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Mulher presa em protesto diz que 50 policiais a assediaram em app de namoro


A imagem de Patsy Stevenson sendo algemada foi um dos momentos marcantes da manifestação em repúdio à morte de Sarah Everard, que foi sequestrada, estuprada e morta pelo policial Wayne Couzens. Patsy Stevenson foi algemada pela polícia em um protesto em março deste ano
Reuters/BBC
Uma mulher que foi fotografada sendo algemada em uma manifestação no Reino Unido em março deste ano disse que desde então “cerca de 50” policiais a abordaram em um aplicativo de namoro, deixando-a apavorada.
Patsy Stevenson, 28, havia sido presa em uma vigília em protesto contra a morte de Sarah Everard, que foi sequestrada no caminho para casa e morta pelo policial Wayne Couzens.
Stevenson disse que depois de ter sido presa no protesto, diversos policiais a abordaram no Tinder.
Policial é condenado à prisão perpétua por sequestrar, estuprar e assassinar Sarah Everard
O aplicativo originalmente só permitia conversas entre pessoas que deram “match”, ou seja, quando a atração era recíproca. No entanto, hoje há recursos que permitem que um usuário mande mensagens mesmo que a outra pessoa não tenha demonstrado interesse.
Stevenson afirma que a abordagem dos policiais não foi gratuita e que “havia um motivo” para eles terem a procurado: eles sabiam que ela tinha “medo da polícia”, diz a jovem.
Vigília contra violência
A imagem de Stevenson sendo algemada foi um dos momentos marcantes da manifestação no sul de Londres em março, após a morte de Sarah Everard.
Centenas de pessoas compareceram à vigília, que foi encerrada pela polícia metropolitana de Londres com o argumento que a reunião seria ilegal por causa das restrições impostas pelo governo para conter a pandemia de Covid-19.
Stevenson diz que o evento foi “um divisor de águas”, onde “todos perceberam que, na verdade, todos passamos pelas mesmas coisas”, mas que o “clima tornou-se muito assustador muito rapidamente” depois que a polícia começou a tentar dispersar a multidão.
Ela foi algemada e presa por dois policiais, e também recebeu uma multa de 200 libras (R$1500). Desde então, ela entrou com um processo contra a polícia por causa da prisão.
Ameaças de morte
Stevenson diz que as abordagens que recebeu no Tinder vieram de “cerca de 50” policiais diferentes.
“Todos estavam uniformizados em seus perfis ou diziam ‘sou policial'”, diz a jovem. “Eu não entendo porque alguém faria isso. É quase como uma intimidação, para dizer ‘estamos de olho em você’, e isso, para mim, é assustador.”
“Eles sabem o que eu passei e sabem que tenho medo da polícia. Tem um motivo para eles terem feito isso.”
A jovem diz que ela também se tornou alvo de notícias falsas e conspirações na internet desde sua prisão. Entre as conspirações, pessoas diziam que ela era uma “atriz paga para ser presa e legitimar ataques à polícia”.
“Perdi a conta de quantas ameaças de morte eu recebi”, afirma Stevenson, que também recebeu ameaças de sequestro.
“Agora, se estou na rua e vejo alguém me olhando, fico com medo”, disse ela. “Eu só quero conseguir viver como todo mundo e não ter medo.”
Investigações
Stevenson diz que não é “antipolícia” e que inclusive registrou ocorrência por causa das ameaças – que a polícia diz estar investigando.
A jovem ainda não registrou as abordagens que recebeu no Tinder. Ela diz que a polícia precisa começar “a se responsabilizar pelas ações dos policiais”.
Um dos conselhos da polícia para mulheres que “tiverem preocupações” quando paradas por um policial era “sinalizar para um ônibus”. Stevenson diz que esse tipo de conselho “é parte do problema.”
“Pare de dizer às mulheres como mudar seu comportamento apenas para ficarem vivas”, diz ela. “Se eles começassem a investigar o assunto de forma adequada, a ouvir as preocupações das pessoas e, em seguida, a promover a mudança, poderíamos confiar mais neles.”
A polícia afirma que a jovem deveria entrar em contato e fornecer mais informações para que eles possam “trabalhar para entender se algum oficial da polícia metropolitana de Londres está envolvido (nas abordagens) e se houve alguma conduta indevida”.
A comissária de polícia Cressida Dick confirmou na segunda-feira que haveria uma investigação independente sobre os padrões e a cultura da polícia.
A ministra do Interior, Priti Patel, disse que o governo fará uma investigação sobre as “falhas sistemáticas” que permitiram que Wayne Couzens continuasse a ser um policial após o crime.
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Fonte: G1 Mundo

