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Prefeitura de Moscou ordena isolamento de idosos não vacinados em meio a novo surto de Covid-19


Medida deve durar cerca de 4 meses, segundo a administração municipal. Além disso, o governo russo avalia a criação de um megaferiado para evitar que as pessoas se contaminem no trabalho. Equipe de saúde trata paciente com Covid-19 em centro médico de Moscou em 19 de outubro de 2021
Alexander Zemlianichenko/AP
A Prefeitura de Moscou ordenou, nesta terça-feira (19), o isolamento de idosos não vacinados contra a Covid-19 durante quatro meses em meio ao surgimento de um novo surto da doença na Rússia.
Foram confirmadas, apenas nas últimas 24 horas, 1.015 mortes por complicações causadas pelo coronavírus – um novo recorde diário –, o que elevou o total de vítimas da pandemia no país para mais de 225 mil — de longe o maior da Europa.
“O número de pessoas hospitalizadas com casos graves da doença vem aumentando a cada dia”, disse o prefeito da capital russa, Sergei Sobyanin, em um comunicado.
A medida de isolamento para quem não se vacinou acompanha o anúncio de que o governo russo vem trabalhando na criação de um megaferiado para que as pessoas evitem ir ao local de trabalho, aumentando a transmissão do vírus (leia mais adiante nesta reportagem).
A Rússia tem enfrentado dificuldades para convencer a população a se vacinar, e tem, até o momento, apenas 31% dos adultos totalmente imunizados, e mesmo com a alta de infectados e óbitos o governo russo evita adotar medidas de restrição.
Megaferiado contra a Covid
Profissionais de saúde transportam paciente para fora de hospital para infectados com Covid-19 em Moscou, na Rússia, em 13 de outubro de 2021
Tatyana Makeyeva/Reuters
Em meio a recordes diários de mortes por Covid-19, o governo da Rússia planeja fechar os locais de trabalho por uma semana para tentar frear a escalada do novo coronavírus.
Agora, a vice-primeira-ministra Tatiana Golikova quer que os dias entre 30 de outubro a 7 de novembro sejam considerados não-úteis, para combater o aumento de infecções.
A vice-primeira-ministra da Rússia, Tatiana Golikova, em imagem de arquivo
Divulgação/Kremlin
O governo russo já adotou medidas semelhantes em outras ocasiões, mas tem descartado um novo bloqueio nacional porque o que foi feito no início da pandemia afetou fortemente a economia e também a popularidade do presidente Vladimir Putin.
O Klemlin também repetiu o apelo à população para que se imunize. “Uma posição mais responsável é necessária de todos os cidadãos”, afirmou o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov. “Agora cada um de nós deve mostrar responsabilidade e ser vacinado”.
Falta de leitos em hospitais
Em meio à alta de mortes, o Ministério da Saúde da Rússia pediu na semana passada a médicos aposentados vacinados que voltassem aos hospitais para ajudar a combater a nova onda do vírus.
Médico usando roupa de proteção especial se prepara para cuidar de paciente com Covid-19 em hospital em Moscou, na Rússia, em 13 de julho de 2021
AP Photo/Denis Kaminev
Andrei Klychkov, governador da região de Orlovsky (a 325 km ao sul de Moscou), disse à agência de notícias RIA que a região está sem leitos.
Com a escalada de mortes, foram suspensos até testes de foguete para preservar oxigênio para pacientes com Covid-19.
Suptnik V
A Rússia se gabou de ter sido o primeiro país do mundo a autorizar uma vacina contra a Covid-19, em agosto de 2020, embora ela tivesse sido testada apenas em algumas dezenas de pessoas na época.
O imunizante recebeu orgulhosamente o nome de Sputnik V, em referência ao primeiro satélite do mundo, para enfatizar as realizações científicas do país.
Que vacina é essa? Sputnik V
Vacinação estagnada
Mas o governo não tem conseguido convencer a população a tomar o imunizante (e outras três vacinas que já foram desenvolvidas no país).
Autoridades abriram centros de vacinação em shopping centers e outros locais e tentaram estimular os russos com loterias, bônus e até sorvetes (veja no vídeo abaixo), mas todos os esforços falharam.
E, mesmo com a vacinação estagnada, Putin continua a defender a importância de uma ampla vacinação, mas enfatiza sempre que ela deve permanecer voluntária.

