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Câmara aprova aumento do teto da dívida dos EUA para evitar calote


Limite chega a US$ 28,9 tri a seis dias de os EUA ficarem impedidos de pedir dinheiro pela 1ª vez na história. Fachada do Capitólio dos EUA, sede do Congresso americano, em 11 de fevereiro de 2021
Erin Scott/Reuters
A Câmara de Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta terça-feira (12) um acordo para subir temporariamente o teto da dívida e assim evitar um default — ou seja, um calote — que provocaria recessão e agitação nos mercados globais. O texto já havia sido aprovado pelo Senado.
O avanço — que parece dissipar a crise pelo menos até meados de dezembro, ao adicionar outros US$ 480 bilhões ao limite de endividamento disponível — ocorre seis dias antes de o país não poder mais pedir dinheiro ou pagar empréstimos pela primeira vez em sua história. Com o aumento, o limite da dívida chegará a US$ 28,9 trilhões.
Um default teria consequências enormes nos mercados mundiais, uma vez que eles dependem da segurança financeira dos EUA. Dentro do país, o governo teria dificuldade para pagar beneficiários de programas de seguridade social, veteranos de guerra e militares da ativa.
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Porém, o tema deve voltar a preocupar os EUA em dezembro, quando o Congresso terá de rever esse teto. A tendência é que haja ainda mais dificuldade, porque é nesse época em que os parlamentares definem o orçamento. Quando não há consenso, ocorre um “shutdown”, ou seja, paralisação das atividades do governo.
Republicanos advertem sobre gastos em excesso
Mesmo aprovado, o acordo para evitar um calote dividiu republicanos e democratas, e o tema voltará a gerar atritos porque o presidente Joe Biden tem planos de colocar mais investimento público na economia americana para gerar crescimento. Republicanos, do outro lado, criticam o governo, acusando de gerar gastos excessivos.
Em carta enviada a Biden na sexta-feira, o líder da oposição no Senado, Mitch McConnel, avisou o presidente de que os democratas não terão apoio dos republicanos se quiserem aumentar o teto da dívida no Senado.

Fonte: G1 Mundo

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VÍDEO: Coreia do Norte exibe mísseis e tanques em exposição militar


Abertura teve Kim Jong-un culpando os EUA pela tensão entre as Coreias; governo Biden pede que Pyongyang recue da escalada de hostilidades. Líder da Coreia do Norte diz que EUA e Coreia do Sul ameaçam a paz
A Coreia do Norte faz uma exposição nesta semana de mísseis, tanques e outros artefatos militares em Pyongyang. Veja o VÍDEO acima.
A exposição, aberta na segunda-feira (11) com a presença do ditador Kim Jong-un, vem em meio a novos testes balísticos na Coreia do Norte, incluindo mísseis de cruzeiro de longo alcance e uma suposta arma hipersônica. Segundo o governo norte-coreano, o arsenal é necessário para se proteger de uma possível invasão dos Estados Unidos.
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STR/KCNA via KNS/AFP
Foi nesse evento que Kim discursou criticando os EUA, culpando o país pelas tensões na península coreana. Para o ditador, os americanos são a “raiz” da instabilidade na região.
Nesta terça-feira (12), em resposta, o conselheiro de segurança nacional da Casa Branca, Jake Sullivan, disse que a Coreia do Norte deve recuar de “ações que escalem as tensões” e disse que apoia o diálogo e a cooperação entre as duas Coreias.
EUA e Coreia do Norte
Kim se tornou o primeiro líder norte-coreano a se encontrar pessoalmente com um presidente americano em exercício na cúpula de Singapura de 2018 com Donald Trump.
As negociações sobre uma possível suspensão das sanções em troca do encerramento do programa de armas de Pyongyang foram interrompidas um ano depois, após uma cúpula fracassada entre os dois mandatários em Hanói.