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Merkel se despede do Papa em sua última viagem a Roma como chanceler alemã


A líder alemã encontrou-se pela sétima vez com o pontífice argentino em seu gabinete privado no palácio apostólico, com quem conversou por 45 minutos, após os quais trocaram presentes. Papa Francisco recebe a chanceler Angela Merkel em audiência privada no Vaticano, na quinta-feira (7)
Handout/Vatican Media/AFP
O Papa Francisco recebeu a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, no Vaticano nesta quinta-feira (7), um encontro de despedida após 16 anos da chefe do governo alemão no poder, durante um protocolo que incluiu um caloroso encontro em Roma com um de seus aliados europeus, o primeiro-ministro italiano Mario Draghi.
A líder alemã encontrou-se pela sétima vez com o pontífice argentino em seu gabinete privado no palácio apostólico, com quem conversou por 45 minutos, após os quais trocaram presentes.
Angela Merkel, filha de um pastor protestante, chegou a Roma no dia anterior e realizou uma série de reuniões, incluindo um almoço com o chefe do governo italiano Mario Draghi em um restaurante com uma vista espetacular da “Cidade Eterna”.
Angela Merkel: conheça o legado e a trajetória da mulher que liderou a Alemanha por 16 anos e deixa o poder em breve
Merkel e Draghi trabalharam lado a lado durante anos, especialmente durante a crise do euro, quando o renomado economista italiano chefiou o Banco Central Europeu.
Após 16 anos no poder, Merkel se aposenta da política, embora permaneça temporariamente no posto enquanto seus sucessores negociam a formação de um novo governo na Alemanha.
“Merkel tem sido uma defensora do multilateralismo (…), ela conseguiu transformar o papel da Alemanha na Europa. Sentiremos sua falta, mas tenho certeza de que a veremos novamente na Itália devido ao seu amor por nosso país”, disse Draghi durante um coletiva de imprensa com a chanceler.
Papa Francisco recebe a chanceler Angela Merkel em audiência privada no Vaticano, na quinta-feira (7)
Handout/Vatican Media/AFP
Férias na Itália
“Meu amor pela Itália não vai parar, vou voltar para visitar Roma e a Itália, mas com outra função”, respondeu a chanceler, que costuma passar férias na ilha de Ischia, no sul.
“Esta é possivelmente a nossa última reunião bilateral, estou feliz por estar aqui. Em poucos meses estabelecemos uma colaboração muito próxima entre nós”, reconheceu Merkel.
Angela Merkel: a trajetória política
A chanceler alemã iniciou o dia com uma visita à sede da influente revista jesuíta La Civiltá Cattolica, durante a qual falou com o religioso alemão Hans Zollner, um dos maiores especialistas em menores vítimas de abusos, tema prioritário para a Igreja Católica Alemã depois do abalo causado por escândalos de pedofilia.
À tarde, Merkel participou do encontro internacional “Povos irmãos, Terra futura. Religiões e culturas em diálogo”, organizado pelo movimento católico Comunidade de San Egidio no Coliseu de Roma e do qual também participou o Papa Francisco. 
Angela Merkel: líder da Europa
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Fonte: G1 Mundo

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França começa a cobrar R$ 280 por teste anticovid de quem não estiver vacinado


