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Chanceler austríaco Sebastian Kurz, suspeito de corrupção, renuncia


Em comunicado transmitido pela televisão, Kurz disse que “seria irresponsável” deixar o país em meio ao “caos ou bloqueio” por essas denúncias, que chamou de “falsas”, e que quis garantir que a Áustria tenha “estabilidade “. Chanceler da Áustria, Sebastian Kurz.
Ronald Zak/AP Photo
O chanceler austríaco Sebastian Kurz anunciou, neste sábado (9), sua renúncia, em meio à crescente pressão sobre seu envolvimento em um escândalo de corrupção.
Em comunicado transmitido pela televisão, Kurz disse que “seria irresponsável” deixar o país em meio ao “caos ou bloqueio” por essas denúncias, que chamou de “falsas”, e que quis garantir que a Áustria tenha “estabilidade “

Fonte: G1 Mundo

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Haiti condena as declarações ‘racistas’ de Trump


Em menos de três semanas, mais de 7.500 migrantes haitianos, 20% deles crianças, foram expulsos pelos serviços de migração dos Estados Unidos. O ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump discursa a apoiadores em comício em Cullman, no estado do Alabama, em 21 de agosto de 2021. O Alabama volta a sofrer com a pandemia e não tem mais leitos de UTI disponíveis, mas Trump foi vaiado ao defender a vacinação contra a Covid-19.
Chip Somodevilla/Getty Images/AFP
O Haiti denunciou neste sábado (9) as declarações “racistas” do ex-presidente norte-americano Donald Trump, que garantiu que a entrada de migrantes daquele país nos Estados Unidos coloca os americanos em risco diante da pandemia de Aids.
O drama das crianças brasileiras deportadas dos EUA para o Haiti
Cerca de 24% dos haitianos que tentam migrar por terra para os EUA partiram do Brasil
Polícia desmonta quadrilha que levava haitianos ilegalmente do Chile para os EUA
“O Haiti tem um grande problema com a Aids. Muitas dessas pessoas provavelmente têm Aids, elas vêm para o nosso país e não fazemos nada”, disse o ex-presidente à Fox News. “É como um desejo de morte para o nosso país”.
De acordo com dados do Banco Mundial, a prevalência de HIV no país caribenho tem diminuído continuamente nos últimos 15 anos e agora é estimada em 1,9% da população de 15 a 49 anos.
A embaixada haitiana em Washington condenou as “declarações racistas e infundadas sobre os migrantes haitianos, em particular, e a população haitiana em geral, do Sr. Donald J. Trump”.
“Esses comentários vis tem com objetivo semear ódio e discórdia contra os migrantes”, denunciou a embaixada em um comunicado.
A chegada, em meados de setembro, de mais de 30 mil migrantes – em sua maioria haitianos – à fronteira entre México e Texas gerou fortes críticas ao governo de Joe Biden por parte do Partido Republicano, que acusou o presidente de ter relaxado as políticas de imigração de Trump.
Em menos de três semanas, mais de 7.500 migrantes haitianos, 20% deles crianças, foram expulsos pelos serviços de migração dos Estados Unidos, que fretaram 70 aviões para a capital, Porto Príncipe, e Cap Haitien, a segunda maior cidade do país.
A embaixada haitiana em Washington também considerou que “o povo civilizado (…) não deve ficar indiferente a esta enésima difamação do povo haitiano pelo ex-presidente Trump”.
Em uma reunião privada, em janeiro de 2018, o então chefe de estado dos EUA chamou o Haiti e várias nações africanas de “países de merda”.
Enviado dos EUA ao Haiti renuncia e denuncia deportações ‘desumanas’ de imigrantes

Fonte: G1 Mundo

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Dois dias após ser suspensa, lei do Texas que proíbe o aborto depois de 6 semanas de gravidez volta a valer