Fonte: G1 Mundo

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Ex-aliado de Hugo Chávez morre de Covid-19 na prisão na Venezuela


O general Raúl Baduel foi ministro do chavismo, mas rompeu com Hugo Chávez e estava detido desde 2015 acusado de conspirar contra Nicolás Maduro. ONG critica tratamento ao militar, a quem considera um preso político. Raúl Baduel, ex-ministro no governo Chávez na Venezuela, em foto de 2008
Miguel Gutierrez/AFP
O general Raúl Baduel, considerado um dos presos políticos mais emblemáticos da Venezuela por ter sido ministro da Defesa do presidente Hugo Chávez, morreu de Covid-19 sob custódia, informou o procurador-geral nesta terça-feira (12).
“Lamentamos o falecimento de Raúl Isaías Baduel de parada cardiorrespiratória, decorrente da Covid-19”, escreveu o procurador, Tarek Saab, no Twitter. Ele havia tomado apenas a primeira dose da vacina.
Baduel, que faleceu aos 66 anos, ajudou a restituir o poder a Chávez, após o golpe de Estado de abril de 2002, que o tirou brevemente do cargo, mas logo se tornou seu adversário.
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O ex-ministro cumpriu quase oito anos de pena por corrupção e depois de ser posto em liberdade, em 2015, voltou a ser detido, acusado de conspirar contra o atual presidente, Nicolás Maduro, que o destituiu da Força Armada e o rebaixou.
Hugo Chávez e Raúl Baduel, lado a lado, em cerimônia em Maracay, Venezuela, em 2006
Jenny Fung/AFP
ONG critica tratamento a Baduel
“Com a morte de Raúl Isaías Baduel já são dez os presos políticos mortos sob custódia”, disse o advogado Gonzalo Himiob, da ONG Fórum Penal, dedicada a defender presos políticos.
“A responsabilidade sobre a vida e a saúde de qualquer detido recai sobre o Estado. Exige-se continuamente tratamento médico para os presos. Quase nunca há uma resposta adequada”, reforçou Himiob em uma mensagem em sua conta no Twitter.
Dois dos filhos de Baduel também foram detidos sob acusações de conspiração, o primeiro deles Raúl Emilio, que agora está em liberdade. Josnars Adolfo Baduel foi detido por suposta participação em uma incursão marítima em maio de 2019 que tentava a saída de Maduro. Ele continua detido.

Fonte: G1 Mundo

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Síndrome de Havana: funcionários dos EUA na Colômbia relatam sintomas; saiba o que é

Sintomas incluem dores de ouvido, tontura e dor de cabeça, e podem estar associados a radiação de micro-ondas. Primeiros relatos são de 2016, entre a equipe diplomática dos EUA em Cuba. Funcionários da Embaixada dos Estados Unidos em Bogotá, capital da Colômbia, relataram sintomas da Síndrome de Havana, informou a imprensa americana nesta terça-feira (12).
Síndrome de Havana é o nome dado para uma série de sintomas como dores de ouvido, tontura e sensação de pressão na cabeça, relatada primeiramente por diplomatas dos EUA na capital de Cuba — por isso, o nome da doença. As causas não são comprovadas, mas suspeita-se de que a radiação direta de micro-ondas causem esse mal (leia mais no fim da reportagem).
Não se sabe quantos funcionários do corpo diplomático dos EUA sentiram sintomas dessa síndrome. O porta-voz do Departamento de Estado, Ned Price, disse que o governo vai assegurar que todos os afetados terão “todo o cuidado necessário”.
O caso preocupa porque Bogotá vai receber a visita do secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, que é o chefe da diplomacia americana, neste mês. Em agosto, a vice-presidente Kamala Harris cancelou uma visita ao Vietnã depois que casos não confirmados da Síndrome de Havana foram relatados entre funcionários diplomáticos.
Relatos da Síndrome de Havana começaram, segundo a emissora ABC, entre diplomatas, espiões e outros funcionários americanos em Cuba, em 2016. Desde então, os sintomas foram relatados também na China, na Rússia, no Uzbequistão, na Áustria, na Alemanha e em outros países.
Síndrome de Havana
Relatados primeiramente em Cuba, os sintomas da Síndrome de Havana incluem:
dores de cabeça
tontura
dificuldades cognitivas
zumbido no ouvido
vertigem
dificuldades na visão, na audição ou no equilíbrio
lesões cerebrais traumáticas (mais raro)
A explicação mais plausível para a síndrome, afirma a BBC citando a Academia Americana de Ciências, é que os pacientes desenvolvam os sintomas depois de receberem “energia de radiofrequência direta e pulsada”. Isso significa que as pessoas receberam diretamente um tipo de radiação que inclui micro-ondas.
Continua desconhecido, porém, quem estaria por trás dessa radiação — que pode ser emitida de forma intencional. O próprio estudo encomendado pelo governo americano, porém, afirma que já se sabia que a União Soviética pesquisava os efeitos da exposição ao fenômeno.