A medida entra em vigor na sexta-feira da semana que vem, 15 de outubro. Até então os testes eram gratuitos na França e dispensavam receitas médicas, com exceção de visitantes estrangeiros. Profissional da saúde coleta amostra para teste de Covid-19, em Paris, na França
Christian Hartmann/Reuters
Os testes anticovid perderão sua gratuidade ​​na França a partir de 15 de outubro para franceses e habitantes maiores de 18 anos que não possam justificar a vacinação e que não tenham prescrição médica.
De acordo com o Ministério da Saúde da França, cerca de 5,9 milhões de franceses ainda não receberam nenhuma dose da vacina e, portanto, terão que desembolsar por esses exames, que até agora eram integralmente cobertos pela Seguridade Social.
A medida visa estimular a vacinação, mas também reduzir o custo com os testes, que deve bater os € 6,2 bilhões este ano, após os € 2,2 bilhões gastos em 2020, de acordo com a lei de financiamento da previdência francesa (PLFSS).
A partir de 15 de outubro, os testes de PCR, realizados em laboratórios, custarão € 44 ​​euros (cerca de R$ 280) para adultos não vacinados sem receita, segundo informações desta quinta-feira (7). Os testes antigênicos passam a custar € 22 euros (cerca de R$ 140), se forem efetuados em laboratório, e € 25 euros (R$ 160) nas farmácias.
Por último, os autotestes que normalmente são vendidos a € 5,20 euros deixarão de ser gratuitos quando realizados em frente ao farmacêutico. Existem, no entanto, exceções. “Os testes continuarão a ser reembolsados ​​por motivos médicos. Também queremos mantê-los gratuitos para menores”, declarou o primeiro-ministro francês Jean Castex ao jornal econômico “Les Echos” no final de setembro.
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Fonte: G1 Mundo

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Urso avança contra carro no Japão para proteger filhotes; veja vídeo

Motorista seguia por uma estrada de Hokkaido, norte do país, quando avistou o animal com dois filhotes. Ele parou o carro por segurança, e o animal avançou contra o veículo antes de escapar para a floresta. Urso avança contra carro no Japão para proteger filhotes
Um urso avançou contra um carro no Japão para proteger dois filhotes que cruzavam uma estrada na área rural de Hokkaido, ilha ao norte do país (veja no vídeo acima).
O motorista, que filmou toda a ação, parou o carro por segurança assim que avistou o animal na pista. Ele corria junto dos dois menores pelo asfalto.
Ao perceber o carro, que buzinou, o urso adulto partiu para o ataque contra o veículo e bateu as garras contra o capô do automóvel.
Depois de “assustar” o motorista, o urso se voltou para trás e escapou, correndo, para uma área de floresta com os dois menores.
Segundo a emissora japonesa Nippon TV, o motorista afirmou em entrevista ter ficado preocupado que o animal pudesse quebrar o vidro do carro.
Nem animal, nem motorista ficaram feridos após o incidente.
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Fonte: G1 Mundo

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Mais de 120 mil crianças perderam pais ou cuidadores para Covid em 15 meses nos EUA


A cada quatro pessoas que morreram no país nesse período, uma criança ficou órfã ou perdeu a pessoa responsável por sua criação. Minorias étnicas foram as mais afetadas, e crianças brancas foram as que tiveram menos perdas; mortes podem provocar traumas que afetam saúde mental, ressalta médica. Pais acompanham seus filhos do lado de fora de escola primária no Brooklyn, em Nova York, em foto de 29 de setembro de 2020
AP Photo/Mark Lennihan
Mais de 120 mil crianças tiveram um dos pais ou a pessoa que cuidava delas mortos por Covid-19 nos Estados Unidos em um período de 15 meses, segundo estudo publicado nesta terça-feira (7) no diário médico Pedriatrics.
O número exato é de 120.630, e isso significa que uma a cada 500 crianças perdeu um de seus parentes mais próximos entre 1º de abril de 2020 e 30 de junho de 2021.
Ou ainda, conforme o estudo, que a cada quatro pessoas que morreram no país nesse período, uma criança ficou órfã ou perdeu a pessoa responsável por sua criação.
Além delas, outras 22.007 perderam um avô ou outra pessoa que exercia o papel de “cuidador secundário”, como é chamado aquele que ajuda em suas necessidades de alimentação, moradia e cuidados, mas não é o principal responsável.
As minorias étnicas foram as mais afetadas, e as crianças brancas foram as que tiveram menos perdas. Quem mais sofreu foram crianças nativo-americanas, onde o número chegou a uma a cada 168 perdendo um dos pais ou cuidadores.
Em seguida vieram as crianças negras, na proporção de uma a cada 310, e as hispânicas, com uma a cada 412. No caso das de origem asiática, foram uma a cada 612, e no das brancas, uma a cada 753.
Independente de sua origem, como ressaltou em um comunicado a diretora do Instituto Nacional de Abuso de Drogas, Nora D. Volkow, “a morte de uma figura parental é uma perda enorme que pode remodelar a vida de uma criança”. Ela lembrou que os efeitos desse trauma podem afetar inclusive a saúde mental por toda a vida.
Além disso, em alguns casos a perda dos pais ou cuidadores pode levar crianças a viver nas ruas, destacou ainda a Dra. Susan Hillis, principal autora do estudo e epidemiologista do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), em entrevista ao “New York Times”.
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Fonte: G1 Mundo

