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Gasto milionário, roteiro chapa-branca, salas quase vazias: a estreia do filme de Melania Trump em SP


Montagem com o cartaz do filme sobre Melania Trump e o registro da sessão de estreia em um cinema na Pompeia, em SP, com apenas um espectador
Reprodução e Vinícius Lemos/g1
Eram 12h30 de sexta-feira (30) quando o aposentado Fernando Passos, de 74 anos, se sentou em uma sala de cinema na Pompeia, em São Paulo, para assistir ao filme de Melania Trump, a primeira-dama americana.
“Gosto muito dela, porque ela é estilosa. Gosto daquele chapéu dela cobrindo os olhos nas celebrações, como nas posses. Acho que ela, como tudo em política, além de interessante, é meio hilária”, disse Passos.
Ele era a única pessoa presente naquela sala em um shopping. O horário ruim em um dia de semana, segundo ele, foi um dos principais motivos para a baixa procura pelo documentário “Melania”, lançado nesta sexta-feira (30) em todo o mundo.
“Quem vem ao cinema nesse horário em dia de semana, além de aposentados como eu?”, questiona.
Passos se declara apoiador do presidente americano Donald Trump. “Ele é um negociador, é um ‘businessman’, ele tem feito sempre coisas muito positivas”, avalia.
O aposentado diz que por muitas décadas pertenceu à esquerda para defender pautas minoritárias, mas argumenta que ficou decepcionado com as primeiras gestões do presidente Lula (PT) e hoje se define como conservador.
“Hoje em dia tenho uma outra visão sobre política. A esquerda tem muitas falácias em suas promessas, teve muita corrupção no governo Lula e, por isso, mudei a minha visão”, comenta Passos.
Ao final do documentário, ele disse ter ficado encantado com a postura de Melania. “Foi um filmaço”, resumiu.
Aposentado Fernando Passos foi o único espectador na estreia de “Melania” em um cinema da Pompeia, em São Paulo
Vinícius Lemos/g1
“Melania” acompanha a trajetória da primeira-dama americana nos 20 dias que antecederam a posse de Donald Trump em 2025, durante o seu retorno à presidência.
A obra tem sido alvo de polêmica e críticas por ser completamente chapa-branca: não há nada que desagrade a primeira-dama. Ela exerceu completo controle editorial sobre o conteúdo, o que fez com que críticos questionassem a integridade artística e o valor jornalístico da produção.
Além disso, a produção recebeu investimento de US$ 75 milhões da Amazon MGM Studios, muito superior a outras obras do gênero. Esse valor, segundo o jornal “New York Times”, inclui cerca de US$ 40 milhões pelo licenciamento da obra e outros US$ 35 milhões em uma agressiva campanha de marketing.
Analistas da indústria e críticos questionam os motivos por trás de um gasto tão elevado, sugerindo que a Amazon pode estar tentando angariar favores com o governo Trump.
LEIA TAMBÉM: ‘Melania’: documentário que custou US$ 75 milhões à Amazon deve arrecadar US$ 5 milhões na estreia
Salas quase vazias
Além do shopping da Pompeia, o g1 acompanhou a estreia do filme em outras duas salas de cinemas em São Paulo. Todas disponibilizaram apenas um horário no período da tarde nesta sexta-feira.
As amigas Suzan, de 68 anos, e Denise, de 62 (ambas não quiseram informar o sobrenome), reclamaram do horário das 14h20, o único disponível em um shopping do Morumbi. “Tivemos que almoçar correndo pra conseguir chegar a tempo”, criticou Suzan.
Elas dizem que gostam de Melania e compraram ingresso para o filme porque queriam saber os bastidores da posse de 2025. Enquanto Denise é comedida sobre comentários políticos, Suzan logo se manifesta ao ser questionada sobre o presidente americano. “Eu apoio totalmente a gestão do Trump, porque ele está certíssimo”, disse.
Na mesma sessão estava a aposentada Sônia Pansera, que contou ter ido ao cinema para relaxar e também por curiosidade sobre a vida de Melania. “No sábado eu vim assistir Hamnet e vi o trailer do filme da Melania, então decidi vir.”
Pansera não se considera admiradora de Trump ou de Melania. “Não sou fã, nada muito especial”, diz. “Não sou totalmente a favor, nem totalmente contra o Trump. Acho que ele é impetuoso, fala muito e depois retrocede, age mais ponderadamente”, afirmou.
Além delas, havia outras quatro pessoas na sala de cinema no Morumbi, sendo uma delas um crítico de cinema, que estava no local para analisar a produção.
O terceiro local que a reportagem visitou foi no bairro Bela Vista, em São Paulo, em uma sessão às 16h. No lugar havia seis pessoas na sala, sendo uma delas um outro crítico de cinema.
A baixa procura pelo filme não é algo exclusivo do Brasil. Ao redor do mundo, a produção também tem sofrido para atrair público. Em Londres, por exemplo, segundo o jornal The Guardian, foram vendidas poucas unidades de ingressos na estreia do filme.
g1 acompanha estreia do filme de Melania Trump em SP
Vinícius Lemos/g1
O g1 procurou a Amazon MGM, responsável por “Melania”, para saber detalhes sobre a distribuição do filme no Brasil, mas não obteve resposta até a conclusão deste texto.
Nos cinemas de São Paulo, o filme recém-lançado continuará com uma única exibição diária, na imensa maioria no período da tarde, nos próximos dias.
Mesmo no fim de semana, o documentário não parece atrair muita atenção. Em uma busca nas plataformas de ingressos na capital paulista, é possível ver salas de exibição sem nenhum assento ocupado ou com uma ou duas unidades de ingresso vendidas para sábado (31) e domingo (1).
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Fonte: G1 Entretenimento