Fonte: G1 Mundo

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Aurora boreal é avistada em vários países do hemisfério norte; veja VÍDEO

Fenômeno aconteceu após explosão solar e localização da erupção ajudou. Há chances de que luzes voltem a ser visíveis na noite desta terça-feira (12) Tempestade solar provoca auroras coloridas pelos EUA e Europa
Um show de luzes provocado pela aurora boreal foi visível na noite de segunda-feira (11) e madrugada desta terça no hemisfério norte, sendo registrado em vídeos por pessoas nos Estados Unidos, Canadá e alguns países na Europa (veja vídeo acima).
Segundo especialistas, o evento pode anunciar o início real do próximo período máximo de atividade solar, que era esperado para começar no ano passado, mas demorou para se materializar.
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A aurora desta madrugada aconteceu após uma explosão solar, que ocorreu no sábado. A erupção não foi muito grande, mas sua localização ajudou: ela estava posicionada centralmente no lado voltado para a Terra da esfera solar. De acordo com cientistas, uma ejeção de massa coronal (CME) também acompanhou o surto, reforçando o fenômeno.
Existe ainda uma chance de que as luzes voltem a ser visíveis na noite desta terça-feira.

Fonte: G1 Mundo

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Libero Grassi: o empresário que enfrentou sozinho a máfia italiana