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Por que esperada entrada do Brasil na OCDE ainda não vingou


Formalizado em 2017, o pedido de adesão do Brasil à Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) está parado desde então, apesar das reiteradas expectativas de que a candidatura brasileira fosse aprovada rapidamente. O secretário de Estado americano, Antony Blinken, e o secretário-geral da OCDE, Mathias Cormann, discutiram processo de novas candidaturas, entre elas a do Brasil
Reuters via BBC
Formalizado em 2017 e maior aposta do governo Jair Bolsonaro para a política externa, o pedido de adesão do Brasil à Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) está parado desde então, apesar das reiteradas expectativas de que a candidatura brasileira fosse aprovada rapidamente.
Nesta semana, em Paris, uma nova oportunidade de avanço nas discussões surgiu no horizonte com a sinalização, feita pelos Estados Unidos, de que o ingresso de novos países é possível. Mas não se sabe ainda em que medida isso poderia favorecer o Brasil.
O que o Brasil perde e ganha se entrar na OCDE, o ‘clube dos países ricos’
A queda de braço entre europeus e americanos sobre como deve ser a ampliação da entidade travou as negociações nos últimos anos. Atualmente, seis países formalizaram pedidos de adesão à OCDE e aguardam há anos uma decisão sobre suas candidaturas: três sul-americanos (Brasil, Argentina e Peru) e três europeus (Croácia, Bulgária e Romênia).
Para tentar sair do impasse, o novo secretário-geral da OCDE, o australiano Mathias Cormann, que assumiu o cargo em junho, vem consultando os países membros em relação a um plano para iniciar simultaneamente o processo das seis candidaturas. A partir disso, o ritmo de ingresso na organização dependeria de como cada país avança nos requisitos para se enquadrar às regras da OCDE.
Por enquanto, esse plano de Cormann não foi formalizado. Considerado mais cauteloso do que seu antecessor, o mexicano Angel Gurría – que chegou a estimar que a candidatura do Brasil seria aprovada ainda em 2017 e reiterou diversas vezes que o país era o mais bem posicionado para avançar rapidamente no processo de adesão – Cormann só deverá oficializar sua proposta de lançar a análise dos seis países ao mesmo tempo quando avaliar que há consenso suficiente.
A proposta de Cormann de iniciar ao mesmo tempo o processo das seis candidaturas já foi defendida pelos europeus. Mas o governo do ex-presidente Donald Trump questionava até que ponto a expansão da OCDE deveria ser feita.
Na visão americana sob a presidência de Trump, uma organização muito ampla dificultaria a tomada de decisões. Washington defendia uma abertura progressiva, de um a dois países, sem a garantia de que aceitaria os três candidatos europeus, como exige a União Europeia.
Na reunião ministerial da OCDE em Paris, nesta terça e quarta, o secretário de Estado americano, Antony Blinken, declarou que “os Estados Unidos estão engajados em ver a organização continuar crescendo mais forte. Estamos prontos para trabalhar e construir um consenso para avançar.”
As declarações de Blinken foram interpretadas como uma sinalização importante para o desbloqueio das discussões. Foi a primeira vez que o governo de Joe Biden comentou publicamente o tema da ampliação da organização.
“Os países candidatos que compartilham nossos valores e atingem os altos padrões da OCDE podem prosseguir o caminho da adesão”, acrescentou Blinken, copresidente da reunião ministerial, no discurso de abertura do encontro.
Projeção da OCDE projeta Brasil como um dos países com maior inflação em 2021
‘Longe de um resultado’
“A percepção é de que há espaço para que as discussões comecem. Ainda estamos longe de um resultado porque os americanos não disseram qual seria a modalidade ou como querem ver esse processo avançando”, disse à BBC News Brasil um diplomata brasileiro próximo às negociações.