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Fonte: G1 Mundo

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Escultura branca maciça em Nova Jersey convida a ‘ouvir o silêncio da água’


Mulher com o dedo indicador nos lábios ‘encara’ Nova York e convida metrópole caótica a parar e escutar. ‘Estou falando do ruído da informação e das mensagens para nós’, afirma artista. Estátua ao longo do Rio Hudson, em Nova York, convida a metrópole caótica a parar e escutar.
Reuters/Eduardo Munoz
Uma estátua imponente de uma cabeça de mulher com o dedo indicador encostado nos lábios encara a parte baixa de Manhattan ao longo do Rio Hudson, em Nova York, convidando a metrópole caótica a parar e escutar.
“A água, quando se move, faz um som especial, muito especial”, disse Jaume Plensa, artista radicado em Barcelona.
A mensagem de sua “Alma da Água” de 24 metros, sua maior obra até hoje, é “ficar quieto… para ouvir o ruído profundo da água falando conosco”, disse ele em uma entrevista.
Artista Jaime Plensa posa ao lado da escultura “Alma da Água”, em Nova Jersey
Eduardo Munoz/Reuters
A cabeça branca como a neve contempla uma vista ampla do rio diante de uma floresta de arranha-céus na orla de Newport, bairro de Jersey City que cresce rapidamente.
Ela está diretamente em frente a Greenwich Village e cerca de seis quilômetros distante da Estátua da Liberdade, uma sentinela mais familiar da enseada.
Em uma manhã recente na qual Plensa viu a peça montada pela primeira vez, seu pedido de silêncio competiu com a vibração de motores a diesel do terminal ferroviário próximo de Hoboken, o rugido de helicópteros nos céus e gritos e risadas de crianças em carrinhos ao longo das passarelas à beira do rio.
Mas estes não são os tipos de ruído que Plensa diz que sua obra de arte está visando.
“Estou falando do ruído da informação e das mensagens para nós”, explicou ele na Galerie Lelong Co de Nova York, onde uma exibição de novos trabalhos estreia no dia 29 de outubro.
Escultura de 24 metros do artista Jaime Plensa ‘aponta’ para New York
Reuters/Eduardo Munoz

Fonte: G1 Mundo

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Haiti: gangue pede resgate pelos 17 missionários dos EUA e Canadá sequestrados

Gangue quer US$ 1 milhão por cada um dos missionários sequestrados. Eles foram levados quando visitavam uma creche no Haiti. Polícia do Haiti procura por 17 missionários sequestrados
Os criminosos do Haiti que sequestraram 17 missionários dos Estados Unidos e do Canadá pediram um resgate de US$ 1 milhão (R$ 5,5 milhões) por cada um dos sequestrados. Como são 17, o total chega a US$ 17 milhões (R$ 94,4 milhões).
O “Wall Street Journal” publicou a informação nesta terça-feira (19).
Leia também
Missionários americanos são sequestrados no Haiti
Centenas protestam no Haiti contra onda de sequestros
O sequestro de 12 adultos e cinco crianças por uma gangue criminosa expôs as dificuldades que o Haiti enfrenta desde o assassinato do presidente Jovenel Moise.
Os missionários trabalham para a organização Christian Aid Ministries, com sede nos Estados Unidos. A organização afirmou em um comunicado que o grupo foi sequestrado a leste da capital quando voltava de um orfanato.
O Departamento de Estado (é o órgão de governo responsável por relações internacionais) não forneceu detalhes sobre a busca pelos reféns, mas disse no sábado que a segurança dos americanos no exterior “é uma de suas principais prioridades”.
Em agosto, os Estados Unidos instaram seus cidadãos a não viajarem ao Haiti devido a sequestros e problemas políticos.
400 Mawozo
Os missionários foram levados pelo grupo criminoso 400 Mawozo, que há meses realiza sequestros e roubos na zona localizada entre Porto Príncipe e a fronteira com a República Dominicana.
A quadrilha sequestrou vários veículos, incluindo ônibus cheios, nas estradas que controla, afetando tanto cidadãos do país quanto estrangeiros, que são capturados para o pagamento de resgates, muitas vezes de somas que superam a renda anual de um haitiano.
“A polícia se mostrou incapaz de enfrentar os grupos criminosos, que se organizam melhor e controlam um território cada vez maior” em torno da capital e nas cidades do interior, disse Gédéon Jean, diretor do Centro de Análise e Pesquisa em Direitos Humanos, com sede na capital
A organização de Jean registrou um aumento alarmante dos sequestros no Haiti: foram mais de 600 nos primeiros três meses de 2021, um aumento de 231 em relação ao mesmo período de 2020.
Grupos de defesa dos direitos humanos afirmam que a grande maioria das mulheres sequestradas são estupradas.
Em abril, 10 pessoas – incluindo dois religiosos franceses – foram sequestradas pelo grupo 400 Mawozo na mesma região. Libertado após 20 dias de cativeiro, o padre Michel Briand disse então à AFP que seu grupo estava “no lugar errado, no momento errado”.
Protestos em Porto Príncipe
As ruas de Porto Príncipe ficaram vazias na segunda-feira (18) em um dia de greve nacional convocada contra a crescente insegurança.
Em Porto Príncipe, lojas, escolas e repartições públicas permaneceram fechados, embora as escolas tenham funcionado em várias outras cidades do país, informou a mídia local.
Alguns veículos da polícia circulavam pela capital nas estradas principais, relativamente tranquilas.
Gangues armadas, que controlam os bairros mais pobres de Porto Príncipe há anos, endureceram suas ações na cidade e áreas periféricas onde os sequestros foram desencadeados.
“As gangues se aproveitam (do vazio) para ganhar força”, disse Gedeon Jean.
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Fonte: G1 Mundo

