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Colin Powell, ex-secretário de Estado dos EUA durante o governo de George W. Bush, morre de Covid-19


Anúncio foi feito em uma página do general em uma rede social. O ex-secretário de Estado Colin Powell fala em vídeo de 2020
Democratic National Convention via AP
O general Colin Powell, ex-secretário de Estado dos EUA, morreu nesta segunda-feira (18) aos 84 anos por complicações ligadas à Covid-19, de acordo com um texto assinado por sua família em uma rede social.
“Queremos agradecer a todos no Centro Médico Walter Reed pelo tratamento. Perdemos um grande marido, pai, avô e um grande americano”, diz o texto.
Primeiro negro a ocupar cargos de grande responsabilidade nos EUA
Powell serviu como principal oficial militar e diplomata dos Estados Unidos em governos de presidentes do Partido Republicano. No entanto, ele anunciou que votou em Joe Biden nas últimas eleições.
Colin Powell, que foi o primeiro secretário de Estado negro dos Estados Unidos, confessou hoje que chorou de emoção pela vitória do candidato presidencial democrata, Barack Obama.
Ele foi o primeiro negro a ocupar cargos de grande responsabilidade nos EUA: conselheiro de Segurança Nacional na Administração de Ronald Reagan; chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas americanas durante a Guerra do Golfo (1990-91), e secretário de Estado de George W. Bush até 2005 (nos EUA, esse é o nome do cargo do chefe da diplomacia).
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Fonte: G1 Mundo

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Mianmar libertará mais de 5.000 manifestantes presos desde o golpe de Estado

Em fevereiro, militares deram um golpe de Estado em Mianmar. As manifestações começaram logo em seguida, e milhares de pessoas foram presas em resposta. 114 pessoas morrem em protestos contra o golpe de estado em Mianmar
Mianmar vai libertar mais de 5.000 pessoas detidas por protestar contra o golpe de Estado dado pelas Forças Armadas em fevereiro.
A liberação dos presos foi anunciada nesta segunda-feira (18) pelo comandante da junta militar.
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No total, serão 5.636 prisioneiros que receberão indulto e serão libertados antes do festival das luzes, o ‘Thadingyut’, que começa na terça-feira, afirmou o general Min Aung Hlaing.
VÍDEO: Novos protestos em Mianmar após mais uma morte de manifestante
O líder militar foi foi excluído da próxima reunião de cúpula da Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN).
Mianmar vive um cenário de caos desde o golpe de Estado que derrubou o governo civil. Mais de 1.100 civis morreram na repressão contra os dissidentes, e mais de 8.000 pessoas foram detidas, segundo a ONG local Associação de Assistência aos Presos Políticos (AAPP). De acordo com a organização, mais de 7.300 pessoas estão presas atualmente no país.
A junta militar não revelou detalhes sobre as pessoas que serão libertadas e as autoridades penitenciárias, procuradas pela AFP, não responderam os questionamentos.
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Fonte: G1 Mundo

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Por que EUA têm congestionamento recorde de navios de contêineres