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Thiago Pethit celebra ‘sonho realizado’ com edição de álbum com a trilha que compôs para o thriller gay ‘Ato noturno’


Thiago Pethit assina a trilha sonora original do filme ‘Ato noturno’ com Arthur Decloedt e Charles Tixier
Reprodução / Facebook Thiago Pethit
♫ NOTÍCIA
♬ Thriller erótico gay de clima noir, situado em Porto Alegre (RS) e em cartaz nos cinemas desde 15 de janeiro, o filme “Ato noturno” tem a trilha sonora original – composta por Thiago Pethit com Arthur Decloedt e Charles Tixier – editada em álbum já disponível nos aplicativos de áudio. O trio de autores assina os 32 temas que compõem a trilha instrumental do filme de Filipe Matzembacher e Marcio Reolon.
Temas como “O monólogo” (o mais longo da trilha, com quatro minutos e meio), “O parque I”, “O parque II” e “Voyeur” se ambientam na atmosfera noturna, tensa e por vezes sombria do longa-metragem focado na rivalidade entre dois atores de teatro na disputa pelo papel de protagonista em série de visibilidade nacional, história que se cruza com a relação de um dos atores, Matias (Gabriel Faryas), com Rafael (Cirillo Luna), jovem político às voltas com eleição que o impede de se assumir homossexual.
Um dos artistas mais talentosos da cena indie paulistana do século XXI, Thiago Pethit – cantor e compositor projetado nos anos 2010 com álbuns relevantes como “Berlim, Texas” (2010), “Estrela decadente” (2012), “Rock’n’roll sugar darling” (2014) e “Mal dos trópicos (Queda e ascensão de Orfeu da Consolação)” (2019) – celebra a edição do álbum com a trilha sonora original de “Ato noturno”.
“É piegas, mas é verdade dizer que é um sonho realizado. Tenho orgulho imenso ver e ter este álbum no meio do meu repertório de discos”, comemora Pethit, para quem a trilha sonora de “Ato noturno” tem “ares de supercine”.
Capa do álbum ‘Ato noturno – Trilha sonora original’
Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

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Paulo Augusto é desclassificado do ‘BBB 26’


