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Colin Powell tentou se redimir de discurso fatídico na ONU que serviu de pretexto para a invasão do Iraque


Ex-secretário de Estado de Bush rompeu com republicanos e reconheceu o episódio como o maior fracasso de sua carreira. E foto tirada em 5 de fevereiro de 2003, o então secretário de Estado dos Estados Unidos, Colin Powell, segura um frasco que ele disse ser do tamanho que poderia ser usado para conter antraz, dirigndo-se ao Conselho de Segurança das Nações Unidas em Nova York.
Timothy Clary/AFP
Em seu livro de memórias, Colin Powell aborda com franqueza o momento mais controverso de uma carreira considerada brilhante: o fatídico discurso na ONU, em fevereiro de 2003, no qual ele tentou convencer a comunidade internacional de que o ditador iraquiano Saddam Hussein desenvolvia armas de destruição em massa.
Com um frasquinho de vidro nas mãos, o respeitado general reformado e secretário de Estado americano assegurou, numa exposição de 75 minutos, que o Iraque enganara os inspetores nucleares — pretexto para a invasão do país, seis semanas depois.
As tais armas químicas, biológicas e nucleares, porém, nunca foram encontradas. E os EUA se viram mergulhados por quase uma década em mais um atoleiro: uma guerra que causou a morte de mais de 100 mil iraquianos e reacendeu a insurgência no país. Powell jogou sua credibilidade naquele discurso e se arrependeu amargamente por isso, conforme deixou explícito no livro “It worked for me”, lançado em 2012:
“Não foi de forma alguma o primeiro, mas foi um dos meus fracassos mais importantes, aquele de maior impacto”, admitiu. E estava certo quando previu: “O evento ganhará um parágrafo de destaque em meu obituário.” Aos 84 anos, ele morreu nesta segunda-feira, vítima de complicações da Covid-19.
Primeiro negro a ser nomeado secretário de Estado nos EUA, durante o governo George W. Bush, Powell qualificava o episódio do Conselho de Segurança da ONU como uma mancha indelével em seu currículo.
Colin Powell, ex-secretário de Estado dos EUA, morre de Covid
Desiludido, deixou o cargo no início de 2005 e apoiou o candidato democrata Barack Obama pouco antes da eleição do primeiro presidente negro, em 2008. Combateu exaustivamente seu sucessor Donald Trump, oito anos depois, a quem chamou de mentiroso, por insistir em afastar-se da Constituição americana.
Nos anos que se seguiram, o moderado Powell rompeu com o Partido Republicano, tentou recuperar o capital político e redimir-se por ter levado a pior nos embates travados com os neoconservadores do governo Bush, ávidos por empregar o uso da força no Iraque.
A dolorosa imagem daquele discurso ficou definitivamente atrelada a Colin Powell, conforme ele fazia questão de resumir: “Sempre serei visto como o que expôs o caso do Iraque perante a comunidade internacional.”

Fonte: G1 Mundo

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Itália registra confronto em protesto contra o passaporte sanitário