Decisão é a mais recente em um processo que o governo federal abriu contra o estado, após considerar que a lei que restringe o aborto era uma ‘afronta’ à Constituição. Governo tem até terça (12) para responder à derrubada da suspensão. Nova lei do Texas impede direito ao aborto
Dois dias após uma decisão judicial que a suspendeu, voltou a valer, na noite de sexta-feira (8), a lei do estado americano do Texas que proíbe o aborto depois de seis semanas de gravidez.
A derrubada da suspensão veio de um tribunal federal de apelações no estado da Louisiana (veja detalhes mais abaixo), em um processo do governo americano contra o estado do Texas para reverter a lei. Agora, o governo federal tem até terça-feira (12) para responder à nova decisão.
Por lei, a interrupção da gravidez é um direito garantido em todos os 50 estados americanos desde 1973. O Departamento de Justiça dos EUA, que abriu o processo contra o Texas, afirmou que o texto antiaborto era uma “afronta aberta à Constituição”.
Aborto nos EUA: como novo caso na Suprema Corte pode limitar direito à interrupção da gravidez
As clínicas de aborto do estado voltaram a atender pacientes com mais de 6 semanas de gravidez por apenas um dia – e pela primeira vez desde o início de setembro, quando a lei entrou em vigor.
A norma proíbe o procedimento após a detecção de batimentos cardíacos do embrião e não prevê exceções para casos de estupro ou incesto. Na 6ª semana de gestação, muitas mulheres nem sabem que estão grávidas.
“Pacientes estão sendo jogadas de volta em um estado de caos e medo”, declarou Nancy Northup, presidente do Centro de Direitos Reprodutivos – que representa várias clínicas do estado que retomaram brevemente os atendimentos de aborto – à agência de notícias americana Associated Press. Ela pediu que a Suprema Corte dos EUA “interviesse e acabasse com essa loucura”.
Suspensão
Na foto, de 2 de outubro, mulheres fazem protesto com cartazes em Austin, no Texas, contra a lei estadual que proibiu o aborto após as seis semanas de gravidez. Elas seguram cartazes com frases como ‘não mexam com as mulheres do Texas’, ‘vocês precisam se acalmar e nos devolver nossos direitos’ e ‘se homens pudessem engravidar, isso nem seria uma discussão’.
Stephen Spillman/AP
A lei texana foi suspensa no dia 6 pelo juiz distrital Robert Pitman, do Texas, nomeado para o cargo pelo ex-presidente Barack Obama.
Na suspensão, de 113 páginas, Pitman disse que, desde que a lei havia entrado em vigor, “as mulheres foram ilegalmente impedidas de exercer controle sobre suas vidas de maneiras protegidas pela Constituição”. Ele acrescentou que “este tribunal não sancionará mais um dia desta ofensiva privação de um direito tão importante.”
Entenda o que significa a proibição do aborto no Texas para o resto dos EUA
ANÁLISE: nova lei do aborto no Texas foi pensada e aprovada por homens
Antes da decisão de Pitman, outros tribunais se recusaram a impedir a lei – incluindo a Suprema Corte, que permitiu que o texto avançasse em setembro sem se pronunciar sobre sua constitucionalidade.
Logo depois de a lei ser suspensa, as clínicas de aborto do Texas já se preparavam para que o tribunal de apelações do 5º circuito – em Nova Orleans, na Louisiana – agisse para reverter a suspensão. A corte já havia permitido que a lei entrasse em vigor em setembro.
Sabendo que a ordem poderia não durar muito, várias clínicas do estado começaram imediatamente a realizar abortos em mulheres com mais de 6 semanas de gestação. Também foram marcadas consultas para este fim de semana.
Não está claro quantos abortos as clínicas do Texas realizaram no curto período em que a lei foi suspensa. Na quinta-feira (7), pelo menos seis provedores de aborto haviam retomado os atendimentos ou estavam se preparando para fazê-lo, de acordo com o Centro de Direitos Reprodutivos.
A Planned Parenthood diz que o número de pacientes do Texas em suas clínicas no estado diminuiu quase 80% nas duas semanas após a lei entrar em vigor. Alguns provedores disseram que as clínicas do Texas correm o risco de fechar – enquanto os estados vizinhos lutam para acompanhar o aumento de pacientes que precisam dirigir centenas de quilômetros para fazer um aborto.
Outras mulheres, dizem, estão sendo forçadas a levar a gravidez até o fim. Também não se sabe quantos abortos foram realizados no Texas desde que a lei entrou em vigor.
Ações judiciais particulares
Em 1992, uma decisão da Suprema Corte impediu os estados de proibirem o aborto antes da viabilidade – o ponto em que um feto pode sobreviver fora do útero, por volta das 24 semanas de gravidez.
Só que a nova lei do Texas deixa a responsabilidade de sua execução para os cidadãos privados. Isso significa que o estado não aplica a legislação – mas permite que pessoas comuns entrem com ações judiciais contra clínicas de aborto.
Caso ganhem as ações, as pessoas têm o direito de receber pelo menos US$ 10 mil (cerca de R$ 55 mil), segundo a Associated Press. Essa nova abordagem para a aplicação da lei é a razão pela qual o Texas evitou uma onda de contestações legais antes desta semana, também de acordo com a AP.

Fonte: G1 Mundo

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Caso Madeleine McCann: promotor diz ter convicção sobre assassino, mas admite não ter provas sobre como morte ocorreu