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Quem foi o diplomata que ficou conhecido como ‘Schindler de Portugal’ por salvar milhares de judeus do Holocausto


Aristides Sousa Mendes salvou 34 mil pessoas – entre judeus e outros perseguidos do regime nazista – com a emissão de vistos. Ele foi homenagem nesta terça dentro do Panteão Nacional português. Aristides de Sousa Mendes e telegrama do ditador português Salazar
Fundação Sousa Mendes
Portugal prestou homenagem nesta terça-feira (19) ao diplomata Aristides Sousa Mendes no Panteão Nacional, 67 anos após sua morte, por ter salvado milhares de refugiados que fugiam da França durante a Segunda Guerra Mundial (leia mais adiante nesta reportagem).
“Portugal se inclina diante de sua personalidade moral”, afirmou o presidente Marcelo Rebelo de Sousa.
Rebelo de Sousa falou durante uma cerimônia especial que contou com a presença das principais autoridades do Estado, assim como de descendentes do diplomata e das pessoas que ele ajudou a salvar.
Uma placa comemorativa em recordação ao ex-cônsul foi inaugurada no interior do monumento, que fica no centro de Lisboa, um gesto simbólico, pois os restos mortais permanecerão na cripta da família em Cabanas do Viriato, região central do país, por desejo da família.
Aristides Sousa Mendes: um ‘diplomata desobediente’
Sousa Mendes (dir.) posa ao lado do rabino Chaim Kruger quem ajudou na retirada de refugiados judeus em Bordeaux
Fundação Sousa Mendes
O cônsul de Bordeaux
Aristides Sousa Mendes, enviado a Bordeaux em 1940, rejeitou as ordens do ditador Antonio Oliveira Salazar, que havia proibido os cônsules de entregar vistos a “estrangeiros de nacionalidade indefinida, aos apátridas e aos judeus”.
Em nove dias, ele concedeu os vistos a todos os refugiados que solicitaram, sem estabelecer diferenças entre nacionalidades ou religiões. Com este gesto, Mendes salvou mais de 34 mil pessoas, incluindo 10 mil judeus.
Filme ‘O cônsul de Bordeaux’ resgata heroísmo do ‘Schindler português’
Comparado com frequência ao alemão Oskar Schindler, que salvou centenas de judeus da deportação, Sousa Mendes foi designado em 1966 como “Justo entre as Nações” pelo Memorial do Holocausto em Jerusalém, uma instituição que recorda o genocídio do povo judaico durante a Segunda Guerra Mundial.
Sousa Mendes, que caiu em desgraça em seu país, foi destituído de suas funções após um julgamento do regime de Salazar e viveu na miséria até sua morte, em um hospital de Lisboa em 1954, com 69 anos.
As autoridades portuguesas deram um primeiro passo para sua reabilitação ao condecorá-lo com a Cruz do Mérito em 1986. Mais tarde, ele foi reincorporado à carreira diplomática a título póstumo.
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Fonte: G1 Mundo