Manifestantes são contrários à obrigatoriedade de vacinação contra a Covid-19 para poder trabalhar. Polícia usa canhão de água contra manifestantes antivacina na Itália
Ansa via AFP
A polícia usou canhões de água e gás lacrimogêneo nesta segunda-feira (18) em Trieste, importante porto no nordeste da Itália, contra um grupo de manifestantes que protestava contra o passaporte sanitário obrigatório nos locais de trabalho.
Dezenas de policiais antidistúrbios e manifestantes se enfrentaram, entre eles grupos de trabalhadores portuários, que desde sexta-feira bloqueiam uma das entradas do porto devido à vigência do passaporte sanitário nos locais de trabalho.
“Liberdade, liberdade”, cantavam os manifestantes, enquanto outros gritavam “Não somos violentos, abaixem seus escudos!”.
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Manifestantes contra a obrigação do passaporte sanitário para o trabalho na Itália em foto de 18 de outubro de 2021
Ansa via AFP
A polícia conseguiu dispersar a entrada no porto depois de várias horas e afastou os manifestantes para um estacionamento próximo.
Os trabalhadores portuários convocaram uma greve na sexta-feira, apesar de a empresa que administra o porto, um dos mais estratégicos do país, oferecer gratuitamente a possibilidade de realizar testes de Covid-19.
O movimento de Trieste atraiu centenas de pessoas de outras cidades, que marcharam até a praça central para protestar contra a medida.
Manifestantes se reúnem na entrada do porto de Trieste, na Itália, em 18 de outubro de 2021
Ansa via AFP
Segundo a lei adotada pelo governo de coalizão liderado por Mario Draghi, todo funcionário que não estiver vacinado, exceto aqueles que tiveram Covid recentemente, devem apresentar na entrada de seus locais de trabalho um teste negativo de coronavírus.
Em caso contrário, pode ser declarado ausente e deixar de receber seu salário.
Itália passa a exigir certificado de Covid para todos os trabalhadores
Cerca de três milhões – entre mais de 23 milhões de trabalhadores – não se vacinaram e correm o risco de ter o acesso aos seus locais de trabalho negado.
Para incentivar a vacinação, o governo anunciou há um mês, com o apoio dos partidos da coalizão, a obrigação de apresentar o passaporte Covid.
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Fonte: G1 Mundo

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Mulher dá à luz bebê de 6,3 kg nos EUA; Finnley já usa roupas de 6 a 9 meses


O ‘pequeno’ Finnley nasceu de uma cesárea com mais de 60 centímetros. ‘Ele é o assunto do hospital!’, comemorou a mãe coruja, Cary Patonai, que estava na 38ª semana de gestação. Mulher dá à luz bebê de 6,3 kg nos EUA; Finnley já usa roupas de 6 a 9 meses
Montagem g1/Reprodução Facebook
Um bebê de 6,3 quilos e mais de 60 centímetros nasceu no começo do mês no Arizona, nos Estados Unidos, e já virou “uma pequena celebridade”, segundo a mãe coruja.
“Ele é o assunto do hospital!”, escreveu Cary Patonai em uma rede social. Após o parto, ela já deu entrevistas em redes de televisão locais como a ABC15 Arizona e a Fox 10 News.
O “pequeno” Finnley nasceu de uma cesárea quando ela estava na 38ª semana de gestação e já usa roupas de um bebê de 6 a 9 meses.
Segundo o jornal “The Daily Mail”, o hospital onde ele nasceu teve que encomendar fraldas especiais por não tinham fraldas grandes o suficiente.
O médico disse que Finnley é o maior bebê que ele já fez o parto em 27 anos de profissão. Cary tem outros dois filhos, Devlen e Everett, que nasceram com pesos mais “comuns”: 3,6 e 5 kg.
“Meu médico vai pesquisar e ver o que podemos fazer, realmente achamos que quebramos um recorde!”, escreveu a mãe coruja em uma rede social.
Cary Patonai dá à luz bebê de 6,3 kg nos EUA; Finnley já usa roupas de 6 a 9 meses
Montagem g1/Reprodução Facebook
Finnley nasceu no dia 5 e precisou ficar uma semana na UTI, mas agora já está em casa com a sua família.
Nesse meio tempo, eles tiveram que correr para comprar mais roupas porque todas as peças de recém-nascido que tinham eram muito pequenos.
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Fonte: G1 Mundo

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Começa julgamento pela morte do jogador argentino Emiliano Sala