Em entrevista ao jornal ‘Mirror’, promotor disse que investigação tem outras evidências que ligam principal suspeito ao caso. Segundo ele, caso deverá ser levado ao tribunal em 2022, 15 anos após desaparecimento. A polícia britânica afirmou nesta quarta-feira que existe uma “possibilidade” de que Madeleine McCann, a menina desaparecida em 2007 durante as férias em Portugal, esteja viva e pediu às autoridades deste país a reabertura do caso. “Acreditamos sinceram
AP
O promotor alemão Hans Christian Wolters afirmou que a investigação sobre o caso Madeleine McCann está convencida de que a menina desaparecida desde 2007 foi assassinada pelo suspeito Christian Brückner.
Em entrevista ao jornal “Mirror”, Wolters disse que os procuradores têm provas para acusar Brückner, mas admitiu não ter informações sobre como Madeleine teria morrido. Ele indicou que a investigação deverá ser concluída em 2022.
“Estamos confiantes de que temos o homem que a levou e a matou”, disse o promotor. “Agora é possível que possamos acusá-lo. Temos essa evidência agora”.
Relembre 5 marcos da investigação do caso Madeleine McCann
Pais não estão por trás do desaparecimento da menina, disse MP da Alemanha
No entanto, o promotor disse que o objetivo é acusar Brückner com a maior quantidade possível de provas. Os investigadores aproveitam o fato de o suspeito já estar detido por crimes sexuais para responder dúvidas que ainda existem.
“Não estou dizendo que o que temos é insuficiente agora. Mas ele está na prisão, então não temos essa pressão sobre nós”, disse Wolters.
Segundo o promotor do caso, não há detalhes sobre como Madeleine teria morrido, nem provas como DNA ou fotos que liguem Brückner a um suposto assassinato. Porém, a investigação acredita que outros elementos ligam o suspeito ao crime.
“Não temos corpo nem DNA, mas temos outras evidências. Com base nas evidências que temos, não há nenhuma outra conclusão”, apontou Wolters.
“Não posso dizer com base em que presumimos que ela está morta. Mas para nós, não há outra possibilidade. Não há esperança de que ela esteja viva”, disse.
O “Mirror” informa que, entre as provas analisadas, está uma confissão que Brückner teria feito a um amigo e uma análise de um telefone indicando que ele estava no hotel onde Madeleine foi vista pela última vez.
“É uma prova circunstancial – não temos nenhuma evidência científica”, admitiu o promotor.
Caso Madeleine McCann
Maddie – como Madeleine era conhecida – desapareceu em maio de 2007, quando tinha 3 anos. Ela estava em um hotel na Praia da Luz, no sul de Portugal.
A menina desapareceu enquanto os pais saíam para jantar. Nos últimos anos, o caso passou por reviravoltas, sem que autoridades chegassem a uma conclusão.
A investigação já havia afirmado em 2020 que considerava que Madeleine estava morta. Na ocasião, Brückner foi apontado como suspeito de ter envolvimento no caso.
Em 2019, ele foi condenado por estuprar uma idosa norte-americana de 72 anos em 2005. O crime aconteceu na Praia da Luz, mesma cidade onde Madeleine desapareceu.
Brückner nega ter envolvimento no desaparecimento de Madeleine e se recusa a falar com a polícia e os promotores.
Caso Madeleine: relembre o desaparecimento da menina Madeleine McCann

Fonte: G1 Mundo

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Exposição por Bolsonaro de criança com arma ‘é retrocesso de 20 anos’, diz membro de comitê da ONU