Grassi se recusou a pagar propina e pagou caro por isso, mas também inspirou movimento transformador contra a máfia em Palermo. Cartaz marca o local onde Libero Grassi foi assassinado
BBC
Esta é a história de um empresário que pagou o mais alto preço por enfrentar a máfia italiana em seu tradicional bastião, a Sicília. Libero Grassi inspirou uma campanha contra o crime organizado na ilha.
Em agosto de 1991, uma das famílias criminais mais poderosas da Sicília, o clã de Madonia, mandou que um motorista seguisse Libero Grassi.
“Eu o segui para ver se ele ia sozinho ou se tinha proteção. Quando estávamos certos de que ele sempre saía sozinho de casa, (Salvatore) ‘Salvino’ Madonia decidiu matá-lo”, disse o motorista, Marco Favaloro, que depois se converteu em informante.
Ele depôs às autoridades contra Salvino Madonia.
“Madonia me pediu que me encontrasse com ele perto de uma banca de jornais no centro da cidade. Depois ele me disse para dirigir seu carro, e paramos junto ao veículo de Grassi.”
“Ele me disse para manter o motor ligado e a porta direita aberta. Quando o alvo saiu do edifício, Madonia saiu do carro com uma arma escondida num jornal, chegou perto dele e disparou todas as balas. Depois voltou para o carro e nós fugimos do local.”
‘Pizzo’
O assassinato de Grassi foi notícia de primeira página na Itália e por todo o mundo. Ele havia sido morto por romper o código de silêncio da máfia, ao se negar publicamente a pagar o que os italianos chamavam de “pizzo”, ou seja, dinheiro que garantiria sua proteção.
O corpo do empresário italiano Libero Grassi, em Palermo, 29 de agosto de 1991
Getty Images/BBC
“Meu pai era um homem de poucas palavras, mas não precisava de muitas para dizer o que pensava”, afirmou à BBC History a filha de Grassi, Alice. “Ele tinha uma empresa de confecção de roupas, com cem empregados, e eles faziam pijamas e casacos masculinos.”
“Quando a fábrica mudou-se para a parte de Palermo (capital da Sicília) controlada pelos Madonia, na década de 1980, foi quando começaram a extorqui-lo.”
Começaram no estilo típico da máfia, com um homem conhecido como o “topógrafo Anzalone” pedindo, educadamente, uma contribuição mensal para a segurança ou “para ajudar alguns amigos que atravessavam momentos difíceis”.
Quando Grassi se negou, começou a intimidação.
‘Prezado chantagista’
“Atacaram a nossa fábrica, roubaram o salário do pessoal e sequestraram o cachorro que tomava conta do lugar. Recebíamos chamadas telefônicas ameaçadoras. Inclusive a minha mãe, que trabalhava em outra empresa, recebeu. Eles haviam se esforçado para localizá-la para poder pressioná-la”, conta Alice.
Depois de anos de pressão, que também incluiu uma fracassada tentativa de explodir a fábrica, Grassi decidiu que a situação chegara ao limite. E escreveu a seguinte carta aberta a um dos principais jornais locais, em janeiro de 1991.
“Prezado chantagista,
Gostaria de pedir a nosso desconhecido chantagista que desista das chamadas telefônicas ameaçadoras e do gasto que implica adquirir bombas e projéteis, porque não vamos fazer contribuições.
Construí esta fábrica com as minhas próprias mãos. É o trabalho da minha vida, e não tenho intenção de fechá-la.
Se pagarmos os 50 milhões, depois voltarão ao escritório pedindo mais dinheiro, uma cota mensal, e estaremos destinados a fechar em pouco tempo. Por isso dizemos não ao ‘Agrimensor Anzalone’ e diremos não a todos aqueles como ele.”
Ninguém mais
Quando a carta apareceu na primeira página, lembra sua filha, “obviamente, toda a família se preocupou, mas concordamos com sua decisão. Achamos que tornar isso público na verdade o protegeria”.