Na Califórnia, algumas embarcações têm de esperar dias até conseguirem descarregar as mercadorias. Portos como o de Los Angeles têm visto filas de embarcações esperando para descarregar
Reuters
Há semanas navios-contêineres fazem fila na costa Califórnia, nos Estados Unidos, para descarregar suas mercadorias. Em meio a um verdadeiro congestionamento das cadeias globais de suprimentos, alguns têm de esperar dias para aportar.
“Estamos enfrentando um aumento sem precedentes de chegadas de novas cargas nos portos de Long Beach e Los Angeles. É uma mistura de velhos desafios da cadeia de abastecimentos com grandes mudanças no comércio global por conta da pandemia”, afirmou o prefeito da cidade californiana de Long Beach.
Imagens de satélite da região dos portos de Long Beach e Los Angeles mostram um formigueiro de grandes embarcações estacionadas, esperando para descarregar.
São navios porta-contêineres carregados mercadorias — quase tudo o que se possa imaginar, de brinquedos a raquetes de tênis — vindas da Ásia pelo Oceano Pacífico até costa oeste dos EUA.
O Marine Traffic, site de rastreamento de navios, contabilizou mais de 50 navios porta-contêineres na costa de Long Beach e Los Angeles no último dia 13 de outubro, depois de engarrafamentos recordes em setembro.
Os dois portos são a principal referência para a carga que vem da China. Assim, uma vez que um congestionamento começa, a probabilidade de ele piorar com rapidez é alta, diz Janet Porter, presidente do Conselho Editorial da Lloyd’s List, publicação sobre o setor marítimo.
“Todo o ciclo de embarque ficou mais lento. Alguns navios ficam esperando dias, até mesmo algumas semanas, para descarregar.”
Nos primeiros oito meses de 2021, o volume de carga enviada da Ásia para os EUA aumentou cerca de 25% em comparação com o mesmo período de 2019, antes da pandemia de covid-19, conforme os dados do Container Trades Statistics. O cenário foi diferente, por exemplo, na Europa, em que os números permaneceram praticamente inalterados entre os dois períodos.
Na costa leste dos EUA, também há filas de navios no porto de Savannah, na Geórgia. Agosto foi o segundo mês mais movimentado na região de que se tem registro.
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Motivos
A chamada crise dos contêineres tem diferentes aspectos. Cerca de dois meses atrás, o epicentro era a própria China, que decidiu fechar alguns de seus mais movimentados portos de contêineres no esforço para evitar a disseminação da covid-19, diagnosticada em alguns funcionários. Esse gargalo fez disparar o custo de frete marítimo e provocou uma escassez global de produtos.
Navios enfileirados perto dos portos de Los Angeles e Long Beach
Reuters
Parte do congestionamento de navios-contêineres nos EUA se deve ao aumento da demanda por parte dos americanos, que muitas vezes têm preferido gastar comprando pela internet do que para sair de férias ou jantar fora.
A demanda de bens de consumo, de forma geral, cresceu 22% em relação aos níveis pré-pandêmicos (comparando-se agosto de 2021 com fevereiro de 2020).
A consultoria Capital Economics chama atenção para o aumento expressivo nas importações de brinquedos, jogos e artigos esportivos (de até 74%) e de eletrodomésticos (até 49%).
“Neste momento, muitos transportadores marítimos estão com seus contêineres cheios de mercadorias temáticas. São bilhões de dólares em artigos para o Halloween e muitos bilhões de dólares em decorações natalinas, como árvores e luzes de Natal”, acrescenta o professor Christopher Tang, da Universidade da Califórnia em Los Angeles.
O próprio esforço do país para recuperar a economia também contribui para pressionar a demanda, diz ele.
À medida que as empresas incentivam seus funcionários a retomar o trabalho presencial, aumenta a procura por equipamentos de escritório, como computadores e impressoras – muitos dos quais hoje presos em vários contêineres vindos da Ásia.
E há ainda os equipamentos novos que serão usados dentro das estratégias para evitar a contaminação pelo coronavírus dentro do ambiente do escritório.
“Muitos filtros de ar e equipamentos de ventilação também estão nesses contêineres esperando para serem descarregados”, completa Tang.
Quando a carga finalmente chega ao porto, contudo, o problema não acaba.
Como destaca Gary Hufbauer, membro sênior do Peterson Institute for International Economics, hoje há um déficit de trabalhadores portuários qualificados, motoristas de caminhão e tripulação ferroviária para garantir que a mercadoria seja distribuída de forma eficiente nos EUA.
“Isso é reflexo em grande parte da variante Delta, mas também da aposentadoria de muitos trabalhadores, principalmente entre os motoristas de caminhão.”
Era possível ter evitado o problema?
“Acho que ninguém previu esse aumento expressivo na demanda — especialmente depois que os navios tiveram de ‘ficar de molho’ por conta da pandemia”, opina Porter.
A imagem dos engarrafamentos de navios na costa da Califórnia levantou um debate mais amplo sobre a situação das cadeias de abastecimento no país. Há algum tempo existe uma demanda por parte do setor para que a infraestrutura seja modernizada.
Especialistas afirmam que parte dos problemas de capacidade logística nos portos norte-americanos de fato existiam antes da pandemia.
“Isso reflete anos de investimento inadequado. A capacidade de um porto não se deteriora tão rapidamente, mas havia provavelmente menos de 5% de margem de capacidade ociosa [antes da pandemia]”, pontua Hufbauer.
Em manifestação sobre o assunto, o chefe de gabinete da Casa Branca declarou que o governo Biden estaria lidando com a “bagunça da cadeia de suprimentos” que herdou de gestões anteriores.
Uma força-tarefa da Casa Branca foi criada para tentar aliviar os gargalos. Entre as iniciativas está a ampliação do horário de funcionamento do porto de Los Angeles, uma tentativa de amenizar os congestionamentos.