Em rara manifestação, órgão das Nações Unidas cobrou punição ao presidente brasileiro. A atitude do presidente Jair Bolsonaro de expor uma criança fardada e portando a réplica de uma arma em um ato político na semana passada “significa um retrocesso de vinte anos” nos direitos das crianças, disse à BBC News Brasil o uruguaio Luis Ernesto Pedernera, membro do Comitê de Direitos das Crianças da Organização das Nações Unidas (ONU) e ex-presidente do órgão entre maio de 2019 e maio de 2021.
Comitê da ONU desaprova o uso de crianças fardadas e pede que presidente seja punido
O marco a que ele se refere é o ano de 2002, quando entrou em vigor um protocolo da Convenção de Direitos das Crianças sobre envolvimento de crianças em conflitos armados. O Brasil é signatário tanto da convenção quanto do protocolo, tratados internacionais em que o país se comprometeu com a promoção da dignidade das crianças e com políticas para evitar o recrutamento de menores em guerras e outros conflitos violentos.
“É extremamente sensível difundir imagens ou promover atitudes que retrocedem muitos anos. O protocolo facultativo entrou em vigor em 2002, e mostrar uma imagem dessa significa um retrocesso de quase vinte anos”, criticou, em referência à fotografia de Bolsonaro com a criança.
No dia 30 de setembro, o presidente colocou sentado ao seu lado um menino de seis anos fardado e portando a réplica de uma arma, durante cerimônia em Belo Horizonte de lançamento da pedra fundamental do Centro Nacional de Vacinas. Chegou a erguer o garoto sobre os ombros e cumprimentou seus pais como exemplo de “civilidade, patriotismo e respeito”. Veja no vídeo abaixo.
Criança com farda da Polícia Militar de MG e arma de brinquedo cumprimenta Bolsonaro
Para Pedernera, a atitude do presidente na verdade “não ajuda a promover uma cultura de respeito aos direitos humanos, fundamentalmente de não violência e paz”, conforme os princípios da convenção e do protocolo ratificados pelo Brasil.
Ele lembra que em 2015, ano da última avaliação do comitê sobre como o país estava avançando na implementação desses tratados, o Brasil foi elogiado por suas políticas de desarmamento. Na sua visão, a atitude do presidente brasileiro agora vai na direção contrária desses avanços. O governo Bolsonaro tem também adotado uma série de medidas administrativas para facilitar e estimular o acesso a armas.
Veja o que muda com os novos decretos de Bolsonaro sobre armas de fogo
Uma nova avaliação sobre como o Brasil tem implementado a Convenção de Direitos das Crianças está em andamento neste momento.
“É importante que os chefes de Estado deem uma mensagem de que as principais vítimas das guerras são as crianças. E não se deve utilizar as crianças para reafirmar uma imagem de que a guerra é algo bom para elas”, disse também.
Manifestações do Comitê de Direitos das Crianças como a que repudiou ato de Bolsonaro são raras, diz ex-presidente do órgão
Divulgação
Na terça-feira (5), o Comitê de Direitos das Crianças das Nações Unidas repudiou a atitude de Bolsonaro em um comunicado oficial, após questionamentos da imprensa brasileira. Segundo o ex-presidente do órgão, esse tipo de manifestação é algo raro.
“Ponderamos muito as manifestações públicas mediante comunicados desse estilo porque tampouco queremos nos converter em um órgão que apenas divulga comunicados de imprensa. Mas, diante de feitos que comovem a opinião pública, como o da fotografia (da criança armada com Bolsonaro), o comitê deve aclarar (o descumprimento dos tratados), e fundamentalmente porque Brasil é um Estado que ratificou a convenção”, explicou o uruguaio.
“O comitê, em seu exame (da aplicação da convenção) nos Estados, tem 30 anos de existência e viu o que significa os conflitos armados na vida das crianças. Destruição de famílias, de lares, de escolas”, disse ainda.
ONU cobrou punição a Bolsonaro
Na sua manifestação oficial, o comitê disse que “condena nos termos mais veementes o uso de crianças pelo presidente Bolsonaro, vestidas com traje militar e segurando o que parece ser uma arma de fogo, para promover sua agenda política”.
O comunicado lembrou ainda que “a participação de crianças nas hostilidades é explicitamente proibida” nos tratados assinado pelo Brasil e que “isso inclui o uso de crianças em quaisquer atividades relacionadas a conflitos e a produção e disseminação de imagens de crianças envolvidas em hostilidades reais ou simuladas”.
O órgão diz ainda que “tais práticas devem ser proibidas e criminalizadas, e aqueles que envolvem crianças nas hostilidades devem ser investigados, processados e sancionados”.
À BBC News Brasil, Pedernera explicou que a adesão do Brasil aos tratados internacionais não dá poderes à ONU para punir Bolsonaro. Para o comitê, isso deve ser feito pelas instituições brasileiras competentes.
No entanto, apenas a Procuradoria-Geral da República (PGR) pode investigar e processar o presidente e hoje o órgão é comandado por Augusto Aras, visto como aliado de Bolsonaro. Em outro episódio envolvendo menores, a PGR defendeu o arquivamento de uma notícia-crime apresentada por PT e PSOL contra o presidente após ele ter retirado a máscara de crianças em atos políticos.
Não foi a primeira vez, inclusive, que Bolsonaro expôs uma criança armada e fardada. O mesmo já havia ocorrido em julho de 2019, em um evento que ele participou da Polícia Militar de São Paulo.
Questionado sobre os desafios para impedir que Bolsonaro repita essas atitudes, Pedernera defendeu a importância de o Brasil criar um órgão independente de avaliação da implementação da Convenção de Direitos das Crianças e do protocolo sobre conflitos armados. Essa recomendação foi feita ao país na avaliação de 2015, mas não avançou.
“Não posso dizer que seja a solução para o problema, mas nos países que criaram esses mecanismos de monitoramento esses problemas tendem a se reduzir”, disse.
“O Brasil deu um passo importante ratificando o protocolo, mas ratificá-lo implica em termos institucionais no desenvolvimento de legislação, políticas e instrumentos que aprofundem a aplicação do protocolo e acompanhem sua implementação”, acrescentou.
A BBC News Brasil questionou a Secretaria de Comunicação da Presidência da República sobre as críticas do comitê a Bolsonaro mas não obteve retorno.

Fonte: G1 Mundo

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Lava vulcânica atinge mais casas em La Palma; veja vídeo


Vulcão em ilha espanhola está em erupção há mais de duas semanas. Aeroporto da região permanece fechado. Lava vulcânica atinge mais casas em La Palma, na Espanha
Casas e edifícios próximos ao vulcão em erupção na ilha de La Palma, na Espanha, foram atingidos pela lava na manhã deste sábado (9). Houve também uma tempestade de relâmpagos. Veja no vídeo acima.
Drone faz sobrevoo na principal cratera do vulcão de La Palma; assista
Os fluxos de lava já destruíram mais de 1.000 edifícios e cobriram uma superfície de 431 hectares, segundo as autoridades locais.
O aeroporto da ilha está fechado desde quinta-feira (7) devido às cinzas do vulcão. É a terceira vez desde o início da erupção que os serviços aéreos são paralisados.
De acordo com a empresa gestora dos aeroportos espanhóis, a Aena, ainda não se sabe quando o aeroporto poderá reabrir, já que as cinzas continuam caindo.
Lava atinge casas em La Palma, na Espanha
Instituto Volcanológico de Canarias/via Reuters
Ao chegar no mar na noite de 28 de setembro, a lava foi se solidificando e formou uma plataforma de cerca de 40 hectares. Ela gera gases tóxicos quando entra em contato com a água, por isso, os moradores foram orientados a selar portas e janelas com fita adesiva e toalhas úmidas para evitar esses gases.
A erupção do vulcão começou em 19 de setembro e não causou nenhuma vítima, mas deixou graves danos e provocou a remoção de 6 mil pessoas. Muitas delas perderam todos os seus pertences pela lava.
VÍDEOS: Vulcão nas Ilhas Canárias

Fonte: G1 Mundo

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A ilha onde tricotar é tarefa dos homens