Esse, talvez ingenuamente, fosse o plano de Libero Grassi. Ele queria iniciar um movimento em Palermo contra o pizzo. Estima-se que, na época, mais de 50% das empresas pagavam essa propina.
“Ele achava que outros empresários o apoiariam, mas infelizmente nenhum fez isso. O chefe da Associação de Empresários de Palermo disse que não estava ciente de nenhum problema… E ele mesmo pagava o pizzo!”
Mesmo sem receber apoio de nenhum de seus colegas, Grassi atraiu a atenção da imprensa italiana. Inclusive foi convidado a aparecer na televisão nacional.
“Se eu cedesse, eu estaria renunciando à minha dignidade como empresa independente e tomando minhas decisões com a máfia. Se todos seguissem meu exemplo, o chantagista seria destruído”, declarou Grassi na ocasião.
Um herói?
Em agosto de 1991, quando o motorista da família Madonia começou a seguir Grassi, ele notou que o modesto homem de 67 anos frequentemente usava sandálias, como se fosse um monge franciscano.
E andava sem proteção pessoal. “Ele só pediu proteção para a fábrica e os empregados, então um carro de polícia fazia uma patrulha no local.”
Ele se via como um herói?
“Absolutamente não. Ele se considerava uma pessoa normal. Pensava que o normal realmente era dirigir um negócio sem intimidação da máfia. Na maioria dos países isso seria um comportamento normal.”
O clã Madonia era dirigido por Francesco Madonia. Seu filho Salvino se encarregou pessoalmente da execução, um sinal da importância de Grassi.
“Eu estava em Barcelona com meu marido e liguei para casa à noite. Meu irmão me disse que havia ocorrido um atentado. E que ele estava morto.”
Foi uma completa surpresa. “A máfia não costumava matar dessa maneira. Esperávamos um ataque ao nosso negócio, não ao meu pai pessoalmente. Mas a investigação mostrou que, na realidade, ele foi assassinado pelo próprio filho de Madonia para que servisse de exemplo.”
Sequelas
Em 2006, o pai, Francesco Madonia, e o filho Salvino foram presos pelo assassinato de Libero Grassi.
“Ficamos sabendo mais tarde, por meio das provas, que as outras famílias mafiosas não estavam de acordo porque pensavam que seria contraproducente e que outros empresários se negariam a pagar, e isso foi o que aconteceu: depois que mataram meu pai, as pessoas tiveram que decidir de que lado estavam.”
Pouco a pouco, mais e mais empresas da Sicília passaram a seguir o exemplo de Libero Grassi e se negaram a pagar à máfia. E o movimento Addiopizzo (“adeus ao pizzo”) foi iniciado por uma geração mais jovem de sicilianos, em 2004.
“Nós os chamamos de os garotos Addiopizzo, porque nesse momento eram uns garotos recém-saídos da universidade que queriam abrir um bar. Quando foram ameaçados, não tinham como pagar. Então, naquela noite, eles pensaram num slogan que dizia ‘um povo que paga o pizzo é um povo sem dignidade’.”
“Colocaram o slogan nesses cartões que se usam para avisos funerários – brancos com as bordas pretas – e espalharam os cartões por toda a cidade. Então, numa manhã, Palermo acordou com esse protesto anônimo. Uns dias depois, descobrimos que eram esses rapazes, e mais tarde eles formaram o movimento Addiopizzo.”
O movimento agora dá conselhos a empresas que desejem denunciar a máfia, além de oferecer aos consumidores uma lista de empresas que estão livres dos mafiosos.
“Eles reconhecem meu pai como o precursor do movimento antimáfia em Palermo. Agora existem 1 mil empresas inscritas. Isso não é muito para uma cidade como Palermo, mas, comparado com zero em 1991, é um bom resultado.”
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Fonte: G1 Mundo