“É um progresso importante, já que o novo governo ainda não tinha se manifestado sobre o assunto, confirmando que aceita se engajar nessa discussão e que os países que cumprirem as condições têm direito de ingressar na OCDE”, completa o diplomata brasileiro, acrescentando que por enquanto ainda se trata de “consultas iniciais” e que possivelmente os americanos ainda não definiram o caminho que preferem seguir em relação ao assunto.
A ampliação da OCDE não fazia parte da agenda da reunião ministerial da organização em Paris, encerrada nesta quarta, mas o secretário-geral aproveitou o encontro para defender a ampliação da entidade e sondar os países em relação à sua proposta de seis candidaturas simultâneas, que avançariam conforme o cumprimento das exigências para se adequar às regras da organização.
Cormann declarou no encontro que os seis países “estão esperando há anos por uma resposta” e ressaltou que a organização “precisa decidir sobre as candidaturas.” O secretário-geral afirmou também que nas próximas semanas continuará consultando os membros da OCDE “para encontrar uma saída” em relação a essa questão.
Segundo ele, os seis atuais candidatos mostraram “claros progressos” na adoção progressiva das regras e padrões da organização.
O Brasil já aderiu a 100 dos 247 instrumentos legais da OCDE, de acordo com o governo brasileiro. Se a proposta de Cormann obtiver consenso, o Brasil “largaria um passo à frente” dos demais candidatos, na avaliação do diplomata brasileiro, justamente porque estaria mais avançado no processo de adequação às normas da organização.
Candidaturas simultâneas também permitiriam atenuar possíveis resistências em relação ao governo do presidente Jair Bolsonaro, principalmente por conta das políticas ambientais brasileiras. No início do ano, o Brasil não conseguiu passar do estatuto de convidado para o de participante no comitê de meio ambiente da OCDE, devido à oposição da França.
A reunião ministerial desta semana teve como destaque justamente a crise climática. “A questão ambiental não seria um tema importante no início dos trâmites (de adesão), mas será um tema muito importante ao longo do processo”, afirma o diplomata brasileiro.
A OCDE, com sede em Paris, reúne 38 países, a maioria economia desenvolvidas. Ela ainda é chamada de “clube dos ricos, apesar de incluir vários emergentes, como a Colômbia ou a Costa Rica, que ingressou neste ano. A organização é um fórum que discute e promove políticas públicas em várias áreas e realiza ainda uma série de estudos internacionais. Ser membro efetivo da OCDE é visto como um “selo de qualidade” que impulsionaria a economia dos países.
Reviravolta
O empenho do Brasil em ingressar na OCDE representa uma reviravolta em relação à postura adotada nos anos 2000. O ex-ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, havia declarado em 2019 que o Brasil tinha “pressa” em entrar na organização e que a adesão do país à OCDE estava “no ar”.
Já na visão do ex-presidente Lula, fazer parte do “clube dos ricos” poderia por fim à representatividade do Brasil junto aos países pobres e em desenvolvimento. O ex-chanceler Celso Amorim chegou a declarar a durante uma reunião ministerial da OCDE em Paris que ingressar na organização não era “uma reivindicação ou aspiração do Brasil.”
O Brasil já participava há anos com o estatuto de “parceiro-chave” de inúmeros comitês da OCDE. Em 2015, já na gestão de Dilma Rousseff, o Brasil assinou um acordo de cooperação com a organização. Na época, o chanceler Mauro Vieira havia afirmado que o acordo não representava “uma adesão automática com data marcada” e que a economia brasileira havia crescido muito nos últimos anos e seria necessário “conhecer melhor o que a organização poderia oferecer.”
O acordo de cooperação tinha prazo de dois anos e logo depois o Brasil oficializou seu pedido de adesão à entidade.