Uma ilha no lado peruano do Lago Titicaca é conhecida por suas incríveis e ancestrais habilidades têxteis, que são passadas pelos homens de geração em geração. Homem taquilenho com seu chapéu típico; peças existem há centenas de anos e são passadas de geração em geração
Getty Images via BBC
Na minúscula ilha peruana de Taquile, o valor de um homem não é medido por sua habilidade de caçar ou pescar, mas de tecer.
Alejandro Flores Huatta, de 67 anos, nasceu nesta ilha de 1,3 mil habitantes no lado peruano do lago Titicaca, a uma distância de três horas de carro a partir de Puno, a cidade mais próxima. Flores aprendeu a tecer ainda criança, sendo ensinado por seu irmão mais velho e por seu avô, usando espinho de cacto como agulha.
“A maioria das pessoas aprende olhando. Como não tive pai, aprendi assistindo (meu irmão e meu avô), pouco a pouco”, ele diz no idioma quechua.
Alejandro Flores com seu chullo e a lã usada para produzi-lo; como os demais homens da ilha, ele aprendeu a técnica observando os mais velhos
Romel Velasquez (via BBC)
Taquile é famosa por seus produtos têxteis. As mulheres costumam trançar o tecido e cuidar das ovelhas que proveem a lã, enquanto os homens são responsáveis por produzir os gorros tecidos da ilha. Esses gorros, os chullos, são donos de um significado cultural e têm um papel crucial na estrutura social da ilha: permitem aos homens demonstrar sua criatividade além de identificar seu status marital, seus sonhos e aspirações. Alguns servem até para representar o estado de ânimo.
É uma tradição que a população local se esforça para preservar.
A ilha esteve relativamente isolada até os anos 1950, o que contribuiu para manter suas heranças culturais e modo de vida intactos. Os locais seguem o mantra quechua de “Ama sua, ama llulla, ama qhilla”, (“não roube, não minta, não seja preguiçoso”). Os taquilenhos são, tradicionalmente, agricultores: as seis comunidades da ilha se alternam entre cultivos de batata, milho, feijão e cevada em encostas nas montanhas. Também criam ovelhas, porquinhos-da-índia, galinhas e porcos em terra, enquanto pescam nas águas.
Taquile fica do lado peruano do Lago Titicaca e passou bastante tempo isolado da civilização
Getty Images (via BBC)
O turismo começou a deslanchar nos anos 1970, dando aos locais uma fonte de renda – são milhares de visitantes anualmente para as aldeias e para o lago. Esses visitantes geralmente se hospedam com os locais em acomodações simples, gerenciadas por famílias, participam das colheitas e experimentam especialidades locais, como truta frita com batata e arroz, feijão e chá de menta. Também compram as famosas peças têxteis feitas à mão.
Em 2005, a arte têxtil de Taquile foi considerada patrimônio cultural intangível pela Unesco, braço da ONU para cultura e educação. Alejandro Flores é um entre sete homens da ilha reconhecidos como Mestre de Têxteis, junto ao presidente da ilha, Juan Quispe Huatta.
A tradição existe há cerca de 500 anos, com raízes nas civilizações antigas dos incas, pukaras e collas. Os incas, em particular, usavam adereços na cabeça de modo similar os chullos taquilenhos, para representar a insígnia de sua província específica – mas as similaridades param por aí. Os chullos taquilenhos e os adereços incas são bastante diferentes entre si.
A ilha onde tricotar é tarefa dos homens: Taquile fica no lado peruano do Lago Titicaca
g1
Os mais velhos da ilha dizem que o desenho do chullo chegou com os conquistadores espanhóis em 1535, e o avô de Flores contava a ele histórias de conquistadores usando chapéus similares, “mas não com os mesmos padrões ou símbolos”.
Meninos taquilenhos aprendem a tecer a partir dos 5 ou 6 anos, e o aprendizado é passado pelos mais velhos à geração seguinte. O primeiro chullo feito pelos meninos é branco, e mais tarde ele começa a usar lã de ovelha tingida com plantas e minerais locais, em um método que é refinado até que ele domine a técnica. É um processo lento – até mesmo os mais experientes gastam quase um mês para produzir um chullo, por conta dos intrincados padrões e da iconografia específica, que reflete questões agrícolas, sazonais e familiares.
Os chullos também têm um papel-chave em unir jovens casais. Os homens são escolhidos com base em sua habilidade em tecer com êxito um chullo com pequenas agulhas. Atualmente, alguns homens usam até os raios de rodas de bicicleta no processo. “Eles são bons para se tecer”, diz Flores. “São finos e não quebram com facilidade.”
Segundo ele, um “bom partido” é um homem capaz de fazer um chullo de fios tão próximos que seja capaz de armazenar água quando virado de cabeça para baixo. Flores diz, com orgulho, que seu chullo conseguiria reter água por até 30 minutos sem deixar escorrer nenhuma gota, algo que teria impressionado sua mulher, Teodosia Marca Willy, quando eles se conhecerem, 44 anos atrás.
“Aparentemente ela viu ótimas habilidades no meu chullo. Eu era um ótimo tricoteiro”, ele diz.
“As garotas procuram os melhores chullos. Quem tem um bom chapéu tem mais chances de conseguir uma namorada mais rápido”, agrega Juan, explicando que costuma ser um espetáculo comunitário o momento em que um futuro sogro verifica a habilidade tricoteira de seus potenciais genros.
Embora cada chullo seja tão único quanto quem o produziu, a iconografia e as cores costumam se repetir. Há uma rosa de seis pétalas, em referência às seis comunidades da ilha; há pássaros como a garça-vaqueira e o condor e animais como a ovelha, além de símbolos agrícolas. A lã vermelha representa carnificinas ocorridas no passado, e o azul é homenagem a Mama Cocha, como os locais se referem ao lago que dá sustento à comunidade.
Embora os noivos produzam seus próprios chullos, os usados no casamento são presenteados a eles por seus padrinhos, como uma espécie de iniciação à vida adulta.
“Só um homem que tricota um chullo muito bom pode ser chamado de homem”, diz Flores.
Os chullos continuam mudando ao longo da vida de um homem, dependendo de seu status – quando ele casa ou se separa ou quando ele muda de posição na hierarquia comunitária. “Quando alguém se torna um líder, uma autoridade, e é considerado um ancião (…) precisa mudar a cor do chullo, usar um diferente”, afirma Juan.
Enquanto os chullos cabem aos homens, as mulheres produzem os chumpis
Getty Images (via BBC)
Já as mulheres costumam tecer os coloridos chumpis, cintos que são apresentados a seu noivo no dia de seu casamento. O processo é profundamente pessoal: o cabelo da mulher é costurado no cinto, em sua camada interna.
No caso de jovens solteiros, o interior de seu chumpi contém cabelo de suas mães.
As ilustrações nos cintos costumam espelhar as dos chullos e são específicas de cada família ou parte da ilha.
Os chumpis também costumam ser chamados de “cintos calendários”, com 12 painéis que representam os 12 meses do ano. “Nossa iconografia sempre foi a mesma”, diz Juan. “É única no mundo e vem de nossos ancestrais. (…) Quando vemos um amigo, prestamos atenção a seu cinto, que nos diz de seus planos, por sua iconografia e cores”.
A habilidade feminina dos chumpis também é passada de geração em geração, explica Teodosia. Além disso, os cintos têm um propósito funcional, como apoio às costas durante o trabalho manual de semeadura e agricultura das colheitas ou do cuidado com as ovelhas.
A cultura taquilenha é um tanto progressista: tanto Flores quanto sua mulher são considerados autoridades na ilha, compartilhando a responsabilidade da tomada de decisões.
Alejandro Flores e sua mulher Teodosia: decisões comunitárias são tomadas em conjunto, dizem eles
Romel Velasquez (via BBC)
“Ambos estamos no comando, sempre trabalhamos juntos e decidimos juntos”, Teodosia diz. “Um homem não lidera sozinho. Precisa de sua mulher. Nos tempos antigos também era assim.”
Embora a ilha esteja isolada da civilização, não foi poupada da Covid-19. A ilha foi completamente fechada para visitantes durante 12 meses, cortando uma importante fonte de recursos para os moradores e forçando-os a depender exclusivamente de sua própria agricultura. Ironicamente, os efeitos da pandemia já são representados nos chullos sendo feitos pelas gerações mais jovens. Juan explica que, recentemente, um menino tricotou a imagem de um círculo com os “spikes” do coronavírus.
Para Alejandro Flores, Juan e os demais tricotadores de Taquile, as mudanças recentes fazem com que seja ainda mais importante preservar a cultura e as tradições locais, sobretudo porque seu dialeto da língua quechua não é escrito. Ambos os homens já passaram as habilidades adiante para seus filhos.
“Temos muito conhecimento de nossos ancestrais, e preciso ajudar (os mais jovens) a entender que isso deve estar sempre na nossa mente, na nossa consciência, porque são conhecimentos e sabedorias que não podem ser esquecidos”, diz Juan. “Se os tempos modernos estão vindo, precisamos aceitá-los, mas sem esquecer nossa origem.”
No fim, Alejandro Flores acrescenta: “Um homem que não tece não é um homem”.