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Em meio a recordes diários de mortes por Covid, Rússia planeja megaferiado de 9 dias


Vice-primeira-ministra quer que os dias entre 30 de outubro a 7 de novembro sejam considerados não-úteis para combater o aumento de infecções. Profissionais de saúde transportam paciente para fora de hospital para infectados com Covid-19 em Moscou, na Rússia, em 13 de outubro de 2021
Tatyana Makeyeva/Reuters
Em meio a recordes diários de mortes por Covid-19, o governo da Rússia planeja fechar os locais de trabalho por uma semana para tentar frear a escalada do novo coronavírus.
Foram confirmadas 1.015 mortes nesta terça-feira (19), um novo recorde diário, o que elevou o total de vítimas da pandemia para mais de 225 mil — de longe o maior da Europa.
O país está com a vacinação estagnada, com apenas 31% da população totalmente imunizada, e mesmo com a alta de infectados e óbitos o governo russo evita adotar medidas de restrição.
Agora, a vice-primeira-ministra Tatiana Golikova quer que os dias entre 30 de outubro a 7 de novembro sejam considerados não-úteis, para combater o aumento de infecções.
A vice-primeira-ministra da Rússia, Tatiana Golikova, em imagem de arquivo
Divulgação/Kremlin
O governo russo já adotou medidas semelhantes em outras ocasiões, mas tem descartado um novo bloqueio nacional porque o que foi feito no início da pandemia afetou fortemente a economia e também a popularidade do presidente Vladimir Putin.
O Klemlin também repetiu o apelo à população para que se imunize. “Uma posição mais responsável é necessária de todos os cidadãos”, afirmou o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov. “Agora cada um de nós deve mostrar responsabilidade e ser vacinado”.
Falta de leitos em hospitais
Em meio à alta de mortes, o Ministério da Saúde da Rússia pediu na semana passada a médicos aposentados vacinados que voltassem aos hospitais para ajudar a combater a nova onda do vírus.
Médico usando roupa de proteção especial se prepara para cuidar de paciente com Covid-19 em hospital em Moscou, na Rússia, em 13 de julho de 2021
AP Photo/Denis Kaminev
Andrei Klychkov, governador da região de Orlovsky (a 325 km ao sul de Moscou), disse à agência de notícias RIA que a região está sem leitos em hospitais.
Com a escalada de mortes, foram suspensos até testes de foguete para preservar oxigênio para pacientes com Covid-19.
Suptnik V
A Rússia se gabou de ter sido o primeiro país do mundo a autorizar uma vacina contra a Covid-19, em agosto de 2020, embora ela tivesse sido testada apenas em algumas dezenas de pessoas na época.
O imunizante recebeu orgulhosamente o nome de Sputnik V, em referência ao primeiro satélite do mundo, para enfatizar as realizações científicas do país.
Que vacina é essa? Sputnik V
Vacinação estagnada
Mas o governo não tem conseguido convencer a população a tomar o imunizante (e outras três vacinas que foram desenvolvidas mais tarde no país).
Autoridades abriram centros de vacinação em shopping centers e outros locais e tentaram estimular os russos com loterias, bônus e até sorvetes, mas todos esses esforços falharam.
E, mesmo com a vacinação estagnada, Putin continua a defender a importância de uma ampla vacinação, mas enfatiza sempre que ela deve permanecer voluntária.
Em Moscou qualquer um pode tomar vacina contra Covid-19 – e ganha um sorvete
VÍDEOS: as últimas notícias internacionais

Fonte: G1 Mundo

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Homem morre em queda após ficar pendurado para fora de balão em Israel


Um homem morreu ao cair de um balão de ar quente em cima de um carro em Israel. Motorista que passava pela área flagrou o momento em que ele ficou pendurado para fora do balão. Motorista flagrou homem pendurado para fora de balão de ar quente em Israel
Reprodução/Reuters
Um homem morreu após ficar pendurado para fora de um balão de ar quente e cair em cima de um carro em uma estrada do norte de Israel, informou o serviço de emergências nesta terça-feira (19).
Um motorista que passava pela área flagrou o momento exato em que a vítima ficou suspensa, apenas segurando o cesto do balão com os braços, segundos antes de se soltar.
Uma equipe de socorristas chegou a ser enviada para o local, para oferecer primeiros socorros, mas o homem não resistiu à queda.
Segundo a imprensa local, a vítima era um jovem de cerca de 20 anos e trabalhava com a equipe de solo da empresa responsável pelos passeios com balão.