Jogador morreu em um acidente aéreo em 2019, no Canal da Mancha. Corpo do piloto nunca foi encontrado. Emiliano Sala, ex-jogador do Nantes, em foto de março de 2017
Stephane Mahe/Reuters
Começou nesta segunda-feira (18), no País de Gales, o julgamento de um homem suspeito de organizar o voo do avião que caiu com o jogador de futebol argentino Emiliano Sala em 2019 —o atleta morreu na ocasião.
O corpo do jogador foi encontrado nos destroços do avião mais de duas semanas depois do acidente, a 67 metros de profundidade. O corpo do piloto de 59 anos não foi localizado.
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David Henderson, 66 anos, é acusado de atuar de maneira imprudente ou negligente e colocar em perigo a vida de Sala pelas condições do voo que organizou.
Na véspera da primeira audiência, o réu se declarou culpado de uma das duas acusações contra ele: tentativa de liberar um passageiro sem permissão ou autorização válida.
O avião privado no qual viajavam o jogador argentino de 28 anos e o piloto David Ibbotson sofreu o acidente no Canal da Mancha em 21 de janeiro de 2019.
Veja um vídeo de 2019 que mostra o velório de Sala.
Corpo de Emiliano Sala é velado na Argentina
O atacante do Nantes, da França, havia anunciado sua transferência para o Cardiff City por 17 milhões de euros na ocasião.
Manobra para evitar mau tempo
No relatório final, publicado em março de 2020, a A Agência de Investigação de Acidentes Aéreos (AAIB) da Grã-Bretanha determinou que o piloto perdeu o controle da aeronave durante uma manobra executada a uma velocidade muito elevada, provavelmente para evitar o mau tempo.
O avião, um Piper PA-46 Malibu, teria sofrido danos durante a manobra. Os investigadores acreditam que o piloto “provavelmente” se intoxicou com o monóxido de carbono do sistema de exaustão do motor.
Os investigadores também destacaram que o voo não aconteceu de acordo com as regras aplicadas aos voos comerciais. O piloto navegou à vista, à noite, em condições meteorológicas adversas e não tinha licença para pilotar este tipo de aeronave ou para voar à noite.
O avião estava a uma velocidade de 435 km/h quando sofreu o impacto com a água, segundo a AAIB, que descartou qualquer possibilidade de sobrevivência.
O voo foi fretado pelo piloto britânico David Henderson a pedido do intermediário Willie McKay e seu filho Mark, contratados pelo Nantes para concretizar a transferência de Sala.
Emiliano Sala, em imagem de 2018
Jean-Francois Monier / AFP
O clube de Cardiff afirmou que ofereceu um voo comercial ao jogador, que teria rejeitado. Antes de embarcar no pequeno avião, Sala expressou preocupação com o estado da aeronave.
“Estou aqui no avião, que parece que está caindo aos pedaços. Estou indo para Cardiff”, declarou Sala em um áudio enviado a seus amigos pelo WhatsApp. “Mas vocês sabem, pai, que estou com medo”.
David Henderson se declarou inocente de infrações à legislação de transporte aéreo durante uma audiência em outubro de 2020 em um tribunal de Cardiff.
Torcedores do Nantes e do Cardiff prestam homenagens ao atacante Emiliano Sala
Henderson foi liberado após o pagamento de fiança para aguardar o processo.
O corpo de Sala foi repatriado para a Argentina em fevereiro de 2019. Ele foi sepultado na pequena cidade de Progreso.
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Fonte: G1 Mundo

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Mortos em ataque na Noruega foram feridos por ‘objeto pontiagudo’, e não com flechas, diz polícia