Fonte: G1 Mundo

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Homem é preso nos EUA ao tentar assaltar mesmo banco duas vezes em dois dias seguidos


Samuel Brown conseguiu fugir com grande soma em dinheiro no primeiro dia, mas na manhã seguinte voltou à mesma agência em Fountain Valley, na Califórnia, e foi detido. Ele já tinha condenações anteriores por roubo. A agência bancária em Fountain Valley, na Califórnia, que Samuel Brown tentou roubar duas vezes
Reprodução/Google Earth
Um homem suspeito de roubar um banco na Califórnia, nos EUA, foi preso quando retornou e tentou roubar a mesma filial no dia seguinte, segundo a polícia.
Samuel Brown entrou em uma agência do banco Chase na cidade de Fountain Valley na tarde de segunda-feira (4) e entregou um bilhete a um dos caixas, exigindo dinheiro, segundo policiais.
O homem conseguiu fugir com “uma grande soma de dinheiro” antes dos policiais chegarem ao banco, de acordo com um comunicado do Departamento de Polícia de Fountain Valley.
Mas, na manhã de terça-feira, a polícia recebeu um chamado sobre um roubo em andamento na mesma agência do Chase, ainda segundo o comunicado.
Desta vez os policiais chegaram a tempo, e prenderam o suspeito, de 33 anos.
O homem, que já tem condenações anteriores por roubo, em San Diego, está detido na prisão de Orange County sob uma fiança de US$ 170 mil (cerca de R$ 935 mil).
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Fonte: G1 Mundo

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Dinheiro gasto em armas deveria ser usado para alimentos e vacinas, diz Papa Francisco


‘Menos armas e mais comida, menos hipocrisia e mais transparência, mais vacinas distribuídas de forma justa e menos armas comercializadas indiscriminadamente’, disse o papa. Papa reúne cientistas e representantes de várias religiões e faz apelo conjunto contra aquecimento global
O Papa Francisco encerrou uma reunião entre líderes de algumas das principais religiões mundiais nesta quinta-feira (7) e afirmou que o comércio de armas como uma maldição para a humanidade. O dinheiro gasto em armamentos deveria ser utilizado para alimentar os famintos e distribuir vacinas de forma justa, disse ele.
“Menos armas e mais comida, menos hipocrisia e mais transparência, mais vacinas distribuídas de forma justa e menos armas comercializadas indiscriminadamente”, disse Francisco em seu discurso no evento em frente ao antigo Coliseu.
Papa reúne cientistas e representantes de outras religiões para fazer apelo contra aquecimento global
Francisco falou após declarações de líderes muçulmanos e judeus, de outros cristãos e da chanceler alemã, Angela Merkel, que manteve conversações com o papa no início do dia.
Angela Merkel com o Papa Francisco, em 7 de outubro de 2021
Divulgação/Vatican Media/Via Reuters
“A guerra joga jogos com vidas humanas. Assim como a violência e a ruína de um comércio de armas em expansão, muitas vezes movendo-se nas sombras, alimentado por fluxos subterrâneos de dinheiro”, disse Francisco.
Francisco já pediu em outros momentos o desarmamento e a proibição total das armas nucleares.
“Exortemos inequivocamente que as armas sejam colocadas de lado e os gastos militares reduzidos, a fim de atender às necessidades humanitárias, e que os instrumentos de morte sejam transformados em instrumentos de vida”, acrescentou o pontífice nesta quinta.
O encontro internacional anual de líderes religiosos é organizado desde 1986 pela Comunidade de Sant’Egidio, com sede em Roma, um grupo católico mundial de caridade e paz.
Tanto Francisco quanto o rabino Pinchas Goldschmidt, presidente da Conferência dos Rabinos Europeus, observaram que estavam diante de um anfiteatro usado para entretenimento de massa brutal na época dos romanos.
“Hoje, também nós podemos ser espectadores da violência e da guerra, de irmãos matando irmãos, como jogos que assistimos de uma distância segura, indiferentes, certos de que nunca nos afetarão. O sofrimento dos outros dificilmente nos incomoda”, disse Francisco.
“Nem mesmo o sofrimento das vítimas da guerra, dos migrantes, dos meninos e meninas envolvidos em conflitos e que tiveram as brincadeiras despreocupadas da infância roubadas deles. A vida das pessoas e das crianças não é um brinquedo”, disse.
O papa, que frequentemente condena o “nacionalismo vacinal”, e o grande imam da mesquita e universidade Al-Ahzar no Cairo, Ahmed al-Tayeb, falaram da desigualdade na distribuição das vacinas contra Covid-19 durante a pandemia.
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Fonte: G1 Mundo

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Shimon Perez, israelense vencedor do Nobel da Paz e morto em 2016, é acusado de abuso sexual