Fonte: G1 Mundo

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Bebê rinoceronte nasce em zoológico na França


Mosl é o terceiro filhote da rinoceronte Tala, de 21 anos. Espécie é considerada quase ameaçada de extinção. Zoológico francês recebe bebê rinoceronte
Uma rinoceronte deu à luz um filhote no zoológico de Amnéville, no nordeste da França. O bebê batizado de Mosl é resultado de esforços de conservação da espécie.
Mosl nasceu na manhã de quarta-feira (6). O filhote conseguiu ficar em pé uma hora e meia depois de nascer. Ele foi amamentado por sua mãe, a rinoceronte Tala, comeu feno e caminhou pelo recinto reservado para eles.
“Temos o prazer de apresentar Mosl, um pequeno rinoceronte em grande forma e já muito curioso”, disse o zoológico na sexta-feira (8).
Mosl é o terceiro filhote de Tala. No zoológico francês, ela também deu à luz a Timbo, em 2018. Mosl e Timbo têm o rinoceronte Beni como pai. A instituição que abriga os animais não informou a situação do terceiro filhote.
Bebê rinoceronte Mosl e sua mãe Tala
Zoológico de Amnéville
Tala, uma rinoceronte de 21 anos, é descrita pelo zoológico como uma “mãe muito gentil, protetora de Mosl e que sabe como guiá-lo no nascimento para ajudá-lo a descobrir o espaço ao seu redor”.
Segundo a agência Reuters, os esforços para proteger a espécie têm sido bem-sucedidos. Áreas protegidas em países como África do Sul, Namíbia, Zimbábue e Quênia somam 18 mil rinocerontes brancos.
A espécie é classificada como “Quase Ameaçada” pela lista vermelha da União Internacional para Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês) e é a única das cinco espécies de rinoceronte que não está ameaçada de extinção.