Agressor carregava arco e flecha, mas os deixou cair e partiu contra as vítimas com arma não identificada. Um homem dinamarquês é preso depois de um ataque com arco e flecha na Noruega
A polícia da Noruega informou nesta segunda-feira (18) que as cinco vítimas do agressor que usou arco e flechas na semana passada foram assassinadas com um “objeto pontiagudo”, usado pelo criminoso depois que deixou o arco cair.
“Em algum momento, ele descartou, ou perdeu, o arco e as flechas”, afirmou o inspetor Per Thomas Omholt em uma entrevista coletiva.
O policial disse que o homem matou “cinco pessoas com um objeto pontiagudo, tanto em endereços privados como em espaços públicos”.
Policiais vasculham centro de Kongsberg, na Noruega, após ataque de assassino com arco e flecha nesta quarta (13)
Hakon Mosvold/NTB/via Reuters
A polícia, que até agora havia relatado que o suspeito Espen Andersen Bråthen estava armado com arco e flechas e outras duas armas, não quis especificar de qual tipo de arma branca se tratava.
“Tudo indica que essas vítimas foram assassinadas aleatoriamente”, acrescentou Per Thomas Omholt.
Segundo a polícia, mais de 10 pessoas foram alvos dos lançamentos com arco no início do ataque, mas nenhuma delas morreu por este mecanismo.
Suspeito de radicalização islâmica, o dinamarquês Espen Andersen Bråthen, de 37 anos, reconheceu ter matado cinco pessoas e ferido outras três no ataque cometido na última quarta-feira (13), em Kongsberg, uma pequena cidade no sudeste da Noruega.
Terrorista que matou cinco pessoas na Noruega estava na mira da polícia
Ele viveu durante anos nesta localidade a cerca de 80 km ao oeste de Oslo.
“Quanto ao motivo, a doença continua sendo a principal hipótese. Quanto à conversão ao Islã, essa hipótese perde peso”, completou o inspetor Per Thomas Omholt.
No sábado (16), a polícia identificou as cinco vítimas, quatro mulheres e um homem:
Andréa Meyer, de 52 anos
Hanne Merethe Englund, 56
Liv Berit Borge, 75
Gunnar Erling Sauve, 75
Gun Marith Madsen, 78
Sinais de alerta
O suspeito, que provavelmente agiu sozinho, está em prisão provisória em um centro médico. Está passando por uma avaliação psiquiátrica para determinar se ele pode, ou não, ser responsabilizado criminalmente pelos eventos.
Criticada por ter demorado mais de meia hora para prender Bråthen após receber os primeiros alertas, a polícia inicialmente privilegiou a pista do ato terrorista, mas depois optou pela de saúde mental do suspeito.
Bråthen tinha histórico médico, segundo as autoridades, sem informar de que tipo.
Policiais vasculham área isolada em Kongsberg, Noruega, após ataque nesta quarta (13) por um assassino que usou arco e flecha
Hakon Mosvold/NTB via Reuters
O suspeito figurava na lista de pessoas “fichadas” pelos serviços de segurança noruegueses (PST), que tratam, entre outros assuntos, de casos de terrorismo.
Pouco depois do ataque, a polícia informou que “houve temores relacionados com uma radicalização” do indivíduo em 2020 e antes, o que levou as autoridades a manterem-no sob vigilância.
Segundo a emissora pública NRK, um primeiro sinal de alerta veio em 2015. Já de acordo com os jornais noruegueses, o PST alertou em 2018 que o suspeito poderia cometer “um ataque em pequena escala”.
Esta informação colocou as autoridades sob pressão e pôs em xeque as medidas aplicadas para impedir Bråthen de passar à ação.

Fonte: G1 Mundo

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Rainha Elizabeth II busca diarista e oferece salário de R$ 13 mil


Vaga é para trabalhar no Palácio de Buckingham, uma das residências oficiais da rainha Elizabeth II do Reino Unido. Inscrições estão abertas até 20 de outubro. Britânicos do lado de fora do Palácio de Buckingham após o anúncio da morte do príncipe Philip da Grã-Bretanha em 9 de abril de 2021
Henry Nicholls/Reuters
O Palácio de Buckingham precisa de uma diarista, e a vaga foi anunciada no site da família real britânica.
O salário anual varia mas pode chegar a até de 22 mil libras, valor equivalente a R$ 11 mil mensais – com direito a férias e 13º.
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De acordo com a descrição da vaga, as expectativas para o emprego são altas, todos os dias são movimentados e, por isso, é preciso ser um candidato ambicioso e qualificado para ocupar a posição.
“[Buscamos] alguém proativa, com muita atenção aos detalhes”, diz o anúncio. “[O candidato] terá orgulho de seu trabalho, e sempre vai mirar para os mais altos padrões.”
O posto é em Buckingham, no centro de Londres. O castelo é uma das residências oficiais da rainha Elizabeth II do Reino Unido.
Rainha Elizabeth II recebe o recém-eleito líder do Partido Conservador, Boris Johnson, durante uma audiência no Palácio de Buckingham, em Londres, nesta quarta-feira (24)
Victoria Jones / AP
Entre os benefícios estão as férias de 33 dias, alimentação completa e uma previdência privada.
As inscrições estão abertas até o dia 20 de outubro. Interessados podem se inscrever na página do processo seletivo.