Fonte: G1 Mundo

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Unicef diz que 10 mil crianças foram mortas ou mutiladas no Iêmen desde 2015


Quatro de cada cinco crianças, um total de 11 milhões, necessitam de assistência humanitária no Iêmen. 27 de outubro – Criança desnutrida chora na enfermaria do hospital al-Sabeen, em Sanaa, Iêmen
Khaled Abdullah/Reuters
Dez mil crianças do Iêmen foram mortas ou mutiladas desde que uma coalizão militar liderada pela Arábia Saudita interveio em março de 2015 depois de o grupo houthi alinhado ao Irã expulsar o governo do país, comunicou o Fundo de Emergência Internacional das Nações Unidas para a Infância (Unicef) nesta terça-feira (19).
“O conflito no Iêmen acaba de atingir outro marco vergonhoso. Agora temos 10 mil crianças que foram mortas ou mutiladas desde… março de 2015”, disse o porta-voz do Unicef, James Elder, em um briefing na Organização das Nações Unidas (ONU) em Genebra depois de voltar de uma visita ao país.
GloboNews Documentário- “Iêmen: Um país esquecido”
“Isto é o equivalente a quatro crianças a cada dia”, disse Elder, acrescentando que muitas outras mortes e ferimentos de crianças não são relatados.
Quatro de cada cinco crianças, um total de 11 milhões, necessitam de assistência humanitária no Iêmen, enquanto 400 mil estão sofrendo de desnutrição aguda e mais de 2 milhões estão fora das escolas, disse Elder.
Esforços liderados pela ONU para orquestrar um cessar-fogo de âmbito nacional não avançam, já que sauditas e houthis resistem a se comprometer a encerrar mais de seis anos de uma guerra que provoca o que a ONU classifica como a maior crise humanitária do mundo.
Centenas de iemenitas estão presos em meio aos combates intensos entre forças do governo e dos houthis no Marib, uma região administrativa do norte, disseram moradores e uma autoridade local na semana passada, depois que batalhas pelo controle da área rica em gás deslocaram cerca de 10 mil pessoas.
Veja os vídeos mais assistidos do g1

Fonte: G1 Mundo

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Drone flagra tubarões nadando a poucos centímetros de surfistas na Califórnia; veja vídeo

Animais são comuns na costa californiana, e costumam aparecer durante os meses mais quentes. Ninguém foi ferido. Tubarões nadam ao lado de surfistas no sul da Califórnia
Um drone flagrou diversos filhotes de tubarão branco nadando a poucos centímetros de surfistas na costa da Califórnia, nos Estados Unidos, (veja no vídeo acima). Ninguém foi ferido.
Os animais são comuns na costa de Del Mar, mas não costumam se envolver em acidentes. Eles geralmente aparecem durante os meses mais quentes, até o final do outono.
Alguns banhistas nem perceberam que estavam perto dos tubarões, mas ataques dessa espécie contra humanos são bastante raros.
Segundo a rede americana NBC, ações de conservação promovidas pelo estado da Califórnia aumentaram o aparecimento destes animais em sua região costeira.
Especialistas ouvidos pelo canal asseguram que os tubarões não apresentam grandes riscos e que eles não costumam ficar muito tempo nas áreas de praia.

Fonte: G1 Mundo

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Bolsonaro recebe presidente da Colômbia no Palácio do Planalto