Shimon Peres, morto em 2016, é uma das pessoas mais importantes da história de Israel; ele foi primeiro-ministro duas vezes e depois foi presidente. Ele é acusado de assédio sexual por ex-diplomata e ex-parlamentar. Imagem de Shimon Peres em 2016
AFP
Uma ex-parlamentar e ex-diplomata de Israel afirmou que o ex-presidente de Israel Shimon Peres abusou sexualmente dela duas vezes nos anos 1980 —em uma das ocasiões, o suposto abuso teria acontecido quando Peres era primeiro-ministro do país.
Peres morreu em 2016. Ele venceu o Nobel da Paz em 1994, e foi primeiro-ministro de Israel em duas ocasiões e o presidente do país entre 2007 e 2014.
Veja a história de Shimon Peres
Ex-líder israelense Shimon Peres é enterrado em Jerusalém
Colette Avital, a ex-parlamentar, deu uma entrevista ao jornal “Haaretz” que foi publicada nesta quinta-feira (7).
Quando ela trabalhava na embaixada de Israel em Paris, ele foi visitá-la. Ele alegou que, por razões de segurança, ela deveria ir ao quarto dele. Ao chegar lá, ela o encontro de pijama. Ele a jogou na cama, mas ela diz que resistiu e deixou o quarto.
O porta-voz do Partido Trabalhista estava em um quarto ao lado, e ela afirma que disse ao porta-voz que da próxima vez que os dois fossem a Paris, ela só os encontraria em conjunto. Avital disse que o porta-voz entendeu o que ela quis dizer na ocasião.
Ela contou que quando Peres foi primeiro-ministro pela primeira vez, em 1984, ela foi chamada ao gabinete dele. Lá, os dois conversaram sobre possíveis cargos para ela. Quando ela se levantou para sair, Peres tentou beijá-la. Ela o empurrou e deixou a sala.
Ainda assim, ela continuou a trabalhar com o político durante muitos anos —apesar de ter evitado ele durante os dois anos logo após o incidente.
A família de Peres ou as fundações ligadas ao político não se manifestaram.
Acusadora afirmou que sentia admiração por Peres
Avital afirma que ela continuou a trabalhar com Peres depois do primeiro incidente porque não imaginou que ele fosse tentar novamente. Nesse período, ela afirma, ela tinha admiração por ele, pelo seu talento, criatividade e pelas suas expressões de pensamento.
Na época, ela o considerava um modelo de estadista.
Ela demorou para revelar porque achou que seria objeto de piadas, e que aquelas eram as normas.
Na entrevista, ela ainda contou que havia rumores no Ministério de Relações Exteriores de que ela e Peres tinham uma relação romântica.
Prêmio Nobel de 1994
Peres ficou mais de sete décadas na vida pública do país. Ele é tido como um dos símbolos israelenses. Ele recebeu o Nobel da Paz em 1994 por ter tentado acertar um acordo de paz com os palestinos.
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Reino Unido retira Brasil da ‘lista vermelha’ e viajantes vacinados não precisarão cumprir quarentena


Quem tiver duas doses de uma vacina contra a Covid-19 precisará apenas apresentar teste negativo para a doença, além do comprovante de vacinação. Quem não estiver completamente vacinado deverá cumprir com isolamento de dez dias, mas não será mais obrigado a ficar em um hotel do governo. Passageiros no aeroporto de Heathrow, em Londres.
REUTERS/Toby Melville
O Reino Unido anunciou nesta quinta-feira (7) a retirada Brasil da “lista vermelha” para a Covid-19 e viajantes vacinados não precisarão cumprir com a quarentena obrigatória em hotéis indicados pelo governo a partir de segunda-feira (11).
Segundo comunicado do governo britânico, viajantes oriundos do Brasil e de mais 46 países – que estiverem completamente vacinados – precisarão apenas apresentar um teste negativo para a doença, além do comprovante de vacinação.
A decisão, no entanto, diz que viajantes que não estiverem completamente vacinados ainda deverão cumprir com um isolamento de dez dias, mas não serão mais obrigados a cumprir esta quarentena em um dos hotéis vinculados ao governo.
O informe do governo disse também que os vacinados no Brasil serão reconhecidos como qualquer indivíduo britânico vacinado dentro do reino contanto que tenham sido vacinados há pelo menos duas semanas com os imunizantes abaixo:
Oxford/AstraZeneca
Pfizer/BioNTech
Moderna
Janssen
Reportagem em atualização.

Fonte: G1 Mundo