Paulo Augusto, candidato ao “BBB 26”
Divulgação
Paulo Augusto foi desclassificado do “BBB 26”, após descumprir uma das regras do programa. O brother deixou o reality nesta sexta-feira (30).
“Após análise das imagens da dinâmica do Big Fone na manhã de hoje constatou-se que o participante colocou em risco a integridade física de Jonas e, seguindo as regras, Paulo Augusto foi desclassificado. Mais informações serão apresentadas no programa, pelo Tadeu Schmidt”, diz a nota oficial divulgada à imprensa.
Produzido pelos Estúdios Globo, o “BBB 26” tem apresentação de Tadeu Schmidt, produção de Mariana Mónaco, direção-geral de Mario Marcondes, direção artística de Angélica Campos e produção executiva de Rodrigo Tapias e direção de gênero de Rodrigo Dourado. 
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Fonte: G1 Entretenimento

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Gilberto Gil encerra a turnê ‘Tempo rei’ em março, em São Paulo, com show em que receberá a família musical no palco


Gilberto Gil se despede da turnê ‘Tempo rei’ ao lado da neta Flor Gil, do trio Gilsons e da nora Mãeana em show agendado para 28 de março
Reprodução / Facebook Gilberto Gil
♫ NOTÍCIA
♬ Um ano após ter estreado a turnê “Tempo rei” em 15 de março de 2025, com apresentação em estádio da cidade natal de Salvador (BA), Gilberto Gil se prepara para encerrar a excursão do show retrospectivo e celebrativo em que seguiu roteiro construído com os principais sucessos do cancioneiro autoral composto desde 1962. O derradeiro show da turnê está programado para 28 de março de 2026 em outro estádio, o Allianz Parque, da cidade de São Paulo (SP).
Na última apresentação da turnê, Gil receberá a família musical no palco. Estão confirmadas as participações do trio Gilsons (formado pelo filho José Gil e pelos netos Francisco Gil e João Gil), da neta Flor Gil e de Mãeana, nome artístico de Ana Claudia Lomelino, esposa de Bem Gil e nora de Gil.
É provável que o clã faça homenagem a Preta Gil (1974 – 2025), falecida em 20 de julho, aos 50 anos. Cabe lembrar que a última apresentação de Preta foi ao lado do pai, em 26 de abril de 2025, ocasião em que participou de show da turnê “Tempo rei” interpretando com Gil a canção “Drão” (1982) no palco armado no mesmo estádio paulistano Allianz Parque em que a turnê chegará ao fim após transitar por dez capitais do Brasil.
Além de Preta, Gilberto Gil recebeu ao longo da turnê “Tempo rei” convidados como Adriana Calcanhotto, Arnaldo Antunes, Caetano Veloso, Chico Buarque, Geraldo Azevedo, Iza, Jorge Ben Jor, Liniker, Lulu Santos, Marisa Monte, Paralamas do Sucesso, Roberto Carlos, Russo Passapusso, Seu Jorge e Zeca Pagodinho.

Fonte: G1 Entretenimento

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Macaulay Culkin lamenta morte de Catherine O’Hara: ‘Mamãe, achei que tivéssemos tempo’