Fonte: G1 Mundo

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Steve Bannon deve ser punido por obstruir investigação sobre ataque ao Capitólio dos EUA


Guru de Trump e da família Bolsonaro falta à audiência de comissão da Câmara dos EUA e enfrenta acusações de desacato criminal. Steve Bannon deixa a Corte Federal de Manhattan, após pagar fiança e ser solto
Andrew Kelly/Reuters
Guru político de Donald Trump e admirado pela família Bolsonaro, o estrategista de extrema direita Steve Bannon deve ser acusado nesta terça-feira (19) de desacato criminal pelo comitê da Câmara dos Representantes que investiga o trágico ataque ao Capitólio dos Estados Unidos, no dia 6 de janeiro, por simpatizantes do ex-presidente americano.
Embora intimado a depor, Bannon desafiou a comissão e não compareceu à audiência marcada para quinta-feira (14). Em mais uma demonstração de lealdade ao ex-chefe, alegou estar protegido por privilégios executivos, apesar de não integrar o corpo de funcionários da Casa Branca. Por meio de seu advogado, Trump teria instruído quatro ex-assessores a não testemunhar ao Congresso.
A comissão da Câmara quer estabelecer os vínculos entre o ex-presidente e seu conselheiro nos fatos que antecederam o motim do fatídico dia 6, quando uma turba de extremistas incitada por Trump invadiu a sede do Congresso para impedir a legitimação de Joe Biden como presidente dos EUA.
O próprio Bannon admitiu recentemente em seu podcast “War room” ter advertido Trump, antes da posse, a “eliminar o governo Biden ainda no berço, por sua incompetência e ilegitimidade”. “O inferno vai implodir”, previu o estrategista a seus ouvintes na véspera do ataque.
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Foto de 6 de janeiro de 2021, dia da invasão ao Capitólio dos EUA, mostra policiais conversando com apoiadores do então presidente dos EUA, Donald Trump
Manuel Balce Ceneta/AP
Depois da votação do comitê, a acusação vai ao plenário da Câmara, de maioria democrata, e deve ser ratificada. Se for considerado culpado por desacato ao Congresso, Bannon pode ser obrigado a pagar multa e a enfrentar 12 meses de prisão. O processo é encaminhado ao Departamento de Justiça, mas leva anos para ser concluído.
Por esta razão, democratas acusam o estrategista de Trump de mais uma artimanha para atrasar a investigação. Ele conta com apelações judiciais, que poderiam postergar a decisão final para depois das eleições de meio de mandato, em novembro de 2022. E sabe que a acusação de desacato ao Congresso, na prática, terá pouco efeito.
Bannon é considerado o mentor da retórica incendiária do ex-presidente americano. Dirigida a radicais de direita, sua ideologia mescla populismo, autoritarismo, racismo e desinformação, entre outros prejuízos à democracia.
Arquiteto da vitória de Trump sobre Hillary Clinton, em 2016, ficou apenas sete meses no governo. Saiu aparentemente defenestrado por ter sido fonte para uma biografia nada abonadora a Trump. Continuou, contudo, a atuar nos bastidores para sustentar e amparar ideologicamente o governo e a campanha do presidente à reeleição.
Donald Trump e Steve Bannon em foto de janeiro de 2017
Mandel Ngan/AFP
No ano passado, ele foi preso sob acusação de desviar dinheiro de uma campanha que arrecadou fundos para construir um muro para barrar imigrantes na fronteira do México. Após pagar fiança de US$ 5 milhões, saiu livre.
O perdão presidencial concedido a Bannon por Trump nos últimos dias de seu mandato deixou claro que a relação entre os dois não fora abalada.
Sua influência cruzou fronteiras. Bannon lidera o “The Movement”, que engloba grupos de extrema direita no mundo. No Brasil, tem ligações sólidas com o clã Bolsonaro, especialmente com o deputado federal Eduardo Bolsonaro, escolhido por ele para representar seu movimento na América Latina.
Recentemente, o ideólogo conservador pregou contra o voto eletrônico — que, nas suas palavras, seria o único responsável “por roubar a reeleição de Bolsonaro em 2022”. Nos EUA ou onde quer que esteja, Bannon está sempre de prontidão para disseminar tumulto e desinformação.
Steve Bannon e o presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, durante encontro na embaixada do Brasil em Washington, em 17 de março de 2019
Alan Santos/Presidência da República do Brasil via AFP
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Fonte: G1 Mundo

