”Você é tão velha quanto se sente”, disse a monarca que afirmou “não se encaixar” nos critérios da premiação.
A publicação divulgou a carta na terça-feira (19), no mesmo dia em que anunciou os vencedores a edição de 2021, e agradeceu a resposta amigável da rainha.
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Em carta assinada por Tom Laing-Baker, secretário pessoal de Elizabeth II, a monarca agradece que a revista tenha pensado nela mas reforçou que “há outras pessoas que mereçam mais”.
Carta assinada pelo secretário da rainha Elizabeth II para a revista Oldie
Reprodução/Oldie
O reconhecimento da revista “Oldie”, que completou 29 anos em 2021, já foi dado a cientistas, atletas, celebridades e até mesmo para o príncipe Phillip, ex-marido da rainha.
Neste ano, a nora da rainha, Camilla Parker, foi convidada para a entrega do prêmio – mas segundo a publicação, ela ainda está longe de ter a idade para recebê-lo.
Segundo os editores da “Oldie”, a ideia de homenagear a monarca britânica seria um reconhecimento de seu papel de liderança durante a pandemia e uma preparação para seu jubileu, no próximo ano.
A Rainha Elizabeth II já tem o reinado mais longo da história do Reino Unido e planeja para 2022 a celebração do seu jubileu de platina – o que significa ter sete décadas no poder.
VÍDEO: veja 5 curiosidades sobre a rainha
Elizabeth II completa 95 anos: veja 5 curiosidades sobre a rainha

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Fonte: G1 Mundo

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Trump ataca Powell após a morte do ex-secretário de Estado dos EUA


Ex-presidente americano descreveu o general de 4 estrelas, que trabalhou com Bush e Reagan, como um republicano desleal que apoiou a invasão ao Iraque com base em evidências falsas. Imagem de Donald Trump em 12 de janeiro de 2021
Carlos Barria/Reuters
O ex-presidente americano Donald Trump atacou nesta terça-feira (19) o general Colin Powell, ex-chefe da diplomacia dos Estados Unidos, descrevendo-o como um republicano desleal que apoiou a invasão ao Iraque em 2003 com base em evidências falsas.
O ataque foi feito no dia seguinte à morte de Powell, um herói da guerra do Vietnã que se tornou o primeiro negro a ser secretário de Estado dos EUA (o responsável pela diplomacia americana), no governo do também republicano George W. Bush.
O general de quatro estrelas também foi conselheiro de Segurança Nacional de Ronald Reagan e chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas de George H.W. Bush, pai de George W. Bush, e morreu de complicações ligadas à Covid-19 (veja no vídeo abaixo).
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Powell foi um crítico ferrenho de Trump e inclusive pediu sua renúncia após o ataque ao Capitólio feito por apoiadores do então presidente americano.
“É maravilhoso ver Colin Powell, que cometeu grandes erros no Iraque e nas famosas chamadas armas de destruição em massa, ser tratado na morte com tanta beleza pelos veículos de notícias falsas. Espero que isso aconteça comigo algum dia”, afirmou Trump em um comunicado.
“Era um RINO clássico, sempre o primeiro a atacar outros republicanos. Cometeu muitos erros, mas de qualquer maneira, que descanse em paz!”, escreveu Trump. RINO é a sigla de “Republican In Name Only” (“republicano só de nome” em tradução livre).
Apesar de ter trabalhado apenas em governos republicanos, Powell apoiou apenas candidatos democratas à Casa Branca desde 2008: duas vezes Barack Obama e depois Hillary Clinton e Joe Biden.
Colin Powell ao lado de George W. Bush em foto de agosto de 2004
Larry Downing/Reuters
Powell admitiu em vida que seu discurso de fevereiro de 2003 no Conselho de Segurança da ONU, no qual defendeu a suposta existência de armas de destruição em massa no Iraque, foi “uma mancha” em sua carreira. A alegação depois se mostrou falsa.
Ataque a John McCain
Não é a primeira vez que Trump ataca uma personalidade pública que tinha acabado de morrer. Ele fez isso com John McCain, senador do Arizona que morreu de um tumor no cérebro em 2018.
John McCain durante coletiva de imprensa no Capitólio dos EUA
Aaron P. Bernstein/Reuters
McCain também era um crítico do ex-presidente e chegou a dizer em vida que não o queria em seu funeral — desejo que foi atendido (veja no vídeo abaixo).
Após críticas, Trump expressou “respeito” por McCain, que assim como Powell também era um veterano da Guerra do Vietnã, e determinou que as bandeiras fossem hasteadas a meio mastro.
“Apreciamos verdadeiramente tudo o que o senador McCain fez por nosso país”, disse Trump posteriormente durante um jantar na Casa Branca para líderes evangélicos.
Sete meses depois, o ex-presidente americano disse que deu ao senador “o funeral que queria e não recebeu nem um ‘obrigado'”.
Antes de morrer, John Mccain declarou não querer Donald Trump em seu funeral
VÍDEOS: as últimas notícias internacionais

Fonte: G1 Mundo

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Avião cai no Texas com 21 pessoas a bordo; todos sobreviveram e ninguém ficou gravemente ferido


Uma das pessoas foi levada ao hospital com dores nas costas. Avião caiu em um campo perto da cidade de Houston. Reprodução de vídeo mostra avião que caiu no Texas pegando fogo, em 19 de outubro de 2021
Reprodução/NBC
Um avião caiu no estado do Texas, nos Estados Unidos, nesta terça-feira (19), perto da cidade de Houston, de onde havia decolado. Não há nenhum morto no acidente, segundo a rede ABC.
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Uma equipe de resgate foi ao local.
Segundo o xerife Troy Guidry, havia 21 pessoas a bordo, e todas conseguiram sair da aeronave com segurança. Uma pessoa foi levada ao hospital porque sentiu ferimentos nas costas.
O avião caiu em um campo plano, e saiu fumaça do lugar. Os bombeiros tentaram controlar as chamas com a fuselagem ainda preservada.
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Fonte: G1 Mundo