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Oitocentas pessoas são retiradas da ilha de La Palma por avanço de lava do vulcão Cumbre Vieja


Cerca de 3 mil pessoas foram confinadas na segunda-feira depois que lava destruiu parte de uma fábrica de cimento, o que gerou a emissão de gases potencialmente tóxicos, mas foram liberadas nesta terça. Desde início da erupção, mais de 6 mil dos 85 mil habitantes já tiveram que deixar a ilha. O vulcão Cumbre Vieja, em La Palma, em foto de 11 de outubro
Jorge Guerrero/AFP
Cerca de 800 moradores da ilha de La Palma, no arquipélago espanhol das Ilhas Canárias, receberam nesta terça-feira (12) uma ordem para deixarem suas residências devido ao avanço do fluxo de lava do vulcão Cumbre Vieja, informaram as autoridades locais.
O serviço de emergência das Canárias anunciou no Twitter que emitiu uma “ordem de evacuação para vários núcleos populacionais” na localidade de Llanos de Aridan, “devido à previsão de avanço do fluxo de lava”.
Lava do tamanho de prédios escorre do vulcão de La Palma, na Espanha
Entre 700 e 800 pessoas estão afetadas por esta ordem de evacuação, detalhou o serviço de emergência do arquipélago, situado próximo da costa noroeste da África.
Imagem mostra casa sendo envolvida por lava do vulcão em La Palma
Cerca de 3 mil pessoas foram confinadas na segunda-feira depois que a lava do vulcão destruiu uma parte de uma fábrica de cimento, o que gerou a emissão de gases potencialmente tóxicos.
Contudo, as autoridades suspenderam nesta terça a obrigação de permanecer em casa.
Drone faz sobrevoo na principal cratera do vulcão de La Palma
A erupção do Cumbre Vieja, que começou em 19 de setembro, não provocou vítimas mortais até o momento, mas causou grandes danos nesta pequena ilha de 85 mil habitantes, dos quais mais de 6 mil tiveram que ser evacuados.
Esta é a terceira erupção de um vulcão em La Palma nos últimos 100 anos, após as de San Juan em 1949 e Teneguía em 1971, que deixaram três mortos no total.
Vídeos: Vulcão Cumbre Vieja, nas Ilhas Canárias

Fonte: G1 Mundo

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Violência no Chile faz Piñera declarar estado de emergência no sul do país


Região passa por distúrbios violentos que incluem, segundo o presidente chileno, o emprego de armas pesadas. Presidente do Chile, Sebastián Piñera, coloca máscara após anunciar estado de emergência no sul do país nesta terça (12)
Esteban Felix/AP Photo
O presidente do Chile, Sebastián Piñera, anunciou nesta terça-feira (12) um estado de emergência em quatro províncias do país por causa da crescente violência na região. A medida tem validade de 15 dias, prorrogáveis por outros 15.
“Os moradores desse território vivem com constante medo e com uma profunda sensação de estatem indefesos”, afirmou Piñera em pronunciamento.
O sul do Chile vem passando por distúrbios como ruas bloqueadas e incêndio a templos religiosos — uma igreja católica e outra evangélica foram queimadas. Além disso, foram registrados ataques a policias, que, afirma Piñera, ocorreu com uso de armas de fogo de grosso calibre.
“Este estado de exceção constitucional de emergência é para enfrentar melhor o terrorismo, o narcotráfico e o crime organizado. Em hipótese alguma será contra o povo ou um grupo de cidadãos pacífico”, alegou Piñera.
O que significa o estado de emergência?
Ainda falta definir quais medidas serão concretamente tomadas. Com o estado de emergência, o governo chileno poderá declarar toque de recolher e ir além, com a limitação de reuniões e de locomoção nas partes do país onde a imposição estiver em vigor.
Piñera explicou que poderá acionar as Forças Armadas, para que prestem apoio logístico, tecnológico e comunicações. De acordo com o jornal “La Tercera”, o exército poderia também apoiar os trabalhos da polícia — mas o presidente disse que não há a permissão para que os militares substituam outras forças de segurança.