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Dois jovens sobrevivem a dias perdidos sem água em zona remota, quente e árida da Austrália


Polícia fez uma operação por ar e terra até encontrar os dois, que estavam desaparecidos há seis dias. Mahesh Patrick e Shaun Emitja ficaram dias perdidos no norte da Austrália
Reprodução/NT Police
Dois jovens sobreviveram vários dias sem água em uma zona quente e árida do interior da Austrália, anunciou a polícia local nesta segunda-feira (18).
Shaun Emitja, de 21 anos, e Mahesh Patrick, de 14, foram dados como desaparecidos na terça-feira passada (12) na área Harts Range, no centro da Austrália. É uma região onde não há água e onde as temperaturas podem passar de 40°C.
Depois de achar o carro dos dois abandonado em uma estrada de terra, os policiais fizeram uma operação de resgate por terra e ar até encontrá-los.
Nesta segunda-feira, a polícia do Território do Norte informou que os dois jovens, encontrados separadamente, estavam salvos, o que eles chamaram de um milagre total.
Mahesh foi encontrado na noite de sexta-feira. Ele estava desidratado e com os pés machucados após andar muito.
Shaun foi encontrado um dia depois. “Ele está sendo examinado, mas parece que está bem”, disse a polícia.
Mapa mostra localização de Harts Range, no norte da Austrália
G1
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Fonte: G1 Mundo

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Por que o governo socialista da Espanha quer criminalizar a prostituição


ONU estima que indústria do sexo valha € 3,7 bilhões no país desde a descriminalização em 1995. Pesquisa de 2009 sugere que um em cada três homens espanhóis já pagou por sexo
Getty Images via BBC
O presidente do governo da Espanha, Pedro Sánchez, se comprometeu, em um discurso no domingo (17), a criminalizar a prostituição no país.
Em declarações a apoiadores no fim dos três dias de congresso do Partido Socialista em Valência, Sanchez disse que a prática “escraviza” as mulheres.
A prostituição foi descriminalizada na Espanha em 1995, e em 2016 a ONU estimou que a indústria do sexo no país valia 3,7 bilhões de euros (R$ 23,4 bilhões).
Uma pesquisa de 2009 sugere que um em cada três homens espanhóis já pagou por sexo. No entanto, outro relatório publicado em 2009 indica que esse percentual é maior (39%).
Em 2011, a ONU citou a Espanha como o terceiro maior centro de prostituição do mundo, atrás da Tailândia e de Porto Rico.
A prostituição atualmente não é regulamentada na Espanha e não há punição para quem oferece serviços sexuais pagos por sua própria vontade, desde que isso não ocorra em espaços públicos.
No entanto, proxenetismo (atuar como intermediário entre uma trabalhadora do sexo e um cliente potencial) é ilegal.
A indústria cresceu muito desde a sua descriminalização e estima-se que cerca de 300 mil mulheres trabalham como prostitutas na Espanha.
Em 2019, o partido de Sánchez publicou uma promessa em seu manifesto eleitoral para criminalizar a prostituição, o que foi visto como uma medida para atrair mais eleitoras mulheres.
O manifesto classificou a prostituição como “um dos aspectos mais cruéis da feminização da pobreza e uma das piores formas de violência contra as mulheres”.
Pedro Sánchez prometeu criminalizar prostituição durante discurso na conferência do Partido Socialista em Valência
Getty Images via BBC
No entanto, dois anos após a eleição, nenhum projeto de lei foi apresentado.
Os defensores do atual sistema espanhol dizem que ele trouxe enormes benefícios para as mulheres que trabalham como prostitutas e tornou a vida delas mais segura.
No entanto, nos últimos anos, aumentaram as preocupações sobre o tráfico de mulheres para fim de exploração sexual.
Em 2017, a polícia espanhola identificou 13 mil mulheres nessa situação, afirmando que pelo menos 80% delas estavam sendo exploradas contra sua vontade por terceiros.
VÍDEOS: as últimas notícias internacionais