Fonte: G1 Mundo

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Entenda por que a Colômbia autorizou uma mulher que não tem doença terminal a ter eutanásia neste domingo


Paciente de 51 anos tem esclerose lateral amiotrófica (ELA). Decisão inédita foi muito criticada pela Igreja Católica, bastante presente no país sul-americano. Martha Sepúlveda, colombiana que decidiu pela eutanásia, dá entrevista à TV colombiana
Federico Redondo Sepúlveda/Reprodução/Twitter
Está marcada para este domingo (10), às 7h (hora local, 9h em Brasília) a morte de Martha Liria Sepúlveda. Com esclerose lateral amiotrófica (ELA), colombiana de 51 anos é a primeira pessoa sem estado terminal a ter a eutanásia autorizada na Colômbia.
A eutanásia, ou morte assistida, é legalizada na Colômbia desde 1997. O país, aliás, foi o primeiro na América do Sul a legalizar o procedimento. Porém, a prática valia apenas para pacientes que tivessem doenças terminais — ou seja, seria uma forma de abreviar o sofrimento da pessoa em situação já irreversível, se assim fosse a decisão dela.
LEIA TAMBÉM:
‘Dizer que a morte é sinônimo de enorme sofrimento é uma manipulação’, afirma médica
Professor holandês pede que eutanásia não seja vista como ‘algo banal’
Em julho de 2021, a Corte Constitucional — equivalente ao Supremo Tribunal Federal no Brasil — aprovou a extensão do acesso à eutanásia para pessoas que não estejam em estado terminal. A decisão foi autorizada por 6 votos favoráveis e 3 contrários.
A decisão estende a eutanásia “sempre que o paciente padecer de um intenso sofrimento físico ou psíquico, proveniente de lesão corporal ou doença grave e sem cura”.
É aí que entra a situação de Martha, com esclerose lateral amiotrófica (ELA). Em entrevista à emissora de TV colombiana Caracol, ela relatou sentir dores e ter perdido o movimento das pernas, o que a atrapalha na vida cotidiana.
Esclerose Lateral Amiotrófica
Infografia: Karina Almeida/G1
Já em julho, pouco depois da decisão da Corte, Martha solicitou a autorização e conseguiu. Primeiro, gostaria que a eutanásia fosse aplicada em 31 de outubro, mas preferiu antecipar para 10 de outubro — ou seja, este domingo — para as 7h, hora em que costumava ir à missa.
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Protesto contra o projeto de eutanásia em Madri, em 17 de dezembro de 2020
Susana Vera/Reuters
Poucos países autorizam a eutanásia ativa, que é quando a equipe médica em comum acordo com o paciente e/ou a família ativamente interrompem a vida do doente para abreviar o sofrimento.
O procedimento é diferente do suicídio assistido, quando uma pessoa sem doença procura auxílio médico para morrer por livre vontade, e da eutanásia passiva, que é a interrupção do tratamento que mantinha o paciente vivo.
Também é completamente diferente dos cuidados paliativos, ou seja, quando procedimentos mais invasivos deixam de ser feitos para prolongar a vida do paciente e os cuidados são mantidos para que o tempo restante de vida da pessoa ocorra sem dor e maiores sofrimentos, muitas vezes fora do ambiente hospitalar.
A eutanásia ativa é legalizada nos seguintes países:
Bélgica
Canadá
Colômbia
Estados Unidos (alguns estados)
Espanha
Holanda
Luxemburgo
Nova Zelândia
‘Deus não me quer sofrendo’
“Sou uma pessoa católica, me considero alguém que crê muito em Deus, mas, repito, Deus não quer me ver sofrer e acredito que não quer ver ninguém sofrer. Nenhum pai quer ver seus filhos sofrerem”, disse, em entrevista à emissora colombiana Caracol.
“Para mim, a morte é um descanso”, emenda.
Martha Sepúlveda e o filho Federico conversam com a TV colombiana: Martha decidiu pela eutanásia por sofrer com dores e perdas de movimento causados pela ELA
Federico Redondo Sepúlveda/Reprodução/Twitter
Por ser católica, aliás, a decisão de Martha encontra muita resistência dentro da Igreja, que costuma se posicionar contra a prática. Questionada pela TV colombiana como lida com isso diante de padres, ela responde:
“A resposta [que dou a eles] é a mesma: faço isso porque estou sofrendo e porque creio em um Deus que não quer me ver assim. Para mim, Deus está me permitindo isso, então se gosta de mim, não gosta de me ver nesta situação”, justifica.
Martha, então, tenta aproveitar os dias que lhe restam com cerveja e comida, na companhia da família. “Estou mais tranquila desde que autorizaram o procedimento. Rio mais, durmo mais tranquila”, afirmou à TV Caracol.
O filho Federico, de 22 anos, reconhece que gostaria de ter a mãe por mais tempo, mas afirma que aceitar a decisão da eutanásia é o “maior ato de amor” que já fez. “Em princípio preciso da mamãe, quero ela comigo, quase em qualquer condição. Mas sei que em suas palavras ela já não vive mais, apenas sobrevive”, disse.
Bispo pede que Martha repense decisão
Como a maioria da população colombiana, Martha se declara muito católica. Por isso, integrantes da Igreja colombiana pedem que ela reconsidere a decisão de interromper a vida já neste domingo. Francisco Ceballos, bispo de Riohacha, defendeu que “a morte não pode ser a resposta terapêutica à dor e ao sofrimento em nenhum caso”.
“Quero dizer à minha irmã Martha que ela não está sozinha e que o Deus da vida sempre nos acompanha, e que sua tribulação pode encontrar um sentido transcendental, uma chamada ao amor que se renova”, pediu o bispo, em vídeo divulgado nas redes.