Catherine O’hara e Macaulay Culkin em ‘Esqueceram de Mim’
Reprodução
Macaulay Culkin prestou uma homenagem à atriz Catherine O’Hara, que morreu aos 71 anos. A morte da canadense foi noticiada nesta sexta-feira (30). Segundo seu empresário, ela havia recebido o diagnóstico de uma doença não revelada.
“Mamãe. Achei que tivéssemos tempo. Eu queria mais. Queria sentar numa cadeira ao seu lado”, escreveu o ator, que contracenou com ela nos filmes de “Esqueceram de Mim”. Na trama, os dois faziam os papéis de mãe e filho.
“Eu te ouvi, mas tinha muito mais para dizer. Eu te amo. Te vejo depois!”, completou Macaulay.
Post do ator Macaulay Culkin em homenagem a Catherine O’hara
Reprodução/Instagram
FOTOS: Relembre carreira de Catherine O’Hara
Morte de Catherine O’Hara
Catherine foi um nome importante da comédia norte-americana, conhecida por transitar entre campeões de bilheteria e shows de humor de improviso.
A atriz canadense ficou marcada como Kate McCallister, a mãe do protagonista da franquia “Esqueceram de Mim”.
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Também interpretou Delia Deetz em “Os Fantasmas se Divertem” e encarnou a matriarca Moira Rose, da série “Schitt’s Creek”, papel que lhe rendeu um Emmy de Melhor Atriz de Série de Comédia.
A carreira começou no grupo de humor de improviso Second City, em Toronto, onde iniciou a longa parceria com o ator Eugene Levy (famoso pelo papel do pai de “American Pie”).
A colaboração durou décadas, desde o programa de esquetes “SCTV”, nos anos 1970, até o domínio nas categorias de comédia do Emmy e do Globo de Ouro nos anos 2020.
O’Hara também foi colaboradora frequente do diretor Christopher Guest e integrou o elenco de clássicos de Tim Burton, como “Os Fantasmas se Divertem” (1988) e sua sequência de 2024, “Beetlejuice Beetlejuice”.
Catherine O’Hara na série ‘O Estúdio’
Chris Pizzello/AP
Nos últimos anos, a atriz ampliou sua base de fãs nas redes sociais devido ao vocabulário e figurinos da personagem Moira Rose.
Ela se manteve ativa até o fim, com papéis em produções como a série de comédia “O estúdio”, na pele da executiva veterana mentora do protagonista Matt Remick (vivido por Seth Rogen). A atriz também fez uma participação na segunda temporada de “The Last of Us”.
Ela deixa o marido, o diretor de arte Bo Welch, e dois filhos, Luke e Matthew, profissionais da área de cenografia.

Fonte: G1 Entretenimento

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Catherine O’Hara: relembre a carreira da atriz em fotos


Catherine O’Hara, de “Esqueceram de Mim” e “Schitt’s Creek”, morreu aos 71 anos. A informação foi confirmada pelo empresário dela para veículos norte-americanos. A causa não foi informada.
A atriz foi um nome importante da comédia norte-americana, conhecida por transitar entre campeões de bilheteria e shows de humor de improviso. Ela ficou marcada como Kate McCallister, a mãe do protagonista da franquia “Esqueceram de Mim”, Delia Deetz em “Os Fantasmas se Divertem” e mais recentemente como a matriarca Moira Rose, da série “Schitt’s Creek”.
Relembre carreira e vida da canadense nas fotos abaixo:
Catherine O’Hara em “The Last of Us”
Divulgação
Catherine O’Hara, Adam Scott e Richard Jenkins em “Filhos do Divórcio”
Divulgação
Jim Carrey, Catherine O’Hara, Jane Adams e Jennifer Coolidge em “Desventuras em Série”
Divulgação
Catherine O’Hara com Seth Rogen em “O Estúdio”
Divulgação
Catherine O’Hara em “Os fantasmas se divertem” (1988)
Divulgação
Catherine O’Hara em “Os Grandes Músicos”
Divulgação
Catherine O’Hara em “Esqueceram de mim”
Divulgação
Catherine O’Hara em ‘Schitt’s Creek’
Pop TV via AP
Griffin Dunne com Catherine O’Hara em “Depois de Horas”
Divulgação
Catherine O’Hara com Jenna Ortega em “Os Fantasmas Ainda se Divertem: Beetlejuice Beetlejuice”
Divulgação
Catherine O’Hara na série ‘O Estúdio’
Chris Pizzello/AP
Catherine O’Hara e Fred Willard em “Esperando o Sr Guffman”
Divulgação
Catherine O’Hara agradece o Emmy de melhor atriz por ‘Schitt’s Creek’
The Television Academy e ABC Entertainment/AP
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Fonte: G1 Entretenimento

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Catherine O’Hara, atriz de ‘Esqueceram de Mim’, morre aos 71 anos