Fonte: G1 Mundo

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Saiba quem era Colin Powell, o ex-secretário de Estado dos EUA que morreu de Covid-19


Filho de imigrantes da Jamaica, ele se tornou o primeiro negro a ocupar cargos de grande responsabilidade nos EUA. Em 2003, ele fez um discurso na ONU defendendo a invasão do Iraque com base em afirmações dos serviços de inteligência dos EUA que diziam que os iraquianos tinham armas de destruição em massa. Isso nunca se comprovou. Imagem de 8 de setembro de 2003 do então secretário de Estado americano, Colin Powell
Tim Sloan/AFP
Colin Powell, o ex-secretário de Estado dos EUA que morreu de Covid-19 nesta segunda-feira (18), dizia às pessoas que previa que o primeiro parágrafo de seu obituário seria dedicado a um discurso que ele fez na ONU, em 2003, que, na prática, tornou aceitável para os americanos a ideia da invasão do Iraque que ocorreu naquele ano.
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Quando fez esse discurso, Powell era o secretário de Estado do governo dos Estados Unidos (é o cargo equivalente ao chefe da diplomacia do país). O presidente era George W. Bush.
Segundo os jornais americanos, inicialmente, Powell era o principal assessor de Bush que era contrário à guerra no Iraque (Dick Cheney, o vice-presidente, e Donald Rumsfeld, o secretário de Defesa, eram favoráveis).
Foto tirada em 4 de dezembro de 1992 mostra o então Secretário de Defesa dos EUA Dick Cheney e o General Colin Powell durante uma coletiva de imprensa em Washington sobre a situação em Somália
Renaud Giroux/AFP
Em uma reunião entre Bush, Powell e Condoleezza Rice, que era a conselheira de segurança nacional, Powell afirmou que se a guerra no Iraque desse errado, Bush seria responsabilizado por isso.
Mas poucos meses depois dessa conversa, Powell foi à ONU e deu um discurso favorável à invasão. Ele citou um relatório dos serviços de inteligência dos EUA que dizia que acreditava-se que o Iraque tinha de 100 a 500 toneladas de armas químicas, e toda essa quantidade havia sido produzida só nos últimos 12 meses. Isso nunca se comprovou.
O presidente americano Ronald Reagan realiza reunião do Conselho de Segurança Nacional sobre o Golfo Pérsico com o Conselheiro de Segurança Nacional Colin Powell no Salão Oval, na Casa Branca, em Washington, em 18 de abril de 1988
White House Photographic Office 1981-1989
Powell deixou o cargo de secretário de Estado no fim do primeiro governo de Bush. Ele foi substituído por Condoleezza Rice, que tinha mais afinidade com Bush.
Filho de imigrantes da Jamaica
Na infância, Powell viveu em um bairro pobre, no estado do South Bronx, em Nova York. “Minha história é a de uma criança negra que, inicialmente, não era muito promissora de uma família de imigrantes da Jamaica que foi criada no South Bronx”, ele afirmou em sua biografia publicada em 1995.
Colin Powell ao lado de George W. Bush em foto tirada em agosto de 2004
Larry Downing/Reuters
Seu primeiro emprego foi em uma unidade de envasamento da Pepsi, em Nova York.
Powell iniciou seus estudos na City College da cidade. Quando estava lá, descobriu o Centro de Treinamento de Oficiais da Reserva. Powell conta que, quando colocou seu uniforme, gostou do que viu.
Ele entrou no exército em 1962. Ele foi ao Vietnã no começo do conflito, quando John F. Kennedy ainda estava vivo.
Ao longo das décadas seguintes, ele foi recebendo uma série de promoções no exército. Ele se tornou um assistente militar do secretário de Defesa Caspar Weinberger, que ocupou o cargo durante o governo de Ronald Reagan.
Weinberger virou uma espécie de patrocinador de Powell.
Depois de exercer o cargo de assistente de Weinberger, ele se tornou comandante do 5º Corpo do Exército na Alemanha e, mais tarde, foi conselheiro de segurança nacional de Ronald Reagan.
Ele foi o primeiro negro a ocupar cargos de grande responsabilidade nos EUA: tornou-se chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas americanas, no governo de George W. Bush, secretário de Estado.
Sua participação na Guerra do Iraque foi criticada até mesmo do cantor Harry Belafonte. Belafonte já comparou Powell a um “escravo doméstico” (ou seja, um escravo que era próximo dos senhores) por ter aceitado a decisão de invadir o Iraque. Powell, que era fã de calipso, não respondeu a Belafonte, mas disse que uma canção de Belafonte nesse ritmo não era boa.
Em 2012, ele chegou a dizer que a invasão do Iraque foi um sucesso, porque o ditador iraquiano foi retirado do poder.
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Fonte: G1 Mundo