Fonte: G1 Mundo

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Missionários americanos são sequestrados no Haiti

Missionários foram capturados com familiares quando retornavam da visita a um orfanato. Sequestro ocorreu perto da capital e também tem crianças como vítimas. 17 missionários americanos são sequestrados no Haiti
O governo do Haiti enfrentava uma nova crise neste domingo (17), após o sequestro de um grupo de missionários e suas famílias, a maioria americanos, por uma quadrilha armada perto de Porto Príncipe, capital do país.
“O grupo de 17 cidadãos americanos e um canadense compreende cinco homens, sete mulheres e cinco crianças”, descreve um comunicado divulgado neste domingo pelos ministérios da organização Christian Aid, com sede no estado americano de Ohio.
ONGs haitianas pediram a libertação dos reféns, sequestrados no sábado, quando se dirigiam ao leste da capital, onde se proliferam grupos armados que se aproveitam da ausência de segurança e da crise política, agravada pelo assassinato em julho do presidente Jovenel Moïse.
“A polícia é incapaz de enfrentar as quadrilhas, que se organizam cada vez mais e controlam cada vez mais territórios, na área metropolitana de Porto Príncipe, mas também no interior do país”, lamentou Gédéon Jean, diretor do Centro de Análise e Pesquisa em Direitos Humanos.
Consultada pela AFP, a polícia haitiana não comentou o caso. A organização religiosa da qual os missioneiros fazem parte informou em seu comunicado que eles foram capturados com familiares quando retornavam da visita a um orfanato.
“Pedimos a libertação dessas pessoas, sejam elas cidadãos americanos ou de outras nacionalidades”, disse Gédéon Jean, diretor do Centro de Análise e Pesquisa em Direitos Humanos, com sede na capital, assinalando que a situação atual é “prejudicial à dignidade humana”.
O orfanato fica a cerca de 30 quilômetros de Porto Príncipe, segundo uma fonte da segurança haitiana. Alguns membros da organização missionária, com base em Ohio, faziam sua primeira viagem ao Haiti, acrescentou.
Os missionários foram levados pelo grupo criminoso 400 Mawozo, que há meses realiza sequestros e roubos na zona localizada entre Porto Príncipe e a fronteira com a República Dominicana, assinalou a fonte.
O Departamento de Estado americano não deu detalhes sobre o sequestro. “O bem-estar e a segurança dos cidadãos americanos no exterior é uma das nossas principais prioridades no departamento. Sabemos dessa informação e não temos nada a acrescentar no momento”, comentou um porta-voz.
Aumento dos sequestros
A quadrilha sequestrou vários veículos, incluindo ônibus cheios, nas estradas que controla, afetando tanto cidadãos do país quanto estrangeiros, que são capturados para o pagamento de resgates, muitas vezes de somas que superam a renda anual de um haitiano.
“A polícia se mostrou incapaz de enfrentar os grupos criminosos, que se organizam melhor e controlam um território cada vez maior” em torno da capital e nas cidades do interior, disse Gédéon Jean, cuja organização registrou um aumento alarmante dos sequestros no Haiti: foram mais de 600 nos primeiros três meses de 2021, um aumento de 231 em relação ao mesmo período de 2020.
Grupos de defesa dos direitos humanos afirmam que a grande maioria das mulheres sequestradas são estupradas.
Em abril, 10 pessoas – incluindo dois religiosos franceses – foram sequestradas pelo grupo 400 Mawozo na mesma região. Libertado após 20 dias de cativeiro, o padre Michel Briand disse então à AFP que seu grupo estava “no lugar errado, no momento errado”.
Crise e insegurança
Uma crise política profunda paralisa há anos o desenvolvimento do Haiti. O assassinato em 7 de julho do presidente Jovenel Moïse por um comando armado em sua residência mergulhou ainda mais o país caribenho na incerteza.
Segundo Gédéon Jean, a ausência de um Estado forte deixa um vazio que os grupos criminosos tentam preencher, ampliando seu controle de alguns dos distritos mais pobres da capital para as áreas vizinhas.
Antes mesmo dos sequestros de ontem, grupos empresariais e profissionais em Porto Príncipe haviam convocado para amanhã uma greve por tempo indefinido, a fim de protestar contra o clima de insegurança generalizado.