Catherine O’Hara agradece o Emmy de melhor atriz por ‘Schitt’s Creek’
The Television Academy e ABC Entertainment/AP
A atriz Catherine O’Hara, de “Esqueceram de Mim” e “Schitt’s Creek”, morreu aos 71 anos. A informação foi confirmada pelo empresário dela para veículos norte-americanos. A causa não foi informada.
Catherine O’Hara foi um nome importante da comédia norte-americana, conhecida por transitar entre campeões de bilheteria e shows de humor de improviso. A atriz canadense ficou marcada como Kate McCallister, a mãe do protagonista da franquia “Esqueceram de Mim”, Delia Deetz em “Os Fantasmas se Divertem” e mais recentemente como a matriarca Moira Rose, da série “Schitt’s Creek”.
A carreira começou no grupo de teatro Second City, em Toronto, onde iniciou a longa parceria com o ator Eugene Levy. A colaboração durou décadas, desde o programa de esquetes “SCTV”, nos anos 1970, até o domínio nas categorias de comédia do Emmy e do Globo de Ouro nos anos 2020. O’Hara também foi colaboradora frequente do diretor Christopher Guest e integrou o elenco de clássicos de Tim Burton, como “Os Fantasmas se Divertem” (1988) e sua sequência de 2024.
Nos últimos anos, a atriz ampliou sua base de fãs nas redes sociais devido ao vocabulário e figurinos da personagem Moira Rose. Ela se manteve ativa na indústria até o fim, com papéis em produções como a série de comédia “The Studio” e uma participação dramática na segunda temporada de “The Last of Us”.

Fonte: G1 Entretenimento

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Gretchen é entrevistada no g1 Ouviu ao vivo desta terça-feira (3)


Gretchen é entrevistada no g1 Ouviu ao vivo desta terça-feira (3) Cantora é a convidada do podcast de música do g1, com transmissão ao vivo no g1, no YouTube e no TikTok.

Fonte: G1 Entretenimento

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Musical sobre Fafá de Belém é auto popular sobre brasilidade amazônica, do tamanho certo para o sorriso da artista