Fonte: G1 Mundo

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‘Meu trabalho dos sonhos se transformou em pesadelo e escravidão’


Athenkosi Dyonta, de 30 anos, achou que tinha encontrado o emprego dos sonhos em Omã, mas acabou sendo obrigado a trabalhar sem receber e precisou de ajuda para se libertar. Athenkosi Dyonta, de 30 anos, achou que tinha encontrado o emprego dos sonhos em Omã, mas acabou sendo obrigado a trabalhar sem receber e precisou de ajuda para se libertar
Athenkosi Dyonta/Arquivo pessoal/BBC
Um jovem barista sul-africano pensou que havia encontrado o emprego de sua vida em Omã, mas acabou mantido aprisionado e obrigado a trabalhar sem receber – o que forçou sua família e seus amigos a levantar dinheiro para libertá-lo.
A oferta veio por meio do Facebook, quando Athenkosi Dyonta, de 30 anos, trabalhava num café na cidade de George, uma popular estância turística na província de Western Cape, na África do Sul.
“Não havia nada de errado no meu trabalho, mas eu estava procurando por melhores oportunidades e um salário melhor”, diz ele.
Athenkosi costumava compartilhar sua arte de latte – os desenhos e padrões que são feitos com o leite sobre o café – com outros baristas do mundo todo, apaixonados pela técnica, num grupo online.
Foi quando uma mulher o abordou com uma oferta de emprego em Omã, país do Oriente Médio, localizado no sul da Península Arábica.
Era tentador: além de um salário decente, ofereceram-lhe acomodação gratuita, alimentação e transporte.
Ela disse que cuidaria do processo de emissão de seu visto de trabalho – tudo que ele precisava era pagar pela passagem de avião, fazer um check-up médico e realizar um teste de Covid-19.
“Eu pensei que, quando ele voltasse, mais ou menos depois de um ano, nós compraríamos uma casa”, lembra sua namorada, Pheliswa Feni, de 28 anos, com quem ele tem dois filhos.
“Nós estávamos vivendo num barraco, então pensei que talvez uma casa… Depois talvez um carro, colocar nossos filhos em escolas melhores.”
O casal então pegou emprestado dinheiro para comprar a passagem de Athenkosi, e ele viajou para Omã em fevereiro. Suas primeiras impressões do país foram positivas. “Era tão lindo”, disse ele ao podcast The Comb, da BBC.
Ele foi levado de carro da capital, Muscat, para uma cidade chamada Ibra, onde ficou em quarentena num hotel por sete dias. “Eu pensei: ‘Todos os meus sonhos estão virando realidade’.”
Na chegada, foi colocado em seu braço um bracelete rastreador para o período de quarentena. Assim que o período acabou, um médico retirou o aparelho, e ele foi levado para sua nova casa – uma mudança que acendeu um sinal de alerta para ele.
“Era simplesmente um lugar sujo – um quarto pequeno, com um colchão e algumas caixas”, lembra Athenkosi, que tinha de dividir o espaço com um homem do Nepal.
Ameaças e nenhum salário
Isso marcou o início de um período extremamente angustiante, em que Athenkosi rapidamente descobriu que o café em que ele trabalharia na verdade não existia.
Em vez de servir café, ele passou de 12 a 14 horas por dia trabalhando na limpeza de um café. Quando não estava trabalhando, ele era mantido trancado em seu quarto compartilhado – a comida era horrível, e ele nem estava sendo pago.
“Eu emagreci muito lá. Eu recebia pão e leite, às vezes um pão com ovo, talvez uma ou duas vezes por dia. Eu não recebia nenhum salário, eu só trabalhava.”
Quando Athenkosi perguntava a seu empregador sobre pagamento, ele era ameaçado – em uma ocasião, ele foi levado à uma floresta, onde um grupo de homens gritou com ele, dizendo para o sul-africano parar de causar problemas.
Pheliswa manteve contato com seu namorado pelo telefone: “Eu estava com muito medo, porque eu pensei que eles talvez pudessem matá-lo”.
Athenkosi também diz que seu patrão ameaçou levá-lo para a polícia. Segundo ele, o patrão afirmou que “a polícia me prenderia porque eu assinei um contrato”.
O que ele não tinha percebido é que ele havia entrado num acordo de patrocínio usado em partes do Oriente Médio e chamado de “kafala” – que dá a pessoas físicas e empresas controle quase total sobre o emprego e o status migratório de um trabalhador imigrante.
Grupos de defesa de direitos civis dizem que esse sistema deixa trabalhadores vulneráveis a abusos e exploração, porque eles são incapazes de trocar de emprego ou deixar o país sem o consentimento do empregador.
Após um mês em Omã, um dia Athenkosi viu que a porta de seu quarto havia sido deixada aberta e tentou fugir, chegando a um estacionamento, onde ele pediu a um desconhecido para levá-lo para uma delegacia de polícia.
Na delegacia, porém, nenhum dos policiais falava inglês – e ele foi informado de que precisaria esperar três horas até a chegada de um intérprete.
Em vez de esperar, ele foi embora e voltou para seu quarto, com medo de que pudesse entrar em apuros por ter deixado a residência.
De volta ao trabalho, com longas horas de serviço e apenas um dia de folga, às sextas-feiras, Athenkosi começou a se desesperar: “Eu me sentia tão mal que eu decidi morrer em vez de viver daquela maneira”.
Ele tentou tirar a própria vida e acabou se recuperando num hospital, onde ele se abriu com um médico, que lhe explicou que a única maneira de escapar seria pagando a seu patrão por sua liberdade.
‘Tragam Athenkosi de volta’
Ele então foi conversar com seus empregadores sobre a ideia – e eles concordaram em deixar que fosse embora se ele lhes pagasse o que chamavam de taxa de “quebra de contrato”.
Pheliswa, que já estava endividada devido à compra da passagem aérea, começou a trabalhar para levantar dinheiro: “Eu falei para todo mundo que eu podia, enviei para todo número de WhatsApp que eu tinha”.
Com a notícia sobre a situação de Athenkosi se espalhando pela comunidade de George, na África do Sul, uma página no Facebook chamada “Tragam Athenkosi de volta” foi criada, e camisetas foram produzidas com a mensagem.
Um grupo local chamado O Fórum da Comunidade de George se ofereceu para ajudar na arrecadação de dinheiro. As doações vieram, e a família de Athenkosi também vendeu uma de suas dez vacas por cerca de US$ 800 (cerca de R$ 4.400).
O empregador de Omã, no entanto, elevou o preço que exigia pelo fim do contrato de patrocínio com Athenkosi, dizendo que o preço original não era suficiente para cobrir seus gastos com comida e acomodação oferecidos ao sul-africano.
No total, mais de 23 mil rands (R$ 8.250) foram pagos pela libertação de Athenkosi. Quando ele saiu pela porta da área de chegadas do aeroporto em George, em abril, ele foi recebido por dezenas de pessoas que haviam ajudado a garantir sua liberdade.
“Eu estava tão emocionado… Ver família, amigos”, diz ele.
Faz quase quatro meses desde que Athenkosi voltou para casa, e ele está agora de volta a seu antigo trabalho como barista.
Ele, porém, ainda tem dificuldades para superar o que viveu em Omã. “Estou traumatizado emocionalmente. Eu não consigo esquecer.”
Vídeos: Os mais assistidos do g1 nos últimos 7 dias