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Professor espanhol é suspenso após dar 10 para todos os alunos


Docente defendia que qualquer evolução, por menor que seja, deveria ser celebrada. Secretaria de Educação investigou método aplicado e puniu o professor. Professor Yván Pozuelo em imagem no seu canal do YouTube
Reprodução YouTube
Um professor da Espanha foi suspenso de dar aulas após dar nota dez para “praticamente todos seus alunos”, segundo reportagens da imprensa local.
Yván Pozuelo, de 47 anos, dava aulas de francês há mais de uma década em uma instituição de Gijón, no norte do país, e defendia o seu método próprio de avaliação.
Em entrevistas a jornais espanhóis, e um livro que ele mesmo publicou no ano passado, ele argumentava que qualquer evolução em seus alunos, por menos que seja, deveria ser celebrada.
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Após a repercussão do caso, a Secretaria de Educação das Astúrias – onde fica a cidade de Gijón – abriu investigação contra Pozuelo.
Mais de 2,5 mil páginas foram escritas contra o professor e uma recomendação indicando o afastamento do docente, por 8 meses e sem remuneração, foi encaminhada para a escola.
O professor alega que a resposta da Secretaria se trata de uma “perseguição”. Ele afirmou que a administração pública exigiu que ele se retratasse e desautorizasse o método, o que ele discorda.
“[Ao dar os 10] há uma motivação total para a aprendizagem”, disse Pozuelo ao jornal “El Comercio”, antes da suspensão.
Ao digital El Español, o professor explicou melhor seu método: “eu não vou punir os erros. Vou somar os acertos”.
“Se não houve avanço em dois anos, mas percebo uma melhora de um milímetro, esse um milímetro é dez”, disse.
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Fonte: G1 Mundo

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Colin Powell: veja fotos do ex-secretário de Estado dos EUA no governo Bush