Em ‘Fafá de Belém – O musical’, Lucinha Lins interpreta a cantora na atualidade, com os cabelos platinados e a energia mais reflexiva da maturidade
Nil Caniné / Divulgação
♫ CRÍTICA DE MUSICAL DE TEATRO
Título: Fafá de Belém – O musical
Direção geral e idealização: Jô Santana
Direção artística: Gustavo Gasparani
Texto: Gustavo Gasparani e Eduardo Rieche
Cotação: ★ ★ ★ ★ 1/2
♬ A importância de Fafá de Belém na cena cultural do Brasil transcende a atuação da cantora paraense no campo musical. Projetada a partir de abril de 1975, com a veiculação do samba de roda “Filho da Bahia” (Walter Queiroz) na trilha sonora da novela “Gabriela” (TV Globo), Fafá teve participação destacada na cena política nacional da década de 1980 e, nos últimos anos, tem alcançado visibilidade social, alinhada com as pautas identitárias que defendem a valorização do povo e da cultura amazônica.
Em cartaz no Rio de Janeiro (RJ) de quinta-feira a domingo, em temporada que se estenderá até 8 de março no Teatro Riachuelo, o musical sobre a vida da artista dá conta de expor as várias facetas de Fafá. “Fafá de Belém – O musical” é auto popular sobre fé e brasilidade amazônica.
Trata-se do melhor espetáculo da série musical idealizada pelo produtor teatral Jô Santana, também creditado como diretor geral na ficha técnica. No posto de diretor artístico e de autor do texto, em escrita dividida com Eduardo Rieche, Gustavo Gasparani orquestrou musical fluente, brasileiro e colorido que captura o espectador ao longo de dois atos que, somados aos 15 minutos do intervalo de praxe em espetáculos do gênero, roçam três (agradáveis) horas.
Pecado de todos os musicais sobre as vidas e obras de personalidades vivas, a ausência de visão crítica sobre a trajetória de Fafá de Belém jamais empana o brilho do espetáculo, escrito sob o estrito ponto de vista da artista.
A boa premissa do texto é a filmagem de documentário sobre a vida de Fafá. A produção do filme é o pretexto cênico para que, através de conversas da artista com a diretora Yara Marques (personagem da cantora Naieme) e de filmagens de momentos emblemáticos da vida pessoal e da trajetória pública da artista, o musical repise os principais passos da caminhada de Fafá de Belém, partindo da Amazônia em rota que termina no mesmo ponto de partida, passando pela exposição da fé do povo paraense no Círio de Nazaré em cena em que se ouve o canto comovente de “Nossa Senhora” (Roberto Carlos e Erasmo Carlos, 1993).
Helga Nemetik esbanja vitalidade e voz em cena ao interpretar Fafá de Belém nos anos 1970 e 1980
Nil Caniné / Divulgação
Para contar essa saga amazônica, três atrizes interpretam Maria de Fátima Palha de Figueiredo ao longo dos quase 70 anos de vida (a serem comemorados em 9 de agosto). Neta de Fafá, Laura Saab tem presença graciosa em cena ao personificar a Fafá moleca da infância e adolescência. Dona de farto material vocal, Helga Nemetik interpreta a Fafá brejeira da década de 1970 e a Fafá mais plural dos anos 1980, já liberta do estereótipo da cantora regional e sensual. Cantora e atriz, Lucinha Lins é a Fafá da maturidade, a Fafá dos dias de hoje e dos cabelos platinados.
Tanto Helga Nemetik quanto Lucinha Lins oferecem interpretações convincentes sem que uma atriz anule a força da outra em cena. Lucinha Lins tem a energia da Fafá de hoje, ainda intensa, mas menos impulsiva e mais reflexiva. Bem caracterizada como Fafá, Lucinha consegue imprimir o tom de voz da artista e reproduz com precisão a gargalhada característica da artista.
Helga Nemetik ainda precisa burilar a gargalhada (um tanto artificial com a atriz), mas injeta alegria e vitalidade em cena desde que aparece rodopiando ao som do canto do já mencionado samba de roda “Filho da Bahia”, irradiando a luz de Fafá em início de carreira conduzida pelo produtor Roberto Santana, visto no musical como um guardião atento da menina ingênua que veio de Belém (BA) para o Rio de Janeiro (RJ) tentar a sorte na música, até então cantada somente nos saraus da família e em apresentações de conjuntos da cidade natal.
Gustavo Gasparani merece aplausos entusiásticos como dramaturgo e diretor. Além de inventiva, rendeu bela imagem cênica a ideia de personificar o saxofonista Raul Mascarenhas – pai da única filha de Fafá, Mariana – como o boto que, reza a lenda amazônica, se transforma em homem sedutor, vestido de branco e com chapéu. É quando Helga canta lindamente “Que me venha esse homem” (David Tygel sobre poema de Bruna Lombardi, 1979).
O mesmo pode ser dito sobre a opção de Gasparani por fazer o público ouvir as canções mais populares da discografia de Fafá, como “Memórias” (Leonardo, 1986) e “Bandoleiro” (César Augusto e Fafá de Belém, 1995), nas vozes de transformistas de seios fartos – ilustração do fato de Fafá ser cantora adorada pela comunidade LGBTQIA+.
O musical enfatiza a adesão total de Fafá à campanha de 1984 pelas eleições diretas para presidente do Brasil
Nil Caniné / Divulgação
Em momento mais denso, “Fafá de Belém – O musical” põe em cena o engajamento da artista na campanha pelas Diretas Já que tomou o Brasil em 1984. É quando o público ouve “Menestrel das Alagoas” (Milton Nascimento e Fernando Brant, 1983) na interpretação certeira de Helga.
O total envolvimento de Fafá naquele momento político do Brasil irritou gente poderosa que detonou série de fake news sobre a artista. Uma dessas pessoas, o jornalista Zózimo Barrozo do Amaral (1941 – 1997) – então poderoso colunista do “Jornal do Brasil” – é citado nominalmente no texto como o maestro de campanha negativa que gerou atribulações para Fafá, tirando inclusive a paz da vida familiar da artista.
Em contrapartida, o texto omite o nome de Roberto Menescal – na época no posto de diretor artístico da gravadora Philips – como o executivo que aconselhou Fafá a voltar para Belém (PA) no início dos anos 1980, pouco antes de a cantora estourar em 1982 com a gravação de “Bilhete” (Ivan Lins e Vitor Martins, 1980), canção dolorida sobre separação, ouvida na voz de Lucinha Lins.
A propósito, as personificações em cena de Menescal, Max Pierre (outro executivo da indústria fonográfica com quem Fafá travou embate na década de 1980) e do DJ Zé Pedro (articulador do álbum que trouxe a cantora de volta ao mercado fonográfico em 2015 após ausência de dez anos) resultam fakes para quem conhece essas pessoas na vida real.
São meros detalhes de musical arrematado com o canto coletivo da toada amazônica “Vermelho” (Chico da Silva, 1996), fecho contagiante desse grande espetáculo produzido do tamanho certo para o sorriso de Fafá de Belém.
Neta da cantora, Laura Saab personifica a Fafá moleca da infância e adolescência no musical em cartaz até 8 de março no Rio de Janeiro
Nil Caniné / Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