Iván Duque está no Brasil em busca de atrair investimentos para a Colômbia. Presidente do país vizinho já se vacinou contra a Covid e tenta liderar ações de preservação ambiental. Presidentes Jair Bolsonaro e Ivan Duque (Colômbia) no Palácio do Planalto nesta terça (19)
Guilherme Mazui/G1
O presidente Jair Bolsonaro recebeu na manhã desta terça-feira (19) no Palácio do Planalto o presidente da Colômbia, Iván Duque.
Duque está em visita oficial ao Brasil e, antes de cumprir agenda em Brasília, teve encontros com empresários e investidores em São Paulo. O objetivo é tentar atrair investimentos brasileiros para o país.
O presidente colombiano chegou ao Planalto por volta das 10h e seguiu para uma reunião com Bolsonaro. Ministros dos dois governos acompanharam o encontro, que deve resultar na assinatura de acordos entre os países.
Há previsão de declaração à imprensa após a reunião. Em seguida, Bolsonaro e Duque almoçarão no Palácio Itamaraty, sede do Ministério das Relações Exteriores. À tarde, Duque terá uma audiência com o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG).
Iván Duque
Iván Duque foi eleito presidente da Colômbia em junho de 2018, aos 41 anos de idade. Candidato de direita, teve apoio do ex-presidente Álvaro Uribe e derrotou o candidato de esquerda Gustavo Petro.
A vitória de Duque marcou a volta dos conservadores ao poder na Colômbia ao suceder Juan Manuel Santos.
Neste ano, Duque teve de lidar com uma onda de protestos e paralisações na Colômbia. Houve dezenas de mortes. As manifestações começaram como um protesto contra mudanças nos impostos, mas a pauta também passou a pedir renda básica, oportunidades para os jovens e o fim da violência policial. As pessoas no país consideraram que a repressão policial foi excessiva (veja no vídeo abaixo).
Iván Duque aumenta forças policiais em cidades tomadas por protestos na Colômbia
Condução da pandemia do meio ambiente
Duque se apresenta como político de direita, assim como Bolsonaro, mas lida de forma diferente em temas como pandemia e meio ambiente.
O presidente colombiano, por exemplo, já se vacinou contra Covid-19, enquanto Bolsonaro afirma que não vai se vacinar, além de defender medicamentos comprovadamente ineficazes no combate à doença. A postura de Bolsonaro contraria as medidas preconizadas pela ciência.
Duque também tenta liderar na região ações de preservação e de desenvolvimento sustentável na floresta amazônica. Bolsonaro é criticado desde o início do governo por sua política ambiental, que resultou na alta do desmatamento na Amazônia.
O encontro entre os presidentes ocorre duas semanas antes da COP 26, conferência das Nações Unidas sobre mudanças climáticas e preservação ambiental, que acontecerá na Escócia.

Fonte: G1 Mundo

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Ex-secretária de campo de concentração nazista de 96 anos que fugiu Justiça vai a julgamento na Alemanha


Mulher pegou um táxi e foi para uma estação de metrô no dia do início de seu julgamento. Uma ordem de prisão foi emitida e a acusada foi encontrada no mesmo dia. Irmgard Furchner, ex-secretária de um campo de concentração nazista comparece a tribunal na Alemanha em 19 de outubro de 2021
Christian Charisius/Pool via Reuters
Uma alemã de 96 anos que foi detida pouco depois de fugir antes de uma audiência no mês passado sob a acusação de cometer crimes de guerra durante a Segunda Guerra Mundial, se apresentou a um tribunal da Alemanha terça-feira (19).
Irmgard Furchner, acusada de ter contribuído aos 18 anos para o assassinato de 11.412 pessoas quando era datilógrafa no campo de concentração de Stutthof, entre os anos de 1943 e 1945, foi levada para a sala do tribunal em uma cadeira de rodas.
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Seu rosto mal era visível por trás de uma máscara branca e um lenço de cabeça puxado sobre os olhos. A segurança era pesada no momento em que juiz e equipe jurídica entravam no tribunal.
Entre 1939 e 1945, cerca de 65 mil pessoas morreram de fome e doenças ou nas câmaras de gás do campo de concentração perto de Gdansk, na atual Polônia. Entre elas, prisioneiros de guerra e judeus capturados na campanha de extermínio promovida pelos nazistas.
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Czarek Sokolowski/AP
O julgamento foi adiado depois que Furchner deixou sua casa no início de 30 de setembro e fugiu por várias horas antes de ser detida no mesmo dia. As acusações não puderam ser lidas até que ela estivesse presente no tribunal.
Ela é a mais recente nonagenária a ser acusada de crimes da época do Holocausto no que é visto como uma corrida pelos promotores para aproveitar a oportunidade final de fazer justiça às vítimas de alguns dos piores assassinatos em massa da história.
Embora os promotores tenham condenado os principais perpetradores –aqueles que emitiram ordens ou puxaram os gatilhos – nos “Julgamentos de Frankfurt Auschwitz” nos anos 1960, a prática até os anos 2000 era deixar os suspeitos de baixo escalão em paz.

Fonte: G1 Mundo