Fonte: G1 Mundo

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Alagamento vira atração para clientes em restaurante na Tailândia; assista


À beira de um rio, Chaopraya Antique Café está mais cheio do que nunca depois que recente tempestade tropical severa e fortes chuvas de monções aumentaram o nível da água. Passagem de barcos chega a provocar ondas entre mesas e cadeiras. Alagamento vira atração para clientes em restaurante na Tailândia
Um restaurante à beira de um rio na Tailândia, atingido por uma enchente, tornou-se um local improvável para jantares depois que os apreciadores de boa comida começaram a se aglomerar em seu salão alagado para comer em meio às ondas.
Agora, em vez de cadeiras e mesas vazias, o Chaopraya Antique Café está mais cheio do que nunca, oferecendo uma experiência que o esperto proprietário chama de “surf hot-pot”.
Clientes do Chaopraya Antique Café, em Nonthaburi, na Tailândia, reagem à passagem de um barco, que provoca ondas no local, em foto de 7 de outubro
AP Photo/Sakchai Lalit
Se você gosta de sua comida acompanhada de bastante água, este é o lugar para você.
Pouco depois de a água atingir o parapeito, as primeiras pessoas chegam. Em pouco tempo, o salão fica abarrotado de clientes despreocupados se acomodando alegremente, como se jantar em meio a um dilúvio fosse normal.
Os garçons – alguns usando botas de borracha – caminham cautelosamente pelo redemoinho que rapidamente sobe para mais de 50 centímetros.
Clientes do Chaopraya Antique Café, em Nonthaburi, na Tailândia, em foto de 7 de outubro
AP Photo/Sakchai Lalit
O restaurante, em Nonthaburi, perto de Bangkok, foi inaugurado em fevereiro em uma localização ribeirinha que complementa perfeitamente sua arquitetura e decoração antigas.
Mas uma recente tempestade tropical severa e fortes chuvas de monções aumentaram o nível da água do rio. Adicione as marés e o resultado será uma inundação diária.
Clientes do Chaopraya Antique Café, em Nonthaburi, na Tailândia, reagem à passagem de um barco, que provoca ondas no local, em foto de 7 de outubro
AP Photo/Sakchai Lalit
Vindo logo após uma paralisação de um mês provocada pelo coronavírus, isso poderia ter sido um desastre. Em vez disso – impulsionado pela publicidade na mídia tailandesa – o lugar agora é tão popular que os clientes precisam fazer reservas.
“Este é um ótimo ambiente. Durante esta crise de enchentes, esta se tornou a atração principal do restaurante. Então, eu queria me desafiar e experimentar essa nova experiência”, disse Siripoj Wai-inta, de 24 anos, enquanto mastigava a comida com a água subindo por suas canelas.
Clientes do Chaopraya Antique Café, em Nonthaburi, na Tailândia, em foto de 7 de outubro
AP Photo/Sakchai Lalit
O proprietário apelidou a experiência de “surf hot pot”. Quando um barco de passageiros passa, você descobre o porquê. A deliciosa luta para evitar o encharcamento provocado pelas ondas é o momento que todos esperam e, com uma passagem a cada 15 minutos, ninguém vai para casa desapontado.
Este é o primeiro restaurante do apresentador de TV Titiporn Jutimanon. Ele diz que estava preocupado com o que aconteceria quando as enchentes viessem.
Clientes do Chaopraya Antique Café, em Nonthaburi, na Tailândia, em foto de 7 de outubro
AP Photo/Sakchai Lalit
“Aconteceu que os clientes tiveram uma ótima reação. Eles estão felizes. Podemos perceber a atmosfera das pessoas curtindo a experiência de comer na água. Portanto, uma crise se transformou em uma oportunidade. Isso nos incentiva a manter o restaurante aberto e a manter os clientes satisfeitos.”
O melhor de tudo, diz ele, significa poder manter sua equipe feliz, mantendo-os empregados.
Clientes do Chaopraya Antique Café, em Nonthaburi, na Tailândia, em foto de 7 de outubro
AP Photo/Sakchai Lalit
Clientes do Chaopraya Antique Café, em Nonthaburi, na Tailândia, reagem à passagem de um barco, que provoca ondas no local, em foto de 7 de outubro
AP Photo/Sakchai Lalit

Fonte: G1 Mundo