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‘A Nobreza do Amor’: nova novela das seis terá batalhas e romance; veja o que esperar


A próxima novela das seis da TV Globo, “A Nobreza do Amor”, traz em uma fábula afrobrasileira que mistura aventura, romance e humor em uma superprodução que se passa nos anos 1920. A trama conecta dois universos fictícios, o reino africano de Batanga e a cidade nordestina de Barro Preto, para contar uma história que une amor, disputa de poder e busca por justiça.
A princesa Alika (Duda Santos) e Tonho (Ronald Sotto) de ‘A Nobreza do Amor’
Globo/Estevam Avellar
Na novela, a princesa Alika, interpretada por Duda Santos, foge para o Brasil depois que seu pai, o rei Cayman II (Welket Bungué), sofre um golpe organizado por Jendal (Lázaro Ramos). Refugiada com a mãe, a rainha Niara (Erika Januza), ela assume uma nova identidade ao chegar ao Nordeste. Do outro lado do oceano, Jendal se torna obcecado em capturar Alika, prometida a ele como esposa, e vê na volta da princesa a chance de consolidar seu controle sobre Batanga.
Bastidores da novela ‘A Nobreza do Amor’
Estevam Avellar/Globo
O romance entre Alika e Tonho, um trabalhador de engenho vivido por Ronald Sotto, move a narrativa enquanto os dois enfrentam desafios pessoais e se envolvem em conflitos que atravessam os dois continentes. A novela marca a estreia de Lázaro Ramos como vilão e apresenta cenários grandiosos e uma estética inspirada em referências africanas.
Escrita por Duca Rachid, Júlio Fischer e Elísio Lopes Júnior, “A Nobreza do Amor” tem estreia prevista para o dia 16 de março.
📺 O que se sabe até o momento de “A Nobreza do Amor” ❤️
Onde é ambientada a novela?
Dois lugares fictícios: o reino africano de Batanga e a cidade nordestina de Barro Preto, no interior do Rio Grande do Norte.
Quem são os protagonistas?
Os protagonistas são Alika, interpretada por Duda Santos, e Tonho, vivido por Ronald Sotto.
Bastidores da novela ‘A Nobreza do Amor’
Estevam Avellar/Globo
Quem é o vilão?
O vilão é Jendal, interpretado por Lázaro Ramos. Ele é o primeiro-ministro de Batanga e dá um golpe para usurpar o trono.
Por que a princesa Alika foge para o Brasil?
Ela foge depois que seu pai, o rei Cayman II, sofre um golpe de Estado liderado por Jendal, que também condena a família real à morte.
Qual é a missão de Alika?
Ela quer encontrar maneiras de recuperar o trono de Batanga e libertar o reino da tirania de Jendal.
Por que Jendal quer capturar Alika?
Porque Alika foi prometida a ele como esposa e, para Jendal, a captura dela representa a consolidação de seu poder sobre Batanga.
Onde foram gravadas as cenas da novela?
As gravações aconteceram no Rio de Janeiro, incluindo a Fortaleza de Santa Cruz da Barra, e no Rio Grande do Norte, em cidades como Areia Branca, Mossoró, Guamaré, Macau, Parnamirim, Tibau do Sul e Natal.
Quando estreia ‘A Nobreza do Amor’ ?
A novela está prevista para estrear em 16 de março.
Bastidores da novela ‘A Nobreza do Amor’
Estevam Avellar/Globo

Fonte: G1 Entretenimento