General americano foi o 1º negro a ocupar cargos importantes na política americana e morreu aos 84 anos por complicações ligadas à Covid-19. O então presidente dos EUA, Ronald Reagan, durante reunião do Conselho de Segurança Nacional sobre o Golfo Pérsico com o conselheiro de Segurança Nacional, Colin Powell, no Salão Oval da Casa Branca, em 18 de abril de 1988
White House Photography Office (1981-1989)
O general Colin Powell, ex-secretário de Estado dos Estados Unidos, morreu aos 84 anos nesta segunda-feira (18) por complicações ligadas à Covid-19.
Ex-secretário de Estado no governo de George W. Bush, Powell foi o primeiro negro a ocupar cargos importantes na política americana e morreu na cidade de Bethesda, no estado de Maryland, perto de Washington DC.
O general de quatro estrelas também foi conselheiro de Segurança Nacional de Ronald Reagan e chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas de George H.W. Bush, pai de George W. Bush.
Veja fotos da carreira de Colin Powell:
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Colin Powell ao lado de George W. Bush em foto de agosto de 2004
Larry Downing/Reuters
O então presidente dos EUA, Barack Obama, se encontra com o ex-secretário de Estado, general Colin Powell, no Salão Oval da Casa Branca, em 15 de maio de 2009
White House Photography Office (2010-2017)
Os ex-secretários de Estado americanos Madeleine Albright, Colin Powell e Hillary Clinton durante cerimônia no Departamento de Estado em Washington em setembro de 2014
Jonathan Ernst/Reuters
O então secretário de Estado dos EUA, Colin Powell, e o então presidente iraquiano, Ghazi Yawar, na sede do governo iraquiano, em Bagdá, em 30 de julho de 2004
Elizabeth Dalziel/Pool via Reuters
O então Secretário de Estado Colin Powell é visto no Centro de Operações de Emergência Presidencial durante o 11 de setembro, em 2001
Office of White House Management/Photography Office 2001-2009
Colin Powell em cerimônia na Casa Branca em 1991
Stelios Varias/Reuters
O então secretário de Estado dos EUA, Colin Powell, gesticula enquanto o ministro das Relações Exteriores do Sudão, Mustafa Osman Ismail, ri durante coletiva de imprensa em Cartum, no Sudão, em 30 de junho de 2004
Radu Sigheti RSS/WS/Arquivo

Fonte: G1 Mundo

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Colin Powell: veja repercussão da morte do ex-secretário de Estado dos EUA no governo Bush


General morreu aos 84 anos por complicações ligadas à Covid-19. ‘Muitos presidentes confiaram nos conselhos e na experiência do General Powell’, escreveu o ex-presidente George W. Bush. Colin Powell em foto de 30 de setembro de 2015
Jonathan Ernst/Reuters
O general Colin Powell, ex-secretário de Estado dos Estados Unidos, morreu aos 84 anos nesta segunda-feira (18) por complicações ligadas à Covid-19.
Ex-secretário de Estado no governo de George W. Bush, Powell morreu na cidade de Bethesda, no estado de Maryland, perto de Washington DC.
O general de quatro estrelas também ocupou importantes cargos nos governos de outros presidentes republicanos: foi conselheiro de Segurança Nacional de Ronald Reagan e chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas de George H.W. Bush, pai de George W. Bush.
Veja a repercussão da morte de Colin Powell:
George W. Bush, ex-presidente dos EUA: “Laura e eu estamos profundamente tristes com a morte de Colin Powell. Ele foi um grande servidor público, começando como soldado durante o Vietnã. Muitos presidentes confiaram nos conselhos e na experiência do General Powell.”
“Ele era tão favorito dos presidentes que ganhou a Medalha Presidencial da Liberdade duas vezes. Ele era muito respeitado em casa e no exterior. E, o mais importante, Colin era um homem de família e um amigo. Laura e eu enviamos nosso sinceras condolências ao relembrar a vida de um grande homem.”
Robert Charles, secretário-assistente de Estado de Powell: “Foi provavelmente um dos melhores homens da minha vida”, disse Charles à Fox News. “Ele tinha um grande senso de humor e se preocupava profundamente com as pessoas, era um amigo de todos”.
Reverendo Al Sharpton, ativista de direitos civis: “Ele era decente e honesto com as pessoas. A integridade sempre esteve em primeiro plano”, escreveu o reverendo em uma rede social.
“Minhas condolências à família de Colin Powell. Embora discordássemos em muitos assuntos, sempre o respeitei e me orgulhei de suas conquistas. Quando ele e eu nos encontrávamos e conversávamos, sempre saíamos sentindo que ele era um homem sincero e comprometido ao que ele acreditava”.
Mark Hertling, general americano da reserva: “Ele era um soldado incrível, um líder fenomenal.”
Mark Warner, senador pela Virgínia: “O general Powell era um patriota e um servidor público. Que ele descanse em paz.”

Fonte: G1 Mundo