Fonte: G1 Mundo

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Empresário próximo de Maduro diz que não irá colaborar com Justiça americana

Alex Saab é acusado de lavagem de dinheiro e foi extraditado neste sábado (16) para os Estados Unidos. Ele deve comparecer a um um tribunal da Flórida nesta segunda. O empresário colombiano Alex Saab, próximo do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e extraditado neste sábado (16) para os Estados Unidos, acusado de lavagem de dinheiro, disse que irá enfrentar o processo “com dignidade”. Ele afirmou ainda que não tem “nada a colaborar” com aquele país, segundo uma carta lida neste domingo (17) por sua mulher.
“Enfrentarei o julgamento com toda a dignidade. Quero deixar claro que não tenho nada a colaborar com os Estados Unidos, não cometi nenhum crime”, disse Camilla Fabri ao ler o documento em Caracas, durante um evento organizado por autoridades venezuelanas em apoio à Saab, do qual participaram cerca de 300 pessoas.
Apontado como testa de ferro de Maduro, Saab comparecerá a um tribunal da Flórida nesta segunda-feira (18), informou o Departamento de Justiça dos Estados Unidos.
“Declaro que estou em pleno uso da minha razão, que não sou suicida, para o caso de me assassinarem e dizerem que cometi suicídio”, declarou o empresário colombiano, que especialistas acreditam que conhece todas as engrenagens financeiras ocultas de Caracas.
A mulher de Saab disse que soube por sua irmã do processo de extradição do empresário a partir de Cabo Verde, realizado “pelas costas dos advogados e pelas nossas costas”. “O que mais incomoda os Estados Unidos é que meu marido jamais irá ceder. Jamais!”, exclamou.
“Ele tem a fortaleza da verdade e da inocência”, afirmou.

Fonte: G1 Mundo

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Guarda costeira espanhola resgata 45 migrantes; um estava morto

Eles foram levados para o Porto de Arguineguin, na Gran Canária, na Espanha. Segundo a Cruz Vermelha, os migrantes eram do Magrebe, que fica na Região Noroeste da África Guarda costeira espanhola resgata 45 migrantes; um estava morto
Um navio da guarda costeira espanhola resgatou os migrantes no Oceano Atlântico neste domingo (17) e os levou ao porto de Arguineguin, na Gran Canária, na Espanha. No total, 45 migrantes foram resgatados, mas um estava morto.
A Cruz Vermelha disse que todos os migrantes eram homens da área do Magrebe e não deu mais detalhes. O Magrebe fica na Região Noroeste da África e é formado por Argélia, Marrocos, Tunísia, Líbia, Saara Ocidental e Mauritânia.

Fonte: G1 Mundo

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Centenas de pessoas nuas participam de sessão de fotos no deserto de Israel


Voluntários tinham pintura corporal branca. Sessão de fotos foi comandada pelo artista americano Spencer Tunick e faz parte de uma campanha para aumentar a consciência sobre preservação do Mar Morto. Centenas de pessoas nuas participam de sessão de fotos no deserto de Israel
Centenas de pessoas ficaram nuas para participar de uma sessão de fotos do renomado artista americano Spencer Tunick no meio do deserto israelense.
Os voluntários tinham pintura corporal branca para emular pilares de sal que fazem referência às fontes naturais do Mar Morto e ao relato bíblico da esposa de Lot, que foi transformada em uma estátua de sal.
Segundo Tunick, a instalação é parte de uma campanha para aumentar a consciência sobre preservação do Mar Morto.
Centenas de pessoas ficam nuas para participar de uma sessão de fotos de Spencer Tunick no deserto de Israel
REUTERS/Amir Cohen

Fonte: G1 Mundo