Fonte: G1 Mundo

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Gabby Petito foi estrangulada, segundo legista


Autoridades tinham anunciado que jovem foi assassinada quando localizaram corpo, mas não tinham dito de que forma isso aconteceu. Buscas por namorado dela, Brian Laundrie, continuam; ele é acusado de usar o cartão de influenciadora após seu desaparecimento. Gabby Petito, em imagem de 2019 publicada em seu perfil em uma rede social
Reprodução/Instagram
A influenciadora Gabby Petito foi estrangulada de três a quatro semanas antes de seu corpo ser encontrado, segundo o chefe do departamento legista do condado de Teton, Brent Blue.
Pouco depois de confirmar que o corpo localizado no Parque Nacional Grand Teton, em Wyoming, no dia 19 de setembro, era de Petito, as autoridades afirmaram que a perícia inicial já indicava que ela havia sido assassinada, mas não informaram de que maneira.
Brian Laundrie, noivo de Petito, continua desaparecido e sendo procurado. Ele não foi acusado formalmente pela morte da influencer, mas foi indiciado em 23 de setembro porque teria usado o cartão de débito pessoal da jovem após seu desaparecimento, o que é ilegal.
Familiares e amigos participam de funeral da influencer Gabby Petito, encontrada morta em um parque nacional
Reuters/Jeenah Moon
O funeral da jovem aconteceu no dia 26 em Long Island, Nova York. Família, amigos e fãs homenageiam a influenciadora em um funeral aberto ao público.
A família tinha a intenção de cremar o corpo. Segundo a rede de TV Fox News, o FBI não liberou o corpo a tempo, pois ainda finalizava exames para a investigação do caso, e a cerimônia aconteceu com a urna vazia.
A morte dela causou enorme comoção nos EUA. Ela e o noivo, Brian Laundrie, estavam viajando pelo país em uma van, o que a tornou bastante conhecida nas redes sociais (veja no vídeo abaixo).
Gabby Petito: sumiço e morte de influenciadora causam comoção nos EUA
Petito deixou o emprego em julho para viajar e documentava a viagem principalmente no Instagram. Um vídeo publicado no YouTube, em que ela e Laundrie aparecem sorrindo, se beijando e correndo na praia, já foi visto mais de 2,3 milhões de vezes.
A influenciadora digital estava desaparecida desde o dia 11, e seu corpo foi encontrado no dia 19 no Parque Nacional Grand Teton, no estado de Wyoming. Seus pais procuraram a polícia depois que ela não respondeu a ligações nem mensagens de texto por vários dias.
Familiares e amigos participaram neste domingo (26) do funeral da influencer Gabby Petito, encontrada morta no Parque Nacional Grand Teton, no estado de Wyoming
REUTERS/Jeenah Moon
Laundrie, de 23 anos, teria sido visto pela última vez no estado americano da Flórida. Segundo seus pais, ele saiu de casa sem levar sua carteira e seu celular, e eles temiam que ele fizesse algo contra si mesmo.
“Embora o mandado permita que a polícia prenda o senhor Laundrie, o FBI continua investigando os fatos e as circunstâncias do homicídio da senhora Petito”, disse em nota a polícia federal americana.
Com o indiciamento pela fraude no cartão de débito, Laundrie, que não responde pela morte de Petito, poderá ser preso por qualquer agente policial caso seja encontrado.
Buscas por noivo de Gabby Petito contam com ajuda de cães farejadores
Laundrie havia voltado sozinho para casa no dia 1º, sem falar sobre o paradeiro de Petito, e saiu de casa de novo dias depois, dizendo que ia fazer uma trilha na reserva Carlton (veja mais abaixo).
A polícia o trata como uma “pessoa de interesse” na questão do homicídio (termo usado nos EUA para designar um suspeito ou uma pessoa que possa ter relação com a investigação).
Brian Laundrie e Gabby Petito
Reprodução / Redes Sociais
As buscas na Flórida
Autoridades não disseram por que estão convencidas de que Laundrie ainda pode estar dentro da reserva natural, que tem mais de 9,7 mil hectares e fica perto da casa da sua família em North Port. O pai dele chegou a participar das buscas no local durante os primeiros dias e seus parentes forneceram itens do jovem para obtenção de DNA, a pedido da polícia.
A polícia de North Port diz que os pais dele não relataram seu desaparecimento até o dia 14, três dias depois que a família o viu pela última vez.
Ele disse aos parentes que ia fazer uma caminhada sozinho na reserva, que tem mais de 128 km de trilhas e é dominada por águas pantanosas. Brian estaria muito estressado pela pressão após o desaparecimento de Gabby, mesmo não tendo sofrido nenhuma acusação oficial, segundo seus pais.
A casa da família Laundrie em North Port foi alvo de buscas, e policiais foram vistos carregando caixas de papelão em uma van e apreendendo um Ford Mustang prata.
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Reprodução/Redes sociais
Viagem pelos EUA e desaparecimento
Petito e Laundrie deixaram o estado de Nova York, onde moravam, em julho. Eles viajaram em uma van postando fotos nas redes sociais enquanto viajavam por Kansas, Colorado e Utah.
Testemunhas viram Petito pela última vez em 24 de agosto, quando ela deixou um hotel em Salt Lake City, e ela postou sua última foto no dia seguinte.
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A última mensagem do telefone de Petito para a sua mãe, Nicole Schmidt, foi em 30 de agosto — e a polícia desconfia de seu conteúdo.
Ela dizia apenas: “Nenhum serviço em Yosemite”, um parque nacional na Califórnia, na Costa Oeste dos EUA, que Petito e Laundrie não visitaram durante a viagem.
Ligação para o 911
Em 12 de agosto, uma pessoa ligou para o 911 relatando que Laundrie estava batendo em Petito na frente da Moonflower Community Cooperative em Moab, no estado de Utah.
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A polícia de Moab parou o casal em uma rodovia perto do Parque Nacional Arches.
A filmagem da câmera corporal do agente mostra Petito soluçando enquanto descreve uma briga do casal, em que ela disse ter levado um tapa de Laundrie enquanto ele dirigia a van.
Os policiais não tomaram nenhuma atitude e apenas recomendaram que os dois passassem a noite separados.
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Fonte: